Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Marque a opção que esteja em desacordo com a tirinha a seguir:
Texto IV

Marque a opção que preenche corretamente os parenteses sobre gêneros do discurso em sala de aula:
( ) A publicação do Parâmetro Curricular Nacional de Língua Portuguesa – PCN tem acarretado muito debate para o ensino dos gêneros discursivos.
( ) O viés enunciativo-discursivo possui base teórica e ideais pautados em Bakhtin; seus fundamentos coadunam com a didatização ou escolarização dos gêneros do discurso.
( ) Bakhtin defende que os gêneros discursivos resultam em formas-padrão “relativamente estáveis” de um determinado enunciado; essas formas seriam determinadas sócio-historicamente.
( ) Os gêneros sofrem modificações de acordo e em consequência do momento histórico no qual estão inseridos; assim, podemos compreender que cada situação social dá origem a um gênero com suas próprias peculiaridades.
( ) A habilidade linguística de uso dos diversos gêneros depende do domínio da língua. A facilidade de reconhecer e empregar os gêneros perpassa pelo treino, pela observação dos aspectos formais e pelas regras fixas neles existentes.
Professores brasileiros gastam mais de 20% do tempo de aula para manter a ordem em sala – acima da média internacional de 16%. O dado faz parte da nova edição do Talis, a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Teaching and Learning International Survey, na sigla em inglês), divulgada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na segunda-feira (6).
Mais de 50% dos professores relataram enfrentar “barulho perturbador e desordem” durante a aula. Nesse caso, o índice representa mais que o dobro da média entre os países avaliados pela OCDE, que é de 20% – ou um em cada cinco professores.(...)
(https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/10/07/brasil-tem-indisciplina-escolar-acima-da-media)
A lira dos 80 anos de Geraldo Azevedo
“Será apresentado nos próximos dias 22, 23 e 24, às 20h30, no Teatro do Parque, ’Mora na Filosofia’, show-pesquisa sobre o samba de morro, com a presença ’ da Universidade de Samba dos Boêmios de Sítio Novo’. Na oportunidade, o show lançará duas jovens cantoras - Isabel e Lucia - e um novo violonista e cantor, Geraldo Azevedo. As duas primeiras exibições de ’Mora na Filosofia’ serão promovidas pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia do Recife, e o terceiro (domingo 24), pelo Centro de Estudos Cinematográficos, da Faculdade de Arquitetura da ´ Universidade do Recife.”
Faz quase 60 anos, o Diário de Pernambuco, em 21 de outubro de 1965, divulgou esta nota. Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo. Ao alcançar a Lira dos 80 anos, publicamos uma entrevista especial com ele. Com o balanço de sua trajetória e uma serie de curiosidades das canções, dos shows, das canções.
“Mora na filosofia” é o título da letra de uma musica dos anos 1950. No carnaval de 1955 chegou a ser premiada como uma das melhores letras. Mas não sob a concordância geral, pois articulista como Paulo Quadros, da Gazeta de Notícia, distinguiu-a como “completamente absurda”. O samba e de autoria de Monsueto Menezes e Arnaldo Passos.
Não foi por “completamente absurda” por falta de nexo que a censura vetou a “Canção da despedida” e outras canções. A motivação era exatamente a oposta: a do excesso de sentido, mas considerando que o lirismo daqueles jovens na casa dos 20 anos “moravam” numa filosofia de liberdade, considerada pelo regime algo “dissonante”, “absurdo”, “inútil”, “inadequado”.
Gilberto Freyre, num artigo sobre Karl Marx, chegou a indagar se o autor de O Capital não teria sido um gênio literário desviado de sua vocação. Ele poderia tecer a mesma hipótese quanto a Freud. No caso de Geraldo Azevedo, a primeira vocação não parece ter sido para as artes temporais da Musica, mas as espaciais da arquitetura, do desenho. De um modo ou de outro, sua casa e a linguagem. Aliás, trata-se de quase um lugar-comum na filosofia, desde que se remete a Heidegger a ideia da linguagem como “a casa do ser”. A “filosofia” de Geraldo Azevedo é a das canções. A sua razão de ser, existir, atuar. É onde ele mora, desde a adolescência, e até agora. Na língua e na linguagem dos versos ele se expressa, e na habilidade para um instrumento: o violão. Ainda que este não seja aquela guitarra de mesón do poema de Antônio Machado, cabe no sentido emocionado dos versos: ˆ
Tú eres alma que dice su armonía
solitária a las almas pasajeras ...
Y siempre que te escucha el caminante
sueña escuchar un aire de su tierra.
Tem Geraldo Azevedo fãs fiéis e constantes ao longo destes 60 anos de carreira, exatamente porque nunca parou de dizer sua “harmonia solitária às almas passageiras”. Não tão solitária, porque justamente sempre está sob a companhia da guitarra, chame-se guitarra (à maneira espanhola, e também a reinventada em elétrica, ao modo americano) ou violão. Como Manuel Bandeira, ele não se fez arquiteto, e, sim, poeta. Não por motivo de doença, mas por excesso de saúde. Assim, saudavelmente chega aos 80 anos, com sua lira (sua guitarra-violão) intacta e cheia de energia, morando não na filosofia, mas na música por inteiro, na sua linguagem. Ou, como disse bem Heidegger:
“A linguagem é a casa do ser. Em sua mora habita o homem. Os pensadores e poetas são os guardiães dessa morada. Sua guarda consiste em levar a cabo a manifestação do ser, na medida em que, mediante seu dizer, eles a levam a linguagem e ali a custodiam”.
(Mário Hélio — Editor. Revista Continente. Edição 279, Março de 2025) Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo.
No texto, o emprego do elemento em destaque tem a função de: