Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Visão do Correio: Alerta para o avanço das arboviroses
Autoridades de saúde começam o ano com a incumbência de manter no radar o enfrentamento à dengue, à chikungunya e à febre amarela
06/02/25
Sob a sombra da avalanche dos casos de dengue em 2024, autoridades de saúde começam este ano com a incumbência de manter no radar outras duas arboviroses: a febre amarela e a chikungunya. O aumento de ambas as infecções no Brasil começa a destoar da curva, evidenciando que o combate ao Aedes aegypti, que transmite as três doenças, e os avanços na imunização são estratégias vitais para um país que se vê sobressaltado por urgências sanitárias desde 2020, com a chegada da covid-19.
O enfrentamento à febre amarela parece mais evidente. No último domingo, o Ministério da Saúde emitiu1 um alerta sobre o aumento da transmissão da doença em quatro unidades da Federação: São Paulo, Minas Gerais, Roraima e Tocantins. Em nota técnica às secretarias de Saúde dos estados, a pasta recomendou2 a intensificação de ações de vigilância e a imunização nas áreas de risco. Salientou3 ainda que o período de maior preocupação com a enfermidade vai de dezembro a maio, praticamente o mesmo da dengue.
Essa janela de vulnerabilidade engloba também o carnaval, que, pelo maior deslocamento de pessoas, favorece o avanço de doenças virais. No caso da disseminação da febre amarela, o risco sobrevoa cidades que fazem parte dos grandes circuitos momescos do país. São Paulo, por exemplo, concentra a maior parte dos casos da doença neste ano e calcula que 16 milhões de pessoas sairão às ruas até a quarta-feira de cinzas. Belo Horizonte espera 6 milhões.
Há outro agravante: é pertinente imaginar que foliões podem não saber se estão, de fato, protegidos. Isso porque, em 2018, seguindo um protocolo de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil aplicou doses fracionadas do imunizante na Bahia, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Quem recebeu essa vacina precisa completar a imunização, e pode ter se esquecido ou não ter sido orientado sobre o reforço. Caso planeje viajar para locais em que há transmissão de febre amarela ou regiões rurais e de mata, deve fazê-lo com pelo menos 10 dias de antecedência.
Considerando que faltam praticamente três semanas para o carnaval, são urgentes campanha de esclarecimento sobre a cobertura vacinal e disponibilidade de vacinas. Há de se ressaltar que o governo federal trabalha no envio de 800 mil doses extras para São Paulo até o início deste mês. Mas é preciso investir no escoamento da imunização o quanto antes, considerando, ainda, o obstáculo da resistência vacinal.
Quanto à chikungunya, o foco de atenção é o Centro-Oeste. Ao Correio, o sanitarista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jonas Brant alertou que a região concentrou a maioria dos casos em 2024 e que, pelos números já registrados, o cenário deve se repetir neste ano. Ainda não há vacina no Brasil disponível para a doença, que, devido às dores incapacitantes, demanda uma rede de suporte mais complexa, com assistência do diagnóstico à reabilitação, o que pode durar meses.
Fica claro que, ainda que compartilhem o mesmo vetor, febre amarela, chikungunya e dengue demandam respostas diferentes das autoridades. O início da gestão em saúde em prefeituras, em razão das eleições municipais de 2024, tende a deixar a situação ainda mais complexa. É certo, porém, que não se trata de um desafio sanitário a ser enfrentado apenas pelos gestores públicos. As arboviroses são, de fato, uma luta de todos.
VISÃO do Correio: Alerta para o avanço das arboviroses. Correio Braziliense, 06 de fevereiro de 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/02/7053596-visao-do-correio-alerta-para-o-avanco-das-arboviroses.html.
Acesso em: 07 fev. 2025. Adaptado
Em 2024, comemoramos o centenário de nascimento de uma incrível cientista brasileira, tão influente e importante que seus trabalhos moldaram a agroindústria no Brasil e nos colocaram entre as nações mais produtivas do mundo. Seu nome é Johanna Liesbeth Kubelka Döbereiner. Mesmo com a difícil pronúncia, esse nome tem se tornado cada vez mais conhecido entre não-cientistas, uma verdadeira façanha, reservada àquelas pessoas que realmente se destacam na ciência! Dentre todos os cientistas brasileiros,
Johanna é a sétima mais citada em artigos científicos em todos os tempos, e a mais mencionada entre as mulheres. Johanna não nasceu no Brasil, mas sim na antiga república da Tchecoslováquia, em 28 de novembro de 1924, em uma cidade localizada nos Sudetos, Aussig, uma região de grande influência alemã. Ela teve uma juventude muito difícil – quando tinha apenas 14 anos, a região onde morava foi invadida e anexada pela Alemanha nazista –, vivendo na pele os horrores da guerra. Seus pais tinham origem alemã, mas não apoiavam o regime nazista, e, inclusive, protegeram e auxiliaram cidadãos judeus a escapar da perseguição, o que acabou levando seu pai, Paul Kubelka (1900-1954), à prisão.
Com o fim da guerra, em 1945, a região foi devolvida à Tchecoslováquia, mas, infelizmente, as consequências da guerra continuaram a atormentar a vida familiar. O governo tchecoslovaco passou a perseguir cidadãos de origem alemã, e sua mãe, Margarethe Kubelka, foi aprisionada, morrendo em um campo de concentração naquele mesmo ano. Seu pai conseguiu escapar, junto com seu irmão mais novo, para a Alemanha Oriental, mas acabou se separando de Johanna, que ficou junto de seus avós, onde trabalhava em uma fazenda para se sustentar.
Johanna começou seu curso universitário em 1947, na Universidade de Munique, Alemanha. Talvez influenciada pela vida na fazenda, decidiu estudar ciências agrárias. Formou-se em 1950, com um trabalho de conclusão de curso sobre o assunto que viria a marcar sua carreira: bactérias fixadoras de nitrogênio e sua associação com plantas. LOBO, Leandro. A ‘brasileira’ que revolucionou a agronomia. Ciência Hoje, janeiro/fevereiro de 2025.
Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-brasileira-que-revolucionou-a-agronomia/. Acesso em: 05 fev. 2025. Adaptado
Em 2024, comemoramos o centenário de nascimento de uma incrível cientista brasileira, tão influente e importante que seus trabalhos moldaram a agroindústria no Brasil e nos colocaram entre as nações mais produtivas do mundo. Seu nome é Johanna Liesbeth Kubelka Döbereiner. Mesmo com a difícil pronúncia, esse nome tem se tornado cada vez mais conhecido entre não-cientistas, uma verdadeira façanha, reservada àquelas pessoas que realmente se destacam na ciência! Dentre todos os cientistas brasileiros,
Johanna é a sétima mais citada em artigos científicos em todos os tempos, e a mais mencionada entre as mulheres. Johanna não nasceu no Brasil, mas sim na antiga república da Tchecoslováquia, em 28 de novembro de 1924, em uma cidade localizada nos Sudetos, Aussig, uma região de grande influência alemã. Ela teve uma juventude muito difícil – quando tinha apenas 14 anos, a região onde morava foi invadida e anexada pela Alemanha nazista –, vivendo na pele os horrores da guerra. Seus pais tinham origem alemã, mas não apoiavam o regime nazista, e, inclusive, protegeram e auxiliaram cidadãos judeus a escapar da perseguição, o que acabou levando seu pai, Paul Kubelka (1900-1954), à prisão.
Com o fim da guerra, em 1945, a região foi devolvida à Tchecoslováquia, mas, infelizmente, as consequências da guerra continuaram a atormentar a vida familiar. O governo tchecoslovaco passou a perseguir cidadãos de origem alemã, e sua mãe, Margarethe Kubelka, foi aprisionada, morrendo em um campo de concentração naquele mesmo ano. Seu pai conseguiu escapar, junto com seu irmão mais novo, para a Alemanha Oriental, mas acabou se separando de Johanna, que ficou junto de seus avós, onde trabalhava em uma fazenda para se sustentar.
Johanna começou seu curso universitário em 1947, na Universidade de Munique, Alemanha. Talvez influenciada pela vida na fazenda, decidiu estudar ciências agrárias. Formou-se em 1950, com um trabalho de conclusão de curso sobre o assunto que viria a marcar sua carreira: bactérias fixadoras de nitrogênio e sua associação com plantas. LOBO, Leandro. A ‘brasileira’ que revolucionou a agronomia. Ciência Hoje, janeiro/fevereiro de 2025.
Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-brasileira-que-revolucionou-a-agronomia/. Acesso em: 05 fev. 2025. Adaptado
“Uma equipe internacional de paleontólogos e cientistas climáticos do México, EUA e Espanha descobriu um novo gênero e espécie dentro da família Ornithomimidae. O achado revelou um dinossauro inédito e desconhecido que habitou a Terra há cerca de 73 milhões de anos.” NOVA espécie de dinossauro que viveu há 73 milhões de anos é identificada no México. Planeta, 04 de fevereiro de 2025.
Disponível em: https://revistaplaneta.com.br/nova-especie-de-dinossauro-que-viveu-ha-73-milhoes-de-anos-e-identificada-no-mexico /. Acesso em: 05 fev. 2025.
Disponível em: https://revistaplaneta.com.br/nova-especie-de-dinossauro-que-viveu-ha-73-milhoes-de-anos-e-identificada-no-mexico /. Acesso em: 05 fev. 2025.
Nesse parágrafo, a expressão “O achado” faz referência
Leia a tirinha a seguir.

VIDA DE SUPORTE. Educação dos usuários. 03/02/2025. Disponível em: https://vidadesuporte.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Suporte_3637.png. Acesso em: 05 fev. 2025.
Observando-se o último quadrinho da tirinha, nota-se que a mensagem enviada por um possível golpista da internet contém diversos desvios de escrita, o que motivou a fala do personagem no mesmo quadrinho. Assinale a alternativa que apresenta tal frase reescrita conforme a norma padrão da língua portuguesa.
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
A Mesa
A mesa está lá, limpa e inofensiva, como uma folha em branco. E vai continuar assim até que alguém chegue e a ocupe com uma história.
Uma mesa de bar, por exemplo, pode começar a noite vazia, mas logo terá copos, garrafas, cinzeiros cheios, mãos inquietas, um rosto apoiado, talvez uma lágrima caída sem querer. Histórias nascem e morrem numa mesa de bar.
A mesa da cozinha é cúmplice de segredos de família, discussões sobre dinheiro, café esfriando no meio de uma conversa séria. Já a mesa do trabalho tem uma vida mais prática, organizada ou caótica, mas sempre cheia de planos e prazos.
No fim das contas, toda mesa tem um pouco de confidente. Seja no bar, na cozinha ou no escritório, elas sempre testemunham nossas histórias. Se falassem, teriam muito a dizer.
Luís Fernando Verissimo
Estamos nos referindo à(ao):
Com relação à linguagem formal e informal, e onde são usadas, relacione as colunas abaixo:
Coluna 1:
1. Linguagem Formal
2. Linguagem Informal
Coluna 2:
( ) Conversas com amigos e familiares
( ) Redes sociais e mensagens de texto
( ) Documentos oficiais e jurídicos
( ) Reuniões de negócios
( ) Bate-papos casuais no dia a dia
( ) Notícias e artigos jornalísticos
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
Leia a frase abaixo para responder à próxima questão:
Beatriz pediu para seus alunos desenharem algo que eles gostassem muito.
De um povo heroico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante."
(Joaquim Osório Duque Estrada e Francisco Manuel da Silva, Hino Nacional)
Assinale abaixo a palavra que não se relaciona com o significado de "fúlgido":
Leia o excerto a seguir.
“Eu estava desempregado e ia ler na Biblioteca Nacional todos os dias. Seguia pela Mem de Sá até o largo da Lapa e pegava a rua do Passeio. Eu podia descer pela Evaristo da Veiga, que desembocava na 13 de Maio ao lado do Teatro Municipal, mas preferia a rua do Passeio, que era mais movimentada, tinha mais gente para ver. Da rua do Passeio chegava à praça Mahatma Gandhi, e então praça Floriano, andava um pouco e lá estava a Biblioteca, o prédio mais bonito da cidade. Ficava na Biblioteca o dia inteiro; tomava uma xícara de café-com-leite na lanchonete. À noite, no caminho de casa, comia um sanduíche, de pernil ou mortadela. Isso matava a minha fome.”
FONSECA, Rubem. O buraco na parede. In: O buraco na parede: contos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Analisando-se esse texto, pode-se afirmar que as funções da linguagem que o estruturam são

I- As duas expressões, que são usadas em sentido aproximativo em memes conhecidos, tornam visível a colaboração entre as empresas.
II- Há uma expressão conhecida em cada e que nunca é usada em sentido de comparação.
III- Há duas expressões que são usadas em contextos de comparação e que indicam culminância de ideias de promoção positiva apenas de um produto.
IV- As duas expressões que são usadas em sentido comparativo em memes tornam visível o uso da intertextualidade para indicar a competitividade entre as empresas.
V- Há uma expressão em cada um dos anúncios e que são sempre usadas em sentido denotativo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Texto V

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/3621/calvin-e-seus-amigos. Acesso em: 28 nov. 2024.
I- O humor reside na narrativa elaborada pelo garoto para justificar o não cumprimento da atividade de leitura solicitado pela professora, o que demonstra um afastamento da realidade e, por isso, acaba indo à diretoria.
II- O humor se encontra apenas na ação do texto não-verbal, sem auxílio ao texto verbal.
III- Há uma ironia na justificativa bem elaborada, que foi prontamente aceita pela professora.
IV- Há humor na falta de consciência do garoto quanto ao que o levou à diretoria, já que suas desculpas eram verdadeiras.
V- Há ironia na linguagem usada pelo garoto, que não foi percebida nem pela professora nem pela diretora.
É CORRETO o que se afirma em:

I- Na análise do vocábulo alternativa, percebe-se que nele já existe um radical (alter) que, em sua origem etimológica, significa outro, sendo, pois, sempre necessário, independentemente da situação comunicacional, repetir o pronome que o acompanha (outra).
II- Com base na etimologia da palavra alternativa, pode-se afirmar que, independentemente da situação comunicacional, há um pleonasmo vicioso, uma redundância, que há de se evitar com a supressão do pronome.
III- Na prática, não se pode esquecer que, quando se trata do termo alternativa, não se tem obrigatoriamente apenas uma dualidade de posições, de modo que se pode estar referenciando-se a uma multiplicidade de posições. Isto é: quando se fala em alternativas, pode-se não estar em tela a apresentação de apenas duas delas, mas até mesmo várias para escolher, por isso a justificativa do acompanhamento do pronome “outra”.
IV- Apesar da aparente redundância demonstrada pela etimologia, está correto, nesse contexto, o emprego da expressão outra alternativa, pois há inúmeras hipóteses e estratégias para reduzir o impacto ambiental do uso da inteligência artificial.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Texto II

Disponível em: https://pt.memedroid.com/memes/tag/beatles Acesso em 14 set 2024.
I- é necessário ativar os conhecimentos prévios sobre quais são os personagens do meme e o que representam sobre a história da música ocidental.
II- é imprescindível conhecer todas as músicas que tocam no Brasil e fora de nosso país, atualmente.
III- é relevante entender que o meme se utiliza de uma linguagem científica, objetiva e direta.
IV- é importante estabelecer uma relação entre o texto verbal e o texto não-verbal, já que é um texto multissemiótico.
V- é necessário ativar apenas os conhecimentos linguísticos, desconsiderando o texto não-verbal.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- Os termos em destaque são recursos de coesão referencial e retomam “irmãos”.
II- Os termos em destaque são recursos anafóricos, que retomam o termo “irmãos”, dito posteriormente.
III- Os termos em destaque são recursos de coesão por recorrência e se classificam como pronomes pessoais do caso reto.
IV- Os termos em destaque são recursos de coesão referencial anafóricos e são classificados em pronomes pessoais do caso oblíquo.
É CORRETO o que se afirma apenas em: