Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Considerando sua estrutura e seu propósito, é correto afirmar que:
Em relação ao termo destacado, é correto afirmar que:
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
De acordo com o uso de linguagem no texto-base, é correto afirmar que:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Crônica do tempo.
Pensei em falar sobre o tempo, mas temi perder-me em sua imensidão.
O Tempo e o Espaço são as dimensões onde navegamos pela vida, e realizamos e conhecemos e percebemos e concebemos e desejamos e imaginamos tudo a que somos capazes de. Mas nunca podemos alcançar os seus limites. (...)
Mas dizem que o Tempo não existe em si. Realmente, ninguém jamais tocou no Tempo, num pedacinho dele sequer. Nenhum cientista prova a sua existência, digamos, laboratorialmente.
Aí é que entra o Espaço: só percebemos o Tempo ao nos deslocarmos pelo Espaço, ainda que mentalmente, o que sempre custa um certo tempo...
E o Espaço, por sua vez, também não pode ser apreendido, tocado, examinado em si. Mas somente observado/experimentado por meio do deslocamento de um objeto, ou do próprio indivíduo, nele. Ao longo do Tempo, claro!..
Espaço–Tempo: onde tudo acontece ou deixa de acontecer! Acho que Einstein se ocupou disso ao longo do tempo...
O Tempo é, pois, “estudado” pelos físicos.
E também pelos filósofos, porque nenhuma equação física pode expressar a sua natureza nem indicar com certeza os seus limites – o que os filósofos especulam, metafisicamente. (...)
Volto à minha embarcação, a Literatura. A Literatura também pode nos levar a tempos além de nossa estreita realidade: a ficção nos leva até mesmo além dos domínios da Física, da Filosofia, da Metafísica e, creiam-me, da Teologia. A poesia, então!
Mas o meu veículo não é desses de potência atômica, que mergulham nos abismos dos céus e dos mares.
Não! É simplesmente um bote que navega no córrego que corre nos fundos de meu quintal, e não vai muito longe: é a crônica. (...)
TEIXEIRA, Francisco Dias. Crônica do tempo. Cult. Disponível em
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Crônica do tempo.
Pensei em falar sobre o tempo, mas temi perder-me em sua imensidão.
O Tempo e o Espaço são as dimensões onde navegamos pela vida, e realizamos e conhecemos e percebemos e concebemos e desejamos e imaginamos tudo a que somos capazes de. Mas nunca podemos alcançar os seus limites. (...)
Mas dizem que o Tempo não existe em si. Realmente, ninguém jamais tocou no Tempo, num pedacinho dele sequer. Nenhum cientista prova a sua existência, digamos, laboratorialmente.
Aí é que entra o Espaço: só percebemos o Tempo ao nos deslocarmos pelo Espaço, ainda que mentalmente, o que sempre custa um certo tempo...
E o Espaço, por sua vez, também não pode ser apreendido, tocado, examinado em si. Mas somente observado/experimentado por meio do deslocamento de um objeto, ou do próprio indivíduo, nele. Ao longo do Tempo, claro!..
Espaço–Tempo: onde tudo acontece ou deixa de acontecer! Acho que Einstein se ocupou disso ao longo do tempo...
O Tempo é, pois, “estudado” pelos físicos.
E também pelos filósofos, porque nenhuma equação física pode expressar a sua natureza nem indicar com certeza os seus limites – o que os filósofos especulam, metafisicamente. (...)
Volto à minha embarcação, a Literatura. A Literatura também pode nos levar a tempos além de nossa estreita realidade: a ficção nos leva até mesmo além dos domínios da Física, da Filosofia, da Metafísica e, creiam-me, da Teologia. A poesia, então!
Mas o meu veículo não é desses de potência atômica, que mergulham nos abismos dos céus e dos mares.
Não! É simplesmente um bote que navega no córrego que corre nos fundos de meu quintal, e não vai muito longe: é a crônica. (...)
TEIXEIRA, Francisco Dias. Crônica do tempo. Cult. Disponível em
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A felicidade é o fim que natureza humana visa. E, a felicidade é uma atividade, pois não está acessível àqueles que passam sua vida adormecidos. Ela não é uma disposição. À felicidade nada falta, ela é completamente auto-suficiente. É uma atividade que não visa a mais nada a não ser a si mesma. O homem feliz, basta a si mesmo.
Aristóteles
https://www.pensador.com/textos_de_grandes_pensadores/

BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em <https://i.pinimg.com/736x/f5/bf/08/f5bf08846febf68bf00bc23543140f0b.jpg>.
No último quadrinho acima, as formas verbais destacadas em “Você pode levar meu gibi da Mônica! Mas tem que devolver!”, nessa mesma ordem, expressam os sentidos de:
“A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta.” (Fernando Pessoa)
Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem sob a qual se apresenta a palavra destacada no pensamento acima.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dinheiro não traz felicidade
Será totalmente verdadeiro este dito popular? Será que o dinheiro é de todo ruim e não pode nos proporcionar relativa felicidade? Este é um assunto que tem dois lados da moeda.
É tudo uma questão de ponto de vista. Não sejamos hipócritas em dizer que o dinheiro não compra uma boa parcela de felicidade. Quem de nós não se sente feliz em poder pagar um bom plano de saúde? Morar com dignidade, ou proporcionar uma boa educação para os filhos?
Eu poderia citar milhares de felicidades que o dinheiro pode comprar e ainda seria pouco. A questão é qual será a nossa relação com o dinheiro para que ele nos proporcione genuína felicidade. Tudo é uma questão de caráter, sabedoria e preparo de quem o possui – e mais sabedoria ainda para aqueles que não o possuem; aqui a criatividade é fundamental.
A frase correta deveria ser: “dinheiro não é garantia de felicidade, mas... sem ele também não”.
É verdade que existem pessoas que se sentem felizes mesmo em extrema pobreza: isso já rendeu até matéria para o Globo Repórter. São pessoas que sentem uma felicidade interior na qual nem elas souberam explicar a razão. Mas, um detalhe ficou evidente: são pessoas dotadas de fé e esperança de dias melhores.
Uma coisa ninguém pode negar: todo mundo quer ser feliz, com ou sem dinheiro. Nem bem começamos a dar os primeiros passos e já começa a largada sem freio em busca da tal felicidade.
Outro dia recebi um e-mail que tratava justamente deste assunto: a busca pela felicidade. E no final arrematava com a seguinte frase: “Não tenhas medo de abrir tuas cortinas e verás flores e borboletas na transparência de um novo dia...”. Lindo, não é mesmo?.. Sim, mas não pude evitar um pensamento naqueles que moram em favelas e becos, que, ao abrirem suas cortinas (se é que têm uma!), verão apenas esgoto a céu aberto, e não flores e borboletas. (...)
GALACCI, Sueli. Dinheiro não traz felicidade. Crônicas & agudas. Disponível em <https://cronicasiagudas.blogspot.com/2010/07/dinheiro-nao-traz-felicidade.html>.
“Mas, um detalhe ficou evidente: são pessoas dotadas de fé e esperança de dias melhores.”
A palavra destacada no trecho acima remete ao sentido de algo que:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dinheiro não traz felicidade
Será totalmente verdadeiro este dito popular? Será que o dinheiro é de todo ruim e não pode nos proporcionar relativa felicidade? Este é um assunto que tem dois lados da moeda.
É tudo uma questão de ponto de vista. Não sejamos hipócritas em dizer que o dinheiro não compra uma boa parcela de felicidade. Quem de nós não se sente feliz em poder pagar um bom plano de saúde? Morar com dignidade, ou proporcionar uma boa educação para os filhos?
Eu poderia citar milhares de felicidades que o dinheiro pode comprar e ainda seria pouco. A questão é qual será a nossa relação com o dinheiro para que ele nos proporcione genuína felicidade. Tudo é uma questão de caráter, sabedoria e preparo de quem o possui – e mais sabedoria ainda para aqueles que não o possuem; aqui a criatividade é fundamental.
A frase correta deveria ser: “dinheiro não é garantia de felicidade, mas... sem ele também não”.
É verdade que existem pessoas que se sentem felizes mesmo em extrema pobreza: isso já rendeu até matéria para o Globo Repórter. São pessoas que sentem uma felicidade interior na qual nem elas souberam explicar a razão. Mas, um detalhe ficou evidente: são pessoas dotadas de fé e esperança de dias melhores.
Uma coisa ninguém pode negar: todo mundo quer ser feliz, com ou sem dinheiro. Nem bem começamos a dar os primeiros passos e já começa a largada sem freio em busca da tal felicidade.
Outro dia recebi um e-mail que tratava justamente deste assunto: a busca pela felicidade. E no final arrematava com a seguinte frase: “Não tenhas medo de abrir tuas cortinas e verás flores e borboletas na transparência de um novo dia...”. Lindo, não é mesmo?.. Sim, mas não pude evitar um pensamento naqueles que moram em favelas e becos, que, ao abrirem suas cortinas (se é que têm uma!), verão apenas esgoto a céu aberto, e não flores e borboletas. (...)
GALACCI, Sueli. Dinheiro não traz felicidade. Crônicas & agudas. Disponível em <https://cronicasiagudas.blogspot.com/2010/07/dinheiro-nao-traz-felicidade.html>.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
O leito
Mares, de espúmeo albor de rendas revestidos!
Vagas, cheias de aroma, e de torpor fecundas!
Para a febre lenir, que esvaíra-me os sentidos,
Quero nestes lençóis mergulha-los, vencidos,
Num mar de sensações letárgicas, profundas!
Aqui, de regiões apostas, climas vários
Vieram se encontrar, por diversos caminhos,
Para depor, fiéis, submissos tributários,
Os prodígios do gosto, árduos, imaginários,
Em perfume, em cetins, em sedas, em arminhos.
Despenhada do teto, em turbilhão se entorna,
Muda, imóvel cascata, a cortina nitente,
Derramando no ar uma preguiça morna,
Que os músculos distende e os nervos amadorna,
Em íntima volúpia, estranha, inconsciente.
Repassa, embebe a alcova, em toda a plenitude,
A emanação sutil, que enleva, que extasia,
De um corpo virginal e cheio de saúde,
Grato eflúvio do sangue, em plena juventude,
Que do olfato a avidez satura, e não sacia.
Perfumados lençóis! vós sois as brancas tendas,
Onde, árabes do amor, meus vagos pensamentos
Nas solidões da noite ouvem estranhas lendas,
Enquanto sob um céu enublado de rendas
Enerva-me o luar de uns olhos sonolentos!
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Uma Dose
Dois anos, quase três, e a memória insiste em voltar quando mais tento enterrá-la. Ela desperta logo cedo, nos gestos automáticos da manhã, até que um som familiar reabre a ferida quase cicatrizada. O "bom dia" ritmado da padaria, marcado por um sotaque conhecido, desencadeia outros sinais e faz tudo desaguar.
No ônibus lotado, os cumprimentos se acumulam: do motorista, do cobrador, das senhoras a caminho da igreja. Ainda é cedo, seis da manhã, Estação Vila União. Ali, quem nos recebe diariamente é a música que sai da velha caixinha de som do funcionário da limpeza, capaz de lavar lembranças e aliviar a saudade que nem a chamada de vídeo resolve.
Quando o som some, resta o silêncio misturado de "oxe" e "mano", a bandeira do Sport na janela, a jaca na budega. O homem também migrou, como nós. Fica a saudade das viagens, das cantorias no carro, do "vai Safadão" ecoando rumo à praia, com a prima.
QUEIROZ, Danilo Roberto Silva. Uma dose. In: MALULY, Luciano Victor Barros et al. (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. Número 4. São Paulo: ECA-USP, 2024. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 379/1256/4887 . Acesso em: 15 dez. 2025.
Com base nesse contexto, assinale a alternativa que destaca essa realidade contemporânea no Brasil.
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.
O autor do texto defende a agroecologia como a única possibilidade de garantia da sobrevivência do ser humano no planeta Terra.
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.
No trecho inicial do texto, o autor faz uso de uma metonímia para se referir à sua participação em um debate sobre os sistemas alimentares em face das mudanças climáticas.