Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Quem foi São Patrício e por que seu dia é comemorado?
São Patrício (Saint Patrick, em inglês) nasceu na cidade de Old Kilpatrick, na Escócia, no ano 387. Ele morreu em Downpatrick, na Irlanda, em 17 de março de 461 d.C., de acordo com a Encyclopedia Britannica (plataforma de conhecimento do Reino Unido).
Segundo a Britannica, São Patrício foi um missionário e bispo do século 5 na Irlanda, onde difundiu o cristianismo.
Aos 16 anos, e enquanto vivia com seus pais, São Patrício foi sequestrado e vendido como escravo na Irlanda, conta a Enciclopédia Britannica.
Depois de seis anos em servidão como pastor de animais, durante os quais se voltou fervorosamente para sua fé, ele teria sonhado a respeito de sua fuga e, em seguida, conseguiu escapar de quem o prendia. Depois disso, diz a fonte britânica, São Patrício viajou para a Grã-Bretanha, onde se reuniu com sua família.
Hoje em dia, segundo a Britannica, o santo é conhecido apenas por duas obras dele: "Confessio", sua autobiografia espiritual, e a "Carta a Coroticus", uma denúncia dos maus-tratos britânicos aos cristãos irlandeses.
Uma das passagens mais famosas do santo padroeiro está na primeira destas obras. Nela, São Patrício fala de um sonho em que um certo Victoricus lhe entrega uma carta intitulada "A Voz dos Irlandeses". A passagem descreve que, enquanto ele a lia, parecia ouvir irlandeses implorando que andasse, mais uma vez, entre eles.
Eventualmente, o atual São Patrício seguiu para a Irlanda, batizando e performando outros rituais cristãos e tornou-se o evangelizador da Irlanda pagã, segundo a Britannica.
De acordo com a enciclopédia, já no século 7, muitas lendas haviam surgido em torno da figura de São Patrício. Uma delas conta, por exemplo, que ele expulsou as cobras da Irlanda jogando-as no mar.
Outras dizem que ele orou por comida para um grupo de marinheiros famintos, performou ressuscitações e usou o trevo de três folhas (shamrocks, planta que tornou-se símbolo da Irlanda) para explicar a Santa Trindade.
As festas do Dia de São Patrício são, na atualidade, marcadas justamente pelo uso dos trevos.
Apesar da data ser centenária na Irlanda, o feriado mundial se tornou popular mais recentemente. De acordo com a Britannica, foram os imigrantes irlandeses, principalmente aqueles que partiram para os Estados Unidos, que transformaram o Dia de São Patrício em um feriado secular que celebra o "ser irlandês".
"Cidades com grande número de imigrantes irlandeses, que muitas vezes exerciam o poder político, organizaram celebrações mais extensas, as quais incluíram desfiles elaborados. Boston realizou seu primeiro desfile em 1737, seguido por Nova York em 1762", informa a Enciclopédia Britannica.
Enquanto isso, o primeiro desfile da Irlanda aconteceu muito mais tarde, em Waterford, em 1903, de acordo com o site da Tourism Ireland, agência responsável por promover o turismo no país ligada ao departamento de turismo do governo irlandês.
Na Irlanda, o St. Patrick's Day (no nome original em inglês) segue uma série de tradições a serem observadas. Alguns dos costumes mais comuns, segundo a Tourism Ireland, incluem o uso de algo verde ou de um trevo, além de ir à missa, dar um passeio pelas montanhas sagradas associadas ao Dia de São Patrício, participar de desfiles ou festivais e beber e comer produtos locais.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/03/quem-foi-sao-patricio-e-por-que-seu-dia-e-comemorado
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Quem foi São Patrício e por que seu dia é comemorado?
São Patrício (Saint Patrick, em inglês) nasceu na cidade de Old Kilpatrick, na Escócia, no ano 387. Ele morreu em Downpatrick, na Irlanda, em 17 de março de 461 d.C., de acordo com a Encyclopedia Britannica (plataforma de conhecimento do Reino Unido).
Segundo a Britannica, São Patrício foi um missionário e bispo do século 5 na Irlanda, onde difundiu o cristianismo.
Aos 16 anos, e enquanto vivia com seus pais, São Patrício foi sequestrado e vendido como escravo na Irlanda, conta a Enciclopédia Britannica.
Depois de seis anos em servidão como pastor de animais, durante os quais se voltou fervorosamente para sua fé, ele teria sonhado a respeito de sua fuga e, em seguida, conseguiu escapar de quem o prendia. Depois disso, diz a fonte britânica, São Patrício viajou para a Grã-Bretanha, onde se reuniu com sua família.
Hoje em dia, segundo a Britannica, o santo é conhecido apenas por duas obras dele: "Confessio", sua autobiografia espiritual, e a "Carta a Coroticus", uma denúncia dos maus-tratos britânicos aos cristãos irlandeses.
Uma das passagens mais famosas do santo padroeiro está na primeira destas obras. Nela, São Patrício fala de um sonho em que um certo Victoricus lhe entrega uma carta intitulada "A Voz dos Irlandeses". A passagem descreve que, enquanto ele a lia, parecia ouvir irlandeses implorando que andasse, mais uma vez, entre eles.
Eventualmente, o atual São Patrício seguiu para a Irlanda, batizando e performando outros rituais cristãos e tornou-se o evangelizador da Irlanda pagã, segundo a Britannica.
De acordo com a enciclopédia, já no século 7, muitas lendas haviam surgido em torno da figura de São Patrício. Uma delas conta, por exemplo, que ele expulsou as cobras da Irlanda jogando-as no mar.
Outras dizem que ele orou por comida para um grupo de marinheiros famintos, performou ressuscitações e usou o trevo de três folhas (shamrocks, planta que tornou-se símbolo da Irlanda) para explicar a Santa Trindade.
As festas do Dia de São Patrício são, na atualidade, marcadas justamente pelo uso dos trevos.
Apesar da data ser centenária na Irlanda, o feriado mundial se tornou popular mais recentemente. De acordo com a Britannica, foram os imigrantes irlandeses, principalmente aqueles que partiram para os Estados Unidos, que transformaram o Dia de São Patrício em um feriado secular que celebra o "ser irlandês".
"Cidades com grande número de imigrantes irlandeses, que muitas vezes exerciam o poder político, organizaram celebrações mais extensas, as quais incluíram desfiles elaborados. Boston realizou seu primeiro desfile em 1737, seguido por Nova York em 1762", informa a Enciclopédia Britannica.
Enquanto isso, o primeiro desfile da Irlanda aconteceu muito mais tarde, em Waterford, em 1903, de acordo com o site da Tourism Ireland, agência responsável por promover o turismo no país ligada ao departamento de turismo do governo irlandês.
Na Irlanda, o St. Patrick's Day (no nome original em inglês) segue uma série de tradições a serem observadas. Alguns dos costumes mais comuns, segundo a Tourism Ireland, incluem o uso de algo verde ou de um trevo, além de ir à missa, dar um passeio pelas montanhas sagradas associadas ao Dia de São Patrício, participar de desfiles ou festivais e beber e comer produtos locais.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/03/quem-foi-sao-patricio-e-por-que-seu-dia-e-comemorado
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Quem foi São Patrício e por que seu dia é comemorado?
São Patrício (Saint Patrick, em inglês) nasceu na cidade de Old Kilpatrick, na Escócia, no ano 387. Ele morreu em Downpatrick, na Irlanda, em 17 de março de 461 d.C., de acordo com a Encyclopedia Britannica (plataforma de conhecimento do Reino Unido).
Segundo a Britannica, São Patrício foi um missionário e bispo do século 5 na Irlanda, onde difundiu o cristianismo.
Aos 16 anos, e enquanto vivia com seus pais, São Patrício foi sequestrado e vendido como escravo na Irlanda, conta a Enciclopédia Britannica.
Depois de seis anos em servidão como pastor de animais, durante os quais se voltou fervorosamente para sua fé, ele teria sonhado a respeito de sua fuga e, em seguida, conseguiu escapar de quem o prendia. Depois disso, diz a fonte britânica, São Patrício viajou para a Grã-Bretanha, onde se reuniu com sua família.
Hoje em dia, segundo a Britannica, o santo é conhecido apenas por duas obras dele: "Confessio", sua autobiografia espiritual, e a "Carta a Coroticus", uma denúncia dos maus-tratos britânicos aos cristãos irlandeses.
Uma das passagens mais famosas do santo padroeiro está na primeira destas obras. Nela, São Patrício fala de um sonho em que um certo Victoricus lhe entrega uma carta intitulada "A Voz dos Irlandeses". A passagem descreve que, enquanto ele a lia, parecia ouvir irlandeses implorando que andasse, mais uma vez, entre eles.
Eventualmente, o atual São Patrício seguiu para a Irlanda, batizando e performando outros rituais cristãos e tornou-se o evangelizador da Irlanda pagã, segundo a Britannica.
De acordo com a enciclopédia, já no século 7, muitas lendas haviam surgido em torno da figura de São Patrício. Uma delas conta, por exemplo, que ele expulsou as cobras da Irlanda jogando-as no mar.
Outras dizem que ele orou por comida para um grupo de marinheiros famintos, performou ressuscitações e usou o trevo de três folhas (shamrocks, planta que tornou-se símbolo da Irlanda) para explicar a Santa Trindade.
As festas do Dia de São Patrício são, na atualidade, marcadas justamente pelo uso dos trevos.
Apesar da data ser centenária na Irlanda, o feriado mundial se tornou popular mais recentemente. De acordo com a Britannica, foram os imigrantes irlandeses, principalmente aqueles que partiram para os Estados Unidos, que transformaram o Dia de São Patrício em um feriado secular que celebra o "ser irlandês".
"Cidades com grande número de imigrantes irlandeses, que muitas vezes exerciam o poder político, organizaram celebrações mais extensas, as quais incluíram desfiles elaborados. Boston realizou seu primeiro desfile em 1737, seguido por Nova York em 1762", informa a Enciclopédia Britannica.
Enquanto isso, o primeiro desfile da Irlanda aconteceu muito mais tarde, em Waterford, em 1903, de acordo com o site da Tourism Ireland, agência responsável por promover o turismo no país ligada ao departamento de turismo do governo irlandês.
Na Irlanda, o St. Patrick's Day (no nome original em inglês) segue uma série de tradições a serem observadas. Alguns dos costumes mais comuns, segundo a Tourism Ireland, incluem o uso de algo verde ou de um trevo, além de ir à missa, dar um passeio pelas montanhas sagradas associadas ao Dia de São Patrício, participar de desfiles ou festivais e beber e comer produtos locais.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/03/quem-foi-sao-patricio-e-por-que-seu-dia-e-comemorado
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Quem foi São Patrício e por que seu dia é comemorado?
São Patrício (Saint Patrick, em inglês) nasceu na cidade de Old Kilpatrick, na Escócia, no ano 387. Ele morreu em Downpatrick, na Irlanda, em 17 de março de 461 d.C., de acordo com a Encyclopedia Britannica (plataforma de conhecimento do Reino Unido).
Segundo a Britannica, São Patrício foi um missionário e bispo do século 5 na Irlanda, onde difundiu o cristianismo.
Aos 16 anos, e enquanto vivia com seus pais, São Patrício foi sequestrado e vendido como escravo na Irlanda, conta a Enciclopédia Britannica.
Depois de seis anos em servidão como pastor de animais, durante os quais se voltou fervorosamente para sua fé, ele teria sonhado a respeito de sua fuga e, em seguida, conseguiu escapar de quem o prendia. Depois disso, diz a fonte britânica, São Patrício viajou para a Grã-Bretanha, onde se reuniu com sua família.
Hoje em dia, segundo a Britannica, o santo é conhecido apenas por duas obras dele: "Confessio", sua autobiografia espiritual, e a "Carta a Coroticus", uma denúncia dos maus-tratos britânicos aos cristãos irlandeses.
Uma das passagens mais famosas do santo padroeiro está na primeira destas obras. Nela, São Patrício fala de um sonho em que um certo Victoricus lhe entrega uma carta intitulada "A Voz dos Irlandeses". A passagem descreve que, enquanto ele a lia, parecia ouvir irlandeses implorando que andasse, mais uma vez, entre eles.
Eventualmente, o atual São Patrício seguiu para a Irlanda, batizando e performando outros rituais cristãos e tornou-se o evangelizador da Irlanda pagã, segundo a Britannica.
De acordo com a enciclopédia, já no século 7, muitas lendas haviam surgido em torno da figura de São Patrício. Uma delas conta, por exemplo, que ele expulsou as cobras da Irlanda jogando-as no mar.
Outras dizem que ele orou por comida para um grupo de marinheiros famintos, performou ressuscitações e usou o trevo de três folhas (shamrocks, planta que tornou-se símbolo da Irlanda) para explicar a Santa Trindade.
As festas do Dia de São Patrício são, na atualidade, marcadas justamente pelo uso dos trevos.
Apesar da data ser centenária na Irlanda, o feriado mundial se tornou popular mais recentemente. De acordo com a Britannica, foram os imigrantes irlandeses, principalmente aqueles que partiram para os Estados Unidos, que transformaram o Dia de São Patrício em um feriado secular que celebra o "ser irlandês".
"Cidades com grande número de imigrantes irlandeses, que muitas vezes exerciam o poder político, organizaram celebrações mais extensas, as quais incluíram desfiles elaborados. Boston realizou seu primeiro desfile em 1737, seguido por Nova York em 1762", informa a Enciclopédia Britannica.
Enquanto isso, o primeiro desfile da Irlanda aconteceu muito mais tarde, em Waterford, em 1903, de acordo com o site da Tourism Ireland, agência responsável por promover o turismo no país ligada ao departamento de turismo do governo irlandês.
Na Irlanda, o St. Patrick's Day (no nome original em inglês) segue uma série de tradições a serem observadas. Alguns dos costumes mais comuns, segundo a Tourism Ireland, incluem o uso de algo verde ou de um trevo, além de ir à missa, dar um passeio pelas montanhas sagradas associadas ao Dia de São Patrício, participar de desfiles ou festivais e beber e comer produtos locais.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/03/quem-foi-sao-patricio-e-por-que-seu-dia-e-comemorado
Família é tudo: nossos filhos, nossos pais, nossos avós, nossa vida
A família não é um conto de fadas, ___________ os contos de fadas não ajudam nem um pouquinho a família.
Cinderela é maltratada pela madrasta, o que todo mundo sabe, mas também pelas duas irmãs. Nem as irmãs inspiram confiança. O mesmo pode-se notar com os Três Porquinhos, que entram em uma competição para ver quem é o melhor. O pai de Branca de Neve é omisso e o da Bela e a Fera sacrifica a filha para se salvar. Pinóquio não pode mentir, senão perde o paradeiro humano. Lar é prisão, feito de inveja e ciúme.
As histórias só despertam suspeitas dentro de casa. Passa-se a mensagem de que o perigo dorme no quarto ao lado. A salvação vem de fora: ou com príncipes ou com anões, estranhos que devem resgatar as vítimas dos grilhões domésticos.
Talvez a avó de Chapeuzinho Vermelho seja uma _________ à regra, mas ela também sofre por ser boazinha.
Quem disse que as crianças não guardam essas ciladas imaginárias até darem o bote na ___________? Como gostar do padrasto ou da nova mulher com quem o pai casa? Como não rivalizar com os manos? Como não se indispor contra as tarefas e não entender os encargos de arrumar a cama, faxinar e lavar a louça como exploração e castigo?
Na verdade, guarda-se o condicionamento de que é preciso suportar pai e mãe, aguentar os irmãos, para uma redenção externa, pessoal e egoísta. Alívio é se ver livre das próprias raízes e viajar o mundo.
Não existem noções de solidariedade e de completude nos laços de sangue. Ninguém ajuda ninguém a ser feliz ou a superar os ritos de passagem. É a ideia que vigora nas construções maniqueístas ficcionais.
Não amamos a família. Pois atribuímos a ela nossa culpa e a fonte de nossos problemas. Erramos porque temos a referência traumática de tal mãe ou de tal pai, uma completa e oportunista isenção de nossas responsabilidades e de nossas escolhas. Os desvios são debitados sempre em nossa origem. Quando acertamos, acertamos sozinhos. Os méritos são exclusivamente nossos. Quando falhamos, são os nossos pais. É um jogo psicanalítico injusto.
Autor: Fabrício Carpinejar (adaptado).
Família é tudo: nossos filhos, nossos pais, nossos avós, nossa vida
A família não é um conto de fadas, ___________ os contos de fadas não ajudam nem um pouquinho a família.
Cinderela é maltratada pela madrasta, o que todo mundo sabe, mas também pelas duas irmãs. Nem as irmãs inspiram confiança. O mesmo pode-se notar com os Três Porquinhos, que entram em uma competição para ver quem é o melhor. O pai de Branca de Neve é omisso e o da Bela e a Fera sacrifica a filha para se salvar. Pinóquio não pode mentir, senão perde o paradeiro humano. Lar é prisão, feito de inveja e ciúme.
As histórias só despertam suspeitas dentro de casa. Passa-se a mensagem de que o perigo dorme no quarto ao lado. A salvação vem de fora: ou com príncipes ou com anões, estranhos que devem resgatar as vítimas dos grilhões domésticos.
Talvez a avó de Chapeuzinho Vermelho seja uma _________ à regra, mas ela também sofre por ser boazinha.
Quem disse que as crianças não guardam essas ciladas imaginárias até darem o bote na ___________? Como gostar do padrasto ou da nova mulher com quem o pai casa? Como não rivalizar com os manos? Como não se indispor contra as tarefas e não entender os encargos de arrumar a cama, faxinar e lavar a louça como exploração e castigo?
Na verdade, guarda-se o condicionamento de que é preciso suportar pai e mãe, aguentar os irmãos, para uma redenção externa, pessoal e egoísta. Alívio é se ver livre das próprias raízes e viajar o mundo.
Não existem noções de solidariedade e de completude nos laços de sangue. Ninguém ajuda ninguém a ser feliz ou a superar os ritos de passagem. É a ideia que vigora nas construções maniqueístas ficcionais.
Não amamos a família. Pois atribuímos a ela nossa culpa e a fonte de nossos problemas. Erramos porque temos a referência traumática de tal mãe ou de tal pai, uma completa e oportunista isenção de nossas responsabilidades e de nossas escolhas. Os desvios são debitados sempre em nossa origem. Quando acertamos, acertamos sozinhos. Os méritos são exclusivamente nossos. Quando falhamos, são os nossos pais. É um jogo psicanalítico injusto.
Autor: Fabrício Carpinejar (adaptado).
Coluna 01:
(__) A literatura brasileira abrange uma série de obras escritas por autores nascidos ou residentes no Brasil.
(__) As palavras dos escritores brasileiros são como rios que correm em direção ao oceano da alma, inundando-nos com emoções e reflexões.
(__) A literatura brasileira é uma tapeçaria de cores vivas, onde cada palavra é um fio que tece a história e a identidade de um povo.
(__) Machado de Assis é considerado um dos maiores expoentes da literatura brasileira, conhecido por sua genialidade literária.
(__) A diversidade cultural do Brasil se reflete na riqueza de temas abordados na literatura nacional, desde o regionalismo até questões sociais e políticas.
Coluna 02:
I. Conotação.
II. Denotação.
Correlacione ambas as colunas de acordo com o tipo de sentido empregado nas afirmativas da Coluna 01. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta:
I. Apesar do abatimento inicial, ela encontrou ânimo para enfrentar os desafios da vida.
II. Naquela casa, havia uma profusão de alimentos, evidenciando a abundância que ali reinava.
III. Mesmo diante das críticas, ele mantinha seu apreço pela arte, mostrando que o desprezo alheio não o afetava.
IV. O julgamento foi justo e imparcial, sem que o juiz seja tendencioso.
V. Naquela empresa, a qualidade dos produtos era uma virtude reconhecida pelos consumidores fiéis.
Em quais das afirmativas lidas foram empregadas pares de palavras antônimas?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Saiba como um eclipse solar afeta o comportamento dos animais
Um estudo conduzido durante um eclipse solar de 2017 mostrou que alguns animais mudam comportamentos durante o evento. Foram analisadas 17 espécies e 75% delas tiveram alguma modificação nas suas atitudes quando os raios de Sol ficaram bloqueados.
A maioria dos animais tem seus ciclos baseados na luz solar, então, quando a escuridão causada pelo eclipse chega, eles tendem a se comportar como se fosse noite. Ainda, outros bichos tiveram comportamentos que indicaram um certo nível de ansiedade.
O estudo foi conduzido no Zoológico de Riverbanks, em Columbia, nos Estados Unidos. Ali foram observados os comportamentos de mamíferos, aves e répteis antes, durante e imediatamente depois do eclipse.
As reações dos bichos foram classificadas em: normais, noturnas, novas e de aparente ansiedade. Foi detectado que a maior parte deles se comportou como se fosse noite, já que nos locais em que o eclipse pode ser visto de forma total, a escuridão toma conta por alguns minutos.
Adam Hartstone-Rose, um dos autores da pesquisa, confessou que: "Para ser completamente honesto, eu não achava que veríamos algo interessante. Os animais veem nuvens passarem o tempo todo e às vezes tudo fica nublado. Eu não achava que eles iam se importar com isso", mas completou: "Surpreendentemente, três quartos das espécies que observamos tiveram algum tipo de reação."
As girafas, por exemplo, só correm quando estão em risco de vida, mas durante o eclipse algumas começaram a correr como se o céu estivesse desabando. Os gorilas tentaram entrar no lugar onde dormem e ficaram perplexos por não os deixarem, e algumas tartarugas-das-Galápagos começaram a acasalar durante o eclipse. Além disso, foi observado que todas elas olharam para o céu após o evento ter acabado.
Os pesquisadores coletarão mais materiais durante o novo eclipse solar total para comparar o comportamento dos mesmos animais e tentar achar semelhanças entre os acontecimentos.
Desta vez, o público poderá participar dessa pesquisa compartilhando relatos que acharem relevantes sobre os bichos que conseguirem observar durante o eclipse.
No dia 8 de abril a Lua, a Terra e o Sol ficarão completamente alinhados e os raios solares serão bloqueados por alguns minutos. O fenômeno começará a ser visível às 16h (horário de Brasília), na costa do México, e terminará às 17h (horário de Brasília), na costa Atlântica do Canadá.
Esse eclipse será diferente dos últimos dessa categoria, por durar cerca de dois minutos a mais e pela coroa solar (sua camada mais externa) ser mais visível do que no último, em 2017.
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/saiba-comoum-eclipse-solar-afeta-o-comportamento-dos-animais/ .
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Saiba como um eclipse solar afeta o comportamento dos animais
Um estudo conduzido durante um eclipse solar de 2017 mostrou que alguns animais mudam comportamentos durante o evento. Foram analisadas 17 espécies e 75% delas tiveram alguma modificação nas suas atitudes quando os raios de Sol ficaram bloqueados.
A maioria dos animais tem seus ciclos baseados na luz solar, então, quando a escuridão causada pelo eclipse chega, eles tendem a se comportar como se fosse noite. Ainda, outros bichos tiveram comportamentos que indicaram um certo nível de ansiedade.
O estudo foi conduzido no Zoológico de Riverbanks, em Columbia, nos Estados Unidos. Ali foram observados os comportamentos de mamíferos, aves e répteis antes, durante e imediatamente depois do eclipse.
As reações dos bichos foram classificadas em: normais, noturnas, novas e de aparente ansiedade. Foi detectado que a maior parte deles se comportou como se fosse noite, já que nos locais em que o eclipse pode ser visto de forma total, a escuridão toma conta por alguns minutos.
Adam Hartstone-Rose, um dos autores da pesquisa, confessou que: "Para ser completamente honesto, eu não achava que veríamos algo interessante. Os animais veem nuvens passarem o tempo todo e às vezes tudo fica nublado. Eu não achava que eles iam se importar com isso", mas completou: "Surpreendentemente, três quartos das espécies que observamos tiveram algum tipo de reação."
As girafas, por exemplo, só correm quando estão em risco de vida, mas durante o eclipse algumas começaram a correr como se o céu estivesse desabando. Os gorilas tentaram entrar no lugar onde dormem e ficaram perplexos por não os deixarem, e algumas tartarugas-das-Galápagos começaram a acasalar durante o eclipse. Além disso, foi observado que todas elas olharam para o céu após o evento ter acabado.
Os pesquisadores coletarão mais materiais durante o novo eclipse solar total para comparar o comportamento dos mesmos animais e tentar achar semelhanças entre os acontecimentos.
Desta vez, o público poderá participar dessa pesquisa compartilhando relatos que acharem relevantes sobre os bichos que conseguirem observar durante o eclipse.
No dia 8 de abril a Lua, a Terra e o Sol ficarão completamente alinhados e os raios solares serão bloqueados por alguns minutos. O fenômeno começará a ser visível às 16h (horário de Brasília), na costa do México, e terminará às 17h (horário de Brasília), na costa Atlântica do Canadá.
Esse eclipse será diferente dos últimos dessa categoria, por durar cerca de dois minutos a mais e pela coroa solar (sua camada mais externa) ser mais visível do que no último, em 2017.
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/saiba-comoum-eclipse-solar-afeta-o-comportamento-dos-animais/ .
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Saiba como um eclipse solar afeta o comportamento dos animais
Um estudo conduzido durante um eclipse solar de 2017 mostrou que alguns animais mudam comportamentos durante o evento. Foram analisadas 17 espécies e 75% delas tiveram alguma modificação nas suas atitudes quando os raios de Sol ficaram bloqueados.
A maioria dos animais tem seus ciclos baseados na luz solar, então, quando a escuridão causada pelo eclipse chega, eles tendem a se comportar como se fosse noite. Ainda, outros bichos tiveram comportamentos que indicaram um certo nível de ansiedade.
O estudo foi conduzido no Zoológico de Riverbanks, em Columbia, nos Estados Unidos. Ali foram observados os comportamentos de mamíferos, aves e répteis antes, durante e imediatamente depois do eclipse.
As reações dos bichos foram classificadas em: normais, noturnas, novas e de aparente ansiedade. Foi detectado que a maior parte deles se comportou como se fosse noite, já que nos locais em que o eclipse pode ser visto de forma total, a escuridão toma conta por alguns minutos.
Adam Hartstone-Rose, um dos autores da pesquisa, confessou que: "Para ser completamente honesto, eu não achava que veríamos algo interessante. Os animais veem nuvens passarem o tempo todo e às vezes tudo fica nublado. Eu não achava que eles iam se importar com isso", mas completou: "Surpreendentemente, três quartos das espécies que observamos tiveram algum tipo de reação."
As girafas, por exemplo, só correm quando estão em risco de vida, mas durante o eclipse algumas começaram a correr como se o céu estivesse desabando. Os gorilas tentaram entrar no lugar onde dormem e ficaram perplexos por não os deixarem, e algumas tartarugas-das-Galápagos começaram a acasalar durante o eclipse. Além disso, foi observado que todas elas olharam para o céu após o evento ter acabado.
Os pesquisadores coletarão mais materiais durante o novo eclipse solar total para comparar o comportamento dos mesmos animais e tentar achar semelhanças entre os acontecimentos.
Desta vez, o público poderá participar dessa pesquisa compartilhando relatos que acharem relevantes sobre os bichos que conseguirem observar durante o eclipse.
No dia 8 de abril a Lua, a Terra e o Sol ficarão completamente alinhados e os raios solares serão bloqueados por alguns minutos. O fenômeno começará a ser visível às 16h (horário de Brasília), na costa do México, e terminará às 17h (horário de Brasília), na costa Atlântica do Canadá.
Esse eclipse será diferente dos últimos dessa categoria, por durar cerca de dois minutos a mais e pela coroa solar (sua camada mais externa) ser mais visível do que no último, em 2017.
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/saiba-comoum-eclipse-solar-afeta-o-comportamento-dos-animais/ .
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Saiba como um eclipse solar afeta o comportamento dos animais
Um estudo conduzido durante um eclipse solar de 2017 mostrou que alguns animais mudam comportamentos durante o evento. Foram analisadas 17 espécies e 75% delas tiveram alguma modificação nas suas atitudes quando os raios de Sol ficaram bloqueados.
A maioria dos animais tem seus ciclos baseados na luz solar, então, quando a escuridão causada pelo eclipse chega, eles tendem a se comportar como se fosse noite. Ainda, outros bichos tiveram comportamentos que indicaram um certo nível de ansiedade.
O estudo foi conduzido no Zoológico de Riverbanks, em Columbia, nos Estados Unidos. Ali foram observados os comportamentos de mamíferos, aves e répteis antes, durante e imediatamente depois do eclipse.
As reações dos bichos foram classificadas em: normais, noturnas, novas e de aparente ansiedade. Foi detectado que a maior parte deles se comportou como se fosse noite, já que nos locais em que o eclipse pode ser visto de forma total, a escuridão toma conta por alguns minutos.
Adam Hartstone-Rose, um dos autores da pesquisa, confessou que: "Para ser completamente honesto, eu não achava que veríamos algo interessante. Os animais veem nuvens passarem o tempo todo e às vezes tudo fica nublado. Eu não achava que eles iam se importar com isso", mas completou: "Surpreendentemente, três quartos das espécies que observamos tiveram algum tipo de reação."
As girafas, por exemplo, só correm quando estão em risco de vida, mas durante o eclipse algumas começaram a correr como se o céu estivesse desabando. Os gorilas tentaram entrar no lugar onde dormem e ficaram perplexos por não os deixarem, e algumas tartarugas-das-Galápagos começaram a acasalar durante o eclipse. Além disso, foi observado que todas elas olharam para o céu após o evento ter acabado.
Os pesquisadores coletarão mais materiais durante o novo eclipse solar total para comparar o comportamento dos mesmos animais e tentar achar semelhanças entre os acontecimentos.
Desta vez, o público poderá participar dessa pesquisa compartilhando relatos que acharem relevantes sobre os bichos que conseguirem observar durante o eclipse.
No dia 8 de abril a Lua, a Terra e o Sol ficarão completamente alinhados e os raios solares serão bloqueados por alguns minutos. O fenômeno começará a ser visível às 16h (horário de Brasília), na costa do México, e terminará às 17h (horário de Brasília), na costa Atlântica do Canadá.
Esse eclipse será diferente dos últimos dessa categoria, por durar cerca de dois minutos a mais e pela coroa solar (sua camada mais externa) ser mais visível do que no último, em 2017.
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/saiba-comoum-eclipse-solar-afeta-o-comportamento-dos-animais/ .
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Saiba como um eclipse solar afeta o comportamento dos animais
Um estudo conduzido durante um eclipse solar de 2017 mostrou que alguns animais mudam comportamentos durante o evento. Foram analisadas 17 espécies e 75% delas tiveram alguma modificação nas suas atitudes quando os raios de Sol ficaram bloqueados.
A maioria dos animais tem seus ciclos baseados na luz solar, então, quando a escuridão causada pelo eclipse chega, eles tendem a se comportar como se fosse noite. Ainda, outros bichos tiveram comportamentos que indicaram um certo nível de ansiedade.
O estudo foi conduzido no Zoológico de Riverbanks, em Columbia, nos Estados Unidos. Ali foram observados os comportamentos de mamíferos, aves e répteis antes, durante e imediatamente depois do eclipse.
As reações dos bichos foram classificadas em: normais, noturnas, novas e de aparente ansiedade. Foi detectado que a maior parte deles se comportou como se fosse noite, já que nos locais em que o eclipse pode ser visto de forma total, a escuridão toma conta por alguns minutos.
Adam Hartstone-Rose, um dos autores da pesquisa, confessou que: "Para ser completamente honesto, eu não achava que veríamos algo interessante. Os animais veem nuvens passarem o tempo todo e às vezes tudo fica nublado. Eu não achava que eles iam se importar com isso", mas completou: "Surpreendentemente, três quartos das espécies que observamos tiveram algum tipo de reação."
As girafas, por exemplo, só correm quando estão em risco de vida, mas durante o eclipse algumas começaram a correr como se o céu estivesse desabando. Os gorilas tentaram entrar no lugar onde dormem e ficaram perplexos por não os deixarem, e algumas tartarugas-das-Galápagos começaram a acasalar durante o eclipse. Além disso, foi observado que todas elas olharam para o céu após o evento ter acabado.
Os pesquisadores coletarão mais materiais durante o novo eclipse solar total para comparar o comportamento dos mesmos animais e tentar achar semelhanças entre os acontecimentos.
Desta vez, o público poderá participar dessa pesquisa compartilhando relatos que acharem relevantes sobre os bichos que conseguirem observar durante o eclipse.
No dia 8 de abril a Lua, a Terra e o Sol ficarão completamente alinhados e os raios solares serão bloqueados por alguns minutos. O fenômeno começará a ser visível às 16h (horário de Brasília), na costa do México, e terminará às 17h (horário de Brasília), na costa Atlântica do Canadá.
Esse eclipse será diferente dos últimos dessa categoria, por durar cerca de dois minutos a mais e pela coroa solar (sua camada mais externa) ser mais visível do que no último, em 2017.
https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/saiba-comoum-eclipse-solar-afeta-o-comportamento-dos-animais/ .
1. Sentido denotativo
2. Sentido conotativo
( ) “Armando Nogueira dizia que Zagallo jogava com duas camisas, uma para defender, outra para atacar”.
( ) “Tema e tom preferidos de quem sempre defendeu com gritos, unhas e dentes o respeito à Seleção”.
( ) “Ao todo, foram seis gols em 37 partidas como jogador da Seleção”.
A sequência que preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, é:
TEXTO PARA A QUESTÃO
O tempo de cada um
Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.
Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.
Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.
Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.
Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO
O tempo de cada um
Minha amiga dos tempos de escola ficou grávida. Ela não foi a primeira, teve outra que já está indo para o terceiro filho. Mas confesso que desta vez foi mais impactante, já que éramos bem mais próximos. Eu sei que pode parecer papo de gente de trinta e poucos, mas quis deixar registrada aqui não só a minha falta de preparo para esse piscar de olhos que separou nossas aventuras e besteiras juvenis de uma gravidez, como também o fato de que estamos todos em tempos diferentes — e, em paralelo, todos estamos no mesmo tempo.
Explico: no nosso trio apocalíptico que viveu uma adolescência dentro de casa, amparados pelos novos amigos feitos na internet mesmo, cada um tem o seu tempo. Enquanto a Daiane deu luz à Bia, a Claudia completa quase 7 anos de namoro e eu aqui acabo de desencalhar. Ao mesmo tempo, a cada nova reunião consigo sentir que, tal qual Elis cantava, “ainda somos os mesmos”: rimos das mesmas bobagens, procuramos nas redes por colegas de escola para ver como estão hoje em dia, e continuamos passando algumas vergonhas porque isso aprendemos lá atrás e ninguém tira da gente.
Essa nossa realidade só me traz de volta o pensamento do milho de pipoca. Em uma panela aquecida uniformemente, todos estamos ali como grãos prestes a estourar. E mesmo que estejamos compartilhando a mesma temperatura e quaisquer outras condições, acaba sendo natural: cada um estoura em um tempo diferente. Há quem logo vire pipoca, assim como há aqueles que resistam tanto que quase queimam, mas acabam por estourar no fim. E esse talvez seja o maior exemplo do que é viver, dividir o mesmo mundo e desenhar nossas histórias — cada um com seu roteiro, seja ele mais acelerado ou mais demorado.
Não posso deixar de citar as amigas que conheci quando tinha dois anos de idade. Uma casou dias atrás e a outra abriu neste ano a 3.492ª empresa. E por mais assustador que seja perceber a vida caminhando tão depressa (ou melhor, correndo), ver a minha amiga com um barrigão me trouxe a felicidade e a gratidão de poder estar avançando ciclos que, até “ontem”, eram papo chato de gente velha. “Chá de fraldas? Que breguice!”, dizia eu até estar participando de um.
Não sei ao certo para onde os nossos colegas do tempo de escola foram. Se têm filhos ou mudaram os planos, se são os mesmos ou se eu nem os reconheceria... Não importa. Talvez alguns ainda estejam dentro da panela esperando pelo momento exato de explodir e pipocar uma vida idealizada lá atrás. Ou, quem sabe, não ter estourado ainda seja o reflexo de uma reflexão constante: quando eu deixar de ser só mais um grão, quem é que eu vou (e quero) ser?
Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).