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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.683 questões

Q3698908 Português
Texto 1

Use o texto abaixo para responder à questão.


É muito difícil se sentir em um mundo onde o Luis Fernando não está mais, afirma Martha Medeiros.


Escritor morreu neste sábado, 30; autores exaltaram a obra de Luis Fernando Verissimo.

Por Eduardo Amaral/Especial para o Estadão

30/08/2025




PORTO ALEGRE – Escolhida como patrona da Feira do Livro de Porto Alegre (RS), a escritora Martha Medeiros se disse “órfã” após a morte de Luis Fernando Verissimo. A autora porto-alegrense esteve no velório do escritor, realizado no Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul neste sábado, 30.

Tal qual Veríssimo, a autora seguiu a carreira de cronista e se tornou uma referência nesse tipo de texto. “É muito difícil a gente se sentir em um mundo onde o Luis Fernando não está mais. Ele que me fez me apaixonar por crônica, e acho que, de certa maneira, ele fez com que todo o Brasil se tornasse apaixonado por crônica.”

Para a escritora, o autor que a fez se apaixonar pelo texto curto das crônicas conseguiu ser o melhor em uma área na qual a literatura brasileira se confunde com o futebol. “A gente sabe que, no Brasil, chuta uma árvore e caem dez cronistas maravilhosos. Então, somos todos filhos de Luis Fernando Verissimo”, disse.
Analise as afirmativas abaixo sobre o gênero crônica.

1. A crônica é gênero efêmero que emprega situações do cotidiano.
2. A crônica tem total compromisso com a realidade, com o factual, e busca a análise profunda do comportamento humano.
3. A crônica emprega linguagem simples, coloquial, a fim de aproximar o leitor.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3698850 Português

Analise o texto abaixo:



É proibida a circulação de cães e gatos nas áreas comuns a todos, principalmente para fazerem suas necessidades fisiológicas na praça do condomínio.



No texto ocorrem, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:

Alternativas
Q3698682 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

A insônia é carrasca

        Não comecei nada que terminei, li por aí. Digo e a cabeça se revira de olhos acordados. Apesar de não saber a partir do que a coisa começa. Talvez porque acorde em meio à noite e durante o escuro da noite tudo toma outra dimensão. Tudo na madrugada é mais fantasmagórico. Carrego uma leve suspeita de que esse acordar repentino e repetido diz respeito a mim e a ti. Uma tentativa de apartar as coisas ditas, desditas e malditas e a angústia que aperta o corpo. Compramos a ilusão do mau agouro das coisas atravessadas e já que foram ditas pela metade, a outra parte se transforma num monstro. Não sei bem se tu me entende, mas talvez, sinta o mesmo. Daí o acordar seguido, madrugada após madrugada, sempre na mesma hora. Insônia maldição. Essa consciência atravessada pelo cansaço das horas. A vida como parte componente, sempre partida ao meio. Uma parte não toda. E o medo a rosnar pelos cantos. Medo de ser captado, capturado nessa farsa alargada de achar que está tudo bem. A noite produz sombras. Ou, as revela.
    
        Acendo a luz numa busca frustrada do sono diante do descompasso constante da noite que galopa em direção ao dia. A cabeça como uma ilha, lugar povoado de pensamentos, encantamentos e reconhecimentos da estranheza do mundo. Nós e nossos pensamentos num campo desviante e errante sem mapa ou bússola. A insônia é carrasca, carrega ao extremo colapsante dos minutos que demoram a passar. Arrasto os pensamentos pelo quarto, na tentativa de me desvencilhar inutilmente das ideias que aprisionam a mente. Respiro diante das inconformidades. Estarei fadada a não dormir? Nestas horas nem a oração conforta. O pensamento é uma ilha flutuante que tenta se desvencilhar da condição de umbigo do mundo: somos apenas mais uns no mundo sem sono. A ilha como uma parte amputada do continente.
   
        Eu e minhas ficções teóricas e tu, sem saber. Como esquecer o coquetel molotov do que fora dito? A cabeça anda, anda e dá voltas. Na madrugada, durante a insônia, os sentimentos são dinamites. Como se desvencilhar disso tudo sem se perder? Como cair num rio sem se afogar? Como aceitar que dormir é entregar-se aquilo que jamais saberei ser eu? Porque no sono não existimos. Porque conseguir dormir é desistir de tentar fazer diferente. É entregar os pontos. É fechar os olhos e não ver mais nada, nem o que está fora e talvez, nem o que se passa dentro. E o medo de que o sonho seja mais um pesadelo?
    
        A insônia é o recorte de uma existência e quiçá um dia, façamos um corte-fluxo nos pensamentos madrugadeiros e deles, uma colcha de retalhos que nos proteja do frio que infringimos a nós mesmos. Até lá, outra vez, bom dia.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
No trecho “Uma tentativa de apartar as coisas ditas, desditas e malditas e a angústia que aperta o corpo”, a palavra “apartar” pode ser corretamente substituída, sem alteração de sentido essencial, por:
Alternativas
Q3698679 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

A insônia é carrasca

        Não comecei nada que terminei, li por aí. Digo e a cabeça se revira de olhos acordados. Apesar de não saber a partir do que a coisa começa. Talvez porque acorde em meio à noite e durante o escuro da noite tudo toma outra dimensão. Tudo na madrugada é mais fantasmagórico. Carrego uma leve suspeita de que esse acordar repentino e repetido diz respeito a mim e a ti. Uma tentativa de apartar as coisas ditas, desditas e malditas e a angústia que aperta o corpo. Compramos a ilusão do mau agouro das coisas atravessadas e já que foram ditas pela metade, a outra parte se transforma num monstro. Não sei bem se tu me entende, mas talvez, sinta o mesmo. Daí o acordar seguido, madrugada após madrugada, sempre na mesma hora. Insônia maldição. Essa consciência atravessada pelo cansaço das horas. A vida como parte componente, sempre partida ao meio. Uma parte não toda. E o medo a rosnar pelos cantos. Medo de ser captado, capturado nessa farsa alargada de achar que está tudo bem. A noite produz sombras. Ou, as revela.
    
        Acendo a luz numa busca frustrada do sono diante do descompasso constante da noite que galopa em direção ao dia. A cabeça como uma ilha, lugar povoado de pensamentos, encantamentos e reconhecimentos da estranheza do mundo. Nós e nossos pensamentos num campo desviante e errante sem mapa ou bússola. A insônia é carrasca, carrega ao extremo colapsante dos minutos que demoram a passar. Arrasto os pensamentos pelo quarto, na tentativa de me desvencilhar inutilmente das ideias que aprisionam a mente. Respiro diante das inconformidades. Estarei fadada a não dormir? Nestas horas nem a oração conforta. O pensamento é uma ilha flutuante que tenta se desvencilhar da condição de umbigo do mundo: somos apenas mais uns no mundo sem sono. A ilha como uma parte amputada do continente.
   
        Eu e minhas ficções teóricas e tu, sem saber. Como esquecer o coquetel molotov do que fora dito? A cabeça anda, anda e dá voltas. Na madrugada, durante a insônia, os sentimentos são dinamites. Como se desvencilhar disso tudo sem se perder? Como cair num rio sem se afogar? Como aceitar que dormir é entregar-se aquilo que jamais saberei ser eu? Porque no sono não existimos. Porque conseguir dormir é desistir de tentar fazer diferente. É entregar os pontos. É fechar os olhos e não ver mais nada, nem o que está fora e talvez, nem o que se passa dentro. E o medo de que o sonho seja mais um pesadelo?
    
        A insônia é o recorte de uma existência e quiçá um dia, façamos um corte-fluxo nos pensamentos madrugadeiros e deles, uma colcha de retalhos que nos proteja do frio que infringimos a nós mesmos. Até lá, outra vez, bom dia.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
A autora recorre a imagens e construções simbólicas para representar o desamparo da consciência diante da insônia. Considerando o conjunto do texto, pode-se afirmar que o tom predominante da narrativa é de:
Alternativas
Q3698678 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

A insônia é carrasca

        Não comecei nada que terminei, li por aí. Digo e a cabeça se revira de olhos acordados. Apesar de não saber a partir do que a coisa começa. Talvez porque acorde em meio à noite e durante o escuro da noite tudo toma outra dimensão. Tudo na madrugada é mais fantasmagórico. Carrego uma leve suspeita de que esse acordar repentino e repetido diz respeito a mim e a ti. Uma tentativa de apartar as coisas ditas, desditas e malditas e a angústia que aperta o corpo. Compramos a ilusão do mau agouro das coisas atravessadas e já que foram ditas pela metade, a outra parte se transforma num monstro. Não sei bem se tu me entende, mas talvez, sinta o mesmo. Daí o acordar seguido, madrugada após madrugada, sempre na mesma hora. Insônia maldição. Essa consciência atravessada pelo cansaço das horas. A vida como parte componente, sempre partida ao meio. Uma parte não toda. E o medo a rosnar pelos cantos. Medo de ser captado, capturado nessa farsa alargada de achar que está tudo bem. A noite produz sombras. Ou, as revela.
    
        Acendo a luz numa busca frustrada do sono diante do descompasso constante da noite que galopa em direção ao dia. A cabeça como uma ilha, lugar povoado de pensamentos, encantamentos e reconhecimentos da estranheza do mundo. Nós e nossos pensamentos num campo desviante e errante sem mapa ou bússola. A insônia é carrasca, carrega ao extremo colapsante dos minutos que demoram a passar. Arrasto os pensamentos pelo quarto, na tentativa de me desvencilhar inutilmente das ideias que aprisionam a mente. Respiro diante das inconformidades. Estarei fadada a não dormir? Nestas horas nem a oração conforta. O pensamento é uma ilha flutuante que tenta se desvencilhar da condição de umbigo do mundo: somos apenas mais uns no mundo sem sono. A ilha como uma parte amputada do continente.
   
        Eu e minhas ficções teóricas e tu, sem saber. Como esquecer o coquetel molotov do que fora dito? A cabeça anda, anda e dá voltas. Na madrugada, durante a insônia, os sentimentos são dinamites. Como se desvencilhar disso tudo sem se perder? Como cair num rio sem se afogar? Como aceitar que dormir é entregar-se aquilo que jamais saberei ser eu? Porque no sono não existimos. Porque conseguir dormir é desistir de tentar fazer diferente. É entregar os pontos. É fechar os olhos e não ver mais nada, nem o que está fora e talvez, nem o que se passa dentro. E o medo de que o sonho seja mais um pesadelo?
    
        A insônia é o recorte de uma existência e quiçá um dia, façamos um corte-fluxo nos pensamentos madrugadeiros e deles, uma colcha de retalhos que nos proteja do frio que infringimos a nós mesmos. Até lá, outra vez, bom dia.

Autora: Adriana Antunes – GZH (adaptado).
No texto, a autora descreve a experiência da vigília noturna como um mergulho no próprio caos interior. Nesse contexto, o estado de insônia é apresentado como:
Alternativas
Q3698401 Português

Camargo (2009) afirma que o autor do bullying tem algumas características gerais, como sentir-se inseguro, não confiar em suas próprias qualidades, resolver conflitos de forma agressiva.



Além dessas características, a autora destaca também que o autor do bullying, geralmente,

Alternativas
Q3698397 Português
Conforme Camargo (2009), o bullying é uma situação de agressão entre pares, que tem como uma de suas características, entre outras, a intencionalidade, no sentido de que
Alternativas
Q3698396 Português

Monlevade (2012) faz uma gênese histórica retomando aspectos sobre a composição do quadro de funcionários de escolas, desde a época em que os jesuítas chegaram ao Brasil.



Comentando as mudanças que ocorreram desde aqueles tempos até os dias atuais, o autor menciona o aparecimento das associações e dos sindicatos, as novas regras legais e a questão da profissionalização, afirmando que, com isso, os funcionários precisam

Alternativas
Q3698390 Português

Carolina Camargo, em seu artigo “O que é bullying?” (2009), descreve dez características desse fenômeno, como a intencionalidade e o local.


Além destas, segundo a autora, são também características do bullying

Alternativas
Q3698382 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para meia-noite. Perto da praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

    Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto.

    Quem nunca viu um menor abandonado? Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?

    25 milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito, dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se escondem como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado.

    Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.



(Fernando Sabino. Protesto tímido. https://cronicabrasileira.org.br, 1980. Adaptado)

O autor da crônica, ao tentar imaginar quem seria o menino que viu dormindo na rua, o descreve como alguém que possivelmente
Alternativas
Q3698381 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para meia-noite. Perto da praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

    Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto.

    Quem nunca viu um menor abandonado? Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?

    25 milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito, dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se escondem como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado.

    Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.



(Fernando Sabino. Protesto tímido. https://cronicabrasileira.org.br, 1980. Adaptado)

As estatísticas apresentadas no texto revelam que havia 25 milhões de crianças nas ruas, mas
Alternativas
Q3698380 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam dez minutos para meia-noite. Perto da praça General Osório, olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era um menino.

    Deitado de lado, braços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esburacada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia estar morto.

    Quem nunca viu um menor abandonado? Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acordasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social?

    25 milhões de menores – um dado abstrato, que a imaginação não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem onde dormir – isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito, dez anos de idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a ser um desses que se escondem como ratos em torno aos botequins e lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve – gesto que nos desperta mal contida irritação – para nos pedir um trocado.

    Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi com um monte de lixo.



(Fernando Sabino. Protesto tímido. https://cronicabrasileira.org.br, 1980. Adaptado)

Assinale a alternativa que contém afirmação correta sobre o garoto visto pelo autor da crônica.
Alternativas
Q3698379 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acabava de chegar a noite do Dia de Reis na comunidade do Amaro Branco, em Olinda, e Caillany, enfim, começava a se vestir com as roupas vermelhas do seu cordão de pastoras. Primeiro, levantou as meias até abaixo do joelho; em seguida, mergulhou no vestido. Por último, coroou-se com sua tiara de mestra e sacou seu pequeno pandeiro todo revestido de tecido e fitas.

    Ao lado, Luciana atentava para os detalhes da arrumação da filha. Abotoava-lhe o vestido, atarraxava-lhe os brincos e pintava a boca da menina com um batom suave. Com um prato fundo na mão, dava de comer a Caillany, garantindo que a filha estivesse forte para aguentar toda a brincadeira que duraria, pelo menos, três horas, desde a concentração à dispersão. Na beira da porta do quarto, tomado por adereços dispostos em cima de uma cama de casal, o pai José Carlos observava atentamente a movimentação das duas. Escorava-se nas paredes de tijolo aparente de sua casa ainda em construção.

    A espera pelo dia de colocar o pastoril na rua durara quatro meses, em ensaios diários na casa da mestra Ana Lúcia desde setembro e, naturalmente, enchia de ansiedade não só a criança, mas toda a família, mobilizada em dar suporte à pastorinha. Espalhadas pela comunidade, em outras 27 casas o ritual se repetia: meninas de três a 15 anos se aprontando para desfilar no Estrela de Belém, que sairia pelas ruas do Amaro Branco pela sexagésima nona vez, naquela noite de chuva intermitente.

    Caillany se mantinha calada, numa concentração característica daquelas que estão prestes a entrar em cena. Levava a sério, de um jeito que as crianças também sabem fazer. Vendo-a no seu ritual silencioso dentro do quarto, ficava difícil imaginar tamanha desenvoltura na rua. Observando-a com apenas 10 anos, surpreendia saber que a menina se preparava para desfilar pela quinta vez. É que é costume na cultura popular começar cedo. Bem cedo. De berço, como se diz. Ou de barriga.



(Chico Ludermir. Crianças brincantes. https://revistacontinente.com.br, 01.02.2019. Adaptado)

Leia o trecho da matéria:


Espalhadas pela comunidade, em outras 27 casas o ritual se repetia… (3º parágrafo)


Assinale a alternativa em que se faz corretamente afirmação sobre o trecho.

Alternativas
Q3698378 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acabava de chegar a noite do Dia de Reis na comunidade do Amaro Branco, em Olinda, e Caillany, enfim, começava a se vestir com as roupas vermelhas do seu cordão de pastoras. Primeiro, levantou as meias até abaixo do joelho; em seguida, mergulhou no vestido. Por último, coroou-se com sua tiara de mestra e sacou seu pequeno pandeiro todo revestido de tecido e fitas.

    Ao lado, Luciana atentava para os detalhes da arrumação da filha. Abotoava-lhe o vestido, atarraxava-lhe os brincos e pintava a boca da menina com um batom suave. Com um prato fundo na mão, dava de comer a Caillany, garantindo que a filha estivesse forte para aguentar toda a brincadeira que duraria, pelo menos, três horas, desde a concentração à dispersão. Na beira da porta do quarto, tomado por adereços dispostos em cima de uma cama de casal, o pai José Carlos observava atentamente a movimentação das duas. Escorava-se nas paredes de tijolo aparente de sua casa ainda em construção.

    A espera pelo dia de colocar o pastoril na rua durara quatro meses, em ensaios diários na casa da mestra Ana Lúcia desde setembro e, naturalmente, enchia de ansiedade não só a criança, mas toda a família, mobilizada em dar suporte à pastorinha. Espalhadas pela comunidade, em outras 27 casas o ritual se repetia: meninas de três a 15 anos se aprontando para desfilar no Estrela de Belém, que sairia pelas ruas do Amaro Branco pela sexagésima nona vez, naquela noite de chuva intermitente.

    Caillany se mantinha calada, numa concentração característica daquelas que estão prestes a entrar em cena. Levava a sério, de um jeito que as crianças também sabem fazer. Vendo-a no seu ritual silencioso dentro do quarto, ficava difícil imaginar tamanha desenvoltura na rua. Observando-a com apenas 10 anos, surpreendia saber que a menina se preparava para desfilar pela quinta vez. É que é costume na cultura popular começar cedo. Bem cedo. De berço, como se diz. Ou de barriga.



(Chico Ludermir. Crianças brincantes. https://revistacontinente.com.br, 01.02.2019. Adaptado)

Quanto ao comportamento dos pais de Caillany, é correta a seguinte afirmação:
Alternativas
Q3698377 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acabava de chegar a noite do Dia de Reis na comunidade do Amaro Branco, em Olinda, e Caillany, enfim, começava a se vestir com as roupas vermelhas do seu cordão de pastoras. Primeiro, levantou as meias até abaixo do joelho; em seguida, mergulhou no vestido. Por último, coroou-se com sua tiara de mestra e sacou seu pequeno pandeiro todo revestido de tecido e fitas.

    Ao lado, Luciana atentava para os detalhes da arrumação da filha. Abotoava-lhe o vestido, atarraxava-lhe os brincos e pintava a boca da menina com um batom suave. Com um prato fundo na mão, dava de comer a Caillany, garantindo que a filha estivesse forte para aguentar toda a brincadeira que duraria, pelo menos, três horas, desde a concentração à dispersão. Na beira da porta do quarto, tomado por adereços dispostos em cima de uma cama de casal, o pai José Carlos observava atentamente a movimentação das duas. Escorava-se nas paredes de tijolo aparente de sua casa ainda em construção.

    A espera pelo dia de colocar o pastoril na rua durara quatro meses, em ensaios diários na casa da mestra Ana Lúcia desde setembro e, naturalmente, enchia de ansiedade não só a criança, mas toda a família, mobilizada em dar suporte à pastorinha. Espalhadas pela comunidade, em outras 27 casas o ritual se repetia: meninas de três a 15 anos se aprontando para desfilar no Estrela de Belém, que sairia pelas ruas do Amaro Branco pela sexagésima nona vez, naquela noite de chuva intermitente.

    Caillany se mantinha calada, numa concentração característica daquelas que estão prestes a entrar em cena. Levava a sério, de um jeito que as crianças também sabem fazer. Vendo-a no seu ritual silencioso dentro do quarto, ficava difícil imaginar tamanha desenvoltura na rua. Observando-a com apenas 10 anos, surpreendia saber que a menina se preparava para desfilar pela quinta vez. É que é costume na cultura popular começar cedo. Bem cedo. De berço, como se diz. Ou de barriga.



(Chico Ludermir. Crianças brincantes. https://revistacontinente.com.br, 01.02.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa que contém afirmação correta quanto ao comportamento de Caillany
Alternativas
Q3698376 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) mostra que a porcentagem de crianças brasileiras com celular cresceu. Em 2015, 3% dos pequenos de 0 a 2 anos, 6% dos de 3 a 5 anos e 18% dos de 6 a 8 anos possuíam um aparelho próprio. Em 2024, esses indicadores alcançaram 5%, 20% e 36%, respectivamente.

    O celular é a pior tela para as crianças, segundo especialistas. Diferentemente do computador ou da televisão, ele concentra a atenção dos pequenos por mais horas e exige maior esforço dos músculos oculares. Além disso, o uso dos smartphones costuma ter menor controle dos pais, facilitando a exposição a conteúdos impróprios.

    Susana Knupp, integrante da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), explica que as crianças tendem a segurar o celular muito próximo dos olhos. Isso ocorre tanto porque seus braços são mais curtos quanto pela necessidade de focar a tela. “Quanto mais perto está o objeto observado, mais esforço muscular é feito. Esse trabalho muscular intenso pelo uso frequente e prolongado do celular gera sintomas de cansaço ocular, dor de cabeça, dor ocular, visão embaçada e dificuldade de foco”, diz Susana.

    O uso excessivo do celular também pode desencadear problemas de saúde mental nas crianças. Entre os mais comuns estão ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e isolamento social.

    “O cérebro das crianças ainda está em desenvolvimento. Com isso, a exposição excessiva a estímulos digitais pode interferir nos processos de amadurecimento cerebral”, aponta Antônio Geraldo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).



(Rone Carvalho. Por que, de todas as telas, o celular é

a pior para as crianças? www.estadao.com.br, 27.02.2025. Adaptado)

Os especialistas citados no texto, Susana Knupp e Antônio Geraldo, revelam que o celular é um problema para as crianças porque
Alternativas
Q3698375 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) mostra que a porcentagem de crianças brasileiras com celular cresceu. Em 2015, 3% dos pequenos de 0 a 2 anos, 6% dos de 3 a 5 anos e 18% dos de 6 a 8 anos possuíam um aparelho próprio. Em 2024, esses indicadores alcançaram 5%, 20% e 36%, respectivamente.

    O celular é a pior tela para as crianças, segundo especialistas. Diferentemente do computador ou da televisão, ele concentra a atenção dos pequenos por mais horas e exige maior esforço dos músculos oculares. Além disso, o uso dos smartphones costuma ter menor controle dos pais, facilitando a exposição a conteúdos impróprios.

    Susana Knupp, integrante da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), explica que as crianças tendem a segurar o celular muito próximo dos olhos. Isso ocorre tanto porque seus braços são mais curtos quanto pela necessidade de focar a tela. “Quanto mais perto está o objeto observado, mais esforço muscular é feito. Esse trabalho muscular intenso pelo uso frequente e prolongado do celular gera sintomas de cansaço ocular, dor de cabeça, dor ocular, visão embaçada e dificuldade de foco”, diz Susana.

    O uso excessivo do celular também pode desencadear problemas de saúde mental nas crianças. Entre os mais comuns estão ansiedade, depressão, dificuldade de concentração e isolamento social.

    “O cérebro das crianças ainda está em desenvolvimento. Com isso, a exposição excessiva a estímulos digitais pode interferir nos processos de amadurecimento cerebral”, aponta Antônio Geraldo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).



(Rone Carvalho. Por que, de todas as telas, o celular é

a pior para as crianças? www.estadao.com.br, 27.02.2025. Adaptado)

De acordo com a pesquisa do Cetic.br, é correta a afirmação:
Alternativas
Q3698374 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Ontem, no rádio do carro de aplicativo que peguei, ouvi a entrevista de um homem angolano que, pelo curto trajeto, nem deu tempo de eu saber o nome. A entrevistadora lhe perguntou sobre as expectativas para o Natal e o Ano Novo.

    Ele respondeu que tinha poucas, que Natal era festa para as crianças. Segundo ele, as crianças têm a bênção de se alegrarem com pouco e conseguirem esquecer com mais facilidade as dificuldades do ano, vivendo o momento presente, sem preocupação com as contas que viriam em janeiro.

    Eu sou mesmo uma criança, talvez porque eu ainda guarde as memórias dos natais da minha infância em família e viva por essas memórias. Em dezembro, nossa tradição era fazer compras, eu, minha mãe e minha irmã.

    Eu daria um braço para ouvir minha mãe reclamando mais uma vez da correria, do calor, da multidão, do preço das coisas, e ter minha irmã ao lado, me ajudando a escolher a roupa, na nossa intenção silenciosa de parecer muito diferente uma da outra, enquanto minha mãe, se dependesse dela, nos vestiria como se fôssemos gêmeas.



(Ana Paula Lisboa. Valeu, Natalina! https://oglobo.globo.com, 08.01.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto à entrevista escutada na rádio.
Alternativas
Q3698373 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Ontem, no rádio do carro de aplicativo que peguei, ouvi a entrevista de um homem angolano que, pelo curto trajeto, nem deu tempo de eu saber o nome. A entrevistadora lhe perguntou sobre as expectativas para o Natal e o Ano Novo.

    Ele respondeu que tinha poucas, que Natal era festa para as crianças. Segundo ele, as crianças têm a bênção de se alegrarem com pouco e conseguirem esquecer com mais facilidade as dificuldades do ano, vivendo o momento presente, sem preocupação com as contas que viriam em janeiro.

    Eu sou mesmo uma criança, talvez porque eu ainda guarde as memórias dos natais da minha infância em família e viva por essas memórias. Em dezembro, nossa tradição era fazer compras, eu, minha mãe e minha irmã.

    Eu daria um braço para ouvir minha mãe reclamando mais uma vez da correria, do calor, da multidão, do preço das coisas, e ter minha irmã ao lado, me ajudando a escolher a roupa, na nossa intenção silenciosa de parecer muito diferente uma da outra, enquanto minha mãe, se dependesse dela, nos vestiria como se fôssemos gêmeas.



(Ana Paula Lisboa. Valeu, Natalina! https://oglobo.globo.com, 08.01.2025. Adaptado)

A respeito da mãe da autora, é correto afirmar que
Alternativas
Q3698372 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Ontem, no rádio do carro de aplicativo que peguei, ouvi a entrevista de um homem angolano que, pelo curto trajeto, nem deu tempo de eu saber o nome. A entrevistadora lhe perguntou sobre as expectativas para o Natal e o Ano Novo.

    Ele respondeu que tinha poucas, que Natal era festa para as crianças. Segundo ele, as crianças têm a bênção de se alegrarem com pouco e conseguirem esquecer com mais facilidade as dificuldades do ano, vivendo o momento presente, sem preocupação com as contas que viriam em janeiro.

    Eu sou mesmo uma criança, talvez porque eu ainda guarde as memórias dos natais da minha infância em família e viva por essas memórias. Em dezembro, nossa tradição era fazer compras, eu, minha mãe e minha irmã.

    Eu daria um braço para ouvir minha mãe reclamando mais uma vez da correria, do calor, da multidão, do preço das coisas, e ter minha irmã ao lado, me ajudando a escolher a roupa, na nossa intenção silenciosa de parecer muito diferente uma da outra, enquanto minha mãe, se dependesse dela, nos vestiria como se fôssemos gêmeas.



(Ana Paula Lisboa. Valeu, Natalina! https://oglobo.globo.com, 08.01.2025. Adaptado)

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que, ao falar do Natal, a autora 
Alternativas
Respostas
12381: C
12382: D
12383: A
12384: D
12385: B
12386: B
12387: B
12388: B
12389: A
12390: E
12391: D
12392: B
12393: B
12394: E
12395: B
12396: A
12397: E
12398: D
12399: B
12400: B