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Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra se em português

Foram encontradas 1.645 questões

Q2122137 Português

Julgue o item subsequente, relativo às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente.


O vocábulo “SE” estabelece, com ênfase, uma relação de oposição entre as duas orações do período “SE BEBER, NÃO DIRIJA!”.

Alternativas
Q2121352 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Velhice é doença?


(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/sociedade/velhice-e-doenca-entenda-a-polemica/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Assinale a alternativa na qual a palavra “se” esteja indicando a ocorrência de sujeito indeterminado em frases retiradas do texto.
Alternativas
Q2105360 Português
"Il faut cultiver notre jardin." (Voltaire)



Adaptado de GONÇALVES, Carolina de Almeida. In https://administradores.com.br/artigos/como-est%C3%A1-o-cultivo-do-seujardim; acesso em 28/01/2022.
Com relação aos pronomes empregados neste fragmento textual “Eu me pego pensando como seria diferente se cada um cuidasse do seu jardim com a mesma intensidade e capacidade de cuidar do jardim do vizinho” (l. 10 e 11), marque a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q2087170 Português

Viajando

    Viajar é a melhor coisa do mundo. Não importa para que lugar. Sair de onde você está e passar um tempo em outro, pra mim, já é suficiente. Claro que há lugares e lugares. Os brasileiros estão viajando, cada vez mais. Você, com certeza, já ouviu alguém dar o chilique que: em Nova York, agora, só tem brasileiro! Paris é um bairro nosso! Miami já faz parte da grande Salvador! Buenos Aires é de verdade a capital do Brasil.

    Mas tem um lugar que o brasileiro não costuma ir muito, que é o melhor de todos: o Brasil. Existe algum preconceito bobo na cabeça do brasileiro de que chique mesmo é ir pra Europa. Acho que chique mesmo é você conhecer o seu país de cabo a rabo! Um dos argumentos é que viajar para fora é o mesmo preço de uma viagem para o Nordeste. Ué, e daí? Você pode se divertir muito mais no Nordeste, tenha certeza.

    Se você já visitou os Lençóis Maranhenses, sabe do que estou falando. Um dos lugares mais lindos e diferentes do mundo. As pessoas, com razão, dizem que aqui nós não temos estrutura, os lugares são de difícil acesso, mas vou te dizer, faz um pouco parte da graça do passeio.

    Claro que queremos um mínimo e que isso não pode ser justificativa para a precariedade dos nossos cartões‐postais, mas ter que pegar um bugre e desbravar as ruas de terra/pedra de Fernando de Noronha, para chegar a uma praia deslumbrante como a do Sancho sem nenhum quiosque vendendo nem uma água é muito legal.

    Sou do ponto de vista de que a praia se fosse azulejada, com água doce e ar condicionado não seria o paraíso, seria a cozinha do seu apartamento. O Rio está caríssimo, é verdade, mas Grumari é de graça, a Lapa é de graça, o Aterro é de graça, Copacabana, Ipanema, a pedra da Gávea, a Floresta da Tijuca, é tudo “de grátis”! Foz do Iguaçu deixa Niagara Falls no chinelo. Mas lá é que é legal, é nos States, né? As dunas móveis de Natal, o Pantanal, Bonito, a Chapada, a Amazônia...

    O sonho de todo gringo é vir passar uma semana na floresta Amazônica. A maioria dos brasileiros acha floresta um programa de índio (mas adora passar 8 horas no trânsito pra ir ao Guarujá. Vai entender.). Temos dois dos melhores museus do mundo aqui no Brasil, um no Recife e outro em Minas. Inhotim é o maior museu a céu aberto de todos e das coisas mais impressionantes que eu já vi de artes plásticas, sonoras e visuais. Quando comento sobre ele, 95% das pessoas não têm ideia do que estou falando. Não vou nem entrar no quesito gastronomia para não humilhar qualquer país do planeta. Não estou falando tudo isso querendo dizer que ir ao Egito é bobagem, e que não vale a pena visitar Tóquio ou o Camboja. O que eu quero dizer é que, entre Barcelona e Roma, vale a pena descobrir o que é o Jalapão. Reserve dez dias do seu ano para viajar pelo Brasil. Você não vai se arrepender. Até porque, se é pra esbarrar com brasileiro nos Estados Unidos, esbarra com brasileiro por aqui mesmo, que tá tudo em casa!


(Fábio Porchat. Estadão Cultura. Em: 11/2014. Adaptado.)

Nas afirmativas a seguir, as palavras sublinhadas possuem o mesmo valor semântico, EXCETO em:
Alternativas
Q2070229 Português
Texto 1

Gato por lebre


Imagine que você está no supermercado ou na farmácia, na seção que vende leite em pó. Ao avaliar as marcas disponíveis, vê que, em algumas latas, o rótulo destaca que o produto é fonte de cálcio, ferro e zinco, além de conter um “mix” de vitaminas. Parece uma boa opção para crianças, certo? No entanto, se comprar esse produto pensando que é leite, você estará levando gato por lebre. Embora a embalagem seja muito semelhante à do leite em pó, esse produto é, na verdade, um composto lácteo – mistura de leite (51% no mínimo, de acordo com a legislação - Instrução Normativa 28/2007, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e de ingredientes diversos, como soro de leite, óleos vegetais, açúcar e substâncias químicas para dar sabor, aroma, aumentar a durabilidade etc., chamadas de aditivos alimentares.
Mais grave é o risco de confusão com fórmulas infantis e fórmulas de seguimento, alimentos artificiais substitutos do leite materno, indicados para recém-nascidos de até 6 meses e para bebês entre 6 meses e 1 ano de idade, respectivamente. “Embora não exista produto industrializado que se equipare aos benefícios e à proteção à saúde da mãe e do bebê proporcionados pelo aleitamento materno, as fórmulas infantis e de seguimento são desenvolvidas para suprir as necessidades nutricionais do bebê quando a amamentação não é possível”, explica Rosana de Divitiis, ex-presidente e atual conselheira da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN, na sigla em inglês) no Brasil.
O composto lácteo, ao contrário, não deve ser oferecido para crianças com menos de 1 ano. Porém, a IBFAN detectou problemas na oferta desses produtos, que podem levar o consumidor a erro em relação à sua composição e para quem ele é indicado.
Em 2017, a organização fez novamente seu monitoramento anual do cumprimento da legislação que visa a proteger o direito à amamentação no Brasil, a chamada NBCal, composta por resoluções, portarias e pela Lei Federal no 11.265/2006, regulamentada pelo Decreto no 8.552/2015. A norma reúne regras sobre rotulagem, comercialização e publicidade de uma série de produtos que podem atrapalhar o aleitamento materno, desde alimentos (leites artificiais, outros produtos lácteos e papinhas, por exemplo) a acessórios como chupetas, mamadeiras e bicos.

Adaptado de: https://idec.org.br/materia/gato-por-lebre-0. Acesso em: 13 fev. 2022.
Assinale a alternativa que analisa corretamente o emprego do termo “se” no trecho “No entanto, se comprar esse produto pensando que é leite [...]”, do Texto 1.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IDECAN Órgão: TJ-PI Prova: IDECAN - 2022 - TJ-PI - Psicólogo |
Q2044344 Português
Perdemos nossas casas em Alcântara para ricaços brincarem de astronautas  

TEXTO_.png (795×587) 


(Danilo Serejo, Quilombola de Alcântara (MA) e membro do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe). Folha de S. Paulo,
httpsilwifw1.folha.uol.com.br/opniao/2022/07/perdermos-nossas-casas-em-alcantara-para-ricacos-brincarem-de-astronautas.shtml) 
Em noites escuras, quem se embrenha mato adentro no Quilombo de Canelatiua sente-se como se estivesse caminhando no espaço. (linhas 1 e 2)
A respeito das três ocorrências do SE no período acima, analise as afirmativas a seguir:
I. Há dois casos de pronome reflexivo. II. Uma das ocorrências se classifica diferentemente das demais, que apresentam, por sua vez, a mesma classificação. III. Em uma das ocorrências, o SE tem papel apassivador.
Assinale
Alternativas
Q2030151 Português

Leia a tira para responder a questão.


(Bill Watterson. O melhor de Calvin. https://cultura.estadao.com.br, 23.06.2022)

O vocábulo se, empregado no 1º quadro, tem o mesmo sentido e função gramatical, conforme o contexto em que se encontra, em:
Alternativas
Q2027268 Português
Texto 10A1-II

        O emprego mais comum e cotidiano do termo gramática diz respeito a um tipo de livro, em geral, volumoso, que consultamos quando temos dúvidas na redação de um trabalho. Na biblioteca escolar, as gramáticas costumam ficar no acervo de referência, i.e., fazem parte do conjunto de obras de consulta a que nós, leitores/alunos, temos acesso, localizadas perto das mesas de trabalho.
         O objetivo dessas obras não se restringiu à ajuda apenas na redação de textos mais cuidados. É o que se depreende da divisa “ensinar a falar e a escrever corretamente”. Em qualquer situação, na fala ou na escrita, aquelas formas recomendadas na gramática deveriam ser as formas utilizadas.
         Ao começarmos o curso de Letras, o termo gramática se torna bem mais frequente – mas aquele significado do tempo da escola não parece fazer sentido nos artigos científicos que temos de ler, nem no que ouvimos nas aulas de Linguística. É porque, na maioria das vezes, o significado é outro mesmo. Isso acontece com parte da terminologia empregada nos estudos linguísticos: parte dela tem origem no mundo antigo, e seu significado foi mudando ao longo dos séculos. Gramática está nesse grupo.

Maria Carlota Rosa. Uma viagem com a Linguística: um panorama para iniciantes [recurso eletrônico]. São Paulo: Pá de Palavra, 2022, p. 74 (com adaptações).
O vocábulo “se”, na primeira oração do segundo parágrafo do texto 10A1-II, é classificado como
Alternativas
Q2023529 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.



Assinale a alternativa que indica a função exercida pela palavra “se” no trecho a seguir: “Aqui, ao que parece, identifica-se o definitivo rompimento com a doutrina da situação irregular”.
Alternativas
Q1997466 Português
A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la. 




É correto afirmar que a partícula “se” destacada abaixo exerce a seguinte função morfológica:

“[...], mas se sentiu compelido a se candidatar quando ficou sabendo da oportunidade.” (linhas 23 a 25).
Alternativas
Q1996378 Português
Texto I
Meu reino por um pente
(Paulo Mendes Campos)

  Filhos – diz o poeta – melhor não tê-los. Já o Professor Anibal Machado me confiou gravemente que a vida pode ter muito sofrimento, o mundo pode não ter explicação alguma, mas, filhos, era melhor tê-los.
  A conclusão parece simples, mas não era; Anibal tinha ido às raízes da vida, e de lá arrancara a certeza imperativa de que a procriação é uma verdade animal, uma coisa que não se discute, fora do alcance do radar filosófico. “Eu não sei por que, Paulo, mas fazer filhos é o que há de mais importante.”
  Engraçado é que, depois dessa conversa, fui descobrindo devagar a melancólica impostura daquelas palavras corrosivas do final de Memórias Póstumas1 : “não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”.
  Filhos, melhor tê-los, aliás, o mesmo poeta corrige antiteticamente o pessimismo daquele verso, quando pergunta: mas, se não os temos, como sabêlo? Resumindo: filhos, melhor não tê-los, mas é de todo indispensável tê-los para sabê-lo; logo, melhor tê-los.
   Você vai se rir de mim ao saber que comecei a crônica desse jeito depois de procurar em vão meu bloco de papel. Pois se ria a valer: o desaparecimento de certos objetos tem o dom de conclamar, por um rápido edital, todas as brigadas neuróticas alojadas nas províncias de meu corpo.
  Sobretudo instrumentos de trabalho. Vai-se-me por água a baixo o comedimento quando não acho minha caneta, meu lápis-tinta, meu papel, minha cola... Quando isso acontece (sempre) até taquicardia costumo ter; vem-me a tentação de demitir-me do emprego, de ir para uma praia deserta, de voltar para Minas Gerais, renunciar...
   Ridículo? Sim, ridículo, mas nada posso fazer. Creio que seria capaz (talvez seja presunção) de aguentar com relativa indiferença uma hecatombe2 que destruísse de vez todos os meus pertences. O que não suporto é a repetição indefinida do desaparecimento desses objetos sem nenhum valor, mas sem os quais, a gente não pode seguir adiante, tem de parar, tem de resolver primeiro. [...]

1 Refere-se ao romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em 1881.
2 desastre, catástrofe

Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte.


“a certeza imperativa de que a procriação é uma verdade animal, uma coisa que não se discute, fora do alcance do radar filosófico.” (2º§).


Em “uma coisa que não se discute”, destaca-se um pronome que cumpre o papel de:
Alternativas
Q1995884 Português
Assinale a frase abaixo que se encontra na voz passiva sintética ou pronominal, com o pronome SE.
Alternativas
Q1989954 Português
A rainha está morta: e agora?

Seria o “vida longa ao Rei!” tão óbvia resposta ou teria o Direito Constitucional esquecido que ainda existem monarquias entre as nações?

 Desde o século XV, quando Carlos VII da França ascendeu ao trono, a resposta à pergunta do título que salta à cabeça de todos é “vida longa ao Rei!”. Resposta essa baseada na lei da transferência imediata da soberania do monarca morto ao seu sucessor.

  No Reino Unido atual, assim como na França do século XV, “os mortos agarram os vivos” (em tradução livre do original francês: “le mortsaisit le vif”). Portanto, não há vácuo de poder na transição dinástica do Rei defunto para o Rei sucessor.

  Assim foi com o então Charles, Príncipe de Gales. No exato instante em que a Rainha Elizabeth II deu seu último suspiro, no último dia 8 de setembro, sua lúgubre (e longa) espera por alcançar o seu destino acabou. Charles – “pela graça de Deus” ou simplesmente pelo arcabouço constitucional britânico – ascendeu à posição a qual estava predestinado, tornando-se o atual Charles III do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e Chefe da Comunidade Britânica.

  Com sangue, suor, lágrimas, ferro e fogo, decapitações, esquartejamentos, revoluções políticas, religiosas e econômicas, o parlamentarismo monárquico britânico se assegurou e a identidade daquele Reino Unido – não sem algum moderno questionamento separatista ou republicano – se consolidou.

   Desde a ascensão de Charles III ao trono, no entanto, muito vem se debatendo sobre o papel que o novo monarca exercerá à sombra do legado materno – que garantiu a manutenção da monarquia britânica no século XX e permitiu sua penetração no século XXI. Muito se especula se ele será a ruína da monarquia, essa instituição milenar, que, após severos golpes desde o final do século XVIII, entrou em decadência e se cristalizou como forma de governo em pouco mais de 40 países, dos quais um terço agora está sob seu domínio pessoal como chefe de Estado.

   Quem hoje pode, com clareza e propriedade, responder a essa pergunta? Quem pode responder verdadeiramente quais são os limites, prerrogativas e direitos políticos e pessoais de um monarca no século XXI? Quem pode explicar a manutenção dessa forma de governo supostamente anacrônica em nosso tempo? Quem pode interpretar o aparente paradoxo de uma forma de governo (teoricamente) antidemocrática – por se basear em sucessão hereditária do chefe de Estado – ser aquela que vige em 9 dos 15 países mais democráticos do mundo, segundo último levantamento do Índice de Democracia da The Economist?

  Não identificamos dentre a produção acadêmica realizada no Brasil, comentarista, analista político ou jurista que tenha bagagem para responder a essa pergunta. No mundo? Um apanhado de contar nos dedos.

   Como apontou o jurista Luc Heuschling, Professor da Universidade de Luxemburgo, as monarquias europeias para os observadores estrangeiros são “um mundo totalmente diferente, feito de pompa, meandros legais [...] e escândalos sobre a vida privada da realeza”. Segundo ele, na literatura do chamado 

  “Direito Constitucional Global”, no entanto, esse tópico é um ponto em branco. Em termos globais, a ciência política, incluindo os próprios países monárquicos, acabou por devotar extensivos estudos a outras instituições do Estado, como a presidência nas repúblicas.

   Mesmo no Reino Unido, se estiverem certos os professores Robert Hazell e Bob Morris, da University College London, não houve qualquer nova teoria ou estudo sobre essa forma de governo desde “The English Constitution” por Bagehot, em 1867.

   Ou seja, não há qualquer grande debate acadêmico atual que explique a relação entre as monarquias e a atual concepção de democracia e o desenvolvimento democrático (aparentemente quase exemplar em alguns casos). Não há qualquer debate em que se discuta o papel e o limite de atuação de um monarca no século XXI, ou mesmo quais seriam as limitações aos seus direitos fundamentais. Pode o monarca se recusar a sancionar uma lei? Pode o Rei dissolver o Parlamento ou demitir o Primeiro-Ministro, afinal o governo é constituído em seu nome? Possui o Rei a liberdade de se casar com quem bem entender, de votar, de exercer sua liberdade de expressão? São essas perguntas que a atual literatura jurídica deixou de estudar.

  É como se, em nível acadêmico, tudo o que valesse a pena ser dito sobre as monarquias e os monarcas já tivesse sido dito na literatura do século XIX e as questões contemporâneas das monarquias fossem apenas semelhantes às das repúblicas. O mundo, contudo, mudou drasticamente nos últimos 100 anos. [...]

   No mundo, milhões de pessoas vivem sob essa forma de governo em mais de 40 países – tanto em regimes democráticos, quanto antidemocráticos. Talvez seja o momento de nos atentarmos que as monarquias ainda existem e – para além de explicar ou especular apenas sobre o futuro de um novo monarca – estudar atentamente (e sem preconceitos) seus sucessos ou fracassos para, nos exemplos, aprimorar nossas próprias instituições.

   Se Charles III será um bom ou mau Rei, só o tempo dirá, mas seu reinado poderá servir, caso aproveitemos essa chance, para estudar as dinâmicas dessa forma de governo há tanto esquecida pela Academia.

   Prestemos atenção, pois a maior monarquia da Terra está em transição.

  Vida longa ao Rei!

(Guilherme de Faria Nicastro, 14 de setembro de 2022. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/373391/a-rainha-esta-morta-eagora. Adaptado.)
Considerando-se os vários empregos da partícula “se”, identifique a indicação correta em relação ao destacado a seguir:
Alternativas
Q1986895 Português
Texto 02

Benjamin Franklin

   Benjamin Franklin foi, certamente, uma das figuras mais importantes da história norte-americana. Nascido em Boston, no estado de Massachusetts em 1706, fruto da união de Joshua, um (I) ______ (hemigrante / emigrante) inglês com Abdiah, sua segunda esposa e mãe de Franklin.

   Ensinado por seu pai, um modesto fabricante de sabão e velas nos EUA, Franklin aprendeu a ler e escrever muito cedo, ele era tão novo que não conseguia se lembrar quando isso ocorreu, entretanto, desde pequeno, ficara nítida a sua predileção pela leitura e pela escrita.

   Seu (II) ______ (apresso / apreço) pela literatura, levou-o a trabalhar com o seu irmão, um impressor, que anos depois fundou seu próprio jornal. Apesar de trabalhar muito, Franklin sempre encontrou tempo para estudar e ser autodidata. Ele dominava tão bem o seu ofício que a grande maioria de seus artigos acabou sendo publicada.

   Ansiando por se tornar independente, Franklin, quase sem dinheiro, mudou-se para a Filadelfia e logo encontrou um emprego como impressor. Lá, ele conheceu a sua futura esposa Deborah Read. Assim que se estabilizou financeiramente, destinava metade de seus ganhos para comprar livros.

   Todavia, ele ainda tinha que aprender muito sobre as pessoas, pois costumava emprestar dinheiro a seus “amigos”, os quais, nunca o devolviam.

   Apesar da promessa de dinheiro e cartas de recomendação que acolheriam a sua viagem a Inglaterra e a França, ao chegar em seus destinos, não encontrou as cartas e muito menos o dinheiro. Mas não se deu por vencido, pois, por meio de sua escrita pode levantar os recursos suficientes para o seu retorno aos EUA.

   Benjamin Franklin foi uma pessoa surpreendente. Fundou diversos jornais e escrevia regularmente para o famoso “Almanaque do Pobre Ricardo” (Poor Richard’s Almanac).

   Além de escrever vários livros e sua “Autobiografia”, muitos de seus pensamentos ficaram famosos: “Deus ajuda quem se ajuda”, “De grão em grão a galinha enche o papo” e ““Dormir cedo e acordar cedo torna o homem saudável e sábio”. Esses são exemplos de muitas de suas frases famosas de sua autoria.

   Ele também foi um grande inventor, foi ele, o primeiro cientista a relacionar o raio com a eletricidade e por consequência, idealizou o para-raios.

   Franklin nunca patenteou nenhuma de suas invenções, (III) ______ (por que, por quê, porque, porquê) acreditava que seriam úteis a todos.
  Imagem associada para resolução da questão

Retome a leitura desse fragmento: “Ansiando por se tornar independente, Franklin, quase sem dinheiro, mudou-se para a Filadelfia e logo encontrou um emprego como impressor”. A partir das definições apresentadas, assinale a alternativa que traz o uso correto do ‘se’ em destaque. 
Alternativas
Q1984815 Português

Ética é sempre coletiva


        O filósofo grego Platão, no livro sétimo da obra “A república” traz o mito da caverna que diz que nós, humanos, vivemos aprisionados no fundo de uma caverna, olhando para a parede, com a entrada às nossas costas. Tudo o que é verdadeiro acontece lá, porém, a luz do sol projeta a sombra. Como estamos amarrados de frente para a parede, achamos que a sombra é a coisa verdadeira. No campo da ética, isso acontece também. As pessoas se contentam com as aparências: a aparência da honestidade, a aparência da decência, a aparência da sinceridade.

        Aliás, nós somos capazes de ficar por trás falando, o que os gregos chamavam de hipócritas – aqueles que ficavam ocultos, dizendo as falas sem aparecer, da onde vem a ideia de hipocrisia, aquilo que não se mostra, que fica na sombra. A ideia de revelar, de retirar a sombra é necessária no campo da ética. E nós somos o único animal capaz de perguntar se o que fazemos é correto ou incorreto. E isso é ética. A ética é o conjunto de princípios e valores que usamos para decidir a nossa conduta social.

        Só se fala em ética porque homens e mulheres vivem em coletividade. Se eu fosse sozinho, não existiria a questão da ética. Afinal, ética é a regulação da conduta da vida coletiva. Se só existisse um ser humano no planeta, o tema da ética não viria à tona, porque ele seria soberano para fazer qualquer coisa sem se importar com nada. Como vivemos juntos e juntas, precisamos ter princípios e valores de convivência, de maneira que tenhamos uma vida que seja íntegra, dos pontos de vista físico, material e espiritual.

        A moral é a prática, portanto, existe moral individual. A ética é o conjunto de princípios de convivência, portanto, não existe ética individual. Existe ética de um grupo, de uma sociedade, de uma nação.

(CORTELLA, Mário Sérgio. Disponível em: https://www.mscortella.com.br/ artigo-cortella-etica-moral-valores-principios-6a. Adaptado.)

“Só se fala em ética porque homens, mulheres vivem em coletividade. Se eu fosse sozinho, não existiria a questão da ética. Afinal, ética é a regulação da conduta da vida coletiva. Se só existisse um ser humano no planeta, o tema da ética não viria à tona, porque ele seria soberano para fazer qualquer coisa sem se importar com nada.” (3º§) Em relação aos termos sublinhados, analise as afirmativas a seguir.


I. Pode-se reconhecer a ocorrência de conjunção subordinativa assim como de índice relacionado à classificação do sujeito.

II. Todos constituem estruturas sintáticas em que os efeitos de sentido provocados são equivalentes de acordo com o contexto apresentado.

III. Indicam ocorrência de elipse em que se pode reconhecer informações previsíveis sem que haja necessidade de material linguístico que as expresse.

IV. Entre as expressões destacadas é possível afirmar que além da informação condicional, o primeiro emprego do “se” ocorre em razão do discurso característico do gênero textual apresentado.


Está correto o que se afirma apenas em

Alternativas
Q1982806 Português

Texto 1

O Papel da Polícia Civil na Promoção de Justiça no Brasil


Se o crime é normal numa sociedade e sua prática pode ser encarada como útil para o aprimoramento das reações éticas e jurídicas, é certo que o seu cometimento faz nascer para o Estado o exercício do direito de punir em nome da sociedade, direito esse exercido por meio de processos civilizados, não como vingança privada, mas manifestação de resposta ética do Estado, que deve punir o recalcitrante em nome da sociedade […].


Hoje, o Brasil possui um caderno recheado de cifras coloridas, desde as cinzas até as amarelas, que permite afirmar que muitos crimes não são levados ao conhecimento dos órgãos públicos, ou porque não confiam no sistema de justiça ou porque, uma vez levados ao conhecimento dos setores oficiais, esses são incapazes de responder às necessidades do povo, por motivos vários, como deficiência de recursos humanos, falta de logística operacional, viaturas, equipamentos de inteligência, o que inevitavelmente acarreta descrédito do sistema de justiça.


E quando as coisas não funcionam, surgem as propostas de modificações legislativas. E aqui todo mundo quer aparecer. O parlamentar comparece às redes sociais e logo propõe projetos de lei para majorar penas de crimes existentes ou punir novas condutas criminosas, um verdadeiro desfile de aparições cabotinas, iniciativas que nada ou quase nada resolvem os problemas de segurança pública no país.


Existem vários problemas de segurança pública no Brasil. Um deles, seguramente, é a morosidade de resposta do Estado frente aos crimes praticados. Não se pode permitir que um processo por crime de homicídio demore 10 ou 15 anos para julgamento. E quando há o julgamento, o delinquente costuma sair pela porta da frente do palácio da justiça. Isso gera sentimento de impunidade, desconforto para os familiares das vítimas, além de levar a sociedade ao descrédito. 


Todos querem uma rigorosa e expedita aplicação da justiça penal.


Aqui, torna-se necessária a citação das belas palavras do Ministro Rocco, na última reforma do processo penal na Itália: “Já se foi o tempo em que a alvoroçada coligação de alguns poucos interessados podia frustrar as mais acertadas e urgentes reformas legislativas”.


Mas para resolver todos os males de uma justiça demorada, em 2004, houve uma reforma do sistema de Justiça brasileira por meio da Emenda Constitucional 45, que passou a prever, no rol dos direitos fundamentais, a razoabilidade temporal para a conclusão dos processos na Justiça, introduzindo no artigo 5º , o inciso LXX-VIII, que assegura a todos, no âmbito judicial e administrativo, razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.


PEREIRA, Jeferson Botelho. Disponível em: https://jus.com.br/ artigos/97345/o-papel-da-policia-civil-na-promocao-de-justica-no-brasil. Acesso em: 27 ago. 2022. [Fragmento adaptado].

Analise a frase abaixo, extraída do texto 1.


Não se pode permitir que um processo por crime de homicídio demore 10 ou 15 anos para julgamento.”


Assinale a alternativa correta sobre a frase.

Alternativas
Q1982016 Português
Texto para o item. 




Antonio Neto. A verdade olímpica. In: Aventuras na História, jul./2021 (com adaptações).
Em relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.

A substituição de “quando” (linha 26) por se manteria a correção gramatical do texto e sua coerência.
Alternativas
Q1972744 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.


TEXTO I

Não as matem

Lima Barreto

Esse rapaz que, em Deodoro, quis matar a ex-noiva e suicidou-se em seguida, é um sintoma da revivescência de um sentimento que parecia ter morrido no coração dos homens: o domínio, quand même, sobre a mulher.

O caso não é único. Não há muito tempo, em dias de carnaval, um rapaz atirou sobre a ex-noiva, lá pelas bandas do Estácio, matando-se em seguida. A moça, com a bala na espinha, veio morrer, dias após, entre sofrimentos atrozes.

Um outro, também, pelo carnaval, ali pelas bandas do ex-futuro Hotel Monumental, que substituiu com montões de pedras o vetusto Convento da Ajuda, alvejou a sua ex-noiva e matou-a.

Todos esses senhores parece que não sabem o que é a vontade dos outros.

Eles se julgam com o direito de impor o seu amor ou o seu desejo a quem não os quer. Não sei se se julgam muito diferentes dos ladrões à mão armada; mas o certo é que estes não nos arrebatam senão o dinheiro, enquanto esses tais noivos assassinos querem tudo que é de mais sagrado em outro ente, de pistola na mão.

O ladrão ainda nos deixa com vida, se lhe passamos o dinheiro; os tais passionais, porém, nem estabelecem a alternativa: a bolsa ou a vida. Eles, não; matam logo.

Nós já tínhamos os maridos que matavam as esposas adúlteras; agora temos os noivos que matam as ex-noivas.

De resto, semelhantes cidadãos são idiotas. É de supor que quem quer casar deseje que a sua futura mulher venha para o tálamo conjugal com a máxima liberdade, com a melhor boa vontade, sem coação de espécie alguma, com ardor até, com ânsia e grandes desejos; como é então que se castigam as moças que confessam não sentir mais pelos namorados amor ou coisa equivalente?

Todas as considerações que se possam fazer, tendentes a convencer os homens de que eles não têm sobre as mulheres domínio outro que não aquele que venha da afeição, não devem ser desprezadas. Esse obsoleto domínio à valentona, do homem sobre a mulher, é coisa tão horrorosa, que enche de indignação.

O esquecimento de que elas são, como todos nós, sujeitas a influências várias que fazem flutuar as suas inclinações, as suas amizades, os seus gostos, os seus amores, é coisa tão estúpida, que só entre selvagens deve ter existido.

Todos os experimentadores e observadores dos fatos morais têm mostrado a inanidade de generalizar a eternidade do amor.

Pode existir, existe, mas, excepcionalmente; e exigi-la nas leis ou a cano de revólver é um absurdo tão grande como querer impedir que o sol varie a hora do seu nascimento.

Deixem as mulheres amar à vontade.

Não as matem, pelo amor de Deus!

Vida Urbana, 27-1-1915.

Assinale a alternativa em que a partícula “se”, em destaque, tem uma função diferente da que exerce nos demais trechos.
Alternativas
Q1969510 Português
Na linha 19, o termo “se” 
Alternativas
Q1965782 Português
Texto para a questão

Perdemos nossas casas em Alcântara para ricaços brincarem de astronautas 


Em noites escuras, quem se embrenha mato adentro no Quilombo de Canelatua sente-se como se estivesse caminhando no espaço. (linhas 1 e 2)

A respeito das três ocorrências do SE no período acima, analise as afirmativas a seguir:
I. Há dois casos de pronome reflexivo.
Il. Uma das ocorrências se classifica diferentemente das demais, que apresentam, por sua vez, a mesma classificação.
III. Em uma das ocorrências, o SE tem papel apassivador.

Assinale 
Alternativas
Respostas
781: E
782: E
783: A
784: B
785: E
786: B
787: E
788: C
789: B
790: B
791: B
792: A
793: A
794: A
795: A
796: C
797: C
798: A
799: C
800: B