Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra se em português

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Q1757542 Português

Após a leitura do texto abaixo, exposto em Carta Capital, (05/02/20), responda à questão.


Talento e compromisso


Kobe Bryant era um gênio nas quadras de basquete. Fora delas mostrou-se um cidadão engajado e talentoso


A tristeza espalhou-se pelo mundo após o desastre que vitimou o genial astro do basquete Kobe Bryant, sua filha e seus companheiros no voo de helicóptero que deveria levá-los ao centro de formação de base no qual trabalhavam.

Muito se tem falado sobre a carreira e a vida do craque, que durante 20 anos defendeu um único clube, o Los Angeles Lakers.

Este fato por si só destaca o atleta em um tempo em que o esporte é marcado por transferências milionárias.

Uma curiosidade marcante entre diferentes jogadores de todos os esportes também foi sua característica: Bryant destacou-se pelas suas qualidades técnicas no confronto com adversários fabulosos que tinham na força física sua marca principal.

Muito corretamente ele era comparado a Michael Jordan, para mim o melhor atleta da década de 1990, desde que iniciou sua trajetória na NBA ao lado de Shaquille O'Neal, um nome único entre jogadores com físico agigantado. Juntos, eles ganharam um tricampeonato da NBA. Mais adiante, Bryant levantaria outras duas vezes o troféu, além de conquistar duas medalhas de ouro em Olimpíadas, sem falar em uma infinidade de vitórias individuais.

De todo modo, é grandioso o reconhecimento da contribuição do craque para o desenvolvimento do espetacular basquete americano e dos seus exemplos de responsabilidade social e humana, atestados pelas amizades que angariou em muitas áreas de atividade além do esporte. Consternação geral.

Avalie a veracidade das informações abaixo com relação a algumas estruturas linguísticas presentes no texto.


I- Na oração “Fora delas (das quadras) Bryant mostrou-se um cidadão engajado e talentoso”, o verbo pede objeto direto, representado pelo “se” e predicativo, representado por “um cidadão engajado e talentoso”.

II- Em: “Muito se tem falado sobre a carreira e a vida do craque”, o item “SE” classifica-se como partícula apassivadora.

III- Na oração “A tristeza espalhou-se pelo mundo após o desastre que vitimou o genial astro do basquete”, que se apresenta na voz passiva, a preposição “por” introduz o agente da passiva.

IV- Enquanto na oração “Este fato por si só destaca o atleta” o verbo “destacar” pede objeto direto, na oração “Bryant destacou-se pelas suas qualidades técnicas”, o verbo é pronominal e pede objeto indireto, introduzido pela preposição “por”.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q1755055 Português
Assinale a alternativa na qual o emprego da emprega “se” tenha sentido reflexivo.
Alternativas
Q1751596 Português
Para responder à pergunta, leia a reportagem de João Jonas Veiga Sobral (professor de Língua Portuguesa e orientador educacional) intitulada "A ansiedade é medo e desejo" para a Revista Educação (disponível em < https://www.revistaeducacao.com.br/coluna-ansiedade/>). 
    Nelson Rodrigues, com o humor ácido que lhe era próprio, afirmou: “O ser humano é o único que se falsifica. Um tigre há de ser tigre eternamente. Um leão há de preservar, até a morte, o seu nobilíssimo rugido. E assim o sapo nasce sapo e como tal envelhece e fenece. Nunca vi um marreco que virasse outra coisa. Mas o ser humano pode, sim, desumanizar-se. Ele se falsifica e, ao mesmo tempo, falsifica o mundo”.
    Para o bem e para o mal, o ser humano é condenado a fazer escolhas, seguir e abandonar caminhos e ideias, acender velas para Deus e para o Diabo, inventar a si e ao próprio mundo. O ser e o estar exigem de cada um de nós assumir um ponto de vista, uma condição social, uma identidade, uma margem do rio. Não se consegue o tempo todo viver na neutralidade ou na isenção absolutas. Não se interage com os outros sem que a afetação mútua não se dê como fato e como interpretação.
    Fazemos escolhas que nos representam e nos reafirmam, mas também fazemos escolhas fraudulentas – autoenganosas, em busca de alguma vantagem ou de um menor prejuízo. Falsificamo-nos também e o mundo com a dissimulação, ora hipócrita ora necessária. E também falsificamos o mundo com a pintura, com a música, com a literatura, com a expressão artística em geral, com a linguagem, com a figuração.
    Em nossa condenação capital, humana e diária de falsificar ou reinventar o mundo com as escolhas que fazemos, somos também sentenciados a recorrer ao léxico e fazer nele as escolhas que reflitam, escondam, sugiram, reafirmem nossas intencionalidades. “Tenha um bom dia, cavalheiro.” Em uma simples frase como essa, a depender do que ocorreu antes entre os interlocutores, não se pode dizer que o desejo expresso de “bom dia” seja a verdadeira intenção do enunciador. Em O segredo do Bonzo, Machado de Assis vaticina: “… se uma cousa pode existir na opinião, sem existir na realidade, e existir na realidade, sem existir na opinião, a conclusão é que das duas existências paralelas a única necessária é a da opinião, não da realidade, que é apenas conveniente”. A ironia, figura de linguagem predominante nos textos de Machado, é fundamental nesse jogo de ser e parecer, uma vez que ela mesma é um recurso linguístico que contribui para que aquilo que se enuncia seja uma falsificação – já que desdiz o dito, afirma o contrário do que se afirma.
    Quando escolhemos uma determinada palavra para expressar o que pensamos, podemos fazer um recorte de seu sentido, conforme nosso gosto e intenção. O dicionário Michaelis assim define a palavra ansiedade: “1 Sofrimento físico e psíquico; aflição, agonia, angústia, ânsia, nervosismo. 2 Estado emocional frente a um futuro incerto e perigoso no qual um indivíduo se sente impotente e indefeso. 3 Desejo ardente ou veemente; anelo. 4 Sentimento e sensação de intranquilidade, medo ou receio”.
    O filósofo e pensador cristão Sören Kierkegaard propõe que ansiedade é um desejo daquilo que tememos, um temor daquilo que desejamos. É um poder estranho que agarra o indivíduo sem que ele possa desvencilhar-se dele, nem queira desvencilhar-se, pois tem medo disso. Mas esse medo é também um desejo.
    Evidentemente que outros já se debruçaram sobre o tema e sobre a palavra, e óbvio que há outras acepções e sinônimos para ela. O recorte feito por mim ilustra a tese que defendo, ou seja, podemos escolher as palavras e suas acepções para apresentar em uma enunciação uma mensagem, uma ideia, mas também serve para que se falseie o que se deseja apresentar também.
    Quando se elege entre os sinônimos disponíveis para ansiedade os sentidos de “aflição, amargura, medo, nervosismo, consternação”, busca-se, possivelmente, apresentar o caráter negativo desse termo. Em contrapartida, na escolha das acepções “rapidez, voracidade, precaução, prevenção”, pode-se desejar atribuir à ansiedade um valor positivo.
    Nem sempre, nas delicadas relações humanas, podemos ser transparentes nas enunciações e revelar nossa cara lavada, como sugere Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa: “E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos / desencaixotar as minhas emoções verdadeiras / Desembrulhar-me e ser eu”.
    Neste mundo cheio de intenções e gestos, somos condenados, como dizia o Nelson, a falsear a si e ao mundo. E a palavra é a nossa máscara.
Analise as afirmações: I. Em "... o humor ácido que lhe era próprio" - o pronome pessoal em destaque pode ser substituído por "a ele" sem perda de sentido; II. No trecho "... a afetação mútua não se dê como fato..." - a próclise não é o uso mais aceitável pela norma culta, portanto deveria ser feita ênclise (dê-se); III. "... serve para que se falseie o que se deseja apresentar..." - a próclise nos dois casos destacados é correta gramaticalmente, dada a presença da partícula "que". Está(ão) correta(s):
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Q1751418 Português

Texto 2A1-II


    Cresce rapidamente, em quase todos os países, o número de pessoas na prisão ou que esperam prováveis sentenças de prisão. Em quase toda parte, a rede de prisões está se ampliando intensamente. Os gastos orçamentários do Estado com as forças da lei e da ordem, principalmente os efetivos policiais e os serviços penitenciários, crescem em todo o planeta. Mais importante, a proporção da população em conflito direto com a lei e sujeita à prisão cresce em ritmo que indica uma mudança mais que meramente quantitativa e sugere uma “significação muito ampliada da solução institucional como componente da política criminal” — e assinala, além disso, que muitos governos alimentam a pressuposição, que goza de amplo apoio na opinião pública, de que “há uma crescente necessidade de disciplinar importantes grupos e segmentos populacionais”.

     A proporção da população que cumpre sentenças de prisão é distinta em cada país, refletindo idiossincrasias de tradições culturais e histórias de pensamento e de práticas penais, mas o rápido crescimento parece ser um fenômeno universal em toda a ponta “mais desenvolvida” do mundo.


Zygmunt Bauman. Globalização: as consequências humanas. Tradução: Marcus Penchel. Rio de Janeiro, Zahar, 1999, p. 122-123 (com adaptações). 

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto 2A1-II, julgue o item que segue.


No segundo período do texto, a partícula “se” classifica-se como partícula apassivadora.

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Q1747439 Português

TEXTO I

É assim que acontece a bondade

Rubem Alves


(...)

O que pode ser ensinado são as coisas que moram no mundo de fora:

astronomia, física, química, gramática, anatomia, números, letras, palavras.

Mas há coisas que não estão do lado de fora, coisas que moram dentro do corpo.

Estão enterradas na carne, como se fossem sementes à espera…

Sim, sim! Imagine isto: o corpo como um grande canteiro!

Nele se encontram, adormecidas, em estado de latência, as mais variadas sementes.

Elas poderão acordar, como a Bela Adormecida acordou com um beijo.

Mas poderão também não brotar.

Tudo depende…

As sementes não brotarão se sobre elas houver uma pedra.

E também pode acontecer que, depois de brotar, elas sejam arrancadas…

De fato, muitas plantas precisam ser arrancadas, antes que cresçam:

as pragas, tiriricas, picões…

Uma dessas sementes é a “solidariedade”.

A solidariedade não é uma entidade do mundo de fora,

ao lado de estrelas, pedras, mercadorias, dinheiro, contratos.

Se ela fosse uma entidade do mundo de fora poderia ser ensinada e produzida.

A solidariedade é uma entidade do mundo interior.

Solidariedade nem se ensina, nem se ordena, nem se produz.

A solidariedade tem de brotar e crescer como uma semente…

Veja o ipê florido!

Nasceu de uma semente.

Depois de crescer não será necessária nenhuma técnica,

nenhum estímulo, nenhum truque para que ele floresça.

Angelus Silesius, místico antigo, tem um verso que diz:

“A rosa não tem porquês. Ela floresce porque floresce”.

O ipê floresce porque floresce.

Seu florescer é um simples transbordar natural da sua verdade.

A solidariedade é como o ipê:

nasce e floresce. 

Mas não em decorrência de mandamentos éticos ou religiosos.

Não se pode ordenar: “Seja solidário!”

A solidariedade acontece como um simples transbordamento:

as fontes transbordam…

Já disse que solidariedade é um sentimento.

É esse o sentimento que nos torna humanos.

A solidariedade me faz sentir sentimentos que não são meus, que são de um outro. Acontece assim: eu vejo uma criança vendendo balas num semáforo.

Ela me pede que eu compre um pacotinho das suas balas.

Eu e a criança – dois corpos separados e distintos.

Mas, ao olhar para ela, estremeço:

algo em mim me faz imaginar aquilo que ela está sentindo.

E então, por uma magia inexplicável, esse sentimento imaginado se aloja junto dos meus próprios sentimentos.

Na verdade, desaloja meus sentimentos, pois eu vinha, no meu carro, com sentimentos leves e alegres,

e agora esse novo sentimento se coloca no lugar deles.

O que sinto não são meus sentimentos.

Foram-se a leveza e a alegria que me faziam cantar.

Agora, são os sentimentos daquele menino que estão dentro de mim.

Meu corpo sofre uma transformação:

ele não é mais limitado pela pele que o cobre.

Expande-se.

Ele está agora ligado a um outro corpo que passa a ser parte dele mesmo.

Isso não acontece nem por decisão racional, nem por convicção religiosa, nem por um mandamento ético.

É o jeito natural de ser do meu próprio corpo, movido pela solidariedade.

Pela magia do sentimento de solidariedade meu corpo passa a ser morada do outro.

É assim que acontece a bondade.

O menino me olhou com olhos suplicantes.

E, de repente, eu era um menino que olhava com olhos suplicantes…


Disponível em https://rubemalvesdois.wordpress.com/2010/09/11/e-assim-que-acontece-a-bondade/

As sementes não brotarão se sobre elas houver uma pedra”.


A partícula “se” pode exercer diferentes funções nas orações, dependendo do papel que desempenha em relação aos outros elementos sintáticos. No caso do período destacado, a partícula “se” está exercendo função de

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Q1747184 Português

Leia a tirinha para responder à questão.

(André Dahmer. Malvados. www1.folha.uol.com.br, 01.10.2016)

Na frase – As pessoas se repelem e se atraem o tempo inteiro. –, o vocábulo se indica reciprocidade, como em:
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Ano: 2021 Banca: IDIB Órgão: CREMEPE Prova: IDIB - 2021 - CREMEPE - Assistente Técnico I |
Q1745980 Português

TEXTO II 



Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/ministerio-da-saude-lanca-servico-de-combate-a-fake-news.

A partícula “se” pode desempenhar diferentes funções na Língua Portuguesa. No período “Você recebeu uma informação sobre saúde nas redes sociais e tem dúvida se ela é verdadeira ou falsa?”, a partícula “se” está desempenhando papel de
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Q1736196 Português
Texto 1A2-I

    Este artigo questiona a informação histórica de que o Brasil se insere na modernidade-mundo, o chamado “mundo moderno”, através da realização da Semana de Arte Moderna de 1922. Tal inserção se daria, na verdade, pela construção do samba moderno a partir da ótica artística de Pixinguinha (1897-1973), em especial pela sua excursão com os Oito Batutas pela França, em 1921, patrocinada pelo multimilionário Arnaldo Guinle (1884-1963), apesar das críticas negativas de cunho racista dos cadernos culturais da época.
    O samba de Pixinguinha é resultante do amálgama das expressões culturais e religiosas afro-brasileiras e das trocas de experiências culturais entre diferentes expressões culturais que começavam a circular pelo mundo, de maneira mais ampla e rápida, graças às ondas sonoras de rádio, às gravações de discos e às partituras que chegavam ao Rio de Janeiro. Existia toda uma vida cultural que se desenvolvia em torno da vida portuária carioca, que funcionava como acesso das populações pobres e marginalizadas da cidade ao que de mais moderno ocorria no mundo, de maneiras inimaginadas pelas elites da época, com impactos ainda não devidamente situados e valorizados em suas importâncias e significados para a cultura brasileira. Há ainda a influência da música europeia como a polca ou a música de Bach, retrabalhadas e contextualizadas pelos músicos negros e mestiços que deram origem ao choro e ao maxixe, os quais seriam presenças seminais no artesanato musical de Pixinguinha.
     Pixinguinha e seus oito Batutas subvertem a ordem racista da elite brasileira da época conquistando –– literalmente –– a cidade luz, estabelecendo novos parâmetros culturais e de modernidade para os próprios europeus. No entanto, mesmo que seu impacto no exterior tenha se dado de maneira espaçada e pontual, a Semana de Arte Moderna de 1922 ficou conhecida como símbolo de nossa inserção na modernidade-mundo vigente, em detrimento do impacto imediato causado pela arte revolucionária de Pixinguinha e sua trupe musical entre os círculos culturais europeus. Cada apresentação era uma demonstração ao mundo de uma nova forma de música urbana, articulada e desenvolvida, com estrutura rítmica e harmoniosa de alta sofisticação. Não é por acaso que as gravações e partituras desse período em Paris tornaram-se referenciais para o cenário musical francês e para o mundo do jazz norte-americano, como ficaria comprovado pela admiração confessa de Louis Armstrong (1901-1971) por Pixinguinha ou pela regravação de Tico-Tico no fubá por Charlie Parker (1920-1955), no álbum La Paloma, em 1954. Christian Ribeiro. Pixinguinha, o samba e a construção do Brasil moderno. Internet: (com adaptações).  
No trecho “Existia toda uma vida cultural que se desenvolvia em torno da vida portuária carioca”, a partícula “se” classifica-se como
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Q1688044 Português

Ismália

Alphonsus de Guimaraens


Quando Ismália enlouqueceu,

Pôs-se na torre a sonhar...

Viu uma lua no céu,

Viu outra lua no mar.


No sonho em que se perdeu,

Banhou-se toda em luar...

Queria subir ao céu,

Queria descer ao mar...


E, no desvario seu,

Na torre pôs-se a cantar...

Estava perto do céu,

Estava longe do mar...


E como um anjo pendeu

As asas para voar...

Queria a lua do céu,

Queria a lua do mar...


As asas que Deus lhe deu

Ruflaram de par em par...

Sua alma subiu ao céu,

Seu corpo desceu ao mar... 

A palavra “se” em “Pôs-se na torre a sonhar...” desempenha função de:
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Q1686321 Português
Texto CB1A1-I

     Há quem valorize, mas também quem subestime o poder das férias. Pais de alunos pedem aos professores para passar atividades a serem feitas nos meses de férias, e os próprios docentes aproveitam os dias sem aulas para estudar e planejar o próximo semestre. Manter a mente funcionando é ótimo. Mas descansar, além de bom, é necessário, segundo médicos e especialistas. 
   De acordo com Li Li Min, neurologista da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas, o cérebro tem redes que exercem diferentes funções: algumas que fazem a pessoa enxergar, outras que nos ajudam a nos organizar, lidar com dificuldades, elaborar estratégias. Em situações de estresse — quando nosso organismo acha que estamos sob ameaça, de alguma maneira, ou sob pressão intensa —, “alguns circuitos particulares no cérebro são ativados, que são os de sobrevivência. O corpo fica de prontidão, alerta para enfrentar qualquer situação. Só que esse é um estado que você precisa ativar e desativar”, indica.
     O que acontece com o indivíduo que trabalha por longas jornadas, sem tirar férias, é que esse estado de alerta nunca é desligado. “Se você fica muito tempo nessa tensão, o seu organismo e o seu cérebro não conseguem voltar ao estado normal”, alerta Li Li Min. “Ligado nesse circuito de estresse, ele não consegue ativar as funções de criatividade ou elaboração, porque está focado na sobrevivência. Esse é um conflito perigoso”. Por isso descansar é tão importante.
    A doutora Gislaine Gil, coordenadora do curso Cérebro Ativo do hospital Sírio Libanês, em São Paulo, explica que essa é uma primeira vantagem das férias: a ausência de tensão. “Diante da pressão dos prazos de entrega de trabalhos e provas, aumenta a ansiedade de professores e alunos. A ansiedade aumenta o índice de cortisol no nosso organismo, uma substância liberada pelo hipotálamo”. Com isso, temos uma sensação de desconforto e chegamos a sentir dores musculares e nas costas. Nas férias, com a ausência da ansiedade e consequentemente do cortisol, o humor da pessoa melhora, e ela fica mais disposta e relaxada. 
     Mas há outras vantagens. Durante as férias, a qualidade do sono melhora, já que também se costuma dormir mais horas: não há tanta necessidade de acordar cedo ou tarefas que te deixam até tarde da noite acordado. Isso também é benéfico ao cérebro.

Paula Peres. Por que o cérebro precisa de descanso? In: Revista Nova Escola.
Internet: <novaescola.org.br> (com adaptações)
A correção gramatical do texto CB1A1-I seria mantida caso o vocábulo “Se”, em ‘Se você fica muito tempo nessa tensão, o seu organismo e o seu cérebro não conseguem voltar ao estado normal’, fosse substituído por
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Q1676951 Português
Em qual das assertivas a seguir o pronome SE funciona como índice de indeterminação do sujeito:
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Q2685298 Português

Leia o texto abaixo e responda as questões de 01 a 06.


O medo, a ansiedade e as suas perturbações

Américo Baptista

Marina Carvalho

Fátima Lory


Diversos rótulos verbais são utilizados para descrever um estado emocional desagradável de apreensão ou tensão, acompanhado por sintomas de ativação fisiológica, como, por exemplo, palpitações, dificuldades em respirar, tonturas, suores, sensação de calor e frio ou tremores, desencadeados por uma ameaça real ou antecipada (Baptista, 1988). Medo e ansiedade são os descritores mais utilizados, tanto na linguagem do dia-a-dia como na literatura psicológica. O termo angústia é cada vez menos utilizado, enquanto que, principalmente após a publicação da 3.ª edição do manual de classificação e diagnóstico da Associação Psiquiátrica Americana (APA, 1980), o termo pânico tem vindo a ser utilizado cada vez mais frequentemente. Apesar de medo e ansiedade serem muitas vezes considerados sinônimos, a presença ou ausência de estímulos desencadeadores externos e o comportamento de evitação costumam ser as características que se utilizam para diferenciar os dois estados. Considera-se medo quando existe um estímulo desencadeador externo óbvio que provoca comportamento de fuga ou evitação, enquanto que ansiedade é o estado emocional aversivo sem desencadeadores claros que, obviamente, não podem ser evitados.

Do ponto de vista das teorias das emoções, o medo é considerado como uma emoção básica, fundamental, discreta, presente em todas as idades, culturas, raças ou espécies, enquanto que a ansiedade é uma mistura de emoções, na qual predomina o medo (Barlow, 2002; Ekman& Davidson, 1994; Lewis & Haviland Jones, 2000; Plutchik, 2003).

Como mistura de emoções, a fenomenologia da ansiedade é mais variável que a do medo. Pode variar ao longo do tempo ou de acordo com as situações desencadeadoras, sendo, assim, mais vaga, imprecisa e difícil de definir. [...]

Marque a alternativa em que há um adjunto adverbial destacado.

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Q1808453 Português
TEXTO IV 
Disponível em: https://www.mood.com.br/mafalda-sua-linda/. Acesso em 09 de janeiro de 2020.
Em “Se você sair na rua sem cultura, a polícia te prende?”, no 2º quadrinho do TEXTO IV, o termo em destaque pode ser classificado como
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Q1768541 Português
Considere o trecho a seguir, extraído de uma obra do historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro, para responder a próxima questão.

Os povos, como disse Alexis de Tocqueville, ressentem-se eternamente da sua origem. As circunstâncias que os acompanharam ao nascer e que os ajudaram a desenvolver-se influem sobre toda a sua existência. Se fosse possível a todas as nações remontar à origem da sua história, prossegue o mesmo Tocqueville, não duvido que aí poderíamos descobrir a causa primária das prevenções, dos usos e paixões dominantes – de tudo, enfim, quanto compõe o que se chama caráter nacional. Estas poucas linhas de autoridade insuspeita servirão de carta de recomendação para aqueles que imaginem de menos interesse o estudo da nossa história, nos tempos coloniais, sob regime diferente do que adotou o império independente e liberal. Outras considerações farão ainda mais sensível a importância do estudo da história pátria colonial. Por ocasião de ser proclamada a independência e o império em 1822, o Brasil contava já em seu seio patrícios eminentes, cidades policiadas e fontes de riqueza, abertas pela agricultura, pela indústria e pelo comércio. Fora tudo isso obra do acaso, ou criado de repente? Não. Custara a vida e o trabalho de um grande número de gerações”.
(Trecho com adaptações).
No trecho selecionado, o autor menciona as circunstâncias que ajudaram os povos a “desenvolver- -se”. Nesse caso, a partícula “-se”, em “desenvolver- -se”, pode ser classificada como:
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Ano: 2020 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Bagé - RS Provas: FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Antropólogo | FUNDATEC - 2021 - Prefeitura de Bagé - RS - Arqueólogo | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Arquivista | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Assistente Social | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Informática | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Odontólogo | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Auditor | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Biólogo | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Contador | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Fisioterapeuta | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Geólogo | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Historiador | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Informata | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Jornalista | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Orientador Educacional | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Pedagogo | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Administração | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Arquitetura | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Ciências | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Comunicação | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Contabilidade | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Direito | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Economia | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Educação Artística | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Educação de Campo | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Educação Física | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Espanhol | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Geografia | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de História | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Inglês | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Matemática | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Português | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor Sala de Recursos | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor Especialista em Dança e Música | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Professor de Libras | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Psicólogo Clinico | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Publicitário | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Relações Publicas | FUNDATEC - 2020 - Prefeitura de Bagé - RS - Terapeuta Ocupacional |
Q1761446 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 


(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/ - texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica corretamente a ideia expressa pela palavra “se” na linha 36.
Alternativas
Q1759300 Português
Na sentença: “Trata-se de animais abandonados.” o pronome SE aparece como:
Alternativas
Q1719300 Português

Leia o Texto VII para responder à questão.


     A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.  

     — Anda, excomungado. 

     O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário – e a obstinação da criança irritava-o. Certamente esse obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia onde.

     Tinham deixado os caminhos, cheios de espinhos e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés.  

     Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a ideia de abandonar o filho naquele descampado. Pensou nos urubus, nas ossadas, coçou a barba ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. Sinha Vitória estirou o beiço indicando vagamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam perto. Fabiano meteu a faca na bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou no pulso do menino, que se encolhia, os joelhos encostados ao estômago, frio como um defunto. Aí a cólera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a Sinha Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que lhe caíam sobre peito, moles, finos como cambitos. Sinhá Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a interjeição gutural, designou os juazeiros invisíveis.

     E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num silêncio grande.


(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 37ª, São Paulo: Record, 1977, p. 10-11)

Em O pirralho não se mexeu (3o parágrafo), tem-se exemplo de voz verbal ______________________ (I), cuja palavra SE, _________________ (II), atua sintaticamente como _______________________ (III).
Para que a descrição morfossintática dessa frase fique correta, as lacunas I, II e III, devem ser preenchidas, respectivamente, com
Alternativas
Q1717573 Português
O cuidado para a volta segura às aulas

Diante dos desafios provocados pela pandemia e os esforços para a retomada das atividades presenciais, uma das maiores preocupações diz respeito ao ensino. Com as escolas fechadas desde março, quando a quarentena foi decretada em boa parte do Estado, estuda-se protocolos e formas de permitir um retorno gradual, com o máximo de segurança possível. Se crianças e adolescentes, pelo que se observa até agora, apresentam resposta imunológica mais positiva ao novo coronavírus, o fato de poderem ser pacientes assintomáticos ou mesmo de carregarem consigo a Covid-19 e favorecer sua disseminação não podem ser ignorados. Mesmo porque há a perspectiva do contato com pessoas do grupo de risco e mesmo da transmissão para os demais moradores de suas casas.

A contínua evolução do aprendizado sobre o comportamento da doença, efeitos e respostas faz com que também a literatura sobre o tema seja constantemente atualizada. É possível, no entanto, até mesmo com base nas experiências de outros países, acumular informações que permitam elaborar as regras básicas para a volta à educação presencial. Muitos dos cuidados e medidas a serem seguidos, inclusive, não são mais do que aquilo que já se faz com o restante da população.

Por outro lado, não se pode desprezar o fato de que a realidade das escolas - especialmente as públicas - é amplamente heterogênea em Minas. Há as que contam com melhor estrutura e condições e, por isso, podem responder ao desafio de modo mais completo. Outras, em municípios menores, e realidades diferentes, precisam de maior suporte para seguir as determinações da forma adequada. Estamos falando de uma dimensão territorial maior que a de boa parte dos países do mundo, marcada por nítidas diferenças sócio-econômicas, climáticas e de adensamento populacional.

Torna-se imperativo buscar um planejamento completo, que não dê margem a dúvidas ou possa esconder vulnerabilidades perigosas. Assim como nos mais variados setores - boa parte dos quais já em funcionamento praticamente normal - o respeito e o cumprimento às determinações sanitárias é o principal aliado para impedir uma segunda onda de contágio, que obrigaria a um indesejável recuo. O poder público deve buscar a interlocução com os vários atores envolvidos no processo e oferecer alternativas eficazes para as diversas realidades.

Fonte: https://www.hojeemdia.com.br
Se crianças e adolescentes, pelo que se observa até agora, apresentam resposta imunológica mais positiva ao novo coronavírus, o fato de poderem ser pacientes assintomáticos ou mesmo de carregarem consigo a Covid-19 e favorecer sua disseminação não podem ser ignorados”.
As palavras destacadas exercem as funções morfológicas respectivamente de:
Alternativas
Q1713311 Português

Leia atentamente o trecho a seguir, extraído de um dos discursos do célebre orador brasileiro Rui Barbosa, para responder a próxima questão.


“Creio na liberdade onipotente, criadora das nações robustas; creio na lei, emanação dela, o seu órgão capital, a primeira das suas necessidades; creio que, neste regime, não há poderes soberanos, e soberano é só o direito, interpretado pelos tribunais; creio que a própria soberania popular necessita de limites, e que esses limites vêm a ser as suas Constituições, por ela mesma criadas, nas suas horas de inspiração jurídica, em garantia contra os seus impulsos de paixão desordenada; creio que a República decai, porque se deixou estragar confiando-se ao regime da força; creio que a Federação perecerá, se continuar a não saber acatar e elevar a justiça; porque da justiça nasce a confiança, da confiança a tranqüilidade, da tranqüilidade o trabalho, do trabalho a produção, da produção o crédito, do crédito a opulência, da opulência a respeitabilidade, a duração, o vigor; creio no governo do povo pelo povo; creio, porém, que o governo do povo pelo povo tem a base da sua legitimidade na cultura da inteligência nacional pelo desenvolvimento nacional do ensino, para o qual as maiores liberalidades do tesouro constituíram sempre o mais reprodutivo emprego da riqueza pública; creio na tribuna sem fúrias e na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade; creio na moderação e na tolerância, no progresso e na tradição, no respeito e na disciplina, na impotência fatal dos incompetentes e no valor insuprível das capacidades”.

(Trecho com adaptações).

Em seu discurso, Rui Barbosa argumenta que “a Federação perecerá, se continuar a não saber acatar e elevar a justiça”. Em relação à conjunção “se”, nesse contexto, pode-se afirmar que introduz um sentido:
Alternativas
Q1712927 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questão.



(Disponível em: Correio do Povo, 6 de junho de 2017. Cidades - texto adaptado especialmente para esta prova.)
Considere as seguintes ocorrências das palavras QUE e SE no texto:
I. Na linha 11, o SE é pronome reflexivo. II. Na linha 18, o QUE é um pronome. III. Na linha 26, o SE é parte integrante do verbo.
Quais estão corretas?
Alternativas
Respostas
961: B
962: C
963: C
964: E
965: C
966: C
967: C
968: D
969: C
970: A
971: D
972: B
973: B
974: B
975: B
976: D
977: A
978: A
979: A
980: C