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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.442 questões

Q3643978 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que os alienígenas provavelmente existem — mas não vão nos visitar tão cedo


Olhe para o céu à noite, pontilhado de aglomerados de estrelas e se pergunte: estamos realmente sozinhos em um universo tão vasto para ser compreendido completamente?


Provavelmente não. A Terra é um ponto minúsculo em um mar gigante de bilhões de outros pontos. Como poderíamos ser a única forma de vida nesta ou em qualquer outra vizinhança cósmica?


O que sabemos sobre a vida fora do ambiente perfeitamente regulado que é a Terra?


Muitos especialistas dizem que, mesmo sem evidências sólidas sobre a existência de alienígenas, temos que concluir que eles existem.


Os cientistas estão constantemente descobrindo planetas orbitando essas estrelas, também conhecidos como exoplanetas.


"Estamos bastante convencidos de que existe vida lá fora", disse a cientista do espaço Maggie Aderin-Pocock.


"É puramente uma questão de números. É probabilidade."


A tecnologia que temos hoje nos permite examinar esses exoplanetas em detalhes.


Cientistas conseguem ver a composição química desses corpos celestiais que orbitam as estrelas usando telescópios poderosos para analisar a composição química da luz estelar que os atravessa. Isso é chamado de espectroscopia.


O importante é encontrar uma composição química semelhante à composição da Terra — o que significaria que existe, em algum lugar, talvez a milhares de anos-luz de distância, um ambiente capaz de sustentar uma forma de vida parecida com a nossa.


Os sinais são encorajadores. "Nós conhecemos centenas de planetas potencialmente habitáveis", afirma Tim O'Brien, professor de Astrofísica da Universidade de Manchester.


"É quase certo que, dentro da próxima década, ou próximo disso, iremos descobrir um planeta que talvez até mostre indícios potenciais de vida."


Mais evidências têm sido encontradas aqui na Terra. Organismos vivos foram descobertos em locais antes considerados muito hostis para abrigar qualquer forma de vida — sem acesso à luz solar ou ao calor, por exemplo, nas fossas mais profundas dos nossos oceanos.


No passado, acreditava-se que a vida só poderia existir em um planeta que estivesse a uma certa distância de sua estrela local (devido aos níveis de radiação).


Encontrar vida na Terra prosperando em lugares onde não era considerado possível abriu os olhos dos cientistas para a possibilidade de que luas — e não apenas planetas — possam ser capazes de sustentar vida.


Isso não significa que elas abrigariam os estereotipados seres verdes alienígenas do imaginário popular, apenas que a vida lá é possível.


Especialistas alertam que embora haja chances bem altas de existir vida lá fora, é difícil — talvez impossível —, hoje, saber se é uma vida inteligente.


"Durante grande parte da história da vida na Terra, a vida era muito simples. Na verdade, foram bilhões de anos de vida bacteriana", explica O'Brien.


E foi uma série de eventos que levou ao desenvolvimento da vida multicelular no nosso planeta.


Para que uma vida alienígena faça contato, ela precisa ser fisicamente e tecnologicamente avançada.


Visitantes esperados?


Se não estamos sozinhos, isso significa que devemos esperar a visita de uma vida alienígena? É complicado.


É difícil acreditar que nenhuma forma de vida jamais tenha chegado ao ponto de poder viajar por distâncias interestelares. Então, até onde sabemos, por que isso ainda não aconteceu?


"Nosso maior problema é que temos apenas um exemplo de vida, e essa vida é a vida neste planeta", diz Aderin-Pocock.


Mas isso provavelmente não é um modelo para outros lugares no universo.


"Se você vive perto de uma estrela que é muito ativa, você pode viver abaixo do solo... isso não significa que não haja vida inteligente lá fora, mas você pode não ter formas de transmissão porque vive abaixo da superfície."


Ou poderia simplesmente ser o fato de não falarmos a mesma língua, cientificamente, é claro.


"Nos acostumamos a usar radiotelescópios para detectar sinais de civilizações extraterrestres desde 1960", diz O'Brien.


Contudo, há tantas maneiras diferentes pelas quais uma forma de vida poderia enviar sinais, que nunca poderíamos ouvir algo de volta.


E mesmo que estejamos na mesma sintonia que outra vida no universo, poderia levar milhares de anos para as mensagens serem transmitidas e então respondidas, diante das grandes distâncias envolvidas.


Por meio de um novo projeto chamado Breakthrough Listen, da Universidade da Califórnia, cientistas estão buscando um milhões das estrelas mais próximas na esperança de se comunicar com algo que seja capaz de enviar mensagens de volta à Terra.


Eles também estão observando estrelas que estão no centro da Via Láctea, a 25 mil anos-luz de distância.


Isso significa que uma mensagem enviada por uma dessas estrelas precisaria viajar por aproximadamente 25 mil anos antes de nos alcançar.


Então, se há vida alienígena lá fora, pode levar milhares de anos até que tenhamos alguma notícia.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c36j38r7gexo
As estratégias de leitura englobam diferentes técnicas e procedimentos que auxiliam o processo de leitura e favorecem a compreensão dos textos. Já os argumentos são as razões ou explicações que o autor utiliza para sustentar a ideia principal, e podem ser identificados como os pontos que adicionam detalhes e informações para reforçar essa mensagem central. Com base nisso, analise as afirmativas a seguir:

I.O texto usa linguagem acessível, autoridade de especialistas e dados reais para convencer o leitor, aplicando a lógica da probabilidade, da ciência empírica e da limitação tecnológica para sustentar sua tese.
II.O texto desconstrói o imaginário popular de 'alienígenas verdes' e propõe uma abordagem racional e sensacionalista sobre o tema, destacando a possibilidade da existência de vida extraterrestre.
III.O emprego de 'contudo' em 'Contudo, há tantas maneiras diferentes pelas quais uma forma de vida poderia enviar sinais..., introduz uma perspectiva crítica ao que foi afirmado anteriormente, reforçando a ideia de que a ausência de contato não significa ausência de vida, mas talvez apenas uma falha na forma de comunicação.
IV.No trecho 'No passado, acreditava-se...', o narrador muda o foco temporal, indicando contraste com o conhecimento atual.
V.O texto constrói um diálogo implícito com o leitor, com perguntas retóricas, além de articular argumentos que respondem a possíveis dúvidas do público.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3643837 Português

A participação dos pais na vida escolar dos seus filhos é fundamental para o processo de ensino e aprendizagem, bem como para o desenvolvimento acadêmico, profissional, social e pessoal dos alunos.


Entretanto, muitos pais têm dificuldade de acompanhar mais de perto os estudos de seus filhos devido à rotina de trabalho e compromissos do dia a dia, ou simplesmente por não saberem como proceder.


Acesse:https://sae.digital/pais-na-vida-escolar-dos-seus-filhos/


Sobre a participação dos pais na vida escolar dos filhos, analise as afirmações:



I. Incentivar o estudo diário e não apenas quando há tarefas é fundamental.


II. A família deve corrigir erros com escuta e acolhimento, sem rigidez.


III.O interesse da família é irrelevante para o desenvolvimento cognitivo do aluno.


IV. Participação em reuniões e eventos escolares fortalece o vínculo escola-família.



Estão corretas as afirmativas: 

Alternativas
Q3643652 Português
Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo − quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. Como é que se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação: a ser? e no entanto não há outro caminho. Como se explica que o meu maior medo seja exatamente o de ir vivendo o que for sendo?

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

https://www.pensador.com/pequenos_textos_reflexivos/2
O texto apresenta uma reflexão subjetiva sobre o medo do desconhecido e a necessidade de compreender a própria existência. A partir da análise do conteúdo e da estrutura do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3643123 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada foi empregada em sentido figurado.
Alternativas
Q3643121 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Há cerca de dois anos, imagens de “montanhas” de roupas entre as dunas de areia no deserto do Atacama, no Chile, ganharam os holofotes mundiais. Era o retrato impressionante do descaso e da falta de responsabilidade da indústria da moda fast fashion (moda rápida).

    A “lixeira do mundo”, como alguns meios de comunicação internacionais passaram a chamar a área afetada, recebia, de forma silenciosa (até então) e clandestina, pilhas de blusas, jaquetas e tênis de grandes marcas que nunca encontraram uma segunda vida.

    As roupas são fabricadas em Bangladesh* e na China e vão para lojas no continente europeu, Estados Unidos e na própria Ásia. Parte daquilo que não é comprado é posteriormente adquirido por vendedores no Chile, maior exportador de roupas usadas na América Latina, para ser então revendido a outros países do continente. O que não é comercializado vai parar no deserto.

    Buscando chamar atenção para essa realidade e mostrar que é possível mudar o ciclo de descarte nocivo, uma ação inédita transformou o “cemitério de roupas” no deserto do Atacama em passarela da moda com desfile ecológico. O palco foi Alto Hospicio*, que acumula uma “montanha” formada por mais de 59 mil toneladas de peças de roupas. Batizado de “Atacama Fashion Week” (Semana de Moda no Atacama), o evento foi produzido pela Organização Não Governamental (ONG) Desierto Vestido, em parceria com a Fashion Revolution e o Instituto Febre.

    No desfile de moda em pleno lixão do Atacama, realizado nesta semana, os modelos vestiram figurinos feitos por produtores a partir de roupas despejadas no local. Junto da ação na passarela, o projeto ganhou um editorial fotográfico assinado por Maurício Nahas, fotógrafo premiado, com mais de 30 anos de carreira.

(“Ação transforma ‘lixão de roupas’ no deserto do Atacama em passarela com desfile ecológico”. Um só Planeta, 06.04.2024. Adaptado)

*Bangladesh: país na Ásia Meridional

*Alto Hospicio: um município chileno.
O assunto principal abordado no texto é
Alternativas
Q3643120 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Há cerca de dois anos, imagens de “montanhas” de roupas entre as dunas de areia no deserto do Atacama, no Chile, ganharam os holofotes mundiais. Era o retrato impressionante do descaso e da falta de responsabilidade da indústria da moda fast fashion (moda rápida).

    A “lixeira do mundo”, como alguns meios de comunicação internacionais passaram a chamar a área afetada, recebia, de forma silenciosa (até então) e clandestina, pilhas de blusas, jaquetas e tênis de grandes marcas que nunca encontraram uma segunda vida.

    As roupas são fabricadas em Bangladesh* e na China e vão para lojas no continente europeu, Estados Unidos e na própria Ásia. Parte daquilo que não é comprado é posteriormente adquirido por vendedores no Chile, maior exportador de roupas usadas na América Latina, para ser então revendido a outros países do continente. O que não é comercializado vai parar no deserto.

    Buscando chamar atenção para essa realidade e mostrar que é possível mudar o ciclo de descarte nocivo, uma ação inédita transformou o “cemitério de roupas” no deserto do Atacama em passarela da moda com desfile ecológico. O palco foi Alto Hospicio*, que acumula uma “montanha” formada por mais de 59 mil toneladas de peças de roupas. Batizado de “Atacama Fashion Week” (Semana de Moda no Atacama), o evento foi produzido pela Organização Não Governamental (ONG) Desierto Vestido, em parceria com a Fashion Revolution e o Instituto Febre.

    No desfile de moda em pleno lixão do Atacama, realizado nesta semana, os modelos vestiram figurinos feitos por produtores a partir de roupas despejadas no local. Junto da ação na passarela, o projeto ganhou um editorial fotográfico assinado por Maurício Nahas, fotógrafo premiado, com mais de 30 anos de carreira.

(“Ação transforma ‘lixão de roupas’ no deserto do Atacama em passarela com desfile ecológico”. Um só Planeta, 06.04.2024. Adaptado)

*Bangladesh: país na Ásia Meridional

*Alto Hospicio: um município chileno.
A partir da leitura do texto, é correta a seguinte afirmação: 
Alternativas
Q3643117 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão:


(O Estado de São Paulo, 1 de junho de 2025)

O efeito de humor na tira é provocado, principalmente, pela
Alternativas
Q3642434 Português
Amor ao fracasso

Publicado em 15/03/2017 - 00:05
Por Arnaldo Jabor


Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente, o ‘abismo’ é um desejo secreto.

     Há um grande amor brasileiro pelo fracasso. Quando ele acontece, é um alívio. O fracasso é bom porque nos tira a ansiedade da luta. Se já perdemos, para que lutar?

     Sempre que há uma crise ou uma catástrofe nacional, irrompe uma euforia de cabeça para baixo. É como se a opinião pública dissesse: “Eu não avisei? Não adianta tentar que sempre dá tudo errado”...

     Nada como um desastre ou escândalo para acalmar a plateia. Danem-se as questões importantes, dane-se a crise econômica, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo.

    Temos a velha crença colonial de que nossa vida é um conto do vigário em que caímos. Somos sempre vítimas de alguém. Nunca somos nós mesmos. Ninguém se sente vigarista.

    O fracasso nos enobrece. O culto português das impossibilidades é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do século 16, onde só o Estado-rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso.

    Quem tem coragem de ir à TV e dizer: “O Brasil está melhorando!”, mesmo que esteja? Ninguém diz. É feio. Falar mal do País é uma forma de se limpar. Sentimo-nos fora do poder, logo é normal sabotar.

    O fracasso é uma vitória para muitos. “Não fui eu que fracassei; foi o governo, o neoliberalismo, sei lá.” Nossos heróis todos fracassaram. 

    Enforcados, esquartejados, revoltas abortadas, revoluções perdidas lhes dão uma aura de martírio e santidade. Peguem um herói norte-americano: Paul Revere, por exemplo. Cavalgou 24 horas e conseguiu salvar tropas americanas na Guerra da Independência. Foi o herói da eficiência. Aqui, só os fracassados verão Deus.

     “Seja marginal, seja herói.” O fracasso é legal, a vitória é careta. A vitória dá culpa; o fracasso é um alívio.

     A crise, a catástrofe têm um sabor de “revolução”. É como se a explosão “revelasse” algo, uma tempestade de merda purificadora – depois de tudo arrasado, a pureza renasceria do zero.

     Agora, com a denúncia da Odebrecht, a denúncia do fim do mundo, não há mais o que analisar, o que prever, o que vai acontecer... Temos de nos calar diante do inenarrável. Estamos sem palavras diante da mais louca crise institucional que já vimos. Os escândalos “parecem” acontecimentos.

    A Lava Jato foi nosso grande ‘acontecimento’. Mas, agora, que a luta contra a corrupção já aconteceu, é preciso que as descobertas, as condenações levem a algum outro lugar além da moralidade pública, além da sensação de purificação da política. Espalhou-se a teoria de que o problema do Brasil é moral. Assim, muitos lutam pela moral, mas são contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. A Lava Jato tem de ser o começo da mudança de uma estrutura burocrática feita para dar errado sempre.

     Não nos esqueçamos que o Atraso é um desejo, não um acidente de percurso.

     Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente no passado, o ‘abismo’, o brejo para nós são um desejo secreto. Há a esperança inconsciente de que do fundo do caos surja uma solução divina. Antigamente, achávamos que os fatos nos levariam a um futuro harmônico, que a vida era uma linha reta, que ia desde os macacos até o paraíso cristão ou, recentemente, ao fim da história.

    Não são as décadas que nos transformam; são os fatos. Eles cavam buracos no tempo e criam caminhos que não podemos prever. Há épocas lentas, há épocas sangrentas, épocas eufóricas e ingênuas, há épocas que parecem ataques epiléticos da história.

     Nossos intelectuais se deliciam numa teoria barroca da “zona” geral. O Brasil é visto como um grande bode sem solução, para a felicidade dos velhos militantes imaginários. Quem quiser positividade é traidor. Recebe um rótulo de neoliberal ou reacionário na hora. Não ocorre aos velhos comunas que pessoas possam evoluir politicamente, buscando soluções pragmáticas, mais possíveis. Não; é um dogma. A miséria tem de ser mantida in vitro, para justificar teorias e absolver incompetência. A Academia cultiva o insolúvel como uma flor. “Qual a solução para o Brasil?”, perguntam. Mas a própria ideia de ‘solução’ é um culto ao fracasso. Não lhes ocorre que a vida seja um processo, vicioso ou virtuoso, e que só a morte de uma pessoa ou de um país é a solução.

    Há um negativismo crônico no pensamento brasileiro. Paulo Prado contra Gilberto Freyre. Para eles, a esperança é ingênua; a desconfiança é sábia: “Aí tem dente de coelho, alguma ele fez...”.

   Jamais perdoaram o FHC por ter abandonado a utopia tradicional e aderido à ‘realpolitik’ da socialdemocracia.

    Foi queimado como traidor pela gangue de canalhas e ignorantes. Foi um dos maiores erros da chamada ‘esquerda’, talvez a maior perda de oportunidade da história. Foi aí que o PT iniciou sua rota para o nada.

    Agora, temos o ridículo fenômeno do ‘Fora Temer’, o mantra dos imbecis, que não conseguem entender que nosso problema é econômico – se o Temer pusesse o demônio no Congresso, valeria a pena.

    Se as reformas da Previdência e trabalhista e fiscal não forem feitas, bye bye Brazil...

     Repito o assessor do Clinton, James Carville: “Trata-se da Economia, estúpidos!”.

    As velhas categorias para explicar o Brasil morreram. Já há uma pós-corrupção, uma pós-direita (disfarçada de “esquerda”). Mas a burrice é uma força da natureza.

    Vejam como o Brasil se animou com a crise atual. Manifestações populares, panelas batendo, bandeiras brasileiras. Tudo bem, mas o que fazer estruturalmente? Além das reformas óbvias, ninguém sabe nada.

   Aliás, acho que estávamos precisando mesmo de um beco sem saída. Ele está chegando.

    Ninguém sabe o que vai acontecer. Se o governo Temer não conseguir reformar o Estado, será o primeiro grande trauma que os privilegiados sentirão. Os miseráveis já estão acostumados
Sabe-se que, ao redigir um texto, o autor procura expor a ideia principal no título como método para atrair leitores. Assim, assinale a alternativa que contém o fragmento do texto que ratifique a ideia expressa no título.
Alternativas
Q3642433 Português
Amor ao fracasso

Publicado em 15/03/2017 - 00:05
Por Arnaldo Jabor


Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente, o ‘abismo’ é um desejo secreto.

     Há um grande amor brasileiro pelo fracasso. Quando ele acontece, é um alívio. O fracasso é bom porque nos tira a ansiedade da luta. Se já perdemos, para que lutar?

     Sempre que há uma crise ou uma catástrofe nacional, irrompe uma euforia de cabeça para baixo. É como se a opinião pública dissesse: “Eu não avisei? Não adianta tentar que sempre dá tudo errado”...

     Nada como um desastre ou escândalo para acalmar a plateia. Danem-se as questões importantes, dane-se a crise econômica, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo.

    Temos a velha crença colonial de que nossa vida é um conto do vigário em que caímos. Somos sempre vítimas de alguém. Nunca somos nós mesmos. Ninguém se sente vigarista.

    O fracasso nos enobrece. O culto português das impossibilidades é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do século 16, onde só o Estado-rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso.

    Quem tem coragem de ir à TV e dizer: “O Brasil está melhorando!”, mesmo que esteja? Ninguém diz. É feio. Falar mal do País é uma forma de se limpar. Sentimo-nos fora do poder, logo é normal sabotar.

    O fracasso é uma vitória para muitos. “Não fui eu que fracassei; foi o governo, o neoliberalismo, sei lá.” Nossos heróis todos fracassaram. 

    Enforcados, esquartejados, revoltas abortadas, revoluções perdidas lhes dão uma aura de martírio e santidade. Peguem um herói norte-americano: Paul Revere, por exemplo. Cavalgou 24 horas e conseguiu salvar tropas americanas na Guerra da Independência. Foi o herói da eficiência. Aqui, só os fracassados verão Deus.

     “Seja marginal, seja herói.” O fracasso é legal, a vitória é careta. A vitória dá culpa; o fracasso é um alívio.

     A crise, a catástrofe têm um sabor de “revolução”. É como se a explosão “revelasse” algo, uma tempestade de merda purificadora – depois de tudo arrasado, a pureza renasceria do zero.

     Agora, com a denúncia da Odebrecht, a denúncia do fim do mundo, não há mais o que analisar, o que prever, o que vai acontecer... Temos de nos calar diante do inenarrável. Estamos sem palavras diante da mais louca crise institucional que já vimos. Os escândalos “parecem” acontecimentos.

    A Lava Jato foi nosso grande ‘acontecimento’. Mas, agora, que a luta contra a corrupção já aconteceu, é preciso que as descobertas, as condenações levem a algum outro lugar além da moralidade pública, além da sensação de purificação da política. Espalhou-se a teoria de que o problema do Brasil é moral. Assim, muitos lutam pela moral, mas são contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. A Lava Jato tem de ser o começo da mudança de uma estrutura burocrática feita para dar errado sempre.

     Não nos esqueçamos que o Atraso é um desejo, não um acidente de percurso.

     Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente no passado, o ‘abismo’, o brejo para nós são um desejo secreto. Há a esperança inconsciente de que do fundo do caos surja uma solução divina. Antigamente, achávamos que os fatos nos levariam a um futuro harmônico, que a vida era uma linha reta, que ia desde os macacos até o paraíso cristão ou, recentemente, ao fim da história.

    Não são as décadas que nos transformam; são os fatos. Eles cavam buracos no tempo e criam caminhos que não podemos prever. Há épocas lentas, há épocas sangrentas, épocas eufóricas e ingênuas, há épocas que parecem ataques epiléticos da história.

     Nossos intelectuais se deliciam numa teoria barroca da “zona” geral. O Brasil é visto como um grande bode sem solução, para a felicidade dos velhos militantes imaginários. Quem quiser positividade é traidor. Recebe um rótulo de neoliberal ou reacionário na hora. Não ocorre aos velhos comunas que pessoas possam evoluir politicamente, buscando soluções pragmáticas, mais possíveis. Não; é um dogma. A miséria tem de ser mantida in vitro, para justificar teorias e absolver incompetência. A Academia cultiva o insolúvel como uma flor. “Qual a solução para o Brasil?”, perguntam. Mas a própria ideia de ‘solução’ é um culto ao fracasso. Não lhes ocorre que a vida seja um processo, vicioso ou virtuoso, e que só a morte de uma pessoa ou de um país é a solução.

    Há um negativismo crônico no pensamento brasileiro. Paulo Prado contra Gilberto Freyre. Para eles, a esperança é ingênua; a desconfiança é sábia: “Aí tem dente de coelho, alguma ele fez...”.

   Jamais perdoaram o FHC por ter abandonado a utopia tradicional e aderido à ‘realpolitik’ da socialdemocracia.

    Foi queimado como traidor pela gangue de canalhas e ignorantes. Foi um dos maiores erros da chamada ‘esquerda’, talvez a maior perda de oportunidade da história. Foi aí que o PT iniciou sua rota para o nada.

    Agora, temos o ridículo fenômeno do ‘Fora Temer’, o mantra dos imbecis, que não conseguem entender que nosso problema é econômico – se o Temer pusesse o demônio no Congresso, valeria a pena.

    Se as reformas da Previdência e trabalhista e fiscal não forem feitas, bye bye Brazil...

     Repito o assessor do Clinton, James Carville: “Trata-se da Economia, estúpidos!”.

    As velhas categorias para explicar o Brasil morreram. Já há uma pós-corrupção, uma pós-direita (disfarçada de “esquerda”). Mas a burrice é uma força da natureza.

    Vejam como o Brasil se animou com a crise atual. Manifestações populares, panelas batendo, bandeiras brasileiras. Tudo bem, mas o que fazer estruturalmente? Além das reformas óbvias, ninguém sabe nada.

   Aliás, acho que estávamos precisando mesmo de um beco sem saída. Ele está chegando.

    Ninguém sabe o que vai acontecer. Se o governo Temer não conseguir reformar o Estado, será o primeiro grande trauma que os privilegiados sentirão. Os miseráveis já estão acostumados
Ao longo do texto, o autor faz citações, alusões a textos e a outros autores. Assinale a alternativa que contenha e corrobore este recurso textual:
Alternativas
Q3642299 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Tenho uma espécie de dever de sonhar sempre, pois, não sendo mais, nem querendo ser mais, que um espectador de mim mesmo, tenho que ter o melhor espetáculo que posso. Assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, palco falso, cenário antigo, sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas invisíveis.

Bernardo Soares

PESSOA, F. Livro do Desassossego, por Bernardo Soares. São Paulo: Montecristo, 2012
O texto apresenta uma reflexão subjetiva sobre a necessidade de sonhar e a construção de uma realidade imaginária. Com base na análise do texto e nos princípios de coerência, coesão e tipologia textual, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3641999 Português
A respeito da interseção entre cultura e mercado, leia o trecho a seguir.
“Hoje, a cultura não tem só um expressivo peso econômico. A economia como um todo depende cada vez mais, em seu conjunto, das dimensões culturais. Algo que não saberia limitar-se aos sucessos de um ou outro grande ‘autor’, por mais genial que ele seja. O que é cultural no capitalismo globalizado das redes é o trabalho em geral. Ou seja, um trabalho que se torna intelectual, criativo, comunicativo – em uma palavra, imaterial.”
(Antonio Negri & Giuseppe Cocco. “O monstro e o poeta”, Folha de São Paulo, 3 de mar. 2006)

De acordo com o trecho, a economia da cultura:
Alternativas
Q3641831 Português

Texto 1


Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)


Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos


As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.


Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.


Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.


A doença de Chagas

A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.


Projeções preocupantes

Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.


Uma questão de saúde climática

Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]

Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]

A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.



(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)

“Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.” (Texto 1, 6º parágrafo)
A frase em que a palavra “já” tem o mesmo sentido que se verifica na passagem acima é: 
Alternativas
Q3641829 Português

Texto 1


Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)


Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos


As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.


Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.


Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.


A doença de Chagas

A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.


Projeções preocupantes

Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.


Uma questão de saúde climática

Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]

Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]

A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.



(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)

“[As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia.] [As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.]” (Texto 1, 1º parágrafo)
O primeiro parágrafo do texto 1 é composto por dois períodos, que estão identificados acima por meio de colchetes.
Considerando o papel de cada período na organização do parágrafo, é correto afirmar que essa passagem se estrutura da seguinte maneira: 
Alternativas
Q3641827 Português

Texto 1


Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)


Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos


As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.


Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.


Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.


A doença de Chagas

A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.


Projeções preocupantes

Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.


Uma questão de saúde climática

Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]

Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]

A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.



(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)

“Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões.” (Texto 1, 9º parágrafo)
A expressão “saúde climática” é relativamente recente na língua portuguesa, o que significa que muitos falantes ainda não a conhecem. A partir da leitura do texto 1, contudo, é possível inferir o seu significado.
Com base na leitura do texto 1, é correto inferir que essa expressão se refere à:
Alternativas
Q3641706 Português
Observe os trechos abaixo e depois marque a alternativa correta:

I. Tem sempre o dia em que A CASA CAI
Pois VAI CURTIR SEU DESERTO, vai
Mas deixe a lâmpada acesa
Se algum dia A TRISTEZA QUISER ENTRAR
E uma bebida por perto
Porque você pode estar certo que vai chorar
(Regra três – composição de Toquinho e Vinícius de Moraes).

II. A Annona squamosa, comumente conhecida como pinha, é uma árvore frutífera nativa das regiões tropicais da América Central e do Caribe. Introduzida no Brasil em 1626 pelo Conde de Miranda, recebeu o nome de fruta-do-conde, embora tenha diversos nomes regionais em todo o país, como pinha, atemoia, condessa, ata e araticum no Rio Grande do Sul, este último originário do Tupi-Guarani e significando "fruto mole".
A pinha, conhecida por sua forma oval ou em formato de coração e por sua casca verde, grossa e coberta de pequenas escamas, apresenta uma polpa branca e doce dividida em gomos, cada um contendo uma semente grande e marrom. 

III. Aquele mimadinho nasceu em berço de ouro. / Nas ruínas daquela antiga civilização, os arqueólogos encontraram um berço de ouro.

IV. Ele trabalha feito um camelo. / Não confie nela, ela é uma cobra. / Joaquim é forte como um touro. / Alguns são lobos em pele de cordeiro. 

Sobre os trechos acima, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q3641700 Português
Leia o texto 2 e depois responda à questão:


TEXTO 2

     Mesmo sem ter ganhado o Oscar de melhor atriz por Ainda Estou Aqui, Fernanda Torres deu ao Brasil seis valiosas lições de civilidade durante a campanha, provando que seu talento é sustentado por qualidades que vão muito além da tela. Confira:


     Menos é mais


   No longa dirigido por Walter Salles, Fernanda interpreta Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, que foi sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar. Sua atuação contida na maior parte do filme foi capaz de passar para o público todos os sentimentos de angústia e tristeza que a personagem sentia. No filme, Eunice explode somente uma vez, quando enfrenta agentes que faziam a vigia sobre sua família, sem precisar de exageros para contar uma história tão revoltante quanto a da família Paiva. As escolhas dos figurinos de Fernanda Torres para os eventos de campanha também sempre foram minimalistas, mas deslumbrantes. Tons sóbrios e escuros foram escolhidos para não desviar a atenção do filme, além de homenagear Eunice. [...]


    Ter o pé no chão é importante


   Desde o início da corrida pelo Oscar, Fernanda humildemente se manteve com os pés no chão. A atriz deixou claro que vencer seria praticamente impossível e ressaltou várias vezes os obstáculos para se conquistar o troféu com um filme em língua portuguesa – feito que permanece inédito. Além disso, apostava abertamente na vitória de Demi Moore, a favorita por A Substância. Com um discurso pessimista, ela pretendia poupar o público – e talvez a si mesma – da frustração. Mas sem muito sucesso, já que o país inteiro criou expectativas. No final, a lição que fica é: sonhar é importante, mas manter a conexão com a realidade também.


(Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/as-6-licoes-de-civilidade-que-fernandatorres-deu-ao-brasil).
Sobre o texto 2, marque a alternativa incorreta:  
Alternativas
Q3641699 Português
Leia o texto 2 e depois responda à questão:


TEXTO 2

     Mesmo sem ter ganhado o Oscar de melhor atriz por Ainda Estou Aqui, Fernanda Torres deu ao Brasil seis valiosas lições de civilidade durante a campanha, provando que seu talento é sustentado por qualidades que vão muito além da tela. Confira:


     Menos é mais


   No longa dirigido por Walter Salles, Fernanda interpreta Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, que foi sequestrado, torturado e morto por agentes da ditadura militar. Sua atuação contida na maior parte do filme foi capaz de passar para o público todos os sentimentos de angústia e tristeza que a personagem sentia. No filme, Eunice explode somente uma vez, quando enfrenta agentes que faziam a vigia sobre sua família, sem precisar de exageros para contar uma história tão revoltante quanto a da família Paiva. As escolhas dos figurinos de Fernanda Torres para os eventos de campanha também sempre foram minimalistas, mas deslumbrantes. Tons sóbrios e escuros foram escolhidos para não desviar a atenção do filme, além de homenagear Eunice. [...]


    Ter o pé no chão é importante


   Desde o início da corrida pelo Oscar, Fernanda humildemente se manteve com os pés no chão. A atriz deixou claro que vencer seria praticamente impossível e ressaltou várias vezes os obstáculos para se conquistar o troféu com um filme em língua portuguesa – feito que permanece inédito. Além disso, apostava abertamente na vitória de Demi Moore, a favorita por A Substância. Com um discurso pessimista, ela pretendia poupar o público – e talvez a si mesma – da frustração. Mas sem muito sucesso, já que o país inteiro criou expectativas. No final, a lição que fica é: sonhar é importante, mas manter a conexão com a realidade também.


(Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/as-6-licoes-de-civilidade-que-fernandatorres-deu-ao-brasil).
Sobre o texto 2, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3641697 Português
Leia o texto 1 e depois responda à questão:


TEXTO 1


    Dezenove anos antes de decidir morrer, Nora Seed estava sentada no aconchego da pequena biblioteca da Hazeldene School, na cidade de Bedford. Olhava fixamente para um tabuleiro de xadrez em uma mesa baixa.

    - Nora, querida, é natural se preocupar com o futuro – disse a bibliotecária, a Sra. Elm, os olhos cintilando como raios de sol refletindo no orvalho congelado.

    A Sra. Elm fez o primeiro movimento. Cavalo pulando sobre uma fileira perfeita de peões brancos.

    - É óbvio que você vai ficar estressada por causa das provas. Mas, Nora, você pode ser o que quiser. Pense em todas as possibilidades. Isso é muito empolgante!

    - É. Pode ser...

    - Uma vida inteira pela frente.

    - Uma vida inteira...

    - Você pode fazer qualquer coisa, morar onde quiser. Num lugar menos frio e chuvoso.

    Nora moveu um dos peões duas casas adiante.

   Era difícil não comparar a Sra. Elm com sua mãe, que tratava Nora como um erro a ser corrigido. Por exemplo, quando ela ainda era bebê, sua mãe ficou tão agoniada com o fato de sua orelha esquerda ser mais saliente que a direita que usava uma fita adesiva para tentar resolver o problema, e então a escondia por baixo de uma touca de lã.


(HAIG, Matt. A biblioteca da meia-noite. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2023).
Sobre o texto 1, marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3641696 Português
Leia o texto 1 e depois responda à questão:


TEXTO 1


    Dezenove anos antes de decidir morrer, Nora Seed estava sentada no aconchego da pequena biblioteca da Hazeldene School, na cidade de Bedford. Olhava fixamente para um tabuleiro de xadrez em uma mesa baixa.

    - Nora, querida, é natural se preocupar com o futuro – disse a bibliotecária, a Sra. Elm, os olhos cintilando como raios de sol refletindo no orvalho congelado.

    A Sra. Elm fez o primeiro movimento. Cavalo pulando sobre uma fileira perfeita de peões brancos.

    - É óbvio que você vai ficar estressada por causa das provas. Mas, Nora, você pode ser o que quiser. Pense em todas as possibilidades. Isso é muito empolgante!

    - É. Pode ser...

    - Uma vida inteira pela frente.

    - Uma vida inteira...

    - Você pode fazer qualquer coisa, morar onde quiser. Num lugar menos frio e chuvoso.

    Nora moveu um dos peões duas casas adiante.

   Era difícil não comparar a Sra. Elm com sua mãe, que tratava Nora como um erro a ser corrigido. Por exemplo, quando ela ainda era bebê, sua mãe ficou tão agoniada com o fato de sua orelha esquerda ser mais saliente que a direita que usava uma fita adesiva para tentar resolver o problema, e então a escondia por baixo de uma touca de lã.


(HAIG, Matt. A biblioteca da meia-noite. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2023).
Sobre o texto 1, assinale a afirmativa incorreta:
Alternativas
Q3641695 Português
Leia o texto 1 e depois responda à questão:


TEXTO 1


    Dezenove anos antes de decidir morrer, Nora Seed estava sentada no aconchego da pequena biblioteca da Hazeldene School, na cidade de Bedford. Olhava fixamente para um tabuleiro de xadrez em uma mesa baixa.

    - Nora, querida, é natural se preocupar com o futuro – disse a bibliotecária, a Sra. Elm, os olhos cintilando como raios de sol refletindo no orvalho congelado.

    A Sra. Elm fez o primeiro movimento. Cavalo pulando sobre uma fileira perfeita de peões brancos.

    - É óbvio que você vai ficar estressada por causa das provas. Mas, Nora, você pode ser o que quiser. Pense em todas as possibilidades. Isso é muito empolgante!

    - É. Pode ser...

    - Uma vida inteira pela frente.

    - Uma vida inteira...

    - Você pode fazer qualquer coisa, morar onde quiser. Num lugar menos frio e chuvoso.

    Nora moveu um dos peões duas casas adiante.

   Era difícil não comparar a Sra. Elm com sua mãe, que tratava Nora como um erro a ser corrigido. Por exemplo, quando ela ainda era bebê, sua mãe ficou tão agoniada com o fato de sua orelha esquerda ser mais saliente que a direita que usava uma fita adesiva para tentar resolver o problema, e então a escondia por baixo de uma touca de lã.


(HAIG, Matt. A biblioteca da meia-noite. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2023).
Sobre o texto 1, é correto afirmar que: 
Alternativas
Respostas
12981: A
12982: D
12983: C
12984: A
12985: E
12986: D
12987: B
12988: D
12989: B
12990: A
12991: D
12992: E
12993: C
12994: C
12995: C
12996: B
12997: D
12998: A
12999: D
13000: C