Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Ano: 2025 Banca: MSConcursos Órgão: SESI-BA Prova: MS CONCURSOS - 2025 - SESI-BA - Aluno |
Q3768841 Português
Texto para a questão.

"Um relatório divulgado do Senado dos Estados Unidos alerta que a inteligência artificial e a automação podem substituir quase 100 milhões de empregos em diferentes setores da economia americana na próxima década. [...] Por outro lado, até o final de 2025, a IA deve criar 97 milhões de novos empregos em todo o mundo, segundo estimativas da Coursera, o que torna a adaptabilidade às novas habilidades exigidas um diferencial."
(Fonte: "IA pode eliminar 100 milhões de empregos em 10 anos, alerta Senado dos EUA", publicado na revista Exame em 08/10/2025, disponível em: https://exame.com/inteligencia-artificial/ia-pode-eliminar-100-milhoes-de-empregosem-10-anos-alerta-senado-dos-eua/) - adaptado. 
Com base na leitura do Texto de Apoio, qual é o alerta específico feito no trecho do relatório do Senado dos Estados Unidos? 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: MSConcursos Órgão: SESI-BA Prova: MS CONCURSOS - 2025 - SESI-BA - Aluno |
Q3768840 Português
Texto 1: "O Ilê Asé Omi Osun, um terreiro de candomblé em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi completamente destruído por um incêndio na madrugada de quarta-feira (12). [...] A Polícia Civil investiga se o incêndio foi criminoso e se a motivação foi intolerância religiosa." (Notícia do G1, de 13/03/2025, disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/03/13/policia-investiga-incendio-que-destruiu-terreiro-de-candomble-em-nova-iguacu.ghtml).
Texto 2: "Artigo 1º: Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional". (...) "Artigo 20: "Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional".
(Fonte: Lei Federal n.º 7.716, de 05/01/1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor).
Leia os Textos 1 e 2 e responda: se a investigação policial citada no Texto 1 provar que o incêndio foi causado por "intolerância religiosa", qual é a relação correta entre o fato (Texto 1) e a lei (Texto 2)?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: MSConcursos Órgão: SESI-BA Prova: MS CONCURSOS - 2025 - SESI-BA - Aluno |
Q3768823 Português
O pavão. (Rubem Braga).
“Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico”.
Em “O pavão”, de Rubem Braga, temos: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: MSConcursos Órgão: SESI-BA Prova: MS CONCURSOS - 2025 - SESI-BA - Aluno |
Q3768821 Português

Referindo-se a gêneros textuais, especifique (V) verdadeiro ou (F) falso e aponte a alternativa correta.


( ) Gêneros informativos/expositivos: Buscam apresentar informações e conhecimentos sobre um determinado assunto, como em uma notícia, reportagem ou artigo científico.


( ) Gêneros narrativos: Contam uma história com personagens, tempo e espaço, como em contos, fábulas, lendas e romances.


( ) Gêneros injuntivos/prescritivos: Têm como objetivo dar instruções ou orientações, como receitas culinárias, manuais de instrução e leis.


( ) Gêneros literários: Possuem um caráter artístico e estético, focando na forma e na expressão de sentimentos, como poemas, crônicas e roteiros de cinema.


( ) Gêneros argumentativos/dissertativos: Apresentam argumentos e opiniões para defender um ponto de vista, como em editoriais, resenhas e textos de opinião. 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: MSConcursos Órgão: SESI-BA Prova: MS CONCURSOS - 2025 - SESI-BA - Aluno |
Q3768820 Português
Tratando-se de tipologia textual, aponte a alternativa inadequada. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: MSConcursos Órgão: SESI-BA Prova: MS CONCURSOS - 2025 - SESI-BA - Aluno |
Q3768819 Português
A respeito dos principais tipos e gêneros textuais, marque a alternativa indevida.
Alternativas
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Q3768811 Português
Citando-se funções da linguagem, marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: MSConcursos Órgão: SESI-BA Prova: MS CONCURSOS - 2025 - SESI-BA - Aluno |
Q3768810 Português
Leia o texto para responder à questão.
“Lá vem o vaqueiro pelos atalhos, Tangendo as reses para os currais. Blem... blem... blem... cantam os chocalhos Dos tristes bodes patriarcais. E os guizos finos das ovelhinhas ternas Dlin... dlin... dlin... E o sino da igreja velha: Bão... bão... bão...” (Ascenso Ferreira).
A tentativa de reproduzir linguisticamente sons e ruídos do mundo natural constitui a figura de linguagem: 
Alternativas
Q3768774 Português
Leia o bilhete inspirado em linguagem regional: “Pai, fui ajudar Dona Nair a organizar o depósito. Volto antes do pôr do sol. Deixei o feijão no fogo bem baixinho. — Pedro.”
A partir do bilhete, a afirmação correta é:
Alternativas
Q3768773 Português
Leia o trecho inspirado em Suassuna: “O canto da viola descia manso, como água de cacimba que corre lenta, mas nunca falha.”
A figura de linguagem presente no trecho é:
Alternativas
Q3768772 Português
Leia o fragmento inspirado em Rachel de Queiroz: “O amanhecer trouxe uma claridade mansa, que parecia pedir calma. As pessoas saíram devagar, como se o dia precisasse ser descoberto com cuidado.”
O trecho que apresenta coesão e coerência adequadas é:
Alternativas
Q3768767 Português
Leia o trecho inspirado em Rachel de Queiroz: “O céu amanheceu de um azul quase transparente, como se o vento tivesse varrido a noite para longe e deixado apenas o silêncio fresco da madrugada.”
Assinale a alternativa que apresenta interpretação coerente e alinhada ao uso da comparação, sem criar informações paralelas.
Alternativas
Q3768765 Português
Leia o trecho inspirado em Ariano Suassuna:
“Havia na tarde uma claridade morna, dessas que não apressam ninguém. O vaqueiro, acostumado ao rumor seco da caatinga, seguia em passo constante, reparando nos pequenos brilhos espalhados pela paisagem, como se cada pedra guardasse um resto de história.”
Considerando o trecho, assinale a alternativa que melhor sintetiza a atitude do vaqueiro em relação ao ambiente, sem extrapolar informações ausentes.
Alternativas
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Q3768536 Português
As árvores e nós


   Folhas, raízes, brotos, caule, flores, tempo. As árvores são as verdadeiras donas do tempo. Ou pelo menos deveriam ser reconhecidas assim. Não só pela ancestralidade porque sim, merecem todo nosso respeito, elas são nossas parentes mais distantes, mas porque vieram antes de nós. Respeitar o meio ambiente é compreender que precisamos respeitar a vida e a experiência dos mais velhos. E a partir daqui já podemos compreender que estamos dentro de um trem descarrilado indo de encontro ao muro.

   Estamos nos transformado numa sociedade embrutecida, arrogante, gananciosa e completamente ignorante. Os professores estão sendo apedrejados em sala de aula, os mais velhos completamente desrespeitados, as crianças e adolescentes cada vez mais dentro da internet e sem conexão com o mundo real e todo mundo mais e mais medicamentado para suportar o peso da vida. Associado a isso, a violência, o trânsito sem regras, os maus-tratos aos animais que cresce em escala exponencial e o descaso com o meio ambiente.

   Quando uma árvore é cortada por pura ganância ou porque atrapalha ou porque cresceu no lugar errado ou porque suas folhas sujam o chão, fico me perguntando quando foi que perdemos a conexão com a natureza? Quando foi que nossa arrogância ficou maior que a empatia? Dias atrás as motosserras do poder público e também do privado fizeram e fazem podas drásticas e sem nenhum tipo de respeito às plantas. Que tipo de política é essa? Árvore não é enfeite. É um ser vivo e necessário.

   Ao lado do meu computador tenho uma imagem que reproduz a nossa galáxia. Gosto de olhar para ela toda vez que sento para escrever. A imagem das estrelas, dos planetas em órbita e do sol perdido em meio a este vasto e misterioso universo é um ótimo lembrete da minha insignificância. Afinal, o que somos perto desta imensidão sem fim? Respondo: nada. Há quantos anos existe nossa galáxia? E nosso planeta? Já eu e você temos um tempo minúsculo por aqui, na melhor das hipóteses, 80, 90 anos. Nossa passagem é brevíssima. E mesmo assim somos campeões em fazer bobagem.

   Precisamos desenvolver uma espécie de ecologia das práticas cotidianas. Para isso é preciso voltar a estar com o planeta e não achar que se tem poder sobre ele. Não somos isolados do mundo. Este discurso contemporâneo do individualismo ainda vai nos fazer muito mal. Por que se o mundo do lado de fora é um reflexo do que temos dentro, que tipo de mundo nos habita? Aliás, o que habita em nós está nos acompanhando ou nos escravizando?


Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
No texto, a autora utiliza a imagem de um “trem descarrilado indo de encontro ao muro”, reforçando a ideia de avanço descontrolado rumo a consequências danosas. A distinção semântica entre a locução “de encontro a” e sua contraparte “ao encontro de” é decisiva para compreender relações de oposição e de concordância no discurso. Considerando essas relações, analise as assertivas.

I. A locução “de encontro a”, quando empregada na língua padrão, caracteriza aproximação favorável e convergente entre ideias ou ações, sendo utilizada para indicar alinhamento e harmonia de posições.
II. A locução “ao encontro de” expressa movimento contrário, choque ou oposição, sendo adequada para indicar divergência entre argumentos, decisões ou práticas sociais.


Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
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Q3768533 Português
As árvores e nós


   Folhas, raízes, brotos, caule, flores, tempo. As árvores são as verdadeiras donas do tempo. Ou pelo menos deveriam ser reconhecidas assim. Não só pela ancestralidade porque sim, merecem todo nosso respeito, elas são nossas parentes mais distantes, mas porque vieram antes de nós. Respeitar o meio ambiente é compreender que precisamos respeitar a vida e a experiência dos mais velhos. E a partir daqui já podemos compreender que estamos dentro de um trem descarrilado indo de encontro ao muro.

   Estamos nos transformado numa sociedade embrutecida, arrogante, gananciosa e completamente ignorante. Os professores estão sendo apedrejados em sala de aula, os mais velhos completamente desrespeitados, as crianças e adolescentes cada vez mais dentro da internet e sem conexão com o mundo real e todo mundo mais e mais medicamentado para suportar o peso da vida. Associado a isso, a violência, o trânsito sem regras, os maus-tratos aos animais que cresce em escala exponencial e o descaso com o meio ambiente.

   Quando uma árvore é cortada por pura ganância ou porque atrapalha ou porque cresceu no lugar errado ou porque suas folhas sujam o chão, fico me perguntando quando foi que perdemos a conexão com a natureza? Quando foi que nossa arrogância ficou maior que a empatia? Dias atrás as motosserras do poder público e também do privado fizeram e fazem podas drásticas e sem nenhum tipo de respeito às plantas. Que tipo de política é essa? Árvore não é enfeite. É um ser vivo e necessário.

   Ao lado do meu computador tenho uma imagem que reproduz a nossa galáxia. Gosto de olhar para ela toda vez que sento para escrever. A imagem das estrelas, dos planetas em órbita e do sol perdido em meio a este vasto e misterioso universo é um ótimo lembrete da minha insignificância. Afinal, o que somos perto desta imensidão sem fim? Respondo: nada. Há quantos anos existe nossa galáxia? E nosso planeta? Já eu e você temos um tempo minúsculo por aqui, na melhor das hipóteses, 80, 90 anos. Nossa passagem é brevíssima. E mesmo assim somos campeões em fazer bobagem.

   Precisamos desenvolver uma espécie de ecologia das práticas cotidianas. Para isso é preciso voltar a estar com o planeta e não achar que se tem poder sobre ele. Não somos isolados do mundo. Este discurso contemporâneo do individualismo ainda vai nos fazer muito mal. Por que se o mundo do lado de fora é um reflexo do que temos dentro, que tipo de mundo nos habita? Aliás, o que habita em nós está nos acompanhando ou nos escravizando?


Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
Ao longo do texto, a autora mobiliza imagens figurativas — como a árvore, a galáxia e o “trem descarrilado” — para intensificar seu argumento sobre a crise ética e ambiental contemporânea. Tais imagens não atuam isoladamente: elas funcionam como marcadores que orientam o leitor para um diagnóstico de colapso civilizatório. Considerando essas relações, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação coerente com as funções simbólicas e argumentativas dessas imagens. 
Alternativas
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Q3768532 Português
As árvores e nós


   Folhas, raízes, brotos, caule, flores, tempo. As árvores são as verdadeiras donas do tempo. Ou pelo menos deveriam ser reconhecidas assim. Não só pela ancestralidade porque sim, merecem todo nosso respeito, elas são nossas parentes mais distantes, mas porque vieram antes de nós. Respeitar o meio ambiente é compreender que precisamos respeitar a vida e a experiência dos mais velhos. E a partir daqui já podemos compreender que estamos dentro de um trem descarrilado indo de encontro ao muro.

   Estamos nos transformado numa sociedade embrutecida, arrogante, gananciosa e completamente ignorante. Os professores estão sendo apedrejados em sala de aula, os mais velhos completamente desrespeitados, as crianças e adolescentes cada vez mais dentro da internet e sem conexão com o mundo real e todo mundo mais e mais medicamentado para suportar o peso da vida. Associado a isso, a violência, o trânsito sem regras, os maus-tratos aos animais que cresce em escala exponencial e o descaso com o meio ambiente.

   Quando uma árvore é cortada por pura ganância ou porque atrapalha ou porque cresceu no lugar errado ou porque suas folhas sujam o chão, fico me perguntando quando foi que perdemos a conexão com a natureza? Quando foi que nossa arrogância ficou maior que a empatia? Dias atrás as motosserras do poder público e também do privado fizeram e fazem podas drásticas e sem nenhum tipo de respeito às plantas. Que tipo de política é essa? Árvore não é enfeite. É um ser vivo e necessário.

   Ao lado do meu computador tenho uma imagem que reproduz a nossa galáxia. Gosto de olhar para ela toda vez que sento para escrever. A imagem das estrelas, dos planetas em órbita e do sol perdido em meio a este vasto e misterioso universo é um ótimo lembrete da minha insignificância. Afinal, o que somos perto desta imensidão sem fim? Respondo: nada. Há quantos anos existe nossa galáxia? E nosso planeta? Já eu e você temos um tempo minúsculo por aqui, na melhor das hipóteses, 80, 90 anos. Nossa passagem é brevíssima. E mesmo assim somos campeões em fazer bobagem.

   Precisamos desenvolver uma espécie de ecologia das práticas cotidianas. Para isso é preciso voltar a estar com o planeta e não achar que se tem poder sobre ele. Não somos isolados do mundo. Este discurso contemporâneo do individualismo ainda vai nos fazer muito mal. Por que se o mundo do lado de fora é um reflexo do que temos dentro, que tipo de mundo nos habita? Aliás, o que habita em nós está nos acompanhando ou nos escravizando?


Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).
O texto apresenta uma reflexão crítica sobre o afastamento humano da natureza e, de modo mais amplo, da própria vida em sua dimensão ética e comunitária. A autora articula esse afastamento a um processo social de embrutecimento, no qual violências simbólicas e materiais se tornam naturalizadas. Considerando a tessitura argumentativa do texto e os nexos que o estruturam, assinale a alternativa que evidencia uma leitura compatível com a perspectiva defendida pela autora.
Alternativas
Q3768302 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A liberdade é, antes de tudo, o direito à desigualdade. Sei que choco um de nossos mais caros preconceitos. Mas a liberdade que não reconhece ao indivíduo o direito de ser, em todos os sentidos, mais ou menos que os seus semelhantes, não é liberdade: é um manicômio de escravos.

(Adaptado de LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)
A tese principal defendida pela autora no fragmento é a de que a verdadeira liberdade: 
Alternativas
Q3768299 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A leitura atenta é uma forma de resistência. Em um mundo de notificações incessantes e manchetes que imploram por um clique rápido, o ato de mergulhar em um texto longo, de seguir uma argumentação complexa ou de se deixar envolver por uma narrativa bem construída tornou-se um gesto quase subversivo. A superficialidade é a norma; a profundidade, um desvio. O leitor contemporâneo, portanto, não é apenas aquele que decodifica palavras, mas aquele que, deliberadamente, escolhe o foco em detrimento da dispersão. É alguém que compreende que o conhecimento genuíno não é um produto de consumo rápido, mas o resultado de um processo que exige paciência, silêncio e uma boa dose de curiosidade. Essa postura é inerente à formação de um cidadão crítico, capaz de discernir entre fato e opinião, entre argumento e falácia.

(Adaptado de CALLIGARIS, Contardo. O avesso do mesmo. Folha de S.Paulo, 2018.)
No trecho “Essa postura é inerente à formação de um cidadão crítico...”, a palavra destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q3768292 Português
Muitos estudiosos defendem a ideia de que a internet e as redes sociais afetam fortemente o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Sobre essa discussão, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3768258 Português

Brasil tem 34 mil crianças e adolescentes de até 14 anos vivendo em uniões conjugais, mostra Censo


Casamento civil com menores de 16 anos é proibido no Brasil. IBGE diz que o Censo solicita certidões ou documentos para comprovar a união cunjugal.


Por Bianca Muniz - São Paulo

05/11/2025 10h00 - Atulizado a 21 minutos



    Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta quarta-feira (5) retratam que mais de 34 mil pessoas entre 10 e 14 anos vivem em união conjugal no Brasil. Os dados fazem parte do questionário da amostra do Censo 2022, sobre nupcialidade e estrutura familiar. Desse grupo, quase oito em cada dez (77%) são mulheres.


    O IBGE ressalta que os números se baseiam nas informações fornecidas pelos próprios moradorese não representam uma comprovação legal das uniões. Segundo o instituto, as respostas podem refletir percepções pessoais e incluir interpretações equivocadas ou erros de preenchimento.


    Conforme o Censo, das pessoas entre 10 e 14 anos que viviam em algum tipo de união, 7% estão casadas no civil e no religioso, 4,9% só no civil e 1,5% s ó no religioso. O restante da amostra, 87%, viviam em algum outro tipo de união consensual.


    A legislação brasileira proíbe o casamento civil entre menores de 16 anos, salvo em situações excepcionais autorizadas pela Justiça. Contudo, o IBGE destaca que não é sua função verificar a legalidade dessas relações, já que o Censo não solicita certidões ou documentos.


    “A coleta é baseada unicamente na declaração do informante”, ressalta Marcio Mitsuo Minamiguchi, da Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do instituto.


    Luciene Aparecida Longo, técnica do IBGE, explica que o conceito de “união consensual” adotado pelo Censo não exige comprovação documental.


    “A resposta depende de quem declara. Uma pessoa pode se considerar em união, enquanto a outra se vê como namorada, por exemplo”, afirma.


    Ela reforça que o IBGE questiona sobre uniões a partir de dez anos por entender que isso também faz parte da realidade brasileira, embora não seja permitido.


    “ O IBGE quer o retrato do país e não somente o que é legal ou não, justamente para identificar onde há questões onde as políticas públicas podem atuar para mitigar ou eliminar o que não está na conformidade” - Luciene Aparecida Longo, do IBGE.


    O levantamento também mostrou a composição desse grupo de acordo com cor e raça declarada e estados. A maioria é formada por pessoas pardas (20.414 crianças e adolescentes), seguido por brancas (10.009), pretas (3.246), indígenas (483) e amarelas (51). Além disso, o estado com maior número de crianças e adolescentes que viviam em uma união conjugal é São Paulo.


Disponível em: https://g1.globo.com/economia/censo/noticia/2025/11/05/pessoas-ate-14-anos-uniao-conjugal-censo.ghtml. Acesso em: 05 de novembro de 2025.

De acordo com a notícia apresentada, julgue as afirmativas a seguir.

I. A pesquisa do IBGE baseia-se apenas em dados fornecidos pelos usuários.
II. Segundo o IBGE, existem muitas crianças vivendo em uniões formais no Brasil.
III. O Censo de 2022 indica que a maioria dos adolescentes, vivendo em uniões conjugais, são indígenas.
IV. Os dados publicados na pesquisa foram comprovados por meio de documentação.

Está correto o que se afirma na(s) assertiva(s):
Alternativas
Respostas
8961: D
8962: E
8963: A
8964: D
8965: A
8966: D
8967: B
8968: A
8969: E
8970: C
8971: B
8972: D
8973: C
8974: D
8975: A
8976: D
8977: A
8978: C
8979: D
8980: E