Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.
Sequência didática e alunos autores: o que é preciso ter em mente?
Sequência didática. O termo parece muito comum para quem está próximo ou trabalha com Educação, mas de onde ele vem? No texto “Sequências didáticas para o oral e para a escrita: apresentação de um procedimento”, Joaquim Dolz, Michèle Noveraz e Bernard Schneywly explicam que sequência didática é um “conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito”.
O modelo desenvolvido por eles, conhecidos como Grupo de Genebra, consiste em um trabalho dividido em quatro etapas: apresentação da situação comunicacional a ser trabalhada; produção inicial; módulos de aprofundamento do gênero textual ou oral escolhido; e produção final. Foi esse modelo que inspirou o trabalho da professora Dayane Martins, de Ribeirão Pires (SP), que você está conhecendo nesta caixa.
Segundo o livro, cada uma dessas etapas permite que os alunos desenvolvam suas “capacidades de expressão oral e escrita, em situações de comunicação diversas”. Isso significa que as quatro etapas da proposta de sequência didática defendida pelos autores permitem que os alunos dominem melhor o tipo de texto escolhido, dando acesso às práticas de linguagem novas ou que apresentem dificuldades nunca antes enfrentadas pelos alunos.
Passaremos rapidamente por cada uma das etapas:
• Apresentação da situação: nesta etapa, o professor precisa fazer uma boa descrição do problema de comunicação que os alunos precisam resolver. Algumas perguntas a serem respondidas são: qual o gênero abordado? A quem se dirige essa produção? Que forma assumirá a produção? Quem participará da produção?
• Produção inicial: este é um momento crucial para a sequência, pois os alunos revelam o que eles pensam do gênero trabalhado. Dá insumos necessários para que o professor faça boas intervenções e trace com maior clareza o caminho a ser percorrido para se aprofundar durante os módulos.
• Módulos: a partir das dificuldades apresentadas na produção inicial, são oferecidos aos alunos os instrumentos necessários para superar os problemas. Ao planejar as atividades e exercícios propostos, é importante diversificar a forma com que o aluno vai acessar e entrar em contato com aquele instrumento a ser desenvolvido. Os autores dão algumas possibilidades, como atividades de análise de textos e tarefas simplificadas de produção, como, por exemplo, reorganizar conteúdos ou complementar um texto.
• Produção final: aqui o aluno coloca em prática os instrumentos que foram desenvolvidos separadamente durante os módulos.
O modelo de sequência didática em si já garante muita aprendizagem. Mas, para engajar ainda mais os alunos, a professora Dayane decidiu ir além: os textos produzidos têm uma função social e circularam entre leitores de verdade. E esse é o produto final da sequência.
No trabalho sobre fábulas, Dayane e os alunos criaram três coletâneas que foram lidas por alunos mais novos de uma escola vizinha. Ao trabalhar com crônicas, eles criaram um blog. Já um projeto de notícias culminou em um jornal da escola. “Ao experimentar o campo de atuação dos gêneros textuais e entender como aquele tipo de texto circula dentro da sociedade, os alunos vivenciam um desempenho próximo dos autores reais”, explica Maria José Nóbrega, professora de pós-graduação no Instituto Vera Cruz. “Ter leitores reais que são crianças dá outra qualidade para o produto”, afirma a especialista.
É importante também levar em consideração que cada gênero circula de uma forma, e que o produto final deve ser condizente com ela. Por exemplo: para reforçar a sensação de serem autores de livros, foi realizado um dia de autógrafos, algo que não faria sentido, por exemplo, se o gênero trabalhado fosse notícia, pois autografar reportagens de jornal não é uma prática comum aos jornalistas. Por isso, é importante estar atento para não perder de vista as características e suportes típicos do campo no qual o gênero se insere.
Escrever para aprender a escrever
Por outro lado, é preciso ter cuidado para não deixar de lado o exercício da escrita. “Na escola a gente também escreve para aprender a escrever”, explica Maria José. Por isso, por mais significativo e importante seja escrever textos com função social, também é preciso ter momentos de aprimoramento das habilidades de escrita fora de uma sequência didática. É possível também, durante os módulos, trazer pequenos exercícios de escrita, de forma a que os alunos não produzam apenas no começo e final do trabalho. Não é um ou outro, mas equilibrar os dois para extrair o máximo das duas estratégias.
(Gêneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, Joaquim Dolz e colaboradores, Editora Mercado de Letras, 2010.)
A professora Carla está planejando uma sequência didática para sua turma, com o objetivo de explorar diferentes funções da linguagem em diversos gêneros textuais. Durante uma das aulas, ela decide focar na função poética da linguagem, característica de textos literários que enfatizam a forma e a estética da mensagem.
Qual atividade seria mais adequada para ajudar os alunos a compreenderem e aplicarem a função poética da linguagem, conforme a teoria de Jakobson?
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.
I. O professor planeja uma atividade em que os alunos analisam diferentes websites, identificando e discutindo as estratégias argumentativas e persuasivas utilizadas, relacionando-as com conceitos de gramática e estilo.
II. O professor propõe que os alunos criem suas próprias propagandas virtuais, aplicando técnicas argumentativas aprendidas em sala de aula, para desenvolver habilidades de escrita criativa e compreensão de mídia.
III. O professor organiza uma atividade em que os alunos comparam propagandas virtuais com propagandas impressas tradicionais, discutindo as diferenças e semelhanças nas técnicas argumentativas e na eficácia da comunicação.
IV. O professor sugere que os alunos realizem um projeto de pesquisa sobre o impacto das propagandas virtuais na sociedade, integrando análise de linguagem e reflexão crítica sobre as mensagens veiculadas.
Está correto o que se afirma em
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.
Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.
Vista deste modo a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura durante o sono a presença indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E durante a vigília a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.
(CANDIDO, Antônio. O direito à literatura. In: _____. Vários escritos. 4. ed. São Paulo: Duas Cidades, 2004. Fragmento.)
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.
Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.
Vista deste modo a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura durante o sono a presença indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E durante a vigília a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.
Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.
(CANDIDO, Antônio. O direito à literatura. In: _____. Vários escritos. 4. ed. São Paulo: Duas Cidades, 2004. Fragmento.)
De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta.
De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Resorts de esqui estocam neve para compensar falta no inverno
Na estação de esqui de Ruka, na Finlândia, a neve normalmente derrete em abril. No início de maio, seus vinte e dois teleféricos não funcionam temporariamente. E, como todos os anos, suas quarenta e uma pistas de esqui ficam verdes, transformando as encostas em um destino para apaixonados por trilhas e ciclistas de montanha, não para esquiadores.
Mas cinco das pistas são marcadas por dois montes de neve cobertos por mantas brancas de poliestireno. Cada monte contém cerca de trinta mil metros cúbicos de neve. Eles ficam lá durante todo o verão.
Quando estes montes forem descobertos em outubro, haverá ainda cerca de 80% a 90% da neve, o suficiente para ser espalhado por três ou quatro encostas, além do parque de neve.
Para uma estação de esqui de baixa altitude como Ruka, que não chega a atingir 500 metros, isso não é apenas conveniente. É um divisor de águas, especialmente no início da temporada de esqui, quando tanto a neve quanto as temperaturas variam bastante.
O fato de a neve ser armazenada o ano todo parece surpreendente, mas a prática remonta há séculos. Antes da refrigeração, as pessoas armazenavam gelo e neve no subsolo durante o verão, permitindo que conservassem os alimentos por exemplo.
Nas últimas décadas, à medida que a indústria do esqui testava maneiras de conservar a neve para permitir a realização de eventos no outono ou início do inverno, os resorts empilhavam a neve, e depois cobriam as pilhas com um material orgânico como serragem, lascas de madeira ou palha.
Estes métodos são surpreendentemente eficazes: uma pesquisa mostrou que eles preservam entre 72% e 85% da massa de neve durante o verão.
Hoje, no entanto, a tecnologia é muito mais avançada. O sistema da empresa finlandesa Snow Secure inclui mantas brancas de poliestireno, com 50mm ou 70 mm de espessura, projetadas para se ajustarem com precisão a montes de neve com formato geométrico.
De acordo com testes da própria empresa, o sistema funciona mesmo nas temperaturas mais altas. Ao longo de uma semana de junho de 2023 em Vihti, na Finlândia, a temperatura no topo da manta que cobre a neve armazenada chegou a 44°C, segundo as medições realizadas. E abaixo da manta? A temperatura atingiu apenas 2,5°C.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg3lqg0vrpjo. adaptado
De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta sobre a prática de armazenamento de neve.
QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO
À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.
Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.
A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.
Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.
Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.
Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.
Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.
Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.
Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.
São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.
Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.
(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)
QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO
À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.
Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.
A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.
Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.
Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.
Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.
Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.
Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.
Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.
São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.
Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.
(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)
QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO
À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.
Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.
A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.
Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.
Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.
Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.
Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.
Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.
Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.
São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.
Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.
(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)
QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO
À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.
Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.
A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.
Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.
Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.
Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.
Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.
Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.
Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.
São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.
Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.
(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)
QUEDA EM IDOSOS, UM FANTASMA A SER EVITADO
À medida que o familiar envelhece, é coerente investir em adaptações que proporcionem liberdade de deslocamento seguro. Além de ser importante para manter a sensação de pertencimento ao seu ambiente, isso protege a saúde mental, pois permite a manutenção das atividades que eram rotineiras, e é fundamental para evitar o declínio da funcionalidade musculoesquelética.
Inicia-se um ciclo de prosperidade: mais movimento, mais músculos, mais força, mais consciência corporal, menos queda.
A queda é deletéria de várias maneiras; gera estresse doloroso, necessidade de medicamentos analgésicos, que podem complicar a saúde do estômago, aumenta o risco de agravos para fígado, coração, rim e podem exigir um procedimento cirúrgico.
Isso gera para o paciente idoso, muitas vezes já com vulnerabilidades de saúde, um risco anestésico maior, tanto pelo declínio de funcionalidade dos órgãos quanto pela utilização de medicamentos crônicos, além de uma internação e todas as suas consequências.
Sabemos que o risco de infecção é bem mais alto nos idosos, e o ambiente hospitalar, que, apesar dos meticulosos cuidados para prevenção de infecção, é, por sua característica de receber pessoas doentes, um ambiente de maior risco.
Recebo muitos pacientes na clínica de dor após histórico de queda e vejo o quanto ela representa um declínio abrupto na qualidade de vida de pacientes que, previamente, estavam bem e, depois, muitas vezes, ficam com incapacidades e comumente muito mais medrosos para se deslocar. Sem falar na dor que, em alguns casos, vai exigir um cuidado crônico.
Mulheres, pela maior incidência de sarcopenia e osteoporose, são mais vulneráveis quando ocorre uma queda, mas os homens não estão imunes ao risco.
Temos também uma situação muito particular, em que o idoso não cai e quebra, mas acontece o contrário: o osso quebra pela fragilidade óssea e, por isso, o indivíduo cai.
Nas duas situações, um fator particular torna esse cenário bem mais delicado: o uso cada vez mais frequente de medicamentos que diminuem a consciência, a coordenação e o equilíbrio do paciente.
São eles: indutores do sono, medicamentos utilizados para regular o humor, anticonvulsivantes e opioides (utilizados para o controle da dor), muitas vezes prescritos sem considerar a idade e a perda natural da capacidade dos órgãos que metabolizam esses medicamentos. Em função da idade, deve-se pesar muito bem o risco e o benefício. Se for imprescindível, devemos ajustar a dose e o horário para que o paciente não se levante à noite com nível reduzido de consciência e caia.
Em função do uso cada vez mais frequente de medicamentos, é cada vez mais comum pacientes caírem à noite enquanto se levantam para ir ao banheiro. Precisamos prestar atenção nessa alta frequência para investir em cuidados que reduzam esses riscos.
(Por Meira Souza. Publicado em 17/07/2024. Disponível em https://www.otempo.com.br/opiniao/dra-meira souza/2024/7/6/queda-em-idosos--um-fantasma-a-ser evitado)
Cientistas descobrem que famoso fóssil nos alpes italianos é uma “farsa”
Durante décadas, espécime se destacou por supostamente ter tecidos moles fossilizados. Porém, novo artigo indica que partes do material são artificiais
Em 1931, pesquisadores encontraram um fóssil de 280 milhões de anos nos alpes italianos. Denominado Tridentinosaurus antiquus, o espécime de réptil ficou famoso por sua preservação: ao redor do corpo, havia um contorno escuro que corresponderia a tecidos moles. No entanto, um artigo publicado na revista Palaeontology na última quinta-feira (15) demonstra que o material é, em partes, uma farsa.
“Tecidos moles fossilizados são raros, mas, quando encontrados, podem revelar importantes informações biológicas – como a coloração externa, a anatomia interna e a fisiologia”, explica, em nota, Valentina Rossi, principal autora do estudo.
Apesar de chamar atenção, o Tridentinosaurus antiquus nunca tinha sido examinado em detalhes. Ele foi colocado no grupo de répteis Protorosauria, mas outros dados, como posição filogenética e detalhes sobre sua história geológica, não eram conhecidos e intrigaram paleontólogos por décadas.
Com o objetivo de obter informações paleobiológicas relevantes, a equipe liderada por Rossi conduziu uma série de análises do T. antiquus. Foram utilizadas técnicas que envolvem luz ultravioleta, microscopia, modelos 3D, entre outras ferramentas. Os cientistas descobriram, então, que a textura e a composição do material não correspondiam ‡quelas vistas em tecidos moles fossilizados. Eles concluíram que o contorno escuro ao redor do corpo do Tridentinosaurus antiquus não era tecido mole, mas um pigmento preto manufaturado. Ou seja, o contorno foi criado artificialmente.
“A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido”, comenta Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo. “O que era descrito como pele carbonizada é apenas pintura”, afirma.
Diante disso, os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer, já que o fóssil não È uma farsa completa. Ossos dos membros inferiores, principalmente os fêmures, parecem genuínos (apesar de não muito preservados). E há também pequenas escamas ósseas, similares às dos crocodilos, no que seriam as costas do animal.
Revista Galileu. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/02/cientistas-descobrem-que-famoso-fossil-nos-alpes-italianos-e-uma-farsa.ghtml>