Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2406695 Português

Texto para responder à questão.







SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, com adaptações

Considerando os aspectos linguísticos e o sentido do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.  


A palavra “até” (linha 24) estabelece um sentido de limite em relação aos alojamentos constituídos dentro das senzalas.

Alternativas
Q2406693 Português

Texto para responder à questão.







SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, com adaptações

Considerando os aspectos linguísticos e o sentido do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.  



No primeiro parágrafo, “antropólogo pernambucano” (linha 7) e “ele” (linha 10) estabelecem referenciação anafórica com “Gilberto Freyre” (linha 3).

Alternativas
Q2406692 Português



PESSOA, Fernando. Autopsicografia.
In: Antologia Poética. Lisboa: Relógio d’água, 2014, p. 50 

A respeito dos aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.  



A terceira estrofe contém a figura de linguagem hipérbato, caracterizada pela inversão da ordem dos elementos da oração, e apresenta a palavra “coração” como sujeito.  

Alternativas
Q2406691 Português



PESSOA, Fernando. Autopsicografia.
In: Antologia Poética. Lisboa: Relógio d’água, 2014, p. 50 

A respeito dos aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.  



A segunda estrofe contém uma sinestesia.

Alternativas
Q2406689 Português



PESSOA, Fernando. Autopsicografia.
In: Antologia Poética. Lisboa: Relógio d’água, 2014, p. 50 

A respeito dos aspectos linguísticos e semânticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.  



A repetição da palavra “dor” (linhas 3, 4 e 6) constitui a figura de linguagem anáfora. 

Alternativas
Q2406688 Português





BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia.

Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1988, p. 27, com adaptações.

Considerando as ideias e os sentidos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.



Para seguir a linha de argumentação do autor, as reticências inseridas após o período “transformou-se na ação de” (linha 16) poderiam ser completadas, por exemplo, com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948.

Alternativas
Q2406687 Português





BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia.

Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1988, p. 27, com adaptações.

Considerando as ideias e os sentidos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.



A “matéria bruta” (linha 12) se refere ao substrato original da democracia, que precisa ser lapidado na história das sociedades. 

Alternativas
Q2406686 Português





BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia.

Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1988, p. 27, com adaptações.

Considerando as ideias e os sentidos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.



A ênfase do autor recai sobre o processo de transformação da democracia, mais do que sobre a distância entre seus ideais e sua realidade.

Alternativas
Q2406685 Português





BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia.

Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1988, p. 27, com adaptações.

Considerando as ideias e os sentidos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.



O texto contém crítica de fundo aos princípios democráticos que se concretizam, na realidade histórica, em regimes anárquicos e autocráticos. 

Alternativas
Q2406684 Português







ROUANET, Sergio Paulo. O mito do bom selvagem. Artepensamento, 1999. Disponível em: <https://artepensamento.ims.com.br/item/o-mitodo-bom-selvagem/>. Acesso em: 17 jul. 2023, com adaptações.

Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue (C ou E) o item a seguir. 



A palavra “indômita” (linha 25) significa que a coragem dos prisioneiros é difícil de ser domada. 

Alternativas
Q2406683 Português







ROUANET, Sergio Paulo. O mito do bom selvagem. Artepensamento, 1999. Disponível em: <https://artepensamento.ims.com.br/item/o-mitodo-bom-selvagem/>. Acesso em: 17 jul. 2023, com adaptações.

Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue (C ou E) o item a seguir. 



O huguenote citado faz uso de linguagem conotativa para matizar a antropofagia, comparando-a com a usura.

Alternativas
Q2406682 Português







ROUANET, Sergio Paulo. O mito do bom selvagem. Artepensamento, 1999. Disponível em: <https://artepensamento.ims.com.br/item/o-mitodo-bom-selvagem/>. Acesso em: 17 jul. 2023, com adaptações.

Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue (C ou E) o item a seguir. 



Vespúcio antecedeu o padre franciscano na comparação dos costumes indígenas com características da civilização europeia de sua época. 

Alternativas
Q2406681 Português







ROUANET, Sergio Paulo. O mito do bom selvagem. Artepensamento, 1999. Disponível em: <https://artepensamento.ims.com.br/item/o-mitodo-bom-selvagem/>. Acesso em: 17 jul. 2023, com adaptações.

Com base nas ideias apresentadas no texto, julgue (C ou E) o item a seguir. 



“Mais epicuristas que estoicos” (linhas 9 e 10) significa que os indígenas lhe pareceram mais simples, ligados à natureza, do que austeros.

Alternativas
Q2406298 Português
Texto III


Eu – Clarice Lispector
Autor: Clarice Lispector

Sou composta por urgências:
minhas alegrias são intensas;
minhas tristezas, absolutas.
Entupo-me de ausências,
Esvazio-me de excessos.
Eu não caibo no estreito,
eu só vivo nos extremos.

Pouco não me serve,
médio não me satisfaz,
metades nunca foram meu forte!

Todos os grandes e pequenos momentos,
feitos com amor e com carinho,
são pra mim recordações eternas.
Palavras até me conquistam temporariamente…
Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre.

Suponho que me entender
não é uma questão de inteligência
e sim de sentir,
de entrar em contato…
Ou toca, ou não toca.

Clarice Lispector


Disponível em: https://analisedeletras.com.br/poesia/eu-claricelispector/
No trecho “ou toca, ou não toca.”, é possível identificar a composição do período por coordenação. Quanto aos mecanismos linguísticos utilizados nesse período, nota-se que estão ligados por uma relação de: 
Alternativas
Q2406296 Português
Texto III


Eu – Clarice Lispector
Autor: Clarice Lispector

Sou composta por urgências:
minhas alegrias são intensas;
minhas tristezas, absolutas.
Entupo-me de ausências,
Esvazio-me de excessos.
Eu não caibo no estreito,
eu só vivo nos extremos.

Pouco não me serve,
médio não me satisfaz,
metades nunca foram meu forte!

Todos os grandes e pequenos momentos,
feitos com amor e com carinho,
são pra mim recordações eternas.
Palavras até me conquistam temporariamente…
Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre.

Suponho que me entender
não é uma questão de inteligência
e sim de sentir,
de entrar em contato…
Ou toca, ou não toca.

Clarice Lispector


Disponível em: https://analisedeletras.com.br/poesia/eu-claricelispector/
O texto III tem uma predominância da primeira pessoa, marca que pode ser observada em todos os versos a seguir, exceto em:
Alternativas
Q2406294 Português
Texto III


Eu – Clarice Lispector
Autor: Clarice Lispector

Sou composta por urgências:
minhas alegrias são intensas;
minhas tristezas, absolutas.
Entupo-me de ausências,
Esvazio-me de excessos.
Eu não caibo no estreito,
eu só vivo nos extremos.

Pouco não me serve,
médio não me satisfaz,
metades nunca foram meu forte!

Todos os grandes e pequenos momentos,
feitos com amor e com carinho,
são pra mim recordações eternas.
Palavras até me conquistam temporariamente…
Mas atitudes me perdem ou me ganham para sempre.

Suponho que me entender
não é uma questão de inteligência
e sim de sentir,
de entrar em contato…
Ou toca, ou não toca.

Clarice Lispector


Disponível em: https://analisedeletras.com.br/poesia/eu-claricelispector/
No primeiro verso do poema, o eu-lírico afirma ser “composta por urgências”. Assinale a alternativa em que se explica quais são essas urgências:
Alternativas
Q2406293 Português

Texto II


Posto, logo existo, de Martha Medeiros

Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo.


Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem o acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra. Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu 'cogito, ergo sum', pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo. Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.


Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o real pelo virtual, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização.


Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!!


O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portanto armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.


Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.



Disponível em: https://www.itatiaia.com.br/noticia/posto-logo-existode-martha-medeiros

No texto II, a autora faz uso do termo “Antropofagia”. Sobre seu significado é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q2406292 Português

Texto II


Posto, logo existo, de Martha Medeiros

Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo.


Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem o acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra. Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu 'cogito, ergo sum', pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo. Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.


Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o real pelo virtual, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização.


Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!!


O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portanto armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.


Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.



Disponível em: https://www.itatiaia.com.br/noticia/posto-logo-existode-martha-medeiros

Assinale a alternativa em que há um testemunho pessoal da autora, contendo uma situação vivida por ela:
Alternativas
Q2406291 Português

Texto II


Posto, logo existo, de Martha Medeiros

Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo.


Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem o acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra. Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu 'cogito, ergo sum', pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo. Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.


Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o real pelo virtual, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização.


Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!!


O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portanto armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.


Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.



Disponível em: https://www.itatiaia.com.br/noticia/posto-logo-existode-martha-medeiros

Assinale a alternativa que indica o referente da expressão “tudo” da frase posterior: “Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra”.
Alternativas
Q2406290 Português

Texto II


Posto, logo existo, de Martha Medeiros

Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo.


Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem o acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra. Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu 'cogito, ergo sum', pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo. Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.


Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o real pelo virtual, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização.


Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!!


O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portanto armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.


Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.



Disponível em: https://www.itatiaia.com.br/noticia/posto-logo-existode-martha-medeiros

De acordo com o texto II, o motivo pelo qual a crônica poderia ter se originado foi: 
Alternativas
Respostas
39401: E
39402: C
39403: E
39404: C
39405: E
39406: E
39407: E
39408: E
39409: E
39410: C
39411: C
39412: C
39413: E
39414: A
39415: C
39416: B
39417: D
39418: D
39419: A
39420: B