Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que zebras, pandas e outros animais são pretos e brancos?
O reino animal é conhecido pela diversidade de cores vivas, como as penas das araras, o brilho dos pavões ou os tons intensos de certos anfíbios e peixes. Ainda assim, alguns animais chamam atenção justamente pela ausência de cores, exibindo pelagens ou penas em preto e branco. Esses animais estão distribuídos por diferentes regiões do planeta, das florestas asiáticas às savanas africanas, e a semelhança cromática não significa que a explicação para esse padrão seja única.
Pesquisas indicam que, no caso das zebras, as listras pretas e brancas podem funcionar como um mecanismo de proteção contra insetos. Estudos demonstram que mutucas, insetos que se alimentam de sangue e podem transmitir doenças graves, dependem fortemente da visão para localizar hospedeiros. Experimentos com cavalos cobertos por mantas lisas e por mantas com padrões listrados mostraram que as moscas pousavam com facilidade nas superfícies uniformes, mas se confundiam e evitavam as superfícies com listras em preto e branco. A baixa resolução visual desses insetos faz com que o padrão listrado deixe de ser percebido como um alvo adequado à medida que eles se aproximam.
Em outros animais, o preto e branco desempenha papel importante na camuflagem. Pandas-gigantes, por exemplo, vivem em ambientes onde neve, rochas e troncos criam manchas claras e escuras, o que dificulta que predadores identifiquem sua silhueta à distância. Já os pinguins apresentam uma coloração que camufla o corpo tanto quando vistos de cima, contra o fundo escuro da água, quanto de baixo, quando a parte clara do corpo se confunde com a luminosidade do céu.
Há também espécies em que o contraste entre preto e branco funciona como sinal de alerta. Gambás, por exemplo, utilizam essa coloração marcante como advertência visual para predadores, indicando que possuem mecanismos de defesa perigosos, como secreções com odor intenso. Em ambientes com maior presença de predadores, esses padrões são ainda mais evidentes.
Além disso, marcas em preto e branco cumprem função de sinalização social. Em algumas espécies de lêmures, as caudas listradas são mantidas erguidas enquanto os animais se deslocam em grupo, servindo como referência visual que favorece a coesão coletiva. Estruturas semelhantes aparecem em outros mamíferos, como manchas claras na parte posterior das orelhas de certos felinos, sugerindo papel comunicativo entre indivíduos da mesma espécie.
Outras questões ainda são consideradas. No caso dos pinguins, por exemplo, as penas escuras são ricas em melanina, o que aumenta sua resistência ao desgaste ambiental. As diferenças de cor também influenciam a regulação térmica, já que superfícies escuras absorvem calor mais rapidamente do que superfícies claras, permitindo ajustes comportamentais conforme a temperatura do ambiente.
Apesar das diversas explicações propostas, não existe uma resposta única e definitiva. A coloração preta e branca resulta de uma combinação complexa de fatores ecológicos, fisiológicos e comportamentais. Como frequentemente ocorre na ciência, as explicações não são simples nem absolutas, e o fenômeno envolve múltiplas variáveis que atuam de maneira integrada.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly3xdxgx2ko.adaptado.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Assinale a alternativa em que a substituição proposta preserva integralmente o sentido do trecho original.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Assinale a alternativa em que a substituição proposta preserva integralmente o sentido do trecho original.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Plataformas digitais de aprendizagem de línguas têm adotado tarefas curtas e interativas que combinam leitura, escuta e fala em uma mesma atividade. Os ambientes digitais também utilizam pequenos diálogos e simulações comunicativas para favorecer a participação do aluno e o desenvolvimento integrado das habilidades linguísticas.
Recursos digitais para aprendizagem de línguas. British Council e UNESCO Digital Learning, 2024. [Adaptado].
Com base no texto, tais plataformas organizam o processo de aprendizagem de modo a
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) alertou para o risco de temporais no Sul do país, destacando a combinação de solo encharcado e volumes adicionais de chuva previstos para os próximos dias. Segundo o órgão, as enchentes registradas em diversos municípios podem se agravar diante da persistência do sistema de baixa pressão que mantém a umidade elevada na região. Especialistas reforçam a necessidade de acompanhar boletins oficiais e evitar a circulação em áreas de risco.
BRASIL. Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Alertas de temporais e risco de enchentes no Sul do país. Adaptado de: G1 e Agência Brasil, Brasília, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inmet e https://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 10 fev. 2025.
Para identificar o grau de confiabilidade e compreender adequadamente o alerta apresentado pelo texto, o leitor deve
Nas últimas semanas, diversas publicações nas redes sociais usaram palavras como urgente, exclusivo e comprovado para apresentar informações que mais tarde se revelaram falsas. Segundo especialistas, o uso desses termos é uma estratégia para gerar sensação de credibilidade imediata e levar o leitor a compartilhar o conteúdo sem verificar a fonte.
Estratégias linguísticas em conteúdos enganosos nas redes sociais. G1. São Paulo, 12 jan. 2024. Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 10 fev. 2025. [Adaptado].
Qual a finalidade da presença dos termos destacados no texto?
O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás da casa. Passou um homem e disse Essa volta que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada. Não era mais a imagem e uma cobra de vidro que fazia uma volta atrás de casa. Era uma enseada. Acho que o nome empobreceu a imagem.
BARROS, Manuel de. O livro das ignorãnças. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1993.
No poema, a função da linguagem predominante é a
O jornal Folha de S. Paulo introduziu com o seguinte comentário uma entrevista com o professor Paulo Freire: “A gente cheguemos’ não será uma construção errada na gestão do Partido dos Trabalhadores em São Paulo.”
Os trechos da entrevista nos quais a Folha de S. Paulo se baseou foram os seguintes:
A criança terá uma escola na qual a sua linguagem seja respeitada (...) Uma escola em que a criança aprenda a sintaxe dominante, mas sem desprezo pela sua (...) Esses oito milhões de meninos vêm da periferia do Brasil (...) Precisamos respeitar a (sua) sintaxe mostrando que sua linguagem é bonita e gostosa, às vezes é mais bonita que a minha. E, mostrando tudo isso, dizer a ele: “Mas para a tua própria vida tu precisas dizer ‘a gente chegou’, em vez de ‘a gente cheguemos’. Isso é diferente, ‘a abordagem’ é diferente”. É assim que queremos trabalhar, com a abertura, mas dizendo a verdade.
FOLHA DE S. PAULO. Entrevista com Paulo Freire. São Paulo, 18 out. 1990. Caderno Educação. [Adaptado].
No trecho, a posição de Paulo Freire sobre a linguagem evidencia que o ensino da língua deve
Leia o texto a seguir.

CHARGE. In: SARMENTO, Leila Lauar. Gramática em textos. Belo Horizonte: Dimensão, ano da edição. p. xx. Fonte original: Folha de S.Paulo, 18 out. 2004.
A charge estabelece diálogo com discursos sociais amplamente reconhecidos. Esse diálogo revela que
AS PALAVRAS QUE NINGUÉM DIZ
— Sabe o que é diadelfo? Não sabe? É isso aí: ninguém aprende mais nada na escola, não há professor que ensine o que é diadelfo. Entretanto, basta você sair por aí, na Gávea, e dá de cara com pencas de diadelfos. Tão fácil distingui-los. Pelo visto, sou capaz de jurar que você também nunca experimentou a emoção do ilapso. Ou por outra: pode ter experimentado, mas sem identificá-lo pelo nome. Não alcançou a maravilhosa consciência de haver merecido o ilapso. Conheci um nordestino que na mocidade exercera a profissão de ultor, e que ignorava o que é ultor; como é que pode ser tão mau profissional?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Os dias lindos. Rio de Janeiro: Record, 1998.
No fragmento, Drummond ironiza o uso de palavras incomuns e mostra que seu desconhecimento não impede a comunicação. Para o ensino de Língua Portuguesa, esse texto evidencia que o desenvolvimento do vocabulário ocorre sobretudo quando o aluno
PALAVREADO
Gosto da palavra “fornida”. É uma palavra que diz tudo o que quer dizer. Se você lê que uma mulher é “bem fornida”, sabe exatamente como ela é. Não gorda mas cheia, roliça, carnuda. E quente. Talvez seja a semelhança com “forno”. Talvez seja apenas o tipo de mente que eu tenho. Não posso ver a palavra “lascívia” sem pensar numa mulher, não fornida mas magra e comprida. Lascívia, imperatriz de Cântaro, filha de Pundonor. Imagino-a atraindo todos os jovens do reino para a cama real, decapitando os incapazes pelo fracasso e os capazes pela ousadia.
Um dia chega a Cântaro um jovem trovador, Lipídio de Albornoz. Ele cruza a Ponte de Safena e entra na cidade montado no seu cavalo Escarcéu. Avista uma mulher vestindo uma bandalheira
preta e lhe lança um olhar cheio de betume e cabriolé. Seguea através dos becos de Cântaro até um sumário – uma espécie de jardim enclausurado – onde ela deixa cair a bandalheira. É Lascívia. Ela sobe por um escrutínio, pequena escada estreita, e desaparece por uma porciúncula.
VERISSIMO, Luis Fernando. O analista de Bagé. Porto Alegre: L&PM, 2002.
A compreensão do texto permanece possível, mesmo que as palavras estejam deslocadas de seus sentidos originais, porque
Os seres humanos têm a capacidade de representar o pensamento por meio de sinais codificados que permitem a comunicação e a interação entre eles. Essa capacidade chamase linguagem. As várias formas de linguagem criadas pelo ser humano podem ser identificadas em dois grupos: o da linguagem verbal, como a língua, que tem a palavra por sinal, e o das linguagens não verbais, como a música, que tem o som por sinal; a dança, que tem o movimento por sinal; a mímica, que tem o gesto por sinal; e a pintura, a fotografia e a escultura, que têm a imagem por sinal.
FIORIN, José Luiz. Linguagem e discurso: modos de organização. São Paulo: Contexto, 2014. Adaptado.
Com base no texto, entende-se que a linguagem
— Minha filha, você me deu sua palavra que a sua festa ia acabar às duas horas. — E acabou, papai. — Sim, mas às duas da tarde! Nós estávamos almoçando, hoje, e ainda estava chegando gente pra festa de ontem! — É que a turma se excedeu um pouco, papai, qualé? — Outra coisa, você jurou que seus amigos iam ficar na sala e não invadiriam os outros aposentos. — E, então? — Então que eu fui acordado no meio da noite por um cabeludo me perguntando se não tinha vodca em casa. — Ele se perdeu, só isso. — Tudo bem. Mas ele precisava me chamar de “ó do pijama”? — Papai...
VERISSIMO, Luis Fernando. Pais e filhos. Porto Alegre: LP&M, 1999.
O modo como os jovens dialogam – com expressões como “qualé?” e “ó do pijama” – revela que a variação linguística presente no texto está associada
Leia o texto a seguir.

A construção do humor na tirinha depende da compreensão de que a linguagem
Leia o texto a seguir.
O bêbado e a equilibrista
E nuvens lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil
Meu Brasil!
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora
A nossa Pátria mãe gentil
Choram Marias e Clarisses
No solo do Brasil
(Aldir Blanc e João Bosco, 1975)
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/musicas-da-ditadura-militar/. Acesso em: 15 nov. 2025.
A canção citada foi eternizada por Elis Regina e tornou-se um hino de esperança durante a ditadura militar brasileira. Seu significado central é simbólico e político. O bêbado representa o povo sofrido, mas que ainda sonha e resiste. A equilibrista representa a
Segundo meu avô – gosto sempre de repetir – o único tempo que temos é o tempo presente. Ele até perguntava com certa frequência: por que o presente se chama presente? Dava um pouco de tempo e depois respondia: é porque é um presente que ganhamos do Criador. Quem ganha um objeto de presente tem que abrir na mesma hora para poder dar alegria a quem o deu. A vida é o presente que o Grande Espírito nos dá todos os dias, e viver esse presente alegra o coração do nosso Pai Primeiro. Meu avô era como um sábio que possuía todo o conhecimento de nossa gente. Qualquer coisa que a gente queria saber era só recorrer a ele que logo tinha uma história para contar. Foi ele que me ensinou que era preciso, de vez em quando, mudar. Disse isso pensando no rio. Fez-me olhar o rio que corria.
MUNDURUKU, Daniel. Antologia de contos indígenas de ensinamento: tempo de histórias. São Paulo: Moderna, 2005, p.19.
O trecho citado foi extraído de uma obra que compõe um conjunto de narrativas, textos, poemas, cantos, mitos, histórias orais, performances e produções escritas elaboradas por autores e autoras pertencentes aos diversos povos indígenas. Ela se caracteriza por expressar cosmovisões próprias, valores, memórias coletivas, modos de viver, relações com a natureza, com o território e com o sagrado, além de refletir questões políticas, históricas e identitárias desses povos. Trata-se da literatura