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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.442 questões

Q3592950 Português
O que é timidez?

        A timidez é definida por alguns manuais de psiquiatria como uma condição complexa, que abrange desde a sensação de desconforto até algum tipo de medo irracional quando nos vemos diante de certa situação de socialização.
   
        A timidez não é uma doença, por isso não se pode falar em cura. Para alguns autores, seria também um erro considerar a timidez como uma deficiência a ser superada. É, antes disso, uma condição humana que, em sua fragilidade e vulnerabilidade, configura-se enquanto fator importante na sobrevivência em sociedade. Outros autores defendem que a timidez está associada a um _______ escasso de habilidades sociais, que estaria relacionado às reações da pessoa tímida, como apatia, inatividade, passividade e indecisão.
    
        A maioria das pessoas já passaram por situações em que se sentiram envergonhadas ou desconfortáveis ao longo de suas vidas. A reação de sentir medo quando estamos diante de uma situação de interação com pessoas ou contextos novos é comum. A diferença é que, para as pessoas mais tímidas, esse sentimento não pode ser simplesmente deixado de lado ou administrado. Justamente porque se trata de um medo enraizado, capaz de alterar a autopercepção, tornando evidentes as reações imediatas do corpo ao novo.
        
        A timidez parece ser caracterizada por três eventos interiores: a predisposição, a forte consciência da reação de medo e a experiência de _______ (vergonha). Para exemplificar, a reação de timidez implica que a pessoa tenha predisposição para sentir medo diante de novas experiências. Quando colocada diante do novo, a pessoa tímida reconhece todas as reações que seu corpo apresenta: enrubescimento, suadouro, frio etc. Por último, essas reações causam a sensação de vergonha para a pessoa que, nesse momento, acredita que estão sendo percebidas também por quem está à sua frente. É importante ressaltar que um aspecto complicador é justamente a vergonha de ser tímido, que imobiliza ainda mais essas pessoas.

Fonte: Brasil Escola. Adaptado. 
Considerando o texto, assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3592913 Português

A linguagem performática dos possuídos realizadores


    Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a “possuir”. Também deixaram de fazer. Querem “realizar”. Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de “disponibilizar”. A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras – exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica.

    A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de “escalar”, não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de “realizar” no lugar de “compreender”; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai “estartar” a pobrezinha.

    Andam criando remédios para essa pandemia, que pede também injeções de sensatez e doses terapêuticas de bons livros e autores de qualidade. Em Brasília, mesmo, já se pode consultar o Manual de Linguagem Simples, de Patrícia Roedel, lançado há poucos dias – e em boa hora – pela Câmara dos Deputados, a exemplo de outros manuais do gênero criados pelo serviço público em vários estados. É torcer para o sucesso dessa tentativa de transfusão do bom senso.

    O elixir salvador, receitado pelo manual: escreva e fale para que entendam facilmente que diabos você quer dizer. Parece óbvio. Mas diga isso a quem redigiu um pedido de habeas corpus, encontrado pelas advogadas Danielle Serafino e Mariana Zonari, nesses termos: “o édito prisional hostilizado entremostra-se baldo de fundamentação, venia maxima concessa, de sua ilustre subscritora...”

    No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para “eminentes magistrados”, a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse.

    As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca “usa”, só “utiliza”, e não desempenha mais, porque prefere “performar”. Tribunais gostam de ser chamados “egrégias cortes”, e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com “data venia” e “elevada estima e consideração”. Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre, por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao “pretório excelso”.

    Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do “mesmo”, o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais. E, a depender do que anda fazendo, ele um dia pode botar as mãos em você.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/. Acesso em: maio de 2025.) 

No texto, o autor evidencia a existência de uma estreita relação entre língua e status socioeconômico, que pode ser verificada pelo(a): 
Alternativas
Q3592912 Português

A linguagem performática dos possuídos realizadores


    Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a “possuir”. Também deixaram de fazer. Querem “realizar”. Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de “disponibilizar”. A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras – exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica.

    A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de “escalar”, não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de “realizar” no lugar de “compreender”; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai “estartar” a pobrezinha.

    Andam criando remédios para essa pandemia, que pede também injeções de sensatez e doses terapêuticas de bons livros e autores de qualidade. Em Brasília, mesmo, já se pode consultar o Manual de Linguagem Simples, de Patrícia Roedel, lançado há poucos dias – e em boa hora – pela Câmara dos Deputados, a exemplo de outros manuais do gênero criados pelo serviço público em vários estados. É torcer para o sucesso dessa tentativa de transfusão do bom senso.

    O elixir salvador, receitado pelo manual: escreva e fale para que entendam facilmente que diabos você quer dizer. Parece óbvio. Mas diga isso a quem redigiu um pedido de habeas corpus, encontrado pelas advogadas Danielle Serafino e Mariana Zonari, nesses termos: “o édito prisional hostilizado entremostra-se baldo de fundamentação, venia maxima concessa, de sua ilustre subscritora...”

    No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para “eminentes magistrados”, a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse.

    As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca “usa”, só “utiliza”, e não desempenha mais, porque prefere “performar”. Tribunais gostam de ser chamados “egrégias cortes”, e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com “data venia” e “elevada estima e consideração”. Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre, por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao “pretório excelso”.

    Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do “mesmo”, o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais. E, a depender do que anda fazendo, ele um dia pode botar as mãos em você.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/. Acesso em: maio de 2025.) 

Segundo o texto, pode contribuir para a exacerbação da “doença semântica” (1º§): 
Alternativas
Q3592911 Português

A linguagem performática dos possuídos realizadores


    Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a “possuir”. Também deixaram de fazer. Querem “realizar”. Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de “disponibilizar”. A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras – exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica.

    A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de “escalar”, não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de “realizar” no lugar de “compreender”; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai “estartar” a pobrezinha.

    Andam criando remédios para essa pandemia, que pede também injeções de sensatez e doses terapêuticas de bons livros e autores de qualidade. Em Brasília, mesmo, já se pode consultar o Manual de Linguagem Simples, de Patrícia Roedel, lançado há poucos dias – e em boa hora – pela Câmara dos Deputados, a exemplo de outros manuais do gênero criados pelo serviço público em vários estados. É torcer para o sucesso dessa tentativa de transfusão do bom senso.

    O elixir salvador, receitado pelo manual: escreva e fale para que entendam facilmente que diabos você quer dizer. Parece óbvio. Mas diga isso a quem redigiu um pedido de habeas corpus, encontrado pelas advogadas Danielle Serafino e Mariana Zonari, nesses termos: “o édito prisional hostilizado entremostra-se baldo de fundamentação, venia maxima concessa, de sua ilustre subscritora...”

    No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para “eminentes magistrados”, a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse.

    As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca “usa”, só “utiliza”, e não desempenha mais, porque prefere “performar”. Tribunais gostam de ser chamados “egrégias cortes”, e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com “data venia” e “elevada estima e consideração”. Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre, por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao “pretório excelso”.

    Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do “mesmo”, o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais. E, a depender do que anda fazendo, ele um dia pode botar as mãos em você.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/. Acesso em: maio de 2025.) 

No texto, o autor utiliza a expressão “doença semântica” (1º§) para caracterizar as: 
Alternativas
Q3592910 Português

A linguagem performática dos possuídos realizadores


    Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a “possuir”. Também deixaram de fazer. Querem “realizar”. Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de “disponibilizar”. A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras – exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica.

    A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de “escalar”, não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de “realizar” no lugar de “compreender”; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai “estartar” a pobrezinha.

    Andam criando remédios para essa pandemia, que pede também injeções de sensatez e doses terapêuticas de bons livros e autores de qualidade. Em Brasília, mesmo, já se pode consultar o Manual de Linguagem Simples, de Patrícia Roedel, lançado há poucos dias – e em boa hora – pela Câmara dos Deputados, a exemplo de outros manuais do gênero criados pelo serviço público em vários estados. É torcer para o sucesso dessa tentativa de transfusão do bom senso.

    O elixir salvador, receitado pelo manual: escreva e fale para que entendam facilmente que diabos você quer dizer. Parece óbvio. Mas diga isso a quem redigiu um pedido de habeas corpus, encontrado pelas advogadas Danielle Serafino e Mariana Zonari, nesses termos: “o édito prisional hostilizado entremostra-se baldo de fundamentação, venia maxima concessa, de sua ilustre subscritora...”

    No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para “eminentes magistrados”, a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse.

    As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca “usa”, só “utiliza”, e não desempenha mais, porque prefere “performar”. Tribunais gostam de ser chamados “egrégias cortes”, e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com “data venia” e “elevada estima e consideração”. Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre, por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao “pretório excelso”.

    Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do “mesmo”, o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais. E, a depender do que anda fazendo, ele um dia pode botar as mãos em você.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/. Acesso em: maio de 2025.) 

Segundo o texto, o Manual de Linguagem Simples, de Patrícia Roedel, aconselha: “escreva e fale para que entendam facilmente que diabos você quer dizer.” (4º§). Para isso, o procedimento adequado é o emprego: 
Alternativas
Q3592909 Português

A linguagem performática dos possuídos realizadores


    Ninguém sabe, exatamente, quando uma legião de brasileiros descobriu que já não era mais possível ter alguma coisa. Passaram a “possuir”. Também deixaram de fazer. Querem “realizar”. Para essa gente, oferecer, dar, emprestar, nenhum desses atos generosos sobreviveu à mania contemporânea de “disponibilizar”. A língua encheu-se de calos, pela dificuldade de falar palavras simples e diretas, velhas companheiras – exiladas, agora, por uma inexplicável doença semântica.

    A moléstia, contagiosa, é agravada pelos anglicismos selvagens de gente desacostumada a ler em português, ou exposta em excesso a obras dolorosamente mal traduzidas. Sintomas comuns dessa necrose linguística são o uso de “escalar”, não para montanhas, mas para expressar aumento ou amplificação de alguma coisa; a manifestação do desejo mórbido de “realizar” no lugar de “compreender”; a incapacidade paranoica de começar alguma ação sem o anúncio de que vai “estartar” a pobrezinha.

    Andam criando remédios para essa pandemia, que pede também injeções de sensatez e doses terapêuticas de bons livros e autores de qualidade. Em Brasília, mesmo, já se pode consultar o Manual de Linguagem Simples, de Patrícia Roedel, lançado há poucos dias – e em boa hora – pela Câmara dos Deputados, a exemplo de outros manuais do gênero criados pelo serviço público em vários estados. É torcer para o sucesso dessa tentativa de transfusão do bom senso.

    O elixir salvador, receitado pelo manual: escreva e fale para que entendam facilmente que diabos você quer dizer. Parece óbvio. Mas diga isso a quem redigiu um pedido de habeas corpus, encontrado pelas advogadas Danielle Serafino e Mariana Zonari, nesses termos: “o édito prisional hostilizado entremostra-se baldo de fundamentação, venia maxima concessa, de sua ilustre subscritora...”

    No país que guarda até hoje traços da Casa grande & senzala, falar enrolado sempre foi um modo de cobrar distinção. Não à toa, no Judiciário, onde até hoje existe elevador exclusivo para “eminentes magistrados”, a linguagem tortuosa desfila de queixo erguido e peito estufado. É uma felicidade ver escal..., digo, ganhar impulso o esforço para simplificar a comunicação em lugares como esse.

    As estrepolias beletristas do juridiquês deixam no chinelo a fala empolada, que, hoje em dia, nunca “usa”, só “utiliza”, e não desempenha mais, porque prefere “performar”. Tribunais gostam de ser chamados “egrégias cortes”, e, ao lhe impor textos incompreensíveis, desculpam-se com “data venia” e “elevada estima e consideração”. Mas vão além: ao entrar no Supremo Tribunal, você descobre, por exemplo, que chegou, segundo digníssimos advogados, ao “pretório excelso”.

    Barbaridade. Isso não é nome de alguma entidade mitológica, como o tal do “mesmo”, o ser misterioso citado nas placas de certos corredores, que devemos verificar se está parado, quem sabe nos espreitando, antes de pegar o elevador. Esse Pretório Excelso existe mesmo, pode perguntar nos tribunais. E, a depender do que anda fazendo, ele um dia pode botar as mãos em você.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/. Acesso em: maio de 2025.) 

O autor acredita que empregar vocabulário exageradamente formal, repleto de jargão técnico e de estrangeirismos, traz como consequência: 
Alternativas
Q3592355 Português
Ao discutir o peso do trabalho infantil enfrentado especificamente por meninos, Carvalho (2003) reconhece a grande complexidade do tema, mas afirma haver indicações suficientes de que a opção pelo trabalho remunerado nesse cenário vem frequentemente como decorrência de
Alternativas
Q3592336 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Espaços públicos. Públicos?


    O surgimento das cidades, a partir de 10 mil anos atrás, é um marco civilizatório. Jericó é tida como provável primeira cidade concebida da História. Praças, ruas, prédios públicos, hoje temos Jericós espalhadas pelo mundo, democratizando as estruturas urbanas, colocando o coletivo à disposição de todos, permitindo o usufruto do bem comum.

  Porém… a privatização do espaço público vem sendo um dos grandes problemas nas cidades brasileiras. É o que está acontecendo com o Parque Villa-Lobos, em São Paulo, que está sofrendo um processo de privatização indevida e altamente prejudicial aos cidadãos. Muito dinheiro público foi gasto para tornar o espaço limpo, muito talento foi necessário para urbanizá-lo, muito tempo para que pudesse atrair pássaros...

   Até que o parque foi entregue a uma empresa privada. Supostamente para melhorar o que já era bom. As mudanças foram rápidas. Algumas evidentes: falta de manutenção, espaços apenas podendo ser utilizados por pagantes, poluição visual com propagandas de empresas particulares etc.

   Moral da história? Traição ao próprio sentido e objetivo das cidades. Não foi para isso que Jericó e outras cidades foram criadas. Temos ou não governantes com função de fazer com que os espaços públicos sejam, de fato, públicos?


(Jaime Pinsky. Correio Braziliense. https://www.correiobraziliense.com. br/opiniao/2025/06/7163007-espacos-publicos- publicos.html,03.06.2025. Adaptado) 
O autor do texto defende que as cidades
Alternativas
Q3592335 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Espaços públicos. Públicos?


    O surgimento das cidades, a partir de 10 mil anos atrás, é um marco civilizatório. Jericó é tida como provável primeira cidade concebida da História. Praças, ruas, prédios públicos, hoje temos Jericós espalhadas pelo mundo, democratizando as estruturas urbanas, colocando o coletivo à disposição de todos, permitindo o usufruto do bem comum.

  Porém… a privatização do espaço público vem sendo um dos grandes problemas nas cidades brasileiras. É o que está acontecendo com o Parque Villa-Lobos, em São Paulo, que está sofrendo um processo de privatização indevida e altamente prejudicial aos cidadãos. Muito dinheiro público foi gasto para tornar o espaço limpo, muito talento foi necessário para urbanizá-lo, muito tempo para que pudesse atrair pássaros...

   Até que o parque foi entregue a uma empresa privada. Supostamente para melhorar o que já era bom. As mudanças foram rápidas. Algumas evidentes: falta de manutenção, espaços apenas podendo ser utilizados por pagantes, poluição visual com propagandas de empresas particulares etc.

   Moral da história? Traição ao próprio sentido e objetivo das cidades. Não foi para isso que Jericó e outras cidades foram criadas. Temos ou não governantes com função de fazer com que os espaços públicos sejam, de fato, públicos?


(Jaime Pinsky. Correio Braziliense. https://www.correiobraziliense.com. br/opiniao/2025/06/7163007-espacos-publicos- publicos.html,03.06.2025. Adaptado) 
No trecho “Supostamente para melhorar o que já era bom”, o termo destacado expressa o mesmo sentido de
Alternativas
Q3592334 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Espaços públicos. Públicos?


    O surgimento das cidades, a partir de 10 mil anos atrás, é um marco civilizatório. Jericó é tida como provável primeira cidade concebida da História. Praças, ruas, prédios públicos, hoje temos Jericós espalhadas pelo mundo, democratizando as estruturas urbanas, colocando o coletivo à disposição de todos, permitindo o usufruto do bem comum.

  Porém… a privatização do espaço público vem sendo um dos grandes problemas nas cidades brasileiras. É o que está acontecendo com o Parque Villa-Lobos, em São Paulo, que está sofrendo um processo de privatização indevida e altamente prejudicial aos cidadãos. Muito dinheiro público foi gasto para tornar o espaço limpo, muito talento foi necessário para urbanizá-lo, muito tempo para que pudesse atrair pássaros...

   Até que o parque foi entregue a uma empresa privada. Supostamente para melhorar o que já era bom. As mudanças foram rápidas. Algumas evidentes: falta de manutenção, espaços apenas podendo ser utilizados por pagantes, poluição visual com propagandas de empresas particulares etc.

   Moral da história? Traição ao próprio sentido e objetivo das cidades. Não foi para isso que Jericó e outras cidades foram criadas. Temos ou não governantes com função de fazer com que os espaços públicos sejam, de fato, públicos?


(Jaime Pinsky. Correio Braziliense. https://www.correiobraziliense.com. br/opiniao/2025/06/7163007-espacos-publicos- publicos.html,03.06.2025. Adaptado) 
No 2o parágrafo, o termo “porém” estabelece relação de 
Alternativas
Q3592333 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   “Junho Violeta” é a campanha dedicada a incentivar boas práticas relacionadas ao convívio com idosos, combatendo simultaneamente violência de todos os tipos contra as pessoas na faixa etária dos 60+. O desafio de melhorar o cenário torna-se trabalho de Hércules num país onde a idade é interpretada como “peso” porque se paga aposentadoria. A negligência e a omissão, levando em conta a fragilidade da saúde da turma veterana, são consideradas falhas comportamentais de cuidadoras e cuidadores, conforme previsto no Estatuto do Idoso.

     São 32 milhões, ou 15% da população, ganhando o país se soubesse a sociedade brasileira tirar melhor proveito das lições de vida e bons conselhos do Poder Grisalho. Nações indígenas originárias; etnias ciganas; e até os lobos são leais aos mais vividos, jamais os abandonando, em prática virtuosa disponível para ser copiada na hipótese de se querer seguir a natureza do bem.


(Editorial. A Tarde. https://atarde.com.br/opiniao/afeto-grisalho-1330613, 12.06.2025. Adaptado)
A expressão “Poder Grisalho” evidencia a ideia que os idosos
Alternativas
Q3592332 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   “Junho Violeta” é a campanha dedicada a incentivar boas práticas relacionadas ao convívio com idosos, combatendo simultaneamente violência de todos os tipos contra as pessoas na faixa etária dos 60+. O desafio de melhorar o cenário torna-se trabalho de Hércules num país onde a idade é interpretada como “peso” porque se paga aposentadoria. A negligência e a omissão, levando em conta a fragilidade da saúde da turma veterana, são consideradas falhas comportamentais de cuidadoras e cuidadores, conforme previsto no Estatuto do Idoso.

     São 32 milhões, ou 15% da população, ganhando o país se soubesse a sociedade brasileira tirar melhor proveito das lições de vida e bons conselhos do Poder Grisalho. Nações indígenas originárias; etnias ciganas; e até os lobos são leais aos mais vividos, jamais os abandonando, em prática virtuosa disponível para ser copiada na hipótese de se querer seguir a natureza do bem.


(Editorial. A Tarde. https://atarde.com.br/opiniao/afeto-grisalho-1330613, 12.06.2025. Adaptado)
O editorial vale-se do exemplo de outros povos e de animais com o objetivo de
Alternativas
Q3592241 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Do morango do amor ao pudim: por que brasileiros gostam tanto de açúcar


Do morango do amor aos brigadeiros gourmet, passando pelos bolos de pote e ovos de Páscoa recheados, o Brasil viveu sucessivas "febres" de doces.


Mas, afinal, por que os brasileiros gostam tanto de açúcar?


A história do açúcar no Brasil começa séculos atrás, bem antes dos doces modernos, e tem relação direta com a colonização portuguesa.


A cana-de-açúcar, de onde boa parte do açúcar utilizado no país é extraído, é originária da Papua Nova Guiné, na Oceania. 


Mas, durante muito tempo, a oferta de açúcar era bem limitada e ficava restrita às farmácias, onde havia uso na formulação de remédios ou como tônico para dar energia.


Isso começou a mudar a partir do século 14, quando Portugal investiu nas suas primeiras grandes plantações de cana-de-açúcar na Ilha de Madeira, modelo que foi expandido para o Brasil — em uma escala ainda maior — a partir do século


O açúcar, então, se tornou a grande commodity da então colônia portuguesa, que dependia da mão-de-obra dos escravizados nas lavouras e nos engenhos.


Em seu livro História da Alimentação no Brasil, o historiador Luís da Câmara Cascudo estima que, entre 1583 e 1587, os 66 engenhos de Pernambuco produziram quase 3 mil toneladas de açúcar. 


Ainda que boa parte dessa produção fosse exportada pra Europa, a facilidade no acesso ao açúcar no Brasil influenciou diretamente as receitas de bolos e outras sobremesas, além das conservas e compotas com frutas.


"No século 16, você já começa a perceber a alteração através dos livros de receitas das rainhas, principalmente, a alteração de receitas que eram feitas com mel ou tinham uma outra configuração. Por exemplo, o manjar branco, que antes era um prato que não era feito nem com açúcar nem mel, passa a ser feito com açúcar", explica a historiadora e professora da USP Vera Ferlini.


"Gradativamente, o açúcar vai entrando como um elemento da dieta e da constituição de um receituário, principalmente conventual, de doces, que são os que nós conhecemos: os fios de ovos, vários tipos de pasteis, esses doces com massas, o pão de ló e tudo aquilo que ainda encontramos na doçaria portuguesa. Então a doçaria brasileira vai ser uma herdeira dessa doçaria portuguesa", acrescenta.


Houve ainda a influência dos africanos e dos indígenas, que de acordo com a pesquisa de Câmara Cascudo, preferiam o gosto que vinha direto da cana, de frutas como o cupuaçu, o açaí, o guaraná e o caju, ou dos favos de mel das abelhas.


Mesmo hoje, séculos depois, o Brasil continua sendo o maior exportador de açúcar do mundo.


A partir do século 20, a relação do brasileiro com o açúcar se diversificou. A industrialização dos alimentos trouxe novos produtos à mesa: refrigerantes, bolachas recheadas e o leite condensado.


Em 2021, em uma reportagem da BBC Brasil, a Nestlé disse — citando dados de uma pesquisa do Kantar Ibope, realizada em 2020 — que o leite condensado estava presente na casa de 94% dos brasileiros, que consomem em média 6 quilos e meio de leite condensado por ano.


 A empresa, que é uma das maiores fabricantes do produto, afirma que o leite condensado é parte de cerca de 60% das sobremesas feitas no Brasil, um número sem paralelo em nenhum outro país.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp3eqv91x1vo

Do morango do amor aos brigadeiros gourmet, passando pelos bolos de pote e ovos de Páscoa recheados, o Brasil viveu sucessivas "febres" de doces.


Mas, afinal, por que os brasileiros gostam tanto de açúcar?

Alternativas
Q3592234 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Do morango do amor ao pudim: por que brasileiros gostam tanto de açúcar


Do morango do amor aos brigadeiros gourmet, passando pelos bolos de pote e ovos de Páscoa recheados, o Brasil viveu sucessivas "febres" de doces.


Mas, afinal, por que os brasileiros gostam tanto de açúcar?


A história do açúcar no Brasil começa séculos atrás, bem antes dos doces modernos, e tem relação direta com a colonização portuguesa.


A cana-de-açúcar, de onde boa parte do açúcar utilizado no país é extraído, é originária da Papua Nova Guiné, na Oceania. 


Mas, durante muito tempo, a oferta de açúcar era bem limitada e ficava restrita às farmácias, onde havia uso na formulação de remédios ou como tônico para dar energia.


Isso começou a mudar a partir do século 14, quando Portugal investiu nas suas primeiras grandes plantações de cana-de-açúcar na Ilha de Madeira, modelo que foi expandido para o Brasil — em uma escala ainda maior — a partir do século


O açúcar, então, se tornou a grande commodity da então colônia portuguesa, que dependia da mão-de-obra dos escravizados nas lavouras e nos engenhos.


Em seu livro História da Alimentação no Brasil, o historiador Luís da Câmara Cascudo estima que, entre 1583 e 1587, os 66 engenhos de Pernambuco produziram quase 3 mil toneladas de açúcar. 


Ainda que boa parte dessa produção fosse exportada pra Europa, a facilidade no acesso ao açúcar no Brasil influenciou diretamente as receitas de bolos e outras sobremesas, além das conservas e compotas com frutas.


"No século 16, você já começa a perceber a alteração através dos livros de receitas das rainhas, principalmente, a alteração de receitas que eram feitas com mel ou tinham uma outra configuração. Por exemplo, o manjar branco, que antes era um prato que não era feito nem com açúcar nem mel, passa a ser feito com açúcar", explica a historiadora e professora da USP Vera Ferlini.


"Gradativamente, o açúcar vai entrando como um elemento da dieta e da constituição de um receituário, principalmente conventual, de doces, que são os que nós conhecemos: os fios de ovos, vários tipos de pasteis, esses doces com massas, o pão de ló e tudo aquilo que ainda encontramos na doçaria portuguesa. Então a doçaria brasileira vai ser uma herdeira dessa doçaria portuguesa", acrescenta.


Houve ainda a influência dos africanos e dos indígenas, que de acordo com a pesquisa de Câmara Cascudo, preferiam o gosto que vinha direto da cana, de frutas como o cupuaçu, o açaí, o guaraná e o caju, ou dos favos de mel das abelhas.


Mesmo hoje, séculos depois, o Brasil continua sendo o maior exportador de açúcar do mundo.


A partir do século 20, a relação do brasileiro com o açúcar se diversificou. A industrialização dos alimentos trouxe novos produtos à mesa: refrigerantes, bolachas recheadas e o leite condensado.


Em 2021, em uma reportagem da BBC Brasil, a Nestlé disse — citando dados de uma pesquisa do Kantar Ibope, realizada em 2020 — que o leite condensado estava presente na casa de 94% dos brasileiros, que consomem em média 6 quilos e meio de leite condensado por ano.


 A empresa, que é uma das maiores fabricantes do produto, afirma que o leite condensado é parte de cerca de 60% das sobremesas feitas no Brasil, um número sem paralelo em nenhum outro país.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp3eqv91x1vo

"O açúcar, então, se tornou a grande commodity da então colônia portuguesa, que dependia da mão-de-obra dos escravizados nas lavouras e nos engenhos."


Os vícios de linguagem são erros gramaticais causados por descuido ou falta de conhecimento das normas em diversos níveis da língua.


No trecho acima, observa-se um vício de linguagem denominado:

Alternativas
Q3592010 Português
Leia a frase de um poeta italiano a seguir.

Assim como a chama que mais cresce quanto mais é combatida pelo vento, toda virtude que o céu exalta mais resplandece quanto mais for ofendida.

Sobre a sua significação ou estruturação, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3592009 Português
Leia o texto a seguir.

“A floresta aterrorizava as crianças do local. Os grandes galhos se agitavam como fantasmas. Pequenos arbustos disformes produziam sons estranhos nas clareiras. A vegetação rasteira se mexia como enguias.”

Considerando a progressão temática do texto abaixo, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3592007 Português
O tipo de argumento lógico utilizado em cada texto está incorretamente identificado em:
Alternativas
Q3592006 Português
A frase a seguir que apresenta um exemplo de má argumentação, apoiado numa generalização excessiva, é:
Alternativas
Q3592005 Português
Leia a frase de uma escritora inglesa, a seguir.

Viajar é a ruína de toda felicidade! Não se consegue mais olhar para um edifício aqui depois de ter visto a Itália.

Sobre a sua significação ou estruturação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3592003 Português
Todas as frases a seguir estão acompanhadas de um comentário. Assinale a frase em que esse comentário está incorreto.
Alternativas
Respostas
13681: D
13682: B
13683: D
13684: A
13685: B
13686: B
13687: E
13688: D
13689: C
13690: B
13691: C
13692: A
13693: A
13694: C
13695: C
13696: D
13697: C
13698: E
13699: A
13700: C