Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Leia o texto a seguir.
ESTIMAÇÃO
O apartamento era minúsculo.
− Mal cabe a nossa família − dizia a mãe. − Além disso, anda infestado de insetos, que não sei de onde vieram.
Guardando sua barata na caixinha, o menino resmunga: “Quem manda ela não me deixar ter um cachorro”...
Sandra
Responda à questão com base na seguinte tirinha:

Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/159509315784/t irinha-original
Após a leitura da tirinha, leia as assertivas:
I. O comentário de Armandinho Não mesmo... Foi no máximo umas dez mil traz um tom de humor e sarcasmo ao diálogo.
II. O uso de um milhão de vezes e umas dez mil indica uma contagem literal, sem exageros.
Pode-se afirmar que:
Considere os seguintes poemas:
POEMA I:
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos! Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio seguia sempre em frente…E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
(QUINTANA, Mario. Nova Antologia Poética. 9. ed. São Paulo: Globo, 2003.)
POEMA II:
As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis: Elas desejam ser olhadas de azul Que nem uma criança que você olha de ave. Acerca dos poemas acima, julgue as assertivas abaixo:
I. No poema I predomina-se a figura de linguagem denominada de metonímia.
II. No poema I, o tempo é compreendido como uma tarefa, uma espécie de obrigação a ser realizada e, portanto, o autor recorre ao recurso linguístico da prosopopeia para construir esse entendimento.
III. No poema II podemos encontrar a figura de linguagem denominada de personificação.
Assinale:
1. Valorizar as especificidades comunicativas dos mais diversos grupos sociais sem, no entanto, negligenciar a norma culta da língua, proporcionando uma abertura e ampliação das competências e habilidades linguísticas.
2. O exercício da oralidade inerente às práticas pedagógicas aponta para o fato de que a escola não ensina apenas a língua escrita, mas deve também ser espaço de fala e desenvolvimento das competências e habilidades expressivas e argumentativas.
3. A língua é produto de quem a fala. Todos chegamos à escola sabendo a língua. Sendo assim, o ensino deveria focar apenas a leitura para ampliação e desenvolvimento de vocabulário.
4. No que concerne ao desenvolvimento da competência linguística, a atenção deve voltar-se, sobretudo, para a etnografia da fala: análise de interações verbais, produções discursivas, atividades verbais e comunicativas, bem como a cognição.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Assinale a alternativa que aponta as sequências tipológicas identificáveis nesta fábula (texto) na ordem em que aparecem.
Investigado por um caso de corrupção, na década de 1980, o secretário da Indústria e Comércio, Otávio Ceccato, respondeu a um grupo de repórteres para rebater as denúncias quanto ao seu envolvimento: “Como São Pedro, nego, nego, nego”. Ceccato respondeu, usando como argumento a conhecida passagem bíblica em que São Pedro negou conhecer Jesus Cristo três vezes na mesma noite.
(Fonte da reportagem: Veja, 1 jun 1988)
Assinale a alternativa que apresenta o princípio da coerência ferido pela resposta de Otávio Ceccato:
Utilize o texto abaixo para responder à questão.
Como ensinar
Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes. Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias. É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda. Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.
(ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. SP, Editora Planeta do Brasil, 2009, p. 130-131).
Assim, assinale a alternativa em que isso acontece.
Utilize o texto abaixo para responder à questão.
Como ensinar
Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes. Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias. É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda. Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.
(ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. SP, Editora Planeta do Brasil, 2009, p. 130-131).
Utilize o texto abaixo para responder à questão.
Como ensinar
Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes. Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias. É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda. Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.
(ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. SP, Editora Planeta do Brasil, 2009, p. 130-131).
Assinale a alternativa que apresenta a relação de sentido correta entre os diversos trechos do texto.
Utilize o texto abaixo para responder à questão.
Como ensinar
Se eu fosse ensinar a uma criança a arte da jardinagem, não começaria com as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Eu a levaria a passear por parques e jardins, mostraria flores e árvores, falaria sobre suas maravilhosas simetrias e perfumes; a levaria a uma livraria para que ela visse, nos livros de arte, jardins de outras partes do mundo. Aí, seduzida pela beleza dos jardins, ela me pediria para ensinar-lhe as lições das pás, enxadas e tesouras de podar. Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música, não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe falaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes. Se fosse ensinar a uma criança a arte da leitura, não começaria com as letras e as sílabas. Simplesmente leria as estórias mais fascinantes que a fariam entrar no mundo encantado da fantasia. Aí então, com inveja dos meus poderes mágicos, ela desejaria que eu lhe ensinasse o segredo que transforma letras e sílabas em estórias. É muito simples. O mundo de cada pessoa é muito pequeno. Os livros são a porta para um mundo grande. Pela leitura vivemos experiências que não foram nossas e então elas passam a ser nossas. Lemos a estória de um grande amor e experimentamos as alegrias e dores de um grande amor. Lemos estórias de batalhas e nos tornamos guerreiros de espada na mão, sem os perigos das batalhas de verdade. Viajamos para o passado e nos tornamos contemporâneos dos dinossauros. Viajamos para o futuro e nos transportamos para mundos que não existem ainda. Lemos as biografias de pessoas extraordinárias que lutaram por causas bonitas e nos tornamos seus companheiros de lutas. Lendo, fazemos turismo sem sair do lugar. E isso é muito bom.
(ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. SP, Editora Planeta do Brasil, 2009, p. 130-131).
Nas férias de dezembro, conheça o Museu dos Dinossauros de Peirópolis, MG
O espaço conta com exposições que contemplam réplicas e acervos didáticos de paleontologia
Lucas Rocha, da CNN 10/12/2022
Peirópolis, no distrito rural de Uberaba, em Minas Gerais, é o lar de um conjunto de dinossauros de várias espécies. O local, que fica próximo à região do morro da Serra do Veadinho, é bastante conhecido pelos achados de vários fósseis de vertebrados em bom estado de conservação.
Para caracterizar uma nova espécie, os pesquisadores do campo da taxonomia, a ciência que envolve a descrição e classificação dos organismos, buscam encontrar detalhes na fisiologia de cada espécime.
Entusiastas do período Jurássico podem visitar, em Peirópolis, o Museu dos Dinossauros da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). O espaço conta com exposições que contemplam acervos didáticos de paleontologia.
A partir da mostra, os visitantes realizam uma viagem no tempo com a observação de fósseis e réplicas dos dinossauros.
O horário de funcionamento é de terça-feira a domingo, das 8h às 17h. A entrada é gratuita e não há necessidade de agendamento prévio.
O museu está localizado no bairro de Peirópolis, situado nas margens da BR-262 no km 784. Está distante de Uberaba aproximadamente 22 km, sentido Belo Horizonte.
fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/nas-ferias- -de-dezembro-conheca-o-museu-dos-dinossauros-de-peiropolis- -em-mg/
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com as informações apresentadas na notícia (texto 1).
( ) O estado de Minas Gerais é um berço arqueológico muito rico e tem pesquisa de taxonomia.
( ) A riqueza arqueológica do distrito rural de Uberaba, Peirópolis, tem o Museu dos Dinossauros.
( ) A taxonomia é uma ciência que estuda a classificação e descrição de organismos, detalhando aspectos fisiológicos das espécies.
( ) O Museu dos dinossauros está aberto ao público na Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em Belo Horizonte.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
As máquinas não conseguem realizar (pelo menos ainda) as atividades consideradas exclusivamente humanas, como liderar, empatizar, criar e julgar outros humanos (se bem que acabamos de ver exemplos de previsões de julgamentos realizados por máquinas; mas, no caso da tabela, os autores referem-se a julgamentos que levam em consideração emoções e empatia, não apenas o lado racional). Essa questão de decisões legais realizadas por máquinas ainda é bastante polêmica, mas, em alguns casos, os algoritmos podem ser excelentes referências.
Com relação à criatividade, esse tem sido um tema constante entre os estudiosos. Há algoritmos para escrever canções, imitar estilos de grandes pintores e ajudar nas decisões criativas em um set de filmagem, por exemplo. Os programas tentam entender os critérios que os humanos usam para gostar de determinadas obras e usam como apoio para a tomada de decisão.
O Watson (o famoso robô da IBM) conseguiu, em 2016, criar o trailer para um filme de terror da Century Fox Studios (Morgan) analisando o visual, o som e a composição de centenas de trailers de filmes de terror a fim de identificar padrões. Com base nisso, Watson selecionou as cenas que iriam para o trailer, reduzindo semanas de trabalho exaustivo.
John Smith, que gerenciou todo o projeto, faz, porém, uma ressalva: “É fácil para a inteligência artificial criar alguma coisa nova aleatoriamente. Mas é muito difícil criar alguma coisa nova, inesperada e útil”.
Os algoritmos, então, seriam ferramentas úteis para substituir profissionais medianos, que se baseiam em gostos mais populares e comuns para criar peças — sejam pinturas, músicas, esculturas, ilustrações ou vídeos — ou para auxiliar nos trabalhos mais demorados e acelerar protótipos.
Mas para se criar algo realmente original, brilhante e inesperado, que se transforme em uma experiência memorável, ainda são necessários talentos exclusivamente humanos.
Uma das tendências apontadas para futuros trabalhos dominados por humanos, inclusive, é o setor de entretenimento. Se as pessoas terão mais tempo livre, mais tempo também terão de pensar sobre a vida, de ouvir música, visitar exposições, assistir a filmes, ver peças de teatro.
A arte fala sobre o ser humano, seus dilemas, dúvidas, crises existenciais, emoções e sentimentos. O que nos faz humanos, em suma, é a capacidade que temos de fazer (e apreciar) a arte. Essa parte não tem como ser assumida por uma máquina.
(Fonte: Atitude pró-inovação, 2021 — Adaptado.)
Considerando-se a análise e interpretação do texto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Pode-se inferir, a partir da leitura do primeiro parágrafo do texto, que atividades hoje feitas exclusivamente por seres humanos podem chegar, algum dia, a ser cumpridas por robôs.
( ) O cientista que gerenciou a criação do robô da IBM acredita que, apesar do êxito do robô da IBM, é muito difícil que IAs cheguem a poder criar coisas novas e esperadas.
( ) A arte, seja em sua confecção ou apreciação, termina sendo o que diferencia os seres humanos das máquinas.
As máquinas não conseguem realizar (pelo menos ainda) as atividades consideradas exclusivamente humanas, como liderar, empatizar, criar e julgar outros humanos (se bem que acabamos de ver exemplos de previsões de julgamentos realizados por máquinas; mas, no caso da tabela, os autores referem-se a julgamentos que levam em consideração emoções e empatia, não apenas o lado racional). Essa questão de decisões legais realizadas por máquinas ainda é bastante polêmica, mas, em alguns casos, os algoritmos podem ser excelentes referências.
Com relação à criatividade, esse tem sido um tema constante entre os estudiosos. Há algoritmos para escrever canções, imitar estilos de grandes pintores e ajudar nas decisões criativas em um set de filmagem, por exemplo. Os programas tentam entender os critérios que os humanos usam para gostar de determinadas obras e usam como apoio para a tomada de decisão.
O Watson (o famoso robô da IBM) conseguiu, em 2016, criar o trailer para um filme de terror da Century Fox Studios (Morgan) analisando o visual, o som e a composição de centenas de trailers de filmes de terror a fim de identificar padrões. Com base nisso, Watson selecionou as cenas que iriam para o trailer, reduzindo semanas de trabalho exaustivo.
John Smith, que gerenciou todo o projeto, faz, porém, uma ressalva: “É fácil para a inteligência artificial criar alguma coisa nova aleatoriamente. Mas é muito difícil criar alguma coisa nova, inesperada e útil”.
Os algoritmos, então, seriam ferramentas úteis para substituir profissionais medianos, que se baseiam em gostos mais populares e comuns para criar peças — sejam pinturas, músicas, esculturas, ilustrações ou vídeos — ou para auxiliar nos trabalhos mais demorados e acelerar protótipos.
Mas para se criar algo realmente original, brilhante e inesperado, que se transforme em uma experiência memorável, ainda são necessários talentos exclusivamente humanos.
Uma das tendências apontadas para futuros trabalhos dominados por humanos, inclusive, é o setor de entretenimento. Se as pessoas terão mais tempo livre, mais tempo também terão de pensar sobre a vida, de ouvir música, visitar exposições, assistir a filmes, ver peças de teatro.
A arte fala sobre o ser humano, seus dilemas, dúvidas, crises existenciais, emoções e sentimentos. O que nos faz humanos, em suma, é a capacidade que temos de fazer (e apreciar) a arte. Essa parte não tem como ser assumida por uma máquina.
(Fonte: Atitude pró-inovação, 2021 — Adaptado.)
Dezenas de nações assinarão tratado oceânico da ONU,
mas a implementação aguarda resoluções internas
Um novo tratado da ONU para proteger os oceanos do mundo deverá ser assinado por dezenas de países nesta quarta feira (20), mais um passo nos esforços para reverter os danos causados aos frágeis ambientes marinhos pela pesca excessiva e outras atividades humanas.
O pacto global para a conservação da biodiversidade no alto mar foi finalmente acordado em março e formalmente adotado pelas Nações Unidas em junho. É visto como uma ferramenta crucial para cumprir uma meta de proteger 30% da terra e do mar do planeta até 2030, conhecida como “30 por 30”.
Espera-se que pelo menos 60 países assinem o acordo na Assembleia Geral. No entanto, ainda precisa de ser ratificado internamente em cada um dos países para entrar em vigor.
Mads Christensen, diretor executivo interino do Greenpeace Internacional, descreveu o acordo como um “sinal poderoso” de ajuda a manter o ímpeto para cumprir a meta “30 por 30”.
"Mas esta assinatura é um momento puramente simbólico", disse ele. "Agora os políticos devem trazer o tratado para casa e garantir que seja ratificado em tempo recorde."
O acordo criará santuários oceânicos onde a pesca será proibida e também garantirá que a atividade humana em alto mar seja sujeita a avaliações de impacto ambiental.
A União Internacional para a Conservação da Natureza estima que serão necessários 500 milhões de dólares em financiamento para dar início ao tratado, e um fundo especial de implementação e capacitação poderá exigir outros 100 milhões de dólares por ano.
As ameaças ao ambiente oceânico têm aumentado nos últimos anos em resultado da pesca excessiva, bem como do aumento das temperaturas, e novas ameaças também poderão surgir da mineração nos fundos oceânicos e da utilização de tecnologias de geoengenharia para aumentar a capacidade do oceano de absorver dióxido de carbono.
Grupos ambientalistas dizem que o tratado deve entrar em vigor até 2025, o mais tardar, para garantir que a meta de proteção “30 por 30” seja alcançada.
“O oceano não pode esperar, e com o tratado em preparação durante a maior parte dos últimos 20 anos, não há tempo a perder”, disse Jessica Battle, especialista em oceanos do Fundo Mundial para a Natureza.
Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/meio-ambiente/2023/09/1046071-dezenas-de--nacoes-assinarao-tratado-oceanico-da-onu-mas-a-implementacao-aguarda-reso
lucoes-internas.html. Acesso em 21/09/2023