Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 140.563 questões
I. A proposta (primeiro parágrafo):
a. projeto que determina a inclusão da contagem domiciliar de cachorros e gatos no Censo Demográfico
b. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
II. A medida (terceiro parágrafo):
a. a inclusão da contagem domiciliar de cachorros e gatos no Censo Demográfico
b. mapear surtos epidêmicos e problemas de zoonoses, para conhecer as origens e combater as causas, além de registrar o tratamento dado a esses animais e orientar o combate a maus-tratos
III. O país (quinto parágrafo):
a. Censo Pet IPB
b. Brasil
Assinale a alternativa que apresenta a associação correta:
(__)Trata-se de um gênero jornalístico chamado notícia.
(__)O texto apresenta o tipo textual injuntivo.
(__)O texto apresenta o tipo textual descritivo.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
I.Os cães e gatos serão incluídos no Censo, pois muitas pessoas consideram os animais de estimação como membros de suas famílias.
II.Como a Câmara dos Deputados já aprovou a proposta, a ideia de inclusão dos animais no Censo já está válida para a próxima edição do levantamento.
III.Um dos argumentos empregado pelos deputados está relacionado a surtos epidêmicos e a questões de zoonoses.
É correto o que se afirma em:

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Síndrome da pessoa rígida: doença neurológica causa dor e limita movimentos
A Síndrome da pessoa rígida, antigamente chamada de síndrome do homem rígido, causa dores e espasmos musculares intensos. No decorrer dos anos, aqueles que sofrem com a condição podem desenvolver rigidez permanente em áreas importantes do corpo.
A síndrome é uma condição autoimune rara que, comumente, começa enrijecendo músculos do tronco, pernas, braços, até chegar em outros músculos do corpo. Alguns casos são piores do que outros, já que há pacientes que precisam de tratamento contínuo para manter um pouco de qualidade de vida; outros casos podem levar a uma rigidez extrema que limita a capacidade de andar e se locomover.
Como é muito rara, a síndrome neurológica costuma afetar apenas um paciente em cada um milhão de pessoas, e as mulheres têm duas vezes mais chances de serem diagnosticadas com a condição. Normalmente, os primeiros sinais do problema costumam aparecer entre 30 e 60 anos, contudo, podem ocorrer em qualquer idade.
Apesar de surgir em diferentes pessoas, é mais comum que a doença se desenvolva em pacientes com outras doenças autoimunes, como diabete, vitiligo, tireoide e anemia perniciosa. Além disso, a síndrome também está associada a pessoas com câncer de pulmão, cólon, mama, tireoide etc.
Síndrome da pessoa rígida: doença neurológica causa dor e limita movimentos (msn.com). Adaptado.
A síndrome da pessoa rígida (SPR) é um distúrbio raro que costuma paralisar o movimento das pessoas ao afetar o sistema nervoso central. A condição é autoimune e atinge o cérebro e a medula espinhal do paciente - no início, ela pode até aparecer e desaparecer, mas ao longo do tempo, a rigidez será constante.
De acordo com o texto:

I."semelhante às que se repetem agora":
a.ondas de calor.
b.latitudes.
II."Não se pode esquecer que a região tem uma população":
a.uma das áreas mais ricas do planeta.
b.Europa.
III." O número equivale a 9,5% de todos os óbitos globais":
a.5 milhões de pessoas.
b.Cerca de 10% das mortes se dão em razão do calor excessivo e 90% devido ao frio.
IV." O estudo foi coordenado por uma equipe australiana da Universidade Monash":
a.Um terceiro levantamento ainda mais recente, publicado em maio do ano passado novamente na Lancet Planet Health.
b.Lancet Planet Health.
Assinale a alternativa que apresenta a associação correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano
As ondas de calor no verão europeu de 2022, de magnitude semelhante às que se repetem agora naquelas latitudes, foram responsáveis pela morte de cerca de 61.600 pessoas entre o final de maio e o início de setembro do ano passado, a maioria idosos e mulheres. Essa foi a principal conclusão de um artigo publicado em julho de 2023 na revista científica Nature Medicine.
A população dos países mediterrâneos foi a mais atingida. Apenas na Itália e na Espanha houve, respectivamente, 18 mil e 11.300 óbitos, segundo o estudo. "O Mediterrâneo é afetado pelo processo de desertificação. As ondas de calor são amplificadas no verão somente por causa dessas condições mais secas", disse à agência de notícias Reuters o climatologista espanhol Joan Ballester, do Instituto de Saúde Global de Barcelona, autor principal do estudo.
Mas na Alemanha, país de clima temperado, o impacto do calor também foi expressivo: 8.100 habitantes sucumbiram a temperaturas que bateram na casa dos 40 graus Celsius (°C).
O número de mortes na Europa, uma das áreas mais ricas do planeta, impressiona por causa de episódios de calor intenso. Não se pode esquecer que a região tem uma população com expressiva proporção de pessoas com mais de 65 anos, mais vulneráveis às variações de temperatura e historicamente preparada e acostumada a lidar com os rigores do frio − não com o ar sufocante e incêndios florestais de verões tórridos. A quantidade de óbitos globais anuais associados a variações extremas de temperatura, tanto para cima como para baixo da zona de maior conforto térmico para o ser humano (de 22 a 26 °C), é da ordem de milhões e coloca os números de vítimas fatais no verão europeu sob outra perspectiva.

Não há consenso sobre o total de óbitos em todo o mundo associados a alterações bruscas ou expressivas de temperatura. Estudos com diferentes metodologias atribuem um número distinto de óbitos à dança dos termômetros. Artigo publicado em 2021 na revista Lancet Planet Health calculou que 5 milhões de pessoas morram anualmente devido a variações térmicas bruscas ou expressivas. O número equivale a 9,5% de todos os óbitos globais. Pouco mais de três quartos das vítimas fatais moram na Ásia ou na África. Cerca de 10% das mortes se dão em razão do calor excessivo e 90% devido ao frio.
Outro estudo epidemiológico, coordenado por um grupo do Instituto de Métrica da Saúde e Avaliação, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, calculou em quase 1,7 milhão as vítimas fatais em todo o mundo de extremos de temperatura em 2019. O trabalho saiu no periódico Lancet em agosto de 2021. O artigo estimou em aproximadamente 17.300 as mortes anuais por variações térmicas no Brasil, dois terços delas associadas ao frio e um terço ao calor.
Um terceiro levantamento ainda mais recente, publicado em maio do ano passado novamente na Lancet Planet Health, calculou que, entre 2000 e 2019, pouco mais de 1,7 milhão de pessoas perderam a vida por ano em razão de variações significativas de temperatura. O estudo foi coordenado por uma equipe australiana da Universidade Monash. Independentemente de qual trabalho esteja mais perto da realidade, um ponto central e comum é que calor ou frio em demasia mata aos milhões.
Para o médico patologista Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), coautor dos dois estudos publicados na Lancet Planet Health, a área de saúde pública precisa considerar a previsão climática como uma das variáveis que influenciam sua prática. "Há tempos, a agricultura se planeja em função das variações do clima, se vai chover mais ou menos, se vai estar mais quente ou frio", diz Saldiva. "Precisamos fazer isso também."
Ele cita um exemplo do que ocorre na capital paulista. Nas jornadas mais quentes, aquelas que entram na casa dos 2% dos dias mais tórridos de um ano, há um aumento de 50% no número de mortes em São Paulo. Em vez de 200 óbitos diários, ocorrem 300. As pessoas podem ter um mal-estar súbito devido às altas temperaturas, acompanhadas, às vezes, de baixa umidade e quase sempre de altas doses de poluição atmosférica.
As condições térmicas adversas interferem no metabolismo do corpo humano. Alteram as funções cardiovascular, renal e de controle da pressão arterial, além dos níveis de hormônios como o cortisol e o da tiroide. Os vasos periféricos se dilatam, podem ocorrer tonturas, o coração passa a bater mais forte. "Os idosos e as crianças são os mais expostos a essa situação", diz o patologista. Os óbitos são a perda mais extrema diante de um grande desconforto térmico. Há, ainda, impactos mais sutis, que afetam de forma menos acentuada a qualidade de vida.
Retirado e adaptado de: PIVETTA, Marcos. Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: voocar-55-mmihhoe-de-mmorres-poraano/ iacoes-de-temperaturas-podem-provocar-5-milhoes-de-mortes-por-ano/ Acesso em: 01 set., 2023.
I."semelhante às que se repetem agora":
a.ondas de calor.
b.latitudes.
II."Não se pode esquecer que a região tem uma população":
a.uma das áreas mais ricas do planeta.
b.Europa.
III." O número equivale a 9,5% de todos os óbitos globais":
a.5 milhões de pessoas.
b.Cerca de 10% das mortes se dão em razão do calor excessivo e 90% devido ao frio.
IV." O estudo foi coordenado por uma equipe australiana da Universidade Monash":
a.Um terceiro levantamento ainda mais recente, publicado em maio do ano passado novamente na Lancet Planet Health.
b.Lancet Planet Health.
Assinale a alternativa que apresenta a associação correta:
Analise o texto abaixo:
Pela ______________acidentada, peculiar da região, Videira possui muitos ___________naturais como: rios, __________________e áreas verdes.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Safra de uva está com frutos de boa qualidade e colheita antecipada em SC
A falta de chuva em 2020 impactou de forma positiva a produção de uva de mesa: os frutos estão com mais qualidade, visto que o clima seco contribuiu para a sanidade dos parreirais, e a grande quantidade de dias quentes proporcionou o amadurecimento prematuro dos cachos, antecipando a colheita em 10 a 15 dias em 2021. As informações são do pesquisador André Luiz Kulkamp de Souza, gerente da Estação Experimental da Epagri em Videira (EEV).
Segundo ele, o volume de produção deve ficar dentro do esperado. “O diferencial será a qualidade, que promete ficar acima da média. Teremos uvas doces e bonitas. Com menor quantidade de chuvas, os parreirais ficaram mais sadios e demandaram menos pulverizações, pois a maioria das doenças da cultura precisa de umidade para se desenvolver, e nesta safra não aconteceu essa condição. O excesso de chuva também faz com que o produtor colha a fruta antes de ela atingir o grau de maturação ideal para evitar o apodrecimento dos cachos, e isso também interfere na qualidade”, ressalta o pesquisador.
Edson Grando começou a colheita no dia 10 de janeiro. Segundo ele, os frutos estão com cor mais acentuada e com maior teor de açúcares. Essas informações são confirmadas pelo viticultor de Videira, Edson Antonio Grando, que começou a colheita com 10 dias de antecedência, no dia 10 de janeiro. Segundo ele, a fruta está com cor mais acentuada e com maior teor de açúcares, o que melhora o preço de venda das variedades destinadas à produção de suco.
Disponível em: < https://www.epagri.sc.gov.br/index. php/2021/01/22/safra-de-uva-tera-frutos-de-boa-qualidade-e-colheita-antecipada-em-sc/>. Publicado em 21 de já. 2021. Acesso em: 03 de dez. 2022. Fragmento adaptado.
Safra de uva está com frutos de boa qualidade e colheita antecipada em SC
A falta de chuva em 2020 impactou de forma positiva a produção de uva de mesa: os frutos estão com mais qualidade, visto que o clima seco contribuiu para a sanidade dos parreirais, e a grande quantidade de dias quentes proporcionou o amadurecimento prematuro dos cachos, antecipando a colheita em 10 a 15 dias em 2021. As informações são do pesquisador André Luiz Kulkamp de Souza, gerente da Estação Experimental da Epagri em Videira (EEV).
Segundo ele, o volume de produção deve ficar dentro do esperado. “O diferencial será a qualidade, que promete ficar acima da média. Teremos uvas doces e bonitas. Com menor quantidade de chuvas, os parreirais ficaram mais sadios e demandaram menos pulverizações, pois a maioria das doenças da cultura precisa de umidade para se desenvolver, e nesta safra não aconteceu essa condição. O excesso de chuva também faz com que o produtor colha a fruta antes de ela atingir o grau de maturação ideal para evitar o apodrecimento dos cachos, e isso também interfere na qualidade”, ressalta o pesquisador.
Edson Grando começou a colheita no dia 10 de janeiro. Segundo ele, os frutos estão com cor mais acentuada e com maior teor de açúcares. Essas informações são confirmadas pelo viticultor de Videira, Edson Antonio Grando, que começou a colheita com 10 dias de antecedência, no dia 10 de janeiro. Segundo ele, a fruta está com cor mais acentuada e com maior teor de açúcares, o que melhora o preço de venda das variedades destinadas à produção de suco.
Disponível em: < https://www.epagri.sc.gov.br/index. php/2021/01/22/safra-de-uva-tera-frutos-de-boa-qualidade-e-colheita-antecipada-em-sc/>. Publicado em 21 de já. 2021. Acesso em: 03 de dez. 2022. Fragmento adaptado.
A descoberta da insulina

(Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br/a-descoberta-da-insulina/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
A descoberta da insulina

(Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br/a-descoberta-da-insulina/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) No trecho “O diabetes é uma doença cujo registro mais antigo está em papiros no Egito, de 1.552 a.C. A descoberta de como mantê-la sob controle, porém, é uma história com pouco mais de 100 anos” o vocábulo “mantê-la” faz referência à “diabetes”.
( ) Na linha 14, “Eles” tem como referente “Frederick Banting” e “Charles Best”, anteriormente mencionados.
( ) “sua”, na linha 05, faz referência à palavra “insulina”, mencionada na mesma linha anteriormente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A descoberta da insulina

(Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br/a-descoberta-da-insulina/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Os pesquisadores iniciaram os experimentos em 1921 com um rapaz diabético de 14 anos.
II. Os níveis de açúcar no sangue são controlados pelo hormônio chamado insulina.
III. Registros muito antigos em papiros egípcios comprovam que cientistas descobriram como controlar o diabetes há séculos.
Quais estão corretas?
Antecedentes da Guerra do Contestado
No final do século XIX, as ferrovias começaram a se espalhar pelo território nacional, possibilitando a melhor comunicação entre os estados brasileiros e o escoamento da produção agrária para a exportação. A construção dessas estradas de ferro atraía um grande contingente de pessoas, que saíam dos lugares empobrecidos onde moravam em busca de melhores condições de vida para si e suas famílias.
As disputas por terras eram comuns no Brasil do começo do século XX. Além da economia, outros fatores colaboraram para os conflitos, como as questões sociais, religiosas e políticas.
Nesse contexto, a Guerra do Contestado foi um conflito ocorrido na fronteira dos estados do Paraná e Santa Catarina, entre os anos de 1912 e 1916, envolvendo a disputa de terras nessa região rica em erva- -mate e por onde seria construída a estrada de ferro ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul.
Logo após a inauguração da estrada de ferro, os trabalhadores foram dispensados das obras e perderam suas terras, que foram doadas para a empresa Brazil Railway Company. Isso revoltou os trabalhadores, que, orientados por José Maria, iniciaram um levante armado para contestar (por isso o nome da guerra) a decisão tomada. José Maria declarou a comunidade em que ele e seus seguidores moravam como “governo independente” e se declarou antirrepublicano.
O governo federal enviou tropas para dispersar as comunidades, dando origem à Guerra do Contestado. Após várias derrotas, as tropas federais conseguiram vencer os sertanejos, em 1916.
Disponível em: < https://brasilescola.uol.com.br/historiab/guerra- -contestado.htm>. Acesso em: 05 de dez. 2022. Adaptado.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano
As ondas de calor no verão europeu de 2022, de magnitude semelhante às que se repetem agora naquelas latitudes, foram responsáveis pela morte de cerca de 61.600 pessoas entre o final de maio e o início de setembro do ano passado, a maioria idosos e mulheres. Essa foi a principal conclusão de um artigo publicado em julho de 2023 na revista científica Nature Medicine.
A população dos países mediterrâneos foi a mais atingida. Apenas na Itália e na Espanha houve, respectivamente, 18 mil e 11.300 óbitos, segundo o estudo. "O Mediterrâneo é afetado pelo processo de desertificação. As ondas de calor são amplificadas no verão somente por causa dessas condições mais secas", disse à agência de notícias Reuters o climatologista espanhol Joan Ballester, do Instituto de Saúde Global de Barcelona, autor principal do estudo.
Mas na Alemanha, país de clima temperado, o impacto do calor também foi expressivo: 8.100 habitantes sucumbiram a temperaturas que bateram na casa dos 40 graus Celsius (°C).
O número de mortes na Europa, uma das áreas mais ricas do planeta, impressiona por causa de episódios de calor intenso. Não se pode esquecer que a região tem uma população com expressiva proporção de pessoas com mais de 65 anos, mais vulneráveis às variações de temperatura e historicamente preparada e acostumada a lidar com os rigores do frio − não com o ar sufocante e incêndios florestais de verões tórridos. A quantidade de óbitos globais anuais associados a variações extremas de temperatura, tanto para cima como para baixo da zona de maior conforto térmico para o ser humano (de 22 a 26 °C), é da ordem de milhões e coloca os números de vítimas fatais no verão europeu sob outra perspectiva.

Não há consenso sobre o total de óbitos em todo o mundo associados a alterações bruscas ou expressivas de temperatura. Estudos com diferentes metodologias atribuem um número distinto de óbitos à dança dos termômetros. Artigo publicado em 2021 na revista Lancet Planet Health calculou que 5 milhões de pessoas morram anualmente devido a variações térmicas bruscas ou expressivas. O número equivale a 9,5% de todos os óbitos globais. Pouco mais de três quartos das vítimas fatais moram na Ásia ou na África. Cerca de 10% das mortes se dão em razão do calor excessivo e 90% devido ao frio.
Outro estudo epidemiológico, coordenado por um grupo do Instituto de Métrica da Saúde e Avaliação, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, calculou em quase 1,7 milhão as vítimas fatais em todo o mundo de extremos de temperatura em 2019. O trabalho saiu no periódico Lancet em agosto de 2021. O artigo estimou em aproximadamente 17.300 as mortes anuais por variações térmicas no Brasil, dois terços delas associadas ao frio e um terço ao calor.
Um terceiro levantamento ainda mais recente, publicado em maio do ano passado novamente na Lancet Planet Health , calculou que, entre 2000 e 2019, pouco mais de 1,7 milhão de pessoas perderam a vida por ano em razão de variações significativas de temperatura. O estudo foi coordenado por uma equipe australiana da Universidade Monash. Independentemente de qual trabalho esteja mais perto da realidade, um ponto central e comum é que calor ou frio em demasia mata aos milhões.
Para o médico patologista Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), coautor dos dois estudos publicados na Lancet Planet Health , a área de saúde pública precisa considerar a previsão climática como uma das variáveis que influenciam sua prática. "Há tempos, a agricultura se planeja em função das variações do clima, se vai chover mais ou menos, se vai estar mais quente ou frio", diz Saldiva. "Precisamos fazer isso também."
Ele cita um exemplo do que ocorre na capital paulista. Nas jornadas mais quentes, aquelas que entram na casa dos 2% dos dias mais tórridos de um ano, há um aumento de 50% no número de mortes em São Paulo. Em vez de 200 óbitos diários, ocorrem 300. As pessoas podem ter um mal-estar súbito devido às altas temperaturas, acompanhadas, às vezes, de baixa umidade e quase sempre de altas doses de poluição atmosférica.
As condições térmicas adversas interferem no metabolismo do corpo humano. Alteram as funções cardiovascular, renal e de controle da pressão arterial, além dos níveis de hormônios como o cortisol e o da tiroide. Os vasos periféricos se dilatam, podem ocorrer tonturas, o coração passa a bater mais forte. "Os idosos e as crianças são os mais expostos a essa situação", diz o patologista. Os óbitos são a perda mais extrema diante de um grande desconforto térmico. Há, ainda, impactos mais sutis, que afetam de forma menos acentuada a qualidade de vida.
Retirado e adaptado de: PIVETTA, Marcos. Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: voocar-55-mmihhoe-de-mmorres-poraano/ iacoes-de-temperaturas-podem-provocar-5-milhoes-de-mortes-por-ano/ Acesso em: 01 set., 2023.
Analise o quadro apresentado no texto "Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano". Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A Oceania é a única região na qual há mais mortes pelo frio do que pelo calor.
(__)No mundo, a taxa de mortalidade por frio é quatro vezes maior que a taxa de mortalidade por calor.
(__)A Ásia é a região que apresenta as maiores taxas de mortalidade por variação de temperatura.
(__)Ainda que se somem as taxas totais de mortalidade por variação de temperatura na Europa, na América e na Oceania, não se atinge a taxa apresentada na África.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

(__)A Oceania é a única região na qual há mais mortes pelo frio do que pelo calor.
(__)No mundo, a taxa de mortalidade por frio é quatro vezes maior que a taxa de mortalidade por calor.
(__)A Ásia é a região que apresenta as maiores taxas de mortalidade por variação de temperatura.
(__)Ainda que se somem as taxas totais de mortalidade por variação de temperatura na Europa, na América e na Oceania, não se atinge a taxa apresentada na África.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Segundo o Dr. Layron Alves, ortopedista especialista em cirurgia do ombro e cotovelo e sócio da Clínica LARC, a Síndrome do Túnel do Carpo acontece devido à compressão de um dos principais nervos da mão, o nervo mediano. "O nervo mediano é responsável pela sensibilidade do polegar, dedo mediano, indicador, médio e parte do anelar, e passa por dentro do túnel do carpo para fazer a ligação entre o punho e as mãos. Quando essa passagem fica menor do que o normal, o nervo é comprimido, causando desconforto", explicou o especialista.
"Além disso, o nervo mediano também é responsável pela capacidade motora, por isso a importância de um tratamento precoce. Se o problema não for tratado adequadamente, limita o uso das mãos, causando, em casos mais graves, atrofia".
Entre os principais sintomas estão: dor ou dormência à noite nas mãos, principalmente após uso intensivo destas durante o dia. A dor pode ser intensa a ponto de acordar o paciente. Ocorre diminuição da sensibilidade dos dedos, com exceção do dedo mínimo e efeito de sudorese nas mãos. A dor começa no punho, passando pelo braço e chega até o ombro. Atividades que promovem a flexão do punho por longo período aumentam a dor. Com a perda da sensibilidade nos dedos, há dificuldade de amarrar os sapatos e pegar objetos. Algumas pessoas não conseguem distinguir o quente do frio.
"É comum a relação entre a doença e movimentos repetitivos, como a digitação no computador, porém, não há comprovação. O que se sabe é que esses gestos agravam dores nas mãos e nos punhos", contou o Dr. Layron Alves.
Síndrome do Túnel do Carpo: Formigamento e dormência nos dedos são os principais sinais de alerta da doença (msn.com). Adaptado.
A Síndrome do Túnel do Carpo ocorre pela compressão de um nervo, o nervo mediano, pelo aumento das estruturas que, junto com o nervo mediano, passam por um canal estreito chamado Túnel do Carpo.
Assinale a opção correta de acordo com o texto.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano
As ondas de calor no verão europeu de 2022, de magnitude semelhante às que se repetem agora naquelas latitudes, foram responsáveis pela morte de cerca de 61.600 pessoas entre o final de maio e o início de setembro do ano passado, a maioria idosos e mulheres. Essa foi a principal conclusão de um artigo publicado em julho de 2023 na revista científica Nature Medicine.
A população dos países mediterrâneos foi a mais atingida. Apenas na Itália e na Espanha houve, respectivamente, 18 mil e 11.300 óbitos, segundo o estudo. "O Mediterrâneo é afetado pelo processo de desertificação. As ondas de calor são amplificadas no verão somente por causa dessas condições mais secas", disse à agência de notícias Reuters o climatologista espanhol Joan Ballester, do Instituto de Saúde Global de Barcelona, autor principal do estudo.
Mas na Alemanha, país de clima temperado, o impacto do calor também foi expressivo: 8.100 habitantes sucumbiram a temperaturas que bateram na casa dos 40 graus Celsius (°C).
O número de mortes na Europa, uma das áreas mais ricas do planeta, impressiona por causa de episódios de calor intenso. Não se pode esquecer que a região tem uma população com expressiva proporção de pessoas com mais de 65 anos, mais vulneráveis às variações de temperatura e historicamente preparada e acostumada a lidar com os rigores do frio − não com o ar sufocante e incêndios florestais de verões tórridos. A quantidade de óbitos globais anuais associados a variações extremas de temperatura, tanto para cima como para baixo da zona de maior conforto térmico para o ser humano (de 22 a 26 °C), é da ordem de milhões e coloca os números de vítimas fatais no verão europeu sob outra perspectiva.

Não há consenso sobre o total de óbitos em todo o mundo associados a alterações bruscas ou expressivas de temperatura. Estudos com diferentes metodologias atribuem um número distinto de óbitos à dança dos termômetros. Artigo publicado em 2021 na revista Lancet Planet Health calculou que 5 milhões de pessoas morram anualmente devido a variações térmicas bruscas ou expressivas. O número equivale a 9,5% de todos os óbitos globais. Pouco mais de três quartos das vítimas fatais moram na Ásia ou na África. Cerca de 10% das mortes se dão em razão do calor excessivo e 90% devido ao frio.
Outro estudo epidemiológico, coordenado por um grupo do Instituto de Métrica da Saúde e Avaliação, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, calculou em quase 1,7 milhão as vítimas fatais em todo o mundo de extremos de temperatura em 2019. O trabalho saiu no periódico Lancet em agosto de 2021. O artigo estimou em aproximadamente 17.300 as mortes anuais por variações térmicas no Brasil, dois terços delas associadas ao frio e um terço ao calor.
Um terceiro levantamento ainda mais recente, publicado em maio do ano passado novamente na Lancet Planet Health, calculou que, entre 2000 e 2019, pouco mais de 1,7 milhão de pessoas perderam a vida por ano em razão de variações significativas de temperatura. O estudo foi coordenado por uma equipe australiana da Universidade Monash. Independentemente de qual trabalho esteja mais perto da realidade, um ponto central e comum é que calor ou frio em demasia mata aos milhões.
Para o médico patologista Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), coautor dos dois estudos publicados na Lancet Planet Health, a área de saúde pública precisa considerar a previsão climática como uma das variáveis que influenciam sua prática. "Há tempos, a agricultura se planeja em função das variações do clima, se vai chover mais ou menos, se vai estar mais quente ou frio", diz Saldiva. "Precisamos fazer isso também."
Ele cita um exemplo do que ocorre na capital paulista. Nas jornadas mais quentes, aquelas que entram na casa dos 2% dos dias mais tórridos de um ano, há um aumento de 50% no número de mortes em São Paulo. Em vez de 200 óbitos diários, ocorrem 300. As pessoas podem ter um mal-estar súbito devido às altas temperaturas, acompanhadas, às vezes, de baixa umidade e quase sempre de altas doses de poluição atmosférica.
As condições térmicas adversas interferem no metabolismo do corpo humano. Alteram as funções cardiovascular, renal e de controle da pressão arterial, além dos níveis de hormônios como o cortisol e o da tiroide. Os vasos periféricos se dilatam, podem ocorrer tonturas, o coração passa a bater mais forte. "Os idosos e as crianças são os mais expostos a essa situação", diz o patologista. Os óbitos são a perda mais extrema diante de um grande desconforto térmico. Há, ainda, impactos mais sutis, que afetam de forma menos acentuada a qualidade de vida.
Retirado e adaptado de: PIVETTA, Marcos. Variações de temperaturas podem provocar 5 milhões de mortes por ano. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: voocar-55-mmihhoe-de-mmorres-poraano/ iacoes-de-temperaturas-podem-provocar-5-milhoes-de-mortes-por-ano/ Acesso em: 01 set., 2023.
(__)A palavra "ondas", no primeiro parágrafo, foi empregada no sentido denotativo.
(__)A palavra "temperado", no terceiro parágrafo, foi empregada no sentido conotativo.
(__)A palavra "ricas", no quarto parágrafo, foi empregada no sentido denotativo.
(__)A palavra "dança", no quinto parágrafo, foi empregada no sentido conotativo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
