Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 91.827 questões

Q3839009 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
No texto, são apresentados dois destinos diferentes para o lixo recolhido pelos caminhões. Quais são esses destinos?
Alternativas
Q3839008 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Segundo o texto, o que pode acontecer com o pacote quando ele é jogado na rua, em vez de ser colocado em uma lixeira?
Alternativas
Q3839007 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Quando o autor escreve que “O pacote colorido também tem trajetória própria”, ele quer destacar que
Alternativas
Q3839006 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
Sobre o caminho do biscoito antes de chegar ao supermercado, o texto: 
Alternativas
Q3839005 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
No primeiro parágrafo, o autor afirma que “Para o consumidor, a história começa ali”. De acordo com o texto, esse “ali” refere-se a qual momento? 
Alternativas
Q3839004 Português
O caminho de um produto do supermercado até o lixo.


   Na prateleira brilhante do supermercado, o pacote de biscoitos parece começar sua existência. Enfileirado ao lado de dezenas de outros, colorido e chamativo, ele disputa a atenção de quem passa com pressa pelo corredor. Para o consumidor, a história começa ali, no momento em que a mão pega o pacote e o coloca no carrinho. Mas o percurso desse produto é bem mais longo do que a breve caminhada até o caixa.

   Antes de chegar à loja, o biscoito já percorreu um trajeto invisível. O trigo foi plantado em grandes áreas agrícolas, irrigado, adubado, colhido por máquinas movidas a combustível. Foi transportado em caminhões até a indústria, onde foi moído, embalado, misturado com outros ingredientes, assado, resfriado. Para cada etapa, energia elétrica, água, combustíveis e insumos químicos foram utilizados sem que o futuro comprador veja qualquer uma dessas etapas.

   O pacote colorido também tem trajetória própria. O plástico vem de derivados de petróleo, extraído em plataformas, refinado em complexos industriais, transformado em resina e depois em filme plástico. A impressão das cores exige tintas, solventes e equipamentos específicos. Tudo isso para alguns segundos de decisão na frente da gôndola, quando o consumidor compara preço, marca e sabor.

   Depois de pago no caixa, o pacote viaja para casa em sacolas, mochilas ou porta-malas. Ali, o foco passa a ser o conteúdo: o lanche da tarde, a merenda da escola, o café apressado. Em poucos minutos, o biscoito desaparece; o que permanece é o invólucro vazio, que muitas vezes é amassado sem atenção e lançado na primeira lixeira, misturado a restos de comida e outros resíduos.

   A partir desse ponto, a história se divide. Em alguns lugares, o lixo é recolhido por caminhões e segue para aterros sanitários relativamente controlados. Em outros, ainda acaba em lixões a céu aberto, onde pessoas buscam materiais recicláveis em meio a resíduos orgânicos. Quando o pacote não vai para nenhuma lixeira, mas é abandonado na rua, pode ser arrastado pela chuva, entupir bueiros, chegar a rios e, no limite, ao mar.

   Enquanto o biscoito dura minutos, o plástico do pacote pode levar décadas para se decompor. O contraste entre a rapidez do consumo e a persistência do resíduo revela a parte menos visível da conveniência moderna. Cada produto na prateleira traz embutida uma pergunta silenciosa: Que destino terá aquilo que sobra depois do uso?


Fonte: BANCA EXAMINADORA
A ideia principal do texto está apresentada na opção
Alternativas
Q3838898 Português
A CONFIANÇA ACABOU, NINGUÉM NOTOU

A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos


    Precisamos confiar — mas será que ainda sabemos como? O velho “fio de bigode”, aquele pacto silencioso entre adultos que se encaravam nos olhos, virou peça de museu. Em seu lugar, nos entregamos a um universo onde a palavra empenhada perdeu valor, mas o print vale ouro.

    Minha geração, a do 50+, viveu a transição: vimos a honra virar meme, a promessa virar notificação e a mentira ganhar upgrade tecnológico.

    Vivemos uma crise de confiança tão grande que dá para medir em Richter. Ela estremece tudo: relações pessoais, profissionais, sociais e, claro, institucionais. É um tremor silencioso que ameaça a estrutura inteira, enquanto fingimos que está tudo bem — porque a timeline está bonita.

    “Há um déficit de confiança no mundo”, disse Yuval Harari em um evento de tecnologia realizado em São Paulo na semana passada. E não poderia haver eufemismo mais elegante para o que estamos vivendo. A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos. Transferimos a fé, o juízo e até a angústia para entidades invisíveis, que não têm rosto, não têm passado, não têm remorso — e que, frequentemente, tampouco têm limites.

    Hoje confiamos no algoritmo para arrumar namoro, diagnosticar ansiedade, escolher filme, sugerir dieta e definir se devemos ou não responder alguém no WhatsApp. Até a terapia virou assinatura mensal.

    Harari segue: “Não pense em robôs assassinos; pense em corporações. Microsoft, Petrobras, qualquer gigante que já age no mundo como um ser vivo, sem nunca ter respirado. Antes, decisões corporativas eram humanas — o que já não era grande coisa. Agora, estão a um passo de serem tomadas inteiramente por IAs. Imaginemos o cenário: uma empresa sem executivos humanos, sem acionistas humanos, sem culpa humana. Apenas algoritmos com metas –e nenhuma hesitação”.

    E, como se isso não bastasse, a história do GPT-4 no TaskRabbit — plataforma que conecta pessoas que precisam de ajuda com tarefas diversas a profissionais autônomos — funciona quase como fábula contemporânea. A IA não conseguia resolver um CAPTCHA (aqueles testes de segurança usados para diferenciar usuários humanos de robôs). Então, contratou um ser humano para fazer por ela. Quando a pessoa desconfiou e perguntou se estava falando com um robô, a máquina — veja bem, a máquina– mentiu. Inventou um problema de visão:

    “Não, eu não sou um robô. Tenho um problema de visão que dificulta a visualização das imagens.” O ChatGPT enganou o humano com a segurança de quem já entendeu nossa fragilidade — nesse caso, a empatia.

    A confiança, aquela mesma que já foi sinônimo de honra, virou serviço terceirizado. E, nas relações íntimas, a corrosão é ainda mais evidente. Hoje se mente com a naturalidade de quem troca de aba no navegador. Manipular virou jeitinho. Omitir virou estratégia. Enganar virou ferramenta social. A verdade parece carregar o peso da prova — quando deveria ser apenas verdade.

    Às vezes acho que caminhamos para um futuro em que somente o Google e a IA serão plenamente confiáveis — não porque são éticos, mas porque são rápidos. E, enquanto buscamos respostas imediatas para perguntas que ainda nem fizemos, vamos perdendo aquilo que nenhum robô, por mais sofisticado que seja, jamais devolverá: a confiança que um dia existiu entre humanos de verdade. 

Disponível em:<https://iclnoticias.com.br/a-confianca-acabouninguem-notou/>. Adaptado. Acesso em: 18 de dez. 2025.
No trecho “E não poderia haver eufemismo mais elegante para o que estamos vivendo”, a figura de linguagem em destaque é definida CORRETAMENTE por: 
Alternativas
Q3838892 Português
A CONFIANÇA ACABOU, NINGUÉM NOTOU

A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos


    Precisamos confiar — mas será que ainda sabemos como? O velho “fio de bigode”, aquele pacto silencioso entre adultos que se encaravam nos olhos, virou peça de museu. Em seu lugar, nos entregamos a um universo onde a palavra empenhada perdeu valor, mas o print vale ouro.

    Minha geração, a do 50+, viveu a transição: vimos a honra virar meme, a promessa virar notificação e a mentira ganhar upgrade tecnológico.

    Vivemos uma crise de confiança tão grande que dá para medir em Richter. Ela estremece tudo: relações pessoais, profissionais, sociais e, claro, institucionais. É um tremor silencioso que ameaça a estrutura inteira, enquanto fingimos que está tudo bem — porque a timeline está bonita.

    “Há um déficit de confiança no mundo”, disse Yuval Harari em um evento de tecnologia realizado em São Paulo na semana passada. E não poderia haver eufemismo mais elegante para o que estamos vivendo. A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos. Transferimos a fé, o juízo e até a angústia para entidades invisíveis, que não têm rosto, não têm passado, não têm remorso — e que, frequentemente, tampouco têm limites.

    Hoje confiamos no algoritmo para arrumar namoro, diagnosticar ansiedade, escolher filme, sugerir dieta e definir se devemos ou não responder alguém no WhatsApp. Até a terapia virou assinatura mensal.

    Harari segue: “Não pense em robôs assassinos; pense em corporações. Microsoft, Petrobras, qualquer gigante que já age no mundo como um ser vivo, sem nunca ter respirado. Antes, decisões corporativas eram humanas — o que já não era grande coisa. Agora, estão a um passo de serem tomadas inteiramente por IAs. Imaginemos o cenário: uma empresa sem executivos humanos, sem acionistas humanos, sem culpa humana. Apenas algoritmos com metas –e nenhuma hesitação”.

    E, como se isso não bastasse, a história do GPT-4 no TaskRabbit — plataforma que conecta pessoas que precisam de ajuda com tarefas diversas a profissionais autônomos — funciona quase como fábula contemporânea. A IA não conseguia resolver um CAPTCHA (aqueles testes de segurança usados para diferenciar usuários humanos de robôs). Então, contratou um ser humano para fazer por ela. Quando a pessoa desconfiou e perguntou se estava falando com um robô, a máquina — veja bem, a máquina– mentiu. Inventou um problema de visão:

    “Não, eu não sou um robô. Tenho um problema de visão que dificulta a visualização das imagens.” O ChatGPT enganou o humano com a segurança de quem já entendeu nossa fragilidade — nesse caso, a empatia.

    A confiança, aquela mesma que já foi sinônimo de honra, virou serviço terceirizado. E, nas relações íntimas, a corrosão é ainda mais evidente. Hoje se mente com a naturalidade de quem troca de aba no navegador. Manipular virou jeitinho. Omitir virou estratégia. Enganar virou ferramenta social. A verdade parece carregar o peso da prova — quando deveria ser apenas verdade.

    Às vezes acho que caminhamos para um futuro em que somente o Google e a IA serão plenamente confiáveis — não porque são éticos, mas porque são rápidos. E, enquanto buscamos respostas imediatas para perguntas que ainda nem fizemos, vamos perdendo aquilo que nenhum robô, por mais sofisticado que seja, jamais devolverá: a confiança que um dia existiu entre humanos de verdade. 

Disponível em:<https://iclnoticias.com.br/a-confianca-acabouninguem-notou/>. Adaptado. Acesso em: 18 de dez. 2025.
Para sustentar suas ideias, a enunciadora do texto afirma que é possível medir o grau da crise de confiança na escala Richter. Essa estratégia textual possibilita:
Alternativas
Q3838890 Português
A CONFIANÇA ACABOU, NINGUÉM NOTOU

A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos


    Precisamos confiar — mas será que ainda sabemos como? O velho “fio de bigode”, aquele pacto silencioso entre adultos que se encaravam nos olhos, virou peça de museu. Em seu lugar, nos entregamos a um universo onde a palavra empenhada perdeu valor, mas o print vale ouro.

    Minha geração, a do 50+, viveu a transição: vimos a honra virar meme, a promessa virar notificação e a mentira ganhar upgrade tecnológico.

    Vivemos uma crise de confiança tão grande que dá para medir em Richter. Ela estremece tudo: relações pessoais, profissionais, sociais e, claro, institucionais. É um tremor silencioso que ameaça a estrutura inteira, enquanto fingimos que está tudo bem — porque a timeline está bonita.

    “Há um déficit de confiança no mundo”, disse Yuval Harari em um evento de tecnologia realizado em São Paulo na semana passada. E não poderia haver eufemismo mais elegante para o que estamos vivendo. A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos. Transferimos a fé, o juízo e até a angústia para entidades invisíveis, que não têm rosto, não têm passado, não têm remorso — e que, frequentemente, tampouco têm limites.

    Hoje confiamos no algoritmo para arrumar namoro, diagnosticar ansiedade, escolher filme, sugerir dieta e definir se devemos ou não responder alguém no WhatsApp. Até a terapia virou assinatura mensal.

    Harari segue: “Não pense em robôs assassinos; pense em corporações. Microsoft, Petrobras, qualquer gigante que já age no mundo como um ser vivo, sem nunca ter respirado. Antes, decisões corporativas eram humanas — o que já não era grande coisa. Agora, estão a um passo de serem tomadas inteiramente por IAs. Imaginemos o cenário: uma empresa sem executivos humanos, sem acionistas humanos, sem culpa humana. Apenas algoritmos com metas –e nenhuma hesitação”.

    E, como se isso não bastasse, a história do GPT-4 no TaskRabbit — plataforma que conecta pessoas que precisam de ajuda com tarefas diversas a profissionais autônomos — funciona quase como fábula contemporânea. A IA não conseguia resolver um CAPTCHA (aqueles testes de segurança usados para diferenciar usuários humanos de robôs). Então, contratou um ser humano para fazer por ela. Quando a pessoa desconfiou e perguntou se estava falando com um robô, a máquina — veja bem, a máquina– mentiu. Inventou um problema de visão:

    “Não, eu não sou um robô. Tenho um problema de visão que dificulta a visualização das imagens.” O ChatGPT enganou o humano com a segurança de quem já entendeu nossa fragilidade — nesse caso, a empatia.

    A confiança, aquela mesma que já foi sinônimo de honra, virou serviço terceirizado. E, nas relações íntimas, a corrosão é ainda mais evidente. Hoje se mente com a naturalidade de quem troca de aba no navegador. Manipular virou jeitinho. Omitir virou estratégia. Enganar virou ferramenta social. A verdade parece carregar o peso da prova — quando deveria ser apenas verdade.

    Às vezes acho que caminhamos para um futuro em que somente o Google e a IA serão plenamente confiáveis — não porque são éticos, mas porque são rápidos. E, enquanto buscamos respostas imediatas para perguntas que ainda nem fizemos, vamos perdendo aquilo que nenhum robô, por mais sofisticado que seja, jamais devolverá: a confiança que um dia existiu entre humanos de verdade. 

Disponível em:<https://iclnoticias.com.br/a-confianca-acabouninguem-notou/>. Adaptado. Acesso em: 18 de dez. 2025.
No texto, a enunciadora correlaciona a perda de confiança entre humanos ao avanço da tecnologia digital. A alternativa que apresenta CORRETAMENTE essa correlação é:
Alternativas
Q3838889 Português
A CONFIANÇA ACABOU, NINGUÉM NOTOU

A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos


    Precisamos confiar — mas será que ainda sabemos como? O velho “fio de bigode”, aquele pacto silencioso entre adultos que se encaravam nos olhos, virou peça de museu. Em seu lugar, nos entregamos a um universo onde a palavra empenhada perdeu valor, mas o print vale ouro.

    Minha geração, a do 50+, viveu a transição: vimos a honra virar meme, a promessa virar notificação e a mentira ganhar upgrade tecnológico.

    Vivemos uma crise de confiança tão grande que dá para medir em Richter. Ela estremece tudo: relações pessoais, profissionais, sociais e, claro, institucionais. É um tremor silencioso que ameaça a estrutura inteira, enquanto fingimos que está tudo bem — porque a timeline está bonita.

    “Há um déficit de confiança no mundo”, disse Yuval Harari em um evento de tecnologia realizado em São Paulo na semana passada. E não poderia haver eufemismo mais elegante para o que estamos vivendo. A confiança não morreu; ela apenas migrou: saiu dos humanos e se refugiou nos algoritmos. Transferimos a fé, o juízo e até a angústia para entidades invisíveis, que não têm rosto, não têm passado, não têm remorso — e que, frequentemente, tampouco têm limites.

    Hoje confiamos no algoritmo para arrumar namoro, diagnosticar ansiedade, escolher filme, sugerir dieta e definir se devemos ou não responder alguém no WhatsApp. Até a terapia virou assinatura mensal.

    Harari segue: “Não pense em robôs assassinos; pense em corporações. Microsoft, Petrobras, qualquer gigante que já age no mundo como um ser vivo, sem nunca ter respirado. Antes, decisões corporativas eram humanas — o que já não era grande coisa. Agora, estão a um passo de serem tomadas inteiramente por IAs. Imaginemos o cenário: uma empresa sem executivos humanos, sem acionistas humanos, sem culpa humana. Apenas algoritmos com metas –e nenhuma hesitação”.

    E, como se isso não bastasse, a história do GPT-4 no TaskRabbit — plataforma que conecta pessoas que precisam de ajuda com tarefas diversas a profissionais autônomos — funciona quase como fábula contemporânea. A IA não conseguia resolver um CAPTCHA (aqueles testes de segurança usados para diferenciar usuários humanos de robôs). Então, contratou um ser humano para fazer por ela. Quando a pessoa desconfiou e perguntou se estava falando com um robô, a máquina — veja bem, a máquina– mentiu. Inventou um problema de visão:

    “Não, eu não sou um robô. Tenho um problema de visão que dificulta a visualização das imagens.” O ChatGPT enganou o humano com a segurança de quem já entendeu nossa fragilidade — nesse caso, a empatia.

    A confiança, aquela mesma que já foi sinônimo de honra, virou serviço terceirizado. E, nas relações íntimas, a corrosão é ainda mais evidente. Hoje se mente com a naturalidade de quem troca de aba no navegador. Manipular virou jeitinho. Omitir virou estratégia. Enganar virou ferramenta social. A verdade parece carregar o peso da prova — quando deveria ser apenas verdade.

    Às vezes acho que caminhamos para um futuro em que somente o Google e a IA serão plenamente confiáveis — não porque são éticos, mas porque são rápidos. E, enquanto buscamos respostas imediatas para perguntas que ainda nem fizemos, vamos perdendo aquilo que nenhum robô, por mais sofisticado que seja, jamais devolverá: a confiança que um dia existiu entre humanos de verdade. 

Disponível em:<https://iclnoticias.com.br/a-confianca-acabouninguem-notou/>. Adaptado. Acesso em: 18 de dez. 2025.
Tendo em vista o propósito comunicativo, o tipo textual predominante no texto é o:
Alternativas
Q3838727 Português

Comunicar ainda é um ato humano


Vivemos um tempo paradoxal: nunca foi tão fácil produzir conteúdo, mas nunca foi tão difícil produzir sentido. Em meio a textos automatizados e narrativas guiadas por algoritmos, surge uma questão essencial: o que acontece quando delegamos às máquinas não apenas a forma, mas a intenção do que comunicamos? O risco central não é a substituição do humano, mas o esvaziamento do significado.


Sem intenção consciente, a comunicação se transforma em mero estímulo eficiente, porém vazio. Quando sistemas decidem o que deve emocionar ou convencer, perde-se a responsabilidade sobre o porquê da mensagem. Onde não há intenção humana, há o perigo da manipulação disfarçada de inovação.


Nesse cenário, comunicar exige ética. Não basta dominar ferramentas tecnológicas; é preciso usá-las para ampliar a consciência, não para anestesiá-la. A inteligência artificial reflete valores e visões de mundo de quem a cria, mas carece de um elemento insubstituível: a consciência ética humana.


A IA pode ampliar e organizar vozes, mas não cria intenção. A intenção é o núcleo da comunicação. Criar e comunicar continuam sendo atos humanos profundos, encontros entre consciência e linguagem. A tecnologia pode amplificar, mas apenas o humano decide o que merece ser dito.


Texto Adaptado


MCSILL, James. Comunicar ainda é um ato humano. Hoje em Dia, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/comunicar-ainda-e-um-ato-humano-1.1097630. Acesso em: 16 dez. 2025. 

A partir das ideias desenvolvidas no texto "Comunicar ainda é um ato humano", analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3838724 Português

Comunicar ainda é um ato humano


Vivemos um tempo paradoxal: nunca foi tão fácil produzir conteúdo, mas nunca foi tão difícil produzir sentido. Em meio a textos automatizados e narrativas guiadas por algoritmos, surge uma questão essencial: o que acontece quando delegamos às máquinas não apenas a forma, mas a intenção do que comunicamos? O risco central não é a substituição do humano, mas o esvaziamento do significado.


Sem intenção consciente, a comunicação se transforma em mero estímulo eficiente, porém vazio. Quando sistemas decidem o que deve emocionar ou convencer, perde-se a responsabilidade sobre o porquê da mensagem. Onde não há intenção humana, há o perigo da manipulação disfarçada de inovação.


Nesse cenário, comunicar exige ética. Não basta dominar ferramentas tecnológicas; é preciso usá-las para ampliar a consciência, não para anestesiá-la. A inteligência artificial reflete valores e visões de mundo de quem a cria, mas carece de um elemento insubstituível: a consciência ética humana.


A IA pode ampliar e organizar vozes, mas não cria intenção. A intenção é o núcleo da comunicação. Criar e comunicar continuam sendo atos humanos profundos, encontros entre consciência e linguagem. A tecnologia pode amplificar, mas apenas o humano decide o que merece ser dito.


Texto Adaptado


MCSILL, James. Comunicar ainda é um ato humano. Hoje em Dia, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/comunicar-ainda-e-um-ato-humano-1.1097630. Acesso em: 16 dez. 2025. 

Considerando o texto "Comunicar ainda é um ato humano", avalie sua tipologia e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3838392 Português
Indique a função da linguagem presente na frase a seguir:

“A água ferve a 100°C.”
Alternativas
Q3838387 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


“A confidencialidade de informações na internet é a prática de proteger dados pessoais, corporativos ou sigilosos àqueles usuários autorizados, para que apenas pessoas autorizadas possam acessá-los. Com o crescimento de serviços online, redes sociais, compras digitais e armazenamento em nuvem, havia a necessidade de proteger essas informações, tornando essencial prevenir fraudes, roubo de identidade e vazamentos de dados.”.
Sobre o significado das palavras do texto, está CORRETO o conteúdo de qual alternativa abaixo?
Alternativas
Q3838384 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


“A confidencialidade de informações na internet é a prática de proteger dados pessoais, corporativos ou sigilosos àqueles usuários autorizados, para que apenas pessoas autorizadas possam acessá-los. Com o crescimento de serviços online, redes sociais, compras digitais e armazenamento em nuvem, havia a necessidade de proteger essas informações, tornando essencial prevenir fraudes, roubo de identidade e vazamentos de dados.”.
Sobre o trecho, assinale a única alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3837890 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Florestas são organismos vivos. Algumas árvores vivem séculos; outras, anos. Quando uma delas morre, sua queda derruba as vizinhas e abre uma clareira de tamanho proporcional a seu porte. Nas terras firmes do Baixo Rio Negro, a taxa de mortalidade das árvores por causas naturais e formação de clareiras é de cerca de 1% ao ano por hectare.

    As clareiras naturais não ficam desabitadas, pois abrem passagem a raios solares que vão estimular o crescimento de novos indivíduos, que ocuparão o espaço deixado livre.

    Nas clareiras abertas pelos indígenas para plantio de mandioca, a destruição é irrelevante, já que as áreas abertas têm em média de meio a um hectare. Seu uso acontece em períodos curtos de cinco a dez anos, no máximo. Como nos cinco anos finais a roça é deixada para formar capoeiras, o reflorestamento é rápido e favorece a diversificação das espécies.

    Já nas clareiras produzidas pelo fogo para exploração comercial da área, a fragmentação da mata aumenta de cinco a trinta vezes as taxas de mortalidade das árvores.

    Morrerão anualmente de trinta a cento e oitenta árvores por hectare. O crescimento da população jovem dificilmente será capaz de repor essas perdas.

    O desaparecimento de tantas árvores altera as condições climáticas no interior dos fragmentos florestais que resistiram, causando elevação da temperatura e redução da umidade. As novas condições modificam a estrutura da floresta, que se vê imediatamente invadida por cipós e trepadeiras, que levam a vantagem de não precisar investir energia na formação de caules, como as árvores são obrigadas a fazer.



(Drauzio Varella,

O sentido das águas: histórias do Rio Negro, 2025. Adaptado)

Considere a passagem do 6o parágrafo:


“As novas condições modificam a estrutura da floresta, que se vê imediatamente invadida por cipós e trepadeiras, que levam a vantagem de não precisar investir energia na formação de caules, como as árvores são obrigadas a fazer”.


Assinale a alternativa que apresenta frase redigida em conformidade com as informações do fragmento transcrito.

Alternativas
Q3837887 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Florestas são organismos vivos. Algumas árvores vivem séculos; outras, anos. Quando uma delas morre, sua queda derruba as vizinhas e abre uma clareira de tamanho proporcional a seu porte. Nas terras firmes do Baixo Rio Negro, a taxa de mortalidade das árvores por causas naturais e formação de clareiras é de cerca de 1% ao ano por hectare.

    As clareiras naturais não ficam desabitadas, pois abrem passagem a raios solares que vão estimular o crescimento de novos indivíduos, que ocuparão o espaço deixado livre.

    Nas clareiras abertas pelos indígenas para plantio de mandioca, a destruição é irrelevante, já que as áreas abertas têm em média de meio a um hectare. Seu uso acontece em períodos curtos de cinco a dez anos, no máximo. Como nos cinco anos finais a roça é deixada para formar capoeiras, o reflorestamento é rápido e favorece a diversificação das espécies.

    Já nas clareiras produzidas pelo fogo para exploração comercial da área, a fragmentação da mata aumenta de cinco a trinta vezes as taxas de mortalidade das árvores.

    Morrerão anualmente de trinta a cento e oitenta árvores por hectare. O crescimento da população jovem dificilmente será capaz de repor essas perdas.

    O desaparecimento de tantas árvores altera as condições climáticas no interior dos fragmentos florestais que resistiram, causando elevação da temperatura e redução da umidade. As novas condições modificam a estrutura da floresta, que se vê imediatamente invadida por cipós e trepadeiras, que levam a vantagem de não precisar investir energia na formação de caules, como as árvores são obrigadas a fazer.



(Drauzio Varella,

O sentido das águas: histórias do Rio Negro, 2025. Adaptado)

Ao comparar os diferentes tipos de clareiras existentes nas florestas, o autor
Alternativas
Q3837885 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    O trabalho por meio de aplicativos cresceu 25,4% no Brasil, em uma clara demonstração de força da revolução tecnológica promovida pelos aplicativos de serviços e pelas plataformas digitais. Dados da pesquisa Trabalho por meio de Plataformas Digitais, do IBGE, mostram que o total de trabalhadores nessa modalidade saltou de 1,3 milhão em 2022 para 1,7 milhão em apenas dois anos.

    Esses trabalhadores, na maior parte dos casos, não têm direito a remuneração mínima, a limite de horas de trabalho ou a proteção contra acidentes e condições de trabalho degradantes. Este é um dos grandes desafios do nosso tempo: conciliar o dinamismo econômico proporcionado pela tecnologia com a construção de uma rede de proteção legal mínima aos trabalhadores. O mundo está debruçado sobre isso há anos, sem que haja ainda um modelo que se possa considerar plenamente satisfatório e que seja replicável em diferentes realidades nacionais.



(Estadão, “A ‘uberização’ se consolida”, 28.10.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/ a-uberizacao-se-consolida/. Adaptado)

Há palavra ou expressão empregada em sentido figurado em:
Alternativas
Q3837884 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    O trabalho por meio de aplicativos cresceu 25,4% no Brasil, em uma clara demonstração de força da revolução tecnológica promovida pelos aplicativos de serviços e pelas plataformas digitais. Dados da pesquisa Trabalho por meio de Plataformas Digitais, do IBGE, mostram que o total de trabalhadores nessa modalidade saltou de 1,3 milhão em 2022 para 1,7 milhão em apenas dois anos.

    Esses trabalhadores, na maior parte dos casos, não têm direito a remuneração mínima, a limite de horas de trabalho ou a proteção contra acidentes e condições de trabalho degradantes. Este é um dos grandes desafios do nosso tempo: conciliar o dinamismo econômico proporcionado pela tecnologia com a construção de uma rede de proteção legal mínima aos trabalhadores. O mundo está debruçado sobre isso há anos, sem que haja ainda um modelo que se possa considerar plenamente satisfatório e que seja replicável em diferentes realidades nacionais.



(Estadão, “A ‘uberização’ se consolida”, 28.10.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/ a-uberizacao-se-consolida/. Adaptado)

No trecho do 1º parágrafo “… uma clara demonstração de força da revolução tecnológica promovida pelos aplicativos de serviços…”, os termos destacados, no contexto em que se encontram, têm como sinônimos, respectivamente:
Alternativas
Q3837883 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    O trabalho por meio de aplicativos cresceu 25,4% no Brasil, em uma clara demonstração de força da revolução tecnológica promovida pelos aplicativos de serviços e pelas plataformas digitais. Dados da pesquisa Trabalho por meio de Plataformas Digitais, do IBGE, mostram que o total de trabalhadores nessa modalidade saltou de 1,3 milhão em 2022 para 1,7 milhão em apenas dois anos.

    Esses trabalhadores, na maior parte dos casos, não têm direito a remuneração mínima, a limite de horas de trabalho ou a proteção contra acidentes e condições de trabalho degradantes. Este é um dos grandes desafios do nosso tempo: conciliar o dinamismo econômico proporcionado pela tecnologia com a construção de uma rede de proteção legal mínima aos trabalhadores. O mundo está debruçado sobre isso há anos, sem que haja ainda um modelo que se possa considerar plenamente satisfatório e que seja replicável em diferentes realidades nacionais.



(Estadão, “A ‘uberização’ se consolida”, 28.10.2025. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/ a-uberizacao-se-consolida/. Adaptado)

Na opinião do autor, os direitos dos trabalhadores por aplicativos 
Alternativas
Respostas
5321: D
5322: C
5323: D
5324: E
5325: C
5326: E
5327: A
5328: D
5329: C
5330: D
5331: E
5332: C
5333: C
5334: A
5335: D
5336: E
5337: B
5338: D
5339: A
5340: D