Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4107582 Português
Conforme o Guia Alimentar para Menores de Dois Anos do Ministério da Saúde (MS), analise a sentença abaixo:

A família pode perceber que a partir do primeiro ano de vida a criança passa a ter menos apetite em virtude de que o crescimento começa a diminuir (1ª parte). É importante ter paciência no horário das refeições, respeitar os sinais de saciedade da criança e evitar comportamentos que possam piorar a situação, como: forçar a comer, não deixar sair da mesa enquanto não acabar de comer (2ª parte). Já recompensar com alguns presentes poderá convencê-la a comer, mas evitando obrigá-la a comer alimento recusado (3ª parte).

Quais partes estão corretas?
Alternativas
Q4106902 Português
Embora dominante, o ethos burguês ________________ e possessivo não é a única referência moral da sociedade ________________. Formas de comportamento ético-morais são orientadas por visões de mundo e valores que se reproduzem _________________ desde que tenham uma base de sustentação nas relações sociais capitalistas, seja em face de sua afirmação ou de sua negação. Na medida em que o ethos burguês é dominante, a formação ___________________ dos indivíduos tende a incorporá-lo e reproduzi-lo a partir da influência ideológica das várias instâncias de desenvolvimento da sociabilidade.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima. 
Alternativas
Q4106868 Português

A saga do azeite




(Fonte: www.super.abril.com.br/sociedade/a-saga-do-azeite-a-historia-as-fraudes-e-o-preco-nas-alturas/ - Texto adaptado 

Acerca da interpretação e emprego de palavras e expressões do texto, analise as assertivas abaixo:

I. No trecho, “Então, já sabemos que o azeite é um aliado da saúde e é bom incluí-lo à mesa; entretanto, o produto sofreu uma alta de preço bastante importante que ameaça essa boa prática”, o conectivo “entretanto” apresenta valor semântico adversativo, pois estabelece uma relação de oposição com a informação apresentada antes – de que o azeite faz bem à saúde.
II. No trecho “E a alta segue sem freio” (l. 44), o autor faz uso de linguagem conotativa.
III. No trecho “os americanos descobriram algo que os povos mediterrâneos já sabiam intuitivamente há milênios”, o vocábulo “há” está incorretamente empregado, uma vez que, para indicar tempo decorrido, utiliza-se a forma “a”.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4106866 Português

A saga do azeite




(Fonte: www.super.abril.com.br/sociedade/a-saga-do-azeite-a-historia-as-fraudes-e-o-preco-nas-alturas/ - Texto adaptado 

Em relação à distribuição dos parágrafos do texto e às informações encontradas em cada um, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.

Coluna 1

1. Primeiro e segundo parágrafos.
2. Terceiro parágrafo.
3. Quarto parágrafo.
4. Quinto parágrafo.
5. Sétimo parágrafo.

Coluna 2

( ) O Brasil tentou produzir azeite na época em que era colônia de Portugal.
( ) A alta de preço global da iguaria é considerada uma crise.
( ) No século XX, foi realizada uma pesquisa que associou o consumo de azeite à boa saúde cardiovascular.
( ) São apresentadas informações técnicas sobre a composição química de diferentes tipos de gorduras e sua ação no organismo.
( ) As primeiras experiências de exploração e uso do azeite começaram há pelo menos 100 mil anos e estenderam-se entre povos egípcios e gregos.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4106865 Português

A saga do azeite




(Fonte: www.super.abril.com.br/sociedade/a-saga-do-azeite-a-historia-as-fraudes-e-o-preco-nas-alturas/ - Texto adaptado 

No que se refere à alta do preço do azeite, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Uma das razões para a alta do preço, de acordo com o texto, foi a escassez de matéria-prima.
( ) A safra de azeitona ficou em 20% do que era esperado para o período no principal país produtor.
( ) Mais de um fator foi preponderante para a diminuição da produção mundial.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4106863 Português

A saga do azeite




(Fonte: www.super.abril.com.br/sociedade/a-saga-do-azeite-a-historia-as-fraudes-e-o-preco-nas-alturas/ - Texto adaptado 

Em relação ao trabalho conduzido pelo pesquisador Keys sobre o azeite, analise as assertivas abaixo:

I. A pesquisa concluiu que uma dieta rica em gordura, independentemente do tipo, é o melhor para a saúde cardiovascular.
II. A motivação para a pesquisa se deu a partir da aparente incongruência entre o poder aquisitivo maior e a saúde comprometida de alguns americanos.
III. Há uma importante diferença estrutural nas moléculas de gordura que é responsável pelo azeite ser um item aliado da boa saúde.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4106862 Português

A saga do azeite




(Fonte: www.super.abril.com.br/sociedade/a-saga-do-azeite-a-historia-as-fraudes-e-o-preco-nas-alturas/ - Texto adaptado 

Sobre informações retiradas do texto, analise as assertivas abaixo:

I. Antigamente, o azeite era usado como combustível, remédio e cosmético.
II. Mais de metade da quantidade de azeite importado pelo Brasil vem de Portugal, uma prática que começou durante a época em que era colônia.
III. Nos Estados Unidos, o azeite sempre foi muito popular, sendo considerado um item fundamental a partir do século 20.

Quais estão INCORRETAS?
Alternativas
Q4106861 Português

A saga do azeite




(Fonte: www.super.abril.com.br/sociedade/a-saga-do-azeite-a-historia-as-fraudes-e-o-preco-nas-alturas/ - Texto adaptado 

Sobre informações que se pode inferir com base no texto, analise as assertivas abaixo:

I. A oliveira é uma planta mediterrânea.
II. São exemplos de frutas com características semelhantes à azeitona: ameixa, pêssego e manga.
III. O processo de espremer a azeitona libera um suco mais palatável que o próprio fruto cru.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4105399 Português
Leia o texto e assinale a alternativa CORRETA.

O Cafezinho: Uma Ode à Simplicidade
Ah, o cafezinho... Mais do que uma bebida, um ritual, uma filosofia de vida. Presente em xícaras fumegantes desde as primeiras horas do dia até o cair da tarde, ele embala conversas, aquece corações e tempera momentos.
No Brasil, o cafezinho é um caso de amor nacional. Não importa a classe social, a profissão ou a idade, todos se unem em torno dessa bebida mágica. É no cafezinho que a gente se encontra com os amigos para colocar a conversa em dia, com a família para compartilhar as alegrias e tristezas do cotidiano, ou simplesmente para ter um momento de paz consigo mesmo.
Mais do que um simples gole, o cafezinho é um convite à pausa, à reflexão. É a oportunidade de desacelerar um pouco em meio à correria do dia a dia e apreciar as pequenas coisas da vida. É a chance de saborear o aroma reconfortante, sentir o calor da xícara nas mãos e se deixar levar pelo sabor marcante.
O cafezinho também é um símbolo da nossa cultura, da nossa brasilidade. É a bebida que está presente nas mesas dos barzinhos, nas rodas de samba, nas casas simples e nos restaurantes mais sofisticados. É a bebida que nos une, que nos faz sentir em casa.
Mas o cafezinho não é apenas sobre o ato de beber. É também sobre os momentos que ele cria, as pessoas que ele reúne e as histórias que ele conta. É sobre a família reunida na mesa do café da manhã, os amigos dividindo um cafezinho depois do trabalho, o casal tomando um cafezinho à noite para relaxar.
Então, da próxima vez que você for tomar um cafezinho, lembre-se: você não está apenas bebendo uma bebida. Você está participando de um ritual, celebrando a vida e se conectando com as pessoas que você ama. Porque o cafezinho, na verdade, é muito mais do que café.
Alternativas
Q4105397 Português
Identifique as figuras de linguagem das frases.

Coluna 1 Figuras de linguagem
1. catacrese
2. comparação
3. metáfora
4. metonímia

Coluna 2 Frases
( ) Ela era esbelta tal qual sua irmã.
( ) O atleta teve cãibra na batata da perna.
( )Ele é a melhor analista deste escritório.
( ) Minha vó é um anjo para todos nós! 

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. 
Alternativas
Q4105391 Português
Leia o poema abaixo, de augusto dos Anjos, para responder à questão:

Debaixo do tamarindo

No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
Como uma vela fúnebre de cera,
Chorei bilhões de vezes com a canseira
De inexorabilíssimos trabalhos!

Hoje, esta árvore de amplos agasalhos
Guarda, como uma caixa derradeira,
O passado da flora brasileira
E a paleontologia dos Carvalhos!

Quando pararem todos os relógios
De minha vida, e a voz dos necrológios
Gritar nos noticiários que eu morri,

Voltando à pátria da homogeneidade,
Abraçada com a própria Eternidade,
A minha sombra há de ficar aqui!
Os versos, em destaque, na primeira estrofe, apresentam a seguinte figura de pensamento: 
Alternativas
Q3990803 Português

TRIGÉSIMO ANDAR – Wilson Rio Apa



    Aqui de cima – trigésimo andar do Hilton Hotel, onde me encarceraram – contemplo São Paulo, vejo os paulistanos lá embaixo, pequenas formas apressadas, prensadas entre muralhas de cimento e máquinas.

    A movimentação é desordenada.

    Fico angustiado com a impressão de que há luta nas ruas lá embaixo. Homens e máquinas parece que se perseguem, caçam. Por quê? Talvez tenham falhado em se harmonizar no único: construir uma cidade boa para todos. E, frustrados, odeiam-se.

    Parece que é isso. Parece que esse é o destino último dos homens e das suas grandes obras, utopias que perderam as medidas humanas.

    Aqui em cima há silêncio: silêncio feito de artifícios e supérfluos.

    Sou um homem de praias, ilhas desertas, rios e matos, marginal. Embora nascido ali na vila Mariana, nunca pude aceitar a vida de uma metrópole. Parti em busca de silêncio para pensar e escrever. Ancorei num remanso com a família, na periferia de uma cidade colonial. Antonina, Paraná. Lá os ventos são limpos, há perfume de florestas próximas, sol, boas chuvas, espaço.

    Nunca me senti tão estrangeiro como neste hotel.

    Vinha esta manhã seguindo as curvas do Tietê, rio da minha infância, onde muitas gerações de paulistanos no sábado à tarde e domingo pela manhã remavam barquinhos dos clubes, faziam piqueniques, namoravam, brincavam com os filhos. O rio de memórias e bandeiras está morto pelo que chamam de progresso.

    Ao chegar, passei pelo bairro da minha infância e parei diante da casa onde nasci. Não há espaços vazios em torno dela: só paredões não há mais árvores, chácaras, campo de futebol, mato, onde abríamos trilhas, cavávamos esconderijos e guerreávamos. Desci a rua, na esperança de ainda encontrar a fonte jorrando entre argila leitosa. Não vi nenhum grupo de meninos brincando. Não vi mais a fonte. Apenas imaginei-a sobre o asfalto da 23 de maio, e o campo de futebol sobre o viaduto da Avenida Cubatão. Ali, bem ali, esperávamos a queda dos balões, empinávamos papagaios.

    Onde brinca a infância de hoje nesta cidade?

    A ilusão acabou-se, a ilusão dos mitos da vida científica, do paraíso das máquinas proporcionando lazer, da economia e da medicina resolvendo todos os problemas. Acabou-se. Quem não conhece os males da poluição, da falta de espaço e de árvores, do excesso de tráfego?




WILSON RIO APA

De acordo com a frase: “Nunca me senti estrangeiro como neste hotel”. Podemos inferir que: 
Alternativas
Q3990799 Português

Não é possível delimitar de forma rígida as características de textos literários e não literários, devido a pluralidade e a complexidade da linguagem escrita humana e dos modos como ela se manifesta. Contudo, existem características peculiares que podem nos orientar didaticamente a fazer a diferença entre esses dois tipos de textos.



Em relação aos textos literários e não literários, analise as informações abaixo:



I. Função pragmática.


II. Linguagem predominante subjetiva.


III. Preza a relação entre forma e conteúdo.


IV. Geralmente, leitura unívoca.



Pertencem às características dos textos literários:

Alternativas
Q3990798 Português

Leia o trecho de uma reportagem publicada na revista IstoÉ:



Peregrinos do crack


    Repórter de IstoÉ passa três dias na Cracolândia e mostra cotidiano dos viciados que foram expulsos pela polícia e hoje vagam pela capital paulista


    "Eu só vou deixar vocês registrarem isso porque quero que as pessoas vejam que a gente é humano." Após a advertência à equipe de IstoÉ, Alemãozinho, 27 anos, acende o cachimbo em um hotel do centro de São Paulo que lhe custa R$ 5 a hora. O quarto é um espaço simples, com cerca de 15 metros quadrados. A pia faz as vezes de banheiro e o colchão da cama é coberto apenas por uma capa branca encardida pelo uso. Uma sacada precária dá vista para a rua dos Gusmões, no centro de São Paulo. Com as primeiras tragadas, vem uma fumaça densa e branca, de cheiro forte, que se mistura com o odor de mofo do ambiente. Em poucos segundos, a feição do jovem muda. Ele fica tenso, se levanta e começa a andar de um lado para outro, incomodado por um barulho que só ele ouve. Alguns minutos depois de apagar o cachimbo, se aquieta e volta ao normal. O cérebro doente e viciado na sensação de prazer do crack não lhe impõe mais limites: o que tiver de dinheiro vira "pedra". "Já gastei R$ 5 mil em um fim de semana", diz.


COSTA, Rachel. Disponível em: https://istoe.com.br/186492_PEREGRINOS+DO+CRACK/. Acesso em: 30 set. 2020. [Fragmento]



Apesar de pertencer ao gênero reportagem, o texto traz marcas de texto literário. Assinale a opção que apresenta trecho com linguagem conotativa. 
Alternativas
Q3990795 Português

Analise o texto abaixo.



Imagem associada para resolução da questão



 Não se aplica ao cartum: 

Alternativas
Q3990794 Português
Em relação às tipologias e aos gêneros textuais, assinale a afirmação verdadeira. 
Alternativas
Q3990793 Português
Leia o texto a seguir.

Bonitas mesmo
Martha Medeiros
    Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.
     Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.
     Caminhando pela rua, sol escaldante, a manga da blusa arregaçada, a nuca ardendo, o cabelo sendo erguido num coque malfeito, um ar de desaprovação pelo atraso do ônibus, centenas de pessoas cruzandose e ninguém enxergando ninguém, ela enxuga a testa com a palma da mão, ajeita a sobrancelha com os dedos. Perfeita.
    Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.
     Dentro do teatro, as luzes apagadas, o riso solto, escancarado, as mãos aplaudindo em cena aberta, sem comandos, seu tronco deslocando-se quando uma fala surpreende, gargalhada que não se constrange, não obedece à adequação, gengiva à mostra, seu ombro encostado no ombro ao lado, ambos voltados pra frente, a mão tapando a boca num breve acesso de timidez por tanta alegria. Um sonho.
     O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.

O texto apresenta características do gênero: 
Alternativas
Q3990791 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



O primeiro amor é vivido em fantasia



    Como regra geral, nosso primeiro grande amor é uma espécie de sonho. A pessoa que desperta em nós todo o sentimento, toda a vontade de agradar e de se dedicar nos mínimos detalhes, toda a vontade de aconchegar e ser aconchegado, na maior parte das vezes nem sabe do nosso amor por ela. Não temos coragem de contar, pois morremos de medo da rejeição. Não queremos também, contudo, a aceitação, pois isso nos levaria a um relacionamento real para o qual não estamos preparados. Ou seja, não contar interessa nos dois casos. Se algum amigo superíntimo fica sabendo e faz alguma brincadeira a respeito, ficamos com o rosto vermelho, negamos tudo e fingimos indignação. A outra pessoa, a amada, fica sem saber se é gozação ou se é de verdade. Melhor assim. Tudo se passará apenas na cabeça da gente, longe dos riscos da vida real.

    No sonho é claro que somos correspondidos. Beijamos e somos beijados. Beijos de ternura. O sexo, na maioria dos casos, está em segundo plano. Passeamos, de mãos dadas, por jardins floridos. Sentamos na grama nós olhamos com olhar de enlevo próprio do encantamento amoroso. Dizemos coisas bonitas para outro, falamos das virtudes do outro. Não cansamos de elogiar a pessoa amada.

    [...] Se pensarmos bem, o sonho romântico não é muito criativo. Quase sempre é a mesma história. As variações são mais de cenário e figurino: uns preferem a montanha, outros a praia. Uns preferem saias rodadas, outros as calças jeans. O amor é o prazer da companhia, os elogios que esse prazer costuma trazer para nossos lábios, e também a insegurança – o medo de perder a pessoa que nos traz toda a felicidade.

    Assim sendo, uma parte do discurso é de reasseguramento: “Vou amar você para sempre. Vou dizer toda hora que amo você. Se você me largar, eu morro” etc. Sempre que vivemos o amor, o fazemos como se estivéssemos vivendo uma história extraordinária. A verdade, no momento, é que é uma “história extraordinária” exatamente igual a todas as outras histórias de amor! E isso não faz mal algum, porque é bom do mesmo jeito!



GIKOVATE, Flávio. Namoro: relação de amor e sexo. São Paulo: Moderna, 1993.

Assinale a opção que contém afirmação que não se aplica ao texto.
Alternativas
Q3990790 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



O primeiro amor é vivido em fantasia



    Como regra geral, nosso primeiro grande amor é uma espécie de sonho. A pessoa que desperta em nós todo o sentimento, toda a vontade de agradar e de se dedicar nos mínimos detalhes, toda a vontade de aconchegar e ser aconchegado, na maior parte das vezes nem sabe do nosso amor por ela. Não temos coragem de contar, pois morremos de medo da rejeição. Não queremos também, contudo, a aceitação, pois isso nos levaria a um relacionamento real para o qual não estamos preparados. Ou seja, não contar interessa nos dois casos. Se algum amigo superíntimo fica sabendo e faz alguma brincadeira a respeito, ficamos com o rosto vermelho, negamos tudo e fingimos indignação. A outra pessoa, a amada, fica sem saber se é gozação ou se é de verdade. Melhor assim. Tudo se passará apenas na cabeça da gente, longe dos riscos da vida real.

    No sonho é claro que somos correspondidos. Beijamos e somos beijados. Beijos de ternura. O sexo, na maioria dos casos, está em segundo plano. Passeamos, de mãos dadas, por jardins floridos. Sentamos na grama nós olhamos com olhar de enlevo próprio do encantamento amoroso. Dizemos coisas bonitas para outro, falamos das virtudes do outro. Não cansamos de elogiar a pessoa amada.

    [...] Se pensarmos bem, o sonho romântico não é muito criativo. Quase sempre é a mesma história. As variações são mais de cenário e figurino: uns preferem a montanha, outros a praia. Uns preferem saias rodadas, outros as calças jeans. O amor é o prazer da companhia, os elogios que esse prazer costuma trazer para nossos lábios, e também a insegurança – o medo de perder a pessoa que nos traz toda a felicidade.

    Assim sendo, uma parte do discurso é de reasseguramento: “Vou amar você para sempre. Vou dizer toda hora que amo você. Se você me largar, eu morro” etc. Sempre que vivemos o amor, o fazemos como se estivéssemos vivendo uma história extraordinária. A verdade, no momento, é que é uma “história extraordinária” exatamente igual a todas as outras histórias de amor! E isso não faz mal algum, porque é bom do mesmo jeito!



GIKOVATE, Flávio. Namoro: relação de amor e sexo. São Paulo: Moderna, 1993.

Assinale a opção que contém a frase que expressa a ideia central do texto no primeiro parágrafo.
Alternativas
Q3990788 Português
Assinale a opção que contém um exemplo da figura de linguagem silepse de número.
Alternativas
Respostas
24341: C
24342: E
24343: C
24344: A
24345: C
24346: D
24347: B
24348: E
24349: B
24350: C
24351: B
24352: D
24353: B
24354: C
24355: A
24356: D
24357: C
24358: D
24359: A
24360: A