Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3818286 Português
A complicada arte de ver

        Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… Agora, tudo o que vejo me causa espanto”.

        Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as Odes Elementares, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.

        Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. Mas existe algo na visão que não pertence à física. Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

        Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. Por isso eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana.

(Rubem Alves. https://www.recantodasletras.com.br/artigos/4787266. Adaptado)
Em “Percebi que nunca havia visto uma cebola” (1o parágrafo), a personagem se refere
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Q3818284 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão:


(Bill Watterson. Calvin & Haroldo. https://www.instagram.com/p/DMnqdWpsgMn/)

Em “É quase um insulto a velocidade com que ela assinou” (4o quadro), o advérbio “quase”
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Q3818283 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão:


(Bill Watterson. Calvin & Haroldo. https://www.instagram.com/p/DMnqdWpsgMn/)

Na tira, o humor resulta principalmente
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Q3817972 Português

Analise o trecho a seguir, extraído de um parecer técnico fictício: (Compreensão e Interpretação de Texto)



"A despeito da complexidade inerente ao cenário globalizado, a resiliência institucional manifesta-se como um vetor crucial na mitigação de riscos sistêmicos. Tal capacidade, no entanto, não é inata, mas sim fruto de um planejamento estratégico que contemple a multidisciplinaridade das equipes e a constante reavaliação dos protocolos internos."



Com base na análise do excerto, é correto inferir que:

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Q3817839 Português
Leia o texto e responda à questão.

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PARA TODAS AS PESSOAS.

Quando o Brasil aprovou, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, muita gente começou a olhar para os estudantes com deficiência de outra maneira. Em vez de enxergar só limitações, as escolas passaram a ser convidadas a perceber potenciais, modos diferentes de aprender e formas novas de participar. A ideia era simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: em vez de adaptar o aluno a uma escola rígida, é a escola que precisa se transformar para acolher e ensinar todo mundo.
    Essa mudança de olhar não acontece de um dia para o outro. Ela exige revisão profunda dos objetivos da educação, da forma de organizar o currículo, do jeito de avaliar e até da postura política da escola. Em vez de uma educação “bancária”, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defende-se uma educação libertadora, que reconhece cada estudante como sujeito de direitos, com voz, história e contexto próprios. Isso vale tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles que, por outros motivos, também foram historicamente excluídos.
    Nos últimos anos, porém, surgiram tentativas de recuo. A política publicada em 2020, depois considerada inconstitucional, retomava uma visão que separava alunos em espaços diferentes, como se a solução estivesse em decidir “onde” cada um deve estudar. Essa lógica “posicional” reduz a discussão a um endereço físico e desvia o foco do que realmente importa: “como” a escola organiza sua prática pedagógica para garantir participação e aprendizagem para todos. Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção.
    Educação inclusiva, nessa perspectiva, não é sinônimo de educação especial em classe comum, nem um arranjo pensado apenas para estudantes com deficiência. Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender, e como essas barreiras podem ser removidas. Essas barreiras podem ser arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais ou curriculares, e muitas vezes atingem também estudantes negros, indígenas, pobres, com dificuldades de aprendizagem ou pertencentes a outros grupos marginalizados.
    Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico, tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles sem deficiência. Estudos recentes, porém, têm mostrado o contrário. Pesquisas de larga escala e meta-análises indicam que ambientes inclusivos, bem organizados, favorecem tanto o desenvolvimento de quem apresenta necessidades educacionais específicas quanto o aprendizado de colegas que não têm deficiência. Quando a escola se adapta, todos ganham: a turma aprende a conviver com a diferença, a flexibilizar estratégias e a colaborar mais.
    Os resultados positivos ficam ainda mais claros quando a educação inclusiva é entendida como mudança de paradigma e não como um “programa” paralelo dentro da escola. Isso implica investir em formação continuada, trabalho coletivo, escuta das famílias e participação dos estudantes nas decisões do cotidiano. Também significa abandonar a ideia de que inclusão é um favor, um gesto de boa vontade, e assumir que é uma obrigação ética e legal. Ao tratar a educação inclusiva como eixo central do projeto pedagógico, a escola se aproxima daquilo que a legislação brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos defendem: educação de qualidade para todas as pessoas, em espaços compartilhados e com oportunidades reais de aprender.

(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Galery, Augusto. “A educação inclusiva é para todas as pessoas”. Diversa, Instituto Rodrigo Mendes, 2022.)
Considerando a finalidade comunicativa e os recursos linguísticos utilizados, a função da linguagem predominante no texto é
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Q3817838 Português
Leia o texto e responda à questão.

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PARA TODAS AS PESSOAS.

Quando o Brasil aprovou, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, muita gente começou a olhar para os estudantes com deficiência de outra maneira. Em vez de enxergar só limitações, as escolas passaram a ser convidadas a perceber potenciais, modos diferentes de aprender e formas novas de participar. A ideia era simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: em vez de adaptar o aluno a uma escola rígida, é a escola que precisa se transformar para acolher e ensinar todo mundo.
    Essa mudança de olhar não acontece de um dia para o outro. Ela exige revisão profunda dos objetivos da educação, da forma de organizar o currículo, do jeito de avaliar e até da postura política da escola. Em vez de uma educação “bancária”, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defende-se uma educação libertadora, que reconhece cada estudante como sujeito de direitos, com voz, história e contexto próprios. Isso vale tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles que, por outros motivos, também foram historicamente excluídos.
    Nos últimos anos, porém, surgiram tentativas de recuo. A política publicada em 2020, depois considerada inconstitucional, retomava uma visão que separava alunos em espaços diferentes, como se a solução estivesse em decidir “onde” cada um deve estudar. Essa lógica “posicional” reduz a discussão a um endereço físico e desvia o foco do que realmente importa: “como” a escola organiza sua prática pedagógica para garantir participação e aprendizagem para todos. Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção.
    Educação inclusiva, nessa perspectiva, não é sinônimo de educação especial em classe comum, nem um arranjo pensado apenas para estudantes com deficiência. Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender, e como essas barreiras podem ser removidas. Essas barreiras podem ser arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais ou curriculares, e muitas vezes atingem também estudantes negros, indígenas, pobres, com dificuldades de aprendizagem ou pertencentes a outros grupos marginalizados.
    Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico, tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles sem deficiência. Estudos recentes, porém, têm mostrado o contrário. Pesquisas de larga escala e meta-análises indicam que ambientes inclusivos, bem organizados, favorecem tanto o desenvolvimento de quem apresenta necessidades educacionais específicas quanto o aprendizado de colegas que não têm deficiência. Quando a escola se adapta, todos ganham: a turma aprende a conviver com a diferença, a flexibilizar estratégias e a colaborar mais.
    Os resultados positivos ficam ainda mais claros quando a educação inclusiva é entendida como mudança de paradigma e não como um “programa” paralelo dentro da escola. Isso implica investir em formação continuada, trabalho coletivo, escuta das famílias e participação dos estudantes nas decisões do cotidiano. Também significa abandonar a ideia de que inclusão é um favor, um gesto de boa vontade, e assumir que é uma obrigação ética e legal. Ao tratar a educação inclusiva como eixo central do projeto pedagógico, a escola se aproxima daquilo que a legislação brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos defendem: educação de qualidade para todas as pessoas, em espaços compartilhados e com oportunidades reais de aprender.

(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Galery, Augusto. “A educação inclusiva é para todas as pessoas”. Diversa, Instituto Rodrigo Mendes, 2022.)
A organização dos parágrafos e a progressão temática do texto podem ser descritas, de modo mais adequado, da seguinte forma:
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Q3817837 Português
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A EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PARA TODAS AS PESSOAS.

Quando o Brasil aprovou, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, muita gente começou a olhar para os estudantes com deficiência de outra maneira. Em vez de enxergar só limitações, as escolas passaram a ser convidadas a perceber potenciais, modos diferentes de aprender e formas novas de participar. A ideia era simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: em vez de adaptar o aluno a uma escola rígida, é a escola que precisa se transformar para acolher e ensinar todo mundo.
    Essa mudança de olhar não acontece de um dia para o outro. Ela exige revisão profunda dos objetivos da educação, da forma de organizar o currículo, do jeito de avaliar e até da postura política da escola. Em vez de uma educação “bancária”, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defende-se uma educação libertadora, que reconhece cada estudante como sujeito de direitos, com voz, história e contexto próprios. Isso vale tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles que, por outros motivos, também foram historicamente excluídos.
    Nos últimos anos, porém, surgiram tentativas de recuo. A política publicada em 2020, depois considerada inconstitucional, retomava uma visão que separava alunos em espaços diferentes, como se a solução estivesse em decidir “onde” cada um deve estudar. Essa lógica “posicional” reduz a discussão a um endereço físico e desvia o foco do que realmente importa: “como” a escola organiza sua prática pedagógica para garantir participação e aprendizagem para todos. Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção.
    Educação inclusiva, nessa perspectiva, não é sinônimo de educação especial em classe comum, nem um arranjo pensado apenas para estudantes com deficiência. Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender, e como essas barreiras podem ser removidas. Essas barreiras podem ser arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais ou curriculares, e muitas vezes atingem também estudantes negros, indígenas, pobres, com dificuldades de aprendizagem ou pertencentes a outros grupos marginalizados.
    Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico, tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles sem deficiência. Estudos recentes, porém, têm mostrado o contrário. Pesquisas de larga escala e meta-análises indicam que ambientes inclusivos, bem organizados, favorecem tanto o desenvolvimento de quem apresenta necessidades educacionais específicas quanto o aprendizado de colegas que não têm deficiência. Quando a escola se adapta, todos ganham: a turma aprende a conviver com a diferença, a flexibilizar estratégias e a colaborar mais.
    Os resultados positivos ficam ainda mais claros quando a educação inclusiva é entendida como mudança de paradigma e não como um “programa” paralelo dentro da escola. Isso implica investir em formação continuada, trabalho coletivo, escuta das famílias e participação dos estudantes nas decisões do cotidiano. Também significa abandonar a ideia de que inclusão é um favor, um gesto de boa vontade, e assumir que é uma obrigação ética e legal. Ao tratar a educação inclusiva como eixo central do projeto pedagógico, a escola se aproxima daquilo que a legislação brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos defendem: educação de qualidade para todas as pessoas, em espaços compartilhados e com oportunidades reais de aprender.

(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Galery, Augusto. “A educação inclusiva é para todas as pessoas”. Diversa, Instituto Rodrigo Mendes, 2022.)
No período “Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção”, o pronome “isso” retoma, no contexto, a ação de
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Q3817836 Português
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A EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PARA TODAS AS PESSOAS.

Quando o Brasil aprovou, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, muita gente começou a olhar para os estudantes com deficiência de outra maneira. Em vez de enxergar só limitações, as escolas passaram a ser convidadas a perceber potenciais, modos diferentes de aprender e formas novas de participar. A ideia era simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: em vez de adaptar o aluno a uma escola rígida, é a escola que precisa se transformar para acolher e ensinar todo mundo.
    Essa mudança de olhar não acontece de um dia para o outro. Ela exige revisão profunda dos objetivos da educação, da forma de organizar o currículo, do jeito de avaliar e até da postura política da escola. Em vez de uma educação “bancária”, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defende-se uma educação libertadora, que reconhece cada estudante como sujeito de direitos, com voz, história e contexto próprios. Isso vale tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles que, por outros motivos, também foram historicamente excluídos.
    Nos últimos anos, porém, surgiram tentativas de recuo. A política publicada em 2020, depois considerada inconstitucional, retomava uma visão que separava alunos em espaços diferentes, como se a solução estivesse em decidir “onde” cada um deve estudar. Essa lógica “posicional” reduz a discussão a um endereço físico e desvia o foco do que realmente importa: “como” a escola organiza sua prática pedagógica para garantir participação e aprendizagem para todos. Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção.
    Educação inclusiva, nessa perspectiva, não é sinônimo de educação especial em classe comum, nem um arranjo pensado apenas para estudantes com deficiência. Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender, e como essas barreiras podem ser removidas. Essas barreiras podem ser arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais ou curriculares, e muitas vezes atingem também estudantes negros, indígenas, pobres, com dificuldades de aprendizagem ou pertencentes a outros grupos marginalizados.
    Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico, tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles sem deficiência. Estudos recentes, porém, têm mostrado o contrário. Pesquisas de larga escala e meta-análises indicam que ambientes inclusivos, bem organizados, favorecem tanto o desenvolvimento de quem apresenta necessidades educacionais específicas quanto o aprendizado de colegas que não têm deficiência. Quando a escola se adapta, todos ganham: a turma aprende a conviver com a diferença, a flexibilizar estratégias e a colaborar mais.
    Os resultados positivos ficam ainda mais claros quando a educação inclusiva é entendida como mudança de paradigma e não como um “programa” paralelo dentro da escola. Isso implica investir em formação continuada, trabalho coletivo, escuta das famílias e participação dos estudantes nas decisões do cotidiano. Também significa abandonar a ideia de que inclusão é um favor, um gesto de boa vontade, e assumir que é uma obrigação ética e legal. Ao tratar a educação inclusiva como eixo central do projeto pedagógico, a escola se aproxima daquilo que a legislação brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos defendem: educação de qualidade para todas as pessoas, em espaços compartilhados e com oportunidades reais de aprender.

(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Galery, Augusto. “A educação inclusiva é para todas as pessoas”. Diversa, Instituto Rodrigo Mendes, 2022.)
Em “Em vez de uma educação ‘bancária’, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defendese uma educação libertadora...”, o uso da expressão “educação ‘bancária’”, entre aspas, indica que o autor
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Q3817835 Português
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A EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PARA TODAS AS PESSOAS.

Quando o Brasil aprovou, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, muita gente começou a olhar para os estudantes com deficiência de outra maneira. Em vez de enxergar só limitações, as escolas passaram a ser convidadas a perceber potenciais, modos diferentes de aprender e formas novas de participar. A ideia era simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: em vez de adaptar o aluno a uma escola rígida, é a escola que precisa se transformar para acolher e ensinar todo mundo.
    Essa mudança de olhar não acontece de um dia para o outro. Ela exige revisão profunda dos objetivos da educação, da forma de organizar o currículo, do jeito de avaliar e até da postura política da escola. Em vez de uma educação “bancária”, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defende-se uma educação libertadora, que reconhece cada estudante como sujeito de direitos, com voz, história e contexto próprios. Isso vale tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles que, por outros motivos, também foram historicamente excluídos.
    Nos últimos anos, porém, surgiram tentativas de recuo. A política publicada em 2020, depois considerada inconstitucional, retomava uma visão que separava alunos em espaços diferentes, como se a solução estivesse em decidir “onde” cada um deve estudar. Essa lógica “posicional” reduz a discussão a um endereço físico e desvia o foco do que realmente importa: “como” a escola organiza sua prática pedagógica para garantir participação e aprendizagem para todos. Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção.
    Educação inclusiva, nessa perspectiva, não é sinônimo de educação especial em classe comum, nem um arranjo pensado apenas para estudantes com deficiência. Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender, e como essas barreiras podem ser removidas. Essas barreiras podem ser arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais ou curriculares, e muitas vezes atingem também estudantes negros, indígenas, pobres, com dificuldades de aprendizagem ou pertencentes a outros grupos marginalizados.
    Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico, tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles sem deficiência. Estudos recentes, porém, têm mostrado o contrário. Pesquisas de larga escala e meta-análises indicam que ambientes inclusivos, bem organizados, favorecem tanto o desenvolvimento de quem apresenta necessidades educacionais específicas quanto o aprendizado de colegas que não têm deficiência. Quando a escola se adapta, todos ganham: a turma aprende a conviver com a diferença, a flexibilizar estratégias e a colaborar mais.
    Os resultados positivos ficam ainda mais claros quando a educação inclusiva é entendida como mudança de paradigma e não como um “programa” paralelo dentro da escola. Isso implica investir em formação continuada, trabalho coletivo, escuta das famílias e participação dos estudantes nas decisões do cotidiano. Também significa abandonar a ideia de que inclusão é um favor, um gesto de boa vontade, e assumir que é uma obrigação ética e legal. Ao tratar a educação inclusiva como eixo central do projeto pedagógico, a escola se aproxima daquilo que a legislação brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos defendem: educação de qualidade para todas as pessoas, em espaços compartilhados e com oportunidades reais de aprender.

(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Galery, Augusto. “A educação inclusiva é para todas as pessoas”. Diversa, Instituto Rodrigo Mendes, 2022.)
No trecho “Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender...”, o termo “paradigma” é empregado com o sentido mais próximo de
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Q3817833 Português
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A EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PARA TODAS AS PESSOAS.

Quando o Brasil aprovou, em 2008, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, muita gente começou a olhar para os estudantes com deficiência de outra maneira. Em vez de enxergar só limitações, as escolas passaram a ser convidadas a perceber potenciais, modos diferentes de aprender e formas novas de participar. A ideia era simples e, ao mesmo tempo, revolucionária: em vez de adaptar o aluno a uma escola rígida, é a escola que precisa se transformar para acolher e ensinar todo mundo.
    Essa mudança de olhar não acontece de um dia para o outro. Ela exige revisão profunda dos objetivos da educação, da forma de organizar o currículo, do jeito de avaliar e até da postura política da escola. Em vez de uma educação “bancária”, na qual o professor deposita conteúdos em alunos passivos, defende-se uma educação libertadora, que reconhece cada estudante como sujeito de direitos, com voz, história e contexto próprios. Isso vale tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles que, por outros motivos, também foram historicamente excluídos.
    Nos últimos anos, porém, surgiram tentativas de recuo. A política publicada em 2020, depois considerada inconstitucional, retomava uma visão que separava alunos em espaços diferentes, como se a solução estivesse em decidir “onde” cada um deve estudar. Essa lógica “posicional” reduz a discussão a um endereço físico e desvia o foco do que realmente importa: “como” a escola organiza sua prática pedagógica para garantir participação e aprendizagem para todos. Ao fazer isso, corre o risco de reforçar práticas segregadoras travestidas de proteção.
    Educação inclusiva, nessa perspectiva, não é sinônimo de educação especial em classe comum, nem um arranjo pensado apenas para estudantes com deficiência. Trata-se de um novo paradigma de escola, que se pergunta o tempo todo quais barreiras impedem cada pessoa de participar e aprender, e como essas barreiras podem ser removidas. Essas barreiras podem ser arquitetônicas, comunicacionais, atitudinais ou curriculares, e muitas vezes atingem também estudantes negros, indígenas, pobres, com dificuldades de aprendizagem ou pertencentes a outros grupos marginalizados.
    Ainda existe a crença de que classes ou escolas separadas garantiriam melhor rendimento acadêmico, tanto para estudantes com deficiência quanto para aqueles sem deficiência. Estudos recentes, porém, têm mostrado o contrário. Pesquisas de larga escala e meta-análises indicam que ambientes inclusivos, bem organizados, favorecem tanto o desenvolvimento de quem apresenta necessidades educacionais específicas quanto o aprendizado de colegas que não têm deficiência. Quando a escola se adapta, todos ganham: a turma aprende a conviver com a diferença, a flexibilizar estratégias e a colaborar mais.
    Os resultados positivos ficam ainda mais claros quando a educação inclusiva é entendida como mudança de paradigma e não como um “programa” paralelo dentro da escola. Isso implica investir em formação continuada, trabalho coletivo, escuta das famílias e participação dos estudantes nas decisões do cotidiano. Também significa abandonar a ideia de que inclusão é um favor, um gesto de boa vontade, e assumir que é uma obrigação ética e legal. Ao tratar a educação inclusiva como eixo central do projeto pedagógico, a escola se aproxima daquilo que a legislação brasileira e os tratados internacionais de direitos humanos defendem: educação de qualidade para todas as pessoas, em espaços compartilhados e com oportunidades reais de aprender.

(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Galery, Augusto. “A educação inclusiva é para todas as pessoas”. Diversa, Instituto Rodrigo Mendes, 2022.)
Considerando os tipos e gêneros textuais, bem como da situação comunicativa, o texto apresenta características predominantes de
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Q3817798 Português
Leia o texto a seguir:


Urticária: condição provoca irritação na pele e muita coceira

    A urticária é uma irritação na pele caracterizada por lesões avermelhadas e levemente inchadas, que causam intensa coceira. Essa condição está entre as queixas mais comuns em consultórios de dermatologia. As lesões podem aparecer em qualquer região do corpo, podendo ser pequenas e isoladas, ou ainda se agrupar e formar grandes placas avermelhadas.
    Geralmente, essas lesões ocorrem em surtos, duram por algumas horas e depois desaparecem sem deixar marcas na pele. No entanto, a urticária pode reaparecer se a pessoa entrar em contato novamente com a substância que desencadeou a crise. Portanto, é fundamental buscar acompanhamento médico para investigar as possíveis causas da urticária. Estima-se que essa condição afete entre 15% e 20% da população pelo menos uma vez na vida.
    O sintoma mais prevalente é a coceira intensa, embora as lesões possam também desencadear sensações de ardor ou queimação. É possível ocorrer um inchaço rápido, intenso e localizado, frequentemente afetando áreas como pálpebras, lábios, língua e garganta. Esse tipo de inchaço é denominado angioedema e, em algumas circunstâncias, devido ao seu impacto na respiração, pode representar um risco à vida.
    Adicionalmente, existe uma complicação conhecida como anafilaxia, que afeta todo o corpo, gerando sintomas como náuseas, vômitos, queda na pressão arterial e inchaço na garganta. Esses são casos graves que demandam assistência médica de urgência.


Fonte: https://vidasaudavel.einstein.br/urticaria-condicao-provoca-irritacao-na-pelee-muita-coceira/. Texto adaptado. Acesso em 03/09/2025. Texto adaptado
Com base no texto, há uma relação de causa e consequência na ideia de que:
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Q3817797 Português
Leia o texto a seguir:


Urticária: condição provoca irritação na pele e muita coceira

    A urticária é uma irritação na pele caracterizada por lesões avermelhadas e levemente inchadas, que causam intensa coceira. Essa condição está entre as queixas mais comuns em consultórios de dermatologia. As lesões podem aparecer em qualquer região do corpo, podendo ser pequenas e isoladas, ou ainda se agrupar e formar grandes placas avermelhadas.
    Geralmente, essas lesões ocorrem em surtos, duram por algumas horas e depois desaparecem sem deixar marcas na pele. No entanto, a urticária pode reaparecer se a pessoa entrar em contato novamente com a substância que desencadeou a crise. Portanto, é fundamental buscar acompanhamento médico para investigar as possíveis causas da urticária. Estima-se que essa condição afete entre 15% e 20% da população pelo menos uma vez na vida.
    O sintoma mais prevalente é a coceira intensa, embora as lesões possam também desencadear sensações de ardor ou queimação. É possível ocorrer um inchaço rápido, intenso e localizado, frequentemente afetando áreas como pálpebras, lábios, língua e garganta. Esse tipo de inchaço é denominado angioedema e, em algumas circunstâncias, devido ao seu impacto na respiração, pode representar um risco à vida.
    Adicionalmente, existe uma complicação conhecida como anafilaxia, que afeta todo o corpo, gerando sintomas como náuseas, vômitos, queda na pressão arterial e inchaço na garganta. Esses são casos graves que demandam assistência médica de urgência.


Fonte: https://vidasaudavel.einstein.br/urticaria-condicao-provoca-irritacao-na-pelee-muita-coceira/. Texto adaptado. Acesso em 03/09/2025. Texto adaptado
Segundo o texto, as lesões provocadas por urticária:
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Q3817691 Português

A coesão textual diz respeito aos recursos linguísticos responsáveis por articular as partes de um texto, garantindo sua conexão formal e a fluidez entre as ideias. Entre os principais mecanismos de coesão estão:


os elementos referenciais – pronomes, elipses, expressões anafóricas ou catafóricas; os conectores – conjunções e advérbios que estabelecem relações de causa, consequência, adversidade, adição etc.;


os mecanismos lexicais – sinônimos, hiperônimos, repetições controladas, campos semânticos (ANTUNES, 2020).


Com base nos mecanismos de coesão textual empregados no texto base apresentado, assinale a alternativa correta.

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Q3817688 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A conexão entre intestino e cérebro influencia a saúde e as emoções



Nosso intestino abriga mais de cem milhões de células nervosas e é responsável pela produção de 95% da serotonina, um neurotransmissor relacionado ao bem-estar.


Recentemente, novas evidências científicas reforçaram a importância da microbiota intestinal — um grupo de trilhões de bactérias, vírus, fungos e outros agentes microscópicos — para a saúde do corpo e da mente.


Isso mostra como o intestino e o cérebro estão conectados e se influenciam mutuamente.


Você provavelmente já sentiu aquele frio na barriga ao se apaixonar por alguém ou teve náuseas antes de uma reunião importante.


Esses dois órgãos estão conectados de três maneiras diferentes, explica a gastroenterologista Saliha Ahmed, embaixadora da Bowel Research UK, uma organização britânica que faz pesquisas e campanhas sobre o sistema digestivo.


A primeira forma é o nervo vago, uma estrutura muito importante do sistema nervoso que liga diretamente o cérebro a vários órgãos, como o coração e os intestinos.


Em segundo lugar, o cérebro e o intestino se comunicam com a ajuda de hormônios. Essas substâncias são produzidas por glândulas e enviam sinais por todo o corpo.


O terceiro mecanismo envolve o sistema imunológico.


"Muitas pessoas pensam que essas células de defesa vivem apenas no sangue ou nos gânglios linfáticos, mas, na verdade, uma grande proporção opera no intestino e serve como mediador entre o cérebro e todo o organismo", diz Ahmed.


O neurogastroenterologista Pasricha, da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, destaca que essa conexão especial ocorre porque o cérebro precisa de muita potência para funcionar e o intestino é a nossa usina de energia.


Ele ressalta que o cérebro representa apenas 2% do nosso peso corporal, mas consome 20% da energia produzida no corpo.


O papel do intestino é justamente quebrar os alimentos em moléculas simples e absorvê-las para fornecer o combustível para o funcionamento de todo o organismo.


Essa é uma relação mútua; em outras palavras, o cérebro influencia o intestino, mas o intestino também influencia o cérebro.


Quando enfrentamos uma situação perigosa ou ameaçadora, ou mesmo um evento muito importante, como uma reunião no trabalho, uma das primeiras reações fisiológicas ocorre na barriga.


Nessas situações, podemos experimentar náuseas, cólicas ou até diarreia.


Nosso intestino abriga entre dez e cem trilhões de células de outros organismos, o que inclui bactérias, vírus, fungos, protozoários e outros agentes microscópicos.


Esse número supera a quantidade de células próprias que uma pessoa possui.


Especialistas explicam que essa comunidade abundante tem uma relação simbiótica conosco.


Elas obtêm nutrientes dos alimentos que ingerimos, mas também nos ajudam a digerir alguns ingredientes que não somos capazes de processar sozinhos.


Nas últimas duas décadas, o conhecimento sobre a microbiota e sua influência em nossa saúde cresceu consideravelmente.


Ahmed explica que novas ferramentas e testes desenvolvidos por cientistas ajudaram a mensurar os microrganismos que habitam o intestino e também a entender como eles influenciam o desenvolvimento de certas doenças.


"Alterações no equilíbrio da microbiota, o que chamamos de disbiose, têm sido associadas a quase todas as doenças conhecidas pelos seres humanos", acrescenta Pasricha.


Em 2011, o neurogastroenterologista liderou um estudo pioneiro com cobaias. No trabalho, ele observou que a irritação gástrica nos primeiros dias de vida induz um aumento da depressão e de comportamentos ansiosos.


Outras pesquisas mostraram que a disbiose está associada à obesidade, às doenças cardiovasculares e até mesmo ao câncer.


No entanto, Pasricha ressalta que precisa-se de evidências suficientes para estabelecer uma relação clara de causa e efeito, e quantos problemas encontrados na microbiota intestinal são de fato a origem de diversas doenças.


"Existem evidências tanto em estudos com animais quanto em pesquisas com seres humanos de que há problemas que começam no intestino e causam ansiedade ou depressão.

Você provavelmente já sentiu aquele frio na barriga ao se apaixonar por alguém ou teve náuseas antes de uma reunião importante.


Com base no trecho extraído do texto, assinale a alternativa que apresenta corretamente a figura de linguagem predominante nesse segmento.

Alternativas
Q3817687 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A conexão entre intestino e cérebro influencia a saúde e as emoções



Nosso intestino abriga mais de cem milhões de células nervosas e é responsável pela produção de 95% da serotonina, um neurotransmissor relacionado ao bem-estar.


Recentemente, novas evidências científicas reforçaram a importância da microbiota intestinal — um grupo de trilhões de bactérias, vírus, fungos e outros agentes microscópicos — para a saúde do corpo e da mente.


Isso mostra como o intestino e o cérebro estão conectados e se influenciam mutuamente.


Você provavelmente já sentiu aquele frio na barriga ao se apaixonar por alguém ou teve náuseas antes de uma reunião importante.


Esses dois órgãos estão conectados de três maneiras diferentes, explica a gastroenterologista Saliha Ahmed, embaixadora da Bowel Research UK, uma organização britânica que faz pesquisas e campanhas sobre o sistema digestivo.


A primeira forma é o nervo vago, uma estrutura muito importante do sistema nervoso que liga diretamente o cérebro a vários órgãos, como o coração e os intestinos.


Em segundo lugar, o cérebro e o intestino se comunicam com a ajuda de hormônios. Essas substâncias são produzidas por glândulas e enviam sinais por todo o corpo.


O terceiro mecanismo envolve o sistema imunológico.


"Muitas pessoas pensam que essas células de defesa vivem apenas no sangue ou nos gânglios linfáticos, mas, na verdade, uma grande proporção opera no intestino e serve como mediador entre o cérebro e todo o organismo", diz Ahmed.


O neurogastroenterologista Pasricha, da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, destaca que essa conexão especial ocorre porque o cérebro precisa de muita potência para funcionar e o intestino é a nossa usina de energia.


Ele ressalta que o cérebro representa apenas 2% do nosso peso corporal, mas consome 20% da energia produzida no corpo.


O papel do intestino é justamente quebrar os alimentos em moléculas simples e absorvê-las para fornecer o combustível para o funcionamento de todo o organismo.


Essa é uma relação mútua; em outras palavras, o cérebro influencia o intestino, mas o intestino também influencia o cérebro.


Quando enfrentamos uma situação perigosa ou ameaçadora, ou mesmo um evento muito importante, como uma reunião no trabalho, uma das primeiras reações fisiológicas ocorre na barriga.


Nessas situações, podemos experimentar náuseas, cólicas ou até diarreia.


Nosso intestino abriga entre dez e cem trilhões de células de outros organismos, o que inclui bactérias, vírus, fungos, protozoários e outros agentes microscópicos.


Esse número supera a quantidade de células próprias que uma pessoa possui.


Especialistas explicam que essa comunidade abundante tem uma relação simbiótica conosco.


Elas obtêm nutrientes dos alimentos que ingerimos, mas também nos ajudam a digerir alguns ingredientes que não somos capazes de processar sozinhos.


Nas últimas duas décadas, o conhecimento sobre a microbiota e sua influência em nossa saúde cresceu consideravelmente.


Ahmed explica que novas ferramentas e testes desenvolvidos por cientistas ajudaram a mensurar os microrganismos que habitam o intestino e também a entender como eles influenciam o desenvolvimento de certas doenças.


"Alterações no equilíbrio da microbiota, o que chamamos de disbiose, têm sido associadas a quase todas as doenças conhecidas pelos seres humanos", acrescenta Pasricha.


Em 2011, o neurogastroenterologista liderou um estudo pioneiro com cobaias. No trabalho, ele observou que a irritação gástrica nos primeiros dias de vida induz um aumento da depressão e de comportamentos ansiosos.


Outras pesquisas mostraram que a disbiose está associada à obesidade, às doenças cardiovasculares e até mesmo ao câncer.


No entanto, Pasricha ressalta que precisa-se de evidências suficientes para estabelecer uma relação clara de causa e efeito, e quantos problemas encontrados na microbiota intestinal são de fato a origem de diversas doenças.


"Existem evidências tanto em estudos com animais quanto em pesquisas com seres humanos de que há problemas que começam no intestino e causam ansiedade ou depressão.

Nosso intestino abriga mais de cem milhões de células nervosas e é responsável pela produção de 95% da serotonina, um neurotransmissor relacionado ao bem-estar. Recentemente, novas evidências científicas reforçaram a importância da microbiota intestinal.


Com base no texto apresentado, assinale a alternativa que expressa corretamente uma conclusão coerente com as informações e os argumentos desenvolvidos ao longo da exposição.

Alternativas
Q3817684 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A conexão entre intestino e cérebro influencia a saúde e as emoções



Nosso intestino abriga mais de cem milhões de células nervosas e é responsável pela produção de 95% da serotonina, um neurotransmissor relacionado ao bem-estar.


Recentemente, novas evidências científicas reforçaram a importância da microbiota intestinal — um grupo de trilhões de bactérias, vírus, fungos e outros agentes microscópicos — para a saúde do corpo e da mente.


Isso mostra como o intestino e o cérebro estão conectados e se influenciam mutuamente.


Você provavelmente já sentiu aquele frio na barriga ao se apaixonar por alguém ou teve náuseas antes de uma reunião importante.


Esses dois órgãos estão conectados de três maneiras diferentes, explica a gastroenterologista Saliha Ahmed, embaixadora da Bowel Research UK, uma organização britânica que faz pesquisas e campanhas sobre o sistema digestivo.


A primeira forma é o nervo vago, uma estrutura muito importante do sistema nervoso que liga diretamente o cérebro a vários órgãos, como o coração e os intestinos.


Em segundo lugar, o cérebro e o intestino se comunicam com a ajuda de hormônios. Essas substâncias são produzidas por glândulas e enviam sinais por todo o corpo.


O terceiro mecanismo envolve o sistema imunológico.


"Muitas pessoas pensam que essas células de defesa vivem apenas no sangue ou nos gânglios linfáticos, mas, na verdade, uma grande proporção opera no intestino e serve como mediador entre o cérebro e todo o organismo", diz Ahmed.


O neurogastroenterologista Pasricha, da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, destaca que essa conexão especial ocorre porque o cérebro precisa de muita potência para funcionar e o intestino é a nossa usina de energia.


Ele ressalta que o cérebro representa apenas 2% do nosso peso corporal, mas consome 20% da energia produzida no corpo.


O papel do intestino é justamente quebrar os alimentos em moléculas simples e absorvê-las para fornecer o combustível para o funcionamento de todo o organismo.


Essa é uma relação mútua; em outras palavras, o cérebro influencia o intestino, mas o intestino também influencia o cérebro.


Quando enfrentamos uma situação perigosa ou ameaçadora, ou mesmo um evento muito importante, como uma reunião no trabalho, uma das primeiras reações fisiológicas ocorre na barriga.


Nessas situações, podemos experimentar náuseas, cólicas ou até diarreia.


Nosso intestino abriga entre dez e cem trilhões de células de outros organismos, o que inclui bactérias, vírus, fungos, protozoários e outros agentes microscópicos.


Esse número supera a quantidade de células próprias que uma pessoa possui.


Especialistas explicam que essa comunidade abundante tem uma relação simbiótica conosco.


Elas obtêm nutrientes dos alimentos que ingerimos, mas também nos ajudam a digerir alguns ingredientes que não somos capazes de processar sozinhos.


Nas últimas duas décadas, o conhecimento sobre a microbiota e sua influência em nossa saúde cresceu consideravelmente.


Ahmed explica que novas ferramentas e testes desenvolvidos por cientistas ajudaram a mensurar os microrganismos que habitam o intestino e também a entender como eles influenciam o desenvolvimento de certas doenças.


"Alterações no equilíbrio da microbiota, o que chamamos de disbiose, têm sido associadas a quase todas as doenças conhecidas pelos seres humanos", acrescenta Pasricha.


Em 2011, o neurogastroenterologista liderou um estudo pioneiro com cobaias. No trabalho, ele observou que a irritação gástrica nos primeiros dias de vida induz um aumento da depressão e de comportamentos ansiosos.


Outras pesquisas mostraram que a disbiose está associada à obesidade, às doenças cardiovasculares e até mesmo ao câncer.


No entanto, Pasricha ressalta que precisa-se de evidências suficientes para estabelecer uma relação clara de causa e efeito, e quantos problemas encontrados na microbiota intestinal são de fato a origem de diversas doenças.


"Existem evidências tanto em estudos com animais quanto em pesquisas com seres humanos de que há problemas que começam no intestino e causam ansiedade ou depressão.

Ao analisarmos um texto, é fundamental reconhecer tanto sua tipologia textual, que diz respeito à estrutura predominante de organização do conteúdo, quanto seu gênero textual, que se refere à forma socialmente reconhecida e funcional com que esse conteúdo é apresentado. O reconhecimento da tipologia permite compreender os objetivos estruturais do texto; o do gênero, os contextos de uso e a função comunicativa (BRONCKART, 2021).


Com base na tipologia e no gênero textual do texto base apresentado, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3817683 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A conexão entre intestino e cérebro influencia a saúde e as emoções



Nosso intestino abriga mais de cem milhões de células nervosas e é responsável pela produção de 95% da serotonina, um neurotransmissor relacionado ao bem-estar.


Recentemente, novas evidências científicas reforçaram a importância da microbiota intestinal — um grupo de trilhões de bactérias, vírus, fungos e outros agentes microscópicos — para a saúde do corpo e da mente.


Isso mostra como o intestino e o cérebro estão conectados e se influenciam mutuamente.


Você provavelmente já sentiu aquele frio na barriga ao se apaixonar por alguém ou teve náuseas antes de uma reunião importante.


Esses dois órgãos estão conectados de três maneiras diferentes, explica a gastroenterologista Saliha Ahmed, embaixadora da Bowel Research UK, uma organização britânica que faz pesquisas e campanhas sobre o sistema digestivo.


A primeira forma é o nervo vago, uma estrutura muito importante do sistema nervoso que liga diretamente o cérebro a vários órgãos, como o coração e os intestinos.


Em segundo lugar, o cérebro e o intestino se comunicam com a ajuda de hormônios. Essas substâncias são produzidas por glândulas e enviam sinais por todo o corpo.


O terceiro mecanismo envolve o sistema imunológico.


"Muitas pessoas pensam que essas células de defesa vivem apenas no sangue ou nos gânglios linfáticos, mas, na verdade, uma grande proporção opera no intestino e serve como mediador entre o cérebro e todo o organismo", diz Ahmed.


O neurogastroenterologista Pasricha, da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, destaca que essa conexão especial ocorre porque o cérebro precisa de muita potência para funcionar e o intestino é a nossa usina de energia.


Ele ressalta que o cérebro representa apenas 2% do nosso peso corporal, mas consome 20% da energia produzida no corpo.


O papel do intestino é justamente quebrar os alimentos em moléculas simples e absorvê-las para fornecer o combustível para o funcionamento de todo o organismo.


Essa é uma relação mútua; em outras palavras, o cérebro influencia o intestino, mas o intestino também influencia o cérebro.


Quando enfrentamos uma situação perigosa ou ameaçadora, ou mesmo um evento muito importante, como uma reunião no trabalho, uma das primeiras reações fisiológicas ocorre na barriga.


Nessas situações, podemos experimentar náuseas, cólicas ou até diarreia.


Nosso intestino abriga entre dez e cem trilhões de células de outros organismos, o que inclui bactérias, vírus, fungos, protozoários e outros agentes microscópicos.


Esse número supera a quantidade de células próprias que uma pessoa possui.


Especialistas explicam que essa comunidade abundante tem uma relação simbiótica conosco.


Elas obtêm nutrientes dos alimentos que ingerimos, mas também nos ajudam a digerir alguns ingredientes que não somos capazes de processar sozinhos.


Nas últimas duas décadas, o conhecimento sobre a microbiota e sua influência em nossa saúde cresceu consideravelmente.


Ahmed explica que novas ferramentas e testes desenvolvidos por cientistas ajudaram a mensurar os microrganismos que habitam o intestino e também a entender como eles influenciam o desenvolvimento de certas doenças.


"Alterações no equilíbrio da microbiota, o que chamamos de disbiose, têm sido associadas a quase todas as doenças conhecidas pelos seres humanos", acrescenta Pasricha.


Em 2011, o neurogastroenterologista liderou um estudo pioneiro com cobaias. No trabalho, ele observou que a irritação gástrica nos primeiros dias de vida induz um aumento da depressão e de comportamentos ansiosos.


Outras pesquisas mostraram que a disbiose está associada à obesidade, às doenças cardiovasculares e até mesmo ao câncer.


No entanto, Pasricha ressalta que precisa-se de evidências suficientes para estabelecer uma relação clara de causa e efeito, e quantos problemas encontrados na microbiota intestinal são de fato a origem de diversas doenças.


"Existem evidências tanto em estudos com animais quanto em pesquisas com seres humanos de que há problemas que começam no intestino e causam ansiedade ou depressão.

Todo texto que se pretende comunicativo deve apresentar certas marcas de textualidade, que são os elementos responsáveis por garantir sua organização interna e sua eficácia na transmissão de sentidos. Entre as principais, destacam-se: coesão textual, coerência e intertextualidade (KOCH, 2022).


Com base nas marcas de textualidade presentes no texto analisado, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3817664 Português
Leia o texto a seguir:

Texto I

Captura_de tela 2026-01-14 153100.png (354×498)

Fonte: https://fuabc.org.br/noticias/agosto-dourado-mes-de-incentivoao-aleitamento-materno/. Acesso em 03/09/2025


Leia o texto a seguir:


Texto II

Captura_de tela 2026-01-14 153107.png (356×353)

Fonte: https://www.instagram.com/p/DM0QIiyseIm/. Acesso em 03/09/2025 
No Texto II, o objetivo principal do texto é:
Alternativas
Q3817663 Português
Leia o texto a seguir:

Texto I

Captura_de tela 2026-01-14 153100.png (354×498)

Fonte: https://fuabc.org.br/noticias/agosto-dourado-mes-de-incentivoao-aleitamento-materno/. Acesso em 03/09/2025


Leia o texto a seguir:


Texto II

Captura_de tela 2026-01-14 153107.png (356×353)

Fonte: https://www.instagram.com/p/DM0QIiyseIm/. Acesso em 03/09/2025 
No Texto I, a frase “Cada gota faz a diferença!” indica que:
Alternativas
Q3817662 Português
Leia o texto a seguir:

Texto I

Captura_de tela 2026-01-14 153100.png (354×498)

Fonte: https://fuabc.org.br/noticias/agosto-dourado-mes-de-incentivoao-aleitamento-materno/. Acesso em 03/09/2025


Leia o texto a seguir:


Texto II

Captura_de tela 2026-01-14 153107.png (356×353)

Fonte: https://www.instagram.com/p/DM0QIiyseIm/. Acesso em 03/09/2025 
A semelhança entre o Texto I e o Texto II é que ambos:
Alternativas
Respostas
12401: D
12402: E
12403: C
12404: D
12405: D
12406: C
12407: E
12408: D
12409: A
12410: C
12411: A
12412: D
12413: D
12414: B
12415: D
12416: E
12417: B
12418: D
12419: B
12420: A