Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3382640 Português
Para trabalhar os gêneros textuais em sala de aula, é importante saber discernir os aspectos que os caracterizam. Observe os predicativos abaixo, destaque a alternativa que não condiz com uma das características dos gêneros textuais.
Alternativas
Q3382637 Português
Koch, em sua obra: “O Texto e a Construção dos Sentidos”, analisa a Teoria da Atividade Verbal. Assim, complete o excerto abaixo com o termo correto.

“A Teoria da Atividade Verbal é [...] a _______________ ao fenômeno “linguagem” de uma teoria da atividade de caráter filosófico, articulada com uma teoria da atividade (social) humana, que se especificam em uma teoria da atividade (comunicativa) verbal.” 
Alternativas
Q3382633 Português
Alguns aspectos relativos às concepções de língua e leitura foram descritos abaixo. Assim, leia os enunciados posteriores e marque a alternativa correspondente.

I – A fala e a escrita são consideradas habilidades linguísticas de natureza expressiva.
II – A escrita é considerada uma linguagem de primeira ordem.
III – Há menor prevalência de situações em que os contextos sociocomunicativos voltados para a escrita são empregados fora da escola.
IV- Em crianças menores, a revisão de um texto deve sempre ser incentivada, uma vez que dificilmente elas farão de forma espontânea esse tipo de atividade. 
V – Os aspectos formais da linguagem escrita são menos vistos como objeto de revisão, em função do aspecto menos tangível que acontece na materialidade textual.
Alternativas
Q3382143 Português
Dentre as alternativas a seguir, identifique aquela que apresenta uma expressão capaz de substituir a expressão em destaque no trecho abaixo sem que se altere o sentido original do enunciado.
     “Era uma vez um príncipe que saiu a correr mundo, em procura dum remédio para o rei, seu pai, que estava cego. Depois de muito andar, passou por uma aldeia, onde viu vários homens dando uma sova num defunto.
– Que é isso? – perguntou o príncipe. – É que esse homem nos devia dinheiro e morreu sem pagar. O costume cá da aldeia manda meter a lenha no cadáver.”
LOBATO, José Bento Monteiro. A raposinha. In: Histórias de tia Anastácia. 32ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2002. 
Alternativas
Q3382139 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


'Wish' não realiza o desejo de se tornar uma animação memorável da Disney; g1 já viu Filme foi criado para celebrar os 100 anos de existência da Disney e usa diversas referências de obras marcantes e superiores do estúdio, o que tira a sua originalidade.

"Wish: O poder dos desejos", filme que estreia nos cinemas na primeira quinta-feira do ano (4), conta com diversos elementos que consagraram as animações da Disney: 


 Uma história que se passa num reino distante;

• Uma mocinha destemida e de bom coração; 

• Elementos mágicos que mudam a vida dos personagens;

• Bichinhos fofinhos e (geralmente) falantes, que ajudam a protagonista e servem de alívio cômico;

• Um vilão cujos principais objetivos são fazer maldades e destruir a mocinha;

• Muitas canções interpretadas de forma emocionada e épica;

• Um bom cuidado técnico que gera um visual deslumbrante.


Só que, mesmo com todos esses ingredientes, "Wish" não resulta numa animação memorável, como outras produções recentes dos estúdios Disney, como "Frozen", "Zootopia" ou "Moana". O filme carece de maior originalidade e, principalmente, de mais coração. Não que o longa não tenha seus momentos divertidos e possa até entreter quem não for muito exigente. Só que o resultado final se mostra aquém do que a Disney já fez anteriormente e muito melhor.
A trama de "Wish" se passa no Reino Mágico de Rosas, cujos habitantes vivem a expectativa de ver seus desejos realizados pelo Rei Magnífico, pois ele aprendeu a lidar com a magia e sempre escolhe uma pessoa para transformar seus sonhos em realidade. Até o dia em que Asha, uma jovem e idealista moradora do reino, percebe que as intenções do monarca não são tão nobres assim.
Desiludida com o rei, Asha faz um pedido aos céus com tamanha vontade que acaba sendo respondida através de uma estrela mágica, que vai parar em Rosas e também é capaz de realizar desejos. Preocupado com a influência de Asha e a chegada dessa nova fonte de magia, Magnífico decide voltar todas as suas forças contra a jovem e sua nova amizade, o que pode acabar com a paz e a harmonia do reino.

[...] Fonte:https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/01/03/wish-nao-realiza-o-desejo-de-se-tornar-uma-animacao-memoravel-da-disney-g1-javiu.ghtml 
No trecho “O filme carece de maior originalidade e, principalmente, de mais coração.”, a palavra destaca apresenta o sentido de 
Alternativas
Q3382138 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


'Wish' não realiza o desejo de se tornar uma animação memorável da Disney; g1 já viu Filme foi criado para celebrar os 100 anos de existência da Disney e usa diversas referências de obras marcantes e superiores do estúdio, o que tira a sua originalidade.

"Wish: O poder dos desejos", filme que estreia nos cinemas na primeira quinta-feira do ano (4), conta com diversos elementos que consagraram as animações da Disney: 


 Uma história que se passa num reino distante;

• Uma mocinha destemida e de bom coração; 

• Elementos mágicos que mudam a vida dos personagens;

• Bichinhos fofinhos e (geralmente) falantes, que ajudam a protagonista e servem de alívio cômico;

• Um vilão cujos principais objetivos são fazer maldades e destruir a mocinha;

• Muitas canções interpretadas de forma emocionada e épica;

• Um bom cuidado técnico que gera um visual deslumbrante.


Só que, mesmo com todos esses ingredientes, "Wish" não resulta numa animação memorável, como outras produções recentes dos estúdios Disney, como "Frozen", "Zootopia" ou "Moana". O filme carece de maior originalidade e, principalmente, de mais coração. Não que o longa não tenha seus momentos divertidos e possa até entreter quem não for muito exigente. Só que o resultado final se mostra aquém do que a Disney já fez anteriormente e muito melhor.
A trama de "Wish" se passa no Reino Mágico de Rosas, cujos habitantes vivem a expectativa de ver seus desejos realizados pelo Rei Magnífico, pois ele aprendeu a lidar com a magia e sempre escolhe uma pessoa para transformar seus sonhos em realidade. Até o dia em que Asha, uma jovem e idealista moradora do reino, percebe que as intenções do monarca não são tão nobres assim.
Desiludida com o rei, Asha faz um pedido aos céus com tamanha vontade que acaba sendo respondida através de uma estrela mágica, que vai parar em Rosas e também é capaz de realizar desejos. Preocupado com a influência de Asha e a chegada dessa nova fonte de magia, Magnífico decide voltar todas as suas forças contra a jovem e sua nova amizade, o que pode acabar com a paz e a harmonia do reino.

[...] Fonte:https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/01/03/wish-nao-realiza-o-desejo-de-se-tornar-uma-animacao-memoravel-da-disney-g1-javiu.ghtml 
O uso das palavras no diminutivo como “bichinhos” e “mocinha” sugere uma ideia de 
Alternativas
Q3382137 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


'Wish' não realiza o desejo de se tornar uma animação memorável da Disney; g1 já viu Filme foi criado para celebrar os 100 anos de existência da Disney e usa diversas referências de obras marcantes e superiores do estúdio, o que tira a sua originalidade.

"Wish: O poder dos desejos", filme que estreia nos cinemas na primeira quinta-feira do ano (4), conta com diversos elementos que consagraram as animações da Disney: 


 Uma história que se passa num reino distante;

• Uma mocinha destemida e de bom coração; 

• Elementos mágicos que mudam a vida dos personagens;

• Bichinhos fofinhos e (geralmente) falantes, que ajudam a protagonista e servem de alívio cômico;

• Um vilão cujos principais objetivos são fazer maldades e destruir a mocinha;

• Muitas canções interpretadas de forma emocionada e épica;

• Um bom cuidado técnico que gera um visual deslumbrante.


Só que, mesmo com todos esses ingredientes, "Wish" não resulta numa animação memorável, como outras produções recentes dos estúdios Disney, como "Frozen", "Zootopia" ou "Moana". O filme carece de maior originalidade e, principalmente, de mais coração. Não que o longa não tenha seus momentos divertidos e possa até entreter quem não for muito exigente. Só que o resultado final se mostra aquém do que a Disney já fez anteriormente e muito melhor.
A trama de "Wish" se passa no Reino Mágico de Rosas, cujos habitantes vivem a expectativa de ver seus desejos realizados pelo Rei Magnífico, pois ele aprendeu a lidar com a magia e sempre escolhe uma pessoa para transformar seus sonhos em realidade. Até o dia em que Asha, uma jovem e idealista moradora do reino, percebe que as intenções do monarca não são tão nobres assim.
Desiludida com o rei, Asha faz um pedido aos céus com tamanha vontade que acaba sendo respondida através de uma estrela mágica, que vai parar em Rosas e também é capaz de realizar desejos. Preocupado com a influência de Asha e a chegada dessa nova fonte de magia, Magnífico decide voltar todas as suas forças contra a jovem e sua nova amizade, o que pode acabar com a paz e a harmonia do reino.

[...] Fonte:https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/01/03/wish-nao-realiza-o-desejo-de-se-tornar-uma-animacao-memoravel-da-disney-g1-javiu.ghtml 
A partir do título: “'Wish' não realiza o desejo de se tornar uma animação memorável da Disney”, pode-se inferir que 
Alternativas
Q3382136 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


'Wish' não realiza o desejo de se tornar uma animação memorável da Disney; g1 já viu Filme foi criado para celebrar os 100 anos de existência da Disney e usa diversas referências de obras marcantes e superiores do estúdio, o que tira a sua originalidade.

"Wish: O poder dos desejos", filme que estreia nos cinemas na primeira quinta-feira do ano (4), conta com diversos elementos que consagraram as animações da Disney: 


 Uma história que se passa num reino distante;

• Uma mocinha destemida e de bom coração; 

• Elementos mágicos que mudam a vida dos personagens;

• Bichinhos fofinhos e (geralmente) falantes, que ajudam a protagonista e servem de alívio cômico;

• Um vilão cujos principais objetivos são fazer maldades e destruir a mocinha;

• Muitas canções interpretadas de forma emocionada e épica;

• Um bom cuidado técnico que gera um visual deslumbrante.


Só que, mesmo com todos esses ingredientes, "Wish" não resulta numa animação memorável, como outras produções recentes dos estúdios Disney, como "Frozen", "Zootopia" ou "Moana". O filme carece de maior originalidade e, principalmente, de mais coração. Não que o longa não tenha seus momentos divertidos e possa até entreter quem não for muito exigente. Só que o resultado final se mostra aquém do que a Disney já fez anteriormente e muito melhor.
A trama de "Wish" se passa no Reino Mágico de Rosas, cujos habitantes vivem a expectativa de ver seus desejos realizados pelo Rei Magnífico, pois ele aprendeu a lidar com a magia e sempre escolhe uma pessoa para transformar seus sonhos em realidade. Até o dia em que Asha, uma jovem e idealista moradora do reino, percebe que as intenções do monarca não são tão nobres assim.
Desiludida com o rei, Asha faz um pedido aos céus com tamanha vontade que acaba sendo respondida através de uma estrela mágica, que vai parar em Rosas e também é capaz de realizar desejos. Preocupado com a influência de Asha e a chegada dessa nova fonte de magia, Magnífico decide voltar todas as suas forças contra a jovem e sua nova amizade, o que pode acabar com a paz e a harmonia do reino.

[...] Fonte:https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/01/03/wish-nao-realiza-o-desejo-de-se-tornar-uma-animacao-memoravel-da-disney-g1-javiu.ghtml 
Assinale a alternativa que está de acordo com a ideia central do texto: 
Alternativas
Q3382046 Português
 texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantas horas de sono por dia são ideais para cada idade

O sono é importante para ajudar a manter a mente e o corpo saudáveis. A quantidade de horas, no entanto, é diferente para adultos, crianças e bebês. Em diretriz publicada em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu algumas recomendações a respeito.
De acordo com a OMS, bebês com idade entre 0 e 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade por dia, incluindo os cochilos. Já aqueles entre 4 e 11 meses de idade precisam dormir de 12 a 16 horas.
O número é menor para indivíduos de 1 a 2 anos de idade. Eles devem descansar de 11 a 14 horas por dia. A OMS enfatiza também a importância de estabelecer horários regulares para dormir e acordar. Por outro lado, crianças de 3 e 4 anos de idade devem ter entre 10 e 13 horas de sono.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), maior agência de saúde dos Estados Unidos, acrescentam que as crianças em idade escolar (6 a 12 anos) precisam de 9 a 12 horas de sono a cada noite e adolescentes (13 a 18 anos) precisam de 8 a 10 horas.
Adultos de 18 a 60 anos devem ter 7 ou mais horas de descanso por noite; indivíduos de 61 a 64 anos, entre 7 e 9 horas; e pessoas com mais de 65 anos de idade, cerca de 7 ou 8 horas, segundo os CDC.
No geral, uma boa noite de sono diminui a frequência de doenças, reduz o estresse, melhora o humor, permite que as pessoas se concentrem com facilidade, tenham um melhor desempenho na escola ou no trabalho e tomem melhores decisões.
A informação é do Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.
Entretanto, "dormir bem não se trata apenas de horas totais de sono. É importante também que o sono seja de boa qualidade e obedeça um horário consistente e regular", afirma o ODPHP.
Portanto, as pessoas com dificuldade para dormir ou que se sentem cansadas ao acordar devem procurar um médico para avaliar o quadro e receber orientações.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/04/quantas-horas-de-sono-por-dia-sao-ideais-para-cada-idade


Quantas horas de sono por dia são ideais para cada idade

O sono é importante para ajudar a manter a mente e o corpo saudáveis. A quantidade de horas, no entanto, é diferente para adultos, crianças e bebês. Em diretriz publicada em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu algumas recomendações a respeito.
De acordo com a OMS, bebês com idade entre 0 e 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade por dia, incluindo os cochilos. Já aqueles entre 4 e 11 meses de idade precisam dormir de 12 a 16 horas.
O número é menor para indivíduos de 1 a 2 anos de idade. Eles devem descansar de 11 a 14 horas por dia. A OMS enfatiza também a importância de estabelecer horários regulares para dormir e acordar. Por outro lado, crianças de 3 e 4 anos de idade devem ter entre 10 e 13 horas de sono.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), maior agência de saúde dos Estados Unidos, acrescentam que as crianças em idade escolar (6 a 12 anos) precisam de 9 a 12 horas de sono a cada noite e adolescentes (13 a 18 anos) precisam de 8 a 10 horas.
Adultos de 18 a 60 anos devem ter 7 ou mais horas de descanso por noite; indivíduos de 61 a 64 anos, entre 7 e 9 horas; e pessoas com mais de 65 anos de idade, cerca de 7 ou 8 horas, segundo os CDC.
No geral, uma boa noite de sono diminui a frequência de doenças, reduz o estresse, melhora o humor, permite que as pessoas se concentrem com facilidade, tenham um melhor desempenho na escola ou no trabalho e tomem melhores decisões.
A informação é do Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.
Entretanto, "dormir bem não se trata apenas de horas totais de sono. É importante também que o sono seja de boa qualidade e obedeça um horário consistente e regular", afirma o ODPHP.
Portanto, as pessoas com dificuldade para dormir ou que se sentem cansadas ao acordar devem procurar um médico para avaliar o quadro e receber orientações.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/04/quantas-horas-de-sono-por-dia-sao-ideais-para-cada-idade

Qual das seguintes afirmações resume corretamente as recomendações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) para a quantidade de sono necessária para crianças em idade escolar e adolescentes?
Alternativas
Q3381929 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantas horas de sono por dia são ideais para cada idade

O sono é importante para ajudar a manter a mente e o corpo saudáveis. A quantidade de horas, no entanto, é diferente para adultos, crianças e bebês. Em diretriz publicada em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu algumas recomendações a respeito.

De acordo com a OMS, bebês com idade entre 0 e 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade por dia, incluindo os cochilos. Já aqueles entre 4 e 11 meses de idade precisam dormir de 12 a 16 horas.

O número é menor para indivíduos de 1 a 2 anos de idade. Eles devem descansar de 11 a 14 horas por dia. A OMS enfatiza também a importância de estabelecer horários regulares para dormir e acordar. Por outro lado, crianças de 3 e 4 anos de idade devem ter entre 10 e 13 horas de sono.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), maior agência de saúde dos Estados Unidos, acrescentam que as crianças em idade escolar (6 a 12 anos) precisam de 9 a 12 horas de sono a cada noite e adolescentes (13 a 18 anos) precisam de 8 a 10 horas.

Adultos de 18 a 60 anos devem ter 7 ou mais horas de descanso por noite; indivíduos de 61 a 64 anos, entre 7 e 9 horas; e pessoas com mais de 65 anos de idade, cerca de 7 ou 8 horas, segundo os CDC.

No geral, uma boa noite de sono diminui a frequência de doenças, reduz o estresse, melhora o humor, permite que as pessoas se concentrem com facilidade, tenham um melhor desempenho na escola ou no trabalho e tomem melhores decisões.

A informação é do Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.

Entretanto, "dormir bem não se trata apenas de horas totais de sono. É importante também que o sono seja de boa qualidade e obedeça um horário consistente e regular", afirma o ODPHP.

Portanto, as pessoas com dificuldade para dormir ou que se sentem cansadas ao acordar devem procurar um médico para avaliar o quadro e receber orientações.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/04/quantas-horas-de-sono-por-dia-sao-ideais-para-cada-idade
Qual das seguintes opções resume melhor a variação na quantidade de horas de sono entre adultos, crianças e bebês, conforme indicado no texto?
Alternativas
Q3381927 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantas horas de sono por dia são ideais para cada idade

O sono é importante para ajudar a manter a mente e o corpo saudáveis. A quantidade de horas, no entanto, é diferente para adultos, crianças e bebês. Em diretriz publicada em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu algumas recomendações a respeito.

De acordo com a OMS, bebês com idade entre 0 e 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade por dia, incluindo os cochilos. Já aqueles entre 4 e 11 meses de idade precisam dormir de 12 a 16 horas.

O número é menor para indivíduos de 1 a 2 anos de idade. Eles devem descansar de 11 a 14 horas por dia. A OMS enfatiza também a importância de estabelecer horários regulares para dormir e acordar. Por outro lado, crianças de 3 e 4 anos de idade devem ter entre 10 e 13 horas de sono.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), maior agência de saúde dos Estados Unidos, acrescentam que as crianças em idade escolar (6 a 12 anos) precisam de 9 a 12 horas de sono a cada noite e adolescentes (13 a 18 anos) precisam de 8 a 10 horas.

Adultos de 18 a 60 anos devem ter 7 ou mais horas de descanso por noite; indivíduos de 61 a 64 anos, entre 7 e 9 horas; e pessoas com mais de 65 anos de idade, cerca de 7 ou 8 horas, segundo os CDC.

No geral, uma boa noite de sono diminui a frequência de doenças, reduz o estresse, melhora o humor, permite que as pessoas se concentrem com facilidade, tenham um melhor desempenho na escola ou no trabalho e tomem melhores decisões.

A informação é do Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.

Entretanto, "dormir bem não se trata apenas de horas totais de sono. É importante também que o sono seja de boa qualidade e obedeça um horário consistente e regular", afirma o ODPHP.

Portanto, as pessoas com dificuldade para dormir ou que se sentem cansadas ao acordar devem procurar um médico para avaliar o quadro e receber orientações.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/04/quantas-horas-de-sono-por-dia-sao-ideais-para-cada-idade
Qual dos seguintes itens resume melhor a importância do sono, conforme indicado no texto?
Alternativas
Q3381904 Português
O sentido da palavra “obtuso”, em “Foi extremamente obtuso durante a conversa com a garota.”, é o mesmo de:
Alternativas
Q3381888 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Analise a sentença “A infância é um viveiro de prazeres.” em relação ao sentido de cada uma das palavras que a compõem. Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3381887 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
No contexto da crônica apresentada, o significado de “mesmo” – como em “Bom mesmo é mãe.” – é o de:
Alternativas
Q3381886 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
De acordo com o texto, a expressão “bom mesmo”:
Alternativas
Q3381825 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantas horas de sono por dia são ideais para cada idade

O sono é importante para ajudar a manter a mente e o corpo saudáveis. A quantidade de horas, no entanto, é diferente para adultos, crianças e bebês. Em diretriz publicada em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu algumas recomendações a respeito.

De acordo com a OMS, bebês com idade entre 0 e 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade por dia, incluindo os cochilos. Já aqueles entre 4 e 11 meses de idade precisam dormir de 12 a 16 horas.

O número é menor para indivíduos de 1 a 2 anos de idade. Eles devem descansar de 11 a 14 horas por dia. A OMS enfatiza também a importância de estabelecer horários regulares para dormir e acordar. Por outro lado, crianças de 3 e 4 anos de idade devem ter entre 10 e 13 horas de sono.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), maior agência de saúde dos Estados Unidos, acrescentam que as crianças em idade escolar (6 a 12 anos) precisam de 9 a 12 horas de sono a cada noite e adolescentes (13 a 18 anos) precisam de 8 a 10 horas.

Adultos de 18 a 60 anos devem ter 7 ou mais horas de descanso por noite; indivíduos de 61 a 64 anos, entre 7 e 9 horas; e pessoas com mais de 65 anos de idade, cerca de 7 ou 8 horas, segundo os CDC.

No geral, uma boa noite de sono diminui a frequência de doenças, reduz o estresse, melhora o humor, permite que as pessoas se concentrem com facilidade, tenham um melhor desempenho na escola ou no trabalho e tomem melhores decisões.

A informação é do Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.

Entretanto, "dormir bem não se trata apenas de horas totais de sono. É importante também que o sono seja de boa qualidade e obedeça um horário consistente e regular", afirma o ODPHP.

Portanto, as pessoas com dificuldade para dormir ou que se sentem cansadas ao acordar devem procurar um médico para avaliar o quadro e receber orientações.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/04/quantas-horas-de-sono-por-dia-sao-ideais-para-cada-idade
Qual dos seguintes benefícios é mencionado no texto como resultado de uma boa noite de sono?
Alternativas
Q3381822 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quantas horas de sono por dia são ideais para cada idade

O sono é importante para ajudar a manter a mente e o corpo saudáveis. A quantidade de horas, no entanto, é diferente para adultos, crianças e bebês. Em diretriz publicada em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu algumas recomendações a respeito.

De acordo com a OMS, bebês com idade entre 0 e 3 meses devem ter de 14 a 17 horas de sono de boa qualidade por dia, incluindo os cochilos. Já aqueles entre 4 e 11 meses de idade precisam dormir de 12 a 16 horas.

O número é menor para indivíduos de 1 a 2 anos de idade. Eles devem descansar de 11 a 14 horas por dia. A OMS enfatiza também a importância de estabelecer horários regulares para dormir e acordar. Por outro lado, crianças de 3 e 4 anos de idade devem ter entre 10 e 13 horas de sono.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), maior agência de saúde dos Estados Unidos, acrescentam que as crianças em idade escolar (6 a 12 anos) precisam de 9 a 12 horas de sono a cada noite e adolescentes (13 a 18 anos) precisam de 8 a 10 horas.

Adultos de 18 a 60 anos devem ter 7 ou mais horas de descanso por noite; indivíduos de 61 a 64 anos, entre 7 e 9 horas; e pessoas com mais de 65 anos de idade, cerca de 7 ou 8 horas, segundo os CDC.

No geral, uma boa noite de sono diminui a frequência de doenças, reduz o estresse, melhora o humor, permite que as pessoas se concentrem com facilidade, tenham um melhor desempenho na escola ou no trabalho e tomem melhores decisões.

A informação é do Office of Disease Prevention and Health Promotion (ODPHP), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.

Entretanto, "dormir bem não se trata apenas de horas totais de sono. É importante também que o sono seja de boa qualidade e obedeça um horário consistente e regular", afirma o ODPHP.

Portanto, as pessoas com dificuldade para dormir ou que se sentem cansadas ao acordar devem procurar um médico para avaliar o quadro e receber orientações.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/04/quantas-horas-de-sono-por-dia-sao-ideais-para-cada-idade
Qual é uma das recomendações mencionadas no texto para garantir um sono adequado?
Alternativas
Q3381731 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Insônia infeliz e feliz


   De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia?

   E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar, porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.

   Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

   Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro.

   Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, C. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 
Ao dizer que “Mas quantas vezes a insônia é um dom.”, a narradora refere-se: 
Alternativas
Q3381682 Português
Considere a seguinte sentença: “Não se deve ignorar o ímpeto que vem do coração.” O significado da palavra “ímpeto” é:
Alternativas
Q3381664 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O zelador do labirinto

   Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta etc.

    Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material de que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa.

   Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.

   — Como sair?

   — A saída! Onde fica a saída?

   — É por ali — apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.

   Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída!

   Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.

   — Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda, esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...

   — Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.

  Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e o toco de lápis e começou a escrever. — Deixa ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?

  O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivessem pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde ficava a saída?

   A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podiam adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
O último parágrafo do texto permite concluir que:
Alternativas
Respostas
22081: C
22082: A
22083: D
22084: B
22085: B
22086: A
22087: B
22088: C
22089: C
22090: D
22091: A
22092: C
22093: C
22094: A
22095: A
22096: C
22097: E
22098: B
22099: B
22100: D