Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Mas a conquista dessa oportunidade é só o primeiro obstáculo a ser superado. Após a matrícula, surgem outros, baseados em diferenças sociais. O suicídio de um bolsista que havia contado sofrer discriminação numa escola paulistana, em agosto, acendeu o debate sobre o tema.
A Folha ouviu relatos em outras escolas que incluem desde manifestações indiretas de preconceito até as mais explícitas.
Alunos que não pagam mensalidade apontam limitações na socialização, como não serem convidados para festas ou terem sua vestimenta criticada. O problema se agrava com piadas e apelidos discriminatórios sobre a situação econômica dos bolsistas, e até sobre raça e sexualidade.
Além do bullying, presencial e online, há reclamações sobre a estrutura de ensino.
Algumas instituições ofertam aulas apenas à noite para os bolsistas – que não podem entrar na escola antes do horário das aulas – ou em prédios separados. Uma aluna contou que até competições esportivas eram separadas entre os que pagavam e os que não pagavam mensalidade. [...]
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/09/preconceito-contra-bolsistas-vem-a-tona.shtml. Acesso em: 09 set. 2024.
Com base nas características do gênero discursivo, a sequência textual que predomina no texto apresentado é
"Ah, só podia ser o nosso Gabo!", "Nossa, amo Gabriel García Márquez", "Quanta sensibilidade, perfeito!", "Só mesmo a literatura pra nos trazer tanta verdade humana" são alguns dos comentários que o texto vem suscitando.
Até aí, podia ser uma história bonita: as reflexões de um grande escritor morto sobre o amor continuam a comover leitores no mundo digital, tirando-os do embotamento do dia a dia. Não é inspirador?
Mais do que isso, uma prova de que, mesmo enamorada outra vez do fascismo e à beira de uma catástrofe ambiental sem precedentes, a velha humanidade ainda nos permite ter alguma esperança, certo?
Errado. O sucesso feito por "Como fazer amor" é parte do problema e não da solução. García Márquez é tão autor dessa crônica quanto eu escrevi um romance chamado "Cem Anos de Solidão".
Como eu sei disso? Entre incontáveis razões, porque o escritor colombiano ia preferir encarar um pelotão de fuzilamento a escrever uma frase como "tocar-nos com a ternura dócil de uma carícia que se expanda docemente até morrer num abraço", pérola de pieguice que no tal diálogo tem como resposta "Ai, que lindo". [...]
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2024/09/a-era-de-ouro-do-analfabetismo-critico.shtml. Acesso em: 08 set. 2024.
No trecho negritado, e no parágrafo que se segue, o autor emprega uma estratégia argumentativa que tem como efeito principal
AS QUESTÕES SE REFEREM AO TEXTO A SEGUIR.
Sobre pizzas e vacas
Comer é uma atividade social que vai muito além de saciar o apetite e tem provocado observações nem sempre sólidas sobre o caráter dos povos
Jaime Pinsky — Historiador e escritor, professor titular aposentado da Unicamp | 05/01/2025
Fim de ano é aquele período em que a roupa começa a encolher, dizia minha mãe, rindo de suas amigas ao ouvi-las reclamar que não era justo existir um mês em que se come muito (dezembro), seguido de outro (janeiro, férias escolares) em que se coloca roupa de banho e os quilos adquiridos se revelam de modo inequívoco. Comer é uma atividade social que vai muito além de saciar o apetite e tem provocado observações nem sempre sólidas sobre o caráter dos povos. A cultura da pizza, comida encarregada de resolver o problema de grande parte dos habitantes deste planeta, é um exemplo de como uma generalização superficial pode estar equivocada. Claro, pois a pizza, ao que tudo indica, não é a melhor representação gastronômica da Itália, mesmo porque sua origem está na Índia ou no Oriente Médio, já que é nessas regiões do planeta em que o pão tem esse formato, redondo e chato, provável inspiração dos inventores da pizza.
O mais fascinante, contudo, é a hipótese de um sociólogo brasileiro, já falecido, Gabriel Bolaffi, para o qual a pizza era um produto consumido apenas no sul da península, e sua expansão pela Itália toda teve a ver com a invasão dos americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Os soldados ianques, à medida que avançavam para o norte, solicitavam aqueles discos práticos e saborosos, mas que não eram produzidos em outras regiões. Como os soldados tinham apetite, dólares e armas, donos de bares e pequenos restaurantes trataram de preparar as próprias pizzas, para alegria dos americanos. Assim, graças aos soldados estrangeiros, a pizza deixou de ser uma comida regional e tornou-se um verdadeiro símbolo nacional. Com a volta dos exércitos vencedores ao continente americano, a pizza tornou-se uma necessidade gastronômica também nos Estados Unidos, devidamente adaptada ao duvidoso gosto dos "gringos", que a devoram em pé, na rua, sem o uso de talheres, acompanhada de refrigerante em vez de vinho e preparada com queijo com sabor de plástico... Mas, de qualquer forma, baseada naquela encontrada pelos soldados em solo italiano.
O fato é que "comidas típicas" não são tão típicas assim, mas, por se apresentarem como tal, representam com dignidade, maior ou menor, seus supostos criadores. As famosas alheiras portuguesas, por exemplo, foram criadas por necessidade, não por prazer, alegria ou fome. Conta-se que o governo português, aliado da Igreja, desconfiava das pessoas que não comiam linguiça — provável indício de que mantinham clandestinamente práticas judaicas ou muçulmanas. Portugal, é importante ressaltar, estava preocupado em fazer uma espécie de "limpeza religiosa", acabando com resquícios não cristãos na sua população (século 16). E o governo morria de medo de avanços econômicos que pudessem ameaçar a estrutura de poder arcaica existente. Os judeus consumiam as alheiras e ostentavam fileiras de carne de aves e legumes temperados com alho para mostrar sua suposta adesão ao cristianismo quando, na verdade, não passavam de cristãos novos mal resolvidos, que tinham nojo da carne de porco, mas fingiam comê-la para não serem executados nas fogueiras da Inquisição e do retrógrado governo lusitano após terríveis torturas. Assim teria surgido essa linguiça sem carne de porco …
Vindo para o nosso continente, vale a pena recordar a história que o jornalista Ariel Palácios nos conta sobre a carne de vaca, símbolo gastronômico dos nossos vizinhos, em seu delicioso livro “Os argentinos”. Para início de conversa, Ariel nos lembra que a vaca não é argentina, nem sequer americana, mas foi trazida para a Argentina, via Brasil, várias décadas após a chegada de Cabral. Durante anos, os bovinos passearam sossegados entre os Andes e o Atlântico, sem que suas virtudes alimentícias fossem percebidas. Só então a vaca se tornaria um verdadeiro símbolo nacional. Segundo Palacios, os argentinos estão dispostos até a discutir se Pelé foi melhor do que Maradona, mas não admitem colocar em questão a superioridade de suas vacas. Para dizer a verdade, e que me perdoem os ótimos criadores que temos no Brasil, muitos brasileiros, como eu, concordam com eles.
PINSKY, Jaime. Sobre pizzas e vacas. Correio Braziliense, 05 de janeiro de 2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/01/7026305-sobrepizzas-e-vacas.html. Acesso em: 05 jan. 2025. Adaptado.
Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/27640/18964. Acesso em: 17 set. 2024.
No texto acima, as autoras utilizam metáforas como recursos persuasivos a demarcar, sobretudo,
Um bom texto, portanto, resulta de um processo de textualização e cumpre bem o objetivo comunicativo do gênero ao qual pertence. Um bom texto não é aquele que tem “correção gramatical e ortográfica”. Da mesma forma, não existe uma pessoa que “escreve bem”, genericamente. Pessoas produzem bem e com facilidade textos em gêneros com os quais estão familiarizadas, conforme suas necessidades comunicativas. [...]”
Disponível em: http://www.roseta.org.br/2020/08/26/a-formula-magica-para-o-texto-perfeito-so-que-nao/. Acesso em: 15 set 2024.
No excerto acima, defende-se que um bom texto
Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/automatus-analogia-de-ia-para-o-uso-responsavel/. Acesso em 29 nov. 2024.
No trecho do artigo de opinião, a Inteligência Artificial (IA) é
• Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal;
• Participe de atividades de lazer com amigos e familiares;
• Faça atividades que "fujam" à rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema;
• Evite o contato com pessoas "negativas", especialmente aquelas que reclamam do trabalho ou dos outros;
• Converse com alguém de confiança sobre o que se está sentindo;
• Faça atividades físicas regulares. Pode ser academia, caminhada, corrida, bicicleta, remo, natação etc;
• Evite consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas, porque só vai piorar a confusão mental;
• Não se automedique nem tome remédios sem prescrição médica. [...]”
Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-deburnout#:~:text=A%20S%C3%ADndrome%20de%20Burnout%20envolve,indicar%20o%20in%C3%ADcio%20da%20do en%C3%A7a. Acesso em: 15 set. 2024.
O texto traz uma lista de sugestões a partir das quais conclui-se que
MAYER, Bel Santos. “Unindo o discurso à prática: não basta ser antirracista. É preciso ler o que as autoras e autores negros escrevem.” In: Na Ponta do Lápis, Ano XVIII, n. 39, Novembro 2022, p. 37.
No texto,
L.A. - ( ) inclusive eu comecei a: ler uma tese dele né?... eu parei na metade ainda... na metade não bem no iniciozinho eu me lembro que ele fala de um processo: ( )...
Disponível em: https://fale.ufal.br/projeto/nurcdigital/pdf/nurc-re-v2.pdf. Acesso em: 16 set. 2024.
O texto acima é uma transcrição de um diálogo oral em uma aula entre Inf. e L.A. Os termos sublinhados
O aumento no número de focos se deu no bioma Cerrado, que ultrapassou a Amazônia nas frentes de fogo e registrou 2.489 focos ontem (9) e hoje
Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 5.132 focos de incêndio, concentrando 75.9% das áreas afetadas pelo fogo em toda a América do Sul, informa o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O aumento no número de focos se deu no bioma Cerrado, que ultrapassou a Amazônia nas frentes de fogo e registrou 2.489 focos ontem (9) e hoje. [...].
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/ Acesso em 14 set. 2024..
O título e as primeiras linhas da notícia indicam relação com o gênero notícia ao
Disponível em: https://www.comciencia.br/saude-mental-na-esfera-digital/. Acesso em: 14 set. 2024.
No texto acima, o termo exemplos, em negrito, explica o trecho
Modo Avião
Por Pedro Guerra


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2024/12/modoaviao-cm4mwzdin019r0126jgaqd169.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. “A história da passageira que se recusou a oferecer o assento”.
II. “A comparação de seguidores de uma subcelebridade cuja fama é passageira”.
Sobre os trechos acima, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A palavra “passageira” foi empregada com sentido diferente nas duas situações.
( ) Na situação I, a palavra significa algo que dura pouco, e na II, refere-se à pessoa que utiliza um meio de transporte.
( ) Na situação I, a palavra é um substantivo, e na II, um adjetivo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Modo Avião
Por Pedro Guerra


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2024/12/modoaviao-cm4mwzdin019r0126jgaqd169.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise a charge, as asserções a seguir e a relação proposta entre elas e o texto-base desta prova.

I. O texto critica o fato de uma moça ter se tornado celebridade por se negar a ceder seu assento para uma criança.
PORÉM
II.A charge mostra que a criança pode ter problemas psicológicos no futuro por não poder realizar um desejo simples: pilotar um avião.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Modo Avião
Por Pedro Guerra


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2024/12/modoaviao-cm4mwzdin019r0126jgaqd169.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. O autor apresenta uma crítica ao fato de que hoje tudo parece ser feito para durar pouco.
II. O autor acredita que, de fato, a moça do avião foi uma heroína e merece ser famosa por sua sólida carreira como influencer.
III. Para o autor, a atriz Fernanda Montenegro é um exemplo de subcelebridade que ganhou fama instantaneamente.
Quais estão corretas?
Qual a principal ideia expressa pelo trecho acima?