Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3336712 Português
O autor Marcos Bagno define variação linguística da seguinte forma: “O termo variação se aplica a uma característica das línguas humanas que faz parte de sua própria natureza: a heterogeneidade. A palavra língua nos dá uma ilusão de uniformidade, de homogeneidade, que não corresponde aos fatos. Quando nos referimos ao português, ao francês, ao chinês, ao árabe etc., usamos um rótulo único para designar uma multiplicidade de modos de falar decorrente da multiplicidade das sociedades e das culturas em que as línguas são faladas. Cada um desses modos de falar recebe o nome de variedade linguística. Por isso, muitos autores definem língua como ‘um conjunto de variedades’ e substituem a noção da língua como um sistema pela noção da língua como um polissistema, formado por essas múltiplas variedades” (Bagno, Dicionário do Ceale, online). A variação linguística ocorre de variadas formas, por fatores linguísticos e extralinguísticos. Nesse sentido, analise os textos a seguir: 

Texto I:
Q16_1.png (233×221) Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image2022-09-28-at-10.10.52-1024x1022.jpeg

Texto II:
Q16_2.png (317×228)
Disponível em: https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/imagem/prova/115717/questao/3014824- 20230926110956000000-0.png

Texto III:
Q16_3.png (346×173) Disponível em: https://media.brainly.com.br/image/rs:fill/w:1920/q:75/plain/https:/pl-static.zdn.net/files/d37/f2c36ce27da1f7223bb7be618b6623df.jpg


Texto IV:
Q16_4.png (345×117) Disponível em: https://media.brainly.com.br/image/rs:fill/w:1920/q:75/plain/https:/pl-static.zdn.net/files/deb/0bceld516d05bb4b43a04aeb8dc2dac5.jpg


A respeito dos textos apresentados, analise as afirmações a seguir: 

I. As variações sociolinguísticas apresentadas nos textos I, II, III e IV são decorrentes de fatores linguísticos.
II. O texto I apresenta um tipo de variação chamada de diastrática.
III. O texto II apresenta um tipo de variação sociolinguística classificada como diamésica.
IV. O texto III exemplifica a chamada variação diacrônica.
V. O texto IV apresenta a variação diacrônica da linguagem.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3336709 Português
Analise atentamente os textos apresentados a seguir: 

Texto I:
Q13_1.png (338×113)
Disponível em: https://mediabrainly.combr/image/rs:fill/w1080/q;75plain//pt-static.z-dn.net/files/d34/c4a3f58f761944840db26b5517c80e6d.jpg



Texto II:
Q13_2.png (174×244)
Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQRqPciyqYrcA6W6TZruld1HsnU7xURz2fJFg&s
 


Texto III:
Q13_3.png (290×197)
Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQD484isN8mj5zZXD1ve2oAPoJIX7-jb2Tgw&s




A respeito dos textos apresentados, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
( ) Podemos afirmar que os textos I, II e III estão interrelacionados porque compartilham da mesma dimensão temática.
( ) Os textos I, II e III podem ser considerados textos multissemióticos, pois associam diferentes modos de comunicação simultaneamente para construir significado.
( ) Os textos I, II e III apresentam o mesmo fenômeno textual, o diálogo com outros textos, o que é conhecido como intertextualidade.
( ) Os textos I e III pertencem ao mesmo gênero discursivo.
( ) Os textos I, II e III pertencem ao/circulam no mesmo domínio discursivo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3336500 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor humano


Não, não fazia vermelho. Era quase de noite e estava ainda claro. Se pelo menos fosse vermelho à vista como o era intrinsecamente. Mas era um calor de luz sem cor, e parada. Não, a mulher não conseguia transpirar. Estava seca e límpida. E lá fora só voavam pássaros de penas empalhadas. Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor, então vinha a alucinação lenta simbolizando-o: via elefantes grossos se aproximarem, elefantes doces e pesados, de casca seca, embora molhados no interior da carne por uma ternura quente insuportável; eles eram difíceis de se carregarem a si próprios, o que os tornava lentos e pesados.

Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira, era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.

Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede. Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem pontas salientes por onde serem pinçadas e extirpadas. Só os dentes estavam úmidos. Dentro de uma boca voraz e ressequida, os dentes úmidos, mas duros – e sobretudo boca voraz de nada. E o nada era quente naquele fim de tarde eternizada. Seus olhos abertos e diamantes. Nos telhados os pardais secos. “Eu vos amo, pessoas”, era frase impossível. A humanidade lhe era como uma morte eterna que, no entanto, não tinha o alívio de enfim morrer. Nada, nada morria na tarde enxuta, nada apodrecia. E às seis horas da tarde fazia meio-dia. Fazia meiodia com um barulho atento de máquina de bomba de água, bomba que trabalhava há tanto tempo sem água e que virava ferro enferrujado. Há dois dias faltava água na cidade. Nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos diamantes, e de vibração parada. E Deus? Não. Nem mesmo a angústia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito. 

Enquanto isso era verão. Verão largo como o pátio vazio nas férias da escola. Dor? Nenhuma. Nenhum sinal de lágrima e nenhum suor. Sal nenhum. Só uma doçura pesada: como a da casca lenta dos elefantes de couro ressequido. A esqualidez límpida e quente. Pensar no seu homem? Não, farpa na parte coração dos pés. Filhos? Quinze filhos dependurados, sem se balançarem à ausência de vento. Ah, se as mãos começassem a se umedecer. Nem que houvesse água, por ódio não tomaria banho. Por ódio não havia água. Nada escorria. A dificuldade é uma coisa parada. É uma joia– diamante. A cigarra de garganta seca não parava de rosnar. E Deus se liquefez enfim em chuva? Não. Nem quero. Por seco e calmo ódio, quero isso mesmo, este silêncio feito de calor que a cigarra rude torna sensível. Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a eternidade, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem. É o perdão súbito, nós que nos alimentávamos da punição. Agora é a indiferença de um perdão. Não há mais julgamento. Não é o perdão depois de um julgamento. É a ausência de juiz e de condenado. E a morte, que era para ser uma única boa vez, não: está sendo sem parar. E não chove, não chove. Não existe menstruação. Os ovários são duas pérolas secas. Vou vos dizer a verdade: por ódio enxuto, quero é isto mesmo, e que não chova.

E exatamente então ela ouve alguma coisa. É uma coisa também enxuta que a deixa ainda mais seca de atenção. É um rolar de trovão seco, sem nenhuma saliva, que rola mas onde? No céu absolutamente azul, nem uma nuvem de amor. Deve ser de muito longe o trovão. Mas ao mesmo tempo vem um cheiro adocicado de elefantes grandes, e de jasmim da casa ao lado. A Índia invadindo, com suas mulheres adocicadas. Um cheiro de cravos de cemitério. Irá tudo mudar tão de repente? Para quem não tinha nem noite nem chuva nem apodrecimento de madeira na água – para quem não tinha senão pérolas, vai vir a noite, vai vir madeira enfim apodrecendo, cravo vivo de chuva no cemitério, chuva que vem da Malásia? A urgência é ainda imóvel mas já tem um tremor dentro. Ela não percebe, a mulher, que o tremor é seu, como não percebera que aquilo que a queimava não era o fim da tarde encalorada e sim o seu calor humano. Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.


 

LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.33- 34.

Na expressão sublinhada em “Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor” 1º§, a autora emprega a seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Q3336499 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor humano


Não, não fazia vermelho. Era quase de noite e estava ainda claro. Se pelo menos fosse vermelho à vista como o era intrinsecamente. Mas era um calor de luz sem cor, e parada. Não, a mulher não conseguia transpirar. Estava seca e límpida. E lá fora só voavam pássaros de penas empalhadas. Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor, então vinha a alucinação lenta simbolizando-o: via elefantes grossos se aproximarem, elefantes doces e pesados, de casca seca, embora molhados no interior da carne por uma ternura quente insuportável; eles eram difíceis de se carregarem a si próprios, o que os tornava lentos e pesados.

Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira, era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.

Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede. Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem pontas salientes por onde serem pinçadas e extirpadas. Só os dentes estavam úmidos. Dentro de uma boca voraz e ressequida, os dentes úmidos, mas duros – e sobretudo boca voraz de nada. E o nada era quente naquele fim de tarde eternizada. Seus olhos abertos e diamantes. Nos telhados os pardais secos. “Eu vos amo, pessoas”, era frase impossível. A humanidade lhe era como uma morte eterna que, no entanto, não tinha o alívio de enfim morrer. Nada, nada morria na tarde enxuta, nada apodrecia. E às seis horas da tarde fazia meio-dia. Fazia meiodia com um barulho atento de máquina de bomba de água, bomba que trabalhava há tanto tempo sem água e que virava ferro enferrujado. Há dois dias faltava água na cidade. Nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos diamantes, e de vibração parada. E Deus? Não. Nem mesmo a angústia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito. 

Enquanto isso era verão. Verão largo como o pátio vazio nas férias da escola. Dor? Nenhuma. Nenhum sinal de lágrima e nenhum suor. Sal nenhum. Só uma doçura pesada: como a da casca lenta dos elefantes de couro ressequido. A esqualidez límpida e quente. Pensar no seu homem? Não, farpa na parte coração dos pés. Filhos? Quinze filhos dependurados, sem se balançarem à ausência de vento. Ah, se as mãos começassem a se umedecer. Nem que houvesse água, por ódio não tomaria banho. Por ódio não havia água. Nada escorria. A dificuldade é uma coisa parada. É uma joia– diamante. A cigarra de garganta seca não parava de rosnar. E Deus se liquefez enfim em chuva? Não. Nem quero. Por seco e calmo ódio, quero isso mesmo, este silêncio feito de calor que a cigarra rude torna sensível. Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a eternidade, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem. É o perdão súbito, nós que nos alimentávamos da punição. Agora é a indiferença de um perdão. Não há mais julgamento. Não é o perdão depois de um julgamento. É a ausência de juiz e de condenado. E a morte, que era para ser uma única boa vez, não: está sendo sem parar. E não chove, não chove. Não existe menstruação. Os ovários são duas pérolas secas. Vou vos dizer a verdade: por ódio enxuto, quero é isto mesmo, e que não chova.

E exatamente então ela ouve alguma coisa. É uma coisa também enxuta que a deixa ainda mais seca de atenção. É um rolar de trovão seco, sem nenhuma saliva, que rola mas onde? No céu absolutamente azul, nem uma nuvem de amor. Deve ser de muito longe o trovão. Mas ao mesmo tempo vem um cheiro adocicado de elefantes grandes, e de jasmim da casa ao lado. A Índia invadindo, com suas mulheres adocicadas. Um cheiro de cravos de cemitério. Irá tudo mudar tão de repente? Para quem não tinha nem noite nem chuva nem apodrecimento de madeira na água – para quem não tinha senão pérolas, vai vir a noite, vai vir madeira enfim apodrecendo, cravo vivo de chuva no cemitério, chuva que vem da Malásia? A urgência é ainda imóvel mas já tem um tremor dentro. Ela não percebe, a mulher, que o tremor é seu, como não percebera que aquilo que a queimava não era o fim da tarde encalorada e sim o seu calor humano. Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.


 

LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.33- 34.

“[...]via elefantes grossos se aproximarem, elefantes doces e pesados, de casca seca, embora molhados no interior da carne por uma ternura quente insuportável.” 1º§


O segmento sublinhado no trecho transmite ideia de: 

Alternativas
Q3336498 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor humano


Não, não fazia vermelho. Era quase de noite e estava ainda claro. Se pelo menos fosse vermelho à vista como o era intrinsecamente. Mas era um calor de luz sem cor, e parada. Não, a mulher não conseguia transpirar. Estava seca e límpida. E lá fora só voavam pássaros de penas empalhadas. Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor, então vinha a alucinação lenta simbolizando-o: via elefantes grossos se aproximarem, elefantes doces e pesados, de casca seca, embora molhados no interior da carne por uma ternura quente insuportável; eles eram difíceis de se carregarem a si próprios, o que os tornava lentos e pesados.

Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira, era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.

Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede. Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem pontas salientes por onde serem pinçadas e extirpadas. Só os dentes estavam úmidos. Dentro de uma boca voraz e ressequida, os dentes úmidos, mas duros – e sobretudo boca voraz de nada. E o nada era quente naquele fim de tarde eternizada. Seus olhos abertos e diamantes. Nos telhados os pardais secos. “Eu vos amo, pessoas”, era frase impossível. A humanidade lhe era como uma morte eterna que, no entanto, não tinha o alívio de enfim morrer. Nada, nada morria na tarde enxuta, nada apodrecia. E às seis horas da tarde fazia meio-dia. Fazia meiodia com um barulho atento de máquina de bomba de água, bomba que trabalhava há tanto tempo sem água e que virava ferro enferrujado. Há dois dias faltava água na cidade. Nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos diamantes, e de vibração parada. E Deus? Não. Nem mesmo a angústia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito. 

Enquanto isso era verão. Verão largo como o pátio vazio nas férias da escola. Dor? Nenhuma. Nenhum sinal de lágrima e nenhum suor. Sal nenhum. Só uma doçura pesada: como a da casca lenta dos elefantes de couro ressequido. A esqualidez límpida e quente. Pensar no seu homem? Não, farpa na parte coração dos pés. Filhos? Quinze filhos dependurados, sem se balançarem à ausência de vento. Ah, se as mãos começassem a se umedecer. Nem que houvesse água, por ódio não tomaria banho. Por ódio não havia água. Nada escorria. A dificuldade é uma coisa parada. É uma joia– diamante. A cigarra de garganta seca não parava de rosnar. E Deus se liquefez enfim em chuva? Não. Nem quero. Por seco e calmo ódio, quero isso mesmo, este silêncio feito de calor que a cigarra rude torna sensível. Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a eternidade, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem. É o perdão súbito, nós que nos alimentávamos da punição. Agora é a indiferença de um perdão. Não há mais julgamento. Não é o perdão depois de um julgamento. É a ausência de juiz e de condenado. E a morte, que era para ser uma única boa vez, não: está sendo sem parar. E não chove, não chove. Não existe menstruação. Os ovários são duas pérolas secas. Vou vos dizer a verdade: por ódio enxuto, quero é isto mesmo, e que não chova.

E exatamente então ela ouve alguma coisa. É uma coisa também enxuta que a deixa ainda mais seca de atenção. É um rolar de trovão seco, sem nenhuma saliva, que rola mas onde? No céu absolutamente azul, nem uma nuvem de amor. Deve ser de muito longe o trovão. Mas ao mesmo tempo vem um cheiro adocicado de elefantes grandes, e de jasmim da casa ao lado. A Índia invadindo, com suas mulheres adocicadas. Um cheiro de cravos de cemitério. Irá tudo mudar tão de repente? Para quem não tinha nem noite nem chuva nem apodrecimento de madeira na água – para quem não tinha senão pérolas, vai vir a noite, vai vir madeira enfim apodrecendo, cravo vivo de chuva no cemitério, chuva que vem da Malásia? A urgência é ainda imóvel mas já tem um tremor dentro. Ela não percebe, a mulher, que o tremor é seu, como não percebera que aquilo que a queimava não era o fim da tarde encalorada e sim o seu calor humano. Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.


 

LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.33- 34.

“Se pelo menos fosse vermelho à vista como o era intrinsecamente.” 1º§


A palavra sublinhada é sinônimo de:

Alternativas
Q3336497 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor humano


Não, não fazia vermelho. Era quase de noite e estava ainda claro. Se pelo menos fosse vermelho à vista como o era intrinsecamente. Mas era um calor de luz sem cor, e parada. Não, a mulher não conseguia transpirar. Estava seca e límpida. E lá fora só voavam pássaros de penas empalhadas. Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor, então vinha a alucinação lenta simbolizando-o: via elefantes grossos se aproximarem, elefantes doces e pesados, de casca seca, embora molhados no interior da carne por uma ternura quente insuportável; eles eram difíceis de se carregarem a si próprios, o que os tornava lentos e pesados.

Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira, era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.

Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede. Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem pontas salientes por onde serem pinçadas e extirpadas. Só os dentes estavam úmidos. Dentro de uma boca voraz e ressequida, os dentes úmidos, mas duros – e sobretudo boca voraz de nada. E o nada era quente naquele fim de tarde eternizada. Seus olhos abertos e diamantes. Nos telhados os pardais secos. “Eu vos amo, pessoas”, era frase impossível. A humanidade lhe era como uma morte eterna que, no entanto, não tinha o alívio de enfim morrer. Nada, nada morria na tarde enxuta, nada apodrecia. E às seis horas da tarde fazia meio-dia. Fazia meiodia com um barulho atento de máquina de bomba de água, bomba que trabalhava há tanto tempo sem água e que virava ferro enferrujado. Há dois dias faltava água na cidade. Nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos diamantes, e de vibração parada. E Deus? Não. Nem mesmo a angústia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito. 

Enquanto isso era verão. Verão largo como o pátio vazio nas férias da escola. Dor? Nenhuma. Nenhum sinal de lágrima e nenhum suor. Sal nenhum. Só uma doçura pesada: como a da casca lenta dos elefantes de couro ressequido. A esqualidez límpida e quente. Pensar no seu homem? Não, farpa na parte coração dos pés. Filhos? Quinze filhos dependurados, sem se balançarem à ausência de vento. Ah, se as mãos começassem a se umedecer. Nem que houvesse água, por ódio não tomaria banho. Por ódio não havia água. Nada escorria. A dificuldade é uma coisa parada. É uma joia– diamante. A cigarra de garganta seca não parava de rosnar. E Deus se liquefez enfim em chuva? Não. Nem quero. Por seco e calmo ódio, quero isso mesmo, este silêncio feito de calor que a cigarra rude torna sensível. Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a eternidade, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem. É o perdão súbito, nós que nos alimentávamos da punição. Agora é a indiferença de um perdão. Não há mais julgamento. Não é o perdão depois de um julgamento. É a ausência de juiz e de condenado. E a morte, que era para ser uma única boa vez, não: está sendo sem parar. E não chove, não chove. Não existe menstruação. Os ovários são duas pérolas secas. Vou vos dizer a verdade: por ódio enxuto, quero é isto mesmo, e que não chova.

E exatamente então ela ouve alguma coisa. É uma coisa também enxuta que a deixa ainda mais seca de atenção. É um rolar de trovão seco, sem nenhuma saliva, que rola mas onde? No céu absolutamente azul, nem uma nuvem de amor. Deve ser de muito longe o trovão. Mas ao mesmo tempo vem um cheiro adocicado de elefantes grandes, e de jasmim da casa ao lado. A Índia invadindo, com suas mulheres adocicadas. Um cheiro de cravos de cemitério. Irá tudo mudar tão de repente? Para quem não tinha nem noite nem chuva nem apodrecimento de madeira na água – para quem não tinha senão pérolas, vai vir a noite, vai vir madeira enfim apodrecendo, cravo vivo de chuva no cemitério, chuva que vem da Malásia? A urgência é ainda imóvel mas já tem um tremor dentro. Ela não percebe, a mulher, que o tremor é seu, como não percebera que aquilo que a queimava não era o fim da tarde encalorada e sim o seu calor humano. Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.


 

LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.33- 34.

A tipologia textual predominante do texto é: 
Alternativas
Q3336456 Português
Leia o texto a seguir.

Particularmente, lembro bem pouco de como foram os meus primeiros passos para o mundo da leitura. Lembro quando morávamos, eu e minha mãe, com minha avó em uma casinha daquelas de palha, penso que nem existem mais essas casinhas aqui em Jussara. Será que não? Não importa! O importante foi que vivi neste lugar simples, mas o amor era gigantesco. Minha mãe nunca teve muitas condições, mas sempre fez o melhor para mim. E foi neste ambiente simples e carregado de muito afeto que dei meus primeiros passos para o mundo das letras.

SOUZA, F. S. A coruja da leitura. In: OLIVEIRA, W. C; OLIVEIRA, I. L. (orgs.). Memórias de leitura: um estudo sobre a formação do leitor do ensino fundamental - anos finais. Goiânia: Kelps, 2020, p. 36. [Adaptado].

Qual dificuldade, relativamente comum entre as crianças de Jussara, o texto apresenta? 
Alternativas
Q3336451 Português
Leia o Texto 5 para responder à questão.

Texto 5

Verde é esperança, eu digo a verdade
Saí de Rio Verde com felicidade
Viva Santa Helena, terra da bondade
Lá em Goiatuba, eu fiz amizade
Buriti Alegre tem gado à vontade
E de Panamá, eu fui a Trindade
Em Piracanjuba eu deixei saudade
Segui pra Morrinhos, uma linda cidade
Vim de Ipameri, é uma joia fina
Lá em São Luiz, tem belas meninas
Em Porangatu, quase me domina
Eu saí pra Ceres, depois Planaltina
Passei em Inhumas, também Cristalina
E de Hidrolândia, fui a Pontalina
Fui a Caldas Novas pela Medicina
Moro em Itumbiara, divisa de Minas
Cidade de Anápolis, gostei demais
E em Catalão, terra do meus pais
Formosa e Silvânia, bonitas iguais
O meu Goiás velho, não me esqueço mais
Capital antiga dos tempos atrás
Hoje é Goiânia, flor das capitais


Disponível em: <https://www.letras.mus.br/silvera-silveirinha/coracao-dapatria/>. Acesso em: 14 ago. 2024. [Adaptado].
Ao comparar Goiás velho e Goiânia, o texto fala de qual momento histórico do estado de Goiás?
Alternativas
Q3336450 Português
Leia o Texto 5 para responder à questão.

Texto 5

Verde é esperança, eu digo a verdade
Saí de Rio Verde com felicidade
Viva Santa Helena, terra da bondade
Lá em Goiatuba, eu fiz amizade
Buriti Alegre tem gado à vontade
E de Panamá, eu fui a Trindade
Em Piracanjuba eu deixei saudade
Segui pra Morrinhos, uma linda cidade
Vim de Ipameri, é uma joia fina
Lá em São Luiz, tem belas meninas
Em Porangatu, quase me domina
Eu saí pra Ceres, depois Planaltina
Passei em Inhumas, também Cristalina
E de Hidrolândia, fui a Pontalina
Fui a Caldas Novas pela Medicina
Moro em Itumbiara, divisa de Minas
Cidade de Anápolis, gostei demais
E em Catalão, terra do meus pais
Formosa e Silvânia, bonitas iguais
O meu Goiás velho, não me esqueço mais
Capital antiga dos tempos atrás
Hoje é Goiânia, flor das capitais


Disponível em: <https://www.letras.mus.br/silvera-silveirinha/coracao-dapatria/>. Acesso em: 14 ago. 2024. [Adaptado].
O que as cidades do texto têm em comum?
Alternativas
Q3336449 Português
Leia o texto a seguir.

Durante o período crítico da pandemia, Goiás forneceu alimentação a 150 indígenas da etnia Warao, vindos da Venezuela, e 50 crianças da comunidade foram matriculadas em escolas públicas de Goiânia. Eles também receberam auxílio para obtenção de Registro Nacional de Estrangeiros (RNE) e assistência à saúde. Crianças venezuelanas indígenas com até 6 anos de idade também são beneficiadas com o cartão Mães de Goiás, com o recebimento de 250 reais ao mês.

Disponível em: <https://www.jornalopcao.com.br/reportagens/fugindo-deguerra-e-pobreza-migrantes-buscam-refugio-em-goias-546467/>. Acesso em: 20 ago. 2024. [Adaptado].

Essas políticas têm qual objetivo?
Alternativas
Q3336438 Português
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4 

Captura_de tela 2025-05-06 154515.png (575×170)


Disponível em: <https://www.estadao.com.br/emais/comportamento/fundacaoabrinq-mobiliza-cartunistas-para-campanha-de-combate-ao-trabalho-infantil/>.
Acesso em: 16 ago. 2024.
No segundo quadrinho, o sentido da expressão “Vá plantar batatas!!!”, usada por Armandinho, é 
Alternativas
Q3336437 Português
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4 

Captura_de tela 2025-05-06 154515.png (575×170)


Disponível em: <https://www.estadao.com.br/emais/comportamento/fundacaoabrinq-mobiliza-cartunistas-para-campanha-de-combate-ao-trabalho-infantil/>.
Acesso em: 16 ago. 2024.
Na tirinha, a expectativa de Armandinho é de que seu amigo não pode brincar por ter deveres, provavelmente, “escolares” a fazer em pleno feriado. Por isso, sua resposta ao colega revela  
Alternativas
Q3336436 Português
Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3 

Captura_de tela 2025-05-06 154505.png (569×320)


Disponível em: <https://g1.globo.com/trabalho-ecarreira/noticia/2024/06/12/brasil-tem-mais-de-200-denuncias-de-trabalhoinfantil-por-mes-diz-governo.ghtml>. Acesso em: 16 ago. 2024.
A junção entre a linguagem verbal e não verbal tem o objetivo de 
Alternativas
Q3336435 Português
Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3 

Captura_de tela 2025-05-06 154505.png (569×320)


Disponível em: <https://g1.globo.com/trabalho-ecarreira/noticia/2024/06/12/brasil-tem-mais-de-200-denuncias-de-trabalhoinfantil-por-mes-diz-governo.ghtml>. Acesso em: 16 ago. 2024.
O tema central abordado no texto é 
Alternativas
Q3336434 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2

Causa e efeito da pobreza, trabalho infantil aumentou no país

Por Andréia Peres

“O que você quer ser quando crescer?”, perguntei uma vez a um garoto de 6 anos que quebrava pedra na região do sisal na Bahia. “Menino”, ele me respondeu. Sem se dar conta de que ainda era uma criança, ele sonhava resgatar no futuro a infância que não tinha.

Causa e efeito da pobreza, o trabalho infantil, que vinha caindo desde 2016, voltou a crescer entre 2019 e 2022. Um aumento visível aos nossos olhos e que já aparece nas estatísticas.

Em 2022, o Brasil tinha 1,9 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos de idade nessa situação, o que representa 4,9% da população brasileira nessa faixa etária, segundo dados da Pnad Contínua, do IBGE, divulgados em dezembro de 2023.

O crescimento foi de 7% em relação a 2019, antes da pandemia.

Disponível em: <https://veja.abril.com.br/coluna/balanco-social/causa-e-efeitoda-pobreza-trabalho-infantil-aumentou-no-pais/>. Acesso em: 17 ago. 2024.
[Adaptado]. 
No primeiro parágrafo do texto, as aspas foram usadas para  
Alternativas
Q3336433 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2

Causa e efeito da pobreza, trabalho infantil aumentou no país

Por Andréia Peres

“O que você quer ser quando crescer?”, perguntei uma vez a um garoto de 6 anos que quebrava pedra na região do sisal na Bahia. “Menino”, ele me respondeu. Sem se dar conta de que ainda era uma criança, ele sonhava resgatar no futuro a infância que não tinha.

Causa e efeito da pobreza, o trabalho infantil, que vinha caindo desde 2016, voltou a crescer entre 2019 e 2022. Um aumento visível aos nossos olhos e que já aparece nas estatísticas.

Em 2022, o Brasil tinha 1,9 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos de idade nessa situação, o que representa 4,9% da população brasileira nessa faixa etária, segundo dados da Pnad Contínua, do IBGE, divulgados em dezembro de 2023.

O crescimento foi de 7% em relação a 2019, antes da pandemia.

Disponível em: <https://veja.abril.com.br/coluna/balanco-social/causa-e-efeitoda-pobreza-trabalho-infantil-aumentou-no-pais/>. Acesso em: 17 ago. 2024.
[Adaptado]. 
O objetivo do texto é 
Alternativas
Q3336430 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Fiscalização do Trabalho do MTE retira 64 adolescentes do trabalho infantil em São Paulo


Auditores Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), realizaram Operativos de Combate ao Trabalho Infantil alusivos ao dia 12 de junho, Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.

Os dados das ações fiscais indicam que pelo menos 64 adolescentes, com idade entre 15 e 17 anos, foram retirados do trabalho infantil. Eles estavam realizando atividades elencadas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Decreto nº 6.481/2008), como em oficinas mecânicas, lava jatos, venda a varejo de bebida alcoólica, serralherias, marcenarias, confecção de calçados e na reciclagem de papel, plástico e metal.

Ao final das ações, os adolescentes foram encaminhados à rede de proteção à infância e à adolescência para inclusão em políticas públicas de proteção social, educação e formação profissional.

Disponível em: <https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-econteudo/2023/junho/fiscalizacao-do-trabalho-do-mte-retira-64-adolescentesdo-trabalho-infantil-em-sao-paulo>. Acesso em: 16 ago. 2024. [Adaptado].
No último parágrafo, a palavra “rede” é sinônimo de 
Alternativas
Q3336429 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Fiscalização do Trabalho do MTE retira 64 adolescentes do trabalho infantil em São Paulo


Auditores Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), realizaram Operativos de Combate ao Trabalho Infantil alusivos ao dia 12 de junho, Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.

Os dados das ações fiscais indicam que pelo menos 64 adolescentes, com idade entre 15 e 17 anos, foram retirados do trabalho infantil. Eles estavam realizando atividades elencadas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Decreto nº 6.481/2008), como em oficinas mecânicas, lava jatos, venda a varejo de bebida alcoólica, serralherias, marcenarias, confecção de calçados e na reciclagem de papel, plástico e metal.

Ao final das ações, os adolescentes foram encaminhados à rede de proteção à infância e à adolescência para inclusão em políticas públicas de proteção social, educação e formação profissional.

Disponível em: <https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-econteudo/2023/junho/fiscalizacao-do-trabalho-do-mte-retira-64-adolescentesdo-trabalho-infantil-em-sao-paulo>. Acesso em: 16 ago. 2024. [Adaptado].
O objetivo principal do texto é 
Alternativas
Q3336425 Português
Leia o texto a seguir.

Ao concluir a 4ª série primária – hoje 5º ano do Ensino Fundamental –, chegou a hora de ir para mais longe de casa, morar com minha avó. Ali, na fazenda, já não tinha mais estudos para mim, para continuar, tinha que ir para a cidade de Jussara, estudar em uma escola grande e iniciar o 1º grau, cursar a 5ª série, atualmente, 6º ano. Fui matriculada no Colégio Estadual Dom Bosco, hoje CEPI. Dessa vez, o medo foi bem maior, além de chegar de uma escola próxima da fazenda, na qual todos já se conheciam, agora era mais assustador, não conhecia ninguém e havia muitos alunos e professores/as.  

OLIVEIRA, W. C. De onde venho: reconstruindo e rememorando caminhos que trilhei. In: OLIVEIRA, W. C; OLIVEIRA, I. L. Memórias de leitura: um estudo sobre a formação do leitor do ensino fundamental - anos finais. Goiânia: Kelps, 2020. [Adaptado]. 

No relato, ao chegar à cidade de Jussara, a pessoa sentiu medo por causa da
Alternativas
Q3335724 Português
Acerca dos gêneros textuais, julgue as frases abaixo.

I. O gênero descritivo caracteriza pessoas, objetos, lugares ou situações, detalhando suas características e qualidades.
II. O gênero expositivo apresenta informações e explica conceitos ou processos, como em relatórios e artigos científicos.
III. O gênero epistolar expressa sentimentos e emoções de forma estética, comum em poesias e canções.

Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões).
Alternativas
Respostas
22661: A
22662: D
22663: E
22664: D
22665: C
22666: A
22667: D
22668: D
22669: B
22670: C
22671: A
22672: A
22673: B
22674: A
22675: C
22676: D
22677: A
22678: C
22679: A
22680: B