Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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De maneira geral os documentos visuais são utilizados de forma marginal e secundária pelos estudos históricos. Pierre Sorlin, historiador francês, observava em meados da década de 1970: nenhum historiador cita um texto sem situá-lo ou comentá-lo: em contrapartida, alguns esclarecimentos puramente factuais são geralmente suficientes para a ilustração. Podemos ir mais longe e perguntar: a imagem é necessariamente uma ilustração? De toda forma, o que é importante registrar é que hoje se admite que a imagem não ilustra nem reproduz a realidade, ela a reconstrói a partir de uma linguagem própria que é produzida num dado contexto histórico.
Fonte: KORNIS, Mônica Almeida. História e cinema: um debate metodológico. Estudos históricos, Rio de Janeiro, vol. 5, n. 10, 1992, p. 37-38 (Adaptado)
De acordo com o texto, a melhor metodologia para a utilização do cinema e dos documentos visuais em pesquisas históricas em sala de aula é usá-los
Por classe, entendo um fenômeno histórico, que unifica uma série de acontecimentos díspares e aparentemente desconectados, tanto da matéria-prima da experiência como na consciência. Ressalto que é um fenômeno histórico que traz consigo a noção de relação histórica. Como qualquer outra relação, é algo fluido que escapa à análise ao tentarmos imobilizá-la num dado momento e dissecar sua estrutura.
THOMPSON, Edward Palmer. A formação da classe operária inglesa. Parte I – A árvore da liberdade. 3v. Coleção Oficinas da História. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. (Adaptado)
De acordo com o texto, a categoria teórico-metodológica classe social é definida, principalmente, por
No seu uso mais recente, o “gênero” parece ter aparecido primeiro entre as feministas americanas que queriam insistir no caráter fundamentalmente social das distinções baseadas no sexo. O gênero sublinhava também o aspecto relacional das definições normativas das feminilidades. Segundo esta opinião, as mulheres e os homens eram definidos em termos recíprocos e nenhuma compreensão de qualquer um poderia existir por meio de estudo inteiramente separado.
SCOTT, Joan. Gênero. Uma categoria útil para a análise histórica. Educação e realidade, v. 15, n. 2, jul/dez, 1990. (Adaptado)
De acordo com o texto como deve ocorrer o emprego da categoria teórico-metodológica de gênero nos estudos históricos?
[…] definições existentes apresentam um quadro complexo para o objetivo geral da musicoterapia. Este em geral revela as fronteiras dadas ou não para a musicoterapia, assim como as crenças básicas sobre sua própria natureza. Algumas definições descrevem a prática dentro de um setting em particular ou com uma população específica, enquanto outras destinam-se à descrição de toda a prática musicoterápica”.
BRUSCIA, Kenneth E. Definindo Musicoterapia. 3. ed. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.
De acordo com o texto,
[…] A música é utilizada como elemento terapêutico há mais de trinta mil anos, mas a musicoterapia, como profissão, existe há pouco mais de cinquenta anos.
BARCELLOS, Lia Rejane M. Quaternos de Musicoterapia e Coda. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.
Na obra referenciada, a autora comenta que a origem da musicoterapia como disciplina e campo de conhecimento tem como vertentes:

Um passo além
Formada em relações internacionais pela ESPM, a paulistana Luiza Laloni trabalhava em uma consultoria quando decidiu largar tudo para entender o que queria fazer de verdade. Já que ia começar um plano do zero, aproveitou para realizar um sonho antigo: estudar música. Aos 25 anos, desembarcou em Madri. “Queria ampliar minha visão de mundo”, lembra.
Dois meses depois de chegar, saiu à noite com alguns amigos e acabou conhecendo Ramon Bernat, presidente da Specialisterne, iniciativa que contribui para a inserção de pessoas com autismo no mercado de trabalho. Aquele encontro seria o ponto-chave para seu tão sonhado processo de autoconhecimento. Luiza já não estava tão satisfeita com a música e, quando começou a ouvir Ramon falar, seus olhos brilharam.
O empresário abriu seu negócio por conta de seu filho autista e, com a Specialisterne, conheceu empresas que trabalham com a neurodiversidade – o conceito se refere a pessoas que possuem algum tipo de deficiência intelectual, como autismo, esquizofrenia, síndrome de Asperger e dislexia. Naquela noite, ele falou sobre uma agência de design de um amigo em Barcelona, La Casa de Carlota & Friends, que tinha funcionários com essas condições. Luiza foi se encantando por aquele universo.
“Já no nosso primeiro papo, eu me desinteressei totalmente pela música. Queria aprender algo novo, como design, ainda mais em uma agência neurodiversa”, lembra-se.
Vendo o entusiasmo da jovem, Ramon a chamou para conhecer a empresa do colega. “Queria descobrir o quanto era verdadeiro aquele discurso, como era trabalhar com aquelas pessoas, que, até então, para mim, eram tão diferentes, e como isso iria impactar meu trabalho”, diz Luiza, hoje com 27 anos.
O termo “neurodiversidade” foi criado por Judy Singer, socióloga australiana que tem síndrome de Asperger. A pesquisadora defende que esses estados não são anormalidades, mas, sim, condições que devem ser consideradas. No entanto, por vivermos em uma sociedade neurotípica – em que o “normal” é quem não tem nenhuma limitação intelectual –, criamos padrões comportamentais que não deixam que esses indivíduos tenham oportunidades.
Aquele encontro entre Luiza e Ramon deu tão certo que ela foi contratada pela Casa de Carlota. Mudou de cidade e, no novo trabalho, conheceu o Barcelona Outsider Art Lab (Beau), projeto da agência que cataloga 1,5 mil obras de artes feitas pelos funcionários e as exibe ao público. O objetivo é mostrar o poder transformador da arte e da tecnologia como ferramentas para melhorar a vida dessas pessoas. “Achei incrível e comecei a pensar em trazer isso para o Brasil”, conta.
Foram seis meses para que Luiza conseguisse negociar esse sonho, realizado em agosto do ano passado, quando foi aberta a filial da agência em São Paulo – além de Brasil e Espanha, a agência está em outros dois países. Hoje, Luiza é diretora de operações da Casa de Carlota paulistana, que conta com oito funcionários – há seis designers e um artista plástico com condições como síndrome de Down e autismo, além de uma arquiteta.
“Pensando que não temos nenhum funcionário negro, e eles são maioria no Brasil, o próximo passo é essa contratação”, diz ela. “Busco, claro, negros neurodiversos, mas a diversidade racial e de gênero é uma ponta para que as pessoas comecem a enxergar outros tipos de diversidade ainda pouco observadas por gestores no mundo todo.”
“Hoje, quando saio na rua, penso: ‘Por que não tem alguém com síndrome de Down trabalhando nessa função?’”
ABREU, Amanda. Revista da GOL. São Paulo: Trip propaganda e publi cidade, n. 2016, 2020, p. 88-94. (adaptado)
O TikTok permite que os usuários publiquem vídeos curtos que podem ser editados com facilidade no próprio aplicativo. Os conteúdos são construídos para criar reações emocionais no público, por meio de entonação da voz de quem narra o vídeo, trilhas sonoras, imagens chocantes etc. Marta Vasyuta virou uma espécie de ícone da juventude ucraniana na guerra. Críticos dela dizem que Vasyuta não verifica os conteúdos publicados e não assume a responsabilidade do alcance que tem.
Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/expresso/2022/03/10/Comoo-TikTok-se-tornou-uma-janela-para-a-guerra>. Acesso em: 19 mar. 2022. (Adaptado)
De acordo com o texto, a crítica que podemos tecer à cobertura da Guerra da Ucrânia na rede social do Tik Tok é



