Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Infere‐se dos três primeiros parágrafos do texto que a imitação das formas e das funções da natureza no processo industrial, para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, é um processo que ocorre há bilhões de anos.

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Quanto à tipologia textual, o texto é predominantemente argumentativo, na medida em que se concentra nas vantagens da biomimética ao apresentar exemplos bem‐sucedidos de soluções de tecnologias inspiradas na natureza.

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
O objetivo principal do texto é definir o conceito de biomimética, que consiste no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis a partir da imitação de padrões observados na natureza.
Texto para o item.

Na nova sociedade digital, você nunca está só. In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Acerca dos aspectos gramaticais e dos sentidos do texto apresentado, julgue o item.
O trecho ‘A divisão física entre ambiente público e privado, que costumava ser definida pela arquitetura, não existe mais’ (linhas 30 e 31) poderia ser reescrito da seguinte forma, sem prejuízo de sua coerência e de sua correção gramatical: A arquitetura costumava definir a divisão física entre ambiente público e ambiente privado, mas essa divisão não existe mais.
Texto para o item.

Na nova sociedade digital, você nunca está só. In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
No primeiro parágrafo do texto, é estabelecida uma comparação entre a dimensão territorial de Mênfis, no Antigo Egito, e a extensão do bairro da Sé, no centro de São Paulo.
Texto para o item.

Na nova sociedade digital, você nunca está só. In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
O objetivo central do texto é alertar o leitor dos perigos associados à fragilidade da segurança dos dados disponíveis em meio digital, uma vez que a Internet facilita os ataques a informações pessoais.
Texto para o item.

Na nova sociedade digital, você nunca está só. In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Infere‐se do texto que, atualmente, com a nova sociedade digital, não são claros os limites entre o público e o privado, o que se relaciona com a presença expressiva da tecnologia nos espaços ocupados pela sociedade humana.
Texto para o item.

Na nova sociedade digital, você nunca está só. In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
O segundo parágrafo do texto concentra‐se em definir o conceito filosófico de oikos, correspondente à esfera pública da vida, de acordo com Aristóteles.
Texto para o item.

Na nova sociedade digital, você nunca está só. In: Revista Superinteressante. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
De acordo com o texto, ao longo da evolução da humanidade, todas as sociedades desenvolveram algum grau de preocupação com a proteção da privacidade, pois a divisão entre as esferas pública e privada existia mesmo em comunidades humanas mais antigas.
Texto CG1A2-I
É do homem que tenho de falar; e a questão que examino me ensina que vou falar a homens; com efeito, não se propõem semelhantes questões quando se teme honrar a verdade. (...) Concebo na espécie humana duas espécies de desigualdade: uma, que chamo de natural ou física, porque é estabelecida pela natureza, consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito, ou da alma; a outra, que se pode chamar de desigualdade moral ou política, porque depende de uma espécie de convenção, é estabelecida, ou pelo menos autorizada, pelo consentimento dos homens. Consiste esta nos diferentes privilégios de que gozam alguns em prejuízo de outros, como ser mais rico, mais honrado, mais poderoso, ou mesmo fazer-se obedecer por eles.
Não se pode perguntar qual é a fonte da desigualdade natural, porque a resposta se encontraria enunciada na simples definição da palavra. Ainda menos se pode procurar se haveria alguma ligação essencial entre as duas desigualdades, pois isso equivaleria a perguntar, por outras palavras, se aqueles que mandam valem necessariamente mais do que os que obedecem e se a força do corpo e do espírito, a sabedoria ou a virtude se encontram sempre nos mesmos indivíduos em proporção do poder ou da riqueza — questão talvez boa para ser agitada entre escravos ouvidos por seus senhores, mas que não convém a homens razoáveis e livres, que buscam a verdade.
Jean-Jacques Rousseau. A origem da desigualdade entre os homens.
1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p. 33 (com adaptações).
De acordo com as ideias do texto CG1A2-I, as duas espécies de desigualdade mencionadas diferenciam-se
Texto CG1A1-I
A separação da vida privada e doméstica das mulheres em relação ao mundo público dos homens foi constitutiva do liberalismo patriarcal já em suas origens, e, desde meados do século XIX, a esposa economicamente dependente tem sido apresentada como o ideal para todas as classes respeitáveis da sociedade. A identificação das mulheres e da esfera doméstica também está sendo reforçada atualmente pelo renascimento de organizações antifeministas e pela reformulação “científica” do argumento da natureza por sociobiólogos. É claro que as mulheres nunca estiveram completamente excluídas da vida pública, mas a forma como elas são incluídas está baseada, tão firmemente quanto sua posição na esfera doméstica, em crenças e práticas patriarcais.
Carole Pateman. Críticas feministas à dicotomia público/privado.
In: Luis Felipe Miguel e Flávia Birole. (orgs.) Teoria política feminista:
textos centrais. Vinhedo: Editora Horizonte, 2013 (com adaptações).
“Cada língua indígena é um reservatório único de conhecimento medicinal”. Assim escrevem os pesquisadores Rodrigo Cámara-Leret e Jordi Bascompte em um recente estudo que faz um alerta: o perigo do desaparecimento de antigos conhecimentos de plantas medicinais a partir da extinção das línguas indígenas.
Em geral, quando se fala em plantas com propriedades medicinais, as discussões giram em torno da extinção da biodiversidade. Nessa pesquisa, contudo, os cientistas focaram no que costuma ser esquecido: o impacto da extinção das línguas para a perda desse conhecimento, tradicionalmente transmitido oralmente.
Antes de tudo, a equipe do estudo precisava entender em que medida acontecia a perda de conhecimento linguisticamente único.
No caso das plantas medicinais, era preciso entender em que grau o conhecimento delas estava atrelado a apenas uma língua indígena. Dessa forma, seria possível compreender quais saberes seriam perdidos no caso de extinção de determinado idioma.
Para isso, os pesquisadores analisaram três conjuntos de dados etnobotânicos (a ciência que estuda a relação entre humanos e plantas). Eles contavam com cerca de 3,6 mil plantas medicinais, 236 línguas indígenas e 12,5 mil “serviços de plantas medicinais” — combinações entre espécies de plantas e a subcategoria medicinal para a qual elas eram indicadas, como “figueira-brava (Ficus insipida) + sistema digestivo”. Os dados são referentes a três regiões com grande diversidade linguística e biológica: América do Norte, noroeste da Amazônia e Nova Guiné.
Depois de analisarem os dados, os cientistas apontaram que o conhecimento indígena sobre as plantas medicinais está, de fato, apoiado na singularidade linguística. No noroeste da Amazônia, 91% do conhecimento medicinal não é compartilhado entre línguas — e se concentra em apenas um idioma. Em Nova Guiné, essa taxa é de 84%; na América do Norte, 73%.
Além disso, eles observaram a porcentagem desse conhecimento que se concentra, especificamente, em línguas ameaçadas de extinção. Na América do Norte, 86% do conhecimento medicinal único ocorre, justamente, em idiomas em risco. No noroeste da Amazônia, 100%.
Para os cientistas, uma das hipóteses é a alta rotatividade cultural. Isso significa que, para uma mesma planta, os povos indígenas possuem diversos conhecimentos e aplicações exclusivos. Sem uma Wikipédia para reunir informações, cada cultura acumulou, ao longo do tempo, as próprias descobertas sobre cada espécie.
O estudo ajuda a mostrar que cada língua (e cultura) indígena tem percepções únicas que, inclusive, podem vir a oferecer seus conhecimentos medicinais também a outras sociedades.
Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
Mantém a correção gramatical e a coerência do texto a
seguinte reescrita para o trecho “O estudo ajuda a mostrar
que cada língua (e cultura) indígena tem percepções únicas”
(último parágrafo): O estudo ajuda a mostrar que cada língua
e cultura indígenas têm percepções únicas.
“Cada língua indígena é um reservatório único de conhecimento medicinal”. Assim escrevem os pesquisadores Rodrigo Cámara-Leret e Jordi Bascompte em um recente estudo que faz um alerta: o perigo do desaparecimento de antigos conhecimentos de plantas medicinais a partir da extinção das línguas indígenas.
Em geral, quando se fala em plantas com propriedades medicinais, as discussões giram em torno da extinção da biodiversidade. Nessa pesquisa, contudo, os cientistas focaram no que costuma ser esquecido: o impacto da extinção das línguas para a perda desse conhecimento, tradicionalmente transmitido oralmente.
Antes de tudo, a equipe do estudo precisava entender em que medida acontecia a perda de conhecimento linguisticamente único.
No caso das plantas medicinais, era preciso entender em que grau o conhecimento delas estava atrelado a apenas uma língua indígena. Dessa forma, seria possível compreender quais saberes seriam perdidos no caso de extinção de determinado idioma.
Para isso, os pesquisadores analisaram três conjuntos de dados etnobotânicos (a ciência que estuda a relação entre humanos e plantas). Eles contavam com cerca de 3,6 mil plantas medicinais, 236 línguas indígenas e 12,5 mil “serviços de plantas medicinais” — combinações entre espécies de plantas e a subcategoria medicinal para a qual elas eram indicadas, como “figueira-brava (Ficus insipida) + sistema digestivo”. Os dados são referentes a três regiões com grande diversidade linguística e biológica: América do Norte, noroeste da Amazônia e Nova Guiné.
Depois de analisarem os dados, os cientistas apontaram que o conhecimento indígena sobre as plantas medicinais está, de fato, apoiado na singularidade linguística. No noroeste da Amazônia, 91% do conhecimento medicinal não é compartilhado entre línguas — e se concentra em apenas um idioma. Em Nova Guiné, essa taxa é de 84%; na América do Norte, 73%.
Além disso, eles observaram a porcentagem desse conhecimento que se concentra, especificamente, em línguas ameaçadas de extinção. Na América do Norte, 86% do conhecimento medicinal único ocorre, justamente, em idiomas em risco. No noroeste da Amazônia, 100%.
Para os cientistas, uma das hipóteses é a alta rotatividade cultural. Isso significa que, para uma mesma planta, os povos indígenas possuem diversos conhecimentos e aplicações exclusivos. Sem uma Wikipédia para reunir informações, cada cultura acumulou, ao longo do tempo, as próprias descobertas sobre cada espécie.
O estudo ajuda a mostrar que cada língua (e cultura) indígena tem percepções únicas que, inclusive, podem vir a oferecer seus conhecimentos medicinais também a outras sociedades.
Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
Depreende-se do texto que a extinção da biodiversidade não
é o foco da pesquisa de Rodrigo Cámara-Leret e Jordi
Bascompte acerca do desaparecimento de conhecimentos
sobre plantas medicinais.
Observe as imagens abaixo.
Figura 1: Capa do livro “O pequeno príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry (1943).

"O Pequeno Príncipe", de Saint-Exupéry, completa 70 anos. Terra, 6 de abril de 2013.
Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/educacao/opequeno-principe-de-saint-exupery-completa-70- anos,a8a2b99cecbdd310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html.
Acesso em: 18 dez. 2021.
Figura 2: Tirinha “O pequeno vergonhoso” (tradução livre) (2021).

ITURRUSGARAI, Adão. A vida como ela yeah. Folha Cartum, 24 de novembro de 2021. Disponível em: http://f.i.uol.com.br/folha/cartum/images/2132714.jpeg.
Acesso em: 18 dez. 2021.
Analisando-se os dois textos apresentados, percebe-se que o segundo traz elementos do primeiro. A esse fenômeno textual dá-se o nome de:
Ciência
Sonda da Nasa é primeira espaçonave a “tocar” o Sol
A Parker Solar Probe está explorando a coroa solar para ajudar os cientistas a entender o campo magnético, o "vento" e a evolução da estrela. Entenda.
Por Luisa Costa 15 dez 2021, 18h34
(COSTA, Luisa. Sonda da Nasa é a primeira espaçonave a “tocar” o Sol. Superinteressante, 15 de dezembro de 2021. Ciência.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/sonda-da-nasa-eprimeira-espaconave-a-tocar-o-sol/.
Acesso em: 18 dez. 2021.)
Configura-se como um pressuposto do título desta matéria jornalística a seguinte afirmativa:
“Chega chamando pelo nome Quem chamou de amor E a boca que falou te amo Fala que acabou E o nosso pra sempre Infelizmente não vingou”
(Henrique e Juliano. A maior saudade. 2021.)
A figura de linguagem que compõe o sujeito da oração principal no terceiro e no quarto verso da estrofe apresentada é denominada:
Liga inglesa manterá cronograma cheio de fim de ano apesar de disparada da Covid
20/12/21 - 15h41 - Atualizado em 20/12/21 - 15h47
(Reuters) – Times da liga inglesa concordaram em disputar jogos agendados para o período de festas, apesar de uma disparada de casos de Covid-19 que adiou várias partidas, noticiou a rede BBC nesta segunda-feira.
Dez jogos da Premier League foram adiados neste mês devido a surtos em meio a um cronograma agitado no qual cada clube deve jogar três vezes entre 26 de dezembro e 3 de janeiro.
Somente quatro dos 10 confrontos de final de semana foram disputados desde que os times informaram a liga de que não conseguiriam escalar uma equipe completa.
Acredita-se que os clubes jogarão contanto que tenham 13 jogadores de linha e um goleiro, relatou a BBC.
A liga inglesa não respondeu de imediato a um pedido de comentário.
LIGA inglesa manterá cronograma cheio de fim de ano apesar de disparada da Covid. Istoé Dinheiro, 20 de dezembro de 2021. Giro.
Disponível em: https://www.istoedinheiro.com.br/liga-inglesa-manteracronograma/.
Acesso em: 20 dez. 2021.)
A expressão em destaque no texto apresentado pode ser substituída, sem alteração de sentido ao contexto em que ela foi empregada, por:
CA - citação de autoridade
COD - comprovação por observação de dados
RL - raciocínio lógico
I. “Mais do que em qualquer outro momento de nossas vidas, cuidar da saúde, tão atingida pelas consequências da crise sanitária, se faz necessário nesse caminho de volta à normalidade.” ( )
II. “casos de ansiedade e depressão tiveram forte crescimento ao longo da pandemia – de 27,6% para a primeira e de 25,6%, para a segunda, segundo pesquisa publicada na revista científica The Lancet” ( )
III. “Aristóteles disse que o homem é um animal que vive em sociedade – mas talvez isso seja algo que tenha de ser adquirido, não um traço de algum modo inato”( )