Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3635443 Português

Leia o texto abaixo:



Os debates em torno da identidade de gênero e diversidade têm se destacado cada vez mais nas discussões contemporâneas relacionadas à igualdade, direitos humanos e inclusão. A concepção tradicional e dicotômica de gênero, que categoriza indivíduos rigidamente como homens ou mulheres baseando-se em aspectos biológicos, está sendo questionada à medida que surgem e são reconhecidas diversas identidades de gênero. Nesse contexto, a compreensão da identidade de gênero vai além da mera correspondência entre o sexo biológico e a expressão de gênero. Inúmeras pessoas não se sentem representadas por essa divisão estrita, identificando-se transgêneros, como não binárias, de gênero fluido, entre outras identidades. A multiplicidade de experiências de gênero desafia normas e expectativas socioculturais, abrindo espaço para diálogos pertinentes. A discussão acerca da identidade de gênero e diversidade almeja estimular o reconhecimento e respeito pelas diversas formas de expressão de gênero, bem como o direito de cada indivíduo de viver de acordo com sua identidade autêntica. Adicionalmente, aborda tópicos como acesso a cuidados de saúde adequados, garantia de direitos legais, promoção de uma educação inclusiva e prevenção contra atos discriminatórios. O propósito dos debates é também desconstruir estereótipos e preconceitos relacionados à diversidade de gênero, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e igualitária. Entretanto, é comum que essas discussões encontrem resistência de setores que defendem visões mais convencionais sobre gênero, que consideram apenas a identidade de gênero alinhada ao sexo biológico. Em face dessas complexidades, as conversas sobre identidade de gênero e diversidade têm a finalidade de expandir a conscientização e compreensão, promovendo um ambiente mais respeitoso e abrangente para todas as pessoas, independentemente de sua identidade de gênero.



Qual das alternativas abaixo representa um reflexo dos debates contemporâneos sobre a identidade de gênero e diversidade? 

Alternativas
Q3635428 Português
Às vezes nem sempre perceptível, mas tão importante quanto a dimensão econômica é a dimensão social do trabalho. Quando trabalhamos exercemos nossas atividades dentro de um contexto social. O nosso trabalho é carregado de sentido social. No trabalho aprendemos não só as atividades que envolvem os exercícios de determinadas tarefas, mas também partilhamos de experiências e perspectivas com aqueles que dividimos as tarefas. Assim como a dimensão econômica reflete aspectos individuais e para o conjunto da sociedade, a dimensão social partilha dessa dupla perspectiva. O trabalho que realizamos estabelece nosso lugar na sociedade. Todos nós somos reconhecidos pelo que fazemos e são construídas expectativas e responsabilidades sobre o nosso trabalho.
Fonte: Leonardo Renner Koppe. Relações Humanas no Trabalho. Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, 2012. Dentro do contexto do relacionamento interpessoal, de acordo com o exposto no texto acima, o trabalho representa a sua dimensão:

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3635296 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Além de parecer não ter rotação, a Terra parece também estar imóvel no meio dos céus. Ptolomeu dá argumentos astronómicos para tentar mostrar isso. Para entender Reprodução/Museu de Arte Metropolitano, Nova York, EUA esses argumentos, é necessário lembrar que, na antiguidade, imaginava-se que todas as estrelas (mas não os planetas) estavam distribuídas sobre uma superfície esférica, cujo raio não parecia ser muito superior à distância da Terra aos planetas. Suponhamos agora que a Terra esteja no centro da esfera das estrelas. Neste caso, o céu visível à noite deve abranger, de cada vez, exatamente a metade da esfera das estrelas. E assim parece realmente ocorrer: em qualquer noite, de horizonte a horizonte, é possível contemplar, a cada instante, a metade do Zodíaco. Se, no entanto, a Terra estivesse longe do centro da esfera estrelar, então o campo de visão à noite não seria, em geral, a metade da esfera: algumas vezes poderíamos ver mais da metade, outras vezes poderíamos ver menos da metade do Zodíaco, de horizonte a horizonte. Portanto, a evidência astronómica parece indicar que a Terra está no centro da esfera de estrelas. E se ela está sempre nesse centro, ela não se move em relação às estrelas.
Fonte do texto: Roberto de A. Martins. Introdução geral ao Commentariolus de Nicola Copernico.https://www.ghtc. usp.br/ram-r37.htm

As expressões "tentar mostrar − suponhamos − parece realmente ocorrer" , retiradas do texto, apontam que:
Alternativas
Q3635283 Português
Considere o fragmento abaixo:

"[...] voltadas para a educação dos negros devem oferecer garantias a essa população de ingresso, permanência e sucesso na educação escolar, de valorização do patrimônio histórico-cultural afro-brasileiro, de aquisição das competências e dos conhecimentos tidos como indispensáveis para continuidade nos estudos, de condições para alcançar todos os requisitos tendo em vista a conclusão de cada um dos níveis de ensino, bem como para atuar como cidadãos responsáveis e participantes, além de desempenharem com qualificação uma profissão."
(Fonte: BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. DF, Brasília, 2004.)

Com base no texto, é correto afirmar que as políticas de reparação: 
Alternativas
Q3635204 Português

Leia abaixo:



Asserção: O desenvolvimento tecnológico e as mudanças nos padrões de consumo das sociedades modernas resultaram em uma intensa exploração dos recursos naturais do planeta.


Razão: A transição das sociedades predominantemente agrícolas para sociedades industriais e urbanas trouxe consigo um aumento na demanda por recursos naturais para alimentar o desenvolvimento tecnológico e os novos estilos de vida, o que levanta preocupações sobre a sustentabilidade desse padrão de consumo.



Assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q3635201 Português

Considere as seguintes orações:



I. A vida é um milagre que anda.


II. A loucura é uma ilha perdida no oceano da razão.


III. A vida é travessia em mar aberto.


IV. O desconforto é a alma em processo de mudança.



Nas orações acima encontramos a figura de linguagem denominada de: 

Alternativas
Q3635193 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 
O vocábulo “escamotear” (linha 24) pode ser substituído, sem prejuízo de coerência e correção gramatical do texto, por:
Alternativas
Q3635192 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

POLITICAMENTE CORRETO

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, com vistas a colaborar para a construção de uma cultura de direitos humanos, apresenta a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos” como forma de chamar a atenção de toda a sociedade para o que o historiador Jaime Pinsky chamou de “os preconceitos nossos de cada dia”.
Todos nós – parlamentares, agentes e delegados da polícia, guardas de trânsito, jornalistas, professores, entre outros profissionais com grande influência social – utilizamos palavras, expressões e anedotas, que, por serem tão populares e corriqueiras, passam por normais, mas que, na verdade, mal escondem preconceitos e discriminações contra pessoas ou grupos sociais. Muitas vezes ofendemos o “outro” por ressaltar suas diferenças de maneira francamente grosseira e, também, com eufemismos e formas condescendentes, paternalistas.
A ideia do título, “Politicamente Correto”, tem, em parte, um sentido provocador. Foi escolhida com o objetivo de chamar a atenção dos formadores de opinião para o problema do desrespeito à imagem e à dignidade das pessoas consideradas diferentes.
Não queremos promover discriminações às avessas, “dourando a pílula” para escamotear a amargura dos termos que ofendem, insultam, menosprezam e inferiorizam os semelhantes que consideramos “os outros”. Ao contrário, neste glossário, apresentamos em primeiro lugar justamente as expressões pejorativas, para depois comentá-las. Com ele, queremos incentivar o debate, fomentar a reflexão, inclusive pela razão simples de que, para alguns de nossos interlocutores, nós é que somos os “diferentes”.
Se queremos ser respeitados, devemos respeitar. No mínimo, para cumprir o princípio de que todos os homens e mulheres são iguais, independentemente de origem, cor, sexo, orientação sexual, condição social e econômica, credo religioso, filiação filosófica ou política etc. 

(CIPRIANO, Perly. 2014.) 

Sobre o texto, considere as afirmações abaixo:



I. A denominação “os preconceitos nossos de cada dia” foi dada pelo historiador Jaime Pinsky para se referir a cartilha “Politicamente Correto e Direitos Humanos”.


II. Entende-se do texto que as formas condescendentes, para se referir às diferenças do outro, também se configuram ofensas, expressando os preconceitos nossos de cada dia.


III. Depreende-se do texto que o glossário, intitulado de politicamente correto, intenta suscitar debates e reflexões acerca da necessidade de respeitar a existência e interação de diferentes culturas.



Assinale: 

Alternativas
Q3635108 Português
O FIM DO EMPREGO

O futuro do trabalho no mundo globalizado


Fui demitido. Perdi o emprego em que estava trabalhando há seis anos. Especialista numa área em que poucos profissionais possuem conhecimento e preparo para atuar, definitivamente não esperava que isso viesse a acontecer. Nem meus colegas de trabalho entenderam os motivos que levaram a instituição a tomar essa providência.

Por incrível que pareça, fiquei menos abalado do que todos os demais. Não que eu estivesse esperando, pois já estávamos fazendo planos com o departamento em que atuava para novas aulas e cursos no ano que iria começar... Mas, como sabemos o quanto o mundo é competitivo, e como a globalização tem redirecionado as energias e exigido custos mínimos e máxima produtividade, penso até que isso demorou a acontecer. Já havia ocorrido idêntica situação com outros profissionais de qualidade que, engajados em projetos da instituição, da noite para o dia foram simplesmente “desligados” de suas funções, demitidos sumariamente...

Não que isso seja uma particularidade dessa instituição onde estive trabalhando ao longo dos últimos anos. Tampouco é possível encarar os acontecimentos como derivados de alguma perseguição ou diferença pessoal. Tudo ocorre da forma mais impessoal possível. A despeito de todo o trabalho feito, do reconhecimento do público-alvo, o que é avaliado não é sua capacidade profissional, e sim o quanto você custa para a empresa. Num mercado altamente competitivo, no qual os custos com publicidade são cada vez mais exorbitantes, em que é necessário dispor de infraestrutura e recursos materiais de ponta, a mão de obra qualificada e de alto custo deixou de ser um diferencial no qual seja prioritário investir.

O fim do emprego, como era concebido nos últimos 50 ou 60 anos, é uma realidade. Poucos serão os que ficarão por mais de 5 ou 8 anos numa mesma empresa. Carreiras duradouras, em que o sujeito trabalhava ao longo de toda sua existência num mesmo emprego, serão raríssimas. A rotatividade profissional do trabalhador, até recentemente vista como um sinal de imaturidade ou falta de seriedade, passou a ser encarada como acúmulo de experiências e de diversidade de habilidades e possibilidades funcionais. De acordo com o consultor Ricardo Neves, em seu livro O Novo Mundo Digital, adentramos um mundo em que o emprego, aquele vínculo entre empresa e empregado, que dá ao funcionário uma forte sensação de estabilidade associada a fatores, como os benefícios trabalhistas e, principalmente, o salário mensal, está dando lugar ao conceito de trabalho. E o que seria então trabalho? Seria, no caso, a vinculação a projetos e planos, ações e realizações de prazo variável (curto, médio ou longo), para os quais os profissionais seriam contratados como “terceiros”, enquanto durassem essas empreitadas. E as garantias trabalhistas? São suprimidas, pois representam custos altos que as empresas precisam cortar. E os salários? São substituídos por honorários pagos aos profissionais que atuam como empresas, ou seja, que são identificados como pessoas jurídicas. O que se estabelece, a partir de agora, passa a ser o vínculo profissional free-lance, bastante conhecido dos profissionais que atuam na imprensa.

Também é uma prerrogativa dos novos tempos que a tecnologia esteja cada vez mais incorporada ao cotidiano e que, em alguns casos, como já ocorreu em vários segmentos profissionais, máquinas, como computadores, robôs e sistemas sofisticados substituam trabalhadores.

Outra situação bastante comum, em vigor nos Estados Unidos e em outros países, é a transferência dos setores de produção mais pesada para onde a mão de obra e os custos governamentais sejam menores. Exemplos de onde isso já está efetivado são a Índia e a China, que absorveram grande parte dos investimentos deslocados do primeiro mundo em busca de custos mais baixos.  

É por isso que, mesmo tendo perdido o emprego, não acreditei, em momento algum, que fosse vítima de alguma perseguição da instituição. Entendi que os custos que significava para a empresa eram um pouco mais altos do que a média local e que, em virtude disso, fui mais uma vítima da competição globalizada...

O que fazer? Se preparar para o futuro – que não será tenebroso e sim diferente – estudando, se preparando, buscando novos espaços, virando a página e dando a volta por cima...
Os vocábulos “concebidos” (linha 35); “sumariamente” (Linha 20) e “exorbitante” (linha 30) podem ser substituídos, sem prejuízo de sentido e correção gramatical, por:
Alternativas
Q3635014 Português
Leia abaixo:

Asserção: A higiene, a alimentação e a vacinação são os principais cuidados que garantem uma infância saudável para as crianças.
Razão: A higiene é essencial para evitar a propagação de agentes infecciosos, como bactérias e vírus, que podem causar inúmeras doenças. A alimentação balanceada desde a mais tenra idade ajuda a desenvolver o paladar e promove um crescimento saudável. A vacinação, iniciada no século XIX, é um método importante de prevenção contra diversas doenças contagiosas.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3634810 Português
Assinale a alternativa correta para preencher as lacunas do Hino de Porto Real do Colégio:

Entre às margens do rio São Francisco
Um __________ se ergueu neste chão
Para __________ os seus filhos nativos
No __________ e na religião.
Alternativas
Q3634801 Português
E ELES NÃO FORAM FELIZES PARA SEMPRE

    João e Maria não são mais as crianças ingênuas que se deixavam iludir por uma casa feita de doces no meio da floresta. Adultos, se tornaram caçadores mercenários que querem vingança contra a bruxa que um dia ameaçou suas vidas. A Bela Adormecida, por sua vez, já não é vítima do feitiço de uma bruxa invejosa. Por vontade própria, ela cai em sono profundo para satisfazer o fetiche dos homens.

    Não, não deu a louca nos contos de fadas. Foi o cinema que decidiu cortar os “felizes para sempre" do roteiro mais popular dessas histórias e recontá-las sob perspectiva mais adulta e, em alguns casos, mais sombria também, como nos exemplos acima. Seguindo "A Garota da Capa Vermelha", longa baseado no conto Chapeuzinho Vermelho que estreou nos cinemas este mês, pelo menos mais outros seis filmes inspirados em contos de fadas, mas com uma abordagem bem diferente das doces adaptações feitas pela Disney que se acostumou a ver nos cinemas, devem chegar à tela grande entre este ano e o próximo.

    O olhar menos ingênuo e mais pesado que os novos filmes lançam sobre os contos de fadas espelha aspectos da própria atualidade. "A Fera", por exemplo, que ainda não tem data de estreia no Brasil, traz "A Bela e a Fera" para o século XXI propositalmente. "Eu adorei a ideia de tornar contemporânea a história e ambientála em um colégio. O conto trata da forma como se lida com a aparência e achei a escola o cenário ideal para explorar a obsessão que a nossa cultura e a nossa juventude têm pelo visual", comentou o diretor Daniel Barnz, em entrevista de divulgação do filme.

    Essa sintonia com o presente ultrapassa a questão da temática e encontra eco também na própria origem dessas narrativas, cujas primeiras versões, de séculos atrás, nada tinham de infantil. "Na origem, os contos de fadas eram histórias para adultos. No século passado, eles foram bastante atenuados para se direcionarem às crianças, que passavam a ser vistas como seres frágeis e necessitados de proteção. E, agora, tais textos estão voltando a ser adultizados, assim como as próprias crianças vêm se mostrando", sugere Patrícia Magero Pitta, doutora em teoria da literatura pela PUC-RS. "A Garota da Capa Vermelha" foi um dos filmes da nova safra que buscou inspiração nessa fonte adulta. O roteiro foi criado após o estudo de inúmeras versões, muitas delas perturbadoras, que o conto de Chapeuzinho Vermelho teve ao longo da história. No filme, a Chapeuzinho é uma jovem crescida e sensual, apaixonada pelo lenhador, mas prometida em casamento para o ferreiro. Ela planeja fugir com seu grande amor, mas adia a decisão depois que a irmã é assassinada por um lobisomem, cuja identidade é desconhecida.

    Ao mesmo tempo, porém, a avalanche de produções com esse viés também não deixa de contar com uma dose de esperteza da indústria do cinema. Assim como as adaptações de livros ou cinebiografias, os contos podem se converter em um filão lucrativo para a indústria. "Hollywood sempre investe em franquias estabelecidas, como os personagens de quadrinhos, os heróis. Os contos de fadas se enquadram na mesma ideia. Além disso, tem o conforto em saber que existe um público que já está familiarizado com essas histórias e vai querer ver novas versões", observa o crítico de cinema Pablo Villaça, editor do site Cinema em Cena.

    Mas essa familiaridade com a estrutura das histórias tem efeitos que vão além da atração do público para as salas de cinema, acredita a professora do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Márcia Ivana de Lima e Silva. "Os contos de fadas continuam valendo até hoje na sua estrutura mínima, que propõe solução de problemas, e é por isso que eles acabam sendo aproveitados por esse cinema comercial. O filme acaba tendo essa particularidade de mostrar a solução das situações de uma forma tranquila, quase que renovando as nossas possibilidades de enfrentar o cotidiano, e isso independe da idade", explica.

    Não por acaso, filmes para todos os tipos de público já se apropriaram das estruturas dos contos de fadas para construírem seus enredos, destaca a escritora e doutora em teoria da literatura Viviane Dexheimer Gil. É o caso de "Harry Potter", que trata do afastamento da família, a série "Crepúsculo", que aborda o impedimento amoroso, mas também "Cisne Negro", que gira em torno da libertação, e "Uma Linda Mulher", uma espécie de Cinderela dos anos 1980.
Leia atentamente o texto abaixo:
CÂNTICO DA MULHER SEM TERRA
Lavrei e semeei a terra. Fui também tão forte como ela. Em nosso ventre, revolvido e violado, a semente colocada foi sempre fecundada. Meu suor foi como a chuva que escorreu sobre ela, dia após dia. Meus pés descalços deixaram-lhe marcas para que ela, ao sentir seu peso e meu gemido, devolvesse a semente em árvore e fruto a meus filhos. Há anos que nós nos conhecemos – eu e a terra! Sobre ela fui escrava sonhando com a liberdade. Ajoelhei-me sobre o áspero solo para o ritual da semeadura. Escutei-lhe os cânticos que saíam de suas profundezas para agradecer-me os cuidados. O rio forte que por entre nós passava, louvava-nos a esperança. Meus olhos cheios d’água, um dia, cobertos de sombras viram-na engolir o corpo de meu filho. Molhei-a com minha angústia durante longos dias. Invejei-a, então, pois depositei-lhe no ventre o filho que estivera antes no meu. Amaldiçoei-lhe o roubo traiçoeiro. Mas ela, calma e paciente, apenas ouviu-me. Pouco tempo depois, dela brotou a plantação, verdejante e farta! Foi a sua resposta para minha mágoa. Esqueci a dor e recolhi os frutos, entusiasmada, para que outros filhos meus se tornassem fortes. Amei-a novamente. Corri cheia de alegria para festejar-lhe a florescência. Rolei com meu homem sobre ela para que fôssemos gênese e natureza. Passamos assim a sonhar juntas – eu e a terra – fêmeas e mães! Fomos todos ali amantes e boêmios da temporada! Acariciando as aves, as flores e toda a vegetação que nos cercavam. Até que um dia as mãos-feras invadiram nossa morada e nos tomaram tudo – o homem, a terra e a colheita! Hoje, pisamos então sobre o cimento quente da cidade – como seres banidos. Arrastando nossa dor – sempre eu e meus filhos – uns estranhos sem lugar algum! Apenas carregamos conosco a saudade e a fome. Meu corpo está árido – sem leite e sem alegria. Vamos assim, caminhando ao encontro da morte que nos aguarda na próxima calçada!  (RIBEIRO, s/d, p. 21)
Sobre o poema acima, analise as assertivas e identifique com C as assertivas corretas e E as assertivas erradas.

(___) O trecho “Fui também tão forte como ela” apresenta a figura de linguagem denominada de metáfora.
(___) O trecho “Meus olhos cheios d’água, um dia, cobertos de sombras viram-na engolir o corpo de meu filho” apresenta a figura de linguagem denominada de eufemismo.
(___) No trecho “Molhei-a com minha angústia durante longos dias” encontramos a figura de linguagem denominada de metonímia.
(___) No trecho “Mas ela, calma e paciente, apenas ouviu-me” podemos encontrar a figura de linguagem denominada de personificação.
(___) O trecho “Meu corpo está árido – sem leite e sem alegria” encontramos a figura de linguagem denominada de metáfora.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3634792 Português
E ELES NÃO FORAM FELIZES PARA SEMPRE

    João e Maria não são mais as crianças ingênuas que se deixavam iludir por uma casa feita de doces no meio da floresta. Adultos, se tornaram caçadores mercenários que querem vingança contra a bruxa que um dia ameaçou suas vidas. A Bela Adormecida, por sua vez, já não é vítima do feitiço de uma bruxa invejosa. Por vontade própria, ela cai em sono profundo para satisfazer o fetiche dos homens.

    Não, não deu a louca nos contos de fadas. Foi o cinema que decidiu cortar os “felizes para sempre" do roteiro mais popular dessas histórias e recontá-las sob perspectiva mais adulta e, em alguns casos, mais sombria também, como nos exemplos acima. Seguindo "A Garota da Capa Vermelha", longa baseado no conto Chapeuzinho Vermelho que estreou nos cinemas este mês, pelo menos mais outros seis filmes inspirados em contos de fadas, mas com uma abordagem bem diferente das doces adaptações feitas pela Disney que se acostumou a ver nos cinemas, devem chegar à tela grande entre este ano e o próximo.

    O olhar menos ingênuo e mais pesado que os novos filmes lançam sobre os contos de fadas espelha aspectos da própria atualidade. "A Fera", por exemplo, que ainda não tem data de estreia no Brasil, traz "A Bela e a Fera" para o século XXI propositalmente. "Eu adorei a ideia de tornar contemporânea a história e ambientála em um colégio. O conto trata da forma como se lida com a aparência e achei a escola o cenário ideal para explorar a obsessão que a nossa cultura e a nossa juventude têm pelo visual", comentou o diretor Daniel Barnz, em entrevista de divulgação do filme.

    Essa sintonia com o presente ultrapassa a questão da temática e encontra eco também na própria origem dessas narrativas, cujas primeiras versões, de séculos atrás, nada tinham de infantil. "Na origem, os contos de fadas eram histórias para adultos. No século passado, eles foram bastante atenuados para se direcionarem às crianças, que passavam a ser vistas como seres frágeis e necessitados de proteção. E, agora, tais textos estão voltando a ser adultizados, assim como as próprias crianças vêm se mostrando", sugere Patrícia Magero Pitta, doutora em teoria da literatura pela PUC-RS. "A Garota da Capa Vermelha" foi um dos filmes da nova safra que buscou inspiração nessa fonte adulta. O roteiro foi criado após o estudo de inúmeras versões, muitas delas perturbadoras, que o conto de Chapeuzinho Vermelho teve ao longo da história. No filme, a Chapeuzinho é uma jovem crescida e sensual, apaixonada pelo lenhador, mas prometida em casamento para o ferreiro. Ela planeja fugir com seu grande amor, mas adia a decisão depois que a irmã é assassinada por um lobisomem, cuja identidade é desconhecida.

    Ao mesmo tempo, porém, a avalanche de produções com esse viés também não deixa de contar com uma dose de esperteza da indústria do cinema. Assim como as adaptações de livros ou cinebiografias, os contos podem se converter em um filão lucrativo para a indústria. "Hollywood sempre investe em franquias estabelecidas, como os personagens de quadrinhos, os heróis. Os contos de fadas se enquadram na mesma ideia. Além disso, tem o conforto em saber que existe um público que já está familiarizado com essas histórias e vai querer ver novas versões", observa o crítico de cinema Pablo Villaça, editor do site Cinema em Cena.

    Mas essa familiaridade com a estrutura das histórias tem efeitos que vão além da atração do público para as salas de cinema, acredita a professora do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Márcia Ivana de Lima e Silva. "Os contos de fadas continuam valendo até hoje na sua estrutura mínima, que propõe solução de problemas, e é por isso que eles acabam sendo aproveitados por esse cinema comercial. O filme acaba tendo essa particularidade de mostrar a solução das situações de uma forma tranquila, quase que renovando as nossas possibilidades de enfrentar o cotidiano, e isso independe da idade", explica.

    Não por acaso, filmes para todos os tipos de público já se apropriaram das estruturas dos contos de fadas para construírem seus enredos, destaca a escritora e doutora em teoria da literatura Viviane Dexheimer Gil. É o caso de "Harry Potter", que trata do afastamento da família, a série "Crepúsculo", que aborda o impedimento amoroso, mas também "Cisne Negro", que gira em torno da libertação, e "Uma Linda Mulher", uma espécie de Cinderela dos anos 1980.
Sobre o texto, analise as assertivas abaixo:

I. Entende-se do texto que a partir dos anos 1980, a cinematografia iniciou o processo de apropriação das estruturas dos contos de fadas para a construção dos seus enredos.
II. Compreende-se do texto que as narrativas das histórias infantis proporcionam o crescimento de crianças de maneira frágil e necessitada de proteção.
III. A doutora em teoria da literatura, Patrícia Magero Pitta, pondera sobre a necessidade de adultizar as narrativas infantis, tendo em vista que as crianças também se apresentam/mostram de maneira adultizada. 
IV. A autora do texto concorda que as origens das narrativas infantis não eram, de fato, para as crianças.
V. O cinema comercial aproveita das soluções de problemas propostos/realizados pelos contos de fadas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3634715 Português
    Numa época em que tantos parecem ter tanta certeza sobre tudo, vale a pena pensar no prestígio que a dúvida já teve. Nos diálogos de Platão, seu amigo Sócrates pulveriza a certeza absoluta de seus contendores abalando-a por meio de sucessivas perguntas, que os acabam convencendo da fragilidade de suas convicções. Séculos mais tarde, o filósofo Descartes ponderou que o maior estímulo para se instituir um método de conhecimento é considerar a presença desafiadora da dúvida, como um primeiro passo.

    Lendo os jornais e revistas de hoje, assistindo na TV a entrevistas de personalidades, o que não falta são especialistas infalíveis em todos os assuntos, na política, na ciência, na economia, nas artes. Todos têm receitas imediatas e seguras para a solução de todos os problemas. A hesitação, a dúvida, o tempo para reflexão são interpretados como incompetência, passividade, absenteísmo. É como se a velocidade tecnológica, que dá o ritmo aos nossos novos hábitos, também ditasse a urgência de constituirmos nossas certezas.

    A dúvida corresponde ao nosso direito de suspender a verdade ilusória das aparências e buscar a verdade funda daquilo que não aparece. Julgar um fato pelo que dele diz um jornal, avaliar um problema pelo ângulo estrito dos que nele estão envolvidos é submeter-se à força de valores já estabelecidos, que deixamos de investigar. A dúvida supõe a necessidade que tem a consciência de se afastar dos julgamentos já produzidos, permitindo-se, assim, o tempo necessário para o exame mais detido da matéria a ser analisada. A dúvida pode ser o primeiro passo para o caminho das afirmações que acabam sendo as mais seguras, porque mais refletidas e devidamente questionadas.

(CÁSSIO DA SILVEIRA)
O vocábulo “absenteísmo”, na linha 19 do texto, pode ser substituído, sem prejuízo de sentido e correção gramatical, por:
Alternativas
Q3634713 Português
    Numa época em que tantos parecem ter tanta certeza sobre tudo, vale a pena pensar no prestígio que a dúvida já teve. Nos diálogos de Platão, seu amigo Sócrates pulveriza a certeza absoluta de seus contendores abalando-a por meio de sucessivas perguntas, que os acabam convencendo da fragilidade de suas convicções. Séculos mais tarde, o filósofo Descartes ponderou que o maior estímulo para se instituir um método de conhecimento é considerar a presença desafiadora da dúvida, como um primeiro passo.

    Lendo os jornais e revistas de hoje, assistindo na TV a entrevistas de personalidades, o que não falta são especialistas infalíveis em todos os assuntos, na política, na ciência, na economia, nas artes. Todos têm receitas imediatas e seguras para a solução de todos os problemas. A hesitação, a dúvida, o tempo para reflexão são interpretados como incompetência, passividade, absenteísmo. É como se a velocidade tecnológica, que dá o ritmo aos nossos novos hábitos, também ditasse a urgência de constituirmos nossas certezas.

    A dúvida corresponde ao nosso direito de suspender a verdade ilusória das aparências e buscar a verdade funda daquilo que não aparece. Julgar um fato pelo que dele diz um jornal, avaliar um problema pelo ângulo estrito dos que nele estão envolvidos é submeter-se à força de valores já estabelecidos, que deixamos de investigar. A dúvida supõe a necessidade que tem a consciência de se afastar dos julgamentos já produzidos, permitindo-se, assim, o tempo necessário para o exame mais detido da matéria a ser analisada. A dúvida pode ser o primeiro passo para o caminho das afirmações que acabam sendo as mais seguras, porque mais refletidas e devidamente questionadas.

(CÁSSIO DA SILVEIRA)
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3634712 Português
    Numa época em que tantos parecem ter tanta certeza sobre tudo, vale a pena pensar no prestígio que a dúvida já teve. Nos diálogos de Platão, seu amigo Sócrates pulveriza a certeza absoluta de seus contendores abalando-a por meio de sucessivas perguntas, que os acabam convencendo da fragilidade de suas convicções. Séculos mais tarde, o filósofo Descartes ponderou que o maior estímulo para se instituir um método de conhecimento é considerar a presença desafiadora da dúvida, como um primeiro passo.

    Lendo os jornais e revistas de hoje, assistindo na TV a entrevistas de personalidades, o que não falta são especialistas infalíveis em todos os assuntos, na política, na ciência, na economia, nas artes. Todos têm receitas imediatas e seguras para a solução de todos os problemas. A hesitação, a dúvida, o tempo para reflexão são interpretados como incompetência, passividade, absenteísmo. É como se a velocidade tecnológica, que dá o ritmo aos nossos novos hábitos, também ditasse a urgência de constituirmos nossas certezas.

    A dúvida corresponde ao nosso direito de suspender a verdade ilusória das aparências e buscar a verdade funda daquilo que não aparece. Julgar um fato pelo que dele diz um jornal, avaliar um problema pelo ângulo estrito dos que nele estão envolvidos é submeter-se à força de valores já estabelecidos, que deixamos de investigar. A dúvida supõe a necessidade que tem a consciência de se afastar dos julgamentos já produzidos, permitindo-se, assim, o tempo necessário para o exame mais detido da matéria a ser analisada. A dúvida pode ser o primeiro passo para o caminho das afirmações que acabam sendo as mais seguras, porque mais refletidas e devidamente questionadas.

(CÁSSIO DA SILVEIRA)
Considere as afirmações abaixo.

I. No 1º parágrafo, pode-se compreender que é através da dúvida que se instala uma metodologia exitosa para a construção do conhecimento.
II. No 2º parágrafo, o autor do texto aborda sobre a urgência que os indivíduos tem de se apoiarem nos meios tecnológicos. Esses meios são capazes de ditar as nossas necessidades e certezas.
III. O 3º parágrafo apresenta a dúvida como um meio capaz de promover a consciência e se distanciar dos julgamentos já construídos.

Em relação ao texto, assinale:
Alternativas
Q3634590 Português
No trecho "Se teus filhos imigram com os outros\ Na esperança de um dia voltar\ Tem na alma bravura ardente\ Deste berço feliz, deste altar", do hino, qual é o sentimento expresso em relação aos filhos que saem da cidade em busca de oportunidades em outros lugares? 
Alternativas
Q3634581 Português

Complete a lacuna abaixo:


As redes sociais e plataformas de comunicação online têm influenciado ____________ formas de convivência em sociedade, permitindo a conexão e interação entre indivíduos de diferentes partes do mundo. 

Alternativas
Q3634572 Português
SEGURANÇA


O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança. Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados. Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas.
Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda.
Nem as babás. Nem os bebês. Mas os assaltos continuaram. Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar. Mas os assaltos continuaram. Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram. Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno. Mas os assaltos continuaram. Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair.
Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua. Mas surgiu outro problema. As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade. A guarda tem sido obrigada a agir com energia.

Publicado originalmente em: VERÍSSIMO, Luís
Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio
de Janeiro: Objetiva, 2001. p.97-99. 
Sobre o texto, marque a alternativa correta. 
Alternativas
Q3633896 Português
Conforme a BNCC (2017, p. 77), no tocante aos aspectos notacionais e gramaticais da língua, cabe ao professor “Utilizar, ao produzir textos, os conhecimentos dos aspectos notacionais – ortografia padrão, pontuação adequada, mecanismos de concordância nominal e verbal, regência verbal etc., sempre que o contexto exigir o uso da norma-padrão”.
Levando em conta esta diretriz, todas as alternativas estão corretas, EXCETO: 
Alternativas
Respostas
42861: D
42862: C
42863: A
42864: B
42865: B
42866: B
42867: E
42868: D
42869: A
42870: A
42871: E
42872: A
42873: C
42874: D
42875: E
42876: D
42877: C
42878: D
42879: D
42880: D