Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3379860 Português
'Não sei onde vamos parar', diz cientista sobre frequência de eventos climáticos extremos.

Especialistas ouvidos pelo Terra alertam que as consequências do aquecimento global podem antecipar projeçõe s sobre extinção da vida humana.

17 maio 2024
Hugo Barbosa

    O agravamento do aquecimento global, nos últimos anos, aliado aos eventos climáticos extremos recentes, como as enchentes que atingiram 458 cidades no estado do Rio Grande do Sul, no início de maio, levanta várias questões no meio científico, incluindo a possibilidade de uma extinção em massa da humanidade devido às variações de temperatura no planeta. Especialistas ouvidos pelo Terra alertam, no entanto, que as mudanças climáticas podem ser mais extremas, catastróficas e, o que é pior, mais rápidas do que o projetado.
    Na avaliação de Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, a população humana deve se preparar para cenários pessimistas decorrentes do aquecimento global em um período mais curto do que o projetado em meios acadêmicos. "Existem projeções de aquecimento do planeta para daqui até o fim do século, não precisa nem ir tão longe assim, de milhões de anos, não", comenta, referindo-se à pesquisa da Universidade de Bristol, cujos modelos climáticos indicam que os mamíferos serão extintos em 250 milhões de anos.  
    "Podemos chegar ao aquecimento médio de temperatura no planeta de aproximadamente 4 graus, se nada for feito e se continuarmos acelerando a emissão de gases. Com 4 graus, a extinção em massa de espécies no planeta é algo seguro e garantido. Não há dúvida.", alerta Márcio Astrini, do Observatório do Clima. Astrini cita como base o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que conta com mais de 600 cientistas para estudar, debater e projetar os impactos das mudanças climáticas. O documento, divulgado em 2023, detalha as consequências devastadoras do aumento das emissões de gases do efeito estufa em todo o mundo: a destruição de casas, a perda de meios de subsistência e a extinção de comunidades.
    Astrini cita ainda a perda de espécies inteiras em todo o ecossistema marinho, dificuldade de produzir comida na quantidade que produzimos hoje e escassez da água potável. "O ser humano vai ter baixa capacidade adaptativa e alguns vão sobreviver, outros não. É isso que vai acontecer se continuarmos assim", diz.
De acordo com o relatório, cerca de metade da população global já vive, por exemplo, em situações de escassez severa de água, durante pelo menos um mês por ano, enquanto as altas temperaturas facilitam a disseminação de doenças vetoriais, como a malária.
     Na mesma linha de Astrini, Francisco Milanez, diretor científico da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), ressalta que a pior catástrofe socioambiental da história do Rio Grande do Sul é um alerta de como as consequências das mudanças climáticas já são uma realidade. Segundo ele, a realidade gaúcha afasta a ideia de aquecimento global como um problema abstrato e distante da vida da população do planeta. "Tanto o planeta como o Brasil estão emitindo alertas constantes por meio desses eventos climáticos extremos. Nunca vimos isso na história do País", afirma.
    Milanez cita um estudo realizado por pesquisadores do ClimaMeter, que indica que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana, especialmente a emissão de gases do efeito estufa liberados com a queima de combustíveis fósseis, tornaram as chuvas no Rio Grande do Sul mais intensas.
    "Se continuarmos assim, nesse ritmo, não sei onde vamos parar. Não será preciso milhões de anos, se permanecermos assim", completa.

https://www.terra.com.br/planeta/meio-ambiente
No desenvolvimento do texto, foram utilizados articuladores do discurso que possibilitam uma progressão textual adequada. É possível identificar alguns marcadores temporais nas frases a seguir, exceto em:  
Alternativas
Q3379859 Português
'Não sei onde vamos parar', diz cientista sobre frequência de eventos climáticos extremos.

Especialistas ouvidos pelo Terra alertam que as consequências do aquecimento global podem antecipar projeçõe s sobre extinção da vida humana.

17 maio 2024
Hugo Barbosa

    O agravamento do aquecimento global, nos últimos anos, aliado aos eventos climáticos extremos recentes, como as enchentes que atingiram 458 cidades no estado do Rio Grande do Sul, no início de maio, levanta várias questões no meio científico, incluindo a possibilidade de uma extinção em massa da humanidade devido às variações de temperatura no planeta. Especialistas ouvidos pelo Terra alertam, no entanto, que as mudanças climáticas podem ser mais extremas, catastróficas e, o que é pior, mais rápidas do que o projetado.
    Na avaliação de Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, a população humana deve se preparar para cenários pessimistas decorrentes do aquecimento global em um período mais curto do que o projetado em meios acadêmicos. "Existem projeções de aquecimento do planeta para daqui até o fim do século, não precisa nem ir tão longe assim, de milhões de anos, não", comenta, referindo-se à pesquisa da Universidade de Bristol, cujos modelos climáticos indicam que os mamíferos serão extintos em 250 milhões de anos.  
    "Podemos chegar ao aquecimento médio de temperatura no planeta de aproximadamente 4 graus, se nada for feito e se continuarmos acelerando a emissão de gases. Com 4 graus, a extinção em massa de espécies no planeta é algo seguro e garantido. Não há dúvida.", alerta Márcio Astrini, do Observatório do Clima. Astrini cita como base o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que conta com mais de 600 cientistas para estudar, debater e projetar os impactos das mudanças climáticas. O documento, divulgado em 2023, detalha as consequências devastadoras do aumento das emissões de gases do efeito estufa em todo o mundo: a destruição de casas, a perda de meios de subsistência e a extinção de comunidades.
    Astrini cita ainda a perda de espécies inteiras em todo o ecossistema marinho, dificuldade de produzir comida na quantidade que produzimos hoje e escassez da água potável. "O ser humano vai ter baixa capacidade adaptativa e alguns vão sobreviver, outros não. É isso que vai acontecer se continuarmos assim", diz.
De acordo com o relatório, cerca de metade da população global já vive, por exemplo, em situações de escassez severa de água, durante pelo menos um mês por ano, enquanto as altas temperaturas facilitam a disseminação de doenças vetoriais, como a malária.
     Na mesma linha de Astrini, Francisco Milanez, diretor científico da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), ressalta que a pior catástrofe socioambiental da história do Rio Grande do Sul é um alerta de como as consequências das mudanças climáticas já são uma realidade. Segundo ele, a realidade gaúcha afasta a ideia de aquecimento global como um problema abstrato e distante da vida da população do planeta. "Tanto o planeta como o Brasil estão emitindo alertas constantes por meio desses eventos climáticos extremos. Nunca vimos isso na história do País", afirma.
    Milanez cita um estudo realizado por pesquisadores do ClimaMeter, que indica que as mudanças climáticas provocadas pela ação humana, especialmente a emissão de gases do efeito estufa liberados com a queima de combustíveis fósseis, tornaram as chuvas no Rio Grande do Sul mais intensas.
    "Se continuarmos assim, nesse ritmo, não sei onde vamos parar. Não será preciso milhões de anos, se permanecermos assim", completa.

https://www.terra.com.br/planeta/meio-ambiente
O texto possui características que permitem identificá-lo como  
Alternativas
Q3379838 Português
A criança machucou o céu da boca. - nesta frase temos como figura de linguagem:
Alternativas
Q3379830 Português

As regras da sensatez


Rui Veloso



Nunca voltes ao lugar


Onde já foste feliz


Por muito que o coração diga


Não faças o que ele diz



Nunca mais voltes à casa


Onde ardeste de paixão


Só encontrarás erva rasa


Por entre as lajes do chão



Nada do que por lá vires


Será como no passado


Não queiras reacender


Um lume já apagado



São as regras da sensatez


Vais sair a dizer que desta, desta é de vez



Por grande a tentação


Que te crie a saudade


Não mates a recordação


Que lembra a felicidade



Nunca voltes ao lugar


Onde o arco-íris se pôs


Só encontrarás a cinza


Que dá na garganta nós



São as regras da sensatez


Vais sair a dizer que desta, desta é de vez

O antônimo de sensatez é:
Alternativas
Q3379829 Português

As regras da sensatez


Rui Veloso



Nunca voltes ao lugar


Onde já foste feliz


Por muito que o coração diga


Não faças o que ele diz



Nunca mais voltes à casa


Onde ardeste de paixão


Só encontrarás erva rasa


Por entre as lajes do chão



Nada do que por lá vires


Será como no passado


Não queiras reacender


Um lume já apagado



São as regras da sensatez


Vais sair a dizer que desta, desta é de vez



Por grande a tentação


Que te crie a saudade


Não mates a recordação


Que lembra a felicidade



Nunca voltes ao lugar


Onde o arco-íris se pôs


Só encontrarás a cinza


Que dá na garganta nós



São as regras da sensatez


Vais sair a dizer que desta, desta é de vez

Para o eu lírico devemos:
Alternativas
Q3379793 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Para que a ansiedade climática não seja paralisante

Por * Maurício Gonzalez

05/06/2024

    Chegamos ao mês de celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente atravessados pela urgência climática. Entre 2023 e 2024, só no Brasil, acompanhamos uma dura sequência de eventos impactantes pela proporção e devastação, além da alta frequência em ocorrências. Chuvas no litoral de São Paulo, seca no Amazonas, enchentes no Recife e, agora, a tragédia no Rio Grande do Sul. Todos representam o que cientistas sempre alertaram: eventos climáticos, cada vez de maiores proporções, serão ainda mais frequentes.
    Mesmo que tais avisos não sejam recentes, é inegável que estão se materializando para toda a sociedade. Especialmente, com o apoio dos meios de comunicação dispostos a noticiar o assunto com a atenção e cuidado que merece. [...] Se nos meios de comunicação o tema está em prioridade na pauta do dia, as análises de mercado também apontam para um mesmo caminho, sob o ponto de vista do consumidor. Uma pesquisa disponibilizada na Gente, plataforma de conhecimento e insights da Globo, aponta que a ansiedade climática figura em primeiro lugar dentre os temas capazes de impactar nas decisões de consumo e no comportamento da população em 2024. 
    Boa parte da percepção sobre esse tema no Brasil vem de experiências com ondas de calor, chuvas intensas e desastres naturais. Aproximadamente 79% dos brasileiros declararam que sentem os impactos severos de mudanças no clima onde vivem; e 85% acreditam que os efeitos das mudanças climáticas no país serão ainda piores nos próximos 10 anos. Este índice está bem acima da média global, que é de 71% e só foi superado pelos entrevistados na Coreia do Sul (88%). Essa angústia coletiva é plenamente justificada quando nos deparamos com a informação de que 2.797 municípios brasileiros decretaram estado de emergência ou de calamidade por causa de desastres naturais e fenômenos climáticos extremos no último ano, de acordo com a Defesa Civil Nacional.
    “A sensação de impotência e frustração surge com a ação insuficiente dos poderes e a falta de consciência em outros setores da população”, disse a psicoterapeuta britânica Caroline Hickman ao explicar a ansiedade climática ou ecoansiedade.
    Então fica uma provocação: nos falta consciência ou tal ansiedade tem gerado uma inércia limitante? Quando vamos ter um Dia Mundial do Meio Ambiente menos dramático e com avanços concretos nessa pauta? 
    Em tempos em que o Planeta Terra já fecha a conta no ‘cheque especial’ – a demanda da humanidade por recursos naturais supera a capacidade do planeta de produzir ou renovar esses recursos ao longo de um ano – há uma necessidade urgente de se encarar os riscos associados ao clima. Mas, acima de tudo, precisamos nos cobrar uma postura de resiliência que perpassará toda a sociedade, da iniciativa pública à privada, do individual ao coletivo.
     Entendo que é preciso redobrar a nossa capacidade de se antecipar e lidar com impactos causados pelas mudanças climáticas de maneira oportuna e eficiente. Precisamos construir estruturas e sistemas sustentáveis, flexíveis e duráveis, com a ajuda de colegas, parceiros e outras lideranças. E uma autoanálise, urgente e permanente, se estamos fazendo o suficiente para lidar com o que o aquecimento global representa.
    A ansiedade climática, aqui, é encarada como um motor para a transformação dessa realidade que assusta e acomete, principalmente, os mais vulneráveis. Cabe a nós, sociedade e empresas, estarmos dispostos a promover mudanças num movimento que chegue a todos, de forma democrática, justa e eficaz. E no timing da urgência que nos tem sido exposta, diariamente. 


* Maurício Gonzalez é Diretor do Centro de Serviços Compartilhados da Globo (Adaptadohttps://umsoplaneta.globo.com) 
O emprego de linguagem figurada ou com sentido conotativo ocorre em: 
Alternativas
Q3379792 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Para que a ansiedade climática não seja paralisante

Por * Maurício Gonzalez

05/06/2024

    Chegamos ao mês de celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente atravessados pela urgência climática. Entre 2023 e 2024, só no Brasil, acompanhamos uma dura sequência de eventos impactantes pela proporção e devastação, além da alta frequência em ocorrências. Chuvas no litoral de São Paulo, seca no Amazonas, enchentes no Recife e, agora, a tragédia no Rio Grande do Sul. Todos representam o que cientistas sempre alertaram: eventos climáticos, cada vez de maiores proporções, serão ainda mais frequentes.
    Mesmo que tais avisos não sejam recentes, é inegável que estão se materializando para toda a sociedade. Especialmente, com o apoio dos meios de comunicação dispostos a noticiar o assunto com a atenção e cuidado que merece. [...] Se nos meios de comunicação o tema está em prioridade na pauta do dia, as análises de mercado também apontam para um mesmo caminho, sob o ponto de vista do consumidor. Uma pesquisa disponibilizada na Gente, plataforma de conhecimento e insights da Globo, aponta que a ansiedade climática figura em primeiro lugar dentre os temas capazes de impactar nas decisões de consumo e no comportamento da população em 2024. 
    Boa parte da percepção sobre esse tema no Brasil vem de experiências com ondas de calor, chuvas intensas e desastres naturais. Aproximadamente 79% dos brasileiros declararam que sentem os impactos severos de mudanças no clima onde vivem; e 85% acreditam que os efeitos das mudanças climáticas no país serão ainda piores nos próximos 10 anos. Este índice está bem acima da média global, que é de 71% e só foi superado pelos entrevistados na Coreia do Sul (88%). Essa angústia coletiva é plenamente justificada quando nos deparamos com a informação de que 2.797 municípios brasileiros decretaram estado de emergência ou de calamidade por causa de desastres naturais e fenômenos climáticos extremos no último ano, de acordo com a Defesa Civil Nacional.
    “A sensação de impotência e frustração surge com a ação insuficiente dos poderes e a falta de consciência em outros setores da população”, disse a psicoterapeuta britânica Caroline Hickman ao explicar a ansiedade climática ou ecoansiedade.
    Então fica uma provocação: nos falta consciência ou tal ansiedade tem gerado uma inércia limitante? Quando vamos ter um Dia Mundial do Meio Ambiente menos dramático e com avanços concretos nessa pauta? 
    Em tempos em que o Planeta Terra já fecha a conta no ‘cheque especial’ – a demanda da humanidade por recursos naturais supera a capacidade do planeta de produzir ou renovar esses recursos ao longo de um ano – há uma necessidade urgente de se encarar os riscos associados ao clima. Mas, acima de tudo, precisamos nos cobrar uma postura de resiliência que perpassará toda a sociedade, da iniciativa pública à privada, do individual ao coletivo.
     Entendo que é preciso redobrar a nossa capacidade de se antecipar e lidar com impactos causados pelas mudanças climáticas de maneira oportuna e eficiente. Precisamos construir estruturas e sistemas sustentáveis, flexíveis e duráveis, com a ajuda de colegas, parceiros e outras lideranças. E uma autoanálise, urgente e permanente, se estamos fazendo o suficiente para lidar com o que o aquecimento global representa.
    A ansiedade climática, aqui, é encarada como um motor para a transformação dessa realidade que assusta e acomete, principalmente, os mais vulneráveis. Cabe a nós, sociedade e empresas, estarmos dispostos a promover mudanças num movimento que chegue a todos, de forma democrática, justa e eficaz. E no timing da urgência que nos tem sido exposta, diariamente. 


* Maurício Gonzalez é Diretor do Centro de Serviços Compartilhados da Globo (Adaptadohttps://umsoplaneta.globo.com) 
“Mas, acima de tudo, precisamos nos cobrar uma postura de resiliência [...].” 6º§
É correto afirmar que a palavra destacada significa
Alternativas
Q3379791 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Para que a ansiedade climática não seja paralisante

Por * Maurício Gonzalez

05/06/2024

    Chegamos ao mês de celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente atravessados pela urgência climática. Entre 2023 e 2024, só no Brasil, acompanhamos uma dura sequência de eventos impactantes pela proporção e devastação, além da alta frequência em ocorrências. Chuvas no litoral de São Paulo, seca no Amazonas, enchentes no Recife e, agora, a tragédia no Rio Grande do Sul. Todos representam o que cientistas sempre alertaram: eventos climáticos, cada vez de maiores proporções, serão ainda mais frequentes.
    Mesmo que tais avisos não sejam recentes, é inegável que estão se materializando para toda a sociedade. Especialmente, com o apoio dos meios de comunicação dispostos a noticiar o assunto com a atenção e cuidado que merece. [...] Se nos meios de comunicação o tema está em prioridade na pauta do dia, as análises de mercado também apontam para um mesmo caminho, sob o ponto de vista do consumidor. Uma pesquisa disponibilizada na Gente, plataforma de conhecimento e insights da Globo, aponta que a ansiedade climática figura em primeiro lugar dentre os temas capazes de impactar nas decisões de consumo e no comportamento da população em 2024. 
    Boa parte da percepção sobre esse tema no Brasil vem de experiências com ondas de calor, chuvas intensas e desastres naturais. Aproximadamente 79% dos brasileiros declararam que sentem os impactos severos de mudanças no clima onde vivem; e 85% acreditam que os efeitos das mudanças climáticas no país serão ainda piores nos próximos 10 anos. Este índice está bem acima da média global, que é de 71% e só foi superado pelos entrevistados na Coreia do Sul (88%). Essa angústia coletiva é plenamente justificada quando nos deparamos com a informação de que 2.797 municípios brasileiros decretaram estado de emergência ou de calamidade por causa de desastres naturais e fenômenos climáticos extremos no último ano, de acordo com a Defesa Civil Nacional.
    “A sensação de impotência e frustração surge com a ação insuficiente dos poderes e a falta de consciência em outros setores da população”, disse a psicoterapeuta britânica Caroline Hickman ao explicar a ansiedade climática ou ecoansiedade.
    Então fica uma provocação: nos falta consciência ou tal ansiedade tem gerado uma inércia limitante? Quando vamos ter um Dia Mundial do Meio Ambiente menos dramático e com avanços concretos nessa pauta? 
    Em tempos em que o Planeta Terra já fecha a conta no ‘cheque especial’ – a demanda da humanidade por recursos naturais supera a capacidade do planeta de produzir ou renovar esses recursos ao longo de um ano – há uma necessidade urgente de se encarar os riscos associados ao clima. Mas, acima de tudo, precisamos nos cobrar uma postura de resiliência que perpassará toda a sociedade, da iniciativa pública à privada, do individual ao coletivo.
     Entendo que é preciso redobrar a nossa capacidade de se antecipar e lidar com impactos causados pelas mudanças climáticas de maneira oportuna e eficiente. Precisamos construir estruturas e sistemas sustentáveis, flexíveis e duráveis, com a ajuda de colegas, parceiros e outras lideranças. E uma autoanálise, urgente e permanente, se estamos fazendo o suficiente para lidar com o que o aquecimento global representa.
    A ansiedade climática, aqui, é encarada como um motor para a transformação dessa realidade que assusta e acomete, principalmente, os mais vulneráveis. Cabe a nós, sociedade e empresas, estarmos dispostos a promover mudanças num movimento que chegue a todos, de forma democrática, justa e eficaz. E no timing da urgência que nos tem sido exposta, diariamente. 


* Maurício Gonzalez é Diretor do Centro de Serviços Compartilhados da Globo (Adaptadohttps://umsoplaneta.globo.com) 
O título do texto é introduzido por conectivo que estabelece relação de sentido de 
Alternativas
Q3379790 Português
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Para que a ansiedade climática não seja paralisante

Por * Maurício Gonzalez

05/06/2024

    Chegamos ao mês de celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente atravessados pela urgência climática. Entre 2023 e 2024, só no Brasil, acompanhamos uma dura sequência de eventos impactantes pela proporção e devastação, além da alta frequência em ocorrências. Chuvas no litoral de São Paulo, seca no Amazonas, enchentes no Recife e, agora, a tragédia no Rio Grande do Sul. Todos representam o que cientistas sempre alertaram: eventos climáticos, cada vez de maiores proporções, serão ainda mais frequentes.
    Mesmo que tais avisos não sejam recentes, é inegável que estão se materializando para toda a sociedade. Especialmente, com o apoio dos meios de comunicação dispostos a noticiar o assunto com a atenção e cuidado que merece. [...] Se nos meios de comunicação o tema está em prioridade na pauta do dia, as análises de mercado também apontam para um mesmo caminho, sob o ponto de vista do consumidor. Uma pesquisa disponibilizada na Gente, plataforma de conhecimento e insights da Globo, aponta que a ansiedade climática figura em primeiro lugar dentre os temas capazes de impactar nas decisões de consumo e no comportamento da população em 2024. 
    Boa parte da percepção sobre esse tema no Brasil vem de experiências com ondas de calor, chuvas intensas e desastres naturais. Aproximadamente 79% dos brasileiros declararam que sentem os impactos severos de mudanças no clima onde vivem; e 85% acreditam que os efeitos das mudanças climáticas no país serão ainda piores nos próximos 10 anos. Este índice está bem acima da média global, que é de 71% e só foi superado pelos entrevistados na Coreia do Sul (88%). Essa angústia coletiva é plenamente justificada quando nos deparamos com a informação de que 2.797 municípios brasileiros decretaram estado de emergência ou de calamidade por causa de desastres naturais e fenômenos climáticos extremos no último ano, de acordo com a Defesa Civil Nacional.
    “A sensação de impotência e frustração surge com a ação insuficiente dos poderes e a falta de consciência em outros setores da população”, disse a psicoterapeuta britânica Caroline Hickman ao explicar a ansiedade climática ou ecoansiedade.
    Então fica uma provocação: nos falta consciência ou tal ansiedade tem gerado uma inércia limitante? Quando vamos ter um Dia Mundial do Meio Ambiente menos dramático e com avanços concretos nessa pauta? 
    Em tempos em que o Planeta Terra já fecha a conta no ‘cheque especial’ – a demanda da humanidade por recursos naturais supera a capacidade do planeta de produzir ou renovar esses recursos ao longo de um ano – há uma necessidade urgente de se encarar os riscos associados ao clima. Mas, acima de tudo, precisamos nos cobrar uma postura de resiliência que perpassará toda a sociedade, da iniciativa pública à privada, do individual ao coletivo.
     Entendo que é preciso redobrar a nossa capacidade de se antecipar e lidar com impactos causados pelas mudanças climáticas de maneira oportuna e eficiente. Precisamos construir estruturas e sistemas sustentáveis, flexíveis e duráveis, com a ajuda de colegas, parceiros e outras lideranças. E uma autoanálise, urgente e permanente, se estamos fazendo o suficiente para lidar com o que o aquecimento global representa.
    A ansiedade climática, aqui, é encarada como um motor para a transformação dessa realidade que assusta e acomete, principalmente, os mais vulneráveis. Cabe a nós, sociedade e empresas, estarmos dispostos a promover mudanças num movimento que chegue a todos, de forma democrática, justa e eficaz. E no timing da urgência que nos tem sido exposta, diariamente. 


* Maurício Gonzalez é Diretor do Centro de Serviços Compartilhados da Globo (Adaptadohttps://umsoplaneta.globo.com) 
Predomina, no texto, a tipologia:  
Alternativas
Q3379789 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Para que a ansiedade climática não seja paralisante

Por * Maurício Gonzalez

05/06/2024

    Chegamos ao mês de celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente atravessados pela urgência climática. Entre 2023 e 2024, só no Brasil, acompanhamos uma dura sequência de eventos impactantes pela proporção e devastação, além da alta frequência em ocorrências. Chuvas no litoral de São Paulo, seca no Amazonas, enchentes no Recife e, agora, a tragédia no Rio Grande do Sul. Todos representam o que cientistas sempre alertaram: eventos climáticos, cada vez de maiores proporções, serão ainda mais frequentes.
    Mesmo que tais avisos não sejam recentes, é inegável que estão se materializando para toda a sociedade. Especialmente, com o apoio dos meios de comunicação dispostos a noticiar o assunto com a atenção e cuidado que merece. [...] Se nos meios de comunicação o tema está em prioridade na pauta do dia, as análises de mercado também apontam para um mesmo caminho, sob o ponto de vista do consumidor. Uma pesquisa disponibilizada na Gente, plataforma de conhecimento e insights da Globo, aponta que a ansiedade climática figura em primeiro lugar dentre os temas capazes de impactar nas decisões de consumo e no comportamento da população em 2024. 
    Boa parte da percepção sobre esse tema no Brasil vem de experiências com ondas de calor, chuvas intensas e desastres naturais. Aproximadamente 79% dos brasileiros declararam que sentem os impactos severos de mudanças no clima onde vivem; e 85% acreditam que os efeitos das mudanças climáticas no país serão ainda piores nos próximos 10 anos. Este índice está bem acima da média global, que é de 71% e só foi superado pelos entrevistados na Coreia do Sul (88%). Essa angústia coletiva é plenamente justificada quando nos deparamos com a informação de que 2.797 municípios brasileiros decretaram estado de emergência ou de calamidade por causa de desastres naturais e fenômenos climáticos extremos no último ano, de acordo com a Defesa Civil Nacional.
    “A sensação de impotência e frustração surge com a ação insuficiente dos poderes e a falta de consciência em outros setores da população”, disse a psicoterapeuta britânica Caroline Hickman ao explicar a ansiedade climática ou ecoansiedade.
    Então fica uma provocação: nos falta consciência ou tal ansiedade tem gerado uma inércia limitante? Quando vamos ter um Dia Mundial do Meio Ambiente menos dramático e com avanços concretos nessa pauta? 
    Em tempos em que o Planeta Terra já fecha a conta no ‘cheque especial’ – a demanda da humanidade por recursos naturais supera a capacidade do planeta de produzir ou renovar esses recursos ao longo de um ano – há uma necessidade urgente de se encarar os riscos associados ao clima. Mas, acima de tudo, precisamos nos cobrar uma postura de resiliência que perpassará toda a sociedade, da iniciativa pública à privada, do individual ao coletivo.
     Entendo que é preciso redobrar a nossa capacidade de se antecipar e lidar com impactos causados pelas mudanças climáticas de maneira oportuna e eficiente. Precisamos construir estruturas e sistemas sustentáveis, flexíveis e duráveis, com a ajuda de colegas, parceiros e outras lideranças. E uma autoanálise, urgente e permanente, se estamos fazendo o suficiente para lidar com o que o aquecimento global representa.
    A ansiedade climática, aqui, é encarada como um motor para a transformação dessa realidade que assusta e acomete, principalmente, os mais vulneráveis. Cabe a nós, sociedade e empresas, estarmos dispostos a promover mudanças num movimento que chegue a todos, de forma democrática, justa e eficaz. E no timing da urgência que nos tem sido exposta, diariamente. 


* Maurício Gonzalez é Diretor do Centro de Serviços Compartilhados da Globo (Adaptadohttps://umsoplaneta.globo.com) 
Analise as afirmativas a seguir.

I- A ansiedade climática é uma condição que impede atitudes preventivas e sustentáveis.
II- O aquecimento global representa uma das consequências das mudanças climáticas.
III- A maioria dos brasileiros estão pessimistas quanto ao futuro climático.

De acordo com o texto, está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): 
Alternativas
Q3379658 Português
QUESTÃO 30 Estamos diante de um novo “encantamento do mundo”, no qual o discurso e a retórica são o princípio e o fim. Esse imperativo e essa onipresença da informação são insidiosos, já que a informação atual tem dois rostos, um pelo qual ela busca instruir, e um outro, pelo qual ela busca convencer. Esse é o trabalho da publicidade. Se a informação tem, hoje, essas duas caras, a cara do convencer se torna muito mais presente, na medida em que a publicidade se transformou em algo que antecipa a produção. Brigando pela sobrevivência e hegemonia, em função da competitividade, as empresas não podem existir sem publicidade, que se tornou o nervo do comércio. 
SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 29ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2019 

A consequência evidenciada no texto reflete na:
Alternativas
Q3379625 Português
Ferramentas cortantes devem estar sempre afiadas pois o trabalho de corte com as ferramentas adequadas exige _______ esforço e, consequentemente, causa _______ acidentes provocados pela força exagerada. Preenche corretamente as lacunas, respectivamente:
Alternativas
Q3379354 Português

Enquanto o homem chega em casa à procura do seu canto, a mulher chega em casa e corre por todos os cantos. Ao observar a cena, a criança aprende que o pai fica sentado no seu "trono", ao passo que a mãe se movimenta por toda a casa. Embora não entenda essa divisão de tarefas, o filho registra o modo como tudo ocorre. Querendo identificar-se com o pai, pode copiar o comportamento dele. Portanto, a mãe terá de correr por ele também. Ao ficar sentada na sala, aparentemente sem fazer nada, é bem provável que a criança esteja adotando a atitude paterna. Então, nada mais natural que esperar que os outros venham atendê-la, oferecer-lhe cafezinho, chamá-la para o jantar.


Fonte: Tiba, Içami. Disciplina, limite na medida certa. São Paulo: Editora Gente, 1996.


Identifique a alternativa que concorde com o disposto no texto:

Alternativas
Q3379346 Português

Observe abaixo a charge:


                                q_21 monitor.png (377×348)

O que é possível avaliar diante da observação da charge sobre a evolução do aprendizado? Marque a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3379246 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Algoritmos: o que são, para que servem e quem os inventou?

Os algoritmos se tornaram parte integrante de nossas vidas. Dos aplicativos de mídia social à Netflix, os algoritmos aprendem suas preferências e priorizam o conteúdo que lhe é mostrado. Mais de 1.000 anos antes da Internet e dos aplicativos de smartphones, o cientista e polímata persa Muhammad ibn Mūsā alKhwārizmī inventou o conceito de algoritmos. A própria palavra vem da versão latinizada de seu nome, “algorithmi”. E, como você pode suspeitar, ela também está relacionada à álgebra.

Em grande parte perdido no tempo

Al-Khwārizmī viveu de 780 a 850 d.C., durante a Era de Ouro Islâmica. Muitas de suas obras originais em árabe se perderam no tempo. Ele viveu durante o Califado Abássida, que foi uma época de notável progresso científico no Império Islâmico. Al-Khwārizmī fez importantes contribuições para a matemática, geografia, astronomia e trigonometria. Ele era um estudioso da Casa da Sabedoria (Bayt al-Hikmah) em Bagdá. Nesse centro intelectual, os estudiosos traduziam o conhecimento de todo o mundo para o árabe, sintetizando-o para fazer progressos significativos em uma série de disciplinas.

O pai da álgebra

Al-Khwārizmī era um polímata e um homem religioso. Um dos principais projetos que os matemáticos islâmicos empreenderam na Casa da Sabedoria foi desenvolver a álgebra. Por volta de 830 d.C., o califa al-Ma’mun incentivou al-Khwārizmī a escrever um tratado sobre álgebra, Al-Jabr (ou The Compendious Book on Calculation by Completion and Balancing). Essa se tornou sua obra mais importante. Sua obra foi concebida para ser uma ferramenta prática de ensino. Sua tradução latina foi a base dos livros didáticos de álgebra nas universidades europeias até o século XVI.

Avô da ciência da computação

Os escritos matemáticos de Al-Khwārizmī introduziram os numerais hindu-arábicos para os matemáticos ocidentais, os dez símbolos que todos nós usamos hoje. Esse é o sistema numérico que sustenta a moderna tecnologia de computação. A arte de Al-Khwārizmī de calcular problemas matemáticos estabeleceu a base para o conceito de algoritmos. Ele forneceu as primeiras explicações detalhadas sobre o uso da notação decimal para realizar as quatro operações básicas (adição, subtração, multiplicação, divisão) e calcular frações. Para resolver uma equação matemática, alKhwārizmī percorria sistematicamente uma sequência de etapas para encontrar a resposta. Esse é o conceito subjacente de um algoritmo. ‘Algorismo’, um termo latino medieval nomeado em homenagem a al-Khwārizmī, refere-se às regras para a execução da aritmética usando o sistema numérico hinduarábico. No início do século XX, a palavra ‘algoritmo’ chegou à sua definição atual e ao seu uso: “um procedimento para resolver um problema matemático em um número finito de etapas; um procedimento passo a passo para resolver um problema”.

Na próxima vez que usar qualquer tecnologia digital, lembre-se de que nada disso seria possível sem o trabalho pioneiro de um antigo polímata persa.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/notici a/2024/05/algoritmos-o-que-sao-para-queservem-e-quem-os-inventou.ghtml
Segundo a reportagem, os escritos matemáticos de Muhammad ibn Mūsā alKhwārizmī:
Alternativas
Q3379096 Português
Considere a sentença: “Fez questão de expressar seu inexorável desprezo pelo rapaz.” O significado da palavra “inexorável” é o mesmo de:
Alternativas
Q3378839 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A tecnologia na educação e os desafios da docência


    A educação reflete as necessidades culturais e históricas de um contexto. Assim, tal dinamicidade exige do profissional novas posturas, por isso, discutir sobre a educação moderna, sobretudo, após a crise pandêmica, é importante. Com o advento da pandemia da Covid-19, causada pelo vírus SARS-COV-2, todo o processo que compõe a educação escolar (planejamento, docentes, recursos pedagógicos, alunos, pais e suas relações interpessoais, etc.) precisou se reinventar, principalmente, porque o uso da tecnologia foi intensificado e o distanciamento da escola necessário. Desse modo, o acelerado uso de ferramentas digitais e a adequação das unidades de ensino para a oferta de uma educação renovada e coerente com o novo modelo de aluno, pós-pandemia, exigiu um ajustamento do professor.


    As práticas docentes, para atender os estudantes em uma perspectiva moderna, apresentam-se como desafio para o modelo de educação exigida, visto que a prática cotidiana não é suficiente, pois o uso da tecnologia requer domínio e formação prévia. No entanto, se de um lado, identifica-se no Brasil, segundo o Instituto Claro, em pesquisa realizada com 1865 docentes entre outubro de 2021 e maio de 2022, que 59% dos docentes ressaltaram que a falta de um curso específico dificultava o uso das tecnologias em atividades educacionais, por outro, simultaneamente, observa-se a necessidade de formar estudantes capazes de serem líderes de sua produção do saber.


    A concepção moderna requer o uso de recursos e de metodologias que protagonizam o discente em seu próprio processo de ensino e aprendizagem, neste sentido, as Metodologias Ativas tornam-se importante ferramenta para fomentar uma educação transformadora, como aponta Paulo Freire, determinante na formação de um estudante autônomo, crítico e consciente.


    Diante do exposto, porém, entende-se que a educação, na modernidade, não se finda na mera mudança de uma metodologia e no aprender a lidar com as tecnologias. Tal justificativa está no dualismo em que se encontra a finalidade e os resultados da prática educativa. À vista disso, ao tempo que precisamos preparar os estudantes para o mercado de trabalho, com objetivo de alimentar o sistema capitalista, que na perspectiva marxista é excludente e elitista, é preciso atentar-se ao objetivo supremo de promover uma formação humana livre, autônoma e inclusiva.


    Então, ter condições de harmonizar essas duas vertentes de finalidades educacionais na atualidade pode ser o maior desafio da educação, e, portanto, exige muita discussão, reflexão e pesquisa. Ainda assim, certo é, que tanto preparar o indivíduo para o mercado de trabalho é essencial à sua sobrevivência quanto torná-lo capaz de agir com autonomia e liberdade é determinante para a formação de uma sociedade mais justa e equitativa.


(Vilma Aurea Rodrigues, Professora universitária do Centro Universitário UniFG. Suélen de Oliveira, Coordenadora e professora dos cursos de Saúde e do Centro Universitário UniFG. Disponível em:https://www.centrouniversitariounifg.edu.br/noticias/opiniao-a-tecnologia-na-educacao-e-os-desafios-dadocencia/. Acesso em: 28/04/2023. Adaptado.)

 
Pode-se afirmar que o texto tem como principal objetivo:
Alternativas
Q3378838 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A tecnologia na educação e os desafios da docência


    A educação reflete as necessidades culturais e históricas de um contexto. Assim, tal dinamicidade exige do profissional novas posturas, por isso, discutir sobre a educação moderna, sobretudo, após a crise pandêmica, é importante. Com o advento da pandemia da Covid-19, causada pelo vírus SARS-COV-2, todo o processo que compõe a educação escolar (planejamento, docentes, recursos pedagógicos, alunos, pais e suas relações interpessoais, etc.) precisou se reinventar, principalmente, porque o uso da tecnologia foi intensificado e o distanciamento da escola necessário. Desse modo, o acelerado uso de ferramentas digitais e a adequação das unidades de ensino para a oferta de uma educação renovada e coerente com o novo modelo de aluno, pós-pandemia, exigiu um ajustamento do professor.


    As práticas docentes, para atender os estudantes em uma perspectiva moderna, apresentam-se como desafio para o modelo de educação exigida, visto que a prática cotidiana não é suficiente, pois o uso da tecnologia requer domínio e formação prévia. No entanto, se de um lado, identifica-se no Brasil, segundo o Instituto Claro, em pesquisa realizada com 1865 docentes entre outubro de 2021 e maio de 2022, que 59% dos docentes ressaltaram que a falta de um curso específico dificultava o uso das tecnologias em atividades educacionais, por outro, simultaneamente, observa-se a necessidade de formar estudantes capazes de serem líderes de sua produção do saber.


    A concepção moderna requer o uso de recursos e de metodologias que protagonizam o discente em seu próprio processo de ensino e aprendizagem, neste sentido, as Metodologias Ativas tornam-se importante ferramenta para fomentar uma educação transformadora, como aponta Paulo Freire, determinante na formação de um estudante autônomo, crítico e consciente.


    Diante do exposto, porém, entende-se que a educação, na modernidade, não se finda na mera mudança de uma metodologia e no aprender a lidar com as tecnologias. Tal justificativa está no dualismo em que se encontra a finalidade e os resultados da prática educativa. À vista disso, ao tempo que precisamos preparar os estudantes para o mercado de trabalho, com objetivo de alimentar o sistema capitalista, que na perspectiva marxista é excludente e elitista, é preciso atentar-se ao objetivo supremo de promover uma formação humana livre, autônoma e inclusiva.


    Então, ter condições de harmonizar essas duas vertentes de finalidades educacionais na atualidade pode ser o maior desafio da educação, e, portanto, exige muita discussão, reflexão e pesquisa. Ainda assim, certo é, que tanto preparar o indivíduo para o mercado de trabalho é essencial à sua sobrevivência quanto torná-lo capaz de agir com autonomia e liberdade é determinante para a formação de uma sociedade mais justa e equitativa.


(Vilma Aurea Rodrigues, Professora universitária do Centro Universitário UniFG. Suélen de Oliveira, Coordenadora e professora dos cursos de Saúde e do Centro Universitário UniFG. Disponível em:https://www.centrouniversitariounifg.edu.br/noticias/opiniao-a-tecnologia-na-educacao-e-os-desafios-dadocencia/. Acesso em: 28/04/2023. Adaptado.)

 
Assim, tal dinamicidade exige do profissional novas posturas, por isso, discutir sobre a educação moderna, sobretudo, após a crise pandêmica, é importante.” (1º§) Considerando o emprego dos mecanismos de referenciação e coesão textual, pode-se afirmar a partir dos elementos destacados anteriormente que:
Alternativas
Q3378836 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


A tecnologia na educação e os desafios da docência


    A educação reflete as necessidades culturais e históricas de um contexto. Assim, tal dinamicidade exige do profissional novas posturas, por isso, discutir sobre a educação moderna, sobretudo, após a crise pandêmica, é importante. Com o advento da pandemia da Covid-19, causada pelo vírus SARS-COV-2, todo o processo que compõe a educação escolar (planejamento, docentes, recursos pedagógicos, alunos, pais e suas relações interpessoais, etc.) precisou se reinventar, principalmente, porque o uso da tecnologia foi intensificado e o distanciamento da escola necessário. Desse modo, o acelerado uso de ferramentas digitais e a adequação das unidades de ensino para a oferta de uma educação renovada e coerente com o novo modelo de aluno, pós-pandemia, exigiu um ajustamento do professor.


    As práticas docentes, para atender os estudantes em uma perspectiva moderna, apresentam-se como desafio para o modelo de educação exigida, visto que a prática cotidiana não é suficiente, pois o uso da tecnologia requer domínio e formação prévia. No entanto, se de um lado, identifica-se no Brasil, segundo o Instituto Claro, em pesquisa realizada com 1865 docentes entre outubro de 2021 e maio de 2022, que 59% dos docentes ressaltaram que a falta de um curso específico dificultava o uso das tecnologias em atividades educacionais, por outro, simultaneamente, observa-se a necessidade de formar estudantes capazes de serem líderes de sua produção do saber.


    A concepção moderna requer o uso de recursos e de metodologias que protagonizam o discente em seu próprio processo de ensino e aprendizagem, neste sentido, as Metodologias Ativas tornam-se importante ferramenta para fomentar uma educação transformadora, como aponta Paulo Freire, determinante na formação de um estudante autônomo, crítico e consciente.


    Diante do exposto, porém, entende-se que a educação, na modernidade, não se finda na mera mudança de uma metodologia e no aprender a lidar com as tecnologias. Tal justificativa está no dualismo em que se encontra a finalidade e os resultados da prática educativa. À vista disso, ao tempo que precisamos preparar os estudantes para o mercado de trabalho, com objetivo de alimentar o sistema capitalista, que na perspectiva marxista é excludente e elitista, é preciso atentar-se ao objetivo supremo de promover uma formação humana livre, autônoma e inclusiva.


    Então, ter condições de harmonizar essas duas vertentes de finalidades educacionais na atualidade pode ser o maior desafio da educação, e, portanto, exige muita discussão, reflexão e pesquisa. Ainda assim, certo é, que tanto preparar o indivíduo para o mercado de trabalho é essencial à sua sobrevivência quanto torná-lo capaz de agir com autonomia e liberdade é determinante para a formação de uma sociedade mais justa e equitativa.


(Vilma Aurea Rodrigues, Professora universitária do Centro Universitário UniFG. Suélen de Oliveira, Coordenadora e professora dos cursos de Saúde e do Centro Universitário UniFG. Disponível em:https://www.centrouniversitariounifg.edu.br/noticias/opiniao-a-tecnologia-na-educacao-e-os-desafios-dadocencia/. Acesso em: 28/04/2023. Adaptado.)

 
Com base na estrutura e nas informações do texto, indique a afirmativa correta.
Alternativas
Q3378798 Português
Analise as letras das duas músicas a seguir, compostas por Pe. Fábio de Melo.


Q33.png (646×565)
(Disponível em: https://www.letras.mus.br. Acesso em: fevereiro de 2024.)

As letras das músicas apresentam abordagens: 
Alternativas
Respostas
22161: D
22162: B
22163: D
22164: D
22165: D
22166: C
22167: B
22168: A
22169: D
22170: D
22171: B
22172: C
22173: B
22174: D
22175: C
22176: B
22177: D
22178: D
22179: D
22180: D