Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2520700 Português

Julgue o item que se segue. 


A função referencial da linguagem é predominante em textos científicos e jornalísticos, nos quais o principal objetivo é transmitir informações de maneira objetiva e clara, focando na realidade externa ao falante, sem expressar sentimentos ou opiniões pessoais. 

Alternativas
Q2520698 Português

Julgue o item que se segue. 


Embora todos os tipos de cartas sejam predominantemente narrativos, a carta argumentativa se distingue por apresentar, primordialmente, a função apelativa da linguagem, com o objeivo de persuadir o destinatário.

Alternativas
Q2520663 Português
          A China planeja levar astronautas à Lua antes de 2030, o que seria outro avanço no que é cada vez mais visto como uma nova corrida espacial que coloca o país asiático contra os Estados Unidos.


      O país americano pretende colocar seus astronautas novamente na superfície lunar até o final de 2025. O vice-diretor da Agência Espacial Tripulada da China, Lin Xiqiang, confirmou o objetivo do país em uma coletiva de imprensa, mas não deu uma data específica. Eles estariam se preparando primeiro para uma “curta estadia na superfície lunar e exploração humano-robótica”.


       “Temos uma estação espacial humana completa próxima da Terra e um sistema de transporte humano de ida e volta”, afirmou Xiqiang. Segundo ele, já existe um processo para selecionar, treinar e apoiar astronautas, e um cronograma de duas missões tripuladas por ano seria “suficiente para realizar nossos objetivos”.


        O espaço é considerado uma nova área de competição entre a China e os Estados Unidos – as duas maiores economias do mundo e rivais por influência diplomática e militar. Os astronautas que a NASA (a agência espacial americana) enviará à Lua até o final de 2025 terão como objetivo o Polo Sul, onde se acredita que as crateras permanentemente sombreadas estejam repletas de água congelada.


    Planos para bases tripuladas permanentes na Lua também estão sendo considerados por ambos os países, levantando questões sobre direitos e interesses na superfície lunar. A lei dos Estados Unidos restringe fortemente a cooperação entre os programas espaciais dos dois países e, embora a China diga que aceita colaborações estrangeiras, até agora elas se limitaram à pesquisa científica.


(China planeja levar astronautas à Lua antes de 2030.
www.estadao.com.br, 29.05.2023. Adaptado)

De acordo com informações presentes no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2520661 Português
       Há cinquenta anos, o homem desceu na Lua. Eu assisti pela televisão. Foi mais difícil conseguir a imagem em Louveira do que a NASA alunar o módulo e permitir que o astronauta norte-americano, Neil Armstrong, descesse no satélite da Terra.


       Em julho daquele ano, estávamos de férias na fazenda de Louveira, e a cidade não era famosa pela imagem captada pelos televisores da época, máquinas com telas pequenas, que transmitiam em branco e preto, invariavelmente com fantasmas e chuviscos distorcendo a imagem.


       Como o nome diz, fantasmas eram sombras das imagens e eles podiam ser tão fortes que impediam de ver a cena ou confundir o que os personagens estavam fazendo. Não eram uma exclusividade de Louveira. A imagem da TV na nossa casa em São Paulo também era trágica, mas, em julho de 1969, o problema tinha que ser solucionado, sob risco de não vermos o homem descer na Lua porque a imagem na televisão da fazenda era um borrão.


       O jeito foi instalar um mastro no telhado da casa da sede e colocar a antena no seu topo. A imagem não ficou nenhuma maravilha, mas, entre chuvisco e fantasmas, deu para ver o lunauta pisar na lua.


      Foi um momento importante. Mesmo nós, na época, crianças, sentimos a gravidade do que estava acontecendo e sabíamos que a humanidade tinha dado um passo enorme na rota de seu progresso.


        No dia seguinte, o administrador da fazenda perguntou para meu tio Paulo por que os americanos não tinham ido na lua cheia. Afinal, seria muito mais fácil acertar o nosso satélite.



(Antonio Penteado Mendonça. 50 anos atrás o homem chegou na lua.
https://cronicasdacidade.com.br, 16.07.2019. Adaptado)
De acordo com informações presentes no texto, é correto afirmar que o acontecimento da chegada do homem à Lua foi para o narrador
Alternativas
Q2520620 Português
Na educação, o Brasil tem muito o que
aprender com o Brasil



        O debate público sobre educação básica ainda é, infelizmente, ocupado por mitos derrotistas, como o de a educação atual ser pior que a “de antigamente”, da escola pública como um fracasso e da melhoria da qualidade ser um processo que demora muitas décadas.

        Ainda que existam enormes desafios, que foram aprofundados na pandemia, não reconhecer os avanços é abandonar a oportunidade de universalizarmos para todo o país o patamar mais elevado de aprendizagem que já é realidade em redes de ensino de algumas cidades e estados. Uma característica que chama atenção na educação é a desigualdade no território nacional: enquanto muitas redes de ensino avançaram pouco ao longo do tempo, algumas conseguiram implementar um conjunto de medidas que, sustentadas no tempo, causaram um impacto substancial na qualidade.

       A média dos resultados ainda é ruim e muitas vezes esconde excelentes gestões educacionais que merecem destaque pelo efeito norteador que podem e devem ter. Estes casos de sucesso precisam ser mais conhecidos, e podem inspirar os planos educacionais nas três esferas de governo.



(Priscila Cruz, “Na educação, o Brasil tem muito o que aprender com o Brasil”. Em: Folha de S.Paulo, 18.07.2022. Adaptado)
Considere as passagens:


•  ... abandonar a oportunidade de universalizarmos para todo o país o patamar mais elevado de aprendizagem...

•  ... um conjunto de medidas que, sustentadas no tempo, causaram um impacto substancial na qualidade.

•  ... e podem inspirar os planos educacionais nas três esferas de governo.


No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q2520619 Português
Na educação, o Brasil tem muito o que
aprender com o Brasil



        O debate público sobre educação básica ainda é, infelizmente, ocupado por mitos derrotistas, como o de a educação atual ser pior que a “de antigamente”, da escola pública como um fracasso e da melhoria da qualidade ser um processo que demora muitas décadas.

        Ainda que existam enormes desafios, que foram aprofundados na pandemia, não reconhecer os avanços é abandonar a oportunidade de universalizarmos para todo o país o patamar mais elevado de aprendizagem que já é realidade em redes de ensino de algumas cidades e estados. Uma característica que chama atenção na educação é a desigualdade no território nacional: enquanto muitas redes de ensino avançaram pouco ao longo do tempo, algumas conseguiram implementar um conjunto de medidas que, sustentadas no tempo, causaram um impacto substancial na qualidade.

       A média dos resultados ainda é ruim e muitas vezes esconde excelentes gestões educacionais que merecem destaque pelo efeito norteador que podem e devem ter. Estes casos de sucesso precisam ser mais conhecidos, e podem inspirar os planos educacionais nas três esferas de governo.



(Priscila Cruz, “Na educação, o Brasil tem muito o que aprender com o Brasil”. Em: Folha de S.Paulo, 18.07.2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o enunciado apresenta termo empregado em sentido figurado.
Alternativas
Q2520618 Português
Na educação, o Brasil tem muito o que
aprender com o Brasil



        O debate público sobre educação básica ainda é, infelizmente, ocupado por mitos derrotistas, como o de a educação atual ser pior que a “de antigamente”, da escola pública como um fracasso e da melhoria da qualidade ser um processo que demora muitas décadas.

        Ainda que existam enormes desafios, que foram aprofundados na pandemia, não reconhecer os avanços é abandonar a oportunidade de universalizarmos para todo o país o patamar mais elevado de aprendizagem que já é realidade em redes de ensino de algumas cidades e estados. Uma característica que chama atenção na educação é a desigualdade no território nacional: enquanto muitas redes de ensino avançaram pouco ao longo do tempo, algumas conseguiram implementar um conjunto de medidas que, sustentadas no tempo, causaram um impacto substancial na qualidade.

       A média dos resultados ainda é ruim e muitas vezes esconde excelentes gestões educacionais que merecem destaque pelo efeito norteador que podem e devem ter. Estes casos de sucesso precisam ser mais conhecidos, e podem inspirar os planos educacionais nas três esferas de governo.



(Priscila Cruz, “Na educação, o Brasil tem muito o que aprender com o Brasil”. Em: Folha de S.Paulo, 18.07.2022. Adaptado)
No texto, a autora defende que
Alternativas
Q2520613 Português
     Pra lhes dizer a verdade, não sei onde meu pai arranjou aquele almanaque, velharia do século passado, e que catalogava os municípios das Minas Gerais, um por um. Tenho de confessar que, como aquele, ainda não vi outro, tão bem arranjado e consciente das coisas que deviam ser preservadas para a posteridade. Tanto assim que, além de exaltar as belezas do lugar e as excelências do clima, descrevia o povo, listando os vultos mais ilustres, começando, como era de se esperar, pelos capitalistas, fazendeiros e donos de lojas, passando então aos médicos, boticários, bacharéis e sacerdotes, sem se esquecer, ainda que no fim, dos mestres-escolas. Lá, bem no começo, seguindo a ordem alfabética, estava Boa Esperança, terra de meu pai, e ele ajeitou os óculos para ver se descobria naquele registro do passado a informação de algum antepassado ilustre, quem sabe alguma glória de que se pudesse gabar! E o dedo indicador foi percorrendo o rol dos importantes pelo sobrenome, pois que de primeiro nome todas as memórias já tinham sido apagadas. Até que parou. Lá estava. Não podia haver dúvidas. O sobrenome era o mesmo: Espírito Santo. Profissão: tropeiro. Tropeiro? Isto mesmo. E com a tropa de burros e o barulho imaginário dos sinos da madrinha, pelas trilhas da serra da Boa Esperança que o Lamartine Babo cantou, foram-se também as esperanças de um passado glorioso.



(Rubem Alves, Conversas com quem gosta de ensinar. Adaptado)

Ao descrever a organização do almanaque, o autor deixa claro que ele estava organizado
Alternativas
Q2520612 Português
     Pra lhes dizer a verdade, não sei onde meu pai arranjou aquele almanaque, velharia do século passado, e que catalogava os municípios das Minas Gerais, um por um. Tenho de confessar que, como aquele, ainda não vi outro, tão bem arranjado e consciente das coisas que deviam ser preservadas para a posteridade. Tanto assim que, além de exaltar as belezas do lugar e as excelências do clima, descrevia o povo, listando os vultos mais ilustres, começando, como era de se esperar, pelos capitalistas, fazendeiros e donos de lojas, passando então aos médicos, boticários, bacharéis e sacerdotes, sem se esquecer, ainda que no fim, dos mestres-escolas. Lá, bem no começo, seguindo a ordem alfabética, estava Boa Esperança, terra de meu pai, e ele ajeitou os óculos para ver se descobria naquele registro do passado a informação de algum antepassado ilustre, quem sabe alguma glória de que se pudesse gabar! E o dedo indicador foi percorrendo o rol dos importantes pelo sobrenome, pois que de primeiro nome todas as memórias já tinham sido apagadas. Até que parou. Lá estava. Não podia haver dúvidas. O sobrenome era o mesmo: Espírito Santo. Profissão: tropeiro. Tropeiro? Isto mesmo. E com a tropa de burros e o barulho imaginário dos sinos da madrinha, pelas trilhas da serra da Boa Esperança que o Lamartine Babo cantou, foram-se também as esperanças de um passado glorioso.



(Rubem Alves, Conversas com quem gosta de ensinar. Adaptado)

Na passagem – Profissão: tropeiro. Tropeiro? Isto mesmo. – a pergunta destacada expressa 
Alternativas
Q2520611 Português
     Pra lhes dizer a verdade, não sei onde meu pai arranjou aquele almanaque, velharia do século passado, e que catalogava os municípios das Minas Gerais, um por um. Tenho de confessar que, como aquele, ainda não vi outro, tão bem arranjado e consciente das coisas que deviam ser preservadas para a posteridade. Tanto assim que, além de exaltar as belezas do lugar e as excelências do clima, descrevia o povo, listando os vultos mais ilustres, começando, como era de se esperar, pelos capitalistas, fazendeiros e donos de lojas, passando então aos médicos, boticários, bacharéis e sacerdotes, sem se esquecer, ainda que no fim, dos mestres-escolas. Lá, bem no começo, seguindo a ordem alfabética, estava Boa Esperança, terra de meu pai, e ele ajeitou os óculos para ver se descobria naquele registro do passado a informação de algum antepassado ilustre, quem sabe alguma glória de que se pudesse gabar! E o dedo indicador foi percorrendo o rol dos importantes pelo sobrenome, pois que de primeiro nome todas as memórias já tinham sido apagadas. Até que parou. Lá estava. Não podia haver dúvidas. O sobrenome era o mesmo: Espírito Santo. Profissão: tropeiro. Tropeiro? Isto mesmo. E com a tropa de burros e o barulho imaginário dos sinos da madrinha, pelas trilhas da serra da Boa Esperança que o Lamartine Babo cantou, foram-se também as esperanças de um passado glorioso.



(Rubem Alves, Conversas com quem gosta de ensinar. Adaptado)

De acordo com o narrador, a intenção da consulta do pai ao almanaque era
Alternativas
Q2520014 Português

Texto para o item.


Divinos devaneios 




Gabriel Pedroso Teixeira 




Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item abaixo.


O pronome “contigo” (linha 9) faz parte da oração subordinada que existe na fala nesse trecho.

Alternativas
Q2519534 Português

Julgue o item que se segue. 


As capacidades de linguagem envolvem a habilidade do sujeito de selecionar e utilizar adequadamente os gêneros textuais em diferentes contextos comunicativos, acionar modelos textuais apropriados para a produção do discurso e dominar os mecanismos linguísticos e discursivos específicos de cada gênero. Essas capacidades são essenciais para a produção e compreensão eficaz de textos orais e escritos. 

Alternativas
Q2519531 Português

Julgue o item que se segue. 


A conclusão não é um componente essencial do discurso argumentativo e pode ser omitida sem comprometer a eficácia da argumentação. Na verdade, em muitos casos, a ausência de uma conclusão pode gerar uma discussão mais aberta e estimular a reflexão contínua sobre o tema.

Alternativas
Q2519524 Português

Julgue o item que se segue. 


Os gêneros textuais emergem como formas organizadas de discurso que expressam intenções comunicativas e estão intrinsecamente ligados às esferas sociais de comunicação. Esses gêneros, tanto orais quanto escritos, são institucionalizados e legitimados por instâncias sociais organizadas, proporcionando eficácia na comunicação e interação entre membros de uma comunidade discursiva. 




Alternativas
Q2519501 Português

Julgue o item que se segue. 


Os diferentes gêneros textuais que compõem o discurso argumentativo não apresentam características linguísticas e discursivas comuns. Na verdade, cada gênero argumentativo possui suas próprias convenções e estruturas, tornando-os distintos uns dos outros. 

Alternativas
Q2519413 Português
Dorme, ruazinha… É tudo escuro…
(Texto adaptado)


Dorme, ruazinha... É tudo escuro...
E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?
Dorme o teu sono sosegado e puro,
Com teus lampiões, com teus jardins tranquilos...
Dorme... Não ha ladrões, eu te asseguro...
Nem guardas para acaso persegui-los...
Na noite alta, como sobre um muro,
As estrelinhas cantam como grilos... O
vento está dormindo na calçada,
O vento enovelou-se como um cão...
Dorme, ruazinha... Não ha nada...
Só os meus passos... Mas tão leves são
Que até parecem, pela madrugada,
Os da minha futura assombração...


(Mario Quintana)
Em “Dorme, ruazinha” há uma figura de linguagem denominada de:
Alternativas
Q2519410 Português
Dorme, ruazinha… É tudo escuro…
(Texto adaptado)


Dorme, ruazinha... É tudo escuro...
E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?
Dorme o teu sono sosegado e puro,
Com teus lampiões, com teus jardins tranquilos...
Dorme... Não ha ladrões, eu te asseguro...
Nem guardas para acaso persegui-los...
Na noite alta, como sobre um muro,
As estrelinhas cantam como grilos... O
vento está dormindo na calçada,
O vento enovelou-se como um cão...
Dorme, ruazinha... Não ha nada...
Só os meus passos... Mas tão leves são
Que até parecem, pela madrugada,
Os da minha futura assombração...


(Mario Quintana)
“O vento enovelou-se como um cão...”

Na frase acima é possível observar a seguinte figura de linguagem: 
Alternativas
Q2519408 Português
Dorme, ruazinha… É tudo escuro…
(Texto adaptado)


Dorme, ruazinha... É tudo escuro...
E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?
Dorme o teu sono sosegado e puro,
Com teus lampiões, com teus jardins tranquilos...
Dorme... Não ha ladrões, eu te asseguro...
Nem guardas para acaso persegui-los...
Na noite alta, como sobre um muro,
As estrelinhas cantam como grilos... O
vento está dormindo na calçada,
O vento enovelou-se como um cão...
Dorme, ruazinha... Não ha nada...
Só os meus passos... Mas tão leves são
Que até parecem, pela madrugada,
Os da minha futura assombração...


(Mario Quintana)
No poema acima, o poeta demonstra:
Alternativas
Q2519165 Português
        Embora haja relação entre os conceitos, racismo difere de preconceito racial e de discriminação racial. O preconceito racial é o juízo que se baseia em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. As ideias de que negros são violentos e inconfiáveis, de que judeus são avarentos ou de que orientais são “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos.
         A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder, ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta.
         A discriminação direta é o repúdio ostensivo a indivíduos ou grupos, motivado pela condição racial, exemplo do que ocorre em países que proíbem a entrada de negros, judeus, muçulmanos, pessoas de origem árabe ou persa, ou ainda em lojas que se recusem a atender clientes de determinada raça. Adilson José Moreira afirma que o conceito de discriminação direta “pressupõe que as pessoas são discriminadas a partir de um único vetor e também que a imposição de um tratamento desvantajoso requer a existência da intenção de discriminar”. Por isso, conclui Moreira, o conceito de discriminação direta é “incompleto” para lidar com a complexidade do fenômeno da discriminação.
         Já a discriminação indireta é um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada — discriminação de fato —, ou sobre ela são impostas regras de “neutralidade racial”, sem que se leve em conta a existência de diferenças sociais significativas — discriminação pelo direito ou discriminação por impacto adverso. A discriminação indireta é “marcada pela ausência de intencionalidade explícita de discriminar pessoas. Isso pode acontecer porque a norma ou prática não leva em consideração ou não pode prever de forma concreta as consequências da norma.”, segundo Moreira.
         A consequência de práticas de discriminação direta e indireta ao longo do tempo leva à estratificação social, um fenômeno intergeracional em que o percurso de vida de todos os membros de um grupo social — o que inclui as chances de ascensão social, de reconhecimento e de sustento material — é afetado.

Silvio Almeida. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019, p. 22-23 (com adaptações)

Considerando as ideias veiculadas no texto apresentado e seus aspectos linguísticos, julgue o seguinte item.


Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, o segmento “um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada” (primeiro período do quarto parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte maneira: um processo cuja situação específica de grupos minoritários é ignorada.

Alternativas
Q2519163 Português
        Embora haja relação entre os conceitos, racismo difere de preconceito racial e de discriminação racial. O preconceito racial é o juízo que se baseia em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado e que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. As ideias de que negros são violentos e inconfiáveis, de que judeus são avarentos ou de que orientais são “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos.
         A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder, ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta.
         A discriminação direta é o repúdio ostensivo a indivíduos ou grupos, motivado pela condição racial, exemplo do que ocorre em países que proíbem a entrada de negros, judeus, muçulmanos, pessoas de origem árabe ou persa, ou ainda em lojas que se recusem a atender clientes de determinada raça. Adilson José Moreira afirma que o conceito de discriminação direta “pressupõe que as pessoas são discriminadas a partir de um único vetor e também que a imposição de um tratamento desvantajoso requer a existência da intenção de discriminar”. Por isso, conclui Moreira, o conceito de discriminação direta é “incompleto” para lidar com a complexidade do fenômeno da discriminação.
         Já a discriminação indireta é um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada — discriminação de fato —, ou sobre ela são impostas regras de “neutralidade racial”, sem que se leve em conta a existência de diferenças sociais significativas — discriminação pelo direito ou discriminação por impacto adverso. A discriminação indireta é “marcada pela ausência de intencionalidade explícita de discriminar pessoas. Isso pode acontecer porque a norma ou prática não leva em consideração ou não pode prever de forma concreta as consequências da norma.”, segundo Moreira.
         A consequência de práticas de discriminação direta e indireta ao longo do tempo leva à estratificação social, um fenômeno intergeracional em que o percurso de vida de todos os membros de um grupo social — o que inclui as chances de ascensão social, de reconhecimento e de sustento material — é afetado.

Silvio Almeida. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019, p. 22-23 (com adaptações)

Considerando as ideias veiculadas no texto apresentado e seus aspectos linguísticos, julgue o seguinte item.


O vocábulo “Portanto” (segundo período do segundo parágrafo) introduz uma explicação, por isso substituí-lo por Pois manteria a coerência das ideias do texto.

Alternativas
Respostas
23721: C
23722: E
23723: B
23724: D
23725: D
23726: D
23727: B
23728: E
23729: A
23730: B
23731: E
23732: C
23733: E
23734: C
23735: E
23736: A
23737: B
23738: D
23739: E
23740: E