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Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 2.231 questões

Q3811289 Português
Os filhos das águas dos Solimões
-
A água é a mãe que sustenta
A vida que nasce como flor
Alimenta a planta e o ser vivente
É estrada onde anda o pescador.
-
Na enchente, vem veloz e furiosa
Derrubando ribanceiras e plantações
Afeta a vida do indígena e ribeirinho
É um ciclo, que se renova a cada estação.
-
Na vazante o rio quase some
E a praia começa a surgir
A água, agora bem calminha
Não tem forças para a roça destruir.
-
Nas margens de um rio em formação
Vive um povo que a água fez nascer
Em um parto de dor e emoção
Na várzea o Kambeba escolheu viver.
-

Mas em um contato fatal
Com um povo mais socializado
Fez dos herdeiros das águas
Um povo desaldeado.
-
Tomando seu solo sagrado
Sem dor, piedade ou compaixão
Os Kambebas foram escravizados
Apresentados a "civilização"
Exploraram a sua força
Forjando uma falsa proteção.

No trecho "É um ciclo, que se renova a cada estação", a oração iniciada por "que" é:

Alternativas
Q3811092 Português
Novo modelo clínico propõe cinco etapas para a prevenção do suicídio

Com base na psicoterapia existencial e em pesquisas empíricas recentes, método foca em fazer o paciente redescobrir o sentido e o propósito

Jean Silya

10/09/2025

Interessado, desde o início da pós-graduação, no tema-tabu do suicídio, o psicólogo Élison Santos propôs um novo modelo clínico de cinco etapas para a prevenção. Em seu doutorado em Psicologia Clínica, no Instituto de Psicologia (IP) da USP, Santos modelou uma estratégia integrada de princípios contemporâneos baseados em evidências, na psicoterapia existencial, logoterapia e pesquisas empíricas. Pela complexidade da ideação suicida, esses cinco passos foram elencados em detalhes em artigo publicado pela revista Journal Contemporary Psychotherapy.

Sem hierarquias entre as etapas, ele apresenta como primeiro passo a recepção diferenciada; em seguida, a conexão dos indivíduos com seus valores fundamentais e responsabilidades; depois, a expansão das perspectivas e possibilidades. Os últimos dois passos consistem em navegar por tensões existenciais, encorajando a ambivalência da vida, e auxiliar na redescoberta do propósito e agência.

Para o psicólogo, não há uma etapa mais importante que outra: "Precisa de muito cuidado para ajudar [um indivíduo em ideação suicida] de forma delicada e assertiva, para ele perceber que existe um sentido, ou ajudá-lo a encontrar um", destad

A busca humana por direção como uma força motivacional primária da psicologia existencial é o cerne dessa formulação. Conforme o autor, integrar conceitos e abordagens diferentes permite compreender não apenas as preocupações imediatas com a segurança, mas também o sofrimento existencial subjacente que contribui para os pensamentos suicidas. "O objetivo é propor um framework que possa ser utilizado por terapeutas de qualquer abordagem para lidar com a ideação suicida. Busca-se entender o fenômeno da ideação suicida e desenvolver um modelo para diferentes contextos", afirma Santos.

Da conexão humana à redescoberta

Na primeira etapa, de recepção diferenciada, o pesquisador ressalta a importância de fornecer conexão humana que reafirme a dignidade e o valor do paciente, devido ao profundo isolamento social, autopercepção como fardo e pertencimento frustrado - conforme alguns modelos teóricos do suicídio. A terapêutica é caracterizada pelo entendimento e validação para conter esses sentimentos, promovendo segurança, pertencimento e a sensação de ser verdadeiramente enxergado. "Esse é um passo comum para todas as terapias, a questão da acolhida", indica o pesquisador.

Em seguida, entram os valores e responsabilidades. Para isso, o terapeuta precisa guiar a pessoa paciente a identificar ou se reconectar a valores pessoais, sentidos de vida e seu senso de responsabilidade. Conforme Santos, a ideação suicida pode ser entendida, em parte, como um desvio decorrente de uma desconexão com esse senso interno de propósito. "É abrir um pouco essa ideia. Por exemplo, ajudar a pessoa a perceber que ela se importa com as pessoas pode despertar o senso de responsabilidade", continua.

Então, no terceiro e no quarto passo, busca-se expandir perspectivas e possibilidades, e navegar por tensões existenciais encorajando a ambivalência da vida. Estes são passos posteriores, mas mantêm-se importantes. "Se a ideação suicida tem a ver com um beco sem saída, então eu preciso falar: 'Olha, está vendo essa esquina, você entrou nesse beco sem saída, mas se der uns três passos atrás vai ver que existe um monte de outros caminhos aqui' ", explica sobre a expansão de horizontes do passo três. Já no passo quatro, ele ressalta a importância dessas pessoas "entenderem que a tensão que temos na vida faz parte dessa ambivalência comum a todos, e ajudar o paciente a se conectar com essas capacidades que temos de lidar com ela".

"Se a ideação suicida tem a ver com um beco sem saída, então eu preciso falar: 'Olha, tá vendo essa esquina, você entrou nesse beco sem saída, mas se der uns três passos atrás vai ver que tem um monte de outros caminhos aqui'"

Por último, na etapa final, de redescoberta do propósito e agência, a proposta é orientar essas pessoas a reconhecerem sua dor, de sentimentos de derrota e aprisionamento, ou falta de conquistas percebidas, direcionando-as a observá-los como percepções distorcidas da realidade. Para isso, os terapeutas auxiliam o paciente a acessar forças internas e a relembrar valores e objetivos mantidos antes da crise. A implementação bem-sucedida exige que os psicólogos clínicos desenvolvam competências em trabalho existencial centrado no direcionamento, com sensibilidade à diversidade de sistemas de crenças que possam ser apresentados.

Futuro da pesquisa

Essa modelagem preocupada mutuamente com a segurança e o sofrimento existencial precisa ainda ser consolidada por mais pesquisas. São necessários testes empíricos por meio de ensaios clínicos randomizados em larga escala para estabelecer sua eficácia e qualquer intervenção deve ser adaptada às necessidades individuais. Ainda assim, as contribuições da teoria de Análise Existencial de Viktor Frankl e a logoterapia dessa, que destaca a "vontade de sentido" como a motivação fundamental, permitiram ao estudo destacar a capacidade humana de superar situações extremas, mesmo diante de limitações sociais e sofrimento.

Em meio a um cenário global de extremismos, desigualdades e ansiedade climática, sentimentos que assolam os jovens com medo das mudanças climáticas, o suicídio ganha outras faces como sintoma dos problemas da sociedade. Ainda assim, apesar de o professor reconhecer que as psicoterapias podem não ter um alcance social massivo, elas podem ser capazes de "ajudar uma pessoa, o que pode curar simbolicamente a sociedade", afirma. "Às vezes, basta alguém mostrar interesse e preocupação para mudar o destino de uma pessoa. A área da saúde mental é complexa, e a combinação de estudos humanizadores e evidências científicas [na psicologia] pode ser produtiva", conclui o professor. 
Em "O objetivo é propor um framework que possa ser utilizado por terapeutas de qualquer abordagem para lidar com a ideação suicida.", o termo "que" funciona como: 
Alternativas
Q3810676 Português
O passado que não passou


        Virou museu, livro, festival. Só não virou passado. Barbacena, entre uma ladeira e outra de Minas, dificilmente é separada do seu passado como casa da loucura brasileira. Foi abrigo de vários hospitais psiquiátricos, como o famoso Colônia, palco de mais de 60 mil mortes numa época em que ser triste era loucura. As fortes cenas de internos dormindo no chão, já que entre cama e concreto não havia diferença, indigentes num lugar que deveria ser o caminho para a recuperação e que foi, no melhor dos casos, o caminho mais curto para o fim de tantas vidas são, agora, história, literatura, reflexão e debate na sociedade local. Porém, a cada 4 anos, temos uma dose de insanidade para nos lembrar da nossa dolorosa alcunha.

         O jornalista Hiram Firmino comenta, no livro Nos porões da loucura, sobre os alicerces dos centros psiquiátricos — plataformas de deputados, prefeitos, secretários e diretores. As diretrizes dos tratamentos em Barbacena eram formadas a partir de interesses econômicos e eleitorais, dificilmente tendo em vista o real avanço da saúde pública e da humanização dos pacientes. Milhares de corpos eramvendidos para os cursos demedicina, já que cadáveres não faltavamnos hospícios,mas simmédico, apoio, investimento. Faltava boa vontade dos governantes. Homens, mulheres e crianças eram internados porque bebiam demais, namoravam demais, choravam demais e as instituições aceitavam, porque políticos e diretores lucravam demais. E os barbacenenses, de berço ou de coração, não estamos muito longe dos protagonistas deste drama.

         Num trecho do livro O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino, o herói Viramundo é questionado por ummorador de Barbacena se é biista ou bonifacista. Seria alheio ao enredo da loucura não fosse o fato de Viramundo ter sido internado como louco, não fosse o fato de que biista é quem vota na família Bias Fortes e bonifacista é quem vota na família Bonifácio Andrada. O ponto aqui é que as famílias Bias Fortes e Bonifácio Andrada ainda são as duas grandes vertentes da política local. Não subo, porém, no palanque da oposição contra as duas famílias; o que exponho é que não somos capazes de sair do script já tão bem conhecido de alternância de poder, em que até as divergências começam a convergir.

         De que a psiquiatria viveu maus momentos aqui não há dúvidas, mas Barbacena não é só o porão da loucura brasileira. A cidade também é das rosas, do povo mineiro que acolhe todos os anos mais de 150 jovens, meninos ainda, de todo o Brasil que vêm para cá em busca do sonho de se tornarem oficiais aviadores e encontram aqui os seus novos lares. Não sou mineiro, mas sou filho adotivo de Barbacena — que de madrasta não tem nada. Não só o Hospital Colônia, não só o Holocausto Brasileiro: Barbacena é seu povo e a história de cada um que aqui vive ou viveu, loucos ou sãos, esta é BQ, a Barbacena Querida. É por isso que o nosso dever é o de sermos lúcidos, o passado já mostrou que não existe riqueza neste mundo que pague o preço do descaso. É este descaso que precisamos analisar, já que o que aconteceu não foi só fruto de uma medicina precária, mas de uma política de má-fé que temo perdurar até hoje por aqui.

      Seja Andrada, Bias, ou Viramundo, o que Barbacena precisa é de um povo que, cansado da loucura a nós imposta, vote com a consciência dos que se recusam a aceitar a senilidade como cultura. Observemos o que Saramago expõe em seu romance Ensaio sobre a lucidez: a ideia de uma conscientização autônoma da população frente ao poder político. Uma comoção sem arma, sem luta, sem loucura. Uma comoção sã, de fazer da urna a extensão da força de um povo guerreiro. E quando me perguntarem, ao descobrirem que vivi na Cidade dos Loucos, se sou biista ou bonifacista, se sou louco ou são, responderei sem sombra de dúvidas: sou filho adotivo de Barbacena, cidade de subidas intermináveis e de pessoas memoráveis. Sou filho da cidade das rosas, do céu mais bonito que já vi. Louco eu seria se não visse beleza no “trem” de Minas, como no “meu” do meu berço paulista. Talvez sejamos todos um pouco loucos, mas é uma loucura de querer sorrir — a tristeza já morou por muito tempo em nossa cidade e está convidada a se retirar.



Disponível em: https://medium.com/medium-brasil/o-passado-que-nao-passou-caa48be90f15. Acesso em: 04.mai.2025. Adaptado.
Atente-se aos vocábulos enumerados a seguir, de modo a assinalar a alternativa descrita corretamente.

“[...] o que¹ exponho é que² não somos capazes de sair do script já tão bem conhecido de alternância de poder [...]”
Alternativas
Q3810399 Português
Texto para a questão.


ENTENDA O QUE MUDA NO CORPO DOS ASTRONAUTAS QUE FICAM MUITO TEMPO NO ESPAÇO

Médicos da Nasa monitoram retorno de astronautas após nove meses em órbita, destacando alterações corporais desde o DNA até a altura durante missões espaciais


    Os astronautas Barry Wilmore e Suni Williams estão retornando à Terra após quase nove meses no espaço e em breve vão precisar se readaptar à vida com a gravidade.

    Até em seu DNA, os corpos dos astronautas podem sofrer alterações estranhas e às vezes significativas, principalmente durante um voo longo acima da Terra: eles começam a se alongar, frequentemente desenvolvendo uma “altura espacial” e, como os corpos humanos são compostos principalmente de líquidos, a redistribuição de fluidos também pode lhes dar “pernas de galinha” e “cabeça inchada”. Quando retornam, tudo isso começa a se reajustar.

    Os médicos manterão tudo isso em mente enquanto os astronautas Barry Wilmore e Suni Williams retornam nesta terça-feira (18) após quase nove meses no espaço. Os médicos da Nasa conversaram com os dois pouco antes de iniciarem sua jornada de volta, e eles disseram que estão “muito bem” em termos de saúde, disse à CNN Joe Dervay, um dos cirurgiões de voo da Nasa.

    Os cientistas ainda estão descobrindo os efeitos de longo prazo na saúde ao passar muito tempo no espaço, mas décadas de dados mostram que os astronautas sofrem mudanças físicas, mesmo após um breve período. A maioria dessas mudanças se reverterá pouco depois do retorno à Terra.

    “Existe alguma variabilidade individual sobre a rapidez com que se recuperam, mas é bastante impressionante ver como eles viram a página e realmente se adaptam rapidamente”, disse Dervay. “Frequentemente, se você olhar para eles alguns dias depois, você realmente não tem ideia do que eles acabaram de fazer nos últimos meses.”

    Sem a atração da Terra, os astronautas podem perder densidade óssea, e seus músculos começam a atrofiar. Eles podem perder controle motor, coordenação e equilíbrio no espaço, desenvolvendo um tipo de enjoo, mostram os estudos.

    A falta de gravidade também pode afetar seus sistemas imunológico e cardiovascular, sua visão e seu próprio DNA.

    A maioria dos efeitos parece ser de curta duração — apenas alguns problemas de saúde foram encontrados até agora com efeitos duradouros — e os astronautas podem esperar muitos exercícios de reabilitação na Terra para recuperar seus ossos e músculos.

    Embora Wilmore e Williams não fossem inicialmente esperados para permanecer na Estação Espacial Internacional por tanto tempo – sua viagem inicial deveria durar apenas oito dias – os líderes da Nasa não acreditam que os dois terão problemas de saúde incomuns por causa disso.

    “Não vemos necessidade de nenhuma precaução especial”, disse Dina Contella, gerente adjunta do Programa da Estação Espacial Internacional da Nasa, na sexta-feira (14). “Como qualquer astronauta que retorna, há um período de aclimatação, e isso variará por membro da tripulação”.

    Sem gravidade para o corpo se movimentar contra e com o corpo exposto à radiação no espaço, a atrofia e a disfunção muscular podem acontecer até com o astronauta mais em forma. A Nasa descobriu que os corpos dos astronautas podem experimentar redução de um terço no tamanho das fibras musculares em menos de duas semanas.

    Em um único mês no espaço, um astronauta também pode perder até 1,5% de sua massa óssea – aproximadamente tanto quanto uma mulher na pós-menopausa que não está em tratamento perde em cerca de um ano. Essa perda pode tornar as pessoas vulneráveis a fraturas e levar à osteoporose prematura, mas mais pesquisas são necessárias para saber se a perda óssea persiste muito tempo após o voo espacial. 

    Para ajudar a mitigar problemas ósseos e musculares, os astronautas seguem uma dieta especial e fazem cerca de 2 horas e meia de exercícios diariamente, em média. Eles podem usar uma esteira ou uma bicicleta ergométrica, mas também têm um Dispositivo Avançado de Exercício Resistivo especial que imita o levantamento de peso na Terra.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/entenda-o-que-muda-no-corpo-dos-astronautas-que-ficam-muito-tempo-no-espaco/. Acesso em: 18. mar. 2025.
“Existe alguma variabilidade individual sobre a rapidez com que¹ se² recuperam [...]”

A função desempenhada pelas classes de palavras enumeradas anteriormente é
Alternativas
Q3809409 Português
Uma nova pesquisa Ipsos-Ipec, realizada a pedido do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), confirma um movimento que já aparecia no comportamento cotidiano de milhões de brasileiros: 64% dos adultos afirmaram não beber em 2025, um avanço expressivo em relação aos 55% registrados em 2023. Entre os mais jovens, a mudança é ainda mais acentuada. A abstinência passou de 46% para 64% entre pessoas de 18 a 24 anos e de 47% para 61% no grupo de 25 a 34 anos.

Esses números ajudam a explicar histórias como a de Gabrielle Ribeiro, que aos 23 anos decidiu parar de consumir bebidas alcoólicas. Reuniu todas as garrafas que tinha em casa e as colocou dentro de um saco de lixo. A influenciadora digital trocou as festas por noites de sono, os dias de ressaca por trilhas matinais e os copos de drinks por suplementos. Perdeu 16 quilos, passou a economizar até R$ 300 por semana e, de quebra, conquistou milhares de seguidores ao compartilhar a sua história nas redes sociais.

"Parar de beber foi a melhor coisa que eu fiz por mim. É mais interessante acordar no domingo e postar foto de uma medalha de corrida do que ficar com aquela ressaca moral", conta.

Gabrielle não está sozinha na decisão de não ingerir bebidas alcoólicas. Rayane Moreira, que afirma nunca ter se identificado com o álcool, diz que cresceu vendo os conflitos que a bebida causava em casa. "Como é que eu vou beber para espairecer e trazer problemas para dentro de casa?", questionava ainda na adolescência. Mesmo depois de deixar a religião que proibia o consumo, ela manteve a decisão de não beber. Hoje, em encontros sociais, prefere sucos, água ou drinks sem álcool — os chamados mocktails.

Histórias como as de Rayane e Gabrielle mostram um comportamento que tem sido mais frequente em gerações mais novas — e que tem mexido no mercado: os brasileiros estão bebendo menos e, quando bebem, consomem com mais critério. [...] Entre os motivos apontados pelos jovens para reduzir o consumo, aparecem frases como: "Estou gastando muito dinheiro" e "Menos gasto com bebidas". Além disso, a geração Z tem menor renda disponível, o que influencia diretamente a frequência e o volume de consumo.

Crise ou oportunidade?

De maneira geral, a mudança no comportamento dos consumidores não necessariamente representa uma ameaça à indústria de bebidas, mas sim uma reconfiguração do mercado, impulsionada por consumidores mais exigentes, moderados e abertos à experimentação.

Dados da Nielsen, por exemplo, indicam que o segmento de cervejas sem álcool é o que mais cresce no país, com desempenho anual três vezes superior ao das cervejas tradicionais. Mesmo entre quem ainda consome álcool, há sinais de mudança: 41% dos entrevistados disseram ter alterado a frequência de consumo no último ano, e 43% pretendem reduzir ainda mais, motivados principalmente por saúde e questões econômicas [...]

Outro indicativo importante da mudança no perfil de consumo é a prática que ficou conhecida como "zebra stripe" — que é quando o consumidor alterna entre bebidas com e sem álcool. A prática, segundo especialistas, tem ganhado força no mercado, especialmente entre os jovens.

"A pessoa vai intercalando e, no final da noite, tomou seis cervejas, mas só três tinham álcool (...) isso permite prolongar o tempo de consumo sem perder o controle, reforçando a ideia de equilíbrio, que não significa restrição total, mas moderação consciente", explica o diretor de estratégia da Ambev, Gustavo Castro.

[...]

"Não é porque ele é um drink não alcoólico que ele tem que ser um negócio doce de grudar o paladar. Paladar infantil e não alcoólico não são a mesma coisa", pontua Maurício Porto, proprietário do bar Caledonia. A proposta é criar bebidas que sejam gostosas e complexas por si só, sem a pretensão de imitar os alcoólicos. [...] Maurício vê essa transformação como parte de um movimento maior, em que o beber se torna um hobby. "Você não tá bebendo pra ficar doidão. Você tá bebendo pra entender um negócio, pra descobrir", resume.


(Rafaela Zem. Disponível em: https://g1.globo.com/empreendedorismo/noticia/2025/11/16/consumo-al cool-brasil-pesquisa-impactos.ghtml. Acesso em 16 nov. 2025. Adaptado.)
Analise as sentenças referentes ao excerto a seguir, considerando-o no contexto em que foi escrito: "Esses números ajudam a explicar histórias como a de Gabrielle Ribeiro, que aos 23 anos decidiu parar de consumir bebidas alcoólicas."
I.Um dos recursos para se estabelecer a coesão textual é a referenciação, a qual foi utilizada, no excerto, em "Esses números".
II.A conjunção "como" estabelece o sentido de comparação e, nesse contexto, equivale a "tal qual".
III.O "que", nesse contexto, funciona como pronome relativo, articulando a oração principal com a oração subordinada e estabelecendo uma relação adjetiva, pois "aos 23 anos decidiu parar de consumir bebidas alcoólicas" tem como referente "Gabrielle Ribeiro", explicando quem é Gabrielle nesse contexto temático.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3806903 Português

TEXTO III


Leia o texto a seguir e responda à questão.


Direção Defensiva e Convivência no Trânsito


    O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividades humanas, quatro princípios são importantes para o relacionamento e a convivência social no trânsito. O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o convívio social democrático. O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a possibilidade de exercer a cidadania plenamente. Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização da sociedade para organizar-se em torno dos problemas de trânsito e de suas consequências. Finalmente, o princípio da corresponsabilidade pela vida social, que diz respeito à formação de atitudes e ao aprender a valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito.


Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/dt000002.pdf (Adaptado).

No trecho “Finalmente, o princípio da corresponsabilidade pela vida social, que diz respeito à formação de atitudes e ao aprender a valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito”, o termo “que” funciona como: 
Alternativas
Q3804178 Português
Não há educação fora das sociedades humanas e não há homem no vazio. O esforço educativo que desenvolveu o Autor e que pretende expor neste ensaio, ainda que tenha validade em outros espaços e em outro tempo, foi todo marcado pelas condições especiais da sociedade brasileira. Sociedade intensamente cambiante e dramaticamente contraditória. Sociedade em “partejamento”, que apresentava violentos embates entre um tempo que se esvaziava, com seus valores, com suas peculiares formas de ser, e que “pretendia” preservar-se e um outro que estava por vir, buscando configurar-se. Este esforço não nasceu, por isso mesmo, do acaso. Foi uma tentativa de resposta aos desafios contidos nesta passagem que fazia a sociedade. Desde logo, qualquer busca de resposta a estes desafios implicaria, necessariamente, numa opção. Opção por esse ontem, que significava uma sociedade sem povo, comandada por uma “elite” superposta a seu mundo, alienada, em que o homem simples, minimizado e sem consciência desta minimização, era mais “coisa” que homem mesmo, ou opção pelo Amanhã. Por uma nova sociedade, que, sendo sujeito de si mesma, tivesse no homem e no povo sujeitos de sua História. Opção por uma sociedade parcialmente independente ou opção por urna sociedade que se “descolonizasse” cada vez mais. Que cada vez mais cortasse as correntes que a faziam e fazem permanecer como objeto de outras, que lhe são sujeitos
No trecho: “Opção por essa ontem, que significava uma sociedade sem povo, comandada por uma ‘elite’ superposta a seu mundo (...), ou opção pelo Amanhã.”
O termo “que” exerce função sintática e semântica específica na oração em que aparece, sendo considerado:
Alternativas
Q3803662 Português
Respeitar limites não é fraqueza, é amor próprio

        Um passo depois do outro, um dia após o outro e os anos vão sendo somados. Passamos a maior parte do nosso tempo achando que somos capazes de tudo, ao ponto de desconhecer possíveis limites. Lá adiante a vida começa a dar sinais e, então, passamos a observar que nem tudo pode ser abraçado. Respeitar-se é reconhecer que cada pessoa possui um compasso único.

        O tempo interior não acompanha calendários externos, e a pressa não produz maturidade. Crescer exige pausas, exige escuta, exige cuidado. Há ciclos que pedem recolhimento, outros que pedem coragem, e nenhum deles pode ser forçado. Quando aceitamos o próprio tempo, deixamos de nos comparar e começamos a caminhar com mais leveza. A intuição também merece respeito.

        Ela é essa voz suave que fala antes que a mente organize o pensamento. Muitas vezes ignorada, é justamente ela que indica caminhos mais alinhados com a verdade interior. Confiar nesse sussurro é um ato de sabedoria, pois a alma reconhece o que lhe faz bem antes que os olhos percebam. A trajetória, com suas curvas, erros e acertos, é sagrada.

        Cada passo dado, mesmo os que não deram certo, fez parte da tessitura que nos trouxe até aqui. Respeitar a própria história é não apagar capítulos difíceis, mas compreendê-los como mestres silenciosos. Os valores são a raiz que sustenta o crescimento. Quando nossa vida acontece para além dos limites, isto é, achamos que podemos esquecidos, nos tornamos reféns de expectativas externas; quando honrados, somos capazes de agir com integridade mesmo diante das provações. 

        Eles moldam escolhas, direcionam afetos e iluminam caminhos. E os limites, tão necessários, são fronteiras de proteção. Dizem onde termina o que dói e começa o que cura. Respeitar limites não é fraqueza, é amor próprio. É reconhecer que a alma também se cansa, que o corpo precisa de descanso, que a mente pede silêncio.

        Ao acolher tempo, intuição, trajetória, valores e limites, encontramos o ponto de equilíbrio que permite viver com mais verdade. E então, o coração descobre que se respeitar não é egoísmo; é condição para seguir inteiro.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado).
No trecho “Há ciclos que pedem recolhimento”, observa-se a relação estabelecida entre dois termos da oração, em que uma palavra retoma um antecedente e introduz uma informação explicativa sobre ele. Considerando o funcionamento sintático e semântico desse elemento no contexto apresentado, assinale a alternativa que indica corretamente a classe gramatical do termo “que”.
Alternativas
Q3800386 Português
Considere as afirmativas sobre a construção enfática formada por verbo ser + que:

I. O verbo ser pode aparecer junto ao pronome relativo que, formando a locução enfática “é que”, e não é contado como oração.
II. Quando o verbo ser aparece afastado do que, como em “É o artigo do Zuenir Ventura que trata de cultura”, ele continua não sendo contado como oração.
III. Se o termo destacado pela estrutura enfática estiver no plural, o verbo ser concordará com esse termo, mas não será computado como núcleo de oração.
IV. Quando o termo enfático vier preposicionado, o verbo ser não flexiona, e igualmente não é contado como oração.

Com base nas regras da gramática normativa sobre a estrutura “ser + que”, está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3796180 Português

Coisa de outro mundo


Por Pedro Guerra







(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/11/coisa-deoutro-mundo-cmhz55u0d023g016043t7phbg.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica corretamente a classe de palavras à qual pertence o vocábulo “que” sublinhado no trecho a seguir, retirado do texto.
“Celulares servindo como armas, apontados para o sofrimento alheio que é gravado e rapidamente compartilhado”.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Imbé - RS Provas: FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Advogado | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Analista de Tecnologia da informação | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Arquiteto | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Assistente Social | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Médico Radiologista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Biólogo | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Médico Traumatologista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Fisioterapeuta | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Educador Físico | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Enfermeiro | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Engenheiro Eletricista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Terapeuta Ocupacional | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Engenheiro Mecânico | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Farmacêutico | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Médico Clínico Geral - Plantão 24 | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Médico Gastroenterologista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Médico Ginecologista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Médico Oftalmologista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Médico Otorrinolaringologista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Médico Urologista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Nutricionista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Psicólogo | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Imbé - RS - Supervisor Escolar |
Q3794511 Português

Sem medo de baratas


Por Mário Corso







(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/mario-corso/noticia/2025/11/sem-medo-debaratas-cmhjn1moy003n01lp1izngfb8.html– texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando os trechos a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa na qual a palavra “que” NÃO tenha sido empregada como pronome relativo.
Alternativas
Q3791724 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como escola pública de Cubatão deixou rotina de drogas e violência e se tornou uma das 'melhores do mundo'


O professor Régis Marques conheceu a Escola Estadual Parque dos Sonhos ao receber, em 2016, convite para assumir sua direção. Ao buscar informações, encontrou notícias sobre violência, furtos e invasões, além do apelido Parque dos Pesadelos. Apesar da má fama, aceitou o desafio.


Nove anos depois, a escola ganhou o prêmio internacional Melhor Escola do Mundo 2025 na categoria Superação de Adversidades, reconhecida por transformar uma realidade marcada por insegurança. Localizada no Jardim Real, área isolada para onde foram reassentadas famílias da Serra do Mar, a escola convivia com invasões e uso de drogas no espaço. Em 2016, tinha apenas cento e dezesseis alunos, muitos pedindo transferência. 


Régis estabeleceu a meta de transformar a instituição. A equipe reconstruiu a estrutura física com apoio de empresas, arrecadando cem mil reais. Para se aproximar da comunidade, abriu a escola aos finais de semana e criou cursinhos. Voluntários, como Ana Gabriela Lima, passaram a ajudar em diversas atividades. Em tempo integral, a escola ampliou seu currículo com vinte e três projetos, de culinária a esportes como patinação. A escuta dos alunos e o olhar humanizado fortaleceram vínculos. A estudante Ester Silva, inicialmente resistente ao tempo integral, encontrou pertencimento no teatro.


Inspirado em modelo cubano, o projeto 'A escola vai à sua casa' promove visitas às famílias de alunos com problemas de frequência ou indisciplina, permitindo compreender suas condições de vida. Os corredores exibem grafites de figuras ligadas aos direitos humanos, integrando o projeto pedagógico que inclui a 'Semana da não Violência', com debates e práticas restaurativas. Régis destaca que não violência é questionar sistemas opressivos, e reforça que a escola prioriza a união, independentemente de posições políticas.


A conquista do prêmio emocionou a comunidade. A escola quase dobrou seu índice no Idesp, passando de 2,2 para 4,6 em uma década. Para os professores, contudo, o impacto vai além dos números: vê-se na proteção   social oferecida, como relatos de estudantes que revelaram abusos nas aulas de tutoria. Régis reconhece desafios, mas celebra o percurso: uma escola que quase fechou por falta de alunos em 2016 iniciará 2026 com cerca de mil e duzentos estudantes, simbolizando seu papel como agente de transformação social.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjwy9n1npe8o.adaptado

Os corredores exibem grafites de figuras ligadas aos direitos humanos, integrando o projeto pedagógico "que" inclui a Semana da não Violência. Em relação à classificação gramatical, o termo destacado na frase trata-se de: 
Alternativas
Q3791682 Português
A revista em quadrinhos que reinventou leitura para crianças no Brasil há cento e vinte anos


Em 11 de outubro de 1905, uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro: a revista O Tico-Tico, considerada a primeira publicação brasileira voltada às histórias em quadrinhos. Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar às escolas, formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.

Com ilustrações concebidas por Angelo Agostini, O Tico-Tico conquistou as crianças com personagens, passatempos e histórias que ajudaram a consolidar um mercado editorial voltado ao público infantil. Apresentava-se como o jornal das crianças e tinha como missão divertir, ensinar e ser útil à criançada brasileira. Mesmo em um contexto de altos índices de analfabetismo, a revista cumpriu um papel informal no processo educacional da sociedade.

Inspirada em publicações francesas, O Tico-Tico reunia histórias moralizantes, quadrinhos e conteúdos educativos. Embora não fosse inicialmente um gibi nos moldes atuais, os quadrinhos ganharam destaque ao longo do tempo e se tornaram responsáveis por grande parte de sua popularidade. A estrutura profissional herdada da editora O Malho garantiu ampla distribuição e tiragens que chegaram a cem mil exemplares semanais.

Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, adaptação brasileira de um personagem norte-americano. Também estrearam na revista figuras como Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, Popeye, rebatizado de Brocoió, além de outros personagens estrangeiros e nacionais, como Lamparina, criação do cartunista J. Carlos.

O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais que compravam as edições para os filhos. Grande parte do conteúdo tinha viés educativo, com contos, fábulas, conselhos e atividades didáticas. Durante décadas, O Tico-Tico foi presença constante nas bancas, influenciando a formação cultural e educacional de diferentes gerações.

A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo.adaptado. 
O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais "que" compravam as edições para os filhos.
Em relação à classificação das palavras, é CORRETO afirmar que o vocábulo destacado trata-se de:
Alternativas
Q3790761 Português
 A revista em quadrinhos que reinventou leitura para crianças no Brasil há cento e vinte anos 

Em 11 de outubro de 1905, uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro: a revista O Tico-Tico, considerada a primeira publicação brasileira voltada às histórias em quadrinhos. Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar às escolas, formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.

Com ilustrações concebidas por Angelo Agostini, O Tico-Tico conquistou as crianças com personagens, passatempos e histórias que ajudaram a consolidar um mercado editorial voltado ao público infantil. Apresentava-se como o jornal das crianças e tinha como missão divertir, ensinar e ser útil à criançada brasileira. Mesmo em um contexto de altos índices de analfabetismo, a revista cumpriu um papel informal no processo educacional da sociedade.

Inspirada em publicações francesas, O Tico-Tico reunia histórias moralizantes, quadrinhos e conteúdos educativos. Embora não fosse inicialmente um gibi nos moldes atuais, os quadrinhos ganharam destaque ao longo do tempo e se tornaram responsáveis por grande parte de sua popularidade. A estrutura profissional herdada da editora O Malho garantiu ampla distribuição e tiragens que chegaram a cem mil exemplares semanais. 

Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, adaptação brasileira de um personagem norte-americano. Também estrearam na revista figuras como Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, Popeye, rebatizado de Brocoió, além de outros personagens estrangeiros e nacionais, como Lamparina, criação do cartunista J. Carlos.

O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais que compravam as edições para os filhos. Grande parte do conteúdo tinha viés educativo, com contos, fábulas, conselhos e atividades didáticas. Durante décadas, O Tico-Tico foi presença constante nas bancas, influenciando a formação cultural e educacional de diferentes gerações.

A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo.adaptado. 

O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais "que" compravam  as edições para os filhos.


Em relação à classificação das palavras, é CORRETO afirmar que o vocábulo destacado trata-se de:

Alternativas
Q3790244 Português
A revista em quadrinhos que reinventou leitura para crianças no Brasil há cento e vinte anos


Em 11 de outubro de 1905, uma novidade chamou a atenção nas bancas do Rio de Janeiro: a revista O Tico-Tico, considerada a primeira publicação brasileira voltada às histórias em quadrinhos. Criada para estimular a leitura infantil, a revista foi pioneira no mundo nesse formato e conseguiu chegar às escolas, formando gerações de leitores e abrindo caminho para autores consagrados como Mauricio de Sousa e Ziraldo.

Com ilustrações concebidas por Angelo Agostini, O Tico-Tico conquistou as crianças com personagens, passatempos e histórias que ajudaram a consolidar um mercado editorial voltado ao público infantil. Apresentava-se como o jornal das crianças e tinha como missão divertir, ensinar e ser útil à criançada brasileira. Mesmo em um contexto de altos índices de analfabetismo, a revista cumpriu um papel informal no processo educacional da sociedade.

Inspirada em publicações francesas, O Tico-Tico reunia histórias moralizantes, quadrinhos e conteúdos educativos. Embora não fosse inicialmente um gibi nos moldes atuais, os quadrinhos ganharam destaque ao longo do tempo e se tornaram responsáveis por grande parte de sua popularidade. A estrutura profissional herdada da editora O Malho garantiu ampla distribuição e tiragens que chegaram a cem mil exemplares semanais.

Entre seus personagens mais famosos estava Chiquinho, adaptação brasileira de um personagem norte-americano. Também estrearam na revista figuras como Mickey Mouse, inicialmente chamado de Ratinho Curioso, Popeye, rebatizado de Brocoió, além de outros personagens estrangeiros e nacionais, como Lamparina, criação do cartunista J. Carlos.

O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais que compravam as edições para os filhos. Grande parte do conteúdo tinha viés educativo, com contos, fábulas, conselhos e atividades didáticas. Durante décadas, O Tico-Tico foi presença constante nas bancas, influenciando a formação cultural e educacional de diferentes gerações.

A publicação manteve circulação regular até 1962 e, depois, passou a sair de forma eventual, principalmente em edições paradidáticas. Seu último número foi lançado em 1977, encerrando a trajetória de uma das mais importantes revistas infantis da história do Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg02nxn2reo.adaptado.
 O sucesso da revista também se explica pelo diálogo com os adultos, principalmente os pais "que" compravam as edições para os filhos.
Em relação à classificação das palavras, é CORRETO afirmar que o vocábulo destacado trata-se de:
Alternativas
Q3789722 Português
Texto 02:


As mães de criminosos organizados, com todo respeito, falharam enquanto mães. Vocês vão me desculpar. Eu não sei se foi porque você não soube escolher o seu parceiro, se você escolheu talvez o famoso ‘moreno alto com cara de bandido’ que lhe abandonou, eu não sei, mas você falhou como mãe. E uma coisa que me chama atenção: eu vi muitas mães ali chorando, eu vi quase nenhum pai. Ou ele abandonou a família, ou ele está preso, ou ele está morto. Ou nem sabe que é o cara. Então, quem sacrificou teu filho, quem sacrificou quase uma geração inteira de jovens periféricos no Rio de Janeiro foram vocês, mães que não souberam escolher os seus parceiros, que não souberam criar seus filhos. Com todo meu respeito.

(ARTHUR DO VAL. Trecho retirado da live do Movimento Brasil Livre. Transmitido em 29/10/2025. Disponível no YouTube) 
A partir do trecho “quem sacrificou teu filho, quem sacrificou quase uma geração inteira de jovens periféricos no Rio de Janeiro foram vocês, mães que não souberam escolher os seus parceiros”, analise as afirmativas:

I. A expressão “mães que não souberam escolher os seus parceiros” funciona como vocativo no período, estabelecendo relação direta de interlocução entre enunciador e destinatárias.

II. O pronome relativo “que” introduz oração subordinada adjetiva que restringe o sentido do termo “mães”, especificando-o dentro do conjunto total possível.

III. O trecho “quem sacrificou teu filho” apresenta sujeito indeterminado, razão pela qual o verbo deveria permanecer obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:  
Alternativas
Q3785463 Português
Quando os resultados de um artigo científico são muito surpreendentes, desconfie: pode ser mentira provocada por ciência defeituosa

Por Leandro R. Tessler 


(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base nos seguintes trechos, retirados do texto, assinale a alternativa na qual a palavra “que” NÃO retoma um nome antecedente. 
Alternativas
Q3784590 Português
Professor tem direito à meia-entrada?

No Brasil, o direito à meia-entrada para professores não é uniformemente garantido por uma lei federal.

A lei federal que assegura o benefício a estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda não menciona explicitamente os professores.

Contudo, diversos estados e municípios implementaram legislações próprias que estendem esse direito aos profissionais da educação.

Por exemplo, em São Paulo, a Lei Estadual n.º 10.858/2001 concede meia-entrada a professores das redes públicas estadual e municipal.

Além dele, estados como Pernambuco, Goiás e Rio de Janeiro também permitem que professores tenham esse benefício.

Portanto, é essencial que os docentes verifiquem as leis locais para confirmar se têm direito ao benefício em sua região.

Em algumas regiões, tanto professores da rede pública quanto da privada têm acesso ao benefício. Por exemplo, no estado de Goiás, a Lei Estadual n.º 17.575/2012 assegura meia-entrada a professores das redes pública e privada.

Entretanto, em outras localidades, o benefício pode ser restrito apenas a docentes da rede pública. Portanto, é fundamental que os professores verifiquem as leis locais para entender seus direitos específicos.


Professor tem direito a meia-entrada em quais eventos?

Professores têm esse direito em diversos eventos culturais, esportivos e de lazer, como em jogos de futebol, cinema, teatros e outros tipos de eventos. Tudo dependerá da legislação do estado sobre a aplicação da meia-entrada.

A meia-entrada para professores funciona de forma semelhante ao benefício para estudantes e outros grupos, oferecendo 50% de desconto em ingressos.

No geral, para acessar o desconto, eles devem apresentar documentos que comprovem sua atuação profissional, como contracheques ou declarações das instituições onde trabalham.

Além disso, esses profissionais devem se informar sobre os locais onde esse direito é aceito e as condições específicas de cada estabelecimento, pois algumas instituições exigem comprovações adicionais ou limitam o benefício a determinados eventos.


https://meutudo.com.br/blog/professor-tem-direito-a-meia-entrada/
Ao lado das relações sintáticas, a gramática estuda as unidades linguísticas em sua constituição morfológica, analisando como aparecem e se organizam no discurso.
No trecho "A lei federal que assegura o benefício a estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda não menciona explicitamente os professores", podemos observar diversos aspectos morfológicos: substantivos, verbos, adjetivos e sua função de ligação entre orações.
Dessa forma, a análise morfológica permite compreender a forma das palavras e como elas se combinam para construir significado.
Com base nas classes gramaticais que são o estudo da morfologia, julgue as afirmativas:
I.O substantivo 'presidente' é de dois gêneros, podendo ser utilizado como: o presidente, a presidente ou a presidenta.
II.Os adjetivos 'cheio' e 'feio' são exemplos de palavras que, ao formarem o grau superlativo sintético, apresentam duplicação da vogal 'i'. Isso ocorre porque, nos adjetivos terminados em '−io', o '− o' final é eliminado antes da anexação do sufixo −íssimo, originando as formas 'cheiíssimo' e 'feiíssimo'. Embora alguns autores ainda utilizem a grafia com apenas um 'i', a norma-padrão prescreve o uso de dois is nessas formações.
III.O pronome 'algum', quando anteposto ao substantivo, possui valor positivo, como em 'Recebeu algum recado importante'. Quando posposto ao nome, assume valor negativo, podendo ser substituído pelo indefinido 'nenhum', como em 'Resultado algum saiu do inquérito'.
IV.A palavra 'que' pode pertencer a várias classes de palavras. Na frase 'A verdade é que a professora não chegará a tempo para a palestra', é classificado como conjunção integrante, ao passo que, em 'O livro que o professor indicou é de um escritor brasileiro', é pronome relativo.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3784103 Português

Texto para a questão abaixo.


Marcus Lucius


    Era um comício numa praça da cidade. O prefeito exaltava, orgulhoso, a retomada do crescimento, as cores da bandeira, o hino municipal e o escambau. De repente, o chão começou a tremer. Uma enorme fenda abriu‑se no chão. Todos pensaram que era a sétima trombeta do Apocalipse e se afastaram.


    A guarda acalmou os ansiosos e afastou os curiosos. Os sábios da cidade reuniram‑se rapidamente e aconselharam o prefeito: era necessário que um munícipe corajoso saltasse voluntariamente para o abismo e a fenda fechar‑se‑ia. Então, levantou‑se Marcus Lucius, olhou nos olhos de todos e disse: “façam por merecer”. E simplesmente saltou para nunca mais ser visto.


Internet: (com adaptações). 

Na frase “Todos pensaram que era a sétima trombeta do Apocalipse e se afastaram”, a palavra “que” introduz
Alternativas
Q3784051 Português

Texto para responder a questão.



João Paulo Bem‑te‑vi


    Eis um personagem que você ainda não conhece no folclore brasileiro. Reza a lenda que, no primeiro dia de dezembro, a primeira criança que subir num pé de goiaba ou de manga às 06:00h da manhã em ponto vira um bem-te-vi e sai voando e cantando livremente, feito passarinho.


    O que acontece depois, bem… As versões variam. Uns dizem que o bem-te-vi acorda de um sonho atrasado para a escola. Outros, que o João Paulo Bem‑te‑vi pode ser qualquer um de nós, que já foi passarinho e apenas não se lembra de mais nada… Seja como for, um novo dezembro sempre vem...


Internet: (com adaptações).

No trecho “Eis um personagem que você ainda não conhece no folclore brasileiro”, a palavra “que”
Alternativas
Respostas
321: D
322: E
323: E
324: A
325: B
326: A
327: B
328: D
329: D
330: C
331: A
332: C
333: A
334: D
335: C
336: B
337: B
338: A
339: D
340: A