Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3438781 Português

Texto:


GATILHOS EMOCIONAIS: O QUE SÃO E COMO LIDAR COM ELES?



    Quem convive com transtornos mentais ou carrega alguns traumas do passado precisa lidar constantemente com os gatilhos emocionais. Como são muito repentinos, eles podem realmente tornar alguns pensamentos e atitudes disfuncionais quando a pessoa menos espera, e até levar a comportamentos desesperados para se livrar daqueles sentimentos negativos, como o suicídio ou automutilação.

    Portanto, para manter a saúde mental apesar deles é necessário conhecê-los e entender como afetam nossa vida. Isso pode não ser tão fácil, já que são muito particulares, mas é possível reduzir a influência deles no cotidiano!

    O que é um gatilho emocional? Quando falamos sobre gatilho emocional, nos referimos a uma resposta mental (gatilho específica), que envolve emoções, pensamentos e comportamentos mais específicos, conectados principalmente a experiências passadas. Os gatilhos emocionais podem ser tanto negativos quanto positivos, mas necessariamente remetem a momentos que já aconteceram, no sentido de “reviver” aquilo. 

    Isso é assim, tão intenso, e nos acompanha ao longo da vida porque acontece em um momento no qual ainda não temos recursos emocionais para lidar com certos fatos. Um exemplo disso são as lembranças da infância. Quando somos crianças, como não entendemos muito o mundo em que vivemos, tudo parece muito maior do que deveria e até ameaçador. Qualquer acontecimento nessa situação pode se tornar um trauma e ficar gravado em nosso subconsciente. Então, sem saber, iremos lidar com isso durante toda a nossa vida.

    Imagine que você teve um ótimo momento com sua mãe ou seu pai durante a apresentação de um musical no teatro. Ao ouvir alguma música daquela peça, você automaticamente receberá uma injeção de sentimentos e pensamentos bons, não é mesmo? Por outro lado, se você teve algum momento desesperador, ou até uma crise, e estava passando algum filme naquela hora, você pode ter um gatilho para lembranças negativas ao assisti-lo novamente, entendeu? Tudo pode gerar essa resposta, desde cheiros até cores, gestos, lugares, e claro, ações de qualquer pessoa em relação a você.

    Sendo assim, é muito importante compreender que os gatilhos emocionais nem de longe constituem algo linear ou idêntico para todos. Eles são extremamente particulares e, às vezes, podem ser difíceis de detectar.

    Quando falamos sobre sintomas, a ideia das particularidades permanece. Alguns gatilhos emocionais são tão específicos que fogem de qualquer padrão. Existem até mesmo as pessoas que podem reviver sintomas físicos ao se depararem com um local ou indivíduo. Se eles estiveram envolvidos em algum momento em que elas sentiram dores, por exemplo, essa sensação (ainda que mais fraca) pode surgir quando o gatilho é acionado.

    Entretanto, os sintomas mais comuns, que podem indicar uma resposta a esse tipo de estímulo, são: perda de controle, crises de ansiedade ou pânico, medo, desespero, estresse, sensação de vazio interno, sentimento de culpa, inferioridade ou julgamento, flashbacks das situações relacionadas aos gatilhos emocionais acionados e problemas de autoestima.

    Além disso, há uma questão mais complexa envolvida, que diz respeito ao relacionamento com as pessoas. Pense que durante uma conversa você pode ouvir algo que age como um gatilho em sua mente e, automaticamente, reagir de maneira ríspida, grosseira, àquela colocação. Como a pessoa com quem você está conversando não sabe exatamente o que aquilo significa para você, essa situação pode começar a desgastar relacionamentos e amizades.

    Notar a presença de tais sintomas é o primeiro passo. Mas ainda é necessário saber o que exatamente traz toda essa onda de sentimentos e questões à tona. Para isso, você precisa identificar os gatilhos.

    Antes de aprender a lidar com os gatilhos emocionais presentes em sua vida, você precisa identificá-los. Essa pode não ser uma tarefa muito fácil, afinal, às vezes eles não são totalmente conscientes. Uma boa maneira de começar é fazendo uma análise do que você tem sentido com mais frequência. Por exemplo: suponha que em três momentos da última semana você tenha apresentado crises de ansiedade ou um certo medo de algo, e você sabe que isso acontece bastante. Já parou para pensar se não existe algo em comum nesses momentos, que gere essa sensação?

    Podem ser até detalhes que parecem sem importância, como uma demanda específica no trabalho, muitas roupas para passar ou uma atitude específica de alguém ao seu lado. Independentemente disso, conseguir notar um ou mais gatilhos já vai te ajudar bastante a começar a lidar com eles.

    Um detalhe que merece atenção aqui é que nada é “bobo” ou “pequeno demais”. Na verdade, pensar assim de certas situações pode dificultar ainda mais a identificação dos gatilhos emocionais que te afetam. Isso porque aquele acontecimento que você julgou “bobo” e reagiu intensamente, mesmo achando que nunca poderia causar algo assim, pode ser um gatilho e você precisa saber! Caso queira, pode inclusive anotar em um caderno, ou no celular, as respostas e estímulos descobertos. Assim, eles estarão sempre lá para você analisar e entender um pouco mais sobre si mesmo.

    Sem a reflexão, os impulsos originados por estímulos repentinos não são controlados. Em certos casos, as respostas automáticas podem ser tão impulsivas que levam até mesmo a pensamentos suicidas e atitudes violentas, dependendo da gravidade e da intensidade com que surgem.

    Por isso, para que consiga respirar nesses momentos e realmente se voltar para si antes de qualquer ação impensada, existem algumas atitudes que você pode incluir no dia a dia: 

        Não seja duro com você mesmo;

    Entenda as emoções e sintomas;

    Conheça seus gatilhos positivos e os utilize! 


(Autora: Tatiana Pimenta. Disponível em https://www.vittude.com/blog/gatilhos-emocionaiso-que-sao-como-lidar/) 

Qual pode ser o desfecho caso os gatilhos emocionais não sejam mitigados, conforme abordado no texto?
Alternativas
Q3438780 Português

Texto:


GATILHOS EMOCIONAIS: O QUE SÃO E COMO LIDAR COM ELES?



    Quem convive com transtornos mentais ou carrega alguns traumas do passado precisa lidar constantemente com os gatilhos emocionais. Como são muito repentinos, eles podem realmente tornar alguns pensamentos e atitudes disfuncionais quando a pessoa menos espera, e até levar a comportamentos desesperados para se livrar daqueles sentimentos negativos, como o suicídio ou automutilação.

    Portanto, para manter a saúde mental apesar deles é necessário conhecê-los e entender como afetam nossa vida. Isso pode não ser tão fácil, já que são muito particulares, mas é possível reduzir a influência deles no cotidiano!

    O que é um gatilho emocional? Quando falamos sobre gatilho emocional, nos referimos a uma resposta mental (gatilho específica), que envolve emoções, pensamentos e comportamentos mais específicos, conectados principalmente a experiências passadas. Os gatilhos emocionais podem ser tanto negativos quanto positivos, mas necessariamente remetem a momentos que já aconteceram, no sentido de “reviver” aquilo. 

    Isso é assim, tão intenso, e nos acompanha ao longo da vida porque acontece em um momento no qual ainda não temos recursos emocionais para lidar com certos fatos. Um exemplo disso são as lembranças da infância. Quando somos crianças, como não entendemos muito o mundo em que vivemos, tudo parece muito maior do que deveria e até ameaçador. Qualquer acontecimento nessa situação pode se tornar um trauma e ficar gravado em nosso subconsciente. Então, sem saber, iremos lidar com isso durante toda a nossa vida.

    Imagine que você teve um ótimo momento com sua mãe ou seu pai durante a apresentação de um musical no teatro. Ao ouvir alguma música daquela peça, você automaticamente receberá uma injeção de sentimentos e pensamentos bons, não é mesmo? Por outro lado, se você teve algum momento desesperador, ou até uma crise, e estava passando algum filme naquela hora, você pode ter um gatilho para lembranças negativas ao assisti-lo novamente, entendeu? Tudo pode gerar essa resposta, desde cheiros até cores, gestos, lugares, e claro, ações de qualquer pessoa em relação a você.

    Sendo assim, é muito importante compreender que os gatilhos emocionais nem de longe constituem algo linear ou idêntico para todos. Eles são extremamente particulares e, às vezes, podem ser difíceis de detectar.

    Quando falamos sobre sintomas, a ideia das particularidades permanece. Alguns gatilhos emocionais são tão específicos que fogem de qualquer padrão. Existem até mesmo as pessoas que podem reviver sintomas físicos ao se depararem com um local ou indivíduo. Se eles estiveram envolvidos em algum momento em que elas sentiram dores, por exemplo, essa sensação (ainda que mais fraca) pode surgir quando o gatilho é acionado.

    Entretanto, os sintomas mais comuns, que podem indicar uma resposta a esse tipo de estímulo, são: perda de controle, crises de ansiedade ou pânico, medo, desespero, estresse, sensação de vazio interno, sentimento de culpa, inferioridade ou julgamento, flashbacks das situações relacionadas aos gatilhos emocionais acionados e problemas de autoestima.

    Além disso, há uma questão mais complexa envolvida, que diz respeito ao relacionamento com as pessoas. Pense que durante uma conversa você pode ouvir algo que age como um gatilho em sua mente e, automaticamente, reagir de maneira ríspida, grosseira, àquela colocação. Como a pessoa com quem você está conversando não sabe exatamente o que aquilo significa para você, essa situação pode começar a desgastar relacionamentos e amizades.

    Notar a presença de tais sintomas é o primeiro passo. Mas ainda é necessário saber o que exatamente traz toda essa onda de sentimentos e questões à tona. Para isso, você precisa identificar os gatilhos.

    Antes de aprender a lidar com os gatilhos emocionais presentes em sua vida, você precisa identificá-los. Essa pode não ser uma tarefa muito fácil, afinal, às vezes eles não são totalmente conscientes. Uma boa maneira de começar é fazendo uma análise do que você tem sentido com mais frequência. Por exemplo: suponha que em três momentos da última semana você tenha apresentado crises de ansiedade ou um certo medo de algo, e você sabe que isso acontece bastante. Já parou para pensar se não existe algo em comum nesses momentos, que gere essa sensação?

    Podem ser até detalhes que parecem sem importância, como uma demanda específica no trabalho, muitas roupas para passar ou uma atitude específica de alguém ao seu lado. Independentemente disso, conseguir notar um ou mais gatilhos já vai te ajudar bastante a começar a lidar com eles.

    Um detalhe que merece atenção aqui é que nada é “bobo” ou “pequeno demais”. Na verdade, pensar assim de certas situações pode dificultar ainda mais a identificação dos gatilhos emocionais que te afetam. Isso porque aquele acontecimento que você julgou “bobo” e reagiu intensamente, mesmo achando que nunca poderia causar algo assim, pode ser um gatilho e você precisa saber! Caso queira, pode inclusive anotar em um caderno, ou no celular, as respostas e estímulos descobertos. Assim, eles estarão sempre lá para você analisar e entender um pouco mais sobre si mesmo.

    Sem a reflexão, os impulsos originados por estímulos repentinos não são controlados. Em certos casos, as respostas automáticas podem ser tão impulsivas que levam até mesmo a pensamentos suicidas e atitudes violentas, dependendo da gravidade e da intensidade com que surgem.

    Por isso, para que consiga respirar nesses momentos e realmente se voltar para si antes de qualquer ação impensada, existem algumas atitudes que você pode incluir no dia a dia: 

        Não seja duro com você mesmo;

    Entenda as emoções e sintomas;

    Conheça seus gatilhos positivos e os utilize! 


(Autora: Tatiana Pimenta. Disponível em https://www.vittude.com/blog/gatilhos-emocionaiso-que-sao-como-lidar/) 

Ainda de acordo com o texto, quais são os sintomas mais recorrentes de uma reação aos gatilhos emocionais, como destacado no texto?
Alternativas
Q3438779 Português

Texto:


GATILHOS EMOCIONAIS: O QUE SÃO E COMO LIDAR COM ELES?



    Quem convive com transtornos mentais ou carrega alguns traumas do passado precisa lidar constantemente com os gatilhos emocionais. Como são muito repentinos, eles podem realmente tornar alguns pensamentos e atitudes disfuncionais quando a pessoa menos espera, e até levar a comportamentos desesperados para se livrar daqueles sentimentos negativos, como o suicídio ou automutilação.

    Portanto, para manter a saúde mental apesar deles é necessário conhecê-los e entender como afetam nossa vida. Isso pode não ser tão fácil, já que são muito particulares, mas é possível reduzir a influência deles no cotidiano!

    O que é um gatilho emocional? Quando falamos sobre gatilho emocional, nos referimos a uma resposta mental (gatilho específica), que envolve emoções, pensamentos e comportamentos mais específicos, conectados principalmente a experiências passadas. Os gatilhos emocionais podem ser tanto negativos quanto positivos, mas necessariamente remetem a momentos que já aconteceram, no sentido de “reviver” aquilo. 

    Isso é assim, tão intenso, e nos acompanha ao longo da vida porque acontece em um momento no qual ainda não temos recursos emocionais para lidar com certos fatos. Um exemplo disso são as lembranças da infância. Quando somos crianças, como não entendemos muito o mundo em que vivemos, tudo parece muito maior do que deveria e até ameaçador. Qualquer acontecimento nessa situação pode se tornar um trauma e ficar gravado em nosso subconsciente. Então, sem saber, iremos lidar com isso durante toda a nossa vida.

    Imagine que você teve um ótimo momento com sua mãe ou seu pai durante a apresentação de um musical no teatro. Ao ouvir alguma música daquela peça, você automaticamente receberá uma injeção de sentimentos e pensamentos bons, não é mesmo? Por outro lado, se você teve algum momento desesperador, ou até uma crise, e estava passando algum filme naquela hora, você pode ter um gatilho para lembranças negativas ao assisti-lo novamente, entendeu? Tudo pode gerar essa resposta, desde cheiros até cores, gestos, lugares, e claro, ações de qualquer pessoa em relação a você.

    Sendo assim, é muito importante compreender que os gatilhos emocionais nem de longe constituem algo linear ou idêntico para todos. Eles são extremamente particulares e, às vezes, podem ser difíceis de detectar.

    Quando falamos sobre sintomas, a ideia das particularidades permanece. Alguns gatilhos emocionais são tão específicos que fogem de qualquer padrão. Existem até mesmo as pessoas que podem reviver sintomas físicos ao se depararem com um local ou indivíduo. Se eles estiveram envolvidos em algum momento em que elas sentiram dores, por exemplo, essa sensação (ainda que mais fraca) pode surgir quando o gatilho é acionado.

    Entretanto, os sintomas mais comuns, que podem indicar uma resposta a esse tipo de estímulo, são: perda de controle, crises de ansiedade ou pânico, medo, desespero, estresse, sensação de vazio interno, sentimento de culpa, inferioridade ou julgamento, flashbacks das situações relacionadas aos gatilhos emocionais acionados e problemas de autoestima.

    Além disso, há uma questão mais complexa envolvida, que diz respeito ao relacionamento com as pessoas. Pense que durante uma conversa você pode ouvir algo que age como um gatilho em sua mente e, automaticamente, reagir de maneira ríspida, grosseira, àquela colocação. Como a pessoa com quem você está conversando não sabe exatamente o que aquilo significa para você, essa situação pode começar a desgastar relacionamentos e amizades.

    Notar a presença de tais sintomas é o primeiro passo. Mas ainda é necessário saber o que exatamente traz toda essa onda de sentimentos e questões à tona. Para isso, você precisa identificar os gatilhos.

    Antes de aprender a lidar com os gatilhos emocionais presentes em sua vida, você precisa identificá-los. Essa pode não ser uma tarefa muito fácil, afinal, às vezes eles não são totalmente conscientes. Uma boa maneira de começar é fazendo uma análise do que você tem sentido com mais frequência. Por exemplo: suponha que em três momentos da última semana você tenha apresentado crises de ansiedade ou um certo medo de algo, e você sabe que isso acontece bastante. Já parou para pensar se não existe algo em comum nesses momentos, que gere essa sensação?

    Podem ser até detalhes que parecem sem importância, como uma demanda específica no trabalho, muitas roupas para passar ou uma atitude específica de alguém ao seu lado. Independentemente disso, conseguir notar um ou mais gatilhos já vai te ajudar bastante a começar a lidar com eles.

    Um detalhe que merece atenção aqui é que nada é “bobo” ou “pequeno demais”. Na verdade, pensar assim de certas situações pode dificultar ainda mais a identificação dos gatilhos emocionais que te afetam. Isso porque aquele acontecimento que você julgou “bobo” e reagiu intensamente, mesmo achando que nunca poderia causar algo assim, pode ser um gatilho e você precisa saber! Caso queira, pode inclusive anotar em um caderno, ou no celular, as respostas e estímulos descobertos. Assim, eles estarão sempre lá para você analisar e entender um pouco mais sobre si mesmo.

    Sem a reflexão, os impulsos originados por estímulos repentinos não são controlados. Em certos casos, as respostas automáticas podem ser tão impulsivas que levam até mesmo a pensamentos suicidas e atitudes violentas, dependendo da gravidade e da intensidade com que surgem.

    Por isso, para que consiga respirar nesses momentos e realmente se voltar para si antes de qualquer ação impensada, existem algumas atitudes que você pode incluir no dia a dia: 

        Não seja duro com você mesmo;

    Entenda as emoções e sintomas;

    Conheça seus gatilhos positivos e os utilize! 


(Autora: Tatiana Pimenta. Disponível em https://www.vittude.com/blog/gatilhos-emocionaiso-que-sao-como-lidar/) 

Nos termos do texto, qual é a importância de discernir e identificar os gatilhos emocionais? 
Alternativas
Q3438778 Português

Texto:


GATILHOS EMOCIONAIS: O QUE SÃO E COMO LIDAR COM ELES?



    Quem convive com transtornos mentais ou carrega alguns traumas do passado precisa lidar constantemente com os gatilhos emocionais. Como são muito repentinos, eles podem realmente tornar alguns pensamentos e atitudes disfuncionais quando a pessoa menos espera, e até levar a comportamentos desesperados para se livrar daqueles sentimentos negativos, como o suicídio ou automutilação.

    Portanto, para manter a saúde mental apesar deles é necessário conhecê-los e entender como afetam nossa vida. Isso pode não ser tão fácil, já que são muito particulares, mas é possível reduzir a influência deles no cotidiano!

    O que é um gatilho emocional? Quando falamos sobre gatilho emocional, nos referimos a uma resposta mental (gatilho específica), que envolve emoções, pensamentos e comportamentos mais específicos, conectados principalmente a experiências passadas. Os gatilhos emocionais podem ser tanto negativos quanto positivos, mas necessariamente remetem a momentos que já aconteceram, no sentido de “reviver” aquilo. 

    Isso é assim, tão intenso, e nos acompanha ao longo da vida porque acontece em um momento no qual ainda não temos recursos emocionais para lidar com certos fatos. Um exemplo disso são as lembranças da infância. Quando somos crianças, como não entendemos muito o mundo em que vivemos, tudo parece muito maior do que deveria e até ameaçador. Qualquer acontecimento nessa situação pode se tornar um trauma e ficar gravado em nosso subconsciente. Então, sem saber, iremos lidar com isso durante toda a nossa vida.

    Imagine que você teve um ótimo momento com sua mãe ou seu pai durante a apresentação de um musical no teatro. Ao ouvir alguma música daquela peça, você automaticamente receberá uma injeção de sentimentos e pensamentos bons, não é mesmo? Por outro lado, se você teve algum momento desesperador, ou até uma crise, e estava passando algum filme naquela hora, você pode ter um gatilho para lembranças negativas ao assisti-lo novamente, entendeu? Tudo pode gerar essa resposta, desde cheiros até cores, gestos, lugares, e claro, ações de qualquer pessoa em relação a você.

    Sendo assim, é muito importante compreender que os gatilhos emocionais nem de longe constituem algo linear ou idêntico para todos. Eles são extremamente particulares e, às vezes, podem ser difíceis de detectar.

    Quando falamos sobre sintomas, a ideia das particularidades permanece. Alguns gatilhos emocionais são tão específicos que fogem de qualquer padrão. Existem até mesmo as pessoas que podem reviver sintomas físicos ao se depararem com um local ou indivíduo. Se eles estiveram envolvidos em algum momento em que elas sentiram dores, por exemplo, essa sensação (ainda que mais fraca) pode surgir quando o gatilho é acionado.

    Entretanto, os sintomas mais comuns, que podem indicar uma resposta a esse tipo de estímulo, são: perda de controle, crises de ansiedade ou pânico, medo, desespero, estresse, sensação de vazio interno, sentimento de culpa, inferioridade ou julgamento, flashbacks das situações relacionadas aos gatilhos emocionais acionados e problemas de autoestima.

    Além disso, há uma questão mais complexa envolvida, que diz respeito ao relacionamento com as pessoas. Pense que durante uma conversa você pode ouvir algo que age como um gatilho em sua mente e, automaticamente, reagir de maneira ríspida, grosseira, àquela colocação. Como a pessoa com quem você está conversando não sabe exatamente o que aquilo significa para você, essa situação pode começar a desgastar relacionamentos e amizades.

    Notar a presença de tais sintomas é o primeiro passo. Mas ainda é necessário saber o que exatamente traz toda essa onda de sentimentos e questões à tona. Para isso, você precisa identificar os gatilhos.

    Antes de aprender a lidar com os gatilhos emocionais presentes em sua vida, você precisa identificá-los. Essa pode não ser uma tarefa muito fácil, afinal, às vezes eles não são totalmente conscientes. Uma boa maneira de começar é fazendo uma análise do que você tem sentido com mais frequência. Por exemplo: suponha que em três momentos da última semana você tenha apresentado crises de ansiedade ou um certo medo de algo, e você sabe que isso acontece bastante. Já parou para pensar se não existe algo em comum nesses momentos, que gere essa sensação?

    Podem ser até detalhes que parecem sem importância, como uma demanda específica no trabalho, muitas roupas para passar ou uma atitude específica de alguém ao seu lado. Independentemente disso, conseguir notar um ou mais gatilhos já vai te ajudar bastante a começar a lidar com eles.

    Um detalhe que merece atenção aqui é que nada é “bobo” ou “pequeno demais”. Na verdade, pensar assim de certas situações pode dificultar ainda mais a identificação dos gatilhos emocionais que te afetam. Isso porque aquele acontecimento que você julgou “bobo” e reagiu intensamente, mesmo achando que nunca poderia causar algo assim, pode ser um gatilho e você precisa saber! Caso queira, pode inclusive anotar em um caderno, ou no celular, as respostas e estímulos descobertos. Assim, eles estarão sempre lá para você analisar e entender um pouco mais sobre si mesmo.

    Sem a reflexão, os impulsos originados por estímulos repentinos não são controlados. Em certos casos, as respostas automáticas podem ser tão impulsivas que levam até mesmo a pensamentos suicidas e atitudes violentas, dependendo da gravidade e da intensidade com que surgem.

    Por isso, para que consiga respirar nesses momentos e realmente se voltar para si antes de qualquer ação impensada, existem algumas atitudes que você pode incluir no dia a dia: 

        Não seja duro com você mesmo;

    Entenda as emoções e sintomas;

    Conheça seus gatilhos positivos e os utilize! 


(Autora: Tatiana Pimenta. Disponível em https://www.vittude.com/blog/gatilhos-emocionaiso-que-sao-como-lidar/) 

De acordo com o texto, podemos destacar quais efeitos deletérios dos gatilhos emocionais mencionados no texto?
Alternativas
Q3438697 Português

Leia o texto para responder à questão.


Cientistas descobrem que famoso fóssil nos alpesitalianos é uma “farsa”


Durante décadas, espécime se destacou por supostamente ter tecidos moles fossilizados. Porém, novo artigo indica que partes do material são artificiais


Em 1931, pesquisadores encontraram um fóssil de 280 milhões de anos nos alpes italianos. Denominado Tridentinosaurus antiquus, o espécime de réptil ficou famoso por sua preservação: ao redor do corpo, havia um contorno escuro que corresponderia a tecidos moles. No entanto, um artigo publicado na revista Palaeontology na última quinta-feira (15) demonstra que o material é, em partes, uma farsa.


“Tecidos moles fossilizados são raros, mas, quando encontrados, podem revelar importantes informações biológicas – como a coloração externa, a anatomia interna e a fisiologia”, explica, em nota, Valentina Rossi, principal autora do estudo.


Apesar de chamar atenção, o Tridentinosaurus antiquus nunca tinha sido examinado em detalhes. Ele foi colocado no grupo de répteis Protorosauria, mas outros dados, como posição filogenética e detalhes sobre sua história geológica, não eram conhecidos e intrigaram paleontólogos por décadas.


Com o objetivo de obter informações paleobiológicas relevantes, a equipe liderada por Rossi conduziu uma série de análises do T. antiquus. Foram utilizadas técnicas que envolvem luz ultravioleta, microscopia, modelos 3D, entre outras ferramentas. Os cientistas descobriram, então, que a textura e a composição do material não correspondiam àquelas vistas em tecidos moles fossilizados. Eles concluíram que o contorno escuro ao redor do corpo do Tridentinosaurus antiquus não era tecido mole, mas um pigmento preto manufaturado. Ou seja, o contorno foi criado artificialmente.


“A preservação peculiar do Tridentinosaurus intrigou especialistas por décadas. Agora, tudo faz sentido”, comenta Evelyn Kustatscher, uma das autoras do estudo. “O que era descrito como pele carbonizada é apenas pintura”, afirma.


Diante disso, os cientistas defendem ser necessária uma maior cautela ao utilizar o T. antiquus em pesquisas futuras – o que pode ocorrer, já que o fóssil não é uma farsa completa. Ossos dos membros inferiores, principalmente os fêmures, parecem genuínos (apesar de não muito preservados). E há também pequenas escamas ósseas, similares às dos crocodilos, no que seriam as costas do animal.


Revista Galileu. Disponível em https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/02/cientistas-descobrem-que-famoso-fossil-nos-alpes-italianos-e-uma-farsa.ghtml

De acordo com o texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3438499 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Por que as cores mudam durante o pôr do sol? Astrônoma explica 



Pode parecer estranho, mas as cores do sol se põem com tempos diferentes. A luz solar, na verdade, é composta de todas as cores. Próximo ao meio-dia, vemos seus feixes na coloração branca, pois é como o cérebro interpreta essa mistura de cores. O ultravioleta, que tanto nos preocupa no verão, é também um dos tipos de luz que o sol emite, mas que nosso cérebro não consegue interpretar.


Uma das propriedades mais legais da luz é que ela muda de direção quando passa de um meio para o outro. Por exemplo, a água e o ar são meios diferentes. A luz que estava viajando pelo ar, quando adentra a água, muda de direção. O mesmo acontece quando ela sai da água para o ar. O efeito visual é que os objetos estão deslocados dentro da água.


As cores são desviadas por ângulos diferentes. Se pensarmos no arco-íris, as cores vermelhas são menos desviadas, ao passo que as cores mais próximas do azul e violeta são mais desviadas. Um prisma deixa isso muito claro: como elas sofrem deslocamentos diferentes, conseguimos separar um feixe branco de luz solar em diferentes cores.


A atmosfera funciona como um prisma. Quando os feixes de luz solar entram na atmosfera, suas cores mudam de direção. Portanto, podemos pensar que, na verdade, a imagem do Sol é formada por uma sobreposição de uma infinidade de sóis de diferentes cores. Da mesma maneira que um prisma, a atmosfera separa essas “imagens”.


Como a luz vermelha é menos desviada durante o pôr do sol, fenômeno que chamamos de refração, ela acaba se pondo antes do que as cores mais próximas do azul. Mas por que não conseguimos ver essa diferenciação? Bem, a diferença de tempo entre o sol vermelho e o sol violeta é de apenas dois segundos. O efeito é bastante sutil.


Só que, se for assim, faria sentido vermos um sol azul nos segundos finais de um dia, certo? Aí entra outro fenômeno físico: o espalhamento. A atmosfera é composta de uma infinidade de partículas que interagem com a luz do sol. Essas partículas são capazes de desviar também as cores, mas em direções aleatórias. As cores que são mais afetadas por isso são justamente violeta e azul. Isso significa que elas quase não chegam até nós, porque à medida que se deslocam pela atmosfera da Terra, elas são espalhadas para outras direções. Aliás, esse é o principal motivo pelo qual a cor do sol poente é mais avermelhada.


Esse fenômeno é chamado de “flash verde”. Nos últimos segundos do pôr do sol, na sua pontinha final, é como se você visse um raio verde, com uma duração muito rápida. Para isso, porém, a atmosfera precisa estar suficientemente limpa, pois partículas de poeira podem agravar esse espalhamento. Em uma atmosfera muito poluída, a luz verde é atenuada, e o efeito se perde. Em raríssimas exceções, numa atmosfera muito “limpa”, podemos até ver um flash azul. Mas cuidado: olhar para o sol durante muito tempo pode ser perigoso para seus olhos. Se quiser admirar esse fenômeno, use óculos escuros e abuse da sua câmera.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/colunistas/mulheres-das-estrelas/coluna/2024/03/por-que-as-cores-mudam-o-por-do-sol-astronoma-explica.ghtml>

Considere o excerto: “Aliás, esse é o principal motivo pelo qual a cor do sol poente é mais avermelhada.” No contexto apresentado, a palavra ‘aliás’ desempenha um papel relacionado à coesão textual. Tal expressão poderia ser substituída, sem prejuízo de valor, por: 
Alternativas
Q3438497 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Por que as cores mudam durante o pôr do sol? Astrônoma explica 



Pode parecer estranho, mas as cores do sol se põem com tempos diferentes. A luz solar, na verdade, é composta de todas as cores. Próximo ao meio-dia, vemos seus feixes na coloração branca, pois é como o cérebro interpreta essa mistura de cores. O ultravioleta, que tanto nos preocupa no verão, é também um dos tipos de luz que o sol emite, mas que nosso cérebro não consegue interpretar.


Uma das propriedades mais legais da luz é que ela muda de direção quando passa de um meio para o outro. Por exemplo, a água e o ar são meios diferentes. A luz que estava viajando pelo ar, quando adentra a água, muda de direção. O mesmo acontece quando ela sai da água para o ar. O efeito visual é que os objetos estão deslocados dentro da água.


As cores são desviadas por ângulos diferentes. Se pensarmos no arco-íris, as cores vermelhas são menos desviadas, ao passo que as cores mais próximas do azul e violeta são mais desviadas. Um prisma deixa isso muito claro: como elas sofrem deslocamentos diferentes, conseguimos separar um feixe branco de luz solar em diferentes cores.


A atmosfera funciona como um prisma. Quando os feixes de luz solar entram na atmosfera, suas cores mudam de direção. Portanto, podemos pensar que, na verdade, a imagem do Sol é formada por uma sobreposição de uma infinidade de sóis de diferentes cores. Da mesma maneira que um prisma, a atmosfera separa essas “imagens”.


Como a luz vermelha é menos desviada durante o pôr do sol, fenômeno que chamamos de refração, ela acaba se pondo antes do que as cores mais próximas do azul. Mas por que não conseguimos ver essa diferenciação? Bem, a diferença de tempo entre o sol vermelho e o sol violeta é de apenas dois segundos. O efeito é bastante sutil.


Só que, se for assim, faria sentido vermos um sol azul nos segundos finais de um dia, certo? Aí entra outro fenômeno físico: o espalhamento. A atmosfera é composta de uma infinidade de partículas que interagem com a luz do sol. Essas partículas são capazes de desviar também as cores, mas em direções aleatórias. As cores que são mais afetadas por isso são justamente violeta e azul. Isso significa que elas quase não chegam até nós, porque à medida que se deslocam pela atmosfera da Terra, elas são espalhadas para outras direções. Aliás, esse é o principal motivo pelo qual a cor do sol poente é mais avermelhada.


Esse fenômeno é chamado de “flash verde”. Nos últimos segundos do pôr do sol, na sua pontinha final, é como se você visse um raio verde, com uma duração muito rápida. Para isso, porém, a atmosfera precisa estar suficientemente limpa, pois partículas de poeira podem agravar esse espalhamento. Em uma atmosfera muito poluída, a luz verde é atenuada, e o efeito se perde. Em raríssimas exceções, numa atmosfera muito “limpa”, podemos até ver um flash azul. Mas cuidado: olhar para o sol durante muito tempo pode ser perigoso para seus olhos. Se quiser admirar esse fenômeno, use óculos escuros e abuse da sua câmera.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/colunistas/mulheres-das-estrelas/coluna/2024/03/por-que-as-cores-mudam-o-por-do-sol-astronoma-explica.ghtml>

De acordo com o texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3437988 Português
Assiduidade é um atributo indispensável para o bom profissional e, por isso, amplamente almejado pelas organizações. Logo, é importante que o profissional saiba reconhecer os conceitos análogos ao termo assiduidade. A seguir, foram destacados alguns desses exemplos, salvo:
Alternativas
Q3437953 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Com aquecimento global, espécies não nativas podem invadir a Antártica 



Em estudo publicado nesta segunda-feira (4) na revista Proceedings of the National Academy of Science, pesquisadores investigam a possibilidade de espécies costeiras se instalarem no continente antártico, alterando o ecossistema local no futuro. De acordo com os especialistas, isso ocorreria devido ao aumento das polínias.


Polínias são áreas (ou “bolsões”) de águas abertas que se formam em meio ao gelo. Elas são essenciais para fornecer habitats livres de gelo para ecossistemas próximos da costa da Antártica. A hipótese dos cientistas é que o crescimento das polínias pode fazer com que, em algum momento, novos animais e plantas se estabeleçam na região.


“Sabemos que muitos animais e plantas não nativos podem chegar à Antártica, viajando, por exemplo, em algas flutuantes”, diz, em comunicado, a pesquisadora Ceridwen Fraser. “No momento, a maioria não consegue se estabelecer por causa da erosão do gelo costeiro”, explica. Uma menor quantidade de gelo, portanto, seria capaz de fornecer melhores oportunidades para esses animais e plantas – o que teria impacto sobre os ecossistemas costeiros nativos da Antártica.


Conforme aponta o estudo, as áreas de polínia estão aumentando significativamente – influenciadas, inclusive, pelo aumento das temperaturas globais. Os pesquisadores identificaram ainda um padrão intrigante: trata se de um ciclo de crescimento e diminuição, aproximadamente a cada 16 anos.


“Essas tendências são fascinantes – e não as havíamos notado antes”, comenta o pesquisador Grant Duffy. “Não estamos completamente certos do que está impulsionando o padrão cíclico, mas as implicações ecológicas podem ser enormes”, afirma.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/um-so-planeta/noticia/2024/03/com-aquecimento-global-espécies-não-nativas-podem-invadir-a-antártica3ghtml>

Considere o contexto a seguir para responder à questão:

““Essas tendências são fascinantes – e não as havíamos notado antes”, comenta o pesquisador Grant Duffy.”

No excerto apresentado, o emprego da expressão “essas tendências” é uma estratégia de coesão que retoma, textualmente: 
Alternativas
Q3437952 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Com aquecimento global, espécies não nativas podem invadir a Antártica 



Em estudo publicado nesta segunda-feira (4) na revista Proceedings of the National Academy of Science, pesquisadores investigam a possibilidade de espécies costeiras se instalarem no continente antártico, alterando o ecossistema local no futuro. De acordo com os especialistas, isso ocorreria devido ao aumento das polínias.


Polínias são áreas (ou “bolsões”) de águas abertas que se formam em meio ao gelo. Elas são essenciais para fornecer habitats livres de gelo para ecossistemas próximos da costa da Antártica. A hipótese dos cientistas é que o crescimento das polínias pode fazer com que, em algum momento, novos animais e plantas se estabeleçam na região.


“Sabemos que muitos animais e plantas não nativos podem chegar à Antártica, viajando, por exemplo, em algas flutuantes”, diz, em comunicado, a pesquisadora Ceridwen Fraser. “No momento, a maioria não consegue se estabelecer por causa da erosão do gelo costeiro”, explica. Uma menor quantidade de gelo, portanto, seria capaz de fornecer melhores oportunidades para esses animais e plantas – o que teria impacto sobre os ecossistemas costeiros nativos da Antártica.


Conforme aponta o estudo, as áreas de polínia estão aumentando significativamente – influenciadas, inclusive, pelo aumento das temperaturas globais. Os pesquisadores identificaram ainda um padrão intrigante: trata se de um ciclo de crescimento e diminuição, aproximadamente a cada 16 anos.


“Essas tendências são fascinantes – e não as havíamos notado antes”, comenta o pesquisador Grant Duffy. “Não estamos completamente certos do que está impulsionando o padrão cíclico, mas as implicações ecológicas podem ser enormes”, afirma.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/um-so-planeta/noticia/2024/03/com-aquecimento-global-espécies-não-nativas-podem-invadir-a-antártica3ghtml>

De acordo com o texto, as espécies não nativas da Antártica: 
Alternativas
Q3437951 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Com aquecimento global, espécies não nativas podem invadir a Antártica 



Em estudo publicado nesta segunda-feira (4) na revista Proceedings of the National Academy of Science, pesquisadores investigam a possibilidade de espécies costeiras se instalarem no continente antártico, alterando o ecossistema local no futuro. De acordo com os especialistas, isso ocorreria devido ao aumento das polínias.


Polínias são áreas (ou “bolsões”) de águas abertas que se formam em meio ao gelo. Elas são essenciais para fornecer habitats livres de gelo para ecossistemas próximos da costa da Antártica. A hipótese dos cientistas é que o crescimento das polínias pode fazer com que, em algum momento, novos animais e plantas se estabeleçam na região.


“Sabemos que muitos animais e plantas não nativos podem chegar à Antártica, viajando, por exemplo, em algas flutuantes”, diz, em comunicado, a pesquisadora Ceridwen Fraser. “No momento, a maioria não consegue se estabelecer por causa da erosão do gelo costeiro”, explica. Uma menor quantidade de gelo, portanto, seria capaz de fornecer melhores oportunidades para esses animais e plantas – o que teria impacto sobre os ecossistemas costeiros nativos da Antártica.


Conforme aponta o estudo, as áreas de polínia estão aumentando significativamente – influenciadas, inclusive, pelo aumento das temperaturas globais. Os pesquisadores identificaram ainda um padrão intrigante: trata se de um ciclo de crescimento e diminuição, aproximadamente a cada 16 anos.


“Essas tendências são fascinantes – e não as havíamos notado antes”, comenta o pesquisador Grant Duffy. “Não estamos completamente certos do que está impulsionando o padrão cíclico, mas as implicações ecológicas podem ser enormes”, afirma.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/um-so-planeta/noticia/2024/03/com-aquecimento-global-espécies-não-nativas-podem-invadir-a-antártica3ghtml>

De acordo com o texto, o possível aparecimento de espécies não nativas na Antártica estaria relacionado: 
Alternativas
Q3437437 Português
Assinale a assertiva que não representa um fator da coerência textual.
Alternativas
Q3437436 Português

Dentre os tipos de gêneros textuais orais, assinale aquele que se caracteriza por possuir discussões formais que envolvem diferentes pontos de vista sobre um tópico específico, geralmente realizadas em um formato de confronto de argumentos.

Alternativas
Q3436996 Português
Texto para responder à questão.

      Solidão

    Finalmente liberadas as gravações que a Nasa fez das experiências realizadas com o tenente da Marinha John Smith para testar o comportamento humano em condições de completo isolamento durante longos períodos de tempo, iguais ao que o homem terá que enfrentar na exploração do espaço. O tenente Smith foi escolhido pelas suas perfeitas condições físicas e mentais. Foi colocado dentro de um simulador de voo com comida bastante para dois anos e os instrumentos que normalmente levaria numa missão, inclusive um computador. Todos os dias Smith teria que fazer um relatório verbal para que seu estado fosse avaliado. O que segue são trechos das gravações feitas dos seus relatórios.

    Primeiro dia. “Meu nome é John Smith. Estou ótimo. Passei todo o dia me familiarizando com este meu pequeno lar. Já desafiei o computador para uma partida de xadrez. Acho que nos daremos muito bem. (Risadas.) Só tenho uma queixa: esta comida em bisnagas não se parece nada com a comida de mamãe... (Risadas.) Dois mais dois são quatro. Encerro.”

    Uma semana depois. “John Smith aqui. Continuo muito bem. Ainda não consegui vencer nenhuma partida de xadrez deste computador. Acho que ele está trapaceando. (Risadas.) Três vezes três é nove. Encerro.”

     Um mês depois. “(Risadas.) Meu nome é John maldito Smith. Tudo bem. Um pouco entediado, mas tudo bem. Consegui finalmente ganhar uma do computador, embora ele negue. Vou ter que derrotá-lo de novo para convencer este cretino. Calculei mal e já comi todas as bisnagas de torta de maçã. Agora só tem o maldito limão. Duas vezes três são, deixa ver. Seis. Quer dizer... Não. Está certo. Seis. Encerro.”

     Dois meses depois. “Vocês sabem quem eu sou. John qualquer coisa. Não aguento mais a arrogância deste computador. Ele não é humano! Insiste que me deu xeque-mates inexistentes e se recusa a admitir que está errado. Tivemos uma briga feia hoje. Dois mais dois são... sei lá. Encerro.”

    Quatro meses. “Alô. Tenho provas irrefutáveis de que o computador está tentando boicotar esta missão! Ouvi claramente ele dizer alguma coisa desagradável sobre mamãe. (...) Não me responsabilizo pelo que possa acontecer. Estou muito bem, lúcido e bem-disposto. Com licença que estão batendo na porta.”

     Sexto mês. “Meu nome é Smith. Maggie Smith. Por hoje é só.”

     Oitavo mês. “(Risadas.)”

    Nono mês. “Smith aqui. Aconteceu o inevitável. Matei o computador. Estávamos com um problema, onde colocar as bisnagas vazias, e ele fez uma sugestão deselegante. Agora está morto. Não tenho remorsos. Ontem recebi a visita de um vendedor de enciclopédias. Não sei como ele conseguiu entrar aqui. Dois mais dois geralmente é nove. Encerro.”

    Décimo mês. “Meu nome é Brown ou Taylor. Um mais um é umum. Dois mais dois, não. Iniciei um projeto importantíssimo. Com as bisnagas vazias e partes do computador, estou construindo uma mulher.”

Um ano. “Redford aqui. Sinto falta de um espelho para poder ver a minha barba, que está bem comprida. A mulher que fiz de bisnagas vazias e partes do falecido computador ficou ótima mas, infelizmente, nossos gênios não combinavam. Ela foi para casa de seus pais. Dois mais dois...”

   Décimo quarto mês. “Minha barba está tentando boicotar a missão! Faz um estranho barulho eletrônico e várias vezes já tentou me estrangular. Deve ser comunista. Começaram a chegar as enciclopédias que comprei. Tenho jogado xadrez comigo mesmo e ganho sempre.”

   Décimo quinto mês. “Aqui fala Zaratustra. Atenção. Encontrei pegadas humanas dentro da cabine. Estou investigando. Mandarei um relatório depois. Duas vezes três é demais. Encerro.”

   No dia seguinte. “Grande notícia. Há outro ser humano dentro da cabine! Seu nome é Smith, John Smith, mas como o encontrei numa terça-feira o chamarei de ‘Quinta’. Ele não fala, mas joga xadrez como um mestre. (Risadas.) Talvez tenha que matá-lo.” Neste ponto, os cientistas da Nasa acharam melhor abrir a cápsula. Encontraram Smith com as mãos em volta do próprio pescoço, gritando: “Trapaceiro! Trapaceiro!”.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Ao longo da narrativa, são descritos diversos comportamentos do personagem John Smith, que retratam uma espécie de ‘declínio’ psicológico, relacionados à nova realidade de isolamento social. Um dos comportamentos descritos em que se pode verificar uma relação direta ao sentimento de solidão – título da crônica de Luís Fernando Verissimo – é: 
Alternativas
Q3436943 Português
Microplásticos são descobertos pela 1ª vez em vestígios arqueológicos


Dezenas de partículas de plástico foram encontradas em coletas atuais e em amostras extraídas do solo na década de 1980 em dois sítios arqueológicos em York, Inglaterra


Nos últimos anos, uma série de estudos têm evidenciado a presença de microplásticos no oceano, no ar e até mesmo no organismo humano. Agora, pesquisadores descobriram que esses pequenos materiais estão contaminando também vestígios arqueológicos retirados do solo.

Uma pesquisa publicada em 1º de março na revista Science of The Total Environment identificou em coletas de solo 66 partículas de 16 tipos de polímeros de microplástico. “O que antes se acreditava serem depósitos arqueológicos puros, prontos para investigação, estão, na realidade, contaminados por plástico”, afirma em comunicado o arqueólogo John Schofield, da Universidade de York, no Reino Unido.

Os microplásticos são partículas de plástico com tamanho entre 1 micrômetro (milésimo de milímetro) e 5 milímetros. A sua origem é diversa: podem estar em itens de higiene pessoal, cosméticos, garrafas PET, celulares e roupas.

Os pesquisadores analisaram amostras de dois períodos: as mais antigas são datadas dos séculos 1 ou 2 e foram retiradas do solo na década de 1980, em dois sítios arqueológicos de York, a uma profundidade de mais de 7 metros. Já as demais foram coletadas na contemporaneidade em regiões próximas de onde ocorreram as escavações no passado. “Nós pensamos nos microplásticos como um fenômeno moderno, já que só temos ouvido falar deles nos últimos 20 anos”, contextualiza David Jennings, pesquisador da Universidade de York.

Ele explica que há duas décadas, no ano de 2004, o professor Richard Thompson revelou que microplásticos estavam em águas marítimas desde 1960, em decorrência da grande produção de plástico após a Segunda Guerra Mundial.

“Esse novo estudo mostra que as partículas se infiltraram em depósitos arqueológicos. E, como no caso dos oceanos, isso provavelmente está acontecendo há um período similar, considerando que partículas foram encontradas em amostras de solo retiradas e arquivadas em 1988, de Wellington Row, em York”, sugere Jennings.

Os achados inéditos levantam questionamentos sobre o impacto dos microplásticos em materiais estudados por arqueólogos. Acredita-se que essas partículas podem afetar a química do solo e prejudicar a preservação de resquícios importantes.

Assim, surge uma dúvida: será que preservar amostras arqueológicas in situ continua sendo a abordagem mais adequada? “Daqui para frente, tentaremos descobrir até que ponto essa contaminação compromete o valor de evidência desses depósitos e qual a sua importância nacional”, comenta Schofield.


Revista Galileu. Disponível em
<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueo
logia/noticia/2024/03/microplasticos-saodescobertos-pela-1a-vez-em-vestigiosarqueologicos.ghtml>

Considere o excerto: “Assim, surge uma dúvida: será que preservar amostras arqueológicas in situ continua sendo a abordagem mais adequada?” Nesse contexto, em relação à coesão textual, o papel da expressão “assim” é estabelecer:
Alternativas
Q3436941 Português
Microplásticos são descobertos pela 1ª vez em vestígios arqueológicos


Dezenas de partículas de plástico foram encontradas em coletas atuais e em amostras extraídas do solo na década de 1980 em dois sítios arqueológicos em York, Inglaterra


Nos últimos anos, uma série de estudos têm evidenciado a presença de microplásticos no oceano, no ar e até mesmo no organismo humano. Agora, pesquisadores descobriram que esses pequenos materiais estão contaminando também vestígios arqueológicos retirados do solo.

Uma pesquisa publicada em 1º de março na revista Science of The Total Environment identificou em coletas de solo 66 partículas de 16 tipos de polímeros de microplástico. “O que antes se acreditava serem depósitos arqueológicos puros, prontos para investigação, estão, na realidade, contaminados por plástico”, afirma em comunicado o arqueólogo John Schofield, da Universidade de York, no Reino Unido.

Os microplásticos são partículas de plástico com tamanho entre 1 micrômetro (milésimo de milímetro) e 5 milímetros. A sua origem é diversa: podem estar em itens de higiene pessoal, cosméticos, garrafas PET, celulares e roupas.

Os pesquisadores analisaram amostras de dois períodos: as mais antigas são datadas dos séculos 1 ou 2 e foram retiradas do solo na década de 1980, em dois sítios arqueológicos de York, a uma profundidade de mais de 7 metros. Já as demais foram coletadas na contemporaneidade em regiões próximas de onde ocorreram as escavações no passado. “Nós pensamos nos microplásticos como um fenômeno moderno, já que só temos ouvido falar deles nos últimos 20 anos”, contextualiza David Jennings, pesquisador da Universidade de York.

Ele explica que há duas décadas, no ano de 2004, o professor Richard Thompson revelou que microplásticos estavam em águas marítimas desde 1960, em decorrência da grande produção de plástico após a Segunda Guerra Mundial.

“Esse novo estudo mostra que as partículas se infiltraram em depósitos arqueológicos. E, como no caso dos oceanos, isso provavelmente está acontecendo há um período similar, considerando que partículas foram encontradas em amostras de solo retiradas e arquivadas em 1988, de Wellington Row, em York”, sugere Jennings.

Os achados inéditos levantam questionamentos sobre o impacto dos microplásticos em materiais estudados por arqueólogos. Acredita-se que essas partículas podem afetar a química do solo e prejudicar a preservação de resquícios importantes.

Assim, surge uma dúvida: será que preservar amostras arqueológicas in situ continua sendo a abordagem mais adequada? “Daqui para frente, tentaremos descobrir até que ponto essa contaminação compromete o valor de evidência desses depósitos e qual a sua importância nacional”, comenta Schofield.


Revista Galileu. Disponível em
<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueo
logia/noticia/2024/03/microplasticos-saodescobertos-pela-1a-vez-em-vestigiosarqueologicos.ghtml>

De acordo com a reportagem, é incorreto afirmar que:
Alternativas
Q3436821 Português
Festa de aniversário


Os ingredientes são: uma porção de caos, duas de confusão e uma pobre mãe exausta – tudo misturado com um cão latindo e balões estourando. Uma boa festa de aniversário deve ter no mínimo vinte crianças, sendo uma de colo, que chora o tempo todo, uma maior do que as outras, chamada Eurico, que bate nas menores e acabará mordida pelo cachorro, para a secreta satisfação de todos; e uma de rosto angelical, olhar límpido e vestido impecável, que conseguirá sentar em cima do bolo de chocolate. Esta deve se chamar Cândida.


Boa festa de aniversário é aquela em que, depois que todos foram embora, a mãe do aniversariante examina os destroços com o mesmo olhar que Napoleão lançou sobre os campos de Waterloo depois da batalha, e fica indecisa entre chorar, fugir de casa ou rolar pelo tapete dando gargalhadas histéricas. Desiste de rolar pelo tapete porque o tapete está coberto de restos de comida. É indispensável que no fim da festa sobre uma criança que ninguém sabe como foi parar embaixo do sofá.


– Como é seu nome, meu bem?


– Cândida.


É ela de novo. E as grandes camadas de chocolate no seu traseiro não estão ajudando o tapete. A mãe do aniversariante decide chorar. Melhor ainda são os pais que vêm buscar as crianças e ficam para tomar uma cervejinha. A noite já vai alta, os filhos dormem nos seus colos com a boca aberta, os balões coloridos presos ao dedo de cada criança fazem um balé em câmara lenta no meio da sala, e os pais não vão embora. A mãe do aniversariante não sente mais as pernas. Apalpa um joelho, para ver se a perna ainda está lá. Fantástico: está. E então ouve, incrédula, a voz do marido:


– Carminha, traz mais uma cerveja para o Dr. Ariel...


Será que o inconsciente não sabe que ela teve que correr o dia inteiro? Que encheu os balões com seus próprios pulmões? Que fez a torta de chocolate com a sua própria receita? Que por pouco não estrangulou 20 crianças com as suas próprias mãos? Boa festa de aniversário é a que acaba com a mãe do aniversariante querendo estrangular o próprio marido. [...]


Uma boa festa de aniversário deve ter guaraná morno e show de mágica. O mágico deve ser arranjado à última hora e não pode ser muito bom. A mãe do aniversariante deve contratar o mágico na certeza de que, depois de cantarem o “Parabéns a você”, comerem a torta de chocolate e beberem o guaraná morno, as crianças não terão mais o que fazer, perderão o interesse e a festa será um fracasso. É preciso um show para entretê-las. [...] Deve ser uma luta para reunir as crianças em torno do mágico. Antes que o espetáculo acabe, as crianças estarão participando ativamente de cada truque, espiando para dentro da manga, descobrindo todos os compartimentos secretos e desmoralizando por completo o mágico, que no dia seguinte mudará de profissão. Em seguida, a mãe do aniversariante tentará organizar um calmo e instrutivo jogo de charadas, mas ninguém lhe dará bola. As crianças agora brincam de Zorro, e o Eurico, montado no cachorro, faz um rápido “Z” com um jato de Coca-Cola na parede da sala.


Uma boa festa de aniversário deve terminar depois da meia-noite, quando o último pai sai arrastando a última criança, e a criança, o último balão, que estoura na saída. A mãe do aniversariante deve olhar para o marido, suspirar e declarar que está morta. Que irá direto para a cama e só pensará em arrumar a casa amanhã. Ou daqui a uma semana, sei lá. E só então se lembrará:


– Meu Deus, a Cândida! Temos que levar a Cândida em casa.


Uma boa festa de aniversário deve terminar com uma criança sonolenta sendo entregue em casa com a recomendação:


– Olhe que ela está que é só chocolate.


VERISSIMO, L. F. Ed Mort e outras histórias. Porto Alegre: L&PM Editores, 1985. (Adaptado).
De forma cômica e generalizada, o texto retrata festas de aniversário infantis como situações geralmente caóticas. Isso porque, segundo o texto:
Alternativas
Q3436337 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Por que você deve focar em ganhar músculos - e não em emagrecer - conforme fica mais velho

Em um vídeo que atingiu milhões de pessoas nas redes sociais, uma senhora que aparenta ter mais de setenta anos levanta uma barra com pesos na academia. Na sequência, a imagem a mostra fazendo o mesmo, mas com compras de supermercado.

A mensagem do vídeo coincide com aquela que a médica norte-americana Gabrielle Lyon passa aos seus pacientes há anos: para envelhecer bem e ter qualidade de vida, é necessário construir e manter músculos. "Além disso, manter massa muscular previne doenças crônicas como obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares."

Embora o apelo para ganhar músculos seja mais popular entre as gerações jovens, que buscam melhorar a aparência do corpo ou a performance esportiva, Lyon defende que são aqueles com mais de cinquenta anos os que mais deveriam se preocupar com a composição corporal.

"Existe mesmo essa transição com a idade, de ligarmos menos para o físico. Quando somos jovens, concentramo-nos na aparência, e tudo bem, porque isso cria bons hábitos. Mas há uma diferença: nem sempre se trata só de estética. E, na verdade, nunca é tarde demais para ficar mais forte e ganhar músculos."

Lyon defende que nunca é cedo demais para começar a treinar. "A atividade física deve ser um modo de vida. Sou mãe de dois filhos pequenos, e já fazemos exercícios em família − claro, no caso deles, de forma adequada para crianças. Se você treina desde cedo, isso prepara o músculo para ser mais saudável no futuro."

Mesmo para alguém que treina desde jovem e constantemente, a médica admite que perder massa muscular continua sendo bastante fácil. "Em uma semana de inatividade, já vemos perdas relevantes. Isso fica muito claro quando analisamos pessoas que ficaram internadas na UTI."

Por outro lado, mais otimista, Lyon explica que os músculos têm uma espécie de memória. "É muito mais fácil recuperar a forma do que ficar em forma partindo do zero. Se você começar jovem, melhor ainda."

Ela explica que isso não deve assustar quem vai começar a se exercitar mais velho: é possível conseguir bons resultados em qualquer idade, e uma dieta equilibrada e um treino focado para suas características pessoais somente trazem benefícios. "O corpo depende de atividade. Fomos feitos para sermos criaturas ativas, e quando reduzimos a atividade física, corremos o risco de deficiências físicas."

A médica defende que, à medida que envelhecemos, precisamos nos tornar mais ativos, não menos. "A inatividade não é uma opção para uma pessoa saudável. 

Quanto mais massa muscular saudável você tem, maior a sua capacidade de sobrevivência contra todos os tipos de doença, seja câncer, quedas ou qualquer outra. Quanto mais massa muscular saudável você tem, melhor a sua capacidade de ser autônomo e sobreviver. Não há nada mais importante para a população idosa do que ter músculos."

E para quem está querendo sair do sedentarismo, Lyon deixa um conselho. "Não espere motivação e nem dependa de metas específicas. O mais importante é pensar que os anos que você tem de vida serão mudados se você fizer boas escolhas por si mesmo."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce7rpdkxr6wo. adaptado.
Um vídeo de uma idosa mostrando como o treinamento de força contribui para atividades diárias viralizou em páginas de esporte.

De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3436258 Português
Festa de aniversário


Os ingredientes são: uma porção de caos, duas de confusão e uma pobre mãe exausta – tudo misturado com um cão latindo e balões estourando. Uma boa festa de aniversário deve ter no mínimo vinte crianças, sendo uma de colo, que chora o tempo todo, uma maior do que as outras, chamada Eurico, que bate nas menores e acabará mordida pelo cachorro, para a secreta satisfação de todos; e uma de rosto angelical, olhar límpido e vestido impecável, que conseguirá sentar em cima do bolo de chocolate. Esta deve se chamar Cândida.


Boa festa de aniversário é aquela em que, depois que todos foram embora, a mãe do aniversariante examina os destroços com o mesmo olhar que Napoleão lançou sobre os campos de Waterloo depois da batalha, e fica indecisa entre chorar, fugir de casa ou rolar pelo tapete dando gargalhadas histéricas. Desiste de rolar pelo tapete porque o tapete está coberto de restos de comida. É indispensável que no fim da festa sobre uma criança que ninguém sabe como foi parar embaixo do sofá.


– Como é seu nome, meu bem?


– Cândida.


É ela de novo. E as grandes camadas de chocolate no seu traseiro não estão ajudando o tapete. A mãe do aniversariante decide chorar. Melhor ainda são os pais que vêm buscar as crianças e ficam para tomar uma cervejinha. A noite já vai alta, os filhos dormem nos seus colos com a boca aberta, os balões coloridos presos ao dedo de cada criança fazem um balé em câmara lenta no meio da sala, e os pais não vão embora. A mãe do aniversariante não sente mais as pernas. Apalpa um joelho, para ver se a perna ainda está lá. Fantástico: está. E então ouve, incrédula, a voz do marido: 


– Carminha, traz mais uma cerveja para o Dr. Ariel...


Será que o inconsciente não sabe que ela teve que correr o dia inteiro? Que encheu os balões com seus próprios pulmões? Que fez a torta de chocolate com a sua própria receita? Que por pouco não estrangulou 20 crianças com as suas próprias mãos? Boa festa de aniversário é a que acaba com a mãe do aniversariante querendo estrangular o próprio marido. [...]


Uma boa festa de aniversário deve ter guaraná morno e show de mágica. O mágico deve ser arranjado à última hora e não pode ser muito bom. A mãe do aniversariante deve contratar o mágico na certeza de que, depois de cantarem o “Parabéns a você”, comerem a torta de chocolate e beberem o guaraná morno, as crianças não terão mais o que fazer, perderão o interesse e a festa será um fracasso. É preciso um show para entretê-las. [...] Deve ser uma luta para reunir as crianças em torno do mágico. Antes que o espetáculo acabe, as crianças estarão participando ativamente de cada truque, espiando para dentro da manga, descobrindo todos os compartimentos secretos e desmoralizando por completo o mágico, que no dia seguinte mudará de profissão. Em seguida, a mãe do aniversariante tentará organizar um calmo e instrutivo jogo de charadas, mas ninguém lhe dará bola. As crianças agora brincam de Zorro, e o Eurico, montado no cachorro, faz um rápido “Z” com um jato de Coca-Cola na parede da sala.


Uma boa festa de aniversário deve terminar depois da meia-noite, quando o último pai sai arrastando a última criança, e a criança, o último balão, que estoura na saída. A mãe do aniversariante deve olhar para o marido, suspirar e declarar que está morta. Que irá direto para a cama e só pensará em arrumar a casa amanhã. Ou daqui a uma semana, sei lá. E só então se lembrará:


– Meu Deus, a Cândida! Temos que levar a Cândida em casa.


Uma boa festa de aniversário deve terminar com uma criança sonolenta sendo entregue em casa com a recomendação:


– Olhe que ela está que é só chocolate.


VERISSIMO, L. F. Ed Mort e outras histórias. Porto Alegre: L&PM Editores, 1985. (Adaptado).
Considere o excerto: “Boa festa de aniversário é aquela em que, depois que todos foram embora, a mãe do aniversariante examina os destroços com o mesmo olhar que Napoleão lançou sobre os campos de Waterloo depois da batalha [...]”. Neste contexto, o verbo “lançar” poderia ser substituído, sem prejuízo de valor e sem alteração de regência, por:
Alternativas
Q3436255 Português
Festa de aniversário


Os ingredientes são: uma porção de caos, duas de confusão e uma pobre mãe exausta – tudo misturado com um cão latindo e balões estourando. Uma boa festa de aniversário deve ter no mínimo vinte crianças, sendo uma de colo, que chora o tempo todo, uma maior do que as outras, chamada Eurico, que bate nas menores e acabará mordida pelo cachorro, para a secreta satisfação de todos; e uma de rosto angelical, olhar límpido e vestido impecável, que conseguirá sentar em cima do bolo de chocolate. Esta deve se chamar Cândida.


Boa festa de aniversário é aquela em que, depois que todos foram embora, a mãe do aniversariante examina os destroços com o mesmo olhar que Napoleão lançou sobre os campos de Waterloo depois da batalha, e fica indecisa entre chorar, fugir de casa ou rolar pelo tapete dando gargalhadas histéricas. Desiste de rolar pelo tapete porque o tapete está coberto de restos de comida. É indispensável que no fim da festa sobre uma criança que ninguém sabe como foi parar embaixo do sofá.


– Como é seu nome, meu bem?


– Cândida.


É ela de novo. E as grandes camadas de chocolate no seu traseiro não estão ajudando o tapete. A mãe do aniversariante decide chorar. Melhor ainda são os pais que vêm buscar as crianças e ficam para tomar uma cervejinha. A noite já vai alta, os filhos dormem nos seus colos com a boca aberta, os balões coloridos presos ao dedo de cada criança fazem um balé em câmara lenta no meio da sala, e os pais não vão embora. A mãe do aniversariante não sente mais as pernas. Apalpa um joelho, para ver se a perna ainda está lá. Fantástico: está. E então ouve, incrédula, a voz do marido: 


– Carminha, traz mais uma cerveja para o Dr. Ariel...


Será que o inconsciente não sabe que ela teve que correr o dia inteiro? Que encheu os balões com seus próprios pulmões? Que fez a torta de chocolate com a sua própria receita? Que por pouco não estrangulou 20 crianças com as suas próprias mãos? Boa festa de aniversário é a que acaba com a mãe do aniversariante querendo estrangular o próprio marido. [...]


Uma boa festa de aniversário deve ter guaraná morno e show de mágica. O mágico deve ser arranjado à última hora e não pode ser muito bom. A mãe do aniversariante deve contratar o mágico na certeza de que, depois de cantarem o “Parabéns a você”, comerem a torta de chocolate e beberem o guaraná morno, as crianças não terão mais o que fazer, perderão o interesse e a festa será um fracasso. É preciso um show para entretê-las. [...] Deve ser uma luta para reunir as crianças em torno do mágico. Antes que o espetáculo acabe, as crianças estarão participando ativamente de cada truque, espiando para dentro da manga, descobrindo todos os compartimentos secretos e desmoralizando por completo o mágico, que no dia seguinte mudará de profissão. Em seguida, a mãe do aniversariante tentará organizar um calmo e instrutivo jogo de charadas, mas ninguém lhe dará bola. As crianças agora brincam de Zorro, e o Eurico, montado no cachorro, faz um rápido “Z” com um jato de Coca-Cola na parede da sala.


Uma boa festa de aniversário deve terminar depois da meia-noite, quando o último pai sai arrastando a última criança, e a criança, o último balão, que estoura na saída. A mãe do aniversariante deve olhar para o marido, suspirar e declarar que está morta. Que irá direto para a cama e só pensará em arrumar a casa amanhã. Ou daqui a uma semana, sei lá. E só então se lembrará:


– Meu Deus, a Cândida! Temos que levar a Cândida em casa.


Uma boa festa de aniversário deve terminar com uma criança sonolenta sendo entregue em casa com a recomendação:


– Olhe que ela está que é só chocolate.


VERISSIMO, L. F. Ed Mort e outras histórias. Porto Alegre: L&PM Editores, 1985. (Adaptado).
No excerto “Em seguida, a mãe do aniversariante tentará organizar um calmo e instrutivo jogo de charadas, mas ninguém lhe dará bola.”, o trecho em que ocorre a expressão “dar bola” poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Respostas
26301: C
26302: B
26303: C
26304: A
26305: C
26306: D
26307: B
26308: C
26309: A
26310: C
26311: B
26312: D
26313: B
26314: A
26315: E
26316: B
26317: D
26318: A
26319: D
26320: A