Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3661182 Português
Até que ponto o piloto automático de um avião é automático?


      De acordo com Jorge Henrique Bidinotto, professor de engenharia aeronáutica na USP de São Carlos, o piloto automático não decide nada – apenas segue instruções. Se o piloto humano ordenar que o avião suba para 30 mil pés, por exemplo, o computador se encarrega de mudar a altitude, mantendo as outras variáveis constantes.

     Quando há turbulência, o piloto automático desliga por conta própria. Se o comandante não considerar prudente lidar com o tempo ruim no modo manual, ele pode dar ao avião instruções para que ele desvie das nuvens. De novo: o avião até topa ___________ o comando, mas vai só obedecer, sem decidir.

    Além de não gostar de ventanias e temporais, o piloto automático também é desligado por ____________ quando o humano comete um erro ao operá-lo.

    Decolagem e pouso também são delicados: a primeira é inteiramente responsabilidade do piloto humano. Já no pouso, o automático leva o avião até muito ___________ da pista, mas o controle volta para o manual imediatamente antes de o avião tocar o chão.

    É bom lembrar que o piloto automático é apenas um dos muitos sistemas que ajudam a guiar o avião. Ele faz parte do controle automático, que inclui também softwares estabilizadores e um sistema que “filtra” as ações do piloto, tornando-as mais suaves.


(Fonte: Abril - adaptado.)
Em relação ao texto, analisar os itens abaixo:

I. O piloto automático nunca desliga por conta própria, nem quando há turbulência.
II. A decolagem é inteiramente responsabilidade do piloto humano.
III. O piloto automático tem autonomia para decidir, pois não segue instruções.

Está(ão) CORRETO(S):
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Q3381456 Português

Leia o fragmento seguinte para responder à questão.


“Um dia ela se move e tira o peito da nossa boca. Aí, a gente dá uma babada, olha em volta, reclama porque não está vendo o seio da mãe, não está vendo aquele organismo materno alimentando toda a nossa gana de vida,...” (linhas 25-28). 

O emprego das expressões sublinhadas “aí”, “a gente” exemplifica a variação linguística
Alternativas
Q3381454 Português

Leia o fragmento seguinte para responder à questão.


“Um dia ela se move e tira o peito da nossa boca. Aí, a gente dá uma babada, olha em volta, reclama porque não está vendo o seio da mãe, não está vendo aquele organismo materno alimentando toda a nossa gana de vida,...” (linhas 25-28). 

O trecho em destaque é uma
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Q3381450 Português

Texto 2



Foto: Disponível em https://institutoling.org.br/ explore/a-poesia-autobiografica-de-carlosdrummond-de-andrade Acesso em 03 nov. 2021. 



Texto: Disponível em: https://www.facebook.com/proseandopoesia/ photos/amarque-pode-uma-criatura-senãoentre-criaturasamaramar-e-esquecer-amar-e-malama/2626105507485936/. Acesso em 03 nov. 2021.

A expressão “e até de olhos vidrados” é
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Q3381447 Português

Texto 2



Foto: Disponível em https://institutoling.org.br/ explore/a-poesia-autobiografica-de-carlosdrummond-de-andrade Acesso em 03 nov. 2021. 



Texto: Disponível em: https://www.facebook.com/proseandopoesia/ photos/amarque-pode-uma-criatura-senãoentre-criaturasamaramar-e-esquecer-amar-e-malama/2626105507485936/. Acesso em 03 nov. 2021.

A estrofe de Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas brasileiros, está centrada em um questionamento – “Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?” – que, em outras palavras, significa: 
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Q3381444 Português

Leia o fragmento seguinte para responder a questão.


“Esses dois componentes são modulados pelas culturas e pelas sociedades, mas não é sobre modulação cultural que irei discorrer: antes de mais nada, tentarei indicá-los.”(linhas 18-19)

Em “...antes de mais nada, tentarei indicá-los”, o vocábulo em destaque é uma forma pronominal coesiva
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Q3381440 Português



Fragmento. MORIN, Edgar. Amor, poesia, sabedoria. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. (p. 15-17)
Em vários momentos, o autor explica o sentido de uma palavra: “a palavra sujeito oscila, aqui, entre dois sentidos que o polarizam” (linha 4); “A palavra complexo deve ser entendida em seu sentido literal: complexus, aquilo que se tece em conjunto” (linhas 8-9); “pela palavra físico, entende-se o componente biológico” (linha 13). Esse procedimento é próprio da mensagem em que predomina a seguinte função da linguagem:
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Q3381439 Português



Fragmento. MORIN, Edgar. Amor, poesia, sabedoria. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. (p. 15-17)
No fragmento em análise, predomina o modo
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Q3381438 Português



Fragmento. MORIN, Edgar. Amor, poesia, sabedoria. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. (p. 15-17)
Edgar Morin é filósofo, antropólogo, sociólogo e tem várias publicações voltadas para a Educação. Assim se inicia seu texto: “Desejo expor esta dificuldade tão frequente nas ciências humanas, em que se fala de um objeto como se ele existisse fora de nós, os sujeitos” (linhas 1-2). A que “dificuldade” Morin se refere?
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Q3378473 Português


Fragmento. Publicado em 28 out. 2021. Disponível em:https://www.cnnbrasil.com.br/politica/especialistascriticam-proibicao-de-linguagem-neutra-em-projetos-da-lei-rouanet/. Acesso em: 03 nov. 2021.
O texto 3 apresenta uma estrutura predominantemente
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Q3378472 Português


Fragmento. Publicado em 28 out. 2021. Disponível em:https://www.cnnbrasil.com.br/politica/especialistascriticam-proibicao-de-linguagem-neutra-em-projetos-da-lei-rouanet/. Acesso em: 03 nov. 2021.
O texto 3 é considerado 
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Q3378466 Português

Texto 1


 A importância do ato de ler

Paulo Freire


Fragmento. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam. 21.ed. São Paulo: Cortez Editora, s/d. p. 5 – 8. Disponível em: https://nepegeo.paginas.ufsc.br/files/2018/11/AImportancia-do-Ato-de-Ler-Paulo-:Freire.pdf) Acesso em: 03 nov. 2021.

No enunciado “O chão foi o meu quadro-negro; gravetos, o meu giz.” (linha 29), evidencia-se a figura de linguagem 
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Q3378463 Português

Texto 1


 A importância do ato de ler

Paulo Freire


Fragmento. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam. 21.ed. São Paulo: Cortez Editora, s/d. p. 5 – 8. Disponível em: https://nepegeo.paginas.ufsc.br/files/2018/11/AImportancia-do-Ato-de-Ler-Paulo-:Freire.pdf) Acesso em: 03 nov. 2021.

“A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço - o sítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo”. (linhas 16-18) O trecho sublinhado exemplifica o mecanismo denominado
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Q3378459 Português

Texto 1


 A importância do ato de ler

Paulo Freire


Fragmento. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam. 21.ed. São Paulo: Cortez Editora, s/d. p. 5 – 8. Disponível em: https://nepegeo.paginas.ufsc.br/files/2018/11/AImportancia-do-Ato-de-Ler-Paulo-:Freire.pdf) Acesso em: 03 nov. 2021.

Ainda no segundo parágrafo, no extenso período que se inicia em “Me parece indispensável” e termina em “na inteligência do mundo” (linhas 2-7), observam-se várias orações iniciadas por “que” (ou “em que”) propícias para uma sequência textual 
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Q3378457 Português

Texto 1


 A importância do ato de ler

Paulo Freire


Fragmento. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam. 21.ed. São Paulo: Cortez Editora, s/d. p. 5 – 8. Disponível em: https://nepegeo.paginas.ufsc.br/files/2018/11/AImportancia-do-Ato-de-Ler-Paulo-:Freire.pdf) Acesso em: 03 nov. 2021.

No fragmento “A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele” (linhas 7-8), as formas sublinhadas são coesivas e retomam, respectivamente: 
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Q3378456 Português

Texto 1


 A importância do ato de ler

Paulo Freire


Fragmento. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam. 21.ed. São Paulo: Cortez Editora, s/d. p. 5 – 8. Disponível em: https://nepegeo.paginas.ufsc.br/files/2018/11/AImportancia-do-Ato-de-Ler-Paulo-:Freire.pdf) Acesso em: 03 nov. 2021.

O fragmento lido foi extraído de “A importância do ato de ler”, de Paulo Freire, que tem como ideia central a de que “A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele” (linhas 7-8). Esse enunciado é parafraseado em: 
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Q3367950 Português
Por que ler os Clássicos?


Em tons de poesia, Ítalo Calvino afirma que “chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs”. Um talismã é uma forma de nos religar com aquilo que nos ultrapassa e do qual queremos, em alguma medida, um auxílio, uma proteção, uma luz qualquer. E, no ritual da leitura, ele se oferece como um parceiro de diálogo profundo, com o qual podemos manter uma relação de proximidade porque nos acalenta, “entende-nos”, ou até mesmo nos consola nos momentos de agruras espirituais.


Um clássico é uma segunda vida, que nos revela outras cores, outras complexidades, outras experiências de mundo. Embora “falsas”, “fictícias”, “meramente imaginárias”, elas nos mostram em que medida nossas próprias vivências estão tão indissociavelmente unidas a todas as outras que nos cercam; por meio delas também constituímos uma transição inconsútil entre nós e tudo aquilo que não somos, mas que nos ajuda a significar nossas circunstâncias. Se isto nos for possível de estabelecer, então os clássicos seguirão cumprindo seus papéis, porque com eles aprendemos a compreender o mundo por uma lógica não cartesiana, como bem nos colocou Pamuk, na obra O romancista ingênuo e o sentimental. E esta lição, acredito, é aquela que levaremos por toda a vida.


Ler um clássico não se trata de uma relação amorosa superficial, mas aquela que exige uma grande dedicação, um constante empenho de nossa parte para que tudo aquilo que ela pode oferecer seja por nós alcançado, sem deixar sempre de abrir uma nova porta, provocar uma outra resposta, testar-nos enquanto estivermos vivos e dispostos a voltar a ele. É isto que torna um clássico o “meu” clássico. É isso que elevam livros a clássicos. Nunca fico a eles indiferentes, porque servem para nos definir, ampliando o nosso conhecimento acerca de nós mesmos, das outras pessoas e das coisas do mundo.


Texto Adaptado de: OLIVEIRA, L. Por que ler os clássicos? Revisitando uma “velha” pergunta. In: CARVALHO, M. A. F; CARVALHO- BELINI, R. G. Caminhos da Leitura: percursos colaborativos. Curitiba: Appris, 2002. 
De acordo com o expresso no texto, podese inferir que ler um clássico significa, EXCETO: 
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Q3367949 Português
Por que ler os Clássicos?


Em tons de poesia, Ítalo Calvino afirma que “chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs”. Um talismã é uma forma de nos religar com aquilo que nos ultrapassa e do qual queremos, em alguma medida, um auxílio, uma proteção, uma luz qualquer. E, no ritual da leitura, ele se oferece como um parceiro de diálogo profundo, com o qual podemos manter uma relação de proximidade porque nos acalenta, “entende-nos”, ou até mesmo nos consola nos momentos de agruras espirituais.


Um clássico é uma segunda vida, que nos revela outras cores, outras complexidades, outras experiências de mundo. Embora “falsas”, “fictícias”, “meramente imaginárias”, elas nos mostram em que medida nossas próprias vivências estão tão indissociavelmente unidas a todas as outras que nos cercam; por meio delas também constituímos uma transição inconsútil entre nós e tudo aquilo que não somos, mas que nos ajuda a significar nossas circunstâncias. Se isto nos for possível de estabelecer, então os clássicos seguirão cumprindo seus papéis, porque com eles aprendemos a compreender o mundo por uma lógica não cartesiana, como bem nos colocou Pamuk, na obra O romancista ingênuo e o sentimental. E esta lição, acredito, é aquela que levaremos por toda a vida.


Ler um clássico não se trata de uma relação amorosa superficial, mas aquela que exige uma grande dedicação, um constante empenho de nossa parte para que tudo aquilo que ela pode oferecer seja por nós alcançado, sem deixar sempre de abrir uma nova porta, provocar uma outra resposta, testar-nos enquanto estivermos vivos e dispostos a voltar a ele. É isto que torna um clássico o “meu” clássico. É isso que elevam livros a clássicos. Nunca fico a eles indiferentes, porque servem para nos definir, ampliando o nosso conhecimento acerca de nós mesmos, das outras pessoas e das coisas do mundo.


Texto Adaptado de: OLIVEIRA, L. Por que ler os clássicos? Revisitando uma “velha” pergunta. In: CARVALHO, M. A. F; CARVALHO- BELINI, R. G. Caminhos da Leitura: percursos colaborativos. Curitiba: Appris, 2002. 
No excerto Embora “falsas”, “fictícias”, “meramente imaginárias”, elas nos mostram em que medida nossas próprias vivências estão tão indissociavelmente unidas a todas as outras que nos cercam” (2º parágrafo), o segmento destacado estabelece com o restante da frase a relação semântica de:
Alternativas
Q3367948 Português
Por que ler os Clássicos?


Em tons de poesia, Ítalo Calvino afirma que “chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs”. Um talismã é uma forma de nos religar com aquilo que nos ultrapassa e do qual queremos, em alguma medida, um auxílio, uma proteção, uma luz qualquer. E, no ritual da leitura, ele se oferece como um parceiro de diálogo profundo, com o qual podemos manter uma relação de proximidade porque nos acalenta, “entende-nos”, ou até mesmo nos consola nos momentos de agruras espirituais.


Um clássico é uma segunda vida, que nos revela outras cores, outras complexidades, outras experiências de mundo. Embora “falsas”, “fictícias”, “meramente imaginárias”, elas nos mostram em que medida nossas próprias vivências estão tão indissociavelmente unidas a todas as outras que nos cercam; por meio delas também constituímos uma transição inconsútil entre nós e tudo aquilo que não somos, mas que nos ajuda a significar nossas circunstâncias. Se isto nos for possível de estabelecer, então os clássicos seguirão cumprindo seus papéis, porque com eles aprendemos a compreender o mundo por uma lógica não cartesiana, como bem nos colocou Pamuk, na obra O romancista ingênuo e o sentimental. E esta lição, acredito, é aquela que levaremos por toda a vida.


Ler um clássico não se trata de uma relação amorosa superficial, mas aquela que exige uma grande dedicação, um constante empenho de nossa parte para que tudo aquilo que ela pode oferecer seja por nós alcançado, sem deixar sempre de abrir uma nova porta, provocar uma outra resposta, testar-nos enquanto estivermos vivos e dispostos a voltar a ele. É isto que torna um clássico o “meu” clássico. É isso que elevam livros a clássicos. Nunca fico a eles indiferentes, porque servem para nos definir, ampliando o nosso conhecimento acerca de nós mesmos, das outras pessoas e das coisas do mundo.


Texto Adaptado de: OLIVEIRA, L. Por que ler os clássicos? Revisitando uma “velha” pergunta. In: CARVALHO, M. A. F; CARVALHO- BELINI, R. G. Caminhos da Leitura: percursos colaborativos. Curitiba: Appris, 2002. 
Quais figuras de linguagem encontram-se respectivamente apresentadas, nos segmentos textuais destacados do primeiro parágrafo, a seguir?


I - “chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs”

II - “ele se oferece como um parceiro de diálogo profundo, com o qual podemos manter uma relação de proximidade porque nos acalenta [...]” 
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Q3367947 Português
Por que ler os Clássicos?


Em tons de poesia, Ítalo Calvino afirma que “chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs”. Um talismã é uma forma de nos religar com aquilo que nos ultrapassa e do qual queremos, em alguma medida, um auxílio, uma proteção, uma luz qualquer. E, no ritual da leitura, ele se oferece como um parceiro de diálogo profundo, com o qual podemos manter uma relação de proximidade porque nos acalenta, “entende-nos”, ou até mesmo nos consola nos momentos de agruras espirituais.


Um clássico é uma segunda vida, que nos revela outras cores, outras complexidades, outras experiências de mundo. Embora “falsas”, “fictícias”, “meramente imaginárias”, elas nos mostram em que medida nossas próprias vivências estão tão indissociavelmente unidas a todas as outras que nos cercam; por meio delas também constituímos uma transição inconsútil entre nós e tudo aquilo que não somos, mas que nos ajuda a significar nossas circunstâncias. Se isto nos for possível de estabelecer, então os clássicos seguirão cumprindo seus papéis, porque com eles aprendemos a compreender o mundo por uma lógica não cartesiana, como bem nos colocou Pamuk, na obra O romancista ingênuo e o sentimental. E esta lição, acredito, é aquela que levaremos por toda a vida.


Ler um clássico não se trata de uma relação amorosa superficial, mas aquela que exige uma grande dedicação, um constante empenho de nossa parte para que tudo aquilo que ela pode oferecer seja por nós alcançado, sem deixar sempre de abrir uma nova porta, provocar uma outra resposta, testar-nos enquanto estivermos vivos e dispostos a voltar a ele. É isto que torna um clássico o “meu” clássico. É isso que elevam livros a clássicos. Nunca fico a eles indiferentes, porque servem para nos definir, ampliando o nosso conhecimento acerca de nós mesmos, das outras pessoas e das coisas do mundo.


Texto Adaptado de: OLIVEIRA, L. Por que ler os clássicos? Revisitando uma “velha” pergunta. In: CARVALHO, M. A. F; CARVALHO- BELINI, R. G. Caminhos da Leitura: percursos colaborativos. Curitiba: Appris, 2002. 
Considerando a estrutura e a construção da argumentação em “Por que ler os Clássicos”, é adequado o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
48761: B
48762: C
48763: D
48764: D
48765: C
48766: D
48767: D
48768: C
48769: A
48770: B
48771: D
48772: A
48773: B
48774: D
48775: C
48776: A
48777: E
48778: B
48779: D
48780: B