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Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 2.231 questões

Q3783371 Português
O papel da tecnologia na educação

A tecnologia tem transformado profundamente todos os aspectos da sociedade, incluindo a educação. Ferramentas como computadores, tablets e aplicativos educacionais têm proporcionado novas formas de aprendizagem e acesso ao conhecimento. No entanto, é fundamental lembrar que a tecnologia, por si só, não é suficiente para transformar o processo educativo. Ela deve ser usada de forma integrada aos métodos tradicionais de ensino, enriquecendo o aprendizado e tornando-o mais dinâmico e acessível.

        Além disso, a tecnologia permite que os estudantes aprendam no seu próprio ritmo, com recursos que atendem às suas necessidades individuais. Contudo, a utilização excessiva de dispositivos eletrônicos pode trazer prejuízos à saúde e ao desenvolvimento social dos jovens, caso não haja equilíbrio no uso dessas ferramentas.

(Domínio Público)
Na frase "No entanto, é fundamental lembrar que a tecnologia, por si só, não é suficiente para transformar o processo educativo.", o pronome relativo "que" retoma corretamente o termo "lembrar", dando sequência ao sentido da oração. 
Alternativas
Q3782811 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada pode ser substituída pela expressão apresentada, sem prejuízo da norma-padrão de emprego dos pronomes.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDATEC Órgão: IGP-RS Prova: FUNDATEC - 2025 - IGP-RS - Perito Criminal |
Q3781805 Português
Quando os resultados de um artigo científico são muito surpreendentes, desconfie: pode ser mentira provocada por ciência defeituosa

Por Leandro R. Tessler 



(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Com base nos seguintes trechos, retirados do texto, assinale a alternativa na qual a palavra “que” NÃO retoma um nome antecedente. 
Alternativas
Q3781541 Português
Papai e mamãe

        “Papai e mamãe resolvem isso para você”. Essa foi a frase que Pitter Jhonson mais ouviu em casa a vida inteira. Foi assim que não aprendeu a resolver nada sozinho. Os amigos eram servos, servos eram os professores, as namoradas serviam‑no e estavam a seu serviço todos, a exemplo dos pais.

        Aos 30 anos, descobriu que não foi jogar no Barcelona, não tem 10 milhões de seguidores em redes sociais e a vida não é um morango. Trabalhou até os 50 nas Lojas Americanas, quando encontrou uma mãe solteira e alcoólatra, com três filhos que o chamavam de pai. Viveram felizes para sempre, até os seus 63, quando morreu da hipertensão e do diabetes.

Internet:<folhadabaixada.com.br>  (com adaptações).

A respeito dos aspectos gramaticais do texto, julgue o item seguinte.


Em “com três filhos que o chamavam de pai”, a palavra “que” classifica‑se como conjunção integrante.

Alternativas
Q3780788 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão:


        Pode confessar: você também já se pegou falando “obrigado” para a inteligência artificial (IA). Pode parecer um gesto trivial, talvez até um pouco tolo. Afinal, estamos falando com um algoritmo, não com um ser senciente (ainda).


        Longe de ser apenas uma afetação, agradecer à IA toca em aspectos profundos da nossa biologia humana. Quando somos gentis, algo fascinante acontece no cérebro.


        Expressar gratidão ativa circuitos cerebrais ligados à recompensa e à satisfação de necessidades do corpo e do espírito, liberando dopamina e outras substâncias que geram sensação de prazer. Estudos científicos têm confirmado que pessoas mais gratas apresentam níveis mais altos de saúde mental e resiliência emocional. Tamanha é sua força que a gentileza pode se tornar um hábito, reforçada pela liberação de ocitocina, o “hormônio do amor”, que reduz tensões e estreita vínculos sociais.


        Dizer “obrigado” a um assistente virtual pode não parecer grande coisa, mas funciona como um pequeno exercício que fortalece padrões positivos. Além disso, o custo ambiental dessa gentileza é praticamente nulo. Embora IAs operem em centrais de processamento que consomem energia e água, uma interação individual como essa consome menos do que assistir a um vídeo curto numa rede social.


        Estabelecer normas de interação positivas, agora, pode ser importante para futuros relacionamentos humano-IA, especialmente se a IA se tornar significativamente mais inteligente. Estabelecer uma base de interação respeitosa e cortês pode ser importante para navegar nosso futuro com sistemas avançados de IA, garantindo uma coexistência mais harmoniosa e benéfica.


(Alexandre Chiavegatto Filho. A ciência da gentileza: por que você deve continuar dizendo “obrigado” ao ChatGPT. www.estadao.com.br, 30.04.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado pode ser substituído pelo termo entre colchetes.
Alternativas
Q3780761 Português

Violência: Problema social que afeta multidões Registros aumentam 




(Disponível em: https://auniao.pb.gov.br/noticias/caderno_diversidade/violencia-problema-social-que-afetamultidoes – texto adaptado especialmente para esta prova).


Sobre o período “é interessante observar como essa violência está ligada a grupos que, comumente, são vítimas de violência social”, analise as seguintes assertivas:

I. Há a ocorrência de quatro orações.
II. Há duas orações reduzidas – uma de infinitivo, uma de particípio.
III. A oração “é interessante” não tem sujeito.
IV. A palavra “que” refere-se a “grupos”, sendo, assim, pronome relativo.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3780752 Português
Violência: Problema social que afeta multidões 



(Disponível em: https://auniao.pb.gov.br/noticias/caderno_diversidade/violencia-problema-social-que-afetamultidoes – texto adaptado especialmente para esta prova).
Quanto ao uso de elementos coesivos no texto, analise as seguintes assertivas:

I. A palavra “que” em “nós sabemos o Imagem associada para resolução da questão a palavra violência significa, porém, às vezes, a ação violenta é sutil, tão psicológica, Imagem associada para resolução da questão passa ................. . ‘Nem sempre sabemos apontar o Imagem associada para resolução da questão aconteceu’” funciona como conjunção integrante.
II. A palavra “que” em “a Organização Mundial de Saúde (OMS) foi convidada a desenvolver um estudo sistematizado, Imagem associada para resolução da questão categorizasse a violência e identificasse possíveis conexões” introduz uma oração que delimita o sentido do termo que a precede.
III. Em “a patrimonial é dotada de uma frieza específica, em Imagem associada para resolução da questão a liberdade da vítima é uma mentira”, a expressão “em Imagem associada para resolução da questão” poderia ser substituída por “na qual”, mantendo-se a correção do período.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3780392 Português
Leia o seguinte texto, retirado de uma história infantil:

Era uma vez um poderoso rei chamado Uriel, que vivia num majestoso castelo ao norte do reino de Mantrifás. O rei tinha uma corte de valorosos cavaleiros que se reuniam numa sala de cristal toda vez que havia de deliberar-se sobre os assuntos mais importantes de um reino.

Sobre a significação ou a estruturação desse fragmento textual, assinale a afirmativa incorreta.
Alternativas
Q3779712 Português
Entre as frases abaixo, retiradas do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, aquela em que a expressão “é que” é expletiva, ou seja, não faz parte da estrutura sintática da frase, é a seguinte: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: AL-AM Provas: FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Administrador de Empresa | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Analista de Redes de Comunicação de Dados | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Analista de Sistema | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Assistente Social | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Bibliotecário | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Enfermeiro | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Cientista Politico | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Contador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Pedagogo | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Design Gráfico | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Engenheiro Civil | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Engenheiro Eletricista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Profissional de Educação Física | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Programador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Psicólogo | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Fisioterapeuta | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Redator | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Economista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Historiador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Intérprete de Libras e sinais | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Endocrinologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Jornalista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Ginecologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Urologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Odontologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Cardiologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Clinico Geral |
Q3776545 Português
Entre as frases abaixo, retiradas do livro O Mulato, de Aluísio Azevedo, aquela que mostra a expressão “é que” com valor sintático, ou seja, não tendo valor de ênfase, é a seguinte: 
Alternativas
Q3774535 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como oito segundos em fita de VHS devolveram voz à mulher com doença degenerativa após vinte e cinco anos


"Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz. Quando ouvi novamente, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre", afirma Sarah Ezekiel.

Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os neurônios motores. Em poucos meses, ela perdeu o uso das mãos e deixou de falar de maneira inteligível, passando a depender de cuidadores e de tecnologia para se comunicar. Durante mais de vinte anos, a única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.

A mudança veio quando a família encontrou uma fita VHS dos anos 1990, gravada em ambiente doméstico, na qual havia apenas oito segundos de fala de Sarah. Embora o som estivesse distorcido e abafado, ferramentas de inteligência artificial conseguiram isolar e reconstruir sua voz original, devolvendo-lhe entonação, identidade e emoção.

O impacto foi imediato. Sarah se emocionou ao ouvir a própria voz recriada, e os filhos relataram sentir-se mais próximos da mãe, que agora conseguia expressar estados de espírito e transmitir nuances de sua personalidade. A família descreve essa transformação como um ganho profundo, que reaproximou todos após anos de comunicação limitada.

Antes disso, Sarah viveu longos períodos de isolamento e depressão, até que, com o surgimento da tecnologia de rastreamento ocular, voltou a se expressar, a atuar em projetos de apoio a pessoas com deficiência e até a retomar a pintura. Com esforço, passou a transformar movimentos dos olhos em palavras, frases e obras de arte.

Especialistas observam que as vozes recriadas por inteligência artificial representam um avanço significativo em relação às antigas vozes padronizadas, porque preservam sotaques, ritmos e características individuais. Isso contribui para que cada paciente se reconheça em sua própria fala, reforçando a identidade e a ligação afetiva com familiares e amigos.

No Brasil, o Ministério da Saúde calcula que cerca de doze mil pessoas convivem com a ELA. Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos. Entre os sintomas estão perda gradual da força, dificuldade para respirar e engolir, alterações na fala, engasgos frequentes, cãibras e perda de peso.

O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves, devolvendo não apenas a capacidade de se comunicar, mas também a sensação de dignidade, identidade e pertencimento.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx29gz8pg8qo.ADAPTADO.
A família descreve essa transformação como um ganho profundo, "que" reaproximou todos após anos de comunicação limitada.

Em relação à classe gramatical, o vocábulo destacado denomina-se, nesta frase:
Alternativas
Q3773825 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como oito segundos em fita de VHS devolveram voz à mulher com doença degenerativa após vinte e cinco anos

"Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz. Quando ouvi novamente, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre", afirma Sarah Ezekiel.

Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os neurônios motores. Em poucos meses, ela perdeu o uso das mãos e deixou de falar de maneira inteligível, passando a depender de cuidadores e de tecnologia para se comunicar. Durante mais de vinte anos, a única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.

A mudança veio quando a família encontrou uma fita VHS dos anos 1990, gravada em ambiente doméstico, na qual havia apenas oito segundos de fala de Sarah. Embora o som estivesse distorcido e abafado, ferramentas de inteligência artificial conseguiram isolar e reconstruir sua voz original, devolvendo-lhe entonação, identidade e emoção.

O impacto foi imediato. Sarah se emocionou ao ouvir a própria voz recriada, e os filhos relataram sentir-se mais próximos da mãe, que agora conseguia expressar estados de espírito e transmitir nuances de sua personalidade. A família descreve essa transformação como um ganho profundo, que reaproximou todos após anos de comunicação limitada.

Antes disso, Sarah viveu longos períodos de isolamento e depressão, até que, com o surgimento da tecnologia de rastreamento ocular, voltou a se expressar, a atuar em projetos de apoio a pessoas com deficiência e até a retomar a pintura. Com esforço, passou a transformar movimentos dos olhos em palavras, frases e obras de arte.

Especialistas observam que as vozes recriadas por inteligência artificial representam um avanço significativo em relação às antigas vozes padronizadas, porque preservam sotaques, ritmos e características individuais. Isso contribui para que cada paciente se reconheça em sua própria fala, reforçando a identidade e a ligação afetiva com familiares e amigos.

No Brasil, o Ministério da Saúde calcula que cerca de doze mil pessoas convivem com a ELA. Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos. Entre os sintomas estão perda gradual da força, dificuldade para respirar e engolir, alterações na fala, engasgos frequentes, cãibras e perda de peso. 

O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves, devolvendo não apenas a capacidade de se comunicar, mas também a sensação de dignidade, identidade e pertencimento.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx29gz8pg8qo.ADAPTADO. 
A família descreve essa transformação como um ganho profundo, "que" reaproximou todos após anos de comunicação limitada.

Em relação à classe gramatical, o vocábulo destacado denomina-se, nesta frase:
Alternativas
Q3773480 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Passarela da Misantropia



Caminho obedientemente atrás dele. Seus passos me parecem lentos. Como se desfilasse na passarela da misantropia. Como se não soubesse para onde ir.



Percebo a tristeza no seu tom de voz. Quando ele diz meu nome, ele saliva solidão e angústias mal resolvidas. Não entendo o que ele diz, mas entendo, ao mesmo tempo. Não sei se me faço entender. Mas seu tom de voz diz tudo. E seu tom de voz agora é um manancial de depressão que rasga seu peito, outrora, vivaz.



Uma pena. Prefiro quando ele emana traços de felicidade. Momentos raros, devo destacar. Desde que ela foi embora. Desde que ela saiu pela porta da frente e nunca mais voltou. Lembro-me até hoje. Ela, raivosa. O semblante determinado. Não olhou para mim. Não olhou para trás. Não olhou para o que construíra. Simplesmente, partiu.



Ficamos eu e ele. Desde então, dois solitários. Porque a dor dele é minha também. Eu o amo. E compartilho a sua dor. E, de alguma forma, percebo que ele sabe a verdade sobre mim: eu jamais seguirei os passos dela. Jamais vou abandoná-lo.



Sempre que ele chamar Rex, eu irei até ele, o rabo abanando, tentando lhe conferir traços de afago em um dia repleto de desavenças internas.



MARTINZ, Juliano. Passarela da misantropia. Corrosiva, [s.d.]. Disponível em: https://corrosiva.com.br/cronicas/passarela-da-misantropia/ . Acesso em: 2 dez. 2025.


Com base no trecho "Não sei se me faço entender. Mas seu tom de voz diz tudo. E seu tom de voz agora é um manancial de depressão que rasga seu peito, outrora, vivaz.", analise o emprego e a função sintática dos vocábulos destacados e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3772791 Português
Texto I

Tempos modernos – uma crítica à sociedade industrial

Por Arlindenor Pedro

    Quando o filme "Tempos Modernos" chegou às telas, em 1936, o mundo já convivia com o cinema sonoro há quase 10 anos. Durante todo esse tempo, o “vagabundo”, personagem que conhecemos como Carlitos, criado por Charlie Chaplin — que compartilhou nas primeiras décadas do século XX o infortúnio dos desvalidos, que viam nele uma identificação com seus geniais desempenhos — ficou sem aparecer nos cinemas.
    No intervalo entre o seu último filme, "Luzes da Cidade", e o lançamento de "Tempos Modernos", Chaplin amadureceu a ideia de que o “vagabundo” não iria transitar no mundo do cinema sonoro. Decidiu, então, que "Tempos Modernos" seria o último filme do personagem. O que aconteceu de fato!
    O mundo mudara muito nessa época, já se vivia a tensão de uma nova guerra que estava por vir!  
    Em 1931, Chaplin fez uma turnê pela Europa e viu que os males que afligiam a economia americana — a recessão e o desemprego — estavam presentes em todo lugar. Viu, também, que os capitalistas europeus, a exemplo dos americanos, buscavam superar a crise por alterações no processo produtivo, adaptando-se aos novos tempos, racionalizando cada vez mais a produção. Os conceitos de Henri Fayol e Frederick Taylor, de racionalizar as operações de trabalho, levariam a um considerável ganho de produtividade, reduzindo o custo unitário dos produtos e ampliando a margem de lucro por implementos, que tiveram seu ápice com a linha de montagem fordista. Isso encantava os empresários. A aplicação dessas ideias resultou no desemprego de milhões de pessoas, contribuindo para acelerar o confronto dos países capitalistas através da guerra. O conflito aliviaria as tensões sociais internas e abriria as portas para novos mercados.
    Retornando aos Estados Unidos, vivamente sensibilizado com essas questões, Charlie Chaplin tomou a decisão de fazer um novo filme, onde retrataria esse novo mundo. O cineasta sempre teve uma visão diferente daquela que estava sendo construída pelas elites econômicas da burguesia liberal. Sua Utopia era uma sociedade mais justa, com pleno emprego, sem a violência do Estado, com a felicidade ao alcance de todos, sem o racionalismo científico que tirava do ser humano a sua essência humanista, procurando transformá-lo em máquina. Eram ideias que ele procuraria sintetizar mais tarde, na cena final de seu próximo filme, lançado já em plena guerra: "O Grande Ditador".
    Em "Tempos Modernos", Chaplin nos mostra o “vagabundo” — antípoda da sociedade moderna racionalizada — às voltas com a linha de montagem fordista, em um ambiente asséptico, científico, controlado e não menos cruel. Numa cena clássica, vemos o nosso herói ser sugado, literalmente, pelas engrenagens das máquinas industriais, sem condições, portanto, de se adaptar à linha de produção e, por isso mesmo, levado à loucura.
    Nesses novos tempos, mais do que nunca, a competição econômica forçaria as empresas a buscarem a eficácia, revolucionando o trabalho, a técnica e os produtos, que adiante voltam a competir e a ser revolucionados, em um processo contínuo e infindável. Noutras palavras: estaria na lógica da produção de mercadorias a obrigatoriedade das empresas a racionalizarem o desenvolvimento das suas forças produtivas.

Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2025/10/1057433-tempos-modernos-uma-critica-asociedade-industrial.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
No trecho “[...] sem o racionalismo científico que tirava do ser humano a sua essência humanista” (5º parágrafo), o conectivo “que” introduz uma oração:  
Alternativas
Q3772724 Português
Texto I

Quantas vezes você mudou de opinião sobre o que quer ser quando crescer?

Luana Génot

    Muitas vezes, perguntamos às crianças o que querem ser quando crescer. E, por mais inocente que pareça, essa pergunta carrega muitas nuances: ela faz com que a gente projete o futuro, mas também perceba o quanto os nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
    Um executivo, certa vez, me contou algo que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia sonhando em ser caminhoneiro, como o pai. Achava que aquele era o topo. Não porque faltasse ambição, mas porque faltavam referências. Ao se mudar para estudar, porém, descobriu outros mundos. Passou a almejar um trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si, para a família, para ver o sol se pôr.
   Sonhos mudam de roupa conforme a estação da vida. Às vezes, crescem; outras vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e, depois, queremos o sossego. Já almejamos o sucesso financeiro a todo custo e, em seguida, queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo isso faz parte do mesmo caminho e pode até coexistir em muitas medidas.
    O que me intriga é que também há aqueles que não se permitem sonhar. Gente que aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é ferramenta de sobrevivência, especialmente para quem sempre precisou lutar para existir. É uma forma de hackear o sistema, de furar a bolha do “impossível”, de encontrar brechas nas estruturas que dizem “não”.
    O sonho é ancestral. É herança das nossas avós que sonhavam em liberdade enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que moveu quem veio antes, que acreditou num amanhã que talvez nunca tenha visto, mas plantou para que a gente colhesse. Por isso, deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga o passado ao futuro.
    Manter os desejos em dia é um ato de resistência. É como revisar um documento importante da alma: precisa ser atualizado, revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a gente muda junto. E, se há dias em que algo almejado parece distante, que isso vire farol, mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
    Às vezes, o sonho não é mais ser astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser presidente, mas conseguir pagar as contas e sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em continuar sonhando, mesmo que isso varie conforme o fôlego do momento.
    O importante é não deixar que o peso do real atropele a leveza do que parece impossível, que nos projeta. Que a pressa não atropele o propósito. Que o medo não atropele a esperança. Então, se hoje você não souber responder “o que quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que você precise é só se perguntar: o que ainda quero sonhar?

Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml. Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
“Gente que aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem tem tempo ou dinheiro” (4º parágrafo).

Nesse trecho, os termos em destaque são classificados, respectivamente, como: 
Alternativas
Q3769280 Português
Leia a oração abaixo:

“[…] Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara […]”
Graciliano Ramos, Vidas Secas.

Assinale a alternativa correta quanto à função do que na oração.
Alternativas
Q3768892 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Exemplar raro de “Os Sertões”,

com capa original, vai a leilão no Rio


Oferta será no próximo dia 4 de dezembro, em evento da Livraria Letra Viva; livro reflete a obsessão de Euclides da Cunha pelo texto certo


Por Andreza Matais e Weslley Galzo

28/11/2021 (adaptado)

O Estado de S. Paulo


Semanas antes de publicar o clássico Os Sertões, o escritor Euclides da Cunha se isolou numa sala da editora Laemmert & Cia. e corrigiu à tinta, de próprio punho, 80 erros impressos em cada um dos mil exemplares do livro. A obsessão do autor pela imagem de seu trabalho tornou ainda mais rara e valiosa a 1ª edição da obra. No próximo dia 4 de dezembro um desses exemplares será leiloado no Rio. Um detalhe: é a primeira vez em 15 anos que uma 1ª edição ainda com a capa original da brochura aparece no mercado de livros raros. Para manter as características do exemplar, a livraria Letra Viva, organizadora do leilão, evitou reencadernar e acondicionou a obra de 632 páginas num estojo.



Exemplar com capa original que vai a leilão


Considerado um marco da literatura e do livro-reportagem, Os Sertões teve seu primeiro lote bancado pelo próprio Euclides. As vendas da obra dispararam logo após lançamento, no final de 1902. Era o surgimento do primeiro best-seller do mercado nacional, primazia dividida com o Canaã, de Graça Aranha, publicado no mesmo ano. Os dois livros tiveram a ousadia de retratar um país diferente daquele conhecido nos grandes centros.

Em 1897, anos antes do clássico ser disputado por leitores nas livrarias da Rua do Ouvidor, no Rio, Euclides, então um jovem engenheiro militar que atuava na propagação dos ideais republicanos, seguiu para o interior baiano como correspondente do Estadão no conflito que envolvia de um lado o Exército e de outro a comunidade sertaneja de Canudos, liderada pelo líder messiânico Antônio Conselheiro.


Crimes cometidos pelos militares foram relatados na obra. De lá para cá, a oficialidade brasileira procurou, sem alardes, desqualificar sem sucesso a versão de Euclides de que as tropas cometeram crimes de guerra, como a decapitação e a execução sumária de prisioneiros.  
No trecho foram destacados três empregos da palavra que. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3767949 Português
Geração Z: 54% dos jovens buscam empregos ativamente, mesmo empregados


Redação da Revista Istoédinheiro

Q1_10.png (694×490)
Q1_10_.png (689×185)

(Disponível em: https://istoedinheiro.com.br – publicado em 10/10/2025 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em relação aos termos hachurados na frase retirada do texto “Outro ponto que diferencia a Geração Z é a relação com a tecnologia. Globalmente, 75% afirmam usar IA para se requalificar, muito acima das demais gerações. No Brasil, esse movimento é ainda mais forte: 71% dos jovens já utilizam inteligência artificial em suas atividades de trabalho, enquanto a média global é de 51%”, analise as assertivas a seguir:

I. A palavra “que” funciona como sujeito da oração em que ocorre.
II. O verbo “é” destacado no trecho é um verbo de ligação.
III. O verbo “utilizam” é classificado como transitivo direto.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3763279 Português
Em nosso devido lugar


Os robôs enxergam em nós os mesmos defeitos e deficiências que costumávamos ver nos outros


Por Ruy Castro




(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2023/07/em-nosso-devido-lugar.shtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho retirado do texto “Mas o principal é que não temos os preconceitos e emoções”, qual é a classificação morfológica do vocábulo sublinhado?
Alternativas
Q3763151 Português
Analise as orações constantes das alternativas abaixo e indique CORRETAMENTE em qual delas há a ocorrência da partícula expletiva (ou de realce) "que".
Alternativas
Respostas
341: E
342: C
343: B
344: E
345: B
346: B
347: C
348: C
349: A
350: B
351: A
352: A
353: A
354: C
355: B
356: D
357: B
358: E
359: D
360: C