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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 129.391 questões

Q4222175 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

A vida com legendas. (Martha Medeiros).

Uma vez eu estava assistindo a um filme americano no DVD, quando uma amiga da minha filha chegou aqui em casa. Ela deu um alô de longe, para não atrapalhar a sessão, mas de repente algo chamou sua atenção na TV, e em seguida ela me olhou com uma expressão atônita. Achei que fosse me revelar um segredo de Fátima, mas o que ela me disse foi: "Tia, você não sabe? Dá para assistir ao filme dublado!". Aquele "tia" não conseguiu estragar meu humor. "Eu sei, querida, mas eu prefiro assistir com legenda".
A cara de espanto que ela fez, só vendo. Dava para ler seu pensamento: como alguém pode preferir ver um filme com legenda em vez de dublado??? Pois é. Eu me rendo feliz às legendas, já que meu inglês não é nenhum espetáculo. Mas não é só por isso. Por melhores que sejam nossos dubladores, perde-se a interpretação original, o tom de voz, as interjeições. Fica um troço frio. Dublada, qualquer obra de arte parece filme de sessão da tarde. Vai pro ralo a magia do cinema.
Legenda, ao contrário, permite o confronto entre o que foi dito e o que foi compreendido. Temos acesso às duas versões. Aliás, não seria nada mal se legendassem algumas cenas da vida real, também. 
Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4222083 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

A DESPEDIDA DO AMOR. (Martha Medeiros).

Existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também. 

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.
Despedir-se de um amor, é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.
De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “dilacerante” significa: 
Alternativas
Q4222079 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

A DESPEDIDA DO AMOR. (Martha Medeiros).

Existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também. 

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.
Despedir-se de um amor, é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.
Analise o texto e marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q4221951 Português
Leia o texto para responder à questão.

Crônica, de Martha Medeiros.

Quando Deus aparece pra você?
Pra mim, ele aparece sempre através da música. Pode ser uma música popular, pode ser algo que toque no rádio, mas que me chega no momento exato em que preciso estar reconciliada comigo mesma. De forma inesperada, a música me transcende.
Deus me aparece nos livros, em parágrafos que não acredito que possam ter sido escritos por um ser mundano: foram escritos por um ser mais que humano.
Deus me aparece – muito! – quando estou em frente ao mar.
Deus aparece quando choro. Quando a fragilidade é tanta que parece que não vou conseguir me reerguer. Quando um amigo me liga de algum lugar distante e demonstra estar mais perto do que o vizinho do andar de cima. Deus aparece no sorriso e no abraço espontâneo de alguém querido. E nas preocupações da minha mãe, que mãe é sempre um atestado da presença desse cara.
E quando eu o chamo de cara e ele não se aborrece, aí tenho certeza de que ele está mesmo comigo.
De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “fragilidade” significa:
Alternativas
Q4221948 Português
Leia o texto para responder à questão.

Crônica, de Martha Medeiros.

Quando Deus aparece pra você?
Pra mim, ele aparece sempre através da música. Pode ser uma música popular, pode ser algo que toque no rádio, mas que me chega no momento exato em que preciso estar reconciliada comigo mesma. De forma inesperada, a música me transcende.
Deus me aparece nos livros, em parágrafos que não acredito que possam ter sido escritos por um ser mundano: foram escritos por um ser mais que humano.
Deus me aparece – muito! – quando estou em frente ao mar.
Deus aparece quando choro. Quando a fragilidade é tanta que parece que não vou conseguir me reerguer. Quando um amigo me liga de algum lugar distante e demonstra estar mais perto do que o vizinho do andar de cima. Deus aparece no sorriso e no abraço espontâneo de alguém querido. E nas preocupações da minha mãe, que mãe é sempre um atestado da presença desse cara.
E quando eu o chamo de cara e ele não se aborrece, aí tenho certeza de que ele está mesmo comigo.
Analise o texto e marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q4221760 Português
Leia o texto para responder à questão.

Crônica, de Martha Medeiros.

Tristeza é quando chove
quando está calor demais
quando o corpo dói
e os olhos pesam
tristeza é quando se dorme pouco
quando a voz sai fraca
quando as palavras cessam e o corpo desobedece
tristeza é quando não se acha graça
quando não se sente fome
quando qualquer bobagem
nos faz chorar
tristeza é quando parece
que não vai acabar. 
De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “cessam” significa: 
Alternativas
Q4221757 Português
Leia o texto para responder à questão.

Crônica, de Martha Medeiros.

Tristeza é quando chove
quando está calor demais
quando o corpo dói
e os olhos pesam
tristeza é quando se dorme pouco
quando a voz sai fraca
quando as palavras cessam e o corpo desobedece
tristeza é quando não se acha graça
quando não se sente fome
quando qualquer bobagem
nos faz chorar
tristeza é quando parece
que não vai acabar. 
Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4221356 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


Infância e eternidade


    A criança sobrevive no adulto: a maturidade do homem significa reaver a seriedade que se tinha quando criança ao brincar. Assim como o presente ensombrecido favorece a idealização do passado, as perdas e agruras da idade adulta não raro levam a uma visão mistificada da infância.

   O filósofo e educador português Agostinho da Silva foi capaz de retratar a natureza e o valor da disposição lúdica e onírica da infância: “Aquilo que distingue realmente uma criança de todo o resto que é vivo no universo é a capacidade enorme de sua absorção no jogo, na sua seriedade ao brincar. Uma capacidade enorme de imaginar que as coisas efetivamente estão surgindo como que ao toque mágico de uma vara de fada e de fazer que perante isso o tempo não exista. Aquela historieta que se conta do monge da Idade Média que esteve trezentos anos ouvindo um rouxinol cantar e teve por aí a ideia do que deve ser a eternidade, esse milagre do monge medieval é repetido pela criança todos os dias quando ela brinca".

   Na arte, na ciência e na aventura da vida, a criatividade humana bebe nessa fonte: o presente absoluto visto como o dom de alçar-se à eternidade... brincando! O filósofo Heráclito já lembrava que “o tempo é uma criança movendo as contas de um jogo; o régio poder é da criança."


(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Imortalidades. São Paulo, Companhia das Letras, 2025, p. 114-115)
[...] a maturidade do homem significa reaver a seriedade que se tinha quando criança ao brincar.

Reconstruindo-se o período acima, sua correção e seu sentido estarão preservados nesta nova redação:
Alternativas
Q4221354 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


Infância e eternidade


    A criança sobrevive no adulto: a maturidade do homem significa reaver a seriedade que se tinha quando criança ao brincar. Assim como o presente ensombrecido favorece a idealização do passado, as perdas e agruras da idade adulta não raro levam a uma visão mistificada da infância.

   O filósofo e educador português Agostinho da Silva foi capaz de retratar a natureza e o valor da disposição lúdica e onírica da infância: “Aquilo que distingue realmente uma criança de todo o resto que é vivo no universo é a capacidade enorme de sua absorção no jogo, na sua seriedade ao brincar. Uma capacidade enorme de imaginar que as coisas efetivamente estão surgindo como que ao toque mágico de uma vara de fada e de fazer que perante isso o tempo não exista. Aquela historieta que se conta do monge da Idade Média que esteve trezentos anos ouvindo um rouxinol cantar e teve por aí a ideia do que deve ser a eternidade, esse milagre do monge medieval é repetido pela criança todos os dias quando ela brinca".

   Na arte, na ciência e na aventura da vida, a criatividade humana bebe nessa fonte: o presente absoluto visto como o dom de alçar-se à eternidade... brincando! O filósofo Heráclito já lembrava que “o tempo é uma criança movendo as contas de um jogo; o régio poder é da criança."


(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Imortalidades. São Paulo, Companhia das Letras, 2025, p. 114-115)
A frase de Heráclito, ao final do texto, reforça uma convicção já expressa neste segmento:
Alternativas
Q4221353 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


Infância e eternidade


    A criança sobrevive no adulto: a maturidade do homem significa reaver a seriedade que se tinha quando criança ao brincar. Assim como o presente ensombrecido favorece a idealização do passado, as perdas e agruras da idade adulta não raro levam a uma visão mistificada da infância.

   O filósofo e educador português Agostinho da Silva foi capaz de retratar a natureza e o valor da disposição lúdica e onírica da infância: “Aquilo que distingue realmente uma criança de todo o resto que é vivo no universo é a capacidade enorme de sua absorção no jogo, na sua seriedade ao brincar. Uma capacidade enorme de imaginar que as coisas efetivamente estão surgindo como que ao toque mágico de uma vara de fada e de fazer que perante isso o tempo não exista. Aquela historieta que se conta do monge da Idade Média que esteve trezentos anos ouvindo um rouxinol cantar e teve por aí a ideia do que deve ser a eternidade, esse milagre do monge medieval é repetido pela criança todos os dias quando ela brinca".

   Na arte, na ciência e na aventura da vida, a criatividade humana bebe nessa fonte: o presente absoluto visto como o dom de alçar-se à eternidade... brincando! O filósofo Heráclito já lembrava que “o tempo é uma criança movendo as contas de um jogo; o régio poder é da criança."


(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Imortalidades. São Paulo, Companhia das Letras, 2025, p. 114-115)
Segundo o texto, as crianças brincam
Alternativas
Q4221352 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


Infância e eternidade


    A criança sobrevive no adulto: a maturidade do homem significa reaver a seriedade que se tinha quando criança ao brincar. Assim como o presente ensombrecido favorece a idealização do passado, as perdas e agruras da idade adulta não raro levam a uma visão mistificada da infância.

   O filósofo e educador português Agostinho da Silva foi capaz de retratar a natureza e o valor da disposição lúdica e onírica da infância: “Aquilo que distingue realmente uma criança de todo o resto que é vivo no universo é a capacidade enorme de sua absorção no jogo, na sua seriedade ao brincar. Uma capacidade enorme de imaginar que as coisas efetivamente estão surgindo como que ao toque mágico de uma vara de fada e de fazer que perante isso o tempo não exista. Aquela historieta que se conta do monge da Idade Média que esteve trezentos anos ouvindo um rouxinol cantar e teve por aí a ideia do que deve ser a eternidade, esse milagre do monge medieval é repetido pela criança todos os dias quando ela brinca".

   Na arte, na ciência e na aventura da vida, a criatividade humana bebe nessa fonte: o presente absoluto visto como o dom de alçar-se à eternidade... brincando! O filósofo Heráclito já lembrava que “o tempo é uma criança movendo as contas de um jogo; o régio poder é da criança."


(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Imortalidades. São Paulo, Companhia das Letras, 2025, p. 114-115)
Indica-se uma possível e adequada substituição do segmento sublinhado em:
Alternativas
Q4221351 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


A intimidade no desamparo


    Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.

    Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que "amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer”. Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.

    Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará. 


(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)
No período Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros (2º parágrafo), os dois elementos sublinhados podem ser adequadamente substituídos, sem prejuízo para a correção e o sentido, por, respectivamente,
Alternativas
Q4221350 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


A intimidade no desamparo


    Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.

    Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que "amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer”. Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.

    Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará. 


(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
Alternativas
Q4221349 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


A intimidade no desamparo


    Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.

    Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que "amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer”. Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.

    Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará. 


(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)
No contexto, o sentido da frase de Jacques Lacan encontra uma justificativa sintética na seguinte expressão:
Alternativas
Q4221348 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


A intimidade no desamparo


    Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.

    Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que "amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer”. Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.

    Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará. 


(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)
Ao analisar a relação existente entre a conectividade das redes sociais e a intimidade pessoal, a autora conclui que
Alternativas
Q4221347 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


A intimidade no desamparo


    Sofremos de um excesso de conectividade na mesma medida em que carecemos de intimidade. Nas redes sociais, é quase impossível encontrar o que há de mais verdadeiro em nós. Seguimos cumprindo a jornada ininterrupta das mídias sociais, expondo o máximo para revelar o mínimo. Quando algo de nós aparece na performance, trata-se de um deslize, seguido de cancelamento, pedido de desculpas ou negação.

    Ao reclamar das redes sociais e do desnorteio que elas nos provocam, corre-se o risco de fazer supor que a intimidade é fácil e garantida fora delas. Nunca é nem será: mal somos íntimos de nós mesmos, que dirá dos outros. Um dos aforismos de Jacques Lacan, tão repetido que caberia num para-choque de caminhão, diz que "amar é dar o que não se tem a alguém que não o quer”. Se há algo entre nós mais próximo da verdade, é nosso desamparo estrutural. Então damos nossa falta a quem não pediu e recebemos de volta o reconhecimento de que o outro se vê igualmente perplexo diante da vida. Intimidade não é saber tudo sobre o outro: seria impossível e, se possível, insuportável.

    Nossa origem é sempre incerta, não sabemos o que fazer com o espólio dos pais, entrevemos nosso fim e nunca teremos a última palavra sobre quem somos. Desamparados pelo corpo, pela linguagem, pela imagem de si, só nos resta compartilhar com o outro essa mesma condição. Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. Algo pelo qual vale a pena brindar. Intimidade é a possibilidade de compartilharmos desamparos sem supor que o outro nos salvará. 


(Adaptado de: IACONELLI, Vera. Folha de S. Paulo, 05/05/2026)

Paradoxalmente, é daí que vem algum consolo. (3º parágrafo)



O paradoxo a que se refere a frase acima constitui-se na relação armada, no texto, entre os termos

Alternativas
Q4221236 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças


    A literatura infantil é essencial para o desenvolvimento das crianças, pois auxilia na construção cognitiva e emocional, favorecendo a imaginação e a linguística durante o processo de crescimento. O ato de contar e ler histórias é uma prática milenar da humanidade e, com o avanço da tecnologia, os livros impressos passaram a coexistir juntamente com formatos digitais, possibilitando novas experiências de leitura.

    A Literatura infantil Digital (LID) distingue-se dos livros digitalizados, pois utiliza a multimodalidade e a interatividade para enriquecer a experiência do leitor. São combinadas diferentes formas de linguagem com o intuito de construir narrativas mais dinâmicas, promovendo uma nova forma de engajamento.

    Os recursos que compõem a interatividade e multimodalidade favorecem a imersão do leitor no contexto das histórias; a sequência de telas, a movimentação do dispositivo, a narração e a música, ao serem combinadas, permitem uma experiência estética, conectando, de forma sensorial e emocional, o leitor à cada narrativa. Entretanto, apesar dos benefícios, os elementos multimídia nos livros digitais podem representar um desafio. Recursos interativos mal planejados podem sobrecarregar cognitivamente as crianças, desviando a atenção da leitura e reduzindo a compreensão textual.

    Assim, nesse novo contexto, em que o desenvolvimento infantil ocorre paralelamente com o surgimento de novas tecnologias, ampliam-se as formas pelas quais as crianças entram em contato com as narrativas e as práticas de linguagem. Vygotsky nos mostra, à luz da teoria sociocultural, que os livros infantis digitais podem ser compreendidos como uma nova ferramenta de mediação de aprendizagem, ao compreender que as funções psicológicas superiores ocorrem por meio de processos sociais que posteriormente são internalizados pela criança.

    Diante desses desafios e oportunidades, a LID se apresenta como um recurso promissor na formação de leitores na contemporaneidade. Estudos apontam que seu impacto depende de uma implementação cuidadosa, garantindo que os livros digitais sejam utilizados de forma equilibrada, complementando os suportes impressos e incentivando a leitura crítica para crianças.


Adaptado de: SOUZA, M. S. B.; CORIOLANO-MARINUS, M. W. L.; SANTOS, S.V. Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças: uma revisão bibliográfica (2014-2024). Educ. Form., Fortaleza, v. 11, e16233, 2026.
Tendo como referência as escolhas lexicais, о emprego de figuras de linguagem e os recursos estilísticos que estruturam a argumentação do texto, analise as assertivas que seguem:

I. O trecho O ato de contar e ler histórias é uma prática milenar da humanidade, no primeiro parágrafo, exemplifica o uso da hipérbole, uma vez que os autores recorrem a um exagero retórico desprovido de base histórica para valorizar subjetivamente a leitura.
II. No segundo parágrafo, o termo engajamento consiste em um neologismo absoluto, tendo sido cunhado pelas teorias modernas de letramento para designar, com exclusividade, as novas formas de interação social que ocorrem dentro do espaço físico escolar.

Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4221235 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças


    A literatura infantil é essencial para o desenvolvimento das crianças, pois auxilia na construção cognitiva e emocional, favorecendo a imaginação e a linguística durante o processo de crescimento. O ato de contar e ler histórias é uma prática milenar da humanidade e, com o avanço da tecnologia, os livros impressos passaram a coexistir juntamente com formatos digitais, possibilitando novas experiências de leitura.

    A Literatura infantil Digital (LID) distingue-se dos livros digitalizados, pois utiliza a multimodalidade e a interatividade para enriquecer a experiência do leitor. São combinadas diferentes formas de linguagem com o intuito de construir narrativas mais dinâmicas, promovendo uma nova forma de engajamento.

    Os recursos que compõem a interatividade e multimodalidade favorecem a imersão do leitor no contexto das histórias; a sequência de telas, a movimentação do dispositivo, a narração e a música, ao serem combinadas, permitem uma experiência estética, conectando, de forma sensorial e emocional, o leitor à cada narrativa. Entretanto, apesar dos benefícios, os elementos multimídia nos livros digitais podem representar um desafio. Recursos interativos mal planejados podem sobrecarregar cognitivamente as crianças, desviando a atenção da leitura e reduzindo a compreensão textual.

    Assim, nesse novo contexto, em que o desenvolvimento infantil ocorre paralelamente com o surgimento de novas tecnologias, ampliam-se as formas pelas quais as crianças entram em contato com as narrativas e as práticas de linguagem. Vygotsky nos mostra, à luz da teoria sociocultural, que os livros infantis digitais podem ser compreendidos como uma nova ferramenta de mediação de aprendizagem, ao compreender que as funções psicológicas superiores ocorrem por meio de processos sociais que posteriormente são internalizados pela criança.

    Diante desses desafios e oportunidades, a LID se apresenta como um recurso promissor na formação de leitores na contemporaneidade. Estudos apontam que seu impacto depende de uma implementação cuidadosa, garantindo que os livros digitais sejam utilizados de forma equilibrada, complementando os suportes impressos e incentivando a leitura crítica para crianças.


Adaptado de: SOUZA, M. S. B.; CORIOLANO-MARINUS, M. W. L.; SANTOS, S.V. Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças: uma revisão bibliográfica (2014-2024). Educ. Form., Fortaleza, v. 11, e16233, 2026.
No que concerne às articulações entre o avanço tecnológico, as propostas contemporâneas de mediação pedagógica e os desafios inerentes à formação de novos leitores, analise as partes que seguem, tomando como base os argumentos desenvolvidos pelos autores do texto: 

(1ª parte): O texto desaconselha o uso de sequências de telas e movimentação do dispositivo físico, alegando que esses recursos impedem a conexão sensorial com a obra. (2ª parte): A coexistência entre os livros impressos e os formatos digitais é fruto do avanço tecnológico atual. (3ª parte): Quanto mais recursos interativos e multimídia um livro digital possuir, maior e melhor será a compreensão textual da criança.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4221232 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças


    A literatura infantil é essencial para o desenvolvimento das crianças, pois auxilia na construção cognitiva e emocional, favorecendo a imaginação e a linguística durante o processo de crescimento. O ato de contar e ler histórias é uma prática milenar da humanidade e, com o avanço da tecnologia, os livros impressos passaram a coexistir juntamente com formatos digitais, possibilitando novas experiências de leitura.

    A Literatura infantil Digital (LID) distingue-se dos livros digitalizados, pois utiliza a multimodalidade e a interatividade para enriquecer a experiência do leitor. São combinadas diferentes formas de linguagem com o intuito de construir narrativas mais dinâmicas, promovendo uma nova forma de engajamento.

    Os recursos que compõem a interatividade e multimodalidade favorecem a imersão do leitor no contexto das histórias; a sequência de telas, a movimentação do dispositivo, a narração e a música, ao serem combinadas, permitem uma experiência estética, conectando, de forma sensorial e emocional, o leitor à cada narrativa. Entretanto, apesar dos benefícios, os elementos multimídia nos livros digitais podem representar um desafio. Recursos interativos mal planejados podem sobrecarregar cognitivamente as crianças, desviando a atenção da leitura e reduzindo a compreensão textual.

    Assim, nesse novo contexto, em que o desenvolvimento infantil ocorre paralelamente com o surgimento de novas tecnologias, ampliam-se as formas pelas quais as crianças entram em contato com as narrativas e as práticas de linguagem. Vygotsky nos mostra, à luz da teoria sociocultural, que os livros infantis digitais podem ser compreendidos como uma nova ferramenta de mediação de aprendizagem, ao compreender que as funções psicológicas superiores ocorrem por meio de processos sociais que posteriormente são internalizados pela criança.

    Diante desses desafios e oportunidades, a LID se apresenta como um recurso promissor na formação de leitores na contemporaneidade. Estudos apontam que seu impacto depende de uma implementação cuidadosa, garantindo que os livros digitais sejam utilizados de forma equilibrada, complementando os suportes impressos e incentivando a leitura crítica para crianças.


Adaptado de: SOUZA, M. S. B.; CORIOLANO-MARINUS, M. W. L.; SANTOS, S.V. Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças: uma revisão bibliográfica (2014-2024). Educ. Form., Fortaleza, v. 11, e16233, 2026.
Considerando as distinções conceituais estabelecidas no texto entre os suportes de leitura, a especificidade da Literatura Infantil Digital em relação aos livros meramente digitalizados assenta-se:
Alternativas
Q4221181 Português
O programa de língua portuguesa fala de “registros de linguagem”.
Assinale frase que exemplifica a linguagem popular.
Alternativas
Respostas
321: C
322: B
323: C
324: C
325: B
326: C
327: A
328: B
329: A
330: E
331: C
332: D
333: E
334: D
335: B
336: A
337: C
338: D
339: A
340: C