Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 140.490 questões

Q3679937 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3


    No discurso de eliminação, o apresentador Tadeu Schmidt citou a "amizade que beira ao romance" entre Bruna e Gabriel e destacou que independente de quem saísse, Bruna perderia, pois, se não fosse ela a eliminada, perderia um amigo.


    "Errar menos é garantia de seguir no jogo? Quem leva a vantagem? O guerreiro ou o diplomata? [...] São muitas variáveis nessa equação para chegar ao resultado final. Grande parte das coisas que eu falo são perguntas, não são afirmações, eu levanto questões, vocês é que preenchem as respostas", disse o apresentador.


     Já do lado de fora da casa, Tadeu Schmidt não poupou elogios ao brother em fala feita frente a frente, onde salientou virtudes de Gabriel e sensatez nas diversas circunstâncias. "Que orgulho ter alguém como você dentro da nossa casa, e que felicidade para a minha geração ver um menino como você tão evoluído, tão sensível, tão equilibrado", disse.


Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2023. [Adaptado].

O uso de aspas no Texto 3 indica que a voz citada é
Alternativas
Q3679936 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3


    No discurso de eliminação, o apresentador Tadeu Schmidt citou a "amizade que beira ao romance" entre Bruna e Gabriel e destacou que independente de quem saísse, Bruna perderia, pois, se não fosse ela a eliminada, perderia um amigo.


    "Errar menos é garantia de seguir no jogo? Quem leva a vantagem? O guerreiro ou o diplomata? [...] São muitas variáveis nessa equação para chegar ao resultado final. Grande parte das coisas que eu falo são perguntas, não são afirmações, eu levanto questões, vocês é que preenchem as respostas", disse o apresentador.


     Já do lado de fora da casa, Tadeu Schmidt não poupou elogios ao brother em fala feita frente a frente, onde salientou virtudes de Gabriel e sensatez nas diversas circunstâncias. "Que orgulho ter alguém como você dentro da nossa casa, e que felicidade para a minha geração ver um menino como você tão evoluído, tão sensível, tão equilibrado", disse.


Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2023. [Adaptado].

O tema central do Texto 3 é a

Alternativas
Q3679934 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


    Nascida da união de visionários empresários do ramo industrial, a Naport alia a expertise em processos de produção com o uso de tecnologias de ponta, garantindo qualidade, segurança e eficiência em seus produtos.


    Com uma planta fabril equipada com o melhor da tecnologia mundial, possui alta capacidade de produção e escoabilidade, garantindo o atendimento às demandas de seus clientes e à expansão de sua presença no mercado, marcada, também, pela filial na cidade de Goiânia (GO), estendendo seu atendimento para todo o estado goiano.


    A base sólida da empresa é fruto do trabalho correto e justo, aliado a parcerias estratégicas com fornecedores de matéria-prima e produtos de alta qualidade.


Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2023. [Adaptado]. 

A palavra “expertise”, usada no Texto 2, tem como sinônimo
Alternativas
Q3679933 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


    Nascida da união de visionários empresários do ramo industrial, a Naport alia a expertise em processos de produção com o uso de tecnologias de ponta, garantindo qualidade, segurança e eficiência em seus produtos.


    Com uma planta fabril equipada com o melhor da tecnologia mundial, possui alta capacidade de produção e escoabilidade, garantindo o atendimento às demandas de seus clientes e à expansão de sua presença no mercado, marcada, também, pela filial na cidade de Goiânia (GO), estendendo seu atendimento para todo o estado goiano.


    A base sólida da empresa é fruto do trabalho correto e justo, aliado a parcerias estratégicas com fornecedores de matéria-prima e produtos de alta qualidade.


Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2023. [Adaptado]. 

Na publicidade do Texto 2, a sua intenção persuasiva é centrada no
Alternativas
Q3679931 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


    Imagens de segurança divulgadas nas redes sociais registraram o momento em que dois indivíduos forçaram a porta de vidro lateral da Farmácia dos Trabalhadores, [...] no centro da cidade, até que a trava de proteção se rompesse. Um dos indivíduos adentrou o estabelecimento e roubou a gaveta do caixa, enquanto o outro ficou do lado de fora como vigia. Logo após a ação, os dois se evadiram do local.

    

    De acordo com informações, no caixa havia apenas moedas que, somadas, totalizavam a quantia de pouco mais de cinquenta reais. Os moradores da região estão preocupados com a crescente onda de violência na área comercial da cidade. A polícia foi acionada e está investigando o caso.


Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2023. [Adaptado].

O verbo “evadir” usado na última frase do primeiro parágrafo tem como sinônimo
Alternativas
Q3679930 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


    Imagens de segurança divulgadas nas redes sociais registraram o momento em que dois indivíduos forçaram a porta de vidro lateral da Farmácia dos Trabalhadores, [...] no centro da cidade, até que a trava de proteção se rompesse. Um dos indivíduos adentrou o estabelecimento e roubou a gaveta do caixa, enquanto o outro ficou do lado de fora como vigia. Logo após a ação, os dois se evadiram do local.

    

    De acordo com informações, no caixa havia apenas moedas que, somadas, totalizavam a quantia de pouco mais de cinquenta reais. Os moradores da região estão preocupados com a crescente onda de violência na área comercial da cidade. A polícia foi acionada e está investigando o caso.


Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2023. [Adaptado].

De acordo com a notícia do Texto 1, esse tipo de fato relatado é um acontecimento
Alternativas
Q3679813 Português
Texto para responder a questão.


Rimas em língua de sinais: como rappers surdos estão mudando a música


Em abril de 2023, o DJ americano Supalee organizou o evento Supafest Reunion 2023 para celebrar os artistas e promotores da comunidade surda dos Estados Unidos. (...) Muitos desses artistas, ativistas e empresários contribuíram para uma cena de hip hop cada vez maior dentro da comunidade surda, que inclui um subgênero do rap conhecido como dip hop. À medida que o hip hop celebra seu 50º aniversário, cinco décadas de seu impacto cultural reverberam nos ambientes mainstream e underground. O que teve origem no Bronx, em Nova York, pode agora ser encontrado um pouco por todo o mundo, assumindo novas formas à medida que evoluiu numa diversidade de espaços e lugares (...). Dip hop é um dos muitos estilos de rap que se desenvolveram ao longo dos anos. Mas se destaca de outros subgêneros do hip hop porque os rappers criam rimas em línguas de sinais e músicas baseadas em suas experiências culturais na comunidade surda.


O nascimento de um movimento musical

Em 2005, o rapper Warren “Wawa” Snipe criou o termo “DIP HOP” em ASL e em inglês para classificar um estilo de rap em desenvolvimento na comunidade surda. Embora os artistas desse estilo identifiquem sua música de maneiras diferentes — alguns usam rótulos como “deaf rap”, “deaf hip-hop” e “sign rap” — a designação dip hop vai além de adicionar um qualificador ao gênero musical mais amplo de rap. Em vez disso, indica um estilo independente fundamentado no hip hop e na cultura surda. (...) De muitas maneiras, o dip hop seguiu uma trajetória não muito diferente do hip hop. No final dos anos 1990 e início dos anos 2000, DJs surdos e empresários do entretenimento organizaram festas (...), eventos noturnos e reuniões sociais. Esses locais ofereceram oportunidades para rappers, DJs, dançarinos e outros artistas começarem a desenvolver e explorar seu próprio estilo de hip hop e se conectar com outros rappers e DJs. Cidades com escolas para surdos serviram como centros culturais para networking musical. (...) Além disso, maior acesso à tecnologia de gravação, sites de streaming de vídeo e mídias sociais deram aos artistas surdos ferramentas para criar música e se conectar com outros artistas e fãs. Embora a incorporação da linguagem de sinais seja um elemento fundamental do dip hop — e permaneça na vanguarda da definição desse estilo — o dip hop se estende muito além da criação de canções de rap originais em linguagem de sinais. Ele envolve expressão musical que é moldada através do prisma cultural surdo — canções que reorientam as noções dominantes do que pode ser considerado música. Ao mesmo tempo, cada artista tem seu próprio estilo de rap, com performances de dip hop assumindo uma variedade de formas e estruturas diferentes. Por exemplo, alguns artistas de dip hop trabalham com linguagens orais e manuais para tornar sua música acessível a pessoas que ouvem. Há aqueles que tocam nos dois idiomas simultaneamente, e outros que pré-gravam sua faixa vocal, que toca ao fundo enquanto eles fazem rap em língua de sinais. (...) Dip hop, como muitos estilos de música, ganha vida por meio de apresentações ao vivo. Os artistas se movem pelo palco com as mãos voando no ar enquanto o público pulsa ao ritmo da batida do baixo. Alguns artistas mergulham ainda mais seu público na experiência musical usando instrumentos e equipamentos especializados, como subwoofers, objetos que podem conduzir vibrações como balões, ou novas formas de tecnologia háptica (tecnologias que um usuário experimenta por meio do sentido do tato). (...)


Entrando no 'mainstream'

Os artistas do dip hop têm lutado para serem reconhecidos como músicos — para que sua arte seja o foco das atenções, em vez do fato de serem surdos ou deficientes auditivos. (...) Em 2009, o rapper finlandês Marko “Signmark” Vuoriheimo assinou um contrato com a gravadora Warner Music Finland (...). Foi a primeira vez na história que um artista surdo assinou contrato com uma grande gravadora. (...) À medida que o dip hop evolui, ele continua a ultrapassar os limites da convenção. (...)

BBC News. Adaptado. Disponível em: 
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cernnp4xrwzo 
Considere o excerto: “Por exemplo, alguns artistas de dip hop trabalham com linguagens orais e manuais para tornar sua música acessível a pessoas que ouvem. Há aqueles que tocam nos dois idiomas simultaneamente, e outros que pré gravam sua faixa vocal, que toca ao fundo enquanto eles fazem rap em língua de sinais.” Nesse contexto, as palavras “aqueles” e “outros” são recursos coesivos empregados com a função textual de:  
Alternativas
Q3679606 Português
Tabagismo

    Fumar é um hábito muito difundido no Brasil e em todo o mundo. A adolescência e a juventude são as faixas etárias mais suscetíveis à influência, tanto dos amigos como da publicidade, para experimentar e usar cigarros.
    Felizmente para nós, brasileiros, a distribuição e publicidade de cigarros são regulamentadas. No Brasil, a propaganda de cigarros é proibida em todos os veículos de comunicação, as companhias de cigarro não podem patrocinar eventos culturais ou esportivos e os lugares onde é permitido fumar são regulamentados por lei.
    O Ministério da Saúde exige que todo verso dos maços de cigarros apresente ilustrações sobre consequências negativas do tabagismo, acompanhadas de uma frase de advertência. Além disso, na tentativa de desencorajar o consumo, os impostos sobre os cigarros no Brasil contribuem para que o preço seja mais elevado do que as leis naturais de mercado determinariam.
    A nicotina, presente no cigarro, é uma das drogas mais sedutoras que existem. Seu maior problema está na sua capacidade de causar dependência, que é altíssima. Algum tempo de uso… e pronto. Fica muito difícil largar.
    Estudos mostram que cerca de 70% dos atuais fumantes gostariam de parar de fumar e que 90% dos atuais fumantes começaram a fumar na adolescência, com a intenção de só fumar alguns cigarros e parar quando quisessem. E aí está o poder da nicotina. Seu potencial de induzir a dependência nos seus usuários é tão forte que mais de 85% daqueles que fumam, o fazem diariamente. Enquanto isso, entre os usuários de cocaína, menos de 10% fazem uso diário.

(Fonte: SENAD — adaptado.)
Qual alternativa apresenta o significado do trecho “A nicotina, presente no cigarro, é uma das drogas mais sedutoras que existem”(4º parágrafo)?
Alternativas
Q3679605 Português
Tabagismo

    Fumar é um hábito muito difundido no Brasil e em todo o mundo. A adolescência e a juventude são as faixas etárias mais suscetíveis à influência, tanto dos amigos como da publicidade, para experimentar e usar cigarros.
    Felizmente para nós, brasileiros, a distribuição e publicidade de cigarros são regulamentadas. No Brasil, a propaganda de cigarros é proibida em todos os veículos de comunicação, as companhias de cigarro não podem patrocinar eventos culturais ou esportivos e os lugares onde é permitido fumar são regulamentados por lei.
    O Ministério da Saúde exige que todo verso dos maços de cigarros apresente ilustrações sobre consequências negativas do tabagismo, acompanhadas de uma frase de advertência. Além disso, na tentativa de desencorajar o consumo, os impostos sobre os cigarros no Brasil contribuem para que o preço seja mais elevado do que as leis naturais de mercado determinariam.
    A nicotina, presente no cigarro, é uma das drogas mais sedutoras que existem. Seu maior problema está na sua capacidade de causar dependência, que é altíssima. Algum tempo de uso… e pronto. Fica muito difícil largar.
    Estudos mostram que cerca de 70% dos atuais fumantes gostariam de parar de fumar e que 90% dos atuais fumantes começaram a fumar na adolescência, com a intenção de só fumar alguns cigarros e parar quando quisessem. E aí está o poder da nicotina. Seu potencial de induzir a dependência nos seus usuários é tão forte que mais de 85% daqueles que fumam, o fazem diariamente. Enquanto isso, entre os usuários de cocaína, menos de 10% fazem uso diário.

(Fonte: SENAD — adaptado.)
De acordo com o texto, há, no Brasil, regulamentação na distribuição e na publicidade de cigarros. Com isso em mente, assinalar a alternativa que NÃO se enquadra nessa regulamentação: 
Alternativas
Q3679234 Português
Texto para responder a questão.


Rimas em língua de sinais: como rappers surdos estão mudando a música


Em abril de 2023, o DJ americano Supalee organizou o evento Supafest Reunion 2023 para celebrar os artistas e promotores da comunidade surda dos Estados Unidos. (...) Muitos desses artistas, ativistas e empresários contribuíram para uma cena de hip hop cada vez maior dentro da comunidade surda, que inclui um subgênero do rap conhecido como dip hop. À medida que o hip hop celebra seu 50º aniversário, cinco décadas de seu impacto cultural reverberam nos ambientes mainstream e underground. O que teve origem no Bronx, em Nova York, pode agora ser encontrado um pouco por todo o mundo, assumindo novas formas à medida que evoluiu numa diversidade de espaços e lugares (...). Dip hop é um dos muitos estilos de rap que se desenvolveram ao longo dos anos. Mas se destaca de outros subgêneros do hip hop porque os rappers criam rimas em línguas de sinais e músicas baseadas em suas experiências culturais na comunidade surda.


O nascimento de um movimento musical

Em 2005, o rapper Warren “Wawa” Snipe criou o termo “DIP HOP” em ASL e em inglês para classificar um estilo de rap em desenvolvimento na comunidade surda. Embora os artistas desse estilo identifiquem sua música de maneiras diferentes — alguns usam rótulos como “deaf rap”, “deaf hip-hop” e “sign rap” — a designação dip hop vai além de adicionar um qualificador ao gênero musical mais amplo de rap. Em vez disso, indica um estilo independente fundamentado no hip hop e na cultura surda. (...) De muitas maneiras, o dip hop seguiu uma trajetória não muito diferente do hip hop. No final dos anos 1990 e início dos anos 2000, DJs surdos e empresários do entretenimento organizaram festas (...), eventos noturnos e reuniões sociais. Esses locais ofereceram oportunidades para rappers, DJs, dançarinos e outros artistas começarem a desenvolver e explorar seu próprio estilo de hip hop e se conectar com outros rappers e DJs. Cidades com escolas para surdos serviram como centros culturais para networking musical. (...) Além disso, maior acesso à tecnologia de gravação, sites de streaming de vídeo e mídias sociais deram aos artistas surdos ferramentas para criar música e se conectar com outros artistas e fãs. Embora a incorporação da linguagem de sinais seja um elemento fundamental do dip hop — e permaneça na vanguarda da definição desse estilo — o dip hop se estende muito além da criação de canções de rap originais em linguagem de sinais. Ele envolve expressão musical que é moldada através do prisma cultural surdo — canções que reorientam as noções dominantes do que pode ser considerado música. Ao mesmo tempo, cada artista tem seu próprio estilo de rap, com performances de dip hop assumindo uma variedade de formas e estruturas diferentes. Por exemplo, alguns artistas de dip hop trabalham com linguagens orais e manuais para tornar sua música acessível a pessoas que ouvem. Há aqueles que tocam nos dois idiomas simultaneamente, e outros que pré-gravam sua faixa vocal, que toca ao fundo enquanto eles fazem rap em língua de sinais. (...) Dip hop, como muitos estilos de música, ganha vida por meio de apresentações ao vivo. Os artistas se movem pelo palco com as mãos voando no ar enquanto o público pulsa ao ritmo da batida do baixo. Alguns artistas mergulham ainda mais seu público na experiência musical usando instrumentos e equipamentos especializados, como subwoofers, objetos que podem conduzir vibrações como balões, ou novas formas de tecnologia háptica (tecnologias que um usuário experimenta por meio do sentido do tato). (...)


Entrando no 'mainstream'

Os artistas do dip hop têm lutado para serem reconhecidos como músicos — para que sua arte seja o foco das atenções, em vez do fato de serem surdos ou deficientes auditivos. (...) Em 2009, o rapper finlandês Marko “Signmark” Vuoriheimo assinou um contrato com a gravadora Warner Music Finland (...). Foi a primeira vez na história que um artista surdo assinou contrato com uma grande gravadora. (...) À medida que o dip hop evolui, ele continua a ultrapassar os limites da convenção. (...)

BBC News. Adaptado. Disponível em: 
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cernnp4xrwzo 
Considere o excerto: “Ele envolve expressão musical que é moldada através do prisma cultural surdo — canções que reorientam as noções dominantes do que pode ser considerado mösica.” Nas alternativas a seguir, a expressão que melhor substitui “prisma”, sem alteração de sentido, é: 
Alternativas
Q3678502 Português

Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade



O professor Javier Fernandez, da Universidade de Tecnologia e Design de Cingapura, vem há alguns anos estudando as possibilidades de uso da quitina como um material inteligente, biocompatível, sustentável e com múltiplas funcionalidades. Isso lhe permitiu criar uma nova classe de compósitos e fazer planos para abrigos em Marte feitos com carapaças de insetos.


A quitina é um polímero orgânico que é o principal componente das carapaças dos artrópodes, como crustáceos, alguns insetos e até das asas das borboletas. E o caso das borboletas é interessante como fonte de inspiração porque elas apresentam mudanças estruturais que podem ser copiadas para aplicações práticas. O professor Fernandez descobriu, também, que podem ser usadas para produzir eletricidade.


Assim que uma borboleta emerge do seu casulo, no estágio final da metamorfose, ela abre lentamente as asas, para que elas possam secar. O material quitinoso fica desidratado, enquanto o sangue bombeado pelas veias do inseto produz forças que reorganizam as moléculas da quitina, para que ela adquira a resistência e a rigidez únicas necessárias para o voo. E foi essa combinação natural de forças, movimento da água e organização molecular que mostrou agora a possibilidade de criação de atuadores mecânicos e para gerar energia.


"Nós demonstramos que, mesmo após serem extraídos de fontes naturais, os polímeros quitinosos mantêm sua capacidade natural de vincular diferentes forças, organização molecular e conteúdo de água para gerar movimento mecânico e produzir eletricidade, sem a necessidade de uma fonte de energia externa ou sistema de controle," disse Fernandez.



 Músculos artificiais de quitina



A demonstração foi feita a partir de quitina extraída de cascas de camarão descartadas, que foi transformada em filmes com cerca de 130 micrômetros de espessura.


Ao estudar os efeitos de forças externas nesses filmes quitinosos, com foco nas mudanças na organização molecular, teor de água e propriedades mecânicas, os pesquisadores observaram que, semelhante ao desdobramento das asas das borboletas, esticar os filmes força uma reorganização em sua estrutura cristalina - as moléculas ficaram mais compactadas e o teor de água diminuiu.


Para demonstrar a aplicabilidade dos filmes, a equipe usou-os para criar músculos artificiais, que foram então montados em uma mão robótica. Controlando a concentração de água intermolecular dos filmes, por meio de mudanças ambientais e processos bioquímicos, o material gerou força suficiente para que a mão apresentasse um movimento de preensão impressionante, com uma força equivalente a 18 quilogramas - mais da metade da força de preensão média de um adulto.


Diferente da natureza inerte dos polímeros sintéticos, os filmes de quitina reorganizados podem se distender e contrair autonomamente em resposta a mudanças de umidade no ambiente, imitando a forma como alguns insetos adaptam sua casca a diferentes situações. Essa capacidade nativa permitiu que os filmes quitinosos levantassem verticalmente objetos pesando mais de 4,5 quilos.


A capacidade de produzir essa força por meios bioquímicos indica o potencial de uso dos filmes quitinosos para integração em sistemas biológicos, com aplicações biomédicas, como próteses e implantes médicos.



Filmes de quitina produzem eletricidade



Em outra demonstração, a equipe mostrou que a resposta do material às mudanças de umidade pode ser usada para extrair energia das oscilações ambientais e convertê-la em eletricidade, criando mais uma opção para a colheita de energia, um conceito para alimentação de pequenos aparelhos e sensores que hoje vem sendo dominado pelos nanogeradores triboelétricos.


Ao anexar os filmes a um material piezoelétrico, o movimento mecânico dos filmes em resposta às mudanças de umidade no ambiente foi convertido em correntes elétricas suficientes para alimentar pequenos eletrônicos, como os usados na internet das coisas.


A quitina é o segundo polímero orgânico mais abundante na natureza - depois da celulose - e faz parte de todos os ecossistemas, podendo ser obtido de forma rápida e sustentável de vários organismos ou mesmo de resíduos urbanos.


 "A quitina é usada para muitas funções complexas na natureza, desde a composição das asas dos insetos até a formação das conchas protetoras duras dos moluscos, e tem aplicação direta na engenharia. Nossa capacidade de entender e usar a quitina em sua forma nativa é fundamental para permitir novas aplicações de engenharia e desenvolvê-las dentro de um paradigma de integração ecológica e baixo consumo de energia," concluiu Fernandez.



Retirado e adaptado de: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade. Inovação tecnológica. Disponível em: inaaviraamusscuooariicaa-produz-eeerciddadee&&d==0100116023080444

o=quitina-vira-musculo-artificial-produz-eletricidade&id=010160230804

Acesso em: 08 ago., 2023.

Considere o seguinte trecho, retirado do texto "Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade":



A quitina é usada para muitas funções complexas na natureza, desde a composição das asas dos insetos até a formação das conchas protetoras duras dos moluscos, e tem aplicação direta na engenharia.



Assinale a alternativa que correta e respectivamente apresenta os mais adequados sinônimos das palavras destacadas, considerando seu contexto de uso:

Alternativas
Q3678499 Português

Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade



O professor Javier Fernandez, da Universidade de Tecnologia e Design de Cingapura, vem há alguns anos estudando as possibilidades de uso da quitina como um material inteligente, biocompatível, sustentável e com múltiplas funcionalidades. Isso lhe permitiu criar uma nova classe de compósitos e fazer planos para abrigos em Marte feitos com carapaças de insetos.


A quitina é um polímero orgânico que é o principal componente das carapaças dos artrópodes, como crustáceos, alguns insetos e até das asas das borboletas. E o caso das borboletas é interessante como fonte de inspiração porque elas apresentam mudanças estruturais que podem ser copiadas para aplicações práticas. O professor Fernandez descobriu, também, que podem ser usadas para produzir eletricidade.


Assim que uma borboleta emerge do seu casulo, no estágio final da metamorfose, ela abre lentamente as asas, para que elas possam secar. O material quitinoso fica desidratado, enquanto o sangue bombeado pelas veias do inseto produz forças que reorganizam as moléculas da quitina, para que ela adquira a resistência e a rigidez únicas necessárias para o voo. E foi essa combinação natural de forças, movimento da água e organização molecular que mostrou agora a possibilidade de criação de atuadores mecânicos e para gerar energia.


"Nós demonstramos que, mesmo após serem extraídos de fontes naturais, os polímeros quitinosos mantêm sua capacidade natural de vincular diferentes forças, organização molecular e conteúdo de água para gerar movimento mecânico e produzir eletricidade, sem a necessidade de uma fonte de energia externa ou sistema de controle," disse Fernandez.



 Músculos artificiais de quitina



A demonstração foi feita a partir de quitina extraída de cascas de camarão descartadas, que foi transformada em filmes com cerca de 130 micrômetros de espessura.


Ao estudar os efeitos de forças externas nesses filmes quitinosos, com foco nas mudanças na organização molecular, teor de água e propriedades mecânicas, os pesquisadores observaram que, semelhante ao desdobramento das asas das borboletas, esticar os filmes força uma reorganização em sua estrutura cristalina - as moléculas ficaram mais compactadas e o teor de água diminuiu.


Para demonstrar a aplicabilidade dos filmes, a equipe usou-os para criar músculos artificiais, que foram então montados em uma mão robótica. Controlando a concentração de água intermolecular dos filmes, por meio de mudanças ambientais e processos bioquímicos, o material gerou força suficiente para que a mão apresentasse um movimento de preensão impressionante, com uma força equivalente a 18 quilogramas - mais da metade da força de preensão média de um adulto.


Diferente da natureza inerte dos polímeros sintéticos, os filmes de quitina reorganizados podem se distender e contrair autonomamente em resposta a mudanças de umidade no ambiente, imitando a forma como alguns insetos adaptam sua casca a diferentes situações. Essa capacidade nativa permitiu que os filmes quitinosos levantassem verticalmente objetos pesando mais de 4,5 quilos.


A capacidade de produzir essa força por meios bioquímicos indica o potencial de uso dos filmes quitinosos para integração em sistemas biológicos, com aplicações biomédicas, como próteses e implantes médicos.



Filmes de quitina produzem eletricidade



Em outra demonstração, a equipe mostrou que a resposta do material às mudanças de umidade pode ser usada para extrair energia das oscilações ambientais e convertê-la em eletricidade, criando mais uma opção para a colheita de energia, um conceito para alimentação de pequenos aparelhos e sensores que hoje vem sendo dominado pelos nanogeradores triboelétricos.


Ao anexar os filmes a um material piezoelétrico, o movimento mecânico dos filmes em resposta às mudanças de umidade no ambiente foi convertido em correntes elétricas suficientes para alimentar pequenos eletrônicos, como os usados na internet das coisas.


A quitina é o segundo polímero orgânico mais abundante na natureza - depois da celulose - e faz parte de todos os ecossistemas, podendo ser obtido de forma rápida e sustentável de vários organismos ou mesmo de resíduos urbanos.


 "A quitina é usada para muitas funções complexas na natureza, desde a composição das asas dos insetos até a formação das conchas protetoras duras dos moluscos, e tem aplicação direta na engenharia. Nossa capacidade de entender e usar a quitina em sua forma nativa é fundamental para permitir novas aplicações de engenharia e desenvolvê-las dentro de um paradigma de integração ecológica e baixo consumo de energia," concluiu Fernandez.



Retirado e adaptado de: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade. Inovação tecnológica. Disponível em: inaaviraamusscuooariicaa-produz-eeerciddadee&&d==0100116023080444

o=quitina-vira-musculo-artificial-produz-eletricidade&id=010160230804

Acesso em: 08 ago., 2023.

Sobre o tipo e gênero textuais e a função da linguagem predominante no texto "Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade", analise as afirmações a seguir:

I. O texto pertence ao gênero ___________, que é um conteúdo jornalístico, escrito ou falado, baseado no testemunho direto dos fatos e situações explicadas em palavras.

II. Já no que diz respeito ao tipo textual, predomina o ____________, que é aquele que se propõe a abordar acontecimentos e situações, verídicos ou fictícios.

III .No texto, a função da linguagem que predomina é a ___________, tem como objetivo principal informar, referenciar algo.

Assinale a alternativa que, correta e respectivamente, preenche as lacunas dos excertos: 
Alternativas
Q3678493 Português

Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade



O professor Javier Fernandez, da Universidade de Tecnologia e Design de Cingapura, vem há alguns anos estudando as possibilidades de uso da quitina como um material inteligente, biocompatível, sustentável e com múltiplas funcionalidades. Isso lhe permitiu criar uma nova classe de compósitos e fazer planos para abrigos em Marte feitos com carapaças de insetos.


A quitina é um polímero orgânico que é o principal componente das carapaças dos artrópodes, como crustáceos, alguns insetos e até das asas das borboletas. E o caso das borboletas é interessante como fonte de inspiração porque elas apresentam mudanças estruturais que podem ser copiadas para aplicações práticas. O professor Fernandez descobriu, também, que podem ser usadas para produzir eletricidade.


Assim que uma borboleta emerge do seu casulo, no estágio final da metamorfose, ela abre lentamente as asas, para que elas possam secar. O material quitinoso fica desidratado, enquanto o sangue bombeado pelas veias do inseto produz forças que reorganizam as moléculas da quitina, para que ela adquira a resistência e a rigidez únicas necessárias para o voo. E foi essa combinação natural de forças, movimento da água e organização molecular que mostrou agora a possibilidade de criação de atuadores mecânicos e para gerar energia.


"Nós demonstramos que, mesmo após serem extraídos de fontes naturais, os polímeros quitinosos mantêm sua capacidade natural de vincular diferentes forças, organização molecular e conteúdo de água para gerar movimento mecânico e produzir eletricidade, sem a necessidade de uma fonte de energia externa ou sistema de controle," disse Fernandez.



 Músculos artificiais de quitina



A demonstração foi feita a partir de quitina extraída de cascas de camarão descartadas, que foi transformada em filmes com cerca de 130 micrômetros de espessura.


Ao estudar os efeitos de forças externas nesses filmes quitinosos, com foco nas mudanças na organização molecular, teor de água e propriedades mecânicas, os pesquisadores observaram que, semelhante ao desdobramento das asas das borboletas, esticar os filmes força uma reorganização em sua estrutura cristalina - as moléculas ficaram mais compactadas e o teor de água diminuiu.


Para demonstrar a aplicabilidade dos filmes, a equipe usou-os para criar músculos artificiais, que foram então montados em uma mão robótica. Controlando a concentração de água intermolecular dos filmes, por meio de mudanças ambientais e processos bioquímicos, o material gerou força suficiente para que a mão apresentasse um movimento de preensão impressionante, com uma força equivalente a 18 quilogramas - mais da metade da força de preensão média de um adulto.


Diferente da natureza inerte dos polímeros sintéticos, os filmes de quitina reorganizados podem se distender e contrair autonomamente em resposta a mudanças de umidade no ambiente, imitando a forma como alguns insetos adaptam sua casca a diferentes situações. Essa capacidade nativa permitiu que os filmes quitinosos levantassem verticalmente objetos pesando mais de 4,5 quilos.


A capacidade de produzir essa força por meios bioquímicos indica o potencial de uso dos filmes quitinosos para integração em sistemas biológicos, com aplicações biomédicas, como próteses e implantes médicos.



Filmes de quitina produzem eletricidade



Em outra demonstração, a equipe mostrou que a resposta do material às mudanças de umidade pode ser usada para extrair energia das oscilações ambientais e convertê-la em eletricidade, criando mais uma opção para a colheita de energia, um conceito para alimentação de pequenos aparelhos e sensores que hoje vem sendo dominado pelos nanogeradores triboelétricos.


Ao anexar os filmes a um material piezoelétrico, o movimento mecânico dos filmes em resposta às mudanças de umidade no ambiente foi convertido em correntes elétricas suficientes para alimentar pequenos eletrônicos, como os usados na internet das coisas.


A quitina é o segundo polímero orgânico mais abundante na natureza - depois da celulose - e faz parte de todos os ecossistemas, podendo ser obtido de forma rápida e sustentável de vários organismos ou mesmo de resíduos urbanos.


 "A quitina é usada para muitas funções complexas na natureza, desde a composição das asas dos insetos até a formação das conchas protetoras duras dos moluscos, e tem aplicação direta na engenharia. Nossa capacidade de entender e usar a quitina em sua forma nativa é fundamental para permitir novas aplicações de engenharia e desenvolvê-las dentro de um paradigma de integração ecológica e baixo consumo de energia," concluiu Fernandez.



Retirado e adaptado de: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade. Inovação tecnológica. Disponível em: inaaviraamusscuooariicaa-produz-eeerciddadee&&d==0100116023080444

o=quitina-vira-musculo-artificial-produz-eletricidade&id=010160230804

Acesso em: 08 ago., 2023.

Sobre as relações coesivas estabelecidas em "Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade", indique qual o termo retomado por cada um dos anafóricos indicados a seguir:

I. Isso (primeiro parágrafo)
a. quitina como um material inteligente, biocompatível, sustentável e com múltiplas funcionalidades.
b. estudando as possibilidades de uso da quitina como um material inteligente, biocompatível, sustentável e com múltiplas funcionalidades.

II. Os pesquisadores (sexto parágrafo)
a. Equipe de Javier Fernandez.
 b. Nós (quarto parágrafo).

III. Essa capacidade nativa (oitavo parágrafo)
 a. levantassem verticalmente objetos pesando mais de 4,5 quilos.
 b.se distender e contrair autonomamente em resposta a mudanças de umidade no ambiente.

IV .Essa força (nono parágrafo)
a. meios bioquímicos.
b. levantassem verticalmente objetos pesando mais de 4,5 quilos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q3678452 Português
A língua, seja ela oral ou escrita, é uma forma essencial de comunicação entre os seres humanos. Ela desempenha um papel central em várias disciplinas acadêmicas e encontra-se intimamente ligada à interdisciplinaridade, ou seja, à integração de diferentes campos de conhecimento na abordagem de um tema ou problema de forma mais abrangente e completa (FIORIN, 2008. Adaptado).

Assinale a opção correta quanto aos campos de conhecimento:
Alternativas
Q3678451 Português
A tipologia textual é uma classificação dos diferentes tipos de textos que existem, com base em suas características estruturais, linguísticas e funcionais. Essa classificação é útil para entendermos os propósitos comunicativos e a maneira como as informações são organizadas em cada tipo de texto (BECHARA, 2019. Adaptado).

Assinale a opção correta em relação aos conceitos mencionados:
Alternativas
Q3678447 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


O muro que divide Cartagena, a cidade mais turística da Colômbia



O símbolo internacional de Cartagena, uma das cidades mais famosas da Colômbia, é um cordão de muralhas que separa as pessoas desde a sua construção no século 16: primeiro entre espanhóis e piratas, depois entre brancos e negros, e agora entre turistas e moradores da cidade. Há moradores que nunca estiveram na cidade amuralhada, e muitos outros podem ter passado anos, ou décadas, sem pisar no bairro que lhes dá reconhecimento mundial.



 "É como os parisienses que não vão à Torre Eiffel", justificam alguns. Com a diferença que os muros cercam o centro da cidade − sede de várias universidades e de um Estado que muitos aqui veem como estrangeiro.



Em 1984, esses onze quilômetros de muro à beira do Mar do Caribe foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Em 2005, San Basilio de Palenque, uma cidade a cinquenta quilômetros de distância conhecida como o primeiro assentamento sem escravidão nas Américas, recebeu o mesmo reconhecimento.



Mas Betty Sargado, uma palenquera que vive de posar para fotos com turistas fascinados pelas cores de suas roupas e pelas frutas que carrega na cabeça, não vê grande benefício nesse "chamado patrimônio".



"Somos patrimônio histórico, meu amor, mas não temos seguro para pagar o dentista", diz à BBC News Mundo. "Eu não tenho um cartão que diz que sou patrimônio histórico e que, por isso, devem me oferecer serviço de odontologia. Então, que tipo de patrimônio histórico é esse?"



Empregada doméstica por quatorze anos e depois massagista nas praias, Betty e sua mãe, Angélica Cáceres, foram umas das primeiras palenqueras a chegar ao centro para aproveitar ao máximo o turismo.



Passam os dias a cativar o estrangeiro: agitam as saias, contam piada, enquanto pedem uma "picture, picture (foto em inglês)".



"Fomos nós, negros, que fizemos essas paredes", diz Betty, enquanto observa o amanhecer que tinge a rocha de coral. "Mas não temos muitos direitos sobre elas", reclama. "Ninguém sabe nada das muralhas pra lá."



Das muralhas para lá está "a outra Cartagena", uma cidade de quase dois milhões de habitantes onde duas em cada três pessoas, segundo dados oficiais, não comem três vezes ao dia; onde 70% trabalham na informalidade, têm a pior qualidade educacional do país e vivem sob a ansiedade de uma criminalidade que registrou 360 homicídios em 2022, o maior número da história recente, e entrou pela primeira vez na lista das 50 cidades mais perigosas do mundo − seis delas são colombianas.



A ideia das duas Cartagenas, uma feliz e outra triste, se consolidou. Ela está na mídia, em discursos políticos, em reportagens turísticas.



Em uma Cartagena, você pode ouvir o galope dos cavalos em uma carruagem, os gritos de "feliz casamento". No outro, o ronco dos mototáxis, as buzinas do trânsito caótico e os aviões que pousam ao lado de um bairro de casas assombradas com ruas sem calçamento.



Em uma delas há butiques de luxo, galerias de arte, eletricidade e água encanada. Na outra, vendedores ambulantes lotam semáforos e esquinas, e os serviços básicos são intermitentes.



A história de que existem duas cidades, uma boa e outra ruim, virou um clichê que os próprios moradores repetem e que, como todo clichê, é discutível. Porque uma Cartagena precisa da outra, elas se alimentam. Porque das paredes para fora pode haver caos, mas também vida, folclore, idiossincrasia caribenha.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmlxmeg1g9mo. Adaptado.



Uma imponente muralha tem atuado como uma barreira, dividindo distintos grupos ao longo do tempo. Inicialmente, separava espanhóis de piratas, mais tarde separou brancos de negros e, atualmente, delimita uma divisão entre turistas e os residentes locais da cidade. Essa histórica muralha permanece como um símbolo das diferentes faces da segregação ao longo dos séculos.

Tal muralha existe desde o século:
Alternativas
Q3678445 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


O muro que divide Cartagena, a cidade mais turística da Colômbia



O símbolo internacional de Cartagena, uma das cidades mais famosas da Colômbia, é um cordão de muralhas que separa as pessoas desde a sua construção no século 16: primeiro entre espanhóis e piratas, depois entre brancos e negros, e agora entre turistas e moradores da cidade. Há moradores que nunca estiveram na cidade amuralhada, e muitos outros podem ter passado anos, ou décadas, sem pisar no bairro que lhes dá reconhecimento mundial.



 "É como os parisienses que não vão à Torre Eiffel", justificam alguns. Com a diferença que os muros cercam o centro da cidade − sede de várias universidades e de um Estado que muitos aqui veem como estrangeiro.



Em 1984, esses onze quilômetros de muro à beira do Mar do Caribe foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Em 2005, San Basilio de Palenque, uma cidade a cinquenta quilômetros de distância conhecida como o primeiro assentamento sem escravidão nas Américas, recebeu o mesmo reconhecimento.



Mas Betty Sargado, uma palenquera que vive de posar para fotos com turistas fascinados pelas cores de suas roupas e pelas frutas que carrega na cabeça, não vê grande benefício nesse "chamado patrimônio".



"Somos patrimônio histórico, meu amor, mas não temos seguro para pagar o dentista", diz à BBC News Mundo. "Eu não tenho um cartão que diz que sou patrimônio histórico e que, por isso, devem me oferecer serviço de odontologia. Então, que tipo de patrimônio histórico é esse?"



Empregada doméstica por quatorze anos e depois massagista nas praias, Betty e sua mãe, Angélica Cáceres, foram umas das primeiras palenqueras a chegar ao centro para aproveitar ao máximo o turismo.



Passam os dias a cativar o estrangeiro: agitam as saias, contam piada, enquanto pedem uma "picture, picture (foto em inglês)".



"Fomos nós, negros, que fizemos essas paredes", diz Betty, enquanto observa o amanhecer que tinge a rocha de coral. "Mas não temos muitos direitos sobre elas", reclama. "Ninguém sabe nada das muralhas pra lá."



Das muralhas para lá está "a outra Cartagena", uma cidade de quase dois milhões de habitantes onde duas em cada três pessoas, segundo dados oficiais, não comem três vezes ao dia; onde 70% trabalham na informalidade, têm a pior qualidade educacional do país e vivem sob a ansiedade de uma criminalidade que registrou 360 homicídios em 2022, o maior número da história recente, e entrou pela primeira vez na lista das 50 cidades mais perigosas do mundo − seis delas são colombianas.



A ideia das duas Cartagenas, uma feliz e outra triste, se consolidou. Ela está na mídia, em discursos políticos, em reportagens turísticas.



Em uma Cartagena, você pode ouvir o galope dos cavalos em uma carruagem, os gritos de "feliz casamento". No outro, o ronco dos mototáxis, as buzinas do trânsito caótico e os aviões que pousam ao lado de um bairro de casas assombradas com ruas sem calçamento.



Em uma delas há butiques de luxo, galerias de arte, eletricidade e água encanada. Na outra, vendedores ambulantes lotam semáforos e esquinas, e os serviços básicos são intermitentes.



A história de que existem duas cidades, uma boa e outra ruim, virou um clichê que os próprios moradores repetem e que, como todo clichê, é discutível. Porque uma Cartagena precisa da outra, elas se alimentam. Porque das paredes para fora pode haver caos, mas também vida, folclore, idiossincrasia caribenha.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmlxmeg1g9mo. Adaptado.



O símbolo internacional de Cartagena, uma das cidades mais famosas da Colômbia, é um cordão de muralhas que separa pessoas desde a sua construção no século XVI: primeiro entre espanhóis e piratas, depois entre brancos e negros e agora, entre turistas e moradores da cidade.

Assinale a opção correta de acordo com o texto base:
Alternativas
Q3678444 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


O muro que divide Cartagena, a cidade mais turística da Colômbia



O símbolo internacional de Cartagena, uma das cidades mais famosas da Colômbia, é um cordão de muralhas que separa as pessoas desde a sua construção no século 16: primeiro entre espanhóis e piratas, depois entre brancos e negros, e agora entre turistas e moradores da cidade. Há moradores que nunca estiveram na cidade amuralhada, e muitos outros podem ter passado anos, ou décadas, sem pisar no bairro que lhes dá reconhecimento mundial.



 "É como os parisienses que não vão à Torre Eiffel", justificam alguns. Com a diferença que os muros cercam o centro da cidade − sede de várias universidades e de um Estado que muitos aqui veem como estrangeiro.



Em 1984, esses onze quilômetros de muro à beira do Mar do Caribe foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Em 2005, San Basilio de Palenque, uma cidade a cinquenta quilômetros de distância conhecida como o primeiro assentamento sem escravidão nas Américas, recebeu o mesmo reconhecimento.



Mas Betty Sargado, uma palenquera que vive de posar para fotos com turistas fascinados pelas cores de suas roupas e pelas frutas que carrega na cabeça, não vê grande benefício nesse "chamado patrimônio".



"Somos patrimônio histórico, meu amor, mas não temos seguro para pagar o dentista", diz à BBC News Mundo. "Eu não tenho um cartão que diz que sou patrimônio histórico e que, por isso, devem me oferecer serviço de odontologia. Então, que tipo de patrimônio histórico é esse?"



Empregada doméstica por quatorze anos e depois massagista nas praias, Betty e sua mãe, Angélica Cáceres, foram umas das primeiras palenqueras a chegar ao centro para aproveitar ao máximo o turismo.



Passam os dias a cativar o estrangeiro: agitam as saias, contam piada, enquanto pedem uma "picture, picture (foto em inglês)".



"Fomos nós, negros, que fizemos essas paredes", diz Betty, enquanto observa o amanhecer que tinge a rocha de coral. "Mas não temos muitos direitos sobre elas", reclama. "Ninguém sabe nada das muralhas pra lá."



Das muralhas para lá está "a outra Cartagena", uma cidade de quase dois milhões de habitantes onde duas em cada três pessoas, segundo dados oficiais, não comem três vezes ao dia; onde 70% trabalham na informalidade, têm a pior qualidade educacional do país e vivem sob a ansiedade de uma criminalidade que registrou 360 homicídios em 2022, o maior número da história recente, e entrou pela primeira vez na lista das 50 cidades mais perigosas do mundo − seis delas são colombianas.



A ideia das duas Cartagenas, uma feliz e outra triste, se consolidou. Ela está na mídia, em discursos políticos, em reportagens turísticas.



Em uma Cartagena, você pode ouvir o galope dos cavalos em uma carruagem, os gritos de "feliz casamento". No outro, o ronco dos mototáxis, as buzinas do trânsito caótico e os aviões que pousam ao lado de um bairro de casas assombradas com ruas sem calçamento.



Em uma delas há butiques de luxo, galerias de arte, eletricidade e água encanada. Na outra, vendedores ambulantes lotam semáforos e esquinas, e os serviços básicos são intermitentes.



A história de que existem duas cidades, uma boa e outra ruim, virou um clichê que os próprios moradores repetem e que, como todo clichê, é discutível. Porque uma Cartagena precisa da outra, elas se alimentam. Porque das paredes para fora pode haver caos, mas também vida, folclore, idiossincrasia caribenha.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cmlxmeg1g9mo. Adaptado.



A coesão e a coerência textuais são fundamentais para garantir a compreensão e fluidez de um texto. Elas referem-se à forma como as ideias são conectadas e organizadas, de modo a tornar o texto bem estruturado e lógico (BECHARA, 2019. Adaptado).

Assinale a opção correta em relação aos conceitos mencionados:
Alternativas
Q3678421 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.

Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade



O professor Javier Fernandez, da Universidade de Tecnologia e Design de Cingapura, vem há alguns anos estudando as possibilidades de uso da quitina como um material inteligente, biocompatível, sustentável e com múltiplas funcionalidades. Isso lhe permitiu criar uma nova classe de compósitos e fazer planos para abrigos em Marte feitos com carapaças de insetos.



A quitina é um polímero orgânico que é o principal componente das carapaças dos artrópodes, como crustáceos, alguns insetos e até das asas das borboletas. E o caso das borboletas é interessante como fonte de inspiração porque elas apresentam mudanças estruturais que podem ser copiadas para aplicações práticas. O professor Fernandez descobriu, também, que podem ser usadas para produzir eletricidade.



Assim que uma borboleta emerge do seu casulo, no estágio final da metamorfose, ela abre lentamente as asas, para que elas possam secar. O material quitinoso fica desidratado, enquanto o sangue bombeado pelas veias do inseto produz forças que reorganizam as moléculas da quitina, para que ela adquira a resistência e a rigidez únicas necessárias para o voo. E foi essa combinação natural de forças, movimento da água e organização molecular que mostrou agora a possibilidade de criação de atuadores mecânicos e para gerar energia.



"Nós demonstramos que, mesmo após serem extraídos de fontes naturais, os polímeros quitinosos mantêm sua capacidade natural de vincular diferentes forças, organização molecular e conteúdo de água para gerar movimento mecânico e produzir eletricidade, sem a necessidade de uma fonte de energia externa ou sistema de controle," disse Fernandez.




Músculos artificiais de quitina




A demonstração foi feita a partir de quitina extraída de cascas de camarão descartadas, que foi transformada em filmes com cerca de 130 micrômetros de espessura.



Ao estudar os efeitos de forças externas nesses filmes quitinosos, com foco nas mudanças na organização molecular, teor de água e propriedades mecânicas, os pesquisadores observaram que, semelhante ao desdobramento das asas das borboletas, esticar os filmes força uma reorganização em sua estrutura cristalina - as moléculas ficaram mais compactadas e o teor de água diminuiu.



Para demonstrar a aplicabilidade dos filmes, a equipe usou-os para criar músculos artificiais, que foram então montados em uma mão robótica. Controlando a concentração de água intermolecular dos filmes, por meio de mudanças ambientais e processos bioquímicos, o material gerou força suficiente para que a mão apresentasse um movimento de preensão impressionante, com uma força equivalente a 18 quilogramas - mais da metade da força de preensão média de um adulto.



Diferente da natureza inerte dos polímeros sintéticos, os filmes de quitina reorganizados podem se distender e contrair autonomamente em resposta a mudanças de umidade no ambiente, imitando a forma como alguns insetos adaptam sua casca a diferentes situações. Essa capacidade nativa permitiu que os filmes quitinosos levantassem verticalmente objetos pesando mais de 4,5 quilos.



A capacidade de produzir essa força por meios bioquímicos indica o potencial de uso dos filmes quitinosos para integração em sistemas biológicos, com aplicações biomédicas, como próteses e implantes médicos.




Filmes de quitina produzem eletricidade



Em outra demonstração, a equipe mostrou que a resposta do material às mudanças de umidade pode ser usada para extrair energia das oscilações ambientais e convertê-la em eletricidade, criando mais uma opção para a colheita de energia, um conceito para alimentação de pequenos aparelhos e sensores que hoje vem sendo dominado pelos nanogeradores triboelétricos.



Ao anexar os filmes a um material piezoelétrico, o movimento mecânico dos filmes em resposta às mudanças de umidade no ambiente foi convertido em correntes elétricas suficientes para alimentar pequenos eletrônicos, como os usados na internet das coisas.



A quitina é o segundo polímero orgânico mais abundante na natureza - depois da celulose - e faz parte de todos os ecossistemas, podendo ser obtido de forma rápida e sustentável de vários organismos ou mesmo de resíduos urbanos.



"A quitina é usada para muitas funções complexas na natureza, desde a composição das asas dos insetos até a formação das conchas protetoras duras dos moluscos, e tem aplicação direta na engenharia. Nossa capacidade de entender e usar a quitina em sua forma nativa é fundamental para permitir novas aplicações de engenharia e desenvolvê-las dentro de um paradigma de integração ecológica e baixo consumo de energia," concluiu Fernandez.



Retirado e adaptado de: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade.

Inovação tecnológica. Disponível em: inaaviraamusscuooariicaa-produz-eeerciddadee&&d==010011602308044

o=quitina-vira-musculo-artificial-produz-eletricidade&id=010160230804

Acesso em: 08 ago., 2023

A parir da leitura atenta de "Asas de borboleta inspiram músculos artificiais e produzem eletricidade", analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) Foi em uma associação com o processo da metamorfose das borboletas que o estudo criou filmes.

(__) Embora o título do texto seja chamativo, a informação nele passada não está necessariamente correta.

(__) A quitina é o polímero orgânico mais abundante na natureza e faz parte de todos os ecossistemas.

(__) A capacidade dos filmes quitinosos é grande e abre possibilidades para sua aplicação em materiais como próteses e implantes.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3678166 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.

A cidade brasileira que está no centro da maior cratera de asteroide na América do Sul

Araguainha está localizada no centro da maior cratera causada por um asteroide na América do Sul.

O impacto com o corpo celeste ocorreu há 250 milhões de anos e causou uma cicatriz de 40 quilômetros de diâmetro - correspondente a uma área de, aproximadamente, 1,3 mil quilômetros quadrados. Na cratera caberia, por exemplo, a região metropolitana de São Paulo.

A área da colisão do asteroide está dividida entre três cidades de Mato Grosso - onde está localizada 60% da cratera - e três do Estado vizinho, Goiás.

Estudos apontam que o impacto pode ter provocado a maior extinção de vida na Terra - maior, inclusive, que a dos dinossauros. A colisão teria destruído, imediatamente, tudo o que estava num raio de até 250 quilômetros e, posteriormente, gerado um rápido e fatal aquecimento global, causando tsunamis e terremotos.

"O impacto foi indireto, diferente daquele asteroide que matou os dinossauros. A colisão em Araguainha provocou um sismo enorme, responsável pela liquefação dos sedimentos da Bacia do Paraná, lançando para a atmosfera uma grande quantidade de metano, um gás com poderoso efeito de estufa, 60 vezes maior que o dióxido de carbono", explica o geólogo norte-americano Eric Tohver, um dos autores dos estudos e professor visitante da Universidade de São Paulo (USP).

Como consequência, milhões de seres vivos morreram. Segundo os estudos, foram extintas cerca de 90% das espécies de seres que habitavam o planeta. No período, a Terra era composta por répteis e anfíbios. O desaparecimento de vida decorrente do meteorito de Araguainha, conforme pesquisadores, foi mais intenso que o fenômeno que levou à extinção dos dinossauros, que ocorreu há 65 milhões de anos, também causado por um corpo celeste. Neste, foram extintas de 60% a 65% das espécies de seres vivos da Terra.

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-46269719. Adaptado.
Inúmeras montanhas anunciam a chegada a Araguainha, Mato Grosso, a terceira cidade menos populosa do Brasil, com 956 habitantes. Na estrada de chão que leva ao município, é possível avistar rochas compostas por minerais que, em outros lugares, são encontrados somente no subsolo.
De acordo com o texto base:
Alternativas
Respostas
42241: C
42242: A
42243: B
42244: A
42245: B
42246: C
42247: A
42248: D
42249: A
42250: D
42251: D
42252: A
42253: A
42254: C
42255: E
42256: A
42257: D
42258: B
42259: A
42260: A