Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 127.813 questões

Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: EPC Prova: VUNESP - 2023 - EPC - Locutor Apresentador |
Q2264787 Português

Leia o texto para responder à questão. 



A imprensa nos tempos de Balzac



   Releio “Os jornalistas”, de Honoré de Balzac, ele-mesmo um escritor jornalista a apontar desvios da ética na imprensa de seu tempo. Com estilete do sarcasmo, indicou a prevalência de “lados da notícia”, a duração dos fatos nas páginas e escondimentos propositais. Beliscou a venalidade de articulistas franceses de meados do século 19. As ambições particulares se sobrepunham às carências coletivas; as impressoras se alocavam às conveniências individuais, governos, corporações ideológicas. Mostrou o jesuitismo artificial de colunistas cercados de bajuladores a aplaudi-los. Encenando imparcialidade, curvavam-se aos influentes e poderosos. Altissonantes, fingiam defender grandes causas, mormente as acenadas como modernas, libertárias.

   Sobre editores-proprietários-gerentes, Balzac foi ainda mais incisivo. Alinhavam-se ao sistema dominante cujo triunfo lhes interessava. E eram respeitados por temor. Viam na imprensa uma aplicação de capitais cujos juros lhes eram pagos em favores econômicos e autoridade. Quando unida às oposições, tinha consciência de que elas eram aferradas em tomar para si os anseios e necessidades sociais, sem que o cidadão comum lhes desse crédito.

      No estilo escrutínio da escola realista, palavras do livro se articulam para escancarar hipocrisias, falsidades. Alegando que os franceses tinham inclinação por tudo que é tedioso, caçoava duma categoria de redatores a chamá-los de “nadólogos”. Eram notários que falavam, falavam e nada diziam. Alcoviteiros da política, negociantes de frases, mostravam-se superiores, promoviam gracejos para admiração de colunistas severos. Mas estes se calavam ao ingressarem no serviço público. Lá se domesticavam a gozarem do silêncio de colegas na espera de convites e cargos.

    Irritado com os críticos de arte a não lhe darem sossego, Balzac apontou-lhes o dedo. Pintou-os como vaidosos, incultos, falaciosos que, sem talento para a arte, erguiam muralhas de censura das ideias. Para o autor, a crítica tinha apenas uma serventia: a sobrevivência dos críticos.

    Ficção e agudo exame da sociedade se mesclaram na obstinada defesa do bom jornalismo. Escreveu: “Se a imprensa não existisse, seria preciso inventá-la”. São mensagens que instigam raciocínios, convidam à reflexão. Mormente dos que buscam notícias isentas, o jornalismo amigo dos fatos.


(Romildo Sant’Anna. Diário da Região, 05.02.2023. Adaptado)

Assinale a alternativa em que se reescreve, nos colchetes, a oração destacada, com correção e preservando a relação de sentido que tem com a oração a que se vincula.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: EPC Prova: VUNESP - 2023 - EPC - Locutor Apresentador |
Q2264786 Português

Leia o texto para responder à questão. 



A imprensa nos tempos de Balzac



   Releio “Os jornalistas”, de Honoré de Balzac, ele-mesmo um escritor jornalista a apontar desvios da ética na imprensa de seu tempo. Com estilete do sarcasmo, indicou a prevalência de “lados da notícia”, a duração dos fatos nas páginas e escondimentos propositais. Beliscou a venalidade de articulistas franceses de meados do século 19. As ambições particulares se sobrepunham às carências coletivas; as impressoras se alocavam às conveniências individuais, governos, corporações ideológicas. Mostrou o jesuitismo artificial de colunistas cercados de bajuladores a aplaudi-los. Encenando imparcialidade, curvavam-se aos influentes e poderosos. Altissonantes, fingiam defender grandes causas, mormente as acenadas como modernas, libertárias.

   Sobre editores-proprietários-gerentes, Balzac foi ainda mais incisivo. Alinhavam-se ao sistema dominante cujo triunfo lhes interessava. E eram respeitados por temor. Viam na imprensa uma aplicação de capitais cujos juros lhes eram pagos em favores econômicos e autoridade. Quando unida às oposições, tinha consciência de que elas eram aferradas em tomar para si os anseios e necessidades sociais, sem que o cidadão comum lhes desse crédito.

      No estilo escrutínio da escola realista, palavras do livro se articulam para escancarar hipocrisias, falsidades. Alegando que os franceses tinham inclinação por tudo que é tedioso, caçoava duma categoria de redatores a chamá-los de “nadólogos”. Eram notários que falavam, falavam e nada diziam. Alcoviteiros da política, negociantes de frases, mostravam-se superiores, promoviam gracejos para admiração de colunistas severos. Mas estes se calavam ao ingressarem no serviço público. Lá se domesticavam a gozarem do silêncio de colegas na espera de convites e cargos.

    Irritado com os críticos de arte a não lhe darem sossego, Balzac apontou-lhes o dedo. Pintou-os como vaidosos, incultos, falaciosos que, sem talento para a arte, erguiam muralhas de censura das ideias. Para o autor, a crítica tinha apenas uma serventia: a sobrevivência dos críticos.

    Ficção e agudo exame da sociedade se mesclaram na obstinada defesa do bom jornalismo. Escreveu: “Se a imprensa não existisse, seria preciso inventá-la”. São mensagens que instigam raciocínios, convidam à reflexão. Mormente dos que buscam notícias isentas, o jornalismo amigo dos fatos.


(Romildo Sant’Anna. Diário da Região, 05.02.2023. Adaptado)

A alternativa que reescreve passagem do texto e preserva seu sentido com o emprego das palavras destacadas é:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: EPC Prova: VUNESP - 2023 - EPC - Locutor Apresentador |
Q2264784 Português

Leia o texto para responder à questão. 



A imprensa nos tempos de Balzac



   Releio “Os jornalistas”, de Honoré de Balzac, ele-mesmo um escritor jornalista a apontar desvios da ética na imprensa de seu tempo. Com estilete do sarcasmo, indicou a prevalência de “lados da notícia”, a duração dos fatos nas páginas e escondimentos propositais. Beliscou a venalidade de articulistas franceses de meados do século 19. As ambições particulares se sobrepunham às carências coletivas; as impressoras se alocavam às conveniências individuais, governos, corporações ideológicas. Mostrou o jesuitismo artificial de colunistas cercados de bajuladores a aplaudi-los. Encenando imparcialidade, curvavam-se aos influentes e poderosos. Altissonantes, fingiam defender grandes causas, mormente as acenadas como modernas, libertárias.

   Sobre editores-proprietários-gerentes, Balzac foi ainda mais incisivo. Alinhavam-se ao sistema dominante cujo triunfo lhes interessava. E eram respeitados por temor. Viam na imprensa uma aplicação de capitais cujos juros lhes eram pagos em favores econômicos e autoridade. Quando unida às oposições, tinha consciência de que elas eram aferradas em tomar para si os anseios e necessidades sociais, sem que o cidadão comum lhes desse crédito.

      No estilo escrutínio da escola realista, palavras do livro se articulam para escancarar hipocrisias, falsidades. Alegando que os franceses tinham inclinação por tudo que é tedioso, caçoava duma categoria de redatores a chamá-los de “nadólogos”. Eram notários que falavam, falavam e nada diziam. Alcoviteiros da política, negociantes de frases, mostravam-se superiores, promoviam gracejos para admiração de colunistas severos. Mas estes se calavam ao ingressarem no serviço público. Lá se domesticavam a gozarem do silêncio de colegas na espera de convites e cargos.

    Irritado com os críticos de arte a não lhe darem sossego, Balzac apontou-lhes o dedo. Pintou-os como vaidosos, incultos, falaciosos que, sem talento para a arte, erguiam muralhas de censura das ideias. Para o autor, a crítica tinha apenas uma serventia: a sobrevivência dos críticos.

    Ficção e agudo exame da sociedade se mesclaram na obstinada defesa do bom jornalismo. Escreveu: “Se a imprensa não existisse, seria preciso inventá-la”. São mensagens que instigam raciocínios, convidam à reflexão. Mormente dos que buscam notícias isentas, o jornalismo amigo dos fatos.


(Romildo Sant’Anna. Diário da Região, 05.02.2023. Adaptado)

Quanto à tipologia textual, é correto afirmar que se trata de um texto
Alternativas
Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: EPC Prova: VUNESP - 2023 - EPC - Locutor Apresentador |
Q2264783 Português

Leia o texto para responder à questão. 



A imprensa nos tempos de Balzac



   Releio “Os jornalistas”, de Honoré de Balzac, ele-mesmo um escritor jornalista a apontar desvios da ética na imprensa de seu tempo. Com estilete do sarcasmo, indicou a prevalência de “lados da notícia”, a duração dos fatos nas páginas e escondimentos propositais. Beliscou a venalidade de articulistas franceses de meados do século 19. As ambições particulares se sobrepunham às carências coletivas; as impressoras se alocavam às conveniências individuais, governos, corporações ideológicas. Mostrou o jesuitismo artificial de colunistas cercados de bajuladores a aplaudi-los. Encenando imparcialidade, curvavam-se aos influentes e poderosos. Altissonantes, fingiam defender grandes causas, mormente as acenadas como modernas, libertárias.

   Sobre editores-proprietários-gerentes, Balzac foi ainda mais incisivo. Alinhavam-se ao sistema dominante cujo triunfo lhes interessava. E eram respeitados por temor. Viam na imprensa uma aplicação de capitais cujos juros lhes eram pagos em favores econômicos e autoridade. Quando unida às oposições, tinha consciência de que elas eram aferradas em tomar para si os anseios e necessidades sociais, sem que o cidadão comum lhes desse crédito.

      No estilo escrutínio da escola realista, palavras do livro se articulam para escancarar hipocrisias, falsidades. Alegando que os franceses tinham inclinação por tudo que é tedioso, caçoava duma categoria de redatores a chamá-los de “nadólogos”. Eram notários que falavam, falavam e nada diziam. Alcoviteiros da política, negociantes de frases, mostravam-se superiores, promoviam gracejos para admiração de colunistas severos. Mas estes se calavam ao ingressarem no serviço público. Lá se domesticavam a gozarem do silêncio de colegas na espera de convites e cargos.

    Irritado com os críticos de arte a não lhe darem sossego, Balzac apontou-lhes o dedo. Pintou-os como vaidosos, incultos, falaciosos que, sem talento para a arte, erguiam muralhas de censura das ideias. Para o autor, a crítica tinha apenas uma serventia: a sobrevivência dos críticos.

    Ficção e agudo exame da sociedade se mesclaram na obstinada defesa do bom jornalismo. Escreveu: “Se a imprensa não existisse, seria preciso inventá-la”. São mensagens que instigam raciocínios, convidam à reflexão. Mormente dos que buscam notícias isentas, o jornalismo amigo dos fatos.


(Romildo Sant’Anna. Diário da Região, 05.02.2023. Adaptado)

Quanto ao gênero, os elementos textuais permitem concluir que se trata de
Alternativas
Q2264535 Português

[...] Os usuários de Direito utilizam as petições como instrumentos de trabalho. Elas são responsáveis por intermediar a relação de trabalho com seus clientes. Assim, é necessário que eles tenham o domínio das normas gramaticais e da variedade lexical, a fim de tornar o documento mais inteligível.Trata-se, portanto, não somente de elementos redacionais, como coesão, concisão e coerência. A somatória desses conhecimentos corrobora para a melhoria da produção e da elocução.


O fato dos usuários de Direito aprenderem, compreenderem e internalizarem as normas de língua portuguesa faz com que possíveis erros gramaticais não comprometam instrumentos de trabalho como as petições, que é de uso comum para tal profissão.


Ainda que o ensino da língua portuguesa seja considerado importantíssimo, há uma lacuna a ser vencida, pois ele é aquém do considerado ideal, principalmente, em função da deficiência do ensino das séries iniciais que se estende até o ensino superior [...].


Texto extraído e adaptado da artigo: "A colocação pronominal na visão dos gramáticos da língua portuguesa", de Jonas Rodrigo Gonçalves e Kátia Letícia Dantas Tavares de Sousa.

Em qual das assertivas a seguir, é observada a alteração do sentido da expressão em relação ao texto?
Alternativas
Q2264533 Português

[...] Os usuários de Direito utilizam as petições como instrumentos de trabalho. Elas são responsáveis por intermediar a relação de trabalho com seus clientes. Assim, é necessário que eles tenham o domínio das normas gramaticais e da variedade lexical, a fim de tornar o documento mais inteligível.Trata-se, portanto, não somente de elementos redacionais, como coesão, concisão e coerência. A somatória desses conhecimentos corrobora para a melhoria da produção e da elocução.


O fato dos usuários de Direito aprenderem, compreenderem e internalizarem as normas de língua portuguesa faz com que possíveis erros gramaticais não comprometam instrumentos de trabalho como as petições, que é de uso comum para tal profissão.


Ainda que o ensino da língua portuguesa seja considerado importantíssimo, há uma lacuna a ser vencida, pois ele é aquém do considerado ideal, principalmente, em função da deficiência do ensino das séries iniciais que se estende até o ensino superior [...].


Texto extraído e adaptado da artigo: "A colocação pronominal na visão dos gramáticos da língua portuguesa", de Jonas Rodrigo Gonçalves e Kátia Letícia Dantas Tavares de Sousa.

Leia atentamente o texto e assinale a asserção que vai de encontro à percepção dos autores.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Companhia Águas de Joinville Provas: FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Fiscal | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Encanador | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Laboratório | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Medição | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Operação | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Saneamento | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Segurança do Trabalho | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Tecnologia da Informação | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Ambiental | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Edificações | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Logística | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Mecânica | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Químico | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Operador de Estação - Operador de Estação | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Desenhista | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Assistente Administrativo |
Q2264392 Português
Assinale a frase na qual ocorre uma metáfora.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Companhia Águas de Joinville Provas: FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Fiscal | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Encanador | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Laboratório | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Medição | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Operação | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Saneamento | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Segurança do Trabalho | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Tecnologia da Informação | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Ambiental | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Edificações | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Logística | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Mecânica | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Químico | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Operador de Estação - Operador de Estação | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Desenhista | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Assistente Administrativo |
Q2264389 Português

Texto 1


Para abastecer a cidade, Águas de Joinville trata e distribui cerca de 181 milhões de litros de água diariamente


Fornecer água potável para os moradores da maior cidade catarinense exige investimentos e monitoramento constante do serviço administrado pela Companhia Águas de Joinville. Diariamente, são distribuídos em torno de 181 milhões de litros de água potável. O município também conta com 13 reservatórios, 79 sistemas de bombeamento e um parque de hidrômetros com mais de 160 mil equipamentos. Além de operar as duas ETAs, Cubatão e Piraí, a Companhia realiza as manutenções e melhorias em sua rede de abastecimento, que hoje tem 2,3 mil km de extensão. 

     No Dia Mundial da Água, celebrado nesta quarta- -feira (22/3), a Companhia Águas de Joinville faz uma ação de distribuição de copos de água em diferentes terminais urbanos da cidade, reforçando a importância do uso consciente deste recurso. Os copos contêm água tratada, que em Joinville pode ser consumida da torneira desde que a população mantenha a limpeza da caixa-d’água em dia. O recomendado é a higienização a cada seis meses.

      A qualidade da água é assegurada por tecnologias de tratamento, controle e análise. Para garantir a potabilidade da água distribuída, o Laboratório de Controle de Qualidade da Companhia, que possui acreditação do Inmetro, realiza 38,5 mil análises de água por ano em 262 pontos da cidade, distribuídos nos 43 bairros de Joinville.

     Neste ano, a Águas de Joinville promoveu uma importante melhoria, substituindo o uso de gás cloro por hipoclorito de sódio no tratamento da água no município. Além de ter alta ação bactericida, o hipoclorito de sódio oferece mais segurança em comparação ao gás cloro, principalmente no que se refere ao transporte e armazenamento do material.

       A Companhia atende o que preconiza o Marco Legal do Saneamento, que é 99% da população com água potável. A cobertura da água em Joinville é de 99,2%.

       O sistema de abastecimento de água é monitorado de forma on-line 24 horas por dia, sete dias por semana, pelo Centro de Inteligência em Operações. O objetivo é reduzir os impactos de obras, o tempo de consertos de vazamentos e as perdas de água.


Disponível em: https://www.joinville.sc.gov.br/noticias/paraabastecer-a-cidade-aguas-de-joinville-trata-e-distribui-cerca-de181-milhoes-de-litros-de-agua-diariamente/. Acesso em: 12 de jul 2023. Fragmento adaptado. Publicado em: 22 de mar 2023.

Assinale a alternativa correta sobre o texto 1. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Companhia Águas de Joinville Provas: FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Fiscal | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Encanador | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Laboratório | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Medição | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Agente de Saneamento - Operação | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Saneamento | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Segurança do Trabalho | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Tecnologia da Informação | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Ambiental | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Edificações | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Logística | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Mecânica | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Técnico em Sistemas de Saneamento - Químico | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Operador de Estação - Operador de Estação | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Desenhista | FEPESE - 2023 - Companhia Águas de Joinville - Assistente Administrativo |
Q2264388 Português

Texto 1


Para abastecer a cidade, Águas de Joinville trata e distribui cerca de 181 milhões de litros de água diariamente


Fornecer água potável para os moradores da maior cidade catarinense exige investimentos e monitoramento constante do serviço administrado pela Companhia Águas de Joinville. Diariamente, são distribuídos em torno de 181 milhões de litros de água potável. O município também conta com 13 reservatórios, 79 sistemas de bombeamento e um parque de hidrômetros com mais de 160 mil equipamentos. Além de operar as duas ETAs, Cubatão e Piraí, a Companhia realiza as manutenções e melhorias em sua rede de abastecimento, que hoje tem 2,3 mil km de extensão. 

     No Dia Mundial da Água, celebrado nesta quarta- -feira (22/3), a Companhia Águas de Joinville faz uma ação de distribuição de copos de água em diferentes terminais urbanos da cidade, reforçando a importância do uso consciente deste recurso. Os copos contêm água tratada, que em Joinville pode ser consumida da torneira desde que a população mantenha a limpeza da caixa-d’água em dia. O recomendado é a higienização a cada seis meses.

      A qualidade da água é assegurada por tecnologias de tratamento, controle e análise. Para garantir a potabilidade da água distribuída, o Laboratório de Controle de Qualidade da Companhia, que possui acreditação do Inmetro, realiza 38,5 mil análises de água por ano em 262 pontos da cidade, distribuídos nos 43 bairros de Joinville.

     Neste ano, a Águas de Joinville promoveu uma importante melhoria, substituindo o uso de gás cloro por hipoclorito de sódio no tratamento da água no município. Além de ter alta ação bactericida, o hipoclorito de sódio oferece mais segurança em comparação ao gás cloro, principalmente no que se refere ao transporte e armazenamento do material.

       A Companhia atende o que preconiza o Marco Legal do Saneamento, que é 99% da população com água potável. A cobertura da água em Joinville é de 99,2%.

       O sistema de abastecimento de água é monitorado de forma on-line 24 horas por dia, sete dias por semana, pelo Centro de Inteligência em Operações. O objetivo é reduzir os impactos de obras, o tempo de consertos de vazamentos e as perdas de água.


Disponível em: https://www.joinville.sc.gov.br/noticias/paraabastecer-a-cidade-aguas-de-joinville-trata-e-distribui-cerca-de181-milhoes-de-litros-de-agua-diariamente/. Acesso em: 12 de jul 2023. Fragmento adaptado. Publicado em: 22 de mar 2023.

Com base no texto 1, é correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q2264325 Português
APP de namoro é só para jovem?


     Existe a crença de que os idosos têm a tendência de se isolar e de resistir a novidades – sejam avanços tecnológicos, fazer amizades ou viver relações amorosas. Para especialistas, essa visão é ultrapassada. A sociedade envelhece e está cada vez mais conectada, especialmente após a pandemia. Segundo a Confederação Nacional dos Lojistas (CNDL/SPC Brasil), 68% dos idosos acessavam a internet em 2018 e, em 2021, o índice subiu para 97%.
     As redes sociais se tornaram ferramentas muito usadas para lidar com a solidão – e com os idosos não é diferente. Eles também estão se adaptando às transformações, inclusive por meio de aplicativos de relacionamento, o que é positivo para a saúde mental e o bem-estar.
     É o caso de Ivone, 82 anos, que tem três filhos, seis netos e um bisneto. Em 2019, ela começou a usar apps de namoro. “Decidi entrar no Tinder, que me abriu as portas novamente. Conheci pessoas, fiz amigos, tive um namoro muito bom de um ano.
     Ivone acredita que ainda há estigmas sobre relacionamentos na terceira idade, mas não se deixa afetar por isso. “As pessoas dizem que quem tem mais idade não pode isso e aquilo. Não é verdade. Posso tudo, sou feliz, a gente tem de ser feliz. Meu sentimento é o mesmo de quando tinha 40 anos, não tem diferença”, conta.
     Segundo a socióloga Silvana Maria Bitencourt, professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a sociedade não quer falar sobre envelhecimento porque remete à ideia de morte. “A gente se prepara para viver e não para envelhecer. Nos preocupamos muito com a aparência. A sociedade precisa entender que as pessoas mais velhas querem ser felizes. Quando a pessoa vai atrás de um relacionamento na terceira idade, é porque ela se aceita e aceita os outros. Ela está buscando a felicidade”, destaca.

(Sofia Lungui. https://www.estadao.com.br/saude/app-de-namoro-e-so- -para-jovem-eles-tambem-buscam-o-match-depois-dos-60-continuo- -beijando/?utm_source=estadao:mail Adaptado)
É correto afirmar que o texto é predominantemente
Alternativas
Q2264324 Português
APP de namoro é só para jovem?


     Existe a crença de que os idosos têm a tendência de se isolar e de resistir a novidades – sejam avanços tecnológicos, fazer amizades ou viver relações amorosas. Para especialistas, essa visão é ultrapassada. A sociedade envelhece e está cada vez mais conectada, especialmente após a pandemia. Segundo a Confederação Nacional dos Lojistas (CNDL/SPC Brasil), 68% dos idosos acessavam a internet em 2018 e, em 2021, o índice subiu para 97%.
     As redes sociais se tornaram ferramentas muito usadas para lidar com a solidão – e com os idosos não é diferente. Eles também estão se adaptando às transformações, inclusive por meio de aplicativos de relacionamento, o que é positivo para a saúde mental e o bem-estar.
     É o caso de Ivone, 82 anos, que tem três filhos, seis netos e um bisneto. Em 2019, ela começou a usar apps de namoro. “Decidi entrar no Tinder, que me abriu as portas novamente. Conheci pessoas, fiz amigos, tive um namoro muito bom de um ano.
     Ivone acredita que ainda há estigmas sobre relacionamentos na terceira idade, mas não se deixa afetar por isso. “As pessoas dizem que quem tem mais idade não pode isso e aquilo. Não é verdade. Posso tudo, sou feliz, a gente tem de ser feliz. Meu sentimento é o mesmo de quando tinha 40 anos, não tem diferença”, conta.
     Segundo a socióloga Silvana Maria Bitencourt, professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a sociedade não quer falar sobre envelhecimento porque remete à ideia de morte. “A gente se prepara para viver e não para envelhecer. Nos preocupamos muito com a aparência. A sociedade precisa entender que as pessoas mais velhas querem ser felizes. Quando a pessoa vai atrás de um relacionamento na terceira idade, é porque ela se aceita e aceita os outros. Ela está buscando a felicidade”, destaca.

(Sofia Lungui. https://www.estadao.com.br/saude/app-de-namoro-e-so- -para-jovem-eles-tambem-buscam-o-match-depois-dos-60-continuo- -beijando/?utm_source=estadao:mail Adaptado)
Considere a passagem do quarto parágrafo.

     Ivone acredita que ainda há estigmas sobre relacionamentos na terceira idade, mas não se deixa afetar por isso. “As pessoas dizem que quem tem mais idade não pode isso e aquilo. Não é verdade”.

De acordo com as ideias do texto, podem-se atribuir aos trechos destacados os respectivos sentidos: 
Alternativas
Q2264323 Português
APP de namoro é só para jovem?


     Existe a crença de que os idosos têm a tendência de se isolar e de resistir a novidades – sejam avanços tecnológicos, fazer amizades ou viver relações amorosas. Para especialistas, essa visão é ultrapassada. A sociedade envelhece e está cada vez mais conectada, especialmente após a pandemia. Segundo a Confederação Nacional dos Lojistas (CNDL/SPC Brasil), 68% dos idosos acessavam a internet em 2018 e, em 2021, o índice subiu para 97%.
     As redes sociais se tornaram ferramentas muito usadas para lidar com a solidão – e com os idosos não é diferente. Eles também estão se adaptando às transformações, inclusive por meio de aplicativos de relacionamento, o que é positivo para a saúde mental e o bem-estar.
     É o caso de Ivone, 82 anos, que tem três filhos, seis netos e um bisneto. Em 2019, ela começou a usar apps de namoro. “Decidi entrar no Tinder, que me abriu as portas novamente. Conheci pessoas, fiz amigos, tive um namoro muito bom de um ano.
     Ivone acredita que ainda há estigmas sobre relacionamentos na terceira idade, mas não se deixa afetar por isso. “As pessoas dizem que quem tem mais idade não pode isso e aquilo. Não é verdade. Posso tudo, sou feliz, a gente tem de ser feliz. Meu sentimento é o mesmo de quando tinha 40 anos, não tem diferença”, conta.
     Segundo a socióloga Silvana Maria Bitencourt, professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a sociedade não quer falar sobre envelhecimento porque remete à ideia de morte. “A gente se prepara para viver e não para envelhecer. Nos preocupamos muito com a aparência. A sociedade precisa entender que as pessoas mais velhas querem ser felizes. Quando a pessoa vai atrás de um relacionamento na terceira idade, é porque ela se aceita e aceita os outros. Ela está buscando a felicidade”, destaca.

(Sofia Lungui. https://www.estadao.com.br/saude/app-de-namoro-e-so- -para-jovem-eles-tambem-buscam-o-match-depois-dos-60-continuo- -beijando/?utm_source=estadao:mail Adaptado)
Pelas informações contidas no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2264320 Português
Férias da família


     Assim que as crianças entram no carro, ele sente-se em férias. Corre para a frente da televisão, tira os sapatos, embola as meias e atira no meio do tapete. Não há maior sensação de liberdade para um homem do que espalhar roupas pela casa sem o risco de ouvir reclamações. Comer e deixar os pratos empilhados é outra delícia. Todas as conquistas femininas dos últimos anos, que levaram o sexo masculino a dividir as tarefas da casa, vão por água abaixo. A invenção mais perfeita para um senhor em férias é o micro-ondas. Em poucos minutos, qualquer gororoba já começa a soltar fumaça.
     Nesse instante, ele pensa: Como é boa a vida de solteiro! E é invadido por uma nostalgia imensa do tempo em que não era casado, não tinha filhos e tantas responsabilidades. O dinheiro era, principalmente, para se divertir.
     Pressente que, de descanso, a esposa não tem nada. Na praia, passa os dias às voltas com as crianças, tratando das refeições, das roupas, das queimaduras e dos momentos em que os filhos estão entediados e querem arrancar um a orelha do outro.
     Mesmo assim, ele se acha um tanto injustiçado e resolve que tem o direito de aproveitar. Pede à empregada que faça bife à milanesa com arroz e batatas fritas para o jantar. É seu grito de liberdade. A esposa nunca faz nada à milanesa. Vive de regime e as frituras estão interditadas. Ele adora.
     À noite, lembra-se do bife à milanesa. Bota no micro. Retira uma sola de sapato com batatas molengas. Vai para a cama com o estômago reclamando.
     Dali a dois dias, vai fazer café, e o pó acabou. Não há uma camisa de colarinho sequer. No caminho do trabalho, deixa todas na lavanderia. Chega atrasado. Ao voltar, o apartamento está com cheiro de úmido por causa das chuvas. As meias sujas brotam do tapete como cogumelos. Faz uma maleta às pressas e, no dia seguinte, sai mais cedo do expediente para se refugiar na praia.
     De noite, ambos caem exaustos na cama. Ouve de longe o barulhinho das crianças cochichando no quarto. Respira fundo e descobre: mal passou uma semana e já está morrendo de saudade da boa vida de casado!

(Walcyr Carrasco. Veja SP, 30.01.2002. Adaptado) 
Para criar um relato divertido, o cronista se utiliza do exagero e de termos em sentido conotativo. Esses dois recursos estão exemplificados no trecho:
Alternativas
Q2264319 Português
Férias da família


     Assim que as crianças entram no carro, ele sente-se em férias. Corre para a frente da televisão, tira os sapatos, embola as meias e atira no meio do tapete. Não há maior sensação de liberdade para um homem do que espalhar roupas pela casa sem o risco de ouvir reclamações. Comer e deixar os pratos empilhados é outra delícia. Todas as conquistas femininas dos últimos anos, que levaram o sexo masculino a dividir as tarefas da casa, vão por água abaixo. A invenção mais perfeita para um senhor em férias é o micro-ondas. Em poucos minutos, qualquer gororoba já começa a soltar fumaça.
     Nesse instante, ele pensa: Como é boa a vida de solteiro! E é invadido por uma nostalgia imensa do tempo em que não era casado, não tinha filhos e tantas responsabilidades. O dinheiro era, principalmente, para se divertir.
     Pressente que, de descanso, a esposa não tem nada. Na praia, passa os dias às voltas com as crianças, tratando das refeições, das roupas, das queimaduras e dos momentos em que os filhos estão entediados e querem arrancar um a orelha do outro.
     Mesmo assim, ele se acha um tanto injustiçado e resolve que tem o direito de aproveitar. Pede à empregada que faça bife à milanesa com arroz e batatas fritas para o jantar. É seu grito de liberdade. A esposa nunca faz nada à milanesa. Vive de regime e as frituras estão interditadas. Ele adora.
     À noite, lembra-se do bife à milanesa. Bota no micro. Retira uma sola de sapato com batatas molengas. Vai para a cama com o estômago reclamando.
     Dali a dois dias, vai fazer café, e o pó acabou. Não há uma camisa de colarinho sequer. No caminho do trabalho, deixa todas na lavanderia. Chega atrasado. Ao voltar, o apartamento está com cheiro de úmido por causa das chuvas. As meias sujas brotam do tapete como cogumelos. Faz uma maleta às pressas e, no dia seguinte, sai mais cedo do expediente para se refugiar na praia.
     De noite, ambos caem exaustos na cama. Ouve de longe o barulhinho das crianças cochichando no quarto. Respira fundo e descobre: mal passou uma semana e já está morrendo de saudade da boa vida de casado!

(Walcyr Carrasco. Veja SP, 30.01.2002. Adaptado) 
Considere os trechos do texto.

•  ... que levaram o sexo masculino a dividir as tarefas da casa... (1º parágrafo) •  Vive de regime e as frituras estão interditadas. (4º parágrafo)

Esses trechos expõem respectivamente:
Alternativas
Q2264318 Português
Férias da família


     Assim que as crianças entram no carro, ele sente-se em férias. Corre para a frente da televisão, tira os sapatos, embola as meias e atira no meio do tapete. Não há maior sensação de liberdade para um homem do que espalhar roupas pela casa sem o risco de ouvir reclamações. Comer e deixar os pratos empilhados é outra delícia. Todas as conquistas femininas dos últimos anos, que levaram o sexo masculino a dividir as tarefas da casa, vão por água abaixo. A invenção mais perfeita para um senhor em férias é o micro-ondas. Em poucos minutos, qualquer gororoba já começa a soltar fumaça.
     Nesse instante, ele pensa: Como é boa a vida de solteiro! E é invadido por uma nostalgia imensa do tempo em que não era casado, não tinha filhos e tantas responsabilidades. O dinheiro era, principalmente, para se divertir.
     Pressente que, de descanso, a esposa não tem nada. Na praia, passa os dias às voltas com as crianças, tratando das refeições, das roupas, das queimaduras e dos momentos em que os filhos estão entediados e querem arrancar um a orelha do outro.
     Mesmo assim, ele se acha um tanto injustiçado e resolve que tem o direito de aproveitar. Pede à empregada que faça bife à milanesa com arroz e batatas fritas para o jantar. É seu grito de liberdade. A esposa nunca faz nada à milanesa. Vive de regime e as frituras estão interditadas. Ele adora.
     À noite, lembra-se do bife à milanesa. Bota no micro. Retira uma sola de sapato com batatas molengas. Vai para a cama com o estômago reclamando.
     Dali a dois dias, vai fazer café, e o pó acabou. Não há uma camisa de colarinho sequer. No caminho do trabalho, deixa todas na lavanderia. Chega atrasado. Ao voltar, o apartamento está com cheiro de úmido por causa das chuvas. As meias sujas brotam do tapete como cogumelos. Faz uma maleta às pressas e, no dia seguinte, sai mais cedo do expediente para se refugiar na praia.
     De noite, ambos caem exaustos na cama. Ouve de longe o barulhinho das crianças cochichando no quarto. Respira fundo e descobre: mal passou uma semana e já está morrendo de saudade da boa vida de casado!

(Walcyr Carrasco. Veja SP, 30.01.2002. Adaptado) 
Pela leitura do segundo parágrafo, conclui-se corretamente que o personagem
Alternativas
Q2264243 Português
Tuim criado no dedo


    João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente, mas de dentro daquela casa de João-de-barro vinha uma espécie de choro, um chorinho fazendo tuim, tuim, tuim… 
 
    A casa estava num galho alto, mas um menino subiu até perto, depois com uma vara de bambu conseguiu tirar a casa sem quebrar e veio baixando até o outro menino apanhar. Dentro, naquele quartinho que fica bem escondido depois do corredor de entrada para o vento não incomodar, havia três filhotes, não de João-de-barro, mas de tuim.
 
    Você conhece, não? De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim é capaz de ser menor. Tem bico redondo e rabo curto e é todo verde, mas o macho tem umas penas azuis para enfeitar. Três filhotes, um mais feio que o outro, ainda sem penas, os três chorando.

    O menino levou-os para casa, inventou comidinhas para eles, um morreu, outro morreu, ficou um. Geralmente se cria em casa é casal de tuim, especialmente para se apreciar o namorinho deles.

    Mas aquele tuim macho foi criado sozinho e, como se diz na roça, criado no dedo. Passava o dia solto, esvoaçando em volta da casa da fazenda, comendo sementinhas de imbaúba.

     Mas o pai disse: “menino, você está criando muito amor a esse bicho, quero avisar: tuim é acostumado a viver em bando. Esse bichinho se acostuma assim, toda tarde vem procurar sua gaiola para dormir, mas no dia que passar pela fazenda um bando de tuins, adeus. Ou você prende o tuim ou ele vai embora com os outros, mesmo ele estando preso e ouvindo o bando passar, está arriscado ele morrer de tristeza”.

     Aquilo encheu de medo o coração do menino. Soltar um pouquinho no quintal não devia ser perigo, desde que ficasse perto, se ele quisesse voar para longe era só chamar, que voltava, mas uma vez não voltou.

    Teve uma ideia, foi ao armazém de “seu” Perrota: “tem gaiola para vender?” Disseram que tinha. “Venderam alguma gaiola hoje?” Tinham vendido uma para uma casa ali perto.

     Foi lá, chorando, disse ao dono da casa: “se não prenderam o meu tuim então por que o senhor comprou gaiola hoje?”

    O homem acabou confessando que tinha aparecido um periquitinho verde sim, de rabo curto, não sabia que chamava tuim. Ofereceu comprar, o filho dele gostara tanto, ia ficar desapontado quando voltasse da escola e não achasse mais o bichinho. “Não senhor, o tuim é meu, foi criado por mim.”

    Voltou para casa com o tuim no dedo.

    Pegou uma tesoura: era triste, era uma judiação, mas era preciso, cortou as asinhas, assim o bichinho poderia andar solto no quintal, e nunca mais fugiria.

    Depois foi dentro de casa para fazer uma coisa que estava precisando fazer, e, quando voltou para dar comida a seu tuim, viu só algumas penas verdes e as manchas de sangue no cimento. Subiu num caixote para olhar por cima do muro, e ainda viu o vulto de um gato ruivo que sumia.

     Acabou-se a triste história do tuim.


(BRAGA, Rubem. Livro “Ai de ti, Copacabana”. Rio de Janeiro: Record,
2010. Adaptado.)
No trecho “[...] um chorinho fazendo tuim, tuim, tuim...” (1º§), a repetição do termo “tuim” demonstra o uso da figura de linguagem conhecida como:
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Q2264241 Português
Tuim criado no dedo


    João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente, mas de dentro daquela casa de João-de-barro vinha uma espécie de choro, um chorinho fazendo tuim, tuim, tuim… 
 
    A casa estava num galho alto, mas um menino subiu até perto, depois com uma vara de bambu conseguiu tirar a casa sem quebrar e veio baixando até o outro menino apanhar. Dentro, naquele quartinho que fica bem escondido depois do corredor de entrada para o vento não incomodar, havia três filhotes, não de João-de-barro, mas de tuim.
 
    Você conhece, não? De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim é capaz de ser menor. Tem bico redondo e rabo curto e é todo verde, mas o macho tem umas penas azuis para enfeitar. Três filhotes, um mais feio que o outro, ainda sem penas, os três chorando.

    O menino levou-os para casa, inventou comidinhas para eles, um morreu, outro morreu, ficou um. Geralmente se cria em casa é casal de tuim, especialmente para se apreciar o namorinho deles.

    Mas aquele tuim macho foi criado sozinho e, como se diz na roça, criado no dedo. Passava o dia solto, esvoaçando em volta da casa da fazenda, comendo sementinhas de imbaúba.

     Mas o pai disse: “menino, você está criando muito amor a esse bicho, quero avisar: tuim é acostumado a viver em bando. Esse bichinho se acostuma assim, toda tarde vem procurar sua gaiola para dormir, mas no dia que passar pela fazenda um bando de tuins, adeus. Ou você prende o tuim ou ele vai embora com os outros, mesmo ele estando preso e ouvindo o bando passar, está arriscado ele morrer de tristeza”.

     Aquilo encheu de medo o coração do menino. Soltar um pouquinho no quintal não devia ser perigo, desde que ficasse perto, se ele quisesse voar para longe era só chamar, que voltava, mas uma vez não voltou.

    Teve uma ideia, foi ao armazém de “seu” Perrota: “tem gaiola para vender?” Disseram que tinha. “Venderam alguma gaiola hoje?” Tinham vendido uma para uma casa ali perto.

     Foi lá, chorando, disse ao dono da casa: “se não prenderam o meu tuim então por que o senhor comprou gaiola hoje?”

    O homem acabou confessando que tinha aparecido um periquitinho verde sim, de rabo curto, não sabia que chamava tuim. Ofereceu comprar, o filho dele gostara tanto, ia ficar desapontado quando voltasse da escola e não achasse mais o bichinho. “Não senhor, o tuim é meu, foi criado por mim.”

    Voltou para casa com o tuim no dedo.

    Pegou uma tesoura: era triste, era uma judiação, mas era preciso, cortou as asinhas, assim o bichinho poderia andar solto no quintal, e nunca mais fugiria.

    Depois foi dentro de casa para fazer uma coisa que estava precisando fazer, e, quando voltou para dar comida a seu tuim, viu só algumas penas verdes e as manchas de sangue no cimento. Subiu num caixote para olhar por cima do muro, e ainda viu o vulto de um gato ruivo que sumia.

     Acabou-se a triste história do tuim.


(BRAGA, Rubem. Livro “Ai de ti, Copacabana”. Rio de Janeiro: Record,
2010. Adaptado.)
Os dois últimos parágrafos deixam implícito o destino que teve o tuim enquanto o garoto saiu para “[...] fazer uma coisa que estava precisando fazer, [...]” (13º§). Após a leitura do trecho, é possível inferir que: 
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Q2264239 Português
Tuim criado no dedo


    João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente, mas de dentro daquela casa de João-de-barro vinha uma espécie de choro, um chorinho fazendo tuim, tuim, tuim… 
 
    A casa estava num galho alto, mas um menino subiu até perto, depois com uma vara de bambu conseguiu tirar a casa sem quebrar e veio baixando até o outro menino apanhar. Dentro, naquele quartinho que fica bem escondido depois do corredor de entrada para o vento não incomodar, havia três filhotes, não de João-de-barro, mas de tuim.
 
    Você conhece, não? De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim é capaz de ser menor. Tem bico redondo e rabo curto e é todo verde, mas o macho tem umas penas azuis para enfeitar. Três filhotes, um mais feio que o outro, ainda sem penas, os três chorando.

    O menino levou-os para casa, inventou comidinhas para eles, um morreu, outro morreu, ficou um. Geralmente se cria em casa é casal de tuim, especialmente para se apreciar o namorinho deles.

    Mas aquele tuim macho foi criado sozinho e, como se diz na roça, criado no dedo. Passava o dia solto, esvoaçando em volta da casa da fazenda, comendo sementinhas de imbaúba.

     Mas o pai disse: “menino, você está criando muito amor a esse bicho, quero avisar: tuim é acostumado a viver em bando. Esse bichinho se acostuma assim, toda tarde vem procurar sua gaiola para dormir, mas no dia que passar pela fazenda um bando de tuins, adeus. Ou você prende o tuim ou ele vai embora com os outros, mesmo ele estando preso e ouvindo o bando passar, está arriscado ele morrer de tristeza”.

     Aquilo encheu de medo o coração do menino. Soltar um pouquinho no quintal não devia ser perigo, desde que ficasse perto, se ele quisesse voar para longe era só chamar, que voltava, mas uma vez não voltou.

    Teve uma ideia, foi ao armazém de “seu” Perrota: “tem gaiola para vender?” Disseram que tinha. “Venderam alguma gaiola hoje?” Tinham vendido uma para uma casa ali perto.

     Foi lá, chorando, disse ao dono da casa: “se não prenderam o meu tuim então por que o senhor comprou gaiola hoje?”

    O homem acabou confessando que tinha aparecido um periquitinho verde sim, de rabo curto, não sabia que chamava tuim. Ofereceu comprar, o filho dele gostara tanto, ia ficar desapontado quando voltasse da escola e não achasse mais o bichinho. “Não senhor, o tuim é meu, foi criado por mim.”

    Voltou para casa com o tuim no dedo.

    Pegou uma tesoura: era triste, era uma judiação, mas era preciso, cortou as asinhas, assim o bichinho poderia andar solto no quintal, e nunca mais fugiria.

    Depois foi dentro de casa para fazer uma coisa que estava precisando fazer, e, quando voltou para dar comida a seu tuim, viu só algumas penas verdes e as manchas de sangue no cimento. Subiu num caixote para olhar por cima do muro, e ainda viu o vulto de um gato ruivo que sumia.

     Acabou-se a triste história do tuim.


(BRAGA, Rubem. Livro “Ai de ti, Copacabana”. Rio de Janeiro: Record,
2010. Adaptado.)
Considerem-se as orações que dão início ao texto: “João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente, [...]” (1º§). Uma opção de reescrita que se mantém fiel ao contexto original e não promove alteração de sentido ao trecho se dá em:
Alternativas
Q2264238 Português
Tuim criado no dedo


    João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente, mas de dentro daquela casa de João-de-barro vinha uma espécie de choro, um chorinho fazendo tuim, tuim, tuim… 
 
    A casa estava num galho alto, mas um menino subiu até perto, depois com uma vara de bambu conseguiu tirar a casa sem quebrar e veio baixando até o outro menino apanhar. Dentro, naquele quartinho que fica bem escondido depois do corredor de entrada para o vento não incomodar, havia três filhotes, não de João-de-barro, mas de tuim.
 
    Você conhece, não? De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim é capaz de ser menor. Tem bico redondo e rabo curto e é todo verde, mas o macho tem umas penas azuis para enfeitar. Três filhotes, um mais feio que o outro, ainda sem penas, os três chorando.

    O menino levou-os para casa, inventou comidinhas para eles, um morreu, outro morreu, ficou um. Geralmente se cria em casa é casal de tuim, especialmente para se apreciar o namorinho deles.

    Mas aquele tuim macho foi criado sozinho e, como se diz na roça, criado no dedo. Passava o dia solto, esvoaçando em volta da casa da fazenda, comendo sementinhas de imbaúba.

     Mas o pai disse: “menino, você está criando muito amor a esse bicho, quero avisar: tuim é acostumado a viver em bando. Esse bichinho se acostuma assim, toda tarde vem procurar sua gaiola para dormir, mas no dia que passar pela fazenda um bando de tuins, adeus. Ou você prende o tuim ou ele vai embora com os outros, mesmo ele estando preso e ouvindo o bando passar, está arriscado ele morrer de tristeza”.

     Aquilo encheu de medo o coração do menino. Soltar um pouquinho no quintal não devia ser perigo, desde que ficasse perto, se ele quisesse voar para longe era só chamar, que voltava, mas uma vez não voltou.

    Teve uma ideia, foi ao armazém de “seu” Perrota: “tem gaiola para vender?” Disseram que tinha. “Venderam alguma gaiola hoje?” Tinham vendido uma para uma casa ali perto.

     Foi lá, chorando, disse ao dono da casa: “se não prenderam o meu tuim então por que o senhor comprou gaiola hoje?”

    O homem acabou confessando que tinha aparecido um periquitinho verde sim, de rabo curto, não sabia que chamava tuim. Ofereceu comprar, o filho dele gostara tanto, ia ficar desapontado quando voltasse da escola e não achasse mais o bichinho. “Não senhor, o tuim é meu, foi criado por mim.”

    Voltou para casa com o tuim no dedo.

    Pegou uma tesoura: era triste, era uma judiação, mas era preciso, cortou as asinhas, assim o bichinho poderia andar solto no quintal, e nunca mais fugiria.

    Depois foi dentro de casa para fazer uma coisa que estava precisando fazer, e, quando voltou para dar comida a seu tuim, viu só algumas penas verdes e as manchas de sangue no cimento. Subiu num caixote para olhar por cima do muro, e ainda viu o vulto de um gato ruivo que sumia.

     Acabou-se a triste história do tuim.


(BRAGA, Rubem. Livro “Ai de ti, Copacabana”. Rio de Janeiro: Record,
2010. Adaptado.)
Após a leitura do texto, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2264169 Português
Leia o texto para responder a questão.

A cientista que viajou ao espaço e depois ao ponto mais fundo
do oceano
Kathy Sullivan se tornou a oitava pessoa e a primeira mulher a chegar às profundezas do Challenger Deep



       Uma ex-astronauta da Nasa se tornou a primeira pessoa a viajar ao espaço e depois alcançado o ponto mais profundo conhecido no oceano.
        No domingo (8/6), Kathy Sullivan fez história com seu mergulho de 35.810 pés (ou quase 11 mil metros) no Challenger Deep, ponto mais profundo do Oceano na Fossa das Marianas, no Pacífico.
    "Eu me senti como um alienígena chegando a um planeta estrangeiro e navegando por essa paisagem lunar. Foi bastante notável", disse Sullivan, de 68 anos, à BBC News.
   O feito a torna a oitava pessoa e a primeira mulher a atingir essa profundidade, cerca de 11 km abaixo da superfície do Oceano Pacífico.
    Sullivan passou cerca de uma hora e meia explorando uma vala em um submersível (pequeno veículo de exploração) especialmente construído para suportar a imensa pressão subaquática.
    O investidor e explorador Victor Vescovo, que antes se tornara a primeira pessoa a visitar os pontos mais profundos dos cinco oceanos, fez companhia a Sullivan na expedição.
    "Nunca me ocorreu que algum dia eu teria essa oportunidade ou que Victor me convidaria para me juntar a ele", diz Sullivan.
     Na profundidade, como na Fossa das Marianas, a água é muito fria, não há luz e a pressão é muito alta. No entanto, de alguma forma, há vida no local — e os pesquisadores estão apenas começando a aprender como as espécies que vivem ali sobrevivem.
    O primeiro mergulho no fundo da Fossa das Marianas ocorreu em 1960 pelo tenente da Marinha dos Estados Unidos Don Walsh e pelo engenheiro suíço Jacques Piccard. Ele viajaram no Trieste, um tipo de submarino de exploração conhecido como batiscafo.
  Meio século depois, em 2012, o diretor de cinema James Cameron mergulhou até o local em seu submarino verde-claro.
   Este mergulho mais recente fez parte da Expedição Ring of Fire — uma tentativa de explorar os pontos mais profundos do Oceano Pacífico. 
    Sullivan se tornou astronauta da Nasa em 1979 e fez história em 1984 como a primeira mulher americana a concluir uma viagem espacial.
    Ela ficou mais de 532 horas no espaço. Em 2004, entrou no Astronaut Hall of Fame (Hall da Fama dos Astronautas dos Estados Unidos).
    Depois, ela se Juntou à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), entidade que passou a chefiar.
    Em uma conversa por telefone com a BBC, enquanto ainda estava no mar, Sullivan descreveu o oceano e o espaço como as "duas maiores fronteiras físicas que permanecem depois do surgimento da humanidade".
    Agora ela se tornou a primeira pessoa a percorrer essas duas fronteiras, sob condições muito diferentes uma da outra.
     [...]



Disponível em https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2020/06/cientista-que-viajou-ao-espaco-e-depois-ao-ponto-mais-fundo-do-oceano.html
Assinale a alternativa que apresenta um motivo para que a ex-astronauta fizesse parte dessa expedição, de acordo com o texto.
Alternativas
Respostas
42301: E
42302: C
42303: B
42304: D
42305: B
42306: D
42307: B
42308: E
42309: B
42310: B
42311: C
42312: C
42313: E
42314: A
42315: B
42316: D
42317: A
42318: B
42319: B
42320: A