Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra se em português

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Q2711351 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 20 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 _____ Mais da metade da população mundial já conta com acesso à internet, aponta o último relatório Digital in 2018,

2 divulgado pelos serviços online Hootsuite e We Are Social. De acordo com as duas companhias, somos mais de 4 bilhões de

3 pessoas conectadas à rede, enquanto as estimativas mais recentes apontam para uma população global de 7,6 bilhões de seres

4 humanos.

5 _____ Falando em números específicos, começamos 2018 com 4,021 bilhões de pessoas online (53% de todas as pessoas

6 do planeta), um aumento de 7% em relação ao ano anterior. As redes sociais são utilizadas por cerca de 3,2 bilhões de pessoas

7 (42% de todo o mundo).

8 _____ Um dado curioso é que os telefones móveis têm uma penetração maior do que as redes sociais e até mesmo do que a

9 conexão com a internet: eles são usados por 5,1 bilhões de indivíduos ao redor do globo (68% da população global). Além disso,

10 quase todas as pessoas que usam redes sociais o fazem também pelo smartphone: 2,9 bilhões de pessoas (39% da população

11 mundial).

12 _____ Segundo os dados levantados pelo We Are Social e pelo Hootsuite, o Brasil é o terceiro país que mais fica online:

13 são, em média, 9h14 todos os dias. A Tailândia lidera o ranking, com uma média 9h38, seguida das Filipinas, com 9h24. Esses

14 dados levam em conta o acesso feito a partir de qualquer dispositivo e foi obtido por meio de pesquisa com usuários de 16 a 64

15 anos de idade.

16 _____ A penetração média da internet no mundo é de 53% e os países com maior porcentagem da população conectada são

17 Catar e Emirados Árabes Unidos, ambos com 99%. Logo depois vêm Kuwait, Bermuda, Bahrain, Islândia, Noruega, Andorra e

18 Luxemburgo, todos com 98% de sua população online.

19 _____ Na outra ponta do ranking temos a situação inversa: os países menos conectados. Quem “lidera” esse lado é a Coreia

20 do Norte, com 0,06% de seus cidadãos tendo acesso a rede mundial de computadores (apenas 16 mil pessoas acessam a internet

21 a partir do país asiático). Depois vêm a Eritréia (1%) e Níger (4%).

22 _____ Segundo o Digital in 2018, os dispositivos mobile já são o principal ponto de acesso das pessoas à internet em todo

23 o mundo, com penetração de 52%, enquanto os computadores tradicionais (laptops e desktops) têm penetração de “apenas” 43%.

24 Os tablets são usados por apenas 4% da população, enquanto outros dispositivos (como os consoles) são utilizados por 0,14%

25 das pessoas ao redor do globo.

26 _____ Um dado interessante aqui envolve o Facebook: 95,1% de todos os usuários da rede social criada por Mark

27 Zuckerberg acessam o serviço por meio de um smartphone. Em contrapartida, somente 31,8% fazem o mesmo usando um

28 notebook ou um desktop.

29 _____ A internet móvel vem, aos poucos, se tornando um padrão em várias partes do mundo. O país com as velocidades

30 médias mais rápidas quando se fala em acesso por meio de redes móveis é a Noruega, com 61,2 Mbps — logo atrás estão Malta

31 (54,4 Mbps) e Holanda (54,2 Mbps). Na outra ponta, com as menores velocidades, estão Bangladesh (5,2 Mbps) e Líbia e Iraque

32 (ambos com 4,2 Mbps).

33 _____ Cerca de 1 milhão de pessoas começaram a usar as redes sociais em 2017, aponta o relatório, o que significa um

34 novo usuário a cada 11 segundos. Em termos de proporção, o número de utilizadores das mídias sociais aumentou 13% ao longo

35 do período, com a Ásia Central e o Sul da Ásia liderando o crescimento.

36 _____ Falando em países de forma específica, os que mais apresentaram crescimento no número de usuários de redes

37 sociais foram Arábia Saudita (32%), Índia (31%), Indonésia (23%), Gana (22%) e África do Sul e Vietnam (ambos com 20%).

38 _____ Voltando a ter o Facebook como um extrato perfeito (ou quase isso) daquilo que é o uso das redes sociais, o perfil

39 mais comum de usuário de rede social no mundo é homem e com idade entre 26 e 34 anos — 17% dos usuários se encaixam

40 nessa descrição.

41 _____ Os países com maior número de usuárias femininas do Facebook são Belarus (58%), Ucrânia (57%) e Moldávia e

42 Rússia (ambas com 56%). Já os países com mais usuários homens são Iêmen (85%), Afeganistão (84%) e Chade e Sudão do Sul

43 (ambos com 82%).

44 _____ As pessoas vêm perdendo o receio de comprar online em todo o mundo, mostra o Digital in 2018. No ano passado,

45 1,77 bilhão de pessoas (ou 23% da população mundial) realizaram ao menos uma aquisição via comércio eletrônico, um

46 aumento de 8% em relação ao ano anterior. Ao todo, foram gastos mais de US$ 1,4 trilhão, aumento de 16% sobre 2016,

47 resultando em um consumo médio de US$ 833 por pessoa.

48 _____ O país onde o e-commerce é mais comum é o Reino Unido: 78% da população britânica faz compras online.

49 Completam as primeiras posições do ranking Coreia do Sul (74%), Alemanha (74%), Suécia (69%) e Estados Unidos (69%). No

50 Brasil, 45% da população compra produtos pela internet.

FONTE: https://www.tecmundo.com.br/internet/126654-4-bilhoes-pessoas-usam-internet-no-mundo.htm

A expressão que introduz uma ideia de conformidade é

Alternativas
Q2709221 Português

Leia com atenção o fragmento adaptado do livro “O homem e seus símbolos” de Carl Gustav Jung para responder às questões 7, 8, 9 e 10 a seguir.

O homem utiliza a palavra escrita ou falada para expressar o que deseja transmitir. Sua linguagem é cheia de símbolos, mas ele também, muitas vezes, faz uso de sinais ou imagens não estritamente descritivos. Alguns são simples abreviações ou uma série de iniciais como ONU, UNICEF ou UNESCO; outros são marcas comerciais conhecidas, nomes de remédios patenteados, divisas e insígnias. Apesar de não terem nenhum sentido intrínseco, alcançaram, pelo seu uso generalizado ou por intenção deliberada, significação reconhecida. Não são símbolos: são sinais e servem, apenas, para indicar os objetos a que estão ligados.

O que chamamos símbolo é um termo, um nome ou mesmo uma imagem que nos pode ser familiar na vida diária, embora possua conotações especiais além do seu significado evidente e convencional. Implica alguma coisa vaga, desconhecida ou oculta para nós. (...) Existem (...) objetos tais como a roda e a cruz, conhecidos no mundo inteiro, mas que possuem, sob certas condições, um significado simbólico.

O que simbolizam exatamente ainda é motivo de controversas suposições.

Assim, uma palavra ou uma imagem é simbólica quando implica alguma coisa além do seu significado manifesto e imediato. Esta palavra ou esta imagem têm um aspecto “inconsciente” mais amplo, que nunca é precisamente definido ou de todo explicado. E nem podemos ter esperanças de defini-la ou explicá-la. Quando a mente explora um símbolo, é conduzida a ideias que estão fora do alcance da nossa razão. A imagem de uma roda pode levar nossos pensamentos ao conceito de um sol “divino’’ mas, neste ponto, nossa razão vai confessar a sua incompetência: o homem é incapaz de descrever um ser “divino”. Quando, com toda a nossa limitação intelectual, chamamos alguma coisa de “divina”, estamos dando-lhe apenas um nome, que poderá estar baseado em uma crença, mas nunca em uma evidência concreta.

Por existirem inúmeras coisas fora do alcance da compreensão humana é que frequentemente utilizamos termos simbólicos como representação de conceitos que não podemos definir ou compreender integralmente. Esta é uma das razões por que todas as religiões empregam uma linguagem simbólica e se exprimem através de imagens. Mas este uso consciente que fazemos de símbolos é apenas um aspecto de um fato psicológico de grande importância: o homem também produz símbolos, inconsciente e espontaneamente, na forma de sonhos.

De acordo com a leitura do texto e com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas
Q2708264 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam – como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

Analise as assertivas a seguir a respeito da partícula ‘se’:


I. Na linha 22, classifica-se como pronome reflexivo.

II. Na linha 24, classifica-se como índice de indeterminação do sujeito.

III. Na linha 32, classifica-se como uma conjunção.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2704271 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.


Vida de clichê


___O jornalista Humberto Werneck lançou seu O pai dos burros – Dicionário de lugares-comuns e frases feitas. Dono de um dos grandes textos da imprensa brasileira, ele passou quase 40 anos colecionando os clichês que sujam as páginas de jornais, revistas, livros. Aquelas palavras que, de tanto ouvi-las, são as primeiras a aparecer na nossa cabeça, na ponta dos nossos dedos. Foram ditas muitas vezes antes, não causarão nenhuma reação inesperada. Não provocarão nada, nem de bom, nem de ruim.

___Por que então os clichês são tão populares? Porque são seguros, é o que disseram gente brilhante como H.L. Mencken e Hannah Arendt. Ao repetir uma ideia velha, o que foi dito e redito por tantos antes de nós, nada sai do nosso controle. Também nada acontece. Uma nova ideia é sempre um risco, não sabemos aonde ela vai nos levar. E, na falta de ousadia, o que nos sobra é medo.

___Li todas as 208 páginas, os 4.640 clichês, para conhecer as palavras das quais deveria fugir. Desde então, adquiri um incômodo que não sai de mim. Ao colecionar lugares-comuns, Werneck espera nos instigar a pensar antes de sair escrevendo – ou falando. Caso o jogo de palavras venha muito fácil, é porque já foi dito tantas vezes que abriu um escaninho no nosso cérebro. Basta apertar uma tecla invisível e sai de lá pronto. Não custa nada, nem mesmo um esforço mínimo. “O tempo é o senhor da razão”, “a esperança é a última que morre”, “nunca antes na história deste país”...

___Clichês são letra morta. Palavras que nasceram luminosas e morreram pela repetição, já que a morte de uma palavra é o seu esvaziamento de sentido. Agarrar-se aos lugares-comuns para não ousar arriscar-se ao novo é matar a possibilidade antes de ela existir. Parece-me que os lugares-comuns vão muito além das palavras. A gente pode transformar nossa vida inteira num clichê. Não basta apenas pensar antes de escrever, na tentativa de criar algo nosso. É preciso pensar para viver algo nosso – antes de repetir a vida de outros.


(Eliane Brum. A menina quebrada e outras colunas de Eliane Brum.

Porto Alegre, Arquipélago Editorial, 2013, Adaptado)

Ao substituir-se pelo termo “Se” o que está destacado em – Caso o jogo de palavras venha muito fácil, é porque já foi dito tantas vezes que abriu um escaninho no nosso cérebro. (3o parágrafo) –, o verbo “vir” deve flexionar-se, conforme a norma-padrão da língua, em:

Alternativas
Q2700689 Português

Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:


Que tempos são esses?


1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece

2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um

3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...

4 __ No centro de tudo, a Palavra.

5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma

6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e

7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o

8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.

9 __ No centro de tudo, a Palavra.

10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.

11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o

12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social

13 ou da própria família.

14 __ No centro de tudo, a Palavra.

15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um

16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.

17 __ No centro de tudo, a Palavra.

18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se

19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar

20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina

21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.

22 __ No centro de tudo, a Palavra.

23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se

24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,

25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

26 __ No centro de tudo, a Palavra.

27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras

28 sua bandeira:

29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”


(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)

Nos trechos: “Jovens e adolescentes que se agridem pelas redes sociais.” (Parág. 3/L.6 e 7) e “Pela dor que as palavras produzem em sua alma. ” (Parág. 9/L.21), tem-se dois adjuntos introduzidos pela preposição POR.


Assinale a alternativa que apresenta os valores semânticos desses adjuntos, respectivamente.

Alternativas
Q2698595 Português

Para se referir ao papa, o pronome mais adequado é:

Alternativas
Q2698138 Português

Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada possui o valor semântico de condição:

Alternativas
Q2695743 Português

Leia com atenção o texto e responda o que se pede no comando das questões.

O ninho não mais vazio

Há dias, escrevi sobre uma amiga cujos filhos tinham acabado de sair de casa e que estava experimentando o que os psicólogos chamam de “síndrome do ninho vazio”. Aproveitei para contar que eu próprio entre o Natal e o Réveillon, vivera algo parecido, só que ao pé da letra. Uma rolinha — Lola, a rola — fizeram seu ninho no meu terraço e passara uma semana sentada sobre um ovo, do qual saiu Lolita, a Rolita. E, antes que eu tivesse o prazer de ver mãe e filha em ação, voando para lá e para cá, foram embora sem se despedir. Ali entendi a síndrome do ninho vazio.

Outro amigo, cujo conhecimento sobre os pássaros aprendi a admirar, me garantiu que Lola, a Rola não podia estar muito longe. "Ela gostou daqui”, ele disse. "Vai voltar para fazer outro ninho”. E, para que eu não me jactasse de minhas virtudes como anfitrião, explicou-me que isso é instintivo nos pássaros. Se se sentem seguros em algum lugar, elegem-no para se aninhar. Com isso, retomei meu posto de observação — e não é que meu amigo tinha razão?

Lola, a Rola reapareceu e logo começou os trabalhos. Reconheci-a pelo estilo de gravetos que recolhe — secos, fininhos e compridos. Em poucos dias o novo ninho ficou pronto, não muito distante do ninho original, este já em escombros. Só que, agora, com uma importante colaboração: a de seu marido Rollo, o Rola, talvez como mestre de obras. O fato é que, ao contrário da primeira vez, tive várias oportunidades de ver o casal empenhado na construção.

E assim, com duas semanas de intervalo, eis-me avô de mais um ovo. Que, pela lei das probabilidades, deverá produzir um macho. E, sendo filho de Lola, a Rola e Rollo, o Rola, só poderá se chamar — claro — Rolezinho.

Não vou dizer o nome de meu amigo amador de ornitologia. Só as iniciais: Janio de Freitas.

(CASTRO, Ruy. A arte de querer bem. 1, ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p. 21/ 22)

Utilize o excerto a seguir para responder as questões de 5 a 8: "Se se sentem seguros em algum lugar, elegem-no para se aninhar".

A análise do período permite classificá-lo como:

Alternativas
Q2695742 Português

Leia com atenção o texto e responda o que se pede no comando das questões.

O ninho não mais vazio

Há dias, escrevi sobre uma amiga cujos filhos tinham acabado de sair de casa e que estava experimentando o que os psicólogos chamam de “síndrome do ninho vazio”. Aproveitei para contar que eu próprio entre o Natal e o Réveillon, vivera algo parecido, só que ao pé da letra. Uma rolinha — Lola, a rola — fizeram seu ninho no meu terraço e passara uma semana sentada sobre um ovo, do qual saiu Lolita, a Rolita. E, antes que eu tivesse o prazer de ver mãe e filha em ação, voando para lá e para cá, foram embora sem se despedir. Ali entendi a síndrome do ninho vazio.

Outro amigo, cujo conhecimento sobre os pássaros aprendi a admirar, me garantiu que Lola, a Rola não podia estar muito longe. "Ela gostou daqui”, ele disse. "Vai voltar para fazer outro ninho”. E, para que eu não me jactasse de minhas virtudes como anfitrião, explicou-me que isso é instintivo nos pássaros. Se se sentem seguros em algum lugar, elegem-no para se aninhar. Com isso, retomei meu posto de observação — e não é que meu amigo tinha razão?

Lola, a Rola reapareceu e logo começou os trabalhos. Reconheci-a pelo estilo de gravetos que recolhe — secos, fininhos e compridos. Em poucos dias o novo ninho ficou pronto, não muito distante do ninho original, este já em escombros. Só que, agora, com uma importante colaboração: a de seu marido Rollo, o Rola, talvez como mestre de obras. O fato é que, ao contrário da primeira vez, tive várias oportunidades de ver o casal empenhado na construção.

E assim, com duas semanas de intervalo, eis-me avô de mais um ovo. Que, pela lei das probabilidades, deverá produzir um macho. E, sendo filho de Lola, a Rola e Rollo, o Rola, só poderá se chamar — claro — Rolezinho.

Não vou dizer o nome de meu amigo amador de ornitologia. Só as iniciais: Janio de Freitas.

(CASTRO, Ruy. A arte de querer bem. 1, ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p. 21/ 22)

Utilize o excerto a seguir para responder as questões de 5 a 8: "Se se sentem seguros em algum lugar, elegem-no para se aninhar".

A oração "para se aninhar" tem sentido de:

Alternativas
Q2695693 Português

A SEREIA DOS PENSADORES


O fascínio pelo poder é uma armadilha para os intelectuais.


Platão, na República, imaginou como seria um Estado governado exclusivamente pelos sábios: somente os iluminados pela Razão poderiam adentrar os círculos do poder, e o resto da sociedade deveria obedecer à aristocracia intelectual. Nessa obra exuberante, a utopia da intelligentsia conduz o gênero humano à prosperidade eterna: o mundo real, no entanto, foi menos gentil com o platonismo.

No século V a.C., Dionísio I, governante de Siracusa, convidou o filósofo ateniense a tornar-se seu conselheiro Déspota refinado, Dionísio apreciava cercar-se de poetas e pensadores (não foi o primeiro nem o último tirano a cultivar mascotes eruditas). Platão, contudo, insistiu em aplicar suas ideias ao governo da cidade-Estado. Segundo o historiador Diogénes Laércio, Dionísio acabou se irritando com suas censuras e ordenou que Platão fosse vendido como escravo. O grande pensador foi parar em um mercado na Ilha de Egina, é entre prisioneiros de guerra. Por sorte, um benfeitor o reconheceu, comprou-o e o mandou de volta a Atenas. Diógenes Laércio calcula que o preço da transação tenha sido uns 200 dracmas.

Embora Platão tivesse inclinações autoritárias (como bem demonstra a leitura da República), sua aproximação ao poder não se deu por ambição pessoal, mas por uma espécie de pudor. Em uma carta, assim justificou seu envolvimento com o governo de Siracusa: “Eu o fiz, principalmente, por um sentimento de vergonha em relação a mim mesmo; não queria que a humanidade me considerasse um homem somente dedicado às palavras e incapaz de agir.”.

Eu detestaria viver na República de Platão — lugar onde poetas e escultores seriam banidos, e onde a única música permitida seriam canções de ninar e marchinha militares. Mesmo assim, há algo de admirável na tentativa de aprimorar o mundo coma força das ideias.

Ao longo dos tempos, contudo, a relação dos grandes intelectuais com o poder político nem sempre obedeceu a motivos tão nobres. À vaidade ilustrada levou muitas mentes agudas a se associarem a regimes nefastos: a sensação de moldar a história em tempo real exerce efeito tóxico sobre mentes acostumadas à abstração.

Esse ópio não age apenas sob governos totalitários: mesmo em sociedades democráticas o fascínio pelo poder é uma armadilha que pode arrastar ou embotar os mais argutos intelectos.

Antípoda de Platão, Heráclito (540-470 a.c.) foi o protótipo do intelectual desengajado. Quando os habitantes de Corinto o convidaram a redigir as leis da cidade, respondeu: ''Prefiro brincar com crianças a ajudar esses perversos a governar a república''. Não proponho que Heráclito nos sirva de modelo, e espero que um dia os sábios governem o mundo. Mas quem traçará a linha precisa entre os sábios e os tolos? Antes a sereia do poder, é salutar que os seres ''dedicados ás palavras'' nem fujam nem se deslumbrem; que mantenham uma certa rabugice, uma certa desconfiança, um certo pudor, enfim. Pois, como diz o adágio, o poder corrompe - e a corrupção da sabedoria não é inatividade, mas a loucura.


(BOTELHO, José Francisco. Revista Veja: 3 de julho de 2019. p. 95)

O excerto “No século V a.C., Dionísio I, governante de Siracusa, convidou o filósofo ateniense a tornar-se seu conselheiro.” deve ser utilizado para responder as questões 7 e 8.


A partícula “se”, no excerto, classifica-se como:

Alternativas
Q2695689 Português

A SEREIA DOS PENSADORES


O fascínio pelo poder é uma armadilha para os intelectuais.


Platão, na República, imaginou como seria um Estado governado exclusivamente pelos sábios: somente os iluminados pela Razão poderiam adentrar os círculos do poder, e o resto da sociedade deveria obedecer à aristocracia intelectual. Nessa obra exuberante, a utopia da intelligentsia conduz o gênero humano à prosperidade eterna: o mundo real, no entanto, foi menos gentil com o platonismo.

No século V a.C., Dionísio I, governante de Siracusa, convidou o filósofo ateniense a tornar-se seu conselheiro Déspota refinado, Dionísio apreciava cercar-se de poetas e pensadores (não foi o primeiro nem o último tirano a cultivar mascotes eruditas). Platão, contudo, insistiu em aplicar suas ideias ao governo da cidade-Estado. Segundo o historiador Diogénes Laércio, Dionísio acabou se irritando com suas censuras e ordenou que Platão fosse vendido como escravo. O grande pensador foi parar em um mercado na Ilha de Egina, é entre prisioneiros de guerra. Por sorte, um benfeitor o reconheceu, comprou-o e o mandou de volta a Atenas. Diógenes Laércio calcula que o preço da transação tenha sido uns 200 dracmas.

Embora Platão tivesse inclinações autoritárias (como bem demonstra a leitura da República), sua aproximação ao poder não se deu por ambição pessoal, mas por uma espécie de pudor. Em uma carta, assim justificou seu envolvimento com o governo de Siracusa: “Eu o fiz, principalmente, por um sentimento de vergonha em relação a mim mesmo; não queria que a humanidade me considerasse um homem somente dedicado às palavras e incapaz de agir.”.

Eu detestaria viver na República de Platão — lugar onde poetas e escultores seriam banidos, e onde a única música permitida seriam canções de ninar e marchinha militares. Mesmo assim, há algo de admirável na tentativa de aprimorar o mundo coma força das ideias.

Ao longo dos tempos, contudo, a relação dos grandes intelectuais com o poder político nem sempre obedeceu a motivos tão nobres. À vaidade ilustrada levou muitas mentes agudas a se associarem a regimes nefastos: a sensação de moldar a história em tempo real exerce efeito tóxico sobre mentes acostumadas à abstração.

Esse ópio não age apenas sob governos totalitários: mesmo em sociedades democráticas o fascínio pelo poder é uma armadilha que pode arrastar ou embotar os mais argutos intelectos.

Antípoda de Platão, Heráclito (540-470 a.c.) foi o protótipo do intelectual desengajado. Quando os habitantes de Corinto o convidaram a redigir as leis da cidade, respondeu: ''Prefiro brincar com crianças a ajudar esses perversos a governar a república''. Não proponho que Heráclito nos sirva de modelo, e espero que um dia os sábios governem o mundo. Mas quem traçará a linha precisa entre os sábios e os tolos? Antes a sereia do poder, é salutar que os seres ''dedicados ás palavras'' nem fujam nem se deslumbrem; que mantenham uma certa rabugice, uma certa desconfiança, um certo pudor, enfim. Pois, como diz o adágio, o poder corrompe - e a corrupção da sabedoria não é inatividade, mas a loucura.


(BOTELHO, José Francisco. Revista Veja: 3 de julho de 2019. p. 95)

Analise o trecho a seguir: “Não proponho que Heráclito nos sirva de modelo, e espero que um dia os sábios govemem omundo.”. Do ponto de vista da construção sintática, é correto afirmar que o periodo transcrito é composto por:

Alternativas
Q2694717 Português

Em todas as afirmativas apresentadas a seguir, o termo destacado funciona como adjunto adnominal.


Assinale a alternativa em que, nos parênteses, está incorretamente identificada a classe gramatical desse termo em destaque.


Alternativas
Ano: 2019 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA Provas: IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Psicopedagogo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Assistente Social / Serviço Social | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Arquiteto Urbanista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Engenheiro Elétrico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Farmacêutico - Bioquímico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Cirurgião Dentista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Engenheiro Agrônomo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Fisioterapeuta | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Fonoaudiólogo | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico Plantonista Clínico Geral | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico - PSF | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Nutricionista | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Químico | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Médico Veterinário | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Educação Especial | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Ciências | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de Português | IMA - 2019 - Prefeitura de Fortaleza dos Nogueiras - MA - Professor de 1º ao 5º Ano |
Q2689566 Português

AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

..

TEXTO


1--------- O regime capitalista de produção pressupõe a generalização da produção para a troca. Com a

2 expansão desta - entendida como expressão da diferenciação da divisão social do trabalho - ocorre

3 também a separação definitiva dos produtores diretos de mercadorias dos seus meios de produção.

4 Expropriados, passam a ser possuidores de uma única mercadoria - sua força de trabalho.

5 Proletarizados, são convertidos em trabalhadores assalariados. Simples operadores dos instrumentos

6 de produção que não mais lhes pertencem.

7 --------- Para participar do processo de troca, para ter existência social, o produtor precisa então levar

8 sua mercadoria ao mercado, onde esta irá defrontar-se com todas as demais mercadorias. Seu

9 possuidor a leva "livremente" ao mercado e vende-a por tempo determinado, forma única de

10 continuar sobrevivendo. Não se aliena definitivamente dela, pois só agindo assim pode continuar

11 participando da troca. Caso contrário, nada mais teria a oferecer. Alienando-se de sua mercadoria

12 única, nada mais seria que um escravo - ele próprio mercadoria. Isso significa que alguém, o

13 comprador, proprietário do dinheiro e dos meios de produção, adquire o direito de usar essa força de

14 trabalho pelo tempo acordado. Caracteriza-se, assim, a dicotomia proprietários dos meios de

15 produção/proletários.

16--------- Os proprietários da força de trabalho, os trabalhadores, submetem-se, porque dessa maneira

17 integram-se eles próprios no mercado. Só assim podem ter acesso à mercadoria dinheiro -

18 representado neste caso pelo salário - passaporte único às demais mercadorias, o que lhes permite a

19 sobrevivência. Nesse sentido, percebe-se que o salário, expressão do valor da força de trabalho, não

20 importa os meios pelos quais seja estabelecido, não "deveria" descer a níveis que ameacem a própria

21 sobrevivência e reprodução da classe trabalhadora dada a importância para o capital, que a submete,

22 mas que dela necessita (até mesmo enquanto exército de reserva), para continuar sua trajetória de

23 valorização e acumulação. (Pelo menos até a fase atual, o capitalismo não conseguiu se descartar

24 definitivamente da força de trabalho, embora a substituição de trabalho vivo por trabalho morto seja

25 mais e mais acelerada).

26--------- O trabalho torna-se então alienado, vazio de sentido para o trabalhador, dado que o resultado

27 de sua atividade passa a ser propriedade de outrem. Nesse ponto, é bastante oportuna a seguinte

28 citação: "O antigo possuidor de dinheiro marcha adiante como capitalista, segue-o o possuidor da

29 força de trabalho como seu trabalhador, um, cheio de importância, sorriso satisfeito e ávido por

30 negócios; o outro, tímido, contrafeito, como alguém que levou a própria pele ao mercado e agora não

31 tem mais nada a esperar, exceto o - curtume." Revela-se aqui todo o significado do fato de a força de

32 trabalho ser transformada em uma mercadoria a mais, no mundo da produção capitalista, em que os

33 produtos do trabalho não mais pertencem a seus produtores, anônimos participantes de um espetáculo

34 no qual entram em cena sem nem mesmo perceber e no qual têm de permanecer independentemente

35 de sua vontade. Sua sobrevivência está agora delimitada por decisões que vão, cada vez mais,

36 afastando-se de seu domínio, às quais, por meios mais ou menos violentos, acabam sendo obrigados a

37 acatar. A "liberdade", não conquistada senão que imposta, que lhes permite colocar sua força de

38 trabalho à venda, significa a subordinação completa, definitiva, do trabalho ao capital. Este, sim,

39 impondo as regras e condições aos personagens que a ele são atrelados. O conflito é inerente e

40 intransponível. Ingenuidade querer eliminá-lo, mantendo-se intocadas as características do cenário

41 em que se insere.

...

FONTE: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/violencia-urbana-no-brasil.htm

A expressão “o comprador” (L.13) exerce a função de

Alternativas
Q2687818 Português

Marque a alternativa na qual a partícula SE assume a função de pronome apassivador.

Alternativas
Q2687813 Português

Leia o texto e responda as questões 1 a 5

A natureza da fera

Eles são apenas 10.000 entre os 20 milhões de cães do país. Não passam de 55 centímetros de altura, mas criam pânico nas ruas. “Deve haver umas cinquenta mordidas de pit bulls por ano”, estimou à SUPER Francisco Araújo, gerente do Controle e Vigilância de Fatores Biológicos da Fundação Nacional da Saúde. É muito pouco se considerarmos que há mais de 400.000 acidentes anuais desse tipo. Mesmo assim, os pit bulls apavoram, e não é à toa.

A lista de ataques de cachorros em que as vítimas saem retalhadas ou mortas é liderada por essa raça impetuosa. Eles são bravos porque foram programados para brigar até vencer. “Pit bulls tendem a morder sem avisar e não soltam a vítima sozinhos”, disse à SUPER a veterinária Ilana Reisner, da Universidade de Cornell.

Mas é provável que a fama de monstro seja tanto culpa dos animais quanto de quem os treina para atacar. “Cães violentos estão sendo cada vez mais usados como armas de fogo. Eles refletem o aumento da violência na sociedade”, diz à SUPER Randall Lockwood, pesquisador de comportamento animal da Sociedade Humanitária dos Estados Unidos. Afinal, os pit bulls, que entraram no Brasil só em 1988, não são os únicos violentos. Outro cão feroz, o rottweiler, pulou de 17.000 registrados no país em 1996 para 26.000 em 1998. “Além do mais, pit bulls e rottweilers bem-educados não saem mordendo”, diz a veterinária paulista Hannelore Fuchs.

Algozes ou vítimas, o fato é que o constante aumento de ataques bestiais contra seres humanos vem convencendo muitos países a banir pit bulls e cães violentos de seus territórios. Desde 1991, eles já foram proibidos na Inglaterra, na França, na Dinamarca, na Holanda, na Noruega, na Bélgica, em Porto Rico e em várias cidades do Canadá e dos Estados Unidos. Chamada a se pronunciar, a ciência comprova que a raça é mesmo especial, mas muita coisa só começou a ser investigada agora. “Quanto da agressividade é genética ainda não sabemos”, diz a veterinária Sharon Crowell, da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-natureza-da-fera/)

Marque a alternativa que contenha uma oração subordinada adjetiva explicativa.

Alternativas
Q2687812 Português

Leia o texto e responda as questões 1 a 5

A natureza da fera

Eles são apenas 10.000 entre os 20 milhões de cães do país. Não passam de 55 centímetros de altura, mas criam pânico nas ruas. “Deve haver umas cinquenta mordidas de pit bulls por ano”, estimou à SUPER Francisco Araújo, gerente do Controle e Vigilância de Fatores Biológicos da Fundação Nacional da Saúde. É muito pouco se considerarmos que há mais de 400.000 acidentes anuais desse tipo. Mesmo assim, os pit bulls apavoram, e não é à toa.

A lista de ataques de cachorros em que as vítimas saem retalhadas ou mortas é liderada por essa raça impetuosa. Eles são bravos porque foram programados para brigar até vencer. “Pit bulls tendem a morder sem avisar e não soltam a vítima sozinhos”, disse à SUPER a veterinária Ilana Reisner, da Universidade de Cornell.

Mas é provável que a fama de monstro seja tanto culpa dos animais quanto de quem os treina para atacar. “Cães violentos estão sendo cada vez mais usados como armas de fogo. Eles refletem o aumento da violência na sociedade”, diz à SUPER Randall Lockwood, pesquisador de comportamento animal da Sociedade Humanitária dos Estados Unidos. Afinal, os pit bulls, que entraram no Brasil só em 1988, não são os únicos violentos. Outro cão feroz, o rottweiler, pulou de 17.000 registrados no país em 1996 para 26.000 em 1998. “Além do mais, pit bulls e rottweilers bem-educados não saem mordendo”, diz a veterinária paulista Hannelore Fuchs.

Algozes ou vítimas, o fato é que o constante aumento de ataques bestiais contra seres humanos vem convencendo muitos países a banir pit bulls e cães violentos de seus territórios. Desde 1991, eles já foram proibidos na Inglaterra, na França, na Dinamarca, na Holanda, na Noruega, na Bélgica, em Porto Rico e em várias cidades do Canadá e dos Estados Unidos. Chamada a se pronunciar, a ciência comprova que a raça é mesmo especial, mas muita coisa só começou a ser investigada agora. “Quanto da agressividade é genética ainda não sabemos”, diz a veterinária Sharon Crowell, da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.

(Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-natureza-da-fera/)

Observe a oração sublinhada e classifique-a sintaticamente. “Pit bulls tendem a morder sem avisar”.

Alternativas
Q2685555 Português

As questões de 07 a 10 dizem respeito ao Texto 03. Leia-o atentamente antes de respondê-las.


ENCONTRANDO O TOM


1------Encontro um amigo, pianista consagrado, e

conto que estou começando um livro, mas como

sempre no inicio de um novo trabalho, ainda

estou buscando "o tom certo"

5------Ele acha graça, então escritor procura o tom?

Rimos porque acabamos descobrindo que os

dois buscamos a mesma coisa: encontrar o nosso

tom. O da nossa linguagem, da nossa arte, e -

isso vale para qualquer pessoa - o tom da nossa

10--vida. Em que tom a queremos viver? ( Não

perguntei como somos condenados a viver ) (...)

Nosso tom será o de suspeita e desconfiança

ou serão varandas abrindo para a paisagem além

de qualquer limite?

15------Parte disso depende de nós (...)

Sento-me aqui no computado e penso no tom

deste livro, que preciso encontrar. Eu o sinto,

neste momento inicial, um murmurar para o leitor.

"Vem refletir comigo, vem me ajudar a indagar"


Lya Luft, Perdas e ganhos(2013)

Uma Oração, em termos gramaticais, se estrutura em torno do verbo ou locução verbal. Posto isto, há no trecho que segue (linhas 08, 09 e 10):


“O da nossa linguagem, da nossa arte, e – isso vale para qualquer pessoa – o tom da nossa vida”.

Alternativas
Q2060863 Português

Utilize o texto abaixo para responder a próxima questão:



Em relação às funções das partículas “que” e “se”:
            I- A partícula “que” (linha 1) é um pronome relativo, refere-se ao termo “Brexit” (linha 1) e exerce a função sintática de sujeito da oração a que pertence.           II- A partícula “que” (linha 7) é uma conjunção integrante, sem função sintática e introduz uma oração subordinada substantiva subjetiva.         III- A partícula “se” (linha 24) é uma partícula integrante do verbo pronominal “expressar”.
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
941: D
942: C
943: D
944: C
945: D
946: C
947: C
948: A
949: A
950: C
951: C
952: C
953: B
954: A
955: C
956: B
957: A
958: D
959: B
960: B