🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.442 questões

Q3597207 Português
Para o leão, a incomparabilidade era necessitar: 
Alternativas
Q3597206 Português
O leão, apesar do seu amadurecimento e da sua grande vontade, conseguiu:
Alternativas
Q3596609 Português
A carta é um gênero textual usado na correspondência e tem como objetivo estabelecer uma comunicação direta entre os interlocutores, permitindo a transmissão de diferentes tipos de mensagens. Com base nisso, analise as estruturas a seguir, relacionadas a esse gênero, e marque (V) para as verdadeiras ou (F) para as falsas:
(__)Cabeçalho: normalmente, indica-se a cidade e a data em que a carta foi escrita, posicionadas no canto superior do texto.
(__)Corpo da carta: parte onde a mensagem é realmente transmitida. No caso das cartas pessoais, seu tamanho e organização podem variar de acordo com características individuais.
(__)Desfecho: parte final do texto, podendo estar integrado ao corpo ou destacado logo abaixo. Nele, o autor conclui sua mensagem, expressa cordialidade e realiza a despedida.

A sequência que preenche corretamente os parênteses é:
Alternativas
Q3596570 Português
Qual a maior compulsão?


As mulheres sempre tiveram mais de um sapato, uma porção de pares, para revezar o máximo possível com as suas roupas. Trata-se de uma variedade incrível para lidar com cada estilo e ocasião.

É a síndrome mansa de Imelda Marcos dentro de cada uma delas — Imelda é mãe do presidente das Filipinas, ex-primeira-dama, que se vangloria de possuir mais de 3.000 pares de sapatos em 95 anos de existência.

Mulher costuma ser uma centopeia. A minha esposa acumula cerca de 200 pares de calçados. Jamais contei um por um, porque desejo me manter casado.

Beatriz sofre para se desfazer de um modelo único e insubstituível, ao qual se afeiçoou ao longo do tempo, confortável em seus dedos e leal aos obstáculos dos mais complexos pisos. Assim sendo, só entram peças lá em casa, dificilmente saem.

Já o homem tem um ou dois pares de sapatos para seus compromissos sociais. Não mais do que isso. É lacônico nas suas vestes sisudas.

Só que eu percebi que ele encontrou uma maneira disfarçada de imitar as mulheres: pelos tênis.

Homem nunca exibe um só par de tênis. Acabou com seu passado franciscano. Ele deu para colecionar. Não termina de consumir.
A diferença é que ele não procura os mais baratos. Quanto mais caros, melhor. Age na contramão da economia, do custo-benefício. Vem gastando o seu salário com o fetiche, muito mais do que mulheres gastam com os sapatos.

Vejo amigos desfilando diariamente com tênis novos. Não repetem o par na manhã seguinte. De tão comuns e recorrentes que são as estreias, perdeu a graça batizar com uma pisadinha.

Eles não se contentam, como nas décadas de 1960 e 1970, com um monotemático, para simplesmente andar, permanecendo com ele de modo insanamente exclusivo e fiel, até furar a sola, até estrebuchar a língua, até corroer os cadarços. Atingiram o patamar da compulsão: querem ostentar.

O homem é hoje a Imelda Marcos dos tênis.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/2/14/qual-a -maior-compulsao
Com base no texto "Qual a maior compulsão?", de Fabrício Carpinejar, analise as estratégias utilizadas para a construção de sentidos e a identificação de ideias principais, secundárias e implícitas. Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3596567 Português
Qual a maior compulsão?


As mulheres sempre tiveram mais de um sapato, uma porção de pares, para revezar o máximo possível com as suas roupas. Trata-se de uma variedade incrível para lidar com cada estilo e ocasião.

É a síndrome mansa de Imelda Marcos dentro de cada uma delas — Imelda é mãe do presidente das Filipinas, ex-primeira-dama, que se vangloria de possuir mais de 3.000 pares de sapatos em 95 anos de existência.

Mulher costuma ser uma centopeia. A minha esposa acumula cerca de 200 pares de calçados. Jamais contei um por um, porque desejo me manter casado.

Beatriz sofre para se desfazer de um modelo único e insubstituível, ao qual se afeiçoou ao longo do tempo, confortável em seus dedos e leal aos obstáculos dos mais complexos pisos. Assim sendo, só entram peças lá em casa, dificilmente saem.

Já o homem tem um ou dois pares de sapatos para seus compromissos sociais. Não mais do que isso. É lacônico nas suas vestes sisudas.

Só que eu percebi que ele encontrou uma maneira disfarçada de imitar as mulheres: pelos tênis.

Homem nunca exibe um só par de tênis. Acabou com seu passado franciscano. Ele deu para colecionar. Não termina de consumir.
A diferença é que ele não procura os mais baratos. Quanto mais caros, melhor. Age na contramão da economia, do custo-benefício. Vem gastando o seu salário com o fetiche, muito mais do que mulheres gastam com os sapatos.

Vejo amigos desfilando diariamente com tênis novos. Não repetem o par na manhã seguinte. De tão comuns e recorrentes que são as estreias, perdeu a graça batizar com uma pisadinha.

Eles não se contentam, como nas décadas de 1960 e 1970, com um monotemático, para simplesmente andar, permanecendo com ele de modo insanamente exclusivo e fiel, até furar a sola, até estrebuchar a língua, até corroer os cadarços. Atingiram o patamar da compulsão: querem ostentar.

O homem é hoje a Imelda Marcos dos tênis.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2025/2/14/qual-a -maior-compulsao
Com base no texto "Qual a maior compulsão?", de Fabrício Carpinejar, analise o uso dos diferentes tipos textuais na construção do sentido. Assinale a alternativa correta que indica o tipo textual predominante no texto apresentado e sua justificativa.
Alternativas
Q3596188 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Imagens e palavras


    Alguém terá dito: "Uma imagem vale por mil palavras" - frase que ganhou fama e foro de verdade. Mas o escritor e artista gráfico Millôr Fernandes, que transitou toda a sua vida entre desenhos e textos, retrucou ao desconhecido autor da frase: "Diga isso sem palavras". Para fazer justiça à linguagem verbal, Millôr desafia qualquer imagem a formular um conceito.

    Melhor será, para lembrar outra frase famosa, acreditar em "A cada um o que é seu". A imagem tem o impacto imediato de sua aparição visível, de sua epifania impositiva. As palavras conceituais pedem uma compreensão interiorizada da construção de seu sentido. Uma fotografia faz surgir diante de nós uma captação de um elemento da realidade; já a imagem verbal se impõe também pelo som das palavras que a traduzem e depende muito de uma visualização algo fantasiosa.

    Humoristas, cartunistas e redatores sabem muito bem o que podem fazer para alcançar o riso de seu público. A imagem do humor promove, por exemplo, uma discrepância entre a figura imprevista e uma expectativa convencional: o que deveria ser levado a sério se vé desvestido e exposto ao riso da surpresa. Já as palavras do humor escrito promovem basicamente um desencontro entre a gravidade de uma situação e o desbocamento verbal, ou uma alteração drástica de sentido que torna ridícula uma elocução moralista.

    Como as artes não precisam se excluir, até porque muitas vezes se associam e se complementam, imagens e palavra por vezes se somam de modo a intensificar uma o sentido da outra. Outras linguagens artísticas, como a literatura e a música, por exemplo, podem associar-se, compor canções notáveis, tanto no registro mais popular como no erudito. Digamos então que tanto a legenda de uma foto pode ser vital para contextualizar uma imagem, como uma pintura associada a um poema empresta a ele um horizonte de projeção.


(Claudionor Martinho, a editar)
No terceiro parágrafo, as formas de humor alcançadas por cartunistas e redatores têm como elemento comum as operações que se exprimem nos efeitos de
Alternativas
Q3596183 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Compreensão do tempo histórico


    Quando cada instante do tempo que vivemos está vazio, ele não pode ser estimulado por uma expectativa promissora, por uma esperança. No entanto, se ele está sobrecarregado a ponto de explodir, fervilhando com o peso de todos os momentos anteriores, ele não dispõe de capacidade de provisão necessária para se abrir positivamente. Existe uma tensão entre a antecipação e a realização, entre o vazio do momento atual e a expectativa de que a qualquer momento ele será preenchido satisfatoriamente.

    Para quem só se alimenta da ideia do progresso, todos os momentos são desvalorizados pelo fato de que cada um deles não passa de um degrau para o seguinte, o presente sendo uma prancha que desembarca no futuro. Cada átimo de tempo é depreciado em relação a uma infinidade de átimos que ainda virão, numa espécie de visão do progresso eterno. 

    A perspectiva de eternidade progressiva priva a história humana de seu caráter dramático, nela não se consegue perceber que não são os sonhos de que seus netos sejam livres que estimulam os homens e as mulheres as e revoltar, mas as lembranças de seus antepassados oprimidos. É o passado que nos fornece os recursos para ter esperança, e não simplesmente a possibilidade teórica de um futuro um pouco mais gratificante. É assim que o filósofo alemão Ernst Bloch pode falar do "futuro ainda não cumprido no passado".

    Devemos nos esforçar, portanto, para manter o passado inacabado, recusando-nos a aceitar sua aparência de encerramento como palavra final, abrindo-o novamente ao reescrever sua fatalidade aparente sob o signo da liberdade crítica.


(Adaptado de EAGLETON, Terry. Esperança sem otimismo. Trad. Fernando Santos, São Paulo: Editora Unesp, 2023, p. 49-50)
Para quem só se alimenta da ideia do progresso, todos os momentos são desvalorizados.

A frase acima permanecerá correta e coerente caso uma nova redação, iniciada por A desvalorização de todos os momentos, se complemente com
Alternativas
Q3594844 Português
Em relação aos tipos de linguagem, indique a alternativa que apresenta corretamente uma linguagem conotativa.
Alternativas
Q3594837 Português
Leia o texto para responder à questão.


“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
Ao afirmar que "a vida não é útil", o autor pretende
Alternativas
Q3594836 Português
Leia o texto para responder à questão.


“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
A expressão "o intelecto humano acaba dopado" (3º parágrafo) indica, no texto, que
Alternativas
Q3594835 Português
Leia o texto para responder à questão.


“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
O texto apresenta a tecnologia como um elemento ambíguo porque ela
Alternativas
Q3594834 Português
Leia o texto para responder à questão.


“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
Segundo o texto, a pandemia da Covid-19 trouxe, como principal revelação, o(a)
Alternativas
Q3594833 Português
Leia o texto para responder à questão.


“A vida não é útil”


    Vivemos hoje uma realidade marcada por crises ambientais, sociais e econômicas. Com a chegada da pandemia da Covid-19, ficou evidente como somos frágeis diante da natureza. De uma hora para outra, percebemos que nossa suposta superioridade como espécie era ilusória. O vírus mostrou claramente como somos apenas uma parte pequena e vulnerável de um sistema natural bem maior e mais complexo.

    Dentro desse cenário desafiador, as tecnologias aparecem como elementos ambíguos. Por um lado, facilitam a vida, promovem conexões globais e aceleram processos. Por outro lado, essas mesmas tecnologias frequentemente contribuem para a destruição ambiental, aumentando ainda mais o nosso impacto negativo sobre o planeta. Tornou-se evidente que a nossa dependência tecnológica não é sinônimo apenas de progresso, mas também de exploração desenfreada dos recursos naturais.

   Esse modo de vida intensamente tecnológico e consumista tem um efeito devastador: adormece nossa capacidade crítica e nos mantém anestesiados pelo entretenimento e pelo consumo. Em outras palavras, o intelecto humano acaba dopado, impedindo que reconheçamos os danos que estamos causando à nossa própria sobrevivência. Para romper com esse círculo vicioso, é necessária uma mudança profunda de comportamento, não apenas individual, mas principalmente coletiva.

  Porém, mudar nossas práticas coletivamente não é uma tarefa fácil. Para isso, precisamos compreender que não somos donos da Terra, mas sim participantes ativos dela. Reconhecer nosso papel nesse grande ecossistema implica assumir responsabilidades e redefinir limites claros na forma como nos relacionamos com o ambiente natural. É preciso recuperar o equilíbrio que perdemos ao tentar dominar tudo ao nosso redor.

   Nesse contexto, é importante destacar que a sustentabilidade não pode ser vista apenas como um mérito pessoal ou questão individualista. As verdadeiras mudanças ocorrem somente quando agimos coletivamente, reconhecendo que dependemos uns dos outros e compartilhando a responsabilidade.

   Por fim, somos confrontados com uma ideia impactante: “A vida não é útil”. Essa frase resume uma provocação essencial, que busca nos fazer refletir sobre como avaliamos a existência. Em tempos em que tudo precisa ser produtivo, rápido e eficiente, lembrar que a vida tem valor por si só é revolucionário. Precisamos recuperar o sentido profundo da existência, reconhecendo que viver é muito mais significativo do que simplesmente produzir e consumir.


Fonte: Adaptado de: KRENAK, Ailton. A Vida Não É Útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
O principal objetivo do texto é
Alternativas
Q3594575 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
Considere as frases:

• A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. (2° parágrafo)
•  … só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas. (3° parágrafo)

É correto afirmar que as expressões destacadas estabelecem, respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Q3594571 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
Com base no texto, é correto concluir que a narradora amputou as pernas de suas bonecas como uma forma de
Alternativas
Q3594570 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que a narradora, em relação ao Dr. Aranha, manifesta
Alternativas
Q3594569 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão:

Q1_2.png (692×221)

(Quino. 10 anos com Mafalda. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010)
Em “Além do mais, a esta altura a dinamite...” (4° quadro), a palavra destacada foi empregada com o mesmo sentido com o qual é usada em: 
Alternativas
Q3594568 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão:

Q1_2.png (692×221)

(Quino. 10 anos com Mafalda. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010)
Em relação ao efeito de humor da tira, é correto afirmar que ele se deve ao fato de que a menina
Alternativas
Q3594516 Português
Marque a alternativa que apresenta corretamente o antônimo da palavra destacada.
Alternativas
Q3594515 Português
Marque a alternativa em que a palavra destacada foi corretamente substituída por um sinônimo.
Alternativas
Respostas
13621: D
13622: A
13623: A
13624: B
13625: B
13626: C
13627: C
13628: D
13629: D
13630: E
13631: C
13632: B
13633: D
13634: A
13635: C
13636: E
13637: D
13638: B
13639: B
13640: D