Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4302906 Português

PEQUENAS E GRANDES ESPERANÇAS


Pensando (ou lembrando) bem, não foram tão verdes assim. A memória tem sempre essa tendência otimista de filtrar as lembranças más para deixar só o verde, o vivo. Antigamente, sempre era melhor, ainda que não fosse. Talvez porque já esteja, lá, tudo solucionado e a gente possa se ver, no tempo, como quem vê uma personagem num livro ou filme: aconteça o que acontecer, há um fim definido, predeterminado. Essa espécie de improvisação do agora, do que está sendo moldado, causa muito mais angústia. Não temos, como no samba, a menor ideia de como será o amanhã. Encontrar um único adjetivo para os anos 70 não é tão fácil assim. Facílima é a expressão “anos 70”, como se pudéssemos espremer aqueles dez anos em um único significado, ignorando as nuances todas. Os dias em que nada parecia acontecer e não estávamos dentro dos tais anos 70: por trás de circunstâncias históricas, nomes e datas, estávamos dentro de um tempo que ainda não ganhara uma forma exata. Se foram duros? Foram, foram duros. Mas foram também cheios de sonhos e encontros e pequenas e grandes esperanças. Foram anos em que não se podia viver muito para fora: a repressão política nos empurrava para dentro. Nesse movimento, havia duas opções principais e radicais: ou você caía de cabeça nas drogas ou mergulhava na clandestinidade política. O que ligava os dois comportamentos era uma vontade poderosa de mudar o país e o planeta, fosse através do ácido lisérgico nas caixas-d’água das cidades, fosse pela revolução do proletariado. Verde mesmo, verde clarinho, desse quase água, era ter perto de vinte anos e não saber que se sabia muito pouco das ditas coisas da vida. Justamente por isso, enfrentar de peito aberto todos os riscos de dentro ou de fora da própria cabeça, esgueirando-se entre paranoias quase sempre reais. Não tínhamos ainda essas marcas deixadas pelos que desistiram, se mataram, foram presos, torturados, assassinados, enlouqueceram — enquanto dentro de nós pequenas partes iam também desistindo, se matando, sendo presas, torturadas, assassinadas, enlouquecendo. Não ter essas marcas era verde. Verde era ainda estar inteiro e pronto para a luta, embora não parecesse. É por isso que, quando a barra pesa, gosto de pensar que dentro do agora talvez exista também um verde qualquer, que não estamos vendo. Só veremos quem sabe quando pudermos aprisionar estes anos num pacotinho, carimbá-lo e colocar na prateleira da História com o título de “anos 80”. Ficarão mais leves, assim batizados?


ABREU, Caio Fernando. O melhor de Caio Fernando Abreu. 1. ed. - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.

Pequenas e grandes possuem a mesma relação que
Alternativas
Q4302905 Português

PEQUENAS E GRANDES ESPERANÇAS


Pensando (ou lembrando) bem, não foram tão verdes assim. A memória tem sempre essa tendência otimista de filtrar as lembranças más para deixar só o verde, o vivo. Antigamente, sempre era melhor, ainda que não fosse. Talvez porque já esteja, lá, tudo solucionado e a gente possa se ver, no tempo, como quem vê uma personagem num livro ou filme: aconteça o que acontecer, há um fim definido, predeterminado. Essa espécie de improvisação do agora, do que está sendo moldado, causa muito mais angústia. Não temos, como no samba, a menor ideia de como será o amanhã. Encontrar um único adjetivo para os anos 70 não é tão fácil assim. Facílima é a expressão “anos 70”, como se pudéssemos espremer aqueles dez anos em um único significado, ignorando as nuances todas. Os dias em que nada parecia acontecer e não estávamos dentro dos tais anos 70: por trás de circunstâncias históricas, nomes e datas, estávamos dentro de um tempo que ainda não ganhara uma forma exata. Se foram duros? Foram, foram duros. Mas foram também cheios de sonhos e encontros e pequenas e grandes esperanças. Foram anos em que não se podia viver muito para fora: a repressão política nos empurrava para dentro. Nesse movimento, havia duas opções principais e radicais: ou você caía de cabeça nas drogas ou mergulhava na clandestinidade política. O que ligava os dois comportamentos era uma vontade poderosa de mudar o país e o planeta, fosse através do ácido lisérgico nas caixas-d’água das cidades, fosse pela revolução do proletariado. Verde mesmo, verde clarinho, desse quase água, era ter perto de vinte anos e não saber que se sabia muito pouco das ditas coisas da vida. Justamente por isso, enfrentar de peito aberto todos os riscos de dentro ou de fora da própria cabeça, esgueirando-se entre paranoias quase sempre reais. Não tínhamos ainda essas marcas deixadas pelos que desistiram, se mataram, foram presos, torturados, assassinados, enlouqueceram — enquanto dentro de nós pequenas partes iam também desistindo, se matando, sendo presas, torturadas, assassinadas, enlouquecendo. Não ter essas marcas era verde. Verde era ainda estar inteiro e pronto para a luta, embora não parecesse. É por isso que, quando a barra pesa, gosto de pensar que dentro do agora talvez exista também um verde qualquer, que não estamos vendo. Só veremos quem sabe quando pudermos aprisionar estes anos num pacotinho, carimbá-lo e colocar na prateleira da História com o título de “anos 80”. Ficarão mais leves, assim batizados?


ABREU, Caio Fernando. O melhor de Caio Fernando Abreu. 1. ed. - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.

A cor verde, citada diversas vezes, no texto, significa:
Alternativas
Q4302904 Português

PEQUENAS E GRANDES ESPERANÇAS


Pensando (ou lembrando) bem, não foram tão verdes assim. A memória tem sempre essa tendência otimista de filtrar as lembranças más para deixar só o verde, o vivo. Antigamente, sempre era melhor, ainda que não fosse. Talvez porque já esteja, lá, tudo solucionado e a gente possa se ver, no tempo, como quem vê uma personagem num livro ou filme: aconteça o que acontecer, há um fim definido, predeterminado. Essa espécie de improvisação do agora, do que está sendo moldado, causa muito mais angústia. Não temos, como no samba, a menor ideia de como será o amanhã. Encontrar um único adjetivo para os anos 70 não é tão fácil assim. Facílima é a expressão “anos 70”, como se pudéssemos espremer aqueles dez anos em um único significado, ignorando as nuances todas. Os dias em que nada parecia acontecer e não estávamos dentro dos tais anos 70: por trás de circunstâncias históricas, nomes e datas, estávamos dentro de um tempo que ainda não ganhara uma forma exata. Se foram duros? Foram, foram duros. Mas foram também cheios de sonhos e encontros e pequenas e grandes esperanças. Foram anos em que não se podia viver muito para fora: a repressão política nos empurrava para dentro. Nesse movimento, havia duas opções principais e radicais: ou você caía de cabeça nas drogas ou mergulhava na clandestinidade política. O que ligava os dois comportamentos era uma vontade poderosa de mudar o país e o planeta, fosse através do ácido lisérgico nas caixas-d’água das cidades, fosse pela revolução do proletariado. Verde mesmo, verde clarinho, desse quase água, era ter perto de vinte anos e não saber que se sabia muito pouco das ditas coisas da vida. Justamente por isso, enfrentar de peito aberto todos os riscos de dentro ou de fora da própria cabeça, esgueirando-se entre paranoias quase sempre reais. Não tínhamos ainda essas marcas deixadas pelos que desistiram, se mataram, foram presos, torturados, assassinados, enlouqueceram — enquanto dentro de nós pequenas partes iam também desistindo, se matando, sendo presas, torturadas, assassinadas, enlouquecendo. Não ter essas marcas era verde. Verde era ainda estar inteiro e pronto para a luta, embora não parecesse. É por isso que, quando a barra pesa, gosto de pensar que dentro do agora talvez exista também um verde qualquer, que não estamos vendo. Só veremos quem sabe quando pudermos aprisionar estes anos num pacotinho, carimbá-lo e colocar na prateleira da História com o título de “anos 80”. Ficarão mais leves, assim batizados?


ABREU, Caio Fernando. O melhor de Caio Fernando Abreu. 1. ed. - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.

Sobre o texto, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4301132 Português

Leia o poema a seguir e responda à questão.


Sobre o poema acima e seu autor, é INCORRETO afirmar: 
Alternativas
Q4301125 Português

Leia o poema a seguir para a questão

Catar feijão

Catar feijão se limita com escrever:

joga-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

Ora, nesse catar feijão, entra um risco:

o de entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.

Certo não, quanto ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a com o risco.

(MELO NETO. J. C. de. Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/52773/catar-feijao.)

Releia os versos “Catar feijão se limita com escrever:”, “E as palavras na folha de papel”, “Certo não, quanto ao catar palavras:
Nos trechos em destaque, o poeta utilizou-se de um recurso linguístico denominado: 
Alternativas
Q4301124 Português

Leia o poema a seguir para a questão

Catar feijão

Catar feijão se limita com escrever:

joga-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

Ora, nesse catar feijão, entra um risco:

o de entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.

Certo não, quanto ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a com o risco.

(MELO NETO. J. C. de. Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/52773/catar-feijao.)

Com base no poema apresentado, analise as seguintes afirmativas:
I. O eu-lírico apresenta analogias entre escrever e catar feijão.
II. O eu-lírico caracteriza-se como um criador literário que não consegue terminar sua obra.
III. A criação literária é vista pelo eu-lírico com alguns obstáculos, porém solucionados.
Estão corretas apenas as afirmativas:
Alternativas
Q4300419 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

Disponível em: http://bichinhosdejardim.com/

De acordo com a leitura da tirinha, todas as alternativas estão corretas, exceto
Alternativas
Q4300417 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

Os graduados em redes sociais!

Roberto Issamu Yosida

Em tempos de conectividade total, vivenciamos um mundo de graduados em redes baseados em informações e imagens.

Todos têm informações, muitas sem nenhuma veracidade, variadas e aparentemente de fácil entendimento através de animações, gráficos, representações e falas de oradores talentosos e convincentes. Tudo muito visual e aparentemente verdadeiro. Cheio de informações céleres.

Tem-se a sensação do aprendizado fácil e rápido, seletivo de acordo com o desejo de enxergar sob ótica própria, sem argumentações, pensamento crítico e o contraditório do tema. Em geral, não há meio termo, mas polarização rasa e binária. O aprendizado necessita reflexão, tolerância e experiência de outros. Foi e será assim. Os autodidatas natos são espécie raríssima.

Na pandemia, a todo momento vemos manifestações de quem é ousado e arrisca se proclamar expert no que fala. Todos formam uma opinião baseada em sentimentos e, muitas vezes, em desespero ou até esperança.

O cérebro humano é deveras complexo e interessante. Pensemos no efeito Dunning-Kruger. Explico: nosso cérebro superestima nossas capacidades, de maneira que quanto menos sabemos sobre algo, mais cremos saber. Os que têm capacidade moderada são os que têm consciência de sua limitação e pouca habilidade. Os muito bons no assunto são os que subestimam suas capacidades porque têm facilidade em executar aquela tarefa. Essa deve ser a motivação para o aprendizado contínuo e a consciência de que “só sei que nada sei” e que preciso melhorar.

Temos dificuldades para entender o crescimento exponencial; parece lógico, mas não é. A sensação é de que o crescimento é lento e temos dificuldade em enxergar a rapidez.

Repentinamente, temos uma série de especialistas em pandemia. Não ouso opinar depois de muitos anos de Medicina. Deixo para os afeitos ao tema, seguramente acertarão mais do que eu. Seria mero exercício de “achismo”.

Muitas profissões precisam do amadurecimento e da passagem do ensinamento dos mestres. Do caráter, do comportamento, da ética. Não somente do conhecimento técnico. Esse pode ser adquirido nos livros e agora nos meios eletrônicos. Medicina é uma delas. Sem médicos e sem pacientes, não há Medicina. Pode haver diagnósticos e tratamentos robotizados, que não servirão ao ser humano. Porque esse necessita da proximidade, que tanto nos falta nesse momento de isolamento social. Talvez seja um dos legados desse tempo que vivemos.

 

*Roberto Issamu Yosida é presidente do CRM-PR.

**Artigo publicado no Portal Bem Paraná de 08/05/2020.

***As opiniões emitidas nos artigos desta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do CRM-PR

Disponível em https://www.crmpr.org.br/Os-graduados-emredes-sociais-13-54031.shtml 01)

Sobre os verbos destacados no trecho “O aprendizado necessita reflexão, tolerância e experiência de outros. Foi e será assim. Os autodidatas natos são espécie raríssima.”, analise as seguintes afirmações.
I. Todos estão conjugados em tempos do modo indicativo.
II. Todos exprimem certeza do falante em relação ao que é comunicado.
III. “Necessita” exprime uma ideia de atemporalidade, apesar de estar flexionado no presente.
É correto o que se afirma em
Alternativas
Q4300416 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

Os graduados em redes sociais!

Roberto Issamu Yosida

Em tempos de conectividade total, vivenciamos um mundo de graduados em redes baseados em informações e imagens.

Todos têm informações, muitas sem nenhuma veracidade, variadas e aparentemente de fácil entendimento através de animações, gráficos, representações e falas de oradores talentosos e convincentes. Tudo muito visual e aparentemente verdadeiro. Cheio de informações céleres.

Tem-se a sensação do aprendizado fácil e rápido, seletivo de acordo com o desejo de enxergar sob ótica própria, sem argumentações, pensamento crítico e o contraditório do tema. Em geral, não há meio termo, mas polarização rasa e binária. O aprendizado necessita reflexão, tolerância e experiência de outros. Foi e será assim. Os autodidatas natos são espécie raríssima.

Na pandemia, a todo momento vemos manifestações de quem é ousado e arrisca se proclamar expert no que fala. Todos formam uma opinião baseada em sentimentos e, muitas vezes, em desespero ou até esperança.

O cérebro humano é deveras complexo e interessante. Pensemos no efeito Dunning-Kruger. Explico: nosso cérebro superestima nossas capacidades, de maneira que quanto menos sabemos sobre algo, mais cremos saber. Os que têm capacidade moderada são os que têm consciência de sua limitação e pouca habilidade. Os muito bons no assunto são os que subestimam suas capacidades porque têm facilidade em executar aquela tarefa. Essa deve ser a motivação para o aprendizado contínuo e a consciência de que “só sei que nada sei” e que preciso melhorar.

Temos dificuldades para entender o crescimento exponencial; parece lógico, mas não é. A sensação é de que o crescimento é lento e temos dificuldade em enxergar a rapidez.

Repentinamente, temos uma série de especialistas em pandemia. Não ouso opinar depois de muitos anos de Medicina. Deixo para os afeitos ao tema, seguramente acertarão mais do que eu. Seria mero exercício de “achismo”.

Muitas profissões precisam do amadurecimento e da passagem do ensinamento dos mestres. Do caráter, do comportamento, da ética. Não somente do conhecimento técnico. Esse pode ser adquirido nos livros e agora nos meios eletrônicos. Medicina é uma delas. Sem médicos e sem pacientes, não há Medicina. Pode haver diagnósticos e tratamentos robotizados, que não servirão ao ser humano. Porque esse necessita da proximidade, que tanto nos falta nesse momento de isolamento social. Talvez seja um dos legados desse tempo que vivemos.

 

*Roberto Issamu Yosida é presidente do CRM-PR.

**Artigo publicado no Portal Bem Paraná de 08/05/2020.

***As opiniões emitidas nos artigos desta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do CRM-PR

Disponível em https://www.crmpr.org.br/Os-graduados-emredes-sociais-13-54031.shtml 01)

Tendo como referência o estudo de Dunning-Kruger, pode-se inferir que o autor do texto está no grupo das pessoas que
Alternativas
Q4300415 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

Os graduados em redes sociais!

Roberto Issamu Yosida

Em tempos de conectividade total, vivenciamos um mundo de graduados em redes baseados em informações e imagens.

Todos têm informações, muitas sem nenhuma veracidade, variadas e aparentemente de fácil entendimento através de animações, gráficos, representações e falas de oradores talentosos e convincentes. Tudo muito visual e aparentemente verdadeiro. Cheio de informações céleres.

Tem-se a sensação do aprendizado fácil e rápido, seletivo de acordo com o desejo de enxergar sob ótica própria, sem argumentações, pensamento crítico e o contraditório do tema. Em geral, não há meio termo, mas polarização rasa e binária. O aprendizado necessita reflexão, tolerância e experiência de outros. Foi e será assim. Os autodidatas natos são espécie raríssima.

Na pandemia, a todo momento vemos manifestações de quem é ousado e arrisca se proclamar expert no que fala. Todos formam uma opinião baseada em sentimentos e, muitas vezes, em desespero ou até esperança.

O cérebro humano é deveras complexo e interessante. Pensemos no efeito Dunning-Kruger. Explico: nosso cérebro superestima nossas capacidades, de maneira que quanto menos sabemos sobre algo, mais cremos saber. Os que têm capacidade moderada são os que têm consciência de sua limitação e pouca habilidade. Os muito bons no assunto são os que subestimam suas capacidades porque têm facilidade em executar aquela tarefa. Essa deve ser a motivação para o aprendizado contínuo e a consciência de que “só sei que nada sei” e que preciso melhorar.

Temos dificuldades para entender o crescimento exponencial; parece lógico, mas não é. A sensação é de que o crescimento é lento e temos dificuldade em enxergar a rapidez.

Repentinamente, temos uma série de especialistas em pandemia. Não ouso opinar depois de muitos anos de Medicina. Deixo para os afeitos ao tema, seguramente acertarão mais do que eu. Seria mero exercício de “achismo”.

Muitas profissões precisam do amadurecimento e da passagem do ensinamento dos mestres. Do caráter, do comportamento, da ética. Não somente do conhecimento técnico. Esse pode ser adquirido nos livros e agora nos meios eletrônicos. Medicina é uma delas. Sem médicos e sem pacientes, não há Medicina. Pode haver diagnósticos e tratamentos robotizados, que não servirão ao ser humano. Porque esse necessita da proximidade, que tanto nos falta nesse momento de isolamento social. Talvez seja um dos legados desse tempo que vivemos.

 

*Roberto Issamu Yosida é presidente do CRM-PR.

**Artigo publicado no Portal Bem Paraná de 08/05/2020.

***As opiniões emitidas nos artigos desta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do CRM-PR

Disponível em https://www.crmpr.org.br/Os-graduados-emredes-sociais-13-54031.shtml 01)

Sobre os termos destacados no trecho, “Todos têm informações, muitas sem nenhuma veracidade, variadas e aparentemente de fácil entendimento através de animações, gráficos, representações e falas de oradores talentosos e convincentes. Tudo muito visual e aparentemente verdadeiro.”, analise as seguintes afirmativas.
I. Os termos destacados são classificados como advérbios de acordo com a gramática normativa.
II. Os termos destacados são classificados como adjetivos de acordo com a gramática normativa.
III. Os termos destacados indicam a opinião do autor em relação ao assunto discutido no texto.
IV. Os termos destacados estabelecem o pressuposto de que informações confiáveis não são adquiridas de forma simplista.
É correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4300414 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.

Os graduados em redes sociais!

Roberto Issamu Yosida

Em tempos de conectividade total, vivenciamos um mundo de graduados em redes baseados em informações e imagens.

Todos têm informações, muitas sem nenhuma veracidade, variadas e aparentemente de fácil entendimento através de animações, gráficos, representações e falas de oradores talentosos e convincentes. Tudo muito visual e aparentemente verdadeiro. Cheio de informações céleres.

Tem-se a sensação do aprendizado fácil e rápido, seletivo de acordo com o desejo de enxergar sob ótica própria, sem argumentações, pensamento crítico e o contraditório do tema. Em geral, não há meio termo, mas polarização rasa e binária. O aprendizado necessita reflexão, tolerância e experiência de outros. Foi e será assim. Os autodidatas natos são espécie raríssima.

Na pandemia, a todo momento vemos manifestações de quem é ousado e arrisca se proclamar expert no que fala. Todos formam uma opinião baseada em sentimentos e, muitas vezes, em desespero ou até esperança.

O cérebro humano é deveras complexo e interessante. Pensemos no efeito Dunning-Kruger. Explico: nosso cérebro superestima nossas capacidades, de maneira que quanto menos sabemos sobre algo, mais cremos saber. Os que têm capacidade moderada são os que têm consciência de sua limitação e pouca habilidade. Os muito bons no assunto são os que subestimam suas capacidades porque têm facilidade em executar aquela tarefa. Essa deve ser a motivação para o aprendizado contínuo e a consciência de que “só sei que nada sei” e que preciso melhorar.

Temos dificuldades para entender o crescimento exponencial; parece lógico, mas não é. A sensação é de que o crescimento é lento e temos dificuldade em enxergar a rapidez.

Repentinamente, temos uma série de especialistas em pandemia. Não ouso opinar depois de muitos anos de Medicina. Deixo para os afeitos ao tema, seguramente acertarão mais do que eu. Seria mero exercício de “achismo”.

Muitas profissões precisam do amadurecimento e da passagem do ensinamento dos mestres. Do caráter, do comportamento, da ética. Não somente do conhecimento técnico. Esse pode ser adquirido nos livros e agora nos meios eletrônicos. Medicina é uma delas. Sem médicos e sem pacientes, não há Medicina. Pode haver diagnósticos e tratamentos robotizados, que não servirão ao ser humano. Porque esse necessita da proximidade, que tanto nos falta nesse momento de isolamento social. Talvez seja um dos legados desse tempo que vivemos.

 

*Roberto Issamu Yosida é presidente do CRM-PR.

**Artigo publicado no Portal Bem Paraná de 08/05/2020.

***As opiniões emitidas nos artigos desta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do CRM-PR

Disponível em https://www.crmpr.org.br/Os-graduados-emredes-sociais-13-54031.shtml 01)

No texto, “Os graduados em redes sociais!”, Roberto Issamu Yosida defende a ideia de que 
Alternativas
Q4271369 Português
Fim de mistério: livro desvenda quem delatou
Anne Frank aos nazistas


Raquel Carneiro
Data de publicação: 22 de janeiro de 2022.


      Aos 15 anos, Anne Frank travava uma luta entre seus dois lados: a Anne “jovial” e a “quieta”. Seria uma crise típica da adolescência, não fosse uma agravante: a garota estava trancada havia 25 meses com seus pais, Otto e Edith, a irmã Margot e mais quatro pessoas no fundo de um prédio em Amsterdã — escondidos na tentativa de escapar das atrocidades nazistas na II Guerra. O isolamento já lhe dava nos nervos, e seu lado melancólico vinha vencendo o jovial. Esse foi o tema do último texto da garota, datado de 1º de agosto de 1944, no incontornável bestseller O Diário de Anne Frank. Três dias depois, em 4 de agosto, por volta de 10 horas, um carro da SS, a polícia nazista, parou diante da empresa de temperos de Otto, fachada do Anexo — como o esconderijo era chamado. A invasão foi movida por um telefonema recebido pelo Alto Comando alemão. Os presos foram enviados a campos de concentração. Só Otto sobreviveu. Ao fim da guerra, ele tinha um objetivo: descobrir a identidade do delator do Anexo. O mistério, que passou por duas investigações oficiais na Holanda, em 1947 e em 1963, nunca fora resolvido. Até agora.

      A reabertura do caso foi uma tarefa hercúlea, que contou com especialistas de qualidades e nacionalidades distintas, e ganhou forma sob a liderança do americano Vince Pankoke, 64 anos, um ex-agente do FBI. As sete décadas que os separavam do ocorrido foi um complicador e tanto. As testemunhas haviam morrido e a cena do crime, a Casa Anne Frank, virou um ponto turístico com 1,2 milhão de visitantes ao ano. Foi essencial, então, a ajuda da empresa holandesa Xomnia, que desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial e catalogou 7 500 documentos, criando uma monumental rede de dados. “Teríamos demorado mais alguns anos sem programa”, contou Pankoke a VEJA.
[...]

      Ficou sob a responsabilidade da canadense Rosemary Sullivan, autora do livro, organizar e dar sentido ao robusto material. O lançamento do título fora do Brasil nesta semana foi bombástico, espalhando o resultado da investigação. Como em muitas outras situações que envolvem violência e traição, o perigo veio de dentro. Ao que tudo indica, um membro do conselho judaico holandês, o tabelião Arnold van den Bergh, entregou o endereço do Anexo para livrar a própria família da morte (era uma prática comum na Holanda pressionar judeus bem relacionados com a cúpula do nazismo para dedurar pessoas escondidas em troca de proteção). Há indícios de que, tempos depois, Otto descobriu seu traidor, mas manteve o segredo para não fomentar o clima antissemita. Pankoke diz que não julga Arnold, mas, sim, os nazistas. Faz sentido. Afinal, são eles os verdadeiros culpados pela morte de Anne Frank e de 6 milhões de judeus.
[...]


Adaptado: https://veja.abril.com.br/cultura/fim-de-misterio-livro-desvendaquem-delatou-anne-frank-aos-nazistas/, acesso em 07 de abr. de 2022.
Uma das inferências bastante fortes, presentes no texto, é a de que:
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Q4271368 Português
Fim de mistério: livro desvenda quem delatou
Anne Frank aos nazistas


Raquel Carneiro
Data de publicação: 22 de janeiro de 2022.


      Aos 15 anos, Anne Frank travava uma luta entre seus dois lados: a Anne “jovial” e a “quieta”. Seria uma crise típica da adolescência, não fosse uma agravante: a garota estava trancada havia 25 meses com seus pais, Otto e Edith, a irmã Margot e mais quatro pessoas no fundo de um prédio em Amsterdã — escondidos na tentativa de escapar das atrocidades nazistas na II Guerra. O isolamento já lhe dava nos nervos, e seu lado melancólico vinha vencendo o jovial. Esse foi o tema do último texto da garota, datado de 1º de agosto de 1944, no incontornável bestseller O Diário de Anne Frank. Três dias depois, em 4 de agosto, por volta de 10 horas, um carro da SS, a polícia nazista, parou diante da empresa de temperos de Otto, fachada do Anexo — como o esconderijo era chamado. A invasão foi movida por um telefonema recebido pelo Alto Comando alemão. Os presos foram enviados a campos de concentração. Só Otto sobreviveu. Ao fim da guerra, ele tinha um objetivo: descobrir a identidade do delator do Anexo. O mistério, que passou por duas investigações oficiais na Holanda, em 1947 e em 1963, nunca fora resolvido. Até agora.

      A reabertura do caso foi uma tarefa hercúlea, que contou com especialistas de qualidades e nacionalidades distintas, e ganhou forma sob a liderança do americano Vince Pankoke, 64 anos, um ex-agente do FBI. As sete décadas que os separavam do ocorrido foi um complicador e tanto. As testemunhas haviam morrido e a cena do crime, a Casa Anne Frank, virou um ponto turístico com 1,2 milhão de visitantes ao ano. Foi essencial, então, a ajuda da empresa holandesa Xomnia, que desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial e catalogou 7 500 documentos, criando uma monumental rede de dados. “Teríamos demorado mais alguns anos sem programa”, contou Pankoke a VEJA.
[...]

      Ficou sob a responsabilidade da canadense Rosemary Sullivan, autora do livro, organizar e dar sentido ao robusto material. O lançamento do título fora do Brasil nesta semana foi bombástico, espalhando o resultado da investigação. Como em muitas outras situações que envolvem violência e traição, o perigo veio de dentro. Ao que tudo indica, um membro do conselho judaico holandês, o tabelião Arnold van den Bergh, entregou o endereço do Anexo para livrar a própria família da morte (era uma prática comum na Holanda pressionar judeus bem relacionados com a cúpula do nazismo para dedurar pessoas escondidas em troca de proteção). Há indícios de que, tempos depois, Otto descobriu seu traidor, mas manteve o segredo para não fomentar o clima antissemita. Pankoke diz que não julga Arnold, mas, sim, os nazistas. Faz sentido. Afinal, são eles os verdadeiros culpados pela morte de Anne Frank e de 6 milhões de judeus.
[...]


Adaptado: https://veja.abril.com.br/cultura/fim-de-misterio-livro-desvendaquem-delatou-anne-frank-aos-nazistas/, acesso em 07 de abr. de 2022.
Quanto à tipologia textual o texto “Fim de mistério: livro desvenda quem delatou Anne Frank aos nazistas”, de Raquel Carneiro, o texto pode ser classificado, prioritariamente como:
Alternativas
Q4271367 Português
Fim de mistério: livro desvenda quem delatou
Anne Frank aos nazistas


Raquel Carneiro
Data de publicação: 22 de janeiro de 2022.


      Aos 15 anos, Anne Frank travava uma luta entre seus dois lados: a Anne “jovial” e a “quieta”. Seria uma crise típica da adolescência, não fosse uma agravante: a garota estava trancada havia 25 meses com seus pais, Otto e Edith, a irmã Margot e mais quatro pessoas no fundo de um prédio em Amsterdã — escondidos na tentativa de escapar das atrocidades nazistas na II Guerra. O isolamento já lhe dava nos nervos, e seu lado melancólico vinha vencendo o jovial. Esse foi o tema do último texto da garota, datado de 1º de agosto de 1944, no incontornável bestseller O Diário de Anne Frank. Três dias depois, em 4 de agosto, por volta de 10 horas, um carro da SS, a polícia nazista, parou diante da empresa de temperos de Otto, fachada do Anexo — como o esconderijo era chamado. A invasão foi movida por um telefonema recebido pelo Alto Comando alemão. Os presos foram enviados a campos de concentração. Só Otto sobreviveu. Ao fim da guerra, ele tinha um objetivo: descobrir a identidade do delator do Anexo. O mistério, que passou por duas investigações oficiais na Holanda, em 1947 e em 1963, nunca fora resolvido. Até agora.

      A reabertura do caso foi uma tarefa hercúlea, que contou com especialistas de qualidades e nacionalidades distintas, e ganhou forma sob a liderança do americano Vince Pankoke, 64 anos, um ex-agente do FBI. As sete décadas que os separavam do ocorrido foi um complicador e tanto. As testemunhas haviam morrido e a cena do crime, a Casa Anne Frank, virou um ponto turístico com 1,2 milhão de visitantes ao ano. Foi essencial, então, a ajuda da empresa holandesa Xomnia, que desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial e catalogou 7 500 documentos, criando uma monumental rede de dados. “Teríamos demorado mais alguns anos sem programa”, contou Pankoke a VEJA.
[...]

      Ficou sob a responsabilidade da canadense Rosemary Sullivan, autora do livro, organizar e dar sentido ao robusto material. O lançamento do título fora do Brasil nesta semana foi bombástico, espalhando o resultado da investigação. Como em muitas outras situações que envolvem violência e traição, o perigo veio de dentro. Ao que tudo indica, um membro do conselho judaico holandês, o tabelião Arnold van den Bergh, entregou o endereço do Anexo para livrar a própria família da morte (era uma prática comum na Holanda pressionar judeus bem relacionados com a cúpula do nazismo para dedurar pessoas escondidas em troca de proteção). Há indícios de que, tempos depois, Otto descobriu seu traidor, mas manteve o segredo para não fomentar o clima antissemita. Pankoke diz que não julga Arnold, mas, sim, os nazistas. Faz sentido. Afinal, são eles os verdadeiros culpados pela morte de Anne Frank e de 6 milhões de judeus.
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Adaptado: https://veja.abril.com.br/cultura/fim-de-misterio-livro-desvendaquem-delatou-anne-frank-aos-nazistas/, acesso em 07 de abr. de 2022.
Considere o enunciado “Há indícios de que, tempos depois, Otto descobriu seu traidor, mas manteve o segredo para não fomentar o clima antissemita” e marque a alternativa em que pelo texto se pode compreender a contradição/quebra de expectativa indicada pelo MAS: 
Alternativas
Q4266974 Português
4 mil beagles resgatados nos EUA esperam por adoção 

        Cerca de 4 mil beagles estão em processo de adoção nos EUA. Os cachorros variam entre mais novos e filhotes e podem ser adotados no estado de Virginia. Eles foram resgatados das instalações da Envigo RMS LLC em Cumberland, Virgínia, que os criavam para serem vendidos a laboratórios para experimentação animal.

        "Quatro mil é um grande número", disse Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society. “E vai levar 60 dias para tirar todos esses animais, e trabalhar com nossos parceiros de abrigo e resgate em todo o país, trabalhando com eles para levar esses cães para um lar sempre amoroso”.

Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA processou a Envigo alegando violações da Lei de Bem-Estar Animal na instalação.

        Os inspetores do governo descobriram que os beagles estavam sendo mortos em vez de receber tratamento veterinário para condições facilmente tratadas; as mães beagles que amamentam foram negadas comida; a comida que recebiam continha larvas, mofo e fezes; e durante um período de oito semanas, 25 filhotes de beagle morreram de exposição ao frio.

        Em 2019, descobrimos que havia um lugar no condado de Cumberland que criava beagles, lindos cães beagle para experimentação”, disse Stanley. "Tentei fechá-los em 2019, mas não obtive sucesso. Mas, ao longo dos anos, nunca paramos de lutar."

        A Humane Society levou 201 beagles para seu centro de atendimento e reabilitação, onde receberão atendimento até serem transportados para organizações experientes em lidar com animais que vêm com traumas como os beagles, como a Massachusetts Society for the Prevention of Cruelty para Animais (MSPCA), Wisconsin Humane e Dakin Humane.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/10/4-mil-beaglesresgatados-nos-eua-esperam-por-adocao.ghtml Acesso em 12 de agosto de 2022. 
Assinale a alternativa que apresente um sinônimo adequado para o termo em destaque no período: “Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA processou a Envigo alegando violações da Lei de Bem-Estar Animal na instalação”. 
Alternativas
Q4266972 Português
4 mil beagles resgatados nos EUA esperam por adoção 

        Cerca de 4 mil beagles estão em processo de adoção nos EUA. Os cachorros variam entre mais novos e filhotes e podem ser adotados no estado de Virginia. Eles foram resgatados das instalações da Envigo RMS LLC em Cumberland, Virgínia, que os criavam para serem vendidos a laboratórios para experimentação animal.

        "Quatro mil é um grande número", disse Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society. “E vai levar 60 dias para tirar todos esses animais, e trabalhar com nossos parceiros de abrigo e resgate em todo o país, trabalhando com eles para levar esses cães para um lar sempre amoroso”.

Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA processou a Envigo alegando violações da Lei de Bem-Estar Animal na instalação.

        Os inspetores do governo descobriram que os beagles estavam sendo mortos em vez de receber tratamento veterinário para condições facilmente tratadas; as mães beagles que amamentam foram negadas comida; a comida que recebiam continha larvas, mofo e fezes; e durante um período de oito semanas, 25 filhotes de beagle morreram de exposição ao frio.

        Em 2019, descobrimos que havia um lugar no condado de Cumberland que criava beagles, lindos cães beagle para experimentação”, disse Stanley. "Tentei fechá-los em 2019, mas não obtive sucesso. Mas, ao longo dos anos, nunca paramos de lutar."

        A Humane Society levou 201 beagles para seu centro de atendimento e reabilitação, onde receberão atendimento até serem transportados para organizações experientes em lidar com animais que vêm com traumas como os beagles, como a Massachusetts Society for the Prevention of Cruelty para Animais (MSPCA), Wisconsin Humane e Dakin Humane.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/10/4-mil-beaglesresgatados-nos-eua-esperam-por-adocao.ghtml Acesso em 12 de agosto de 2022. 
Assinale a alternativa que apresente o termo retomado pelo termo em destaque no período: “Eles foram resgatados das instalações da Envigo RMS LLC em Cumberland, Virgínia, que criavam para serem vendidos a laboratórios para experimentação animal”.
Alternativas
Q4266970 Português
4 mil beagles resgatados nos EUA esperam por adoção 

        Cerca de 4 mil beagles estão em processo de adoção nos EUA. Os cachorros variam entre mais novos e filhotes e podem ser adotados no estado de Virginia. Eles foram resgatados das instalações da Envigo RMS LLC em Cumberland, Virgínia, que os criavam para serem vendidos a laboratórios para experimentação animal.

        "Quatro mil é um grande número", disse Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society. “E vai levar 60 dias para tirar todos esses animais, e trabalhar com nossos parceiros de abrigo e resgate em todo o país, trabalhando com eles para levar esses cães para um lar sempre amoroso”.

Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA processou a Envigo alegando violações da Lei de Bem-Estar Animal na instalação.

        Os inspetores do governo descobriram que os beagles estavam sendo mortos em vez de receber tratamento veterinário para condições facilmente tratadas; as mães beagles que amamentam foram negadas comida; a comida que recebiam continha larvas, mofo e fezes; e durante um período de oito semanas, 25 filhotes de beagle morreram de exposição ao frio.

        Em 2019, descobrimos que havia um lugar no condado de Cumberland que criava beagles, lindos cães beagle para experimentação”, disse Stanley. "Tentei fechá-los em 2019, mas não obtive sucesso. Mas, ao longo dos anos, nunca paramos de lutar."

        A Humane Society levou 201 beagles para seu centro de atendimento e reabilitação, onde receberão atendimento até serem transportados para organizações experientes em lidar com animais que vêm com traumas como os beagles, como a Massachusetts Society for the Prevention of Cruelty para Animais (MSPCA), Wisconsin Humane e Dakin Humane.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/10/4-mil-beaglesresgatados-nos-eua-esperam-por-adocao.ghtml Acesso em 12 de agosto de 2022. 
Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com o texto:
Alternativas
Q4265750 Português
Leilão dos apartamentos do “prédio giratório” de Curitiba acontece nesta sexta


    Os apartamentos do edifício Suite Vollard, conhecido como o prédio giratório de Curitiba, vão a leilão nesta sexta-feira (18). Os 10 imóveis, que ficam no bairro Mossunguê, poderão ser habitados pela primeira vez desde sua inauguração, em 2004. Neste primeiro momento, os apartamentos têm lance inicial de R$ 1,4 milhões cada, preço bem menor comparado aos valores iniciais, quando custavam cerca de R$ 2,3 milhões.

    Caso não sejam vendidos, um novo leilão está marcado para o dia 24 de fevereiro, com lance inicial de R$ 849 mil, equivalente a 60% do valor avaliado, um desconto de 40%. Quem comandará as vendas é o leiloeiro público Helcio Kronberg.

     De acordo com Kronberg, o juízo determinou a venda de vários apartamentos. Entretanto, caso o valor da execução seja atingido antes de todos os lofts serem leiloados, o leilão poderá ser finalizado. Portanto, quem tiver interesse já deve registrar seus lances previamente. O leilão iniciará pelos apartamentos dos andares mais altos para os mais baixos.

   O município de Curitiba, credor em mais de R$ 1 milhão pelo IPTU devido, e alguns outros credores dos proprietários, já estão requerendo ao juízo da 21ª Vara Cível de Curitiba a reserva de seus créditos, o que poderá favorecer a venda de mais unidades. Para participar, os interessados precisam fazer um cadastro prévio no site da Kronberg Leilões. Os lances podem ser feitos à vista ou parcelados, com entrada de 25% e o remanescente em até 30 parcelas. Essa é primeira vez que os imóveis serão vendidos após as diversas tentativas feitas em 2018, quando não houve nenhum comprador.

     A história do prédio é bastante famosa na capital paranaense. O projeto pioneiro, feito em 1997, saiu do papel em 2004 e atraiu olhares do mundo todo, com espaço até em uma matéria exclusiva do The New York Times e uma citação no The Economist. Na estrutura há um anel externo que gira impulsionado por um motor de 40 cavalos. Apesar do sucesso de mídia, os apartamentos nunca foram habitados. Na época, o motivo apontado foi o alto valor da venda para um empreendimento desse porte, além de problemas judiciais enfrentados pela Construtora Moro, responsável pela obra.

    Cada andar pode se mover de maneira independente nos sentidos horário ou anti-horário, de acordo com a preferência do morador, e há pouco atrito no movimento. Os únicos aposentos fixos são a cozinha e o banheiro, por causa do encanamento. O giro completo do Suíte Vollard é feito em uma hora e pode ser ativado por comandos de voz, ou por um painel eletrônico instalado na parede, que controla também luz, ar-condicionado e sistemas de segurança.

    Os apartamentos são cercados de janelas e oferecem vista 360° da cidade, além de receberem luz do sol a qualquer hora do dia. O prédio conta com 11 lofts de 270 metros quadrados cada.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/leilao-dosapartamentos-do-predio-giratorio-de-curitiba-acontece-nesta-sexta/ Acesso em 20 de fevereiro de 2022
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4265244 Português
Ciclone em SC: Defesa Civil alerta para chuvas fortes e ventos de até 100 km/h

    O deslocamento de um ciclone extratropical deixa o tempo instável em Santa Catarina nesta quarta-feira (10), com rajadas de vento forte e risco muito alto para alagamentos, deslizamentos, enxurradas e inundações. As autoridades estão em alerta porque o clima instável pode afetar o tráfego aéreo e marítimo.
    De acordo com a Defesa Civil do estado, a chuva deve ser persistente, com intensidade moderada a forte em alguns momentos do dia. As rajadas de vento variam de 55 km/h a 85 km/h, podendo se aproximar dos 100 km/h.
   O órgão também alerta para o risco muito alto para ocorrências relacionadas aos ventos, como destelhamentos, queda de árvores, de galhos e danos à rede elétrica. Uma massa de ar frio que se aproxima de Santa Catarina deve melhorar as condições climáticas a partir da noite desta quarta.
    Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (10), a meteorologista da Climatempo Maria Clara Sassaki afirmou que o ciclone extratropical tem intensidade forte e avança rápido pelo país ao longo da semana.
    Além dos transtornos em Santa Catarina, Sassaki afirmou que o ciclone deve provocar contratempos no Nordeste também. Para a região Centro-Oeste, a meteorologista explicou que a passagem do fenômeno representa chuva acima do normal, principalmente em Mato Grosso.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/defesa-civil-alerta-para-riscomuito-alto-de-deslizamentos-com-passagem-de-ciclone-em-sc/ Acesso em 12 de agosto de 2022.
Assinale a alternativa que apresente o nome ao qual se refere os termos em destaque no período: “O órgão também alerta para o risco muito alto para ocorrências relacionadas aos ventos, como destelhamentos, queda de árvores, de galhos e danos à rede elétrica”.
Alternativas
Q4265243 Português
Ciclone em SC: Defesa Civil alerta para chuvas fortes e ventos de até 100 km/h

    O deslocamento de um ciclone extratropical deixa o tempo instável em Santa Catarina nesta quarta-feira (10), com rajadas de vento forte e risco muito alto para alagamentos, deslizamentos, enxurradas e inundações. As autoridades estão em alerta porque o clima instável pode afetar o tráfego aéreo e marítimo.
    De acordo com a Defesa Civil do estado, a chuva deve ser persistente, com intensidade moderada a forte em alguns momentos do dia. As rajadas de vento variam de 55 km/h a 85 km/h, podendo se aproximar dos 100 km/h.
   O órgão também alerta para o risco muito alto para ocorrências relacionadas aos ventos, como destelhamentos, queda de árvores, de galhos e danos à rede elétrica. Uma massa de ar frio que se aproxima de Santa Catarina deve melhorar as condições climáticas a partir da noite desta quarta.
    Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (10), a meteorologista da Climatempo Maria Clara Sassaki afirmou que o ciclone extratropical tem intensidade forte e avança rápido pelo país ao longo da semana.
    Além dos transtornos em Santa Catarina, Sassaki afirmou que o ciclone deve provocar contratempos no Nordeste também. Para a região Centro-Oeste, a meteorologista explicou que a passagem do fenômeno representa chuva acima do normal, principalmente em Mato Grosso.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/defesa-civil-alerta-para-riscomuito-alto-de-deslizamentos-com-passagem-de-ciclone-em-sc/ Acesso em 12 de agosto de 2022.
Assinale a alternativa que apresente um ANTÔNIMO adequado para o termo em destaque no período: “De acordo com a Defesa Civil do estado, a chuva deve ser persistente, com intensidade moderada a forte em alguns momentos do dia”.
Alternativas
Respostas
47281: D
47282: C
47283: E
47284: D
47285: C
47286: C
47287: E
47288: C
47289: C
47290: B
47291: D
47292: C
47293: C
47294: A
47295: E
47296: D
47297: B
47298: E
47299: B
47300: C