Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Em um mundo cada vez mais conectado e veloz, a leitura se depara com o desafio de se manter relevante em meio à avalanche de informações e estímulos instantâneos. A proliferação de telas e a cultura do multitasking colocam à prova a capacidade de concentração e a imersão profunda que a leitura exige. Ao mesmo tempo, surgem novas oportunidades para o desenvolvimento do hábito leitor. A internet democratiza o acesso a livros e textos, plataformas digitais oferecem experiências interativas e inovadoras, e redes sociais conectam leitores de todo o mundo. Diante desse cenário, torna-se crucial repensar o papel da leitura na sociedade contemporânea. É preciso encontrar formas de conciliar as tecnologias digitais com o desenvolvimento de uma leitura crítica, reflexiva e prazerosa.
Com base no texto, analise as alternativas a seguir e indique qual delas melhor exemplifica um desafio imposto pela era digital à prática da leitura.
Leia o fragmento do poema "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias, e responda à questão que se segue.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
A terra natal é sempre
Lembrada com saudade;
A saudade da terra
Mata a felicidade.
No poema, o autor expressa a saudade que sente de sua terra natal. Assinale a alternativa que melhor explicita o sentimento presente nos versos.
"Ao descer a ladeira da Misericórdia, defronte da igreja, o que mais chama a atenção é um grande cortiço. É um prédio de três andares, com um só telhado, dividido em vários compartimentos. As paredes externas são caiadas de branco; as internas, de tijolos. No térreo, há lojas e botequins; nos andares superiores, moram os inquilinos. Os compartimentos são pequenos e escuros. A mobília é simples e rudimentar. Nas paredes, há pregos e ganchos para pendurar roupas e utensílios. O chão é de terra batida. Os moradores do cortiço são pessoas pobres e humildes. Trabalham como operários, cozinheiras, lavadeiras, etc. A vida no cortiço é difícil e precária. As pessoas vivem em condições de higiene precárias. Há muita promiscuidade e violência."
O texto apresenta uma descrição detalhada do cortiço e de seus moradores. A partir da leitura, é possível identificar as seguintes características, exceto:
"Fronteira entre o eu e o outro, tela em que se projetam os desejos e os medos, palco de encenações sociais e de dramas existenciais. Mais do que um invólucro, a pele é um território simbólico, um mapa da alma. Nela se inscrevem as marcas do tempo e da vida, as cicatrizes de batalhas vencidas e perdidas, os sinais de alegria e de dor. Cada poro, cada linha, cada mancha conta uma história, revela um segredo, traduz um sentimento. A pele é o espelho da nossa interioridade. Em sua superfície, se refletem as angústias e as esperanças, as paixões e as frustrações, as dúvidas e as certezas. Ela é o registro vivo de quem somos, do que vivemos, do que sentimos. A pele também é um instrumento de comunicação. Através dela, expressamos afeto e repulsa, desejo e medo, amor e ódio. Com um toque, um sorriso, um olhar, podemos transmitir mensagens complexas e sutis. A pele é, enfim, um universo a ser explorado, um enigma a ser decifrado. Mais do que um órgão, ela é um símbolo da nossa humanidade, da nossa fragilidade e da nossa força."
Considerando as múltiplas funções da pele descritas no texto "A flor da pele", qual das alternativas não corresponde à descrição feita pelo autor?
Na América Latina, a miséria não é natural. É um projeto. Os pobres não são pobres porque nasceram pobres. São pobres porque foram empobrecidos. Empobrecidos por um sistema que os exclui, que os margina, que os condena à fome, à doença, à ignorância e à morte. Um sistema que concentra a riqueza nas mãos de uns poucos e a miséria nas mãos de muitos. Um sistema que é a negação da vida.
Eduardo Galeano
Acerca das causas da miséria na América Latina, segundo Galeano, é incorreto afirmar que:
Enquanto a filosofia que declara uma raça superior e outra inferior não for finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada; enquanto não deixarem de existir cidadãos de primeira e segunda categoria de qualquer nação; enquanto a cor da pele de uma pessoa for mais importante que a cor dos seus olhos; enquanto não forem garantidos a todos por igual os direitos humanos básicos, sem olhar a raças, até esse dia, os sonhos de paz duradoura, cidadania mundial e governo de uma moral internacional irão continuar a ser uma ilusão fugaz, a ser perseguida, mas nunca alcançada.
Haile Selassie
Com base no discurso de Haile Selassie, identifique a alternativa que melhor expressa a tese central e os argumentos que a sustentam.

O quadrinho apresenta um jogo de palavras entre os conceitos de pressão física e temporal em um sentido figurado. Ao considerar o contexto do segundo quadrinho, identifique a alternativa que expressa corretamente o sentido da palavra "pressão" empregada pelo garoto.
"Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais…"
Vinicius de Moraes
No verso "Que você volte depressa", a palavra "depressa" pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido original do poema, por:
"Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais…"
Vinicius de Moraes
"Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais…"
Vinicius de Moraes
Se o homem destrói aquilo que mais ama como afirmava Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: "nem comigo nem com ninguém!" Deste raciocínio para o tiro, veneno ou faca, vai um fio.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Língua nativa influencia na conectividade do cérebro, conclui estudo
Cientistas do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, encontraram evidências de que o idioma que falamos molda a conectividade em nosso cérebro, possivelmente influenciando a maneira como pensamos. O trabalho será publicado na edição de abril da revista científica NeuroImage.
Com a ajuda de tomografias de ressonância magnética, os estudiosos examinaram profundamente cérebros de falantes nativos de alemão e de árabe, e descobriram diferenças na fiação das regiões cerebrais associadas à linguagem.
Xuehu Wei, que é aluna de doutorado na equipe de pesquisa de Alfred Anwander e Angela Friederici no Instituto Max Planck, comparou varreduras cerebrais de 94 falantes nativos dos idiomas escolhidos, todos com idades entre 18 e 34 anos. As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais, usando uma técnica chamada imagem ponderada por difusão.
Os dados mostraram que as conexões de axônios da substância branca da rede de linguagem se adaptam às demandas e dificuldades de processamento da língua materna. “Os falantes nativos de árabe mostraram uma conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito do que os falantes nativos de alemão”, explica Alfred Anwander, último autor do estudo, em comunicado. “Esse fortalecimento também foi encontrado entre as regiões semânticas da linguagem e pode estar relacionado ao processamento semântico e fonológico relativamente complexo do árabe.”
Ainda de acordo com a pesquisa, os falantes nativos de alemão mostraram uma conectividade mais forte na rede de idiomas do hemisfério esquerdo. Os autores argumentam que suas descobertas podem estar relacionadas ao complexo processamento sintático do alemão, devido à ordem livre das palavras e à maior distância de dependência dos elementos da frase.
“A conectividade cerebral é modulada pela aprendizagem e pelo ambiente durante a infância, o que influencia o processamento e o raciocínio cognitivo no cérebro adulto. Nosso estudo fornece novas informações sobre como o cérebro se adapta às demandas cognitivas, ou seja, o conectoma estrutural da linguagem é moldado pela língua materna”, resume Anwander.
Esse é um dos primeiros estudos a documentar as diferenças entre os cérebros de pessoas que cresceram com diferentes idiomas nativos e pode dar pistas para entender as diferenças de processamento intercultural no cérebro. Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.
Revista Superinteressante. Adaptado.
Disponível em https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2023/03/lingua-nativa-influencia-na-conectividade-do-cerebro-conclui-estudo.ghtml
Considere as afirmativas a seguir:
I. A conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito explica por que os falantes nativos de árabe são capazes de fazer conexões entre ideias mais rápido que os falantes nativos de alemão.
II. Tanto o árabe quanto o alemão apresentam complexidades próprias, que podem influenciar na conectividade cerebral de seus falantes nativos.
III. As particularidades de uma língua materna podem afetar as regiões cerebrais associadas à linguagem.
IV. A anatomia cerebral facilita conexões mais próximas no cérebro, que favorecem o aprendizado de alemão frente ao de árabe.
O texto permite concluir apenas as afirmativas em:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Língua nativa influencia na conectividade do cérebro, conclui estudo
Cientistas do Instituto Max Planck de Ciências Humanas Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, encontraram evidências de que o idioma que falamos molda a conectividade em nosso cérebro, possivelmente influenciando a maneira como pensamos. O trabalho será publicado na edição de abril da revista científica NeuroImage.
Com a ajuda de tomografias de ressonância magnética, os estudiosos examinaram profundamente cérebros de falantes nativos de alemão e de árabe, e descobriram diferenças na fiação das regiões cerebrais associadas à linguagem.
Xuehu Wei, que é aluna de doutorado na equipe de pesquisa de Alfred Anwander e Angela Friederici no Instituto Max Planck, comparou varreduras cerebrais de 94 falantes nativos dos idiomas escolhidos, todos com idades entre 18 e 34 anos. As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais, usando uma técnica chamada imagem ponderada por difusão.
Os dados mostraram que as conexões de axônios da substância branca da rede de linguagem se adaptam às demandas e dificuldades de processamento da língua materna. “Os falantes nativos de árabe mostraram uma conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito do que os falantes nativos de alemão”, explica Alfred Anwander, último autor do estudo, em comunicado. “Esse fortalecimento também foi encontrado entre as regiões semânticas da linguagem e pode estar relacionado ao processamento semântico e fonológico relativamente complexo do árabe.”
Ainda de acordo com a pesquisa, os falantes nativos de alemão mostraram uma conectividade mais forte na rede de idiomas do hemisfério esquerdo. Os autores argumentam que suas descobertas podem estar relacionadas ao complexo processamento sintático do alemão, devido à ordem livre das palavras e à maior distância de dependência dos elementos da frase.
“A conectividade cerebral é modulada pela aprendizagem e pelo ambiente durante a infância, o que influencia o processamento e o raciocínio cognitivo no cérebro adulto. Nosso estudo fornece novas informações sobre como o cérebro se adapta às demandas cognitivas, ou seja, o conectoma estrutural da linguagem é moldado pela língua materna”, resume Anwander.
Esse é um dos primeiros estudos a documentar as diferenças entre os cérebros de pessoas que cresceram com diferentes idiomas nativos e pode dar pistas para entender as diferenças de processamento intercultural no cérebro. Em uma próxima análise, a equipe pretende investigar mudanças estruturais longitudinais no cérebro de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.
Revista Superinteressante. Adaptado.
Disponível em https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2023/03/lingua-nativa-influencia-na-conectividade-do-cerebro-conclui-estudo.ghtml
A expressão “não apenas … mas também”, que ocorre em “As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas cerebrais (...)”, é empregada como um recurso de coesão sequencial, que imprime ao contexto em que ocorre o sentido de: