Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3384027 Português

Furto de flor


        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor.

        Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

        Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        - Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!


ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 985. p.80.

No trecho “peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara”, as ações do narrador-personagem indicam que ele estava sentindo
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Q3384026 Português

Furto de flor


        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor.

        Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

        Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        - Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!


ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 985. p.80.

O acontecimento que dá início à crônica é 
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Q3384025 Português

        A Casa Porto Seguro seria mais um abrigo comum da capital paulista não fosse um diferencial: o local possui uma horta comunitária, que é cuidada pelas próprias pessoas em situação de rua.

        Lá, elas cultivam os mais variados tipos de legumes e verduras, além de ervas para chás, e tudo 100% livre de agrotóxicos. Depois de colhidos, os alimentos têm destino certo: a cozinha da Casa, onde são preparados, diariamente, mais de 130 almoços – além de café da manhã.

        Com os legumes e verduras cultivados na horta comunitária, a equipe do abrigo – ou centro de convivência, como gostam de chamá-lo – já garante cinco dias de salada, por mês para os frequentadores, o que rende uma economia de R$ 200,00 no orçamento.

        Já as pessoas em situação de rua ganham muito mais do que um prato de comida cultivada por elas mesmas. Ocupam-se, sentem-se úteis, aprendem um ofício e fazem, de graça, umas das mais eficazes terapias do mundo: mexer na terra.


Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/planeta/moradores-emsituacao-de-rua-cultivam-horta-comunitaria-em-abrigo. Acesso em: 12 dez. 2023. [Adaptado].

No texto, a palavra “ofício” é sinônimo de
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Q3384023 Português

        A Casa Porto Seguro seria mais um abrigo comum da capital paulista não fosse um diferencial: o local possui uma horta comunitária, que é cuidada pelas próprias pessoas em situação de rua.

        Lá, elas cultivam os mais variados tipos de legumes e verduras, além de ervas para chás, e tudo 100% livre de agrotóxicos. Depois de colhidos, os alimentos têm destino certo: a cozinha da Casa, onde são preparados, diariamente, mais de 130 almoços – além de café da manhã.

        Com os legumes e verduras cultivados na horta comunitária, a equipe do abrigo – ou centro de convivência, como gostam de chamá-lo – já garante cinco dias de salada, por mês para os frequentadores, o que rende uma economia de R$ 200,00 no orçamento.

        Já as pessoas em situação de rua ganham muito mais do que um prato de comida cultivada por elas mesmas. Ocupam-se, sentem-se úteis, aprendem um ofício e fazem, de graça, umas das mais eficazes terapias do mundo: mexer na terra.


Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/planeta/moradores-emsituacao-de-rua-cultivam-horta-comunitaria-em-abrigo. Acesso em: 12 dez. 2023. [Adaptado].

De acordo com o texto, a Casa Porto Seguro é utilizada como 
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Q3384022 Português

        A Casa Porto Seguro seria mais um abrigo comum da capital paulista não fosse um diferencial: o local possui uma horta comunitária, que é cuidada pelas próprias pessoas em situação de rua.

        Lá, elas cultivam os mais variados tipos de legumes e verduras, além de ervas para chás, e tudo 100% livre de agrotóxicos. Depois de colhidos, os alimentos têm destino certo: a cozinha da Casa, onde são preparados, diariamente, mais de 130 almoços – além de café da manhã.

        Com os legumes e verduras cultivados na horta comunitária, a equipe do abrigo – ou centro de convivência, como gostam de chamá-lo – já garante cinco dias de salada, por mês para os frequentadores, o que rende uma economia de R$ 200,00 no orçamento.

        Já as pessoas em situação de rua ganham muito mais do que um prato de comida cultivada por elas mesmas. Ocupam-se, sentem-se úteis, aprendem um ofício e fazem, de graça, umas das mais eficazes terapias do mundo: mexer na terra.


Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/planeta/moradores-emsituacao-de-rua-cultivam-horta-comunitaria-em-abrigo. Acesso em: 12 dez. 2023. [Adaptado].

O objetivo principal do texto é
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Q3383843 Português
Senado aprova cota de exibição de filmes brasileiros nos cinemas; texto segue para sanção

        O Senado aprovou nesta terça-feira 19 um projeto de lei para recriar a cota de exibição para filmes brasileiros, com validade até 2033. A chamada “cota de tela” havia acabado em 2021, quando expirou o prazo de 20 anos previsto por uma medida provisória. “A cota de tela é um dos instrumentos pioneiros instituídos pelo Estado brasileiro com o intuito de fomentar a produção cinematográfica doméstica”, diz um trecho do relatório.

        A redação determina que salas, espaços e locais de exibição pública comercial fiquem obrigados a exibir obras brasileiras de longa-metragem, observados o número mínimo de sessões e a diversidade de títulos. Cabe à Agência Nacional de Cinema o controle de um decreto do governo federal. A Ancine e entidades representativas de produtores de cinema, de distribuidores e de exibidores deverão ser consultadas.


Disponível em:<https://www.cartacapital.com.br/politica/senado-aprova-cotade-exibicao-de-filmes-brasileiros-nos-cinemas-texto-segue-para-sancao/> . Acesso em: 15 jan. 2024. [Adaptado].
O título da notícia apresenta uma estrutura que foge ao padrão, segundo o qual não há pontuação num título. O propósito comunicativo do título “Senado aprova cota de exibição de filmes brasileiros nos cinemas; texto segue para sanção” revela uma escolha discursiva que indica 
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Q3383842 Português

Observe a imagem a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/angeli-e-laerteocupam-paulista-com-charges-sobre-direitos-humanos/>. Acesso em 16 dez. 2023.



A imagem apresenta uma cena que revela

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Q3383841 Português
Fogos de artifício

Roberto Célio Silva - Setor Pedro Ludovico, Goiânia

Para este final de ano, durante as festas de Natal e Réveillon, que tal deixarmos de lado foguetes, rojões, bombas, bombinhas e fogos de artifício? Já temos ciência de que estes trazem grandes incômodos e prejuízos à natureza, sobretudo para os animais. Perturbam tanto idosos, crianças e doentes. Assustam demais portadores de alguns espectros do tipo mental. Atrapalham o funcionamento de hospitais e podem causar danos físicos até mesmo em quem insiste nessas práticas que, sinceramente, além de antipáticas, já caíram de moda há tempos! Por favor! Pensemos nisso!


Disponível em:<https://opopular.com.br/opiniao/carta-dos-leitores/cartas1.3091263> . Acesso em: 16 dez. 2023.
A organização informacional da carta do leitor Roberto Silva se dá mediante a apresentação de
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Q3383840 Português
Fogos de artifício

Roberto Célio Silva - Setor Pedro Ludovico, Goiânia

Para este final de ano, durante as festas de Natal e Réveillon, que tal deixarmos de lado foguetes, rojões, bombas, bombinhas e fogos de artifício? Já temos ciência de que estes trazem grandes incômodos e prejuízos à natureza, sobretudo para os animais. Perturbam tanto idosos, crianças e doentes. Assustam demais portadores de alguns espectros do tipo mental. Atrapalham o funcionamento de hospitais e podem causar danos físicos até mesmo em quem insiste nessas práticas que, sinceramente, além de antipáticas, já caíram de moda há tempos! Por favor! Pensemos nisso!


Disponível em:<https://opopular.com.br/opiniao/carta-dos-leitores/cartas1.3091263> . Acesso em: 16 dez. 2023.
A publicação de cartas de leitor por um jornal encontra limitações quanto à estrutura e quantidade do conteúdo expresso na carta. No texto apresentado, quais são os elementos mais relevantes da carta de leitor?
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Q3383680 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O valor do trabalho

Todos pedimos coisas para a vida. Cada um, a sua maneira, quer conquistar algo especial. Mas em nossa ingênua ignorância, consideramos que a vida nos deve de fato este favor. Que só pelo fato de existirmos já temos o direito de receber.

Suponhamos que a vida nos dê alguns presentes. Encontramo-nos com as seguintes consequências:

Um presente não nos custa nada. Por isso mesmo, sempre pediremos mais e mais.

As coisas que não nos custam nada não possuem valor. Quer dizer, tem algum valor, porém não o conhecemos e tampouco nos importa conhecê-lo.

As coisas que temos aumentam nossas fantasias e ilusões e nos dão uma falsa percepção de que as possuímos, como se determinado objeto, ou algo, fosse nosso.

Também há o aumento da vaidade, porque consideramos que merecemos isso e muito mais.

Os presentes que nos são dados não são obtidos por qualquer esforço, exceto − no melhor dos casos − o de agradecer o presente àquele que nos concede.

Os presentes que nos são dados tiram o sentido da generosidade. A pessoa que se acostuma a receber é lenta para dar algo de si.

A vida é uma corrente que flui, que está em movimento, e nós não podemos estar fora da Vida. Sendo assim, nos corresponde fluir, nos movermos a atuar e trabalhar.

(...)

Meu caro, aprenda com o erro. Trabalho não é apenas "ganhar a vida". O homem é um produto de suas ações no mundo, de seu trabalho constante. Quem trabalha desenvolve e expande suas aptidões que, na maioria das vezes, estão adormecidas e escondidas; o trabalho nos ajuda a ativar os nossos poderes latentes, nos ajuda a descobrir vocações ocultas e a obter realizações inesperadas. Fortalece nossa saúde mental, nossa vontade e nossa inteligência, nos ensina, sobretudo, a amar.

É imprescindível que reflitamos sobre a importância de nos entregarmos à vida com toda a nossa essência e dedicação.

A mim me parece que que cada indivíduo tem sua própria maneira de buscar realizações na vida. Quem não ama nada mais do que receber presentes sem esforço, perde a oportunidade de compreender a verdadeira generosidade e a gratificação que vem do presentear.

Em síntese, mais que uma maldição, o trabalho vem a ser nossa oportunidade de redenção. E, assim, tomamos contato com o que há de melhor em nós e com a vitalidade que circula todo o Universo.

Autor: Delia Steinberg Guzmán. TEXTO ADAPTADO. Acesso em https://www.acropole.org.br/filosofia/ o-valor-do-trabalho/
Considerando-se o contexto, traduz-se INADEQUADAMENTE o sentido de um segmento do texto em:
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Q3383627 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O zelador do labirinto

    Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta etc.
    Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material de que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa.
    Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.
— Como sair?
— A saída! Onde fica a saída?
— É por ali — apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.
    Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída!
    Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.
— Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda, esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...
— Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.
    Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e o toco de lápis e começou a escrever. — Deixa ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?
    O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivessem pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde ficava a saída?
    A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podiam adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 
O pronome “lhes”, que ocorre em “Alguém precisava lhes mostrar a saída!”, se refere:
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Q3383626 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O zelador do labirinto

    Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta etc.
    Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material de que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa.
    Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.
— Como sair?
— A saída! Onde fica a saída?
— É por ali — apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.
    Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída!
    Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.
— Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda, esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...
— Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.
    Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e o toco de lápis e começou a escrever. — Deixa ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?
    O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivessem pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde ficava a saída?
    A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podiam adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 
Segundo o texto, o zelador se apavorou porque:
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Q3383625 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O zelador do labirinto

    Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta etc.
    Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material de que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa.
    Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.
— Como sair?
— A saída! Onde fica a saída?
— É por ali — apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.
    Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída!
    Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.
— Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda, esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...
— Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.
    Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e o toco de lápis e começou a escrever. — Deixa ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?
    O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivessem pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde ficava a saída?
    A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podiam adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 
O narrador afirma que o zelador “Era um homem metódico”. Isso porque ele:
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Q3383591 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudança climática: o plano 'maluco' para salvar o gelo marinho do Ártico

Em meio ao gelo marinho na costa norte do Canadá, cientistas observam a água salgada ser bombeada sobre o oceano congelado.
O objetivo deles? Desacelerar o aquecimento global.
À medida que o gelo marinho desaparece, a superfície escura do oceano pode absorver mais energia do Sol, o que por consequência acelera ainda mais o aquecimento. Portanto, os pesquisadores querem engrossá-lo para impedir que derreta.
Trata-se de uma das mais malucas áreas de pesquisa da geoengenharia: intervir deliberadamente no sistema climático da Terra para tentar neutralizar os danos causados pela ação humana.
A geoengenharia engloba esforços mais consolidados para reter os gases que aquecem o planeta, como plantar mais árvores e enterrar carbono no subsolo.
Mas medidas experimentais pretendem ir um passo além, buscando reduzir a energia absorvida pela Terra.
Muitos cientistas se opõem fortemente ao método, alertando que tais tentativas desviam a atenção da medida mais necessária, que é a redução das emissões de carbono, e podem causar mais danos do que benefícios.
Mas um pequeno número de defensores afirma que a abordagem poderia ajudar o planeta.
O objetivo final da experiência no Ártico é engrossar o gelo marinho o suficiente para abrandar ou mesmo reverter o derretimento já observado, diz o Dr. Shaun Fitzgerald, cuja equipe do Centro de Reparação Climática da Universidade de Cambridge está por trás do projeto.
Funcionará ou será, como disse um cientista, "bastante maluco"?
"Na verdade, não sabemos o suficiente para determinar se esta é uma boa ou má ideia", admite Fitzgerald.
Os pesquisadores têm enfrentado condições adversas em Cambridge Bay, uma pequena vila canadense no Círculo Polar Ártico.
"Está muito frio", diz Andrea Ceccolini, da Real Ice, empresa britânica que lidera a viagem. Ela concedeu entrevista à BBC por Zoom, com uma conexão irregular de dentro de uma tenda branca.
"É cerca de -30ºC com vento forte, o que leva a sensação térmica para -45ºC."
Eles estão abrindo um buraco que se forma naturalmente no inverno no gelo marinho e bombeando cerca de 1.000 litros de água do mar por minuto pela superfície.
Exposta ao ar frio do inverno, a água do mar congela rapidamente, ajudando a engrossar o gelo na superfície. A água também compacta a neve.
Como a neve fresca atua como uma boa camada isolante, agora o gelo também pode se formar mais facilmente na parte inferior em contato com o oceano.
"A ideia é que quanto mais espesso for o gelo [no final do inverno], mais tempo ele sobreviverá quando entrarmos na estação do degelo", explica Ceccolini.
Quando concederam a entrevista no final da viagem, eles já haviam visto o gelo engrossar algumas dezenas de centímetros em toda a sua pequena área de estudo. O gelo será monitorado pelos moradores locais nos próximos meses.
Mas ainda é cedo demais para dizer se a sua abordagem pode realmente fazer a diferença no rápido declínio do gelo marinho do Ártico. "
A grande maioria dos cientistas polares pensa que isto nunca vai funcionar", adverte Martin Siegert, um experiente glaciologista da Universidade de Exeter, que não está envolvido no projeto.
Um problema é que o gelo mais salgado pode derreter mais rapidamente no verão.
E há ainda o enorme desafio logístico de ampliar o projeto até um nível significativo - uma estimativa sugere que seriam necessárias cerca de 10 milhões de bombas movidas a energia eólica para engrossar o gelo marinho em apenas um décimo do Ártico.
"Na minha opinião, é uma loucura que isto possa ser feito em escala para todo o Oceano Ártico", diz Julienne Stroeve, professora de observação polar e modelação na University College London.
Algumas das sugestões experimentais da geoengenharia incluem tentar tornar as nuvens mais refletivas ao gerar mais pulverização marítima e imitar erupções vulcânicas para refletir mais energia do Sol de volta ao espaço.
Vários cientistas - incluindo os órgãos climáticos e meteorológicos da ONU - alertaram que estas abordagens podem representar riscos graves, incluindo a perturbação dos padrões climáticos globais. Muitos pesquisadores querem vê-los totalmente banidos.
"As tecnologias de geoengenharia trazem enormes incertezas e criam novos riscos para os ecossistemas e as pessoas", explica Lili Fuhr, diretora do Programa de Economia Fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional.
"O Ártico é essencial para sustentar os nossos sistemas planetários: bombear água do mar para o gelo marinho em grande escala pode alterar a química dos oceanos e ameaçar a frágil teia da vida.
" E há uma preocupação mais fundamental e generalizada com este tipo de projetos.
"O perigo real é que proporciona uma distração, e as pessoas com interesses adquiridos usarão isso como desculpa para continuarem a queimar combustíveis fósseis", adverte o professor Siegert.
"Francamente, é uma loucura e precisa de ser travado. A forma de resolver esta crise é descarbonizar: é o nosso melhor e único caminho a seguir."
Os investigadores do Ártico estão perfeitamente conscientes destas preocupações. Eles enfatizam que estão simplesmente testando a tecnologia e que não a divulgariam de forma mais ampla até que os riscos fossem melhor conhecidos.
"Não estamos aqui promovendo isto como a solução para as alterações climáticas no Ártico", sublinha Fitzgerald.
"Estamos dizendo que poderia ser [parte disso], mas precisamos descobrir muito mais antes que a sociedade possa decidir se é uma coisa sensata ou não".
Os pesquisadores concordam que a geoengenharia não é uma solução mágica para combater as alterações climáticas e que cortes drásticos nos combustíveis fósseis e nas emissões de carbono são muito importantes para evitar as piores consequências do aquecimento.
Mas salientam que mesmo com uma ação rápida, o mundo ainda enfrenta um futuro difícil.
É provável que o Oceano Ártico esteja efetivamente livre de gelo marinho até o final do verão ao menos uma vez até 2050, e possivelmente até antes.
"Precisamos de outras soluções", argumenta o estudante de doutorado Jacob Pantling, pesquisador do Centro de Reparação Climática que enfrentou os ventos gelados na Baía de Cambridge.
"Temos que reduzir as emissões, mas mesmo que o façamos o mais rapidamente possível, o Ártico ainda vai derreter."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv2yv9xymwgo
Qual é o objetivo dos cientistas mencionados no texto?
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Q3383549 Português
Meningite bacteriana deixa sequelas neurológicas em um terço dos pacientes


Cerca de um terço das crianças que tiveram meningite bacteriana apresentam sequelas neurológicas, como a deficiência cognitiva, auditiva e motora, revela um novo estudo feito pelo Instituto Karolinska, na Suécia, publicado na revista científica Jama.

A meningite bacteriana pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em crianças e adolescentes. Mesmo com o diagnóstico precoce e um tratamento adequado, feito à base de antibióticos, ela pode evoluir rapidamente. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Einstein, nem sempre é possível evitar os quadros graves, que podem deixar sequelas permanentes e até causar a morte do paciente. Mas, segundo os autores da pesquisa, faltam estudos das consequências a longo prazo

Após analisar dados de mais de 36 mil voluntários, durante 35 anos, percebeu-se que aqueles que contraíram a infecção na infância tinham mais risco de apresentar problemas motores, cognitivos, emocionais, comportamentais, convulsões e perda auditiva e visual em relação à população geral.

"Muitos problemas não aparecem imediatamente. As sequelas cognitivas em crianças que ficaram doentes muito pequenas, por exemplo, só se conhecem a longo prazo", diz o infectologista Alfredo Gilio, coordenador da Clínica de Imunização do Hospital Israelita Albert Einstein. "A vantagem desse estudo é que ele é muito robusto estatisticamente, com um grande número de casos e seguimento a longo prazo."

A pesquisa também mostrou que, quanto mais nova a criança contrai a doença, maior o risco de sequelas. Isso pode ser explicado, segundo os autores, pela gravidade dos danos ao sistema nervoso em estágios precoces do desenvolvimento físico e mental.

Entre as bactérias causadoras de meningite, o Streptococcus pneumoniae?foi a mais associada com as sequelas motoras, cognitivas e de audição, em comparação com as infecções por Haemophilus influenzae e?Neisseria meningitidis (responsável pela meningite C, uma das mais prevalentes no Brasil).

O resultado do estudo reforça a importância da vacinação. "As vacinas têm uma alta taxa de proteção, beirando os 100%, e são essenciais para prevenir a doença e, portanto, evitar as sequelas", diz Gilio.

A rede pública oferece imunizantes contra todas essas bactérias causadoras de meningite. Pelo calendário do Ministério da Saúde, a pneumocócica, que previne infecções pelo S pneumoniae, deve ser tomada aos 2 e aos 4 meses, além de um reforço aos 12 meses. Nessa mesma faixa etária, a criança deve tomar também a penta, que afasta o risco de doenças causadas pelo Haemophilus influenzae e outras, como difteria, tétano e coqueluche. Essa vacina tem uma terceira dose aos 6 meses.

Já a meningo C deve ser dada em duas doses, aos 3 e aos 5 meses, com reforço ao completar 1 ano. Adolescentes entre 11 e 14 anos podem receber a ACWY, que protege contra esses quatro sorotipos da meningite meningocócica. Na rede privada também está disponível a vacina contra a meningite B.

A meningite é a inflamação das membranas que revestem o cérebro. Entre os sintomas que devem servir de alerta estão febre alta, dor de cabeça, rigidez na nuca, náuseas e vômitos, manchas vermelhas pelo corpo, sensibilidade à luz e confusão mental.

Quando é causada por vírus, a doença não costuma ser grave nem deixar sequelas. Já as meningoencefalites, inflamações que afetam o encéfalo, são graves e podem causar a morte. Podem ser provocadas por diversos agentes, como vírus, bactérias e até parasitas. O tratamento depende da causa.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/meningite-bacterianadeixa-sequelas-neurologicas-em-um-terco-dos-pacientes/
Qual é um dos principais pontos destacados sobre a meningite bacteriana no texto? 
Alternativas
Q3383378 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudança climática: o plano 'maluco' para salvar o gelo marinho do Ártico

Em meio ao gelo marinho na costa norte do Canadá, cientistas observam a água salgada ser bombeada sobre o oceano congelado.
O objetivo deles? Desacelerar o aquecimento global.
À medida que o gelo marinho desaparece, a superfície escura do oceano pode absorver mais energia do Sol, o que por consequência acelera ainda mais o aquecimento. Portanto, os pesquisadores querem engrossá-lo para impedir que derreta.
Trata-se de uma das mais malucas áreas de pesquisa da geoengenharia: intervir deliberadamente no sistema climático da Terra para tentar neutralizar os danos causados pela ação humana.
A geoengenharia engloba esforços mais consolidados para reter os gases que aquecem o planeta, como plantar mais árvores e enterrar carbono no subsolo.
Mas medidas experimentais pretendem ir um passo além, buscando reduzir a energia absorvida pela Terra.
Muitos cientistas se opõem fortemente ao método, alertando que tais tentativas desviam a atenção da medida mais necessária, que é a redução das emissões de carbono, e podem causar mais danos do que benefícios.
Mas um pequeno número de defensores afirma que a abordagem poderia ajudar o planeta.
O objetivo final da experiência no Ártico é engrossar o gelo marinho o suficiente para abrandar ou mesmo reverter o derretimento já observado, diz o Dr. Shaun Fitzgerald, cuja equipe do Centro de Reparação Climática da Universidade de Cambridge está por trás do projeto.
Funcionará ou será, como disse um cientista, "bastante maluco"?
"Na verdade, não sabemos o suficiente para determinar se esta é uma boa ou má ideia", admite Fitzgerald.
Os pesquisadores têm enfrentado condições adversas em Cambridge Bay, uma pequena vila canadense no Círculo Polar Ártico.
"Está muito frio", diz Andrea Ceccolini, da Real Ice, empresa britânica que lidera a viagem. Ela concedeu entrevista à BBC por Zoom, com uma conexão irregular de dentro de uma tenda branca.
"É cerca de -30ºC com vento forte, o que leva a sensação térmica para -45ºC."
Eles estão abrindo um buraco que se forma naturalmente no inverno no gelo marinho e bombeando cerca de 1.000 litros de água do mar por minuto pela superfície.
Exposta ao ar frio do inverno, a água do mar congela rapidamente, ajudando a engrossar o gelo na superfície. A água também compacta a neve.
Como a neve fresca atua como uma boa camada isolante, agora o gelo também pode se formar mais facilmente na parte inferior em contato com o oceano.
"A ideia é que quanto mais espesso for o gelo [no final do inverno], mais tempo ele sobreviverá quando entrarmos na estação do degelo", explica Ceccolini.
Quando concederam a entrevista no final da viagem, eles já haviam visto o gelo engrossar algumas dezenas de centímetros em toda a sua pequena área de estudo. O gelo será monitorado pelos moradores locais nos próximos meses.
Mas ainda é cedo demais para dizer se a sua abordagem pode realmente fazer a diferença no rápido declínio do gelo marinho do Ártico. "
A grande maioria dos cientistas polares pensa que isto nunca vai funcionar", adverte Martin Siegert, um experiente glaciologista da Universidade de Exeter, que não está envolvido no projeto.
Um problema é que o gelo mais salgado pode derreter mais rapidamente no verão.
E há ainda o enorme desafio logístico de ampliar o projeto até um nível significativo - uma estimativa sugere que seriam necessárias cerca de 10 milhões de bombas movidas a energia eólica para engrossar o gelo marinho em apenas um décimo do Ártico.
"Na minha opinião, é uma loucura que isto possa ser feito em escala para todo o Oceano Ártico", diz Julienne Stroeve, professora de observação polar e modelação na University College London.
Algumas das sugestões experimentais da geoengenharia incluem tentar tornar as nuvens mais refletivas ao gerar mais pulverização marítima e imitar erupções vulcânicas para refletir mais energia do Sol de volta ao espaço.
Vários cientistas - incluindo os órgãos climáticos e meteorológicos da ONU - alertaram que estas abordagens podem representar riscos graves, incluindo a perturbação dos padrões climáticos globais. Muitos pesquisadores querem vê-los totalmente banidos.
"As tecnologias de geoengenharia trazem enormes incertezas e criam novos riscos para os ecossistemas e as pessoas", explica Lili Fuhr, diretora do Programa de Economia Fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional.
"O Ártico é essencial para sustentar os nossos sistemas planetários: bombear água do mar para o gelo marinho em grande escala pode alterar a química dos oceanos e ameaçar a frágil teia da vida.
" E há uma preocupação mais fundamental e generalizada com este tipo de projetos.
"O perigo real é que proporciona uma distração, e as pessoas com interesses adquiridos usarão isso como desculpa para continuarem a queimar combustíveis fósseis", adverte o professor Siegert.
"Francamente, é uma loucura e precisa de ser travado. A forma de resolver esta crise é descarbonizar: é o nosso melhor e único caminho a seguir."
Os investigadores do Ártico estão perfeitamente conscientes destas preocupações. Eles enfatizam que estão simplesmente testando a tecnologia e que não a divulgariam de forma mais ampla até que os riscos fossem melhor conhecidos.
"Não estamos aqui promovendo isto como a solução para as alterações climáticas no Ártico", sublinha Fitzgerald.
"Estamos dizendo que poderia ser [parte disso], mas precisamos descobrir muito mais antes que a sociedade possa decidir se é uma coisa sensata ou não".
Os pesquisadores concordam que a geoengenharia não é uma solução mágica para combater as alterações climáticas e que cortes drásticos nos combustíveis fósseis e nas emissões de carbono são muito importantes para evitar as piores consequências do aquecimento.
Mas salientam que mesmo com uma ação rápida, o mundo ainda enfrenta um futuro difícil.
É provável que o Oceano Ártico esteja efetivamente livre de gelo marinho até o final do verão ao menos uma vez até 2050, e possivelmente até antes.
"Precisamos de outras soluções", argumenta o estudante de doutorado Jacob Pantling, pesquisador do Centro de Reparação Climática que enfrentou os ventos gelados na Baía de Cambridge.
"Temos que reduzir as emissões, mas mesmo que o façamos o mais rapidamente possível, o Ártico ainda vai derreter."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv2yv9xymwgo
Qual é o principal desafio logístico mencionado no texto?
Alternativas
Q3383140 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudança climática: o plano 'maluco' para salvar o gelo marinho do Ártico

Em meio ao gelo marinho na costa norte do Canadá, cientistas observam a água salgada ser bombeada sobre o oceano congelado.
O objetivo deles? Desacelerar o aquecimento global.
À medida que o gelo marinho desaparece, a superfície escura do oceano pode absorver mais energia do Sol, o que por consequência acelera ainda mais o aquecimento. Portanto, os pesquisadores querem engrossá-lo para impedir que derreta.
Trata-se de uma das mais malucas áreas de pesquisa da geoengenharia: intervir deliberadamente no sistema climático da Terra para tentar neutralizar os danos causados pela ação humana.
A geoengenharia engloba esforços mais consolidados para reter os gases que aquecem o planeta, como plantar mais árvores e enterrar carbono no subsolo.
Mas medidas experimentais pretendem ir um passo além, buscando reduzir a energia absorvida pela Terra.
Muitos cientistas se opõem fortemente ao método, alertando que tais tentativas desviam a atenção da medida mais necessária, que é a redução das emissões de carbono, e podem causar mais danos do que benefícios.
Mas um pequeno número de defensores afirma que a abordagem poderia ajudar o planeta.
O objetivo final da experiência no Ártico é engrossar o gelo marinho o suficiente para abrandar ou mesmo reverter o derretimento já observado, diz o Dr. Shaun Fitzgerald, cuja equipe do Centro de Reparação Climática da Universidade de Cambridge está por trás do projeto.
Funcionará ou será, como disse um cientista, "bastante maluco"?
"Na verdade, não sabemos o suficiente para determinar se esta é uma boa ou má ideia", admite Fitzgerald.
Os pesquisadores têm enfrentado condições adversas em Cambridge Bay, uma pequena vila canadense no Círculo Polar Ártico.
"Está muito frio", diz Andrea Ceccolini, da Real Ice, empresa britânica que lidera a viagem. Ela concedeu entrevista à BBC por Zoom, com uma conexão irregular de dentro de uma tenda branca.
"É cerca de -30ºC com vento forte, o que leva a sensação térmica para -45ºC."
Eles estão abrindo um buraco que se forma naturalmente no inverno no gelo marinho e bombeando cerca de 1.000 litros de água do mar por minuto pela superfície.
Exposta ao ar frio do inverno, a água do mar congela rapidamente, ajudando a engrossar o gelo na superfície. A água também compacta a neve.
Como a neve fresca atua como uma boa camada isolante, agora o gelo também pode se formar mais facilmente na parte inferior em contato com o oceano.
"A ideia é que quanto mais espesso for o gelo [no final do inverno], mais tempo ele sobreviverá quando entrarmos na estação do degelo", explica Ceccolini.
Quando concederam a entrevista no final da viagem, eles já haviam visto o gelo engrossar algumas dezenas de centímetros em toda a sua pequena área de estudo. O gelo será monitorado pelos moradores locais nos próximos meses.
Mas ainda é cedo demais para dizer se a sua abordagem pode realmente fazer a diferença no rápido declínio do gelo marinho do Ártico. "
A grande maioria dos cientistas polares pensa que isto nunca vai funcionar", adverte Martin Siegert, um experiente glaciologista da Universidade de Exeter, que não está envolvido no projeto.
Um problema é que o gelo mais salgado pode derreter mais rapidamente no verão.
E há ainda o enorme desafio logístico de ampliar o projeto até um nível significativo - uma estimativa sugere que seriam necessárias cerca de 10 milhões de bombas movidas a energia eólica para engrossar o gelo marinho em apenas um décimo do Ártico.
"Na minha opinião, é uma loucura que isto possa ser feito em escala para todo o Oceano Ártico", diz Julienne Stroeve, professora de observação polar e modelação na University College London.
Algumas das sugestões experimentais da geoengenharia incluem tentar tornar as nuvens mais refletivas ao gerar mais pulverização marítima e imitar erupções vulcânicas para refletir mais energia do Sol de volta ao espaço.
Vários cientistas - incluindo os órgãos climáticos e meteorológicos da ONU - alertaram que estas abordagens podem representar riscos graves, incluindo a perturbação dos padrões climáticos globais. Muitos pesquisadores querem vê-los totalmente banidos.
"As tecnologias de geoengenharia trazem enormes incertezas e criam novos riscos para os ecossistemas e as pessoas", explica Lili Fuhr, diretora do Programa de Economia Fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional.
"O Ártico é essencial para sustentar os nossos sistemas planetários: bombear água do mar para o gelo marinho em grande escala pode alterar a química dos oceanos e ameaçar a frágil teia da vida.
" E há uma preocupação mais fundamental e generalizada com este tipo de projetos.
"O perigo real é que proporciona uma distração, e as pessoas com interesses adquiridos usarão isso como desculpa para continuarem a queimar combustíveis fósseis", adverte o professor Siegert.
"Francamente, é uma loucura e precisa de ser travado. A forma de resolver esta crise é descarbonizar: é o nosso melhor e único caminho a seguir."
Os investigadores do Ártico estão perfeitamente conscientes destas preocupações. Eles enfatizam que estão simplesmente testando a tecnologia e que não a divulgariam de forma mais ampla até que os riscos fossem melhor conhecidos.
"Não estamos aqui promovendo isto como a solução para as alterações climáticas no Ártico", sublinha Fitzgerald.
"Estamos dizendo que poderia ser [parte disso], mas precisamos descobrir muito mais antes que a sociedade possa decidir se é uma coisa sensata ou não".
Os pesquisadores concordam que a geoengenharia não é uma solução mágica para combater as alterações climáticas e que cortes drásticos nos combustíveis fósseis e nas emissões de carbono são muito importantes para evitar as piores consequências do aquecimento.
Mas salientam que mesmo com uma ação rápida, o mundo ainda enfrenta um futuro difícil.
É provável que o Oceano Ártico esteja efetivamente livre de gelo marinho até o final do verão ao menos uma vez até 2050, e possivelmente até antes.
"Precisamos de outras soluções", argumenta o estudante de doutorado Jacob Pantling, pesquisador do Centro de Reparação Climática que enfrentou os ventos gelados na Baía de Cambridge.
"Temos que reduzir as emissões, mas mesmo que o façamos o mais rapidamente possível, o Ártico ainda vai derreter."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv2yv9xymwgo
Qual é o principal perigo associado aos projetos de geoengenharia mencionados no texto?
Alternativas
Q3383139 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudança climática: o plano 'maluco' para salvar o gelo marinho do Ártico

Em meio ao gelo marinho na costa norte do Canadá, cientistas observam a água salgada ser bombeada sobre o oceano congelado.
O objetivo deles? Desacelerar o aquecimento global.
À medida que o gelo marinho desaparece, a superfície escura do oceano pode absorver mais energia do Sol, o que por consequência acelera ainda mais o aquecimento. Portanto, os pesquisadores querem engrossá-lo para impedir que derreta.
Trata-se de uma das mais malucas áreas de pesquisa da geoengenharia: intervir deliberadamente no sistema climático da Terra para tentar neutralizar os danos causados pela ação humana.
A geoengenharia engloba esforços mais consolidados para reter os gases que aquecem o planeta, como plantar mais árvores e enterrar carbono no subsolo.
Mas medidas experimentais pretendem ir um passo além, buscando reduzir a energia absorvida pela Terra.
Muitos cientistas se opõem fortemente ao método, alertando que tais tentativas desviam a atenção da medida mais necessária, que é a redução das emissões de carbono, e podem causar mais danos do que benefícios.
Mas um pequeno número de defensores afirma que a abordagem poderia ajudar o planeta.
O objetivo final da experiência no Ártico é engrossar o gelo marinho o suficiente para abrandar ou mesmo reverter o derretimento já observado, diz o Dr. Shaun Fitzgerald, cuja equipe do Centro de Reparação Climática da Universidade de Cambridge está por trás do projeto.
Funcionará ou será, como disse um cientista, "bastante maluco"?
"Na verdade, não sabemos o suficiente para determinar se esta é uma boa ou má ideia", admite Fitzgerald.
Os pesquisadores têm enfrentado condições adversas em Cambridge Bay, uma pequena vila canadense no Círculo Polar Ártico.
"Está muito frio", diz Andrea Ceccolini, da Real Ice, empresa britânica que lidera a viagem. Ela concedeu entrevista à BBC por Zoom, com uma conexão irregular de dentro de uma tenda branca.
"É cerca de -30ºC com vento forte, o que leva a sensação térmica para -45ºC."
Eles estão abrindo um buraco que se forma naturalmente no inverno no gelo marinho e bombeando cerca de 1.000 litros de água do mar por minuto pela superfície.
Exposta ao ar frio do inverno, a água do mar congela rapidamente, ajudando a engrossar o gelo na superfície. A água também compacta a neve.
Como a neve fresca atua como uma boa camada isolante, agora o gelo também pode se formar mais facilmente na parte inferior em contato com o oceano.
"A ideia é que quanto mais espesso for o gelo [no final do inverno], mais tempo ele sobreviverá quando entrarmos na estação do degelo", explica Ceccolini.
Quando concederam a entrevista no final da viagem, eles já haviam visto o gelo engrossar algumas dezenas de centímetros em toda a sua pequena área de estudo. O gelo será monitorado pelos moradores locais nos próximos meses.
Mas ainda é cedo demais para dizer se a sua abordagem pode realmente fazer a diferença no rápido declínio do gelo marinho do Ártico. "
A grande maioria dos cientistas polares pensa que isto nunca vai funcionar", adverte Martin Siegert, um experiente glaciologista da Universidade de Exeter, que não está envolvido no projeto.
Um problema é que o gelo mais salgado pode derreter mais rapidamente no verão.
E há ainda o enorme desafio logístico de ampliar o projeto até um nível significativo - uma estimativa sugere que seriam necessárias cerca de 10 milhões de bombas movidas a energia eólica para engrossar o gelo marinho em apenas um décimo do Ártico.
"Na minha opinião, é uma loucura que isto possa ser feito em escala para todo o Oceano Ártico", diz Julienne Stroeve, professora de observação polar e modelação na University College London.
Algumas das sugestões experimentais da geoengenharia incluem tentar tornar as nuvens mais refletivas ao gerar mais pulverização marítima e imitar erupções vulcânicas para refletir mais energia do Sol de volta ao espaço.
Vários cientistas - incluindo os órgãos climáticos e meteorológicos da ONU - alertaram que estas abordagens podem representar riscos graves, incluindo a perturbação dos padrões climáticos globais. Muitos pesquisadores querem vê-los totalmente banidos.
"As tecnologias de geoengenharia trazem enormes incertezas e criam novos riscos para os ecossistemas e as pessoas", explica Lili Fuhr, diretora do Programa de Economia Fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional.
"O Ártico é essencial para sustentar os nossos sistemas planetários: bombear água do mar para o gelo marinho em grande escala pode alterar a química dos oceanos e ameaçar a frágil teia da vida.
" E há uma preocupação mais fundamental e generalizada com este tipo de projetos.
"O perigo real é que proporciona uma distração, e as pessoas com interesses adquiridos usarão isso como desculpa para continuarem a queimar combustíveis fósseis", adverte o professor Siegert.
"Francamente, é uma loucura e precisa de ser travado. A forma de resolver esta crise é descarbonizar: é o nosso melhor e único caminho a seguir."
Os investigadores do Ártico estão perfeitamente conscientes destas preocupações. Eles enfatizam que estão simplesmente testando a tecnologia e que não a divulgariam de forma mais ampla até que os riscos fossem melhor conhecidos.
"Não estamos aqui promovendo isto como a solução para as alterações climáticas no Ártico", sublinha Fitzgerald.
"Estamos dizendo que poderia ser [parte disso], mas precisamos descobrir muito mais antes que a sociedade possa decidir se é uma coisa sensata ou não".
Os pesquisadores concordam que a geoengenharia não é uma solução mágica para combater as alterações climáticas e que cortes drásticos nos combustíveis fósseis e nas emissões de carbono são muito importantes para evitar as piores consequências do aquecimento.
Mas salientam que mesmo com uma ação rápida, o mundo ainda enfrenta um futuro difícil.
É provável que o Oceano Ártico esteja efetivamente livre de gelo marinho até o final do verão ao menos uma vez até 2050, e possivelmente até antes.
"Precisamos de outras soluções", argumenta o estudante de doutorado Jacob Pantling, pesquisador do Centro de Reparação Climática que enfrentou os ventos gelados na Baía de Cambridge.
"Temos que reduzir as emissões, mas mesmo que o façamos o mais rapidamente possível, o Ártico ainda vai derreter."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv2yv9xymwgo
Qual é o objetivo dos cientistas ao bombear água do mar sobre o gelo marinho?
Alternativas
Q3383055 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mudança climática: o plano 'maluco' para salvar o gelo marinho do Ártico

Em meio ao gelo marinho na costa norte do Canadá, cientistas observam a água salgada ser bombeada sobre o oceano congelado.

O objetivo deles? Desacelerar o aquecimento global.

À medida que o gelo marinho desaparece, a superfície escura do oceano pode absorver mais energia do Sol, o que por consequência acelera ainda mais o aquecimento. Portanto, os pesquisadores querem engrossá-lo para impedir que derreta.

Trata-se de uma das mais malucas áreas de pesquisa da geoengenharia: intervir deliberadamente no sistema climático da Terra para tentar neutralizar os danos causados pela ação humana.

A geoengenharia engloba esforços mais consolidados para reter os gases que aquecem o planeta, como plantar mais árvores e enterrar carbono no subsolo.

Mas medidas experimentais pretendem ir um passo além, buscando reduzir a energia absorvida pela Terra.

Muitos cientistas se opõem fortemente ao método, alertando que tais tentativas desviam a atenção da medida mais necessária, que é a redução das emissões de carbono, e podem causar mais danos do que benefícios.

Mas um pequeno número de defensores afirma que a abordagem poderia ajudar o planeta.

O objetivo final da experiência no Ártico é engrossar o gelo marinho o suficiente para abrandar ou mesmo reverter o derretimento já observado, diz o Dr. Shaun Fitzgerald, cuja equipe do Centro de Reparação Climática da Universidade de Cambridge está por trás do projeto.

Funcionará ou será, como disse um cientista, "bastante maluco"?

"Na verdade, não sabemos o suficiente para determinar se esta é uma boa ou má ideia", admite Fitzgerald.

Os pesquisadores têm enfrentado condições adversas em Cambridge Bay, uma pequena vila canadense no Círculo Polar Ártico.

"Está muito frio", diz Andrea Ceccolini, da Real Ice, empresa britânica que lidera a viagem. Ela concedeu entrevista à BBC por Zoom, com uma conexão irregular de dentro de uma tenda branca.

"É cerca de -30ºC com vento forte, o que leva a sensação térmica para -45ºC."

Eles estão abrindo um buraco que se forma naturalmente no inverno no gelo marinho e bombeando cerca de 1.000 litros de água do mar por minuto pela superfície.

Exposta ao ar frio do inverno, a água do mar congela rapidamente, ajudando a engrossar o gelo na superfície. A água também compacta a neve.

Como a neve fresca atua como uma boa camada isolante, agora o gelo também pode se formar mais facilmente na parte inferior em contato com o oceano.

"A ideia é que quanto mais espesso for o gelo [no final do inverno], mais tempo ele sobreviverá quando entrarmos na estação do degelo", explica Ceccolini.

Quando concederam a entrevista no final da viagem, eles já haviam visto o gelo engrossar algumas dezenas de centímetros em toda a sua pequena área de estudo. O gelo será monitorado pelos moradores locais nos próximos meses.

Mas ainda é cedo demais para dizer se a sua abordagem pode realmente fazer a diferença no rápido declínio do gelo marinho do Ártico. "

A grande maioria dos cientistas polares pensa que isto nunca vai funcionar", adverte Martin Siegert, um experiente glaciologista da Universidade de Exeter, que não está envolvido no projeto.

Um problema é que o gelo mais salgado pode derreter mais rapidamente no verão.

E há ainda o enorme desafio logístico de ampliar o projeto até um nível significativo - uma estimativa sugere que seriam necessárias cerca de 10 milhões de bombas movidas a energia eólica para engrossar o gelo marinho em apenas um décimo do Ártico.

"Na minha opinião, é uma loucura que isto possa ser feito em escala para todo o Oceano Ártico", diz Julienne Stroeve, professora de observação polar e modelação na University College London.

Algumas das sugestões experimentais da geoengenharia incluem tentar tornar as nuvens mais refletivas ao gerar mais pulverização marítima e imitar erupções vulcânicas para refletir mais energia do Sol de volta ao espaço.

Vários cientistas - incluindo os órgãos climáticos e meteorológicos da ONU - alertaram que estas abordagens podem representar riscos graves, incluindo a perturbação dos padrões climáticos globais. Muitos pesquisadores querem vê-los totalmente banidos.

"As tecnologias de geoengenharia trazem enormes incertezas e criam novos riscos para os ecossistemas e as pessoas", explica Lili Fuhr, diretora do Programa de Economia Fóssil do Centro de Direito Ambiental Internacional.

"O Ártico é essencial para sustentar os nossos sistemas planetários: bombear água do mar para o gelo marinho em grande escala pode alterar a química dos oceanos e ameaçar a frágil teia da vida.

" E há uma preocupação mais fundamental e generalizada com este tipo de projetos.

"O perigo real é que proporciona uma distração, e as pessoas com interesses adquiridos usarão isso como desculpa para continuarem a queimar combustíveis fósseis", adverte o professor Siegert.

"Francamente, é uma loucura e precisa de ser travado. A forma de resolver esta crise é descarbonizar: é o nosso melhor e único caminho a seguir."

Os investigadores do Ártico estão perfeitamente conscientes destas preocupações. Eles enfatizam que estão simplesmente testando a tecnologia e que não a divulgariam de forma mais ampla até que os riscos fossem melhor conhecidos.

"Não estamos aqui promovendo isto como a solução para as alterações climáticas no Ártico", sublinha Fitzgerald.

"Estamos dizendo que poderia ser [parte disso], mas precisamos descobrir muito mais antes que a sociedade possa decidir se é uma coisa sensata ou não".

Os pesquisadores concordam que a geoengenharia não é uma solução mágica para combater as alterações climáticas e que cortes drásticos nos combustíveis fósseis e nas emissões de carbono são muito importantes para evitar as piores consequências do aquecimento.

Mas salientam que mesmo com uma ação rápida, o mundo ainda enfrenta um futuro difícil.

É provável que o Oceano Ártico esteja efetivamente livre de gelo marinho até o final do verão ao menos uma vez até 2050, e possivelmente até antes.

"Precisamos de outras soluções", argumenta o estudante de doutorado Jacob Pantling, pesquisador do Centro de Reparação Climática que enfrentou os ventos gelados na Baía de Cambridge.

"Temos que reduzir as emissões, mas mesmo que o façamos o mais rapidamente possível, o Ártico ainda vai derreter."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cv2yv9xymwgo
Qual é a posição de muitos cientistas em relação às medidas experimentais mencionadas no texto?
Alternativas
Q3382960 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I.A alegria e a felicidade irradiavam dos rostos das crianças enquanto brincavam no parque.
II.Apesar da multidão nervosa que lotava a estação de trem, ele permanecia calmo, concentrado em seu livro.
III.O idoso compartilhava suas histórias com um grupo de jovens, demonstrando a sabedoria dos anciãos.
IV.Ela olhou para ele com desprezo quando percebeu que ele estava mentindo, mas logo seu apreço pela honestidade prevaleceu.
V.O estudante respirou fundo antes da apresentação, tentando manter-se calmo diante da sala cheia de expectativa.
Em quais das afirmativas lidas há o emprego de antônimos?
Alternativas
Respostas
22041: D
22042: D
22043: E
22044: A
22045: C
22046: D
22047: A
22048: E
22049: C
22050: C
22051: D
22052: C
22053: A
22054: C
22055: C
22056: C
22057: D
22058: B
22059: E
22060: B