Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3542764 Português
Texto CB1A1

        Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente.

        Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas.

Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca. 

        O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada.

Fábio Túlio Filgueiras Nogueira. O tribunal de contas contemporâneo, o processo de transformação e a pandemia. In: Edilberto Carlos Pontes Lima (coord.). Os tribunais de contas, a pandemia e o futuro do controle. Belo Horizonte: Fórum, 2021, p. 245-254 (com adaptações)

Julgue o item a seguir, referente a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB1A1.


No trecho “já não é mais a mesma pessoa” (terceiro período do primeiro parágrafo), a omissão da palavra “já” — não é mais a mesma pessoa — ou da palavra “mais” — já não é a mesma pessoa — não prejudicaria a coerência das ideias do texto. 

Alternativas
Q3542760 Português
Texto CB1A1

        Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente.

        Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas.

Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca. 

        O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada.

Fábio Túlio Filgueiras Nogueira. O tribunal de contas contemporâneo, o processo de transformação e a pandemia. In: Edilberto Carlos Pontes Lima (coord.). Os tribunais de contas, a pandemia e o futuro do controle. Belo Horizonte: Fórum, 2021, p. 245-254 (com adaptações)

Com base nas ideias do texto CB1A1, julgue o item que se segue.


Conclui-se do último período do texto que a sensação de medo é inócua em relação à ocorrência de fatos que estão fora do controle do indivíduo. 

Alternativas
Q3542759 Português
Texto CB1A1

        Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente.

        Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas.

Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca. 

        O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada.

Fábio Túlio Filgueiras Nogueira. O tribunal de contas contemporâneo, o processo de transformação e a pandemia. In: Edilberto Carlos Pontes Lima (coord.). Os tribunais de contas, a pandemia e o futuro do controle. Belo Horizonte: Fórum, 2021, p. 245-254 (com adaptações)

Com base nas ideias do texto CB1A1, julgue o item que se segue.


O paradoxo mencionado no parágrafo final do texto está no fato de, por um lado, a marcha da mudança nunca ser contida, e, por outro, ela quase paralisar o paciente da mutação.  

Alternativas
Q3542758 Português
Texto CB1A1

        Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente.

        Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas.

Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca. 

        O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada.

Fábio Túlio Filgueiras Nogueira. O tribunal de contas contemporâneo, o processo de transformação e a pandemia. In: Edilberto Carlos Pontes Lima (coord.). Os tribunais de contas, a pandemia e o futuro do controle. Belo Horizonte: Fórum, 2021, p. 245-254 (com adaptações)

Com base nas ideias do texto CB1A1, julgue o item que se segue.


Infere-se do primeiro parágrafo que atualmente há maior diversidade de estilos e modelos que na década de 1970. 

Alternativas
Q3542757 Português
Texto CB1A1

        Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente.

        Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas.

Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca. 

        O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada.

Fábio Túlio Filgueiras Nogueira. O tribunal de contas contemporâneo, o processo de transformação e a pandemia. In: Edilberto Carlos Pontes Lima (coord.). Os tribunais de contas, a pandemia e o futuro do controle. Belo Horizonte: Fórum, 2021, p. 245-254 (com adaptações)

Com base nas ideias do texto CB1A1, julgue o item que se segue.


De acordo com o texto, uma das transformações político-sociais verificadas na segunda metade da década de 1970 diz respeito aos padrões da moda.

Alternativas
Q3542756 Português
Texto CB1A1

        Em pleno momento de grandes transformações político-sociais, na segunda metade da década de 1970, quando já havia inclinações para a volta da democracia, o cantor e compositor Belchior anunciava que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”. Os padrões de hoje já nos estabelecem estilos e modelos diversos daqueles que um dia adotamos como referência. Definitivamente, aquele que envergou a vestimenta outrora usada já não é mais a mesma pessoa e qualquer tipo de tentativa de reutilizá-la passará, necessariamente, pela realização de ajustes que se amoldem ao instante presente.

        Velhos hábitos incorporados à nossa rotina devem, periodicamente, ser revisitados, a fim de que se tornem compatíveis com a realidade e a concretude do presente. Se, antes, a vasta cabeleira podia ser repartida ao meio, dando a quem a ostentava ares despojados e joviais, no tempo atual, para muitos, a escassez capilar obriga a adaptar o penteado. Nada adianta ficar de mal com a superfície que a imagem reflete. De qualquer forma, nada ou ninguém passa incólume pela ação do tempo, sem experimentar transformações de todas as naturezas.

Mudar é verbo que se conjuga em perfeita sintonia com viver e, essencialmente, compõe rima exata com adaptar. Ao descrever a teoria da evolução, Charles Darwin assentou que a sobrevivência não é assegurada pelo emprego da força, mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca. 

        O contexto estampado veicula um paradoxo. Se, por um lado, a marcha da mudança é via que não admite retorno, permitindo apenas momentos de variações rítmicas dos passos, mas sem nunca ser contida, por outro, ela aterroriza, chegando quase a paralisar o paciente da mutação. No entanto, não é o medo do escuro que vai impedir que a Terra gire, tampouco fará que a luz solar tome o lugar da noite pouco iluminada.

Fábio Túlio Filgueiras Nogueira. O tribunal de contas contemporâneo, o processo de transformação e a pandemia. In: Edilberto Carlos Pontes Lima (coord.). Os tribunais de contas, a pandemia e o futuro do controle. Belo Horizonte: Fórum, 2021, p. 245-254 (com adaptações)

Com base nas ideias do texto CB1A1, julgue o item que se segue.


Por meio do trecho “mas depende de mudanças adaptativas dos seres expostos às transformações constantes (paulatinas ou abruptas) do ambiente que os cerca” (terceiro parágrafo), o autor demonstra sua discordância parcial em relação à teoria darwinista da evolução.  

Alternativas
Q3542624 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Governo federal atualiza regras para ampliar contratação de mulheres em situação de violência doméstica

Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) aperfeiçoou alguns pontos da Política de Cotas para Mulheres em Situação de Violência Doméstica nas Contratações Públicas para tornar a iniciativa mais ampla e eficiente. O Decreto nº 12.516/2025 foi publicado nesta quarta-feira (18/06), no Diário Oficial da União, e trouxe algumas atualizações ao texto do Decreto nº 11.430/2023. A nova norma deixa mais claro que os 8% das vagas reservadas a mulheres em situação de violência doméstica correspondem ao percentual mínimo exigido nos contratos de serviços terceirizados dos órgãos federais, podendo ser maior, a critério do órgão contratante.

Dessa forma, as mudanças estimulam que mais mulheres em situação de violência doméstica possam ser incluídas nos contratos. A atualização no texto reforça ainda que a reserva de vagas pode ser aplicada em qualquer contrato, não se restringindo àqueles com 25 ou mais empregados, nos quais a aplicação é obrigatória. Em contratos com quantidade menor de empregados, é admitida a previsão de percentual inferior a 8%.

"O Governo federal incentiva a aplicação da política em qualquer contrato de terceirização. O propósito da nova redação é deixar isso mais claro para os órgãos e entidades parceiros", explica Cristina Mori, secretária executiva do MGI.

O foco da política está na promoção da empregabilidade e na inclusão socioeconômica de mulheres em situação de violência doméstica por meio da reserva de vagas em contratos terceirizados celebrados com a Administração Pública Federal. A política é executada com base em parcerias interfederativas, principalmente na seleção e acompanhamento das mulheres. Até o momento, 17 unidades da federação aderiram à política. Com as novas medidas, a expectativa do governo federal é ampliar o seu alcance, beneficiando um número ainda maior de mulheres em situação de violência doméstica em todo o país.

Entre as atualizações também está a adoção do Acordo de Adesão como instrumento jurídico para a implementação da política com os entes federativos, em substituição ao Acordo de Cooperação Técnica, que vinha sendo utilizado. A mudança permite mais agilidade no trâmite do processo de formalização das parcerias, o que deve contribuir para o aumento do número de estados interessados em aderir à iniciativa do governo federal.

O novo decreto reforça a proteção da privacidade e dignidade das mulheres atendidas pela política, de duas formas:

1) proíbe que as empresas exijam diretamente das mulheres documentação que comprove a sua situação de violência;

2) esclarece que apenas candidatas encaminhadas pelas unidades especializadas na gestão ou atendimento às mulheres em situação de violência podem ser selecionadas. Essas instituições são os chamados Organismos de Políticas para Mulheres (OPMs), como as Secretaria de Mulheres nos estados e municípios. "Isso previne constrangimentos e possíveis impactos emocionais negativos", complementa a secretária.

As 17 unidades da federação que já aderiram à iniciativa são Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins.


https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/junho/governo-f ederal-atualiza-regras-para-ampliar-contratacao-de-mulheres-em-situac ao-de-violencia-domestica
Os vícios de linguagem são erros ou construções inadequadas que fogem à norma-padrão da língua e comprometem a clareza da comunicação. Eles geralmente ocorrem de forma não intencional e devem ser evitados, especialmente em contextos formais ou em situações que exigem o uso correto da língua portuguesa. Com base nisso, analise as frases a seguir:

I. Cheguei na sua casa ontem à noite.
II. Eles não confirmaram-me isso.
III. A rúbrica no canto do contrato confirma que o cliente leu todas as cláusulas.
IV. Ficamos anciosos com a demora da resposta.

Quanto ao vício de linguagem presente nos trechos, identifique a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3542532 Português
No seguinte excerto adaptado do texto, “É essencial que tanto o poder público quanto as empresas de saneamento adotem estratégias de adaptação climática para enfrentar os desafios impostos pelas ameaças ambientais.”, o trecho em destaque expressa 
Alternativas
Q3541349 Português
Para o desenvolvimento de um projeto de leitura com estudantes do ensino médio, a professora de língua portuguesa definiu todos os objetivos e todas as atividades a serem aplicadas, ao longo do trabalho, com base na concepção de leitura como processo de interação. Partindo desse pressuposto, ao encerrar as atividades do projeto, a professora realizou uma avaliação diagnóstica com os estudantes participantes, por meio da qual constatou que o projeto obteve sucesso em todos os objetivos traçados. Diante disso, é correto afirmar que, ao longo da aplicação do projeto,
Alternativas
Q3541345 Português
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) Além do uso de itens gramaticais para remissão a referentes textuais, a coesão referencial pode ser obtida por meio da elipse.

( ) A metáfora é uma figura de linguagem que ocorre quando dois elementos (pessoas ou coisas) são unidos por nexo comparativo e são confrontados com o objetivo de lhes destacar as características em comum, as semelhanças, visando a um efeito expressivo.

( ) Denomina-se coerência a forma como os elementos linguísticos se interconectam na superfície textual.

( ) Em língua portuguesa, predomina a ordem direta dos termos da oração, apesar disso, inversões dos termos por motivações estilísticas podem ocorrer sem prejuízo das regras gramaticais.
Alternativas
Q3541343 Português
Texto 3

A SELVA DOS TEMPOS VERBAIS

Alessandro Boechat de Medeiro


   No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo. Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:

(1) Mario comprou uma vara de pesca.
    A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua. Sabemos das nossas aulas de português na escola que essa terminação não codifica somente o tempo passado, mas também outras coisas importantes, como a concordância com o sujeito, o aspecto e o modo, pelo menos.

   As línguas do mundo variam no que diz respeito ao que “colocam” no verbo. Por exemplo, além do tempo e do aspecto, os verbos podem carregar concordâncias de sujeito e objeto – como é o caso da língua georgiana, língua caucasiana meridional falada na Geórgia. Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc. – como é o caso da língua terena, língua aruak falada principalmente no Mato Grosso do Sul. Podem simplesmente não expressar tempo algum nem concordâncias com afixos, recorrendo, para a veiculação do tempo dos acontecimentos descritos, a advérbios ou partículas, que podem estar em outras partes da frase – como acontece com o mandarim, língua sino-tibetana falada por mais ou menos 850 milhões de pessoas na China. Contudo, grande parte das línguas estudadas pelos linguistas e antropólogos expressa alguma dimensão temporal no verbo [...].


Disponível em: https://lefufrj.wordpress.com/wpcontent/uploads/2023/12/1702995734270_ebook_noslinguistica.pdf. Acesso em: 04 de abr. de 2025. 
Analise o seguinte excerto retirado do Texto 3:
“Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:
(1) Mario comprou uma vara de pesca. A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua.”.
O excerto apresentado é centrado em qual elemento da comunicação?
Alternativas
Q3541340 Português
Texto 3

A SELVA DOS TEMPOS VERBAIS

Alessandro Boechat de Medeiro


   No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo. Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:

(1) Mario comprou uma vara de pesca.
    A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua. Sabemos das nossas aulas de português na escola que essa terminação não codifica somente o tempo passado, mas também outras coisas importantes, como a concordância com o sujeito, o aspecto e o modo, pelo menos.

   As línguas do mundo variam no que diz respeito ao que “colocam” no verbo. Por exemplo, além do tempo e do aspecto, os verbos podem carregar concordâncias de sujeito e objeto – como é o caso da língua georgiana, língua caucasiana meridional falada na Geórgia. Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc. – como é o caso da língua terena, língua aruak falada principalmente no Mato Grosso do Sul. Podem simplesmente não expressar tempo algum nem concordâncias com afixos, recorrendo, para a veiculação do tempo dos acontecimentos descritos, a advérbios ou partículas, que podem estar em outras partes da frase – como acontece com o mandarim, língua sino-tibetana falada por mais ou menos 850 milhões de pessoas na China. Contudo, grande parte das línguas estudadas pelos linguistas e antropólogos expressa alguma dimensão temporal no verbo [...].


Disponível em: https://lefufrj.wordpress.com/wpcontent/uploads/2023/12/1702995734270_ebook_noslinguistica.pdf. Acesso em: 04 de abr. de 2025. 
Qual é a figura de linguagem presente no título do Texto 3?
Alternativas
Q3541334 Português
Texto 2


O LINGUISTA LIBERTÁRIO

Carlos Fioravanti (Jornal da Unicamp)

Quem foi e como era sua primeira professora ou professor de português?

Ataliba Castilho – Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr. Era um professor muito bom, lia e estudava muito, mostrava os livros que comprava com muito entusiasmo. De vez em quando eu ia na casa dele, meu pai era eletricista e ia trocar a resistência de seu fogão elétrico. Ele me chamava e mostrava a biblioteca e os livros que tinha comprado. Ele tinha muito prazer no que ele fazia. Pensei: “Quero ser um cara assim”. Depois peguei outros professores ótimos em São Paulo, como o Theodoro Maurer, meu orientador de doutorado. Quietinho, magrinho, filho de suíços, ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.

Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?

Ataliba Castilho – Em 2004, Jarbas Mantovanini, que atuava na Fundação Roberto Marinho, apareceu na USP, apresentou o projeto do museu e disse que queria me fazer dois pedidos. O primeiro era dar ideias para o museu. O segundo era para fazer a linha do tempo sobre a história do português. Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas. Jarbas disse para chamar quem eu quisesse. Chamei Mário Viaro e Marilza de Oliveira, os dois da USP, para fazer outras partes. Jarbas me perguntou como eu queria representar a linha do tempo, se com filmes ou painéis fixos. Preferi os painéis, porque já haveria filmes do outro lado da sala. Entreguei o projeto, ele gostou: “Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”. Sabe que ele acertou na mosca? Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro. Uma colega de Minas, Maria Antonieta Cohen, ia no começo para ver o museu e depois para ver as pessoas quando chegavam no espelho. Ela me perguntou: “Por que será que elas choram?”. Fiquei pensando muito naquilo. As pessoas choravam, decerto, porque viam ali sua identidade. O que é a língua portuguesa? Sou eu, que represento agora todo esse percurso. A língua é minha identidade.


Adaptado de: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/10/06/olinguista-libertario/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Quanto ao Texto 2, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3541331 Português
Texto 2


O LINGUISTA LIBERTÁRIO

Carlos Fioravanti (Jornal da Unicamp)

Quem foi e como era sua primeira professora ou professor de português?

Ataliba Castilho – Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr. Era um professor muito bom, lia e estudava muito, mostrava os livros que comprava com muito entusiasmo. De vez em quando eu ia na casa dele, meu pai era eletricista e ia trocar a resistência de seu fogão elétrico. Ele me chamava e mostrava a biblioteca e os livros que tinha comprado. Ele tinha muito prazer no que ele fazia. Pensei: “Quero ser um cara assim”. Depois peguei outros professores ótimos em São Paulo, como o Theodoro Maurer, meu orientador de doutorado. Quietinho, magrinho, filho de suíços, ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.

Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?

Ataliba Castilho – Em 2004, Jarbas Mantovanini, que atuava na Fundação Roberto Marinho, apareceu na USP, apresentou o projeto do museu e disse que queria me fazer dois pedidos. O primeiro era dar ideias para o museu. O segundo era para fazer a linha do tempo sobre a história do português. Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas. Jarbas disse para chamar quem eu quisesse. Chamei Mário Viaro e Marilza de Oliveira, os dois da USP, para fazer outras partes. Jarbas me perguntou como eu queria representar a linha do tempo, se com filmes ou painéis fixos. Preferi os painéis, porque já haveria filmes do outro lado da sala. Entreguei o projeto, ele gostou: “Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”. Sabe que ele acertou na mosca? Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro. Uma colega de Minas, Maria Antonieta Cohen, ia no começo para ver o museu e depois para ver as pessoas quando chegavam no espelho. Ela me perguntou: “Por que será que elas choram?”. Fiquei pensando muito naquilo. As pessoas choravam, decerto, porque viam ali sua identidade. O que é a língua portuguesa? Sou eu, que represento agora todo esse percurso. A língua é minha identidade.


Adaptado de: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/10/06/olinguista-libertario/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Qual é o papel semântico desempenhado pelo termo destacado em: “[...] ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.”?
Alternativas
Q3541328 Português
Texto 1


ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana


   A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.

   Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.

   Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.

   Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.

   Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.

   A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.


Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentarna-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Em uma aula de língua portuguesa com o objetivo de levar o estudante a compreender a linguagem como instrumento que exerce funções diversas e que se manifesta na comunicação a partir de seus elementos constitutivos, o professor leu e analisou com seus estudantes o Texto 1. Uma vez que os estudantes tenham compreendido plenamente o conteúdo em questão, qual função da linguagem eles devem reconhecer como predominante nesse texto?
Alternativas
Q3541324 Português
Texto 1


ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana


   A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.

   Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.

   Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.

   Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.

   Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.

   A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.


Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentarna-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Para o professor cujo objetivo é realizar uma prática de produção textual escolar por meio dos gêneros discursivos, qual é a concepção de texto correta?
Alternativas
Q3541322 Português
Texto 1


ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana


   A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.

   Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.

   Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.

   Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.

   Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.

   A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.


Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentarna-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
No excerto “Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.”, o termo destacado é responsável pelo estabelecimento do fator de textualidade denominado
Alternativas
Q3541320 Português
Texto 1


ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana


   A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.

   Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.

   Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.

   Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.

   Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.

   A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.


Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentarna-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Durante a preparação de uma aula sobre produção de textos argumentativos, um professor se depara com o texto “Argumentar na rede”, no qual a autora descreve como a argumentação permeia as mais variadas situações de interação entre sujeitos. Partindo dessa explanação e em conformidade com a concepção de texto em uma abordagem interacionista, qual é o correto conceito de argumentação a ser utilizado na aula do professor? 
Alternativas
Q3541303 Português
A linguagem digital trouxe novas formas de produção, circulação e leitura de textos. No ciberespaço, o hipertexto se consolida como um dos principais modelos de organização textual da contemporaneidade, exigindo do leitor novas competências interpretativas e de navegação. Considerando as características do hipertexto na linguagem digital, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. O hipertexto é o texto construído eletronicamente, produto linguístico das novas tecnologias de escritura, que materializam elementos próprios da oralidade e/ou da escrita.
II. O ponto fundamental de uma boa organização hipertextual está nos chamados links ou nexos, que devem ser suficientemente significativos e organizados para promover liberdade ao leitor, sem gerar desorientação.
III. O hipertexto tem como característica principal a linearidade, visando novas formas de expressão para as quais são necessários leitores especialmente passivos.
IV. No hipertexto, há uma justaposição de três sistemas: o alfabético da escrita une-se ao pictórico e ao auditivo, criando a possibilidade de conversão para um mesmo espaço, o ciberespaço.
V. Uma característica importante do hipertexto é a iteratividade, que diz respeito à polifonia e à intertextualidade, isto é, às várias formas de recursividade a notas, citações e consultas a outros textos.
Alternativas
Q3541302 Português

Leia o Texto IV, a seguir, para responder à questão


Texto IV


Imagem associada para resolução da questão



LETRAS, Português e Cia. O gênero textual meme. Letras, Português e Cia, 28 set. 2018. Disponível em: https://letrasportuguesaecia.blogspot.com/2018/09/o-genero-textual-meme.html. Acesso em: 25 mar. 2025. 



Embora o status do meme como gênero textual ainda seja debatido entre estudiosos, é inegável que esse tipo de construção verbo-visual circula amplamente em espaços digitais e possui intencionalidade comunicativa clara, sendo capaz de mobilizar inferência e referências culturais. Com base no meme apresentado, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).



I. O meme em questão ativa o processo inferencial ao associar o desgaste físico típico de fim de semestre ao filme “À Espera de um Milagre”, atribuindo novo sentido à expressão.



II. A ausência de marcas linguísticas formais no meme apresentado compromete sua função comunicativa, tornando-o um texto de difícil apreensão em contextos educacionais.



III. O meme em questão é estruturado de forma verbo-visual, o que caracteriza sua multimodalidade, ativando no leitor múltiplas habilidades para a construção do sentido.



IV. A compreensão do meme apresentado depende, necessariamente, do reconhecimento do filme referenciado, sem o qual não há possibilidade de construção de sentido.



V. Por se tratar de um produto do humor digital, o meme não pode ser considerado uma prática discursiva relevante para a análise textual em ambientes formais de ensino.

Alternativas
Respostas
11921: C
11922: C
11923: C
11924: E
11925: E
11926: E
11927: C
11928: A
11929: B
11930: D
11931: B
11932: D
11933: D
11934: E
11935: C
11936: C
11937: A
11938: B
11939: B
11940: A