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Questões de Concurso Sobre funções morfossintáticas da palavra como em português

Foram encontradas 220 questões

Q4017102 Português

O Texto 2, de autoria de Lucas Pelegrineti, apresenta a personagem Irmão do Jorel, famoso nas redes sociais pelo humor de suas publicações ao refletir sobre situações cotidianas a partir de uma crítica social. Faça a leitura dos textos para responder à questão.



TEXTO 2



Fonte: https://instagram.com/irmaodojorelreal?utm_medium=copy_link 

O termo “como”, presente na oração em destaque na questão anterior, exerce, neste contexto, a função de: 

Alternativas
Q2679590 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.


Recursos marinhos não renováveis: vão durar?


Estanho, titânio, cascalho, calcário, enxofre, carvão e petróleo são exemplos de minerais utilizados amplamente pela sociedade atual. Estão na base das mais avançadas tecnologias que facilitam nossas vidas, mas, cabe lembrar, são recursos não renováveis. Sua exploração segue desenfreada, inclusive no ambiente marinho.

O oceano tem diferentes ecossistemas, cada um deles com variados e abundantes recursos, e os minerais marcam forte presença. Nas águas mais rasas da zona costeira e da plataforma continental, os principais são o cascalho e a areia - esta é muito utilizada para produção de cimento ou vidro e aquele, útil na produção de cosméticos, fertilizantes e cimentos. Em regiões costeiras também há os ditos minerais pesados, como ilmenita, rutilo, zircão, monazita e magnetita, todos importantes para a produção de pigmentos e de ligas metálicas.

Há também os evaporitos, um tipo de rocha sedimentar formada em ambientes marinhos com pouca influência de sedimentos de origem continental. Entre os evaporitos, estão a halita, utilizada como sal de cozinha e fonte de cloro e derivados; a silvita, principal fonte de potássio para a produção de fertilizantes e fogos de artifício; a gipsita, matéria-prima para a fabricação de gesso; além da calcita, da anidrita e da dolomita, presentes na fabricação de cal para argamassa. Outro tipo de rocha sedimentar formada no ambiente marinho em grandes profundidades (maiores que mil metros) é a fosforita, bastante usada na produção de fertilizantes.

Formados ao longo de milhões de anos a partir da matéria orgânica de seres vivos, os depósitos de carvão mineral, gás natural e petróleo são importantes fontes de energia para a sociedade. O petróleo, além de ser a principal matriz energética na atualidade, também é usado na fabricação de tecidos, plásticos, detergentes, entre outros produtos.

Há, ainda, um composto energético marinho, talvez mais abundante do que todo o petróleo e o carvão: os hidratos de gás. São sólidos cristalinos semelhantes ao gelo, presentes em todas as margens oceânicas abaixo dos 500 metros de profundidade. Com uma estrutura que aprisiona gases, principalmente o metano, eles têm alto potencial energético a ser explorado.

Em diferentes profundidades do oceano, encontram-se também outros minerais: os nódulos polimetálicos, as crostas cobaltíferas e os sulfetos metálicos. Os nódulos, que contêm ferro e manganês, estão localizados sobre o sedimento marinho entre 4 mil e 5 mil metros de profundidade. Os sulfetos metálicos, ricos em ferro e cobre, são encontrados em zonas relacionadas ao vulcanismo e à expansão das placas tectônicas, a aproximadamente 3 mil metros de profundidade. As crostas cobaltíferas, ricas em cobalto, são formadas sobre estruturas rochosas em regiões entre 400 metros e 4 mil metros de profundidade.

O olhar sobre esses minerais é estratégico, uma vez que são ricos em elementos usados na construção de painéis solares, celulares, lâmpadas, ligas metálicas, vidro, lentes dos óculos, cabos de transmissão de dados, entre outros.

A obtenção desses e de outros recursos minerais do oceano apresenta desafios ambientais e tecnológicos complexos, mas que certamente não são insuperáveis. Acontece que, se nesse movimento pela exploração, a ganância pelo lucro prescindir do bem maior que é o meio ambiente, pode-se considerar o comprometimento das gerações atuais e futuras.

A diversidade biológica também é enorme nos fundos marinhos - grande parte ainda desconhecida -, e pode ser afetada de forma irreversível se os cuidados necessários não forem tomados. A obtenção desses recursos deve considerar os grandes custos envolvidos e ser feita para gerar e compartilhar prosperidade, sem inviabilizar a natureza.

Há quem se pergunte como contribuir para que a exploração não ocorra desnecessariamente e de modo predatório. Já é de grande valia uma atitude individual que considere o consumo de forma consciente e, melhor ainda, seria se, coletivamente, houvesse mais pressão para que as empresas desenvolvam produtos com maior eficiência e durabilidade, demandando menos recursos e reciclando materiais.


Retirado e adaptado de: TOLEDO, Felipe.; BIAZON, Tássia. Recursos marinhos não renováveis: vão durar? Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/recursos-marinhos-nao-renovaveis-vao-durar/ Acesso em 2 ago., 2022.

Associe a segunda coluna, de acordo com a primeira, que relaciona valores semânticos com seus respectivos exemplos:


Primeira coluna: valor semântico

(1) Condicional

(2) Temporal

(3) Causal

(4) Final


Segunda coluna: exemplo

(_)São necessárias muitas pesquisas, para que novas fontes de energia sejam encontradas.

(_)Os recursos marinhos serão extinguidos se não pensarmos em uma alternativa.

(_)Talvez seja tarde quando as pessoas se darem conta da necessidade de mudar de hábitos de consumo.

(_)Como outras alternativas são mais caras, seguimos usando combustíveis fósseis.


Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:

Alternativas
Q2675317 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.


Como é o desenvolvimento da autonomia e da criatividade no colégio?


  1. O desenvolvimento da autonomia e da criatividade da criança é um dos principais
  2. objetivos de uma instituição de ensino. Fazer com que haja um protagonismo no aluno em sala
  3. de aula é essencial no processo de aprendizagem. Com isso, torna-se fundamental desenvolver
  4. práticas de ensino com Metodologias Ativas. Tais metodologias atuam diretamente no
  5. desenvolvimento da autonomia e da criatividade na infância, o que, por sua vez, permite a
  6. construção de uma personalidade mais saudável, além de competências e habilidades
  7. essenciais para a criança.
  8. Afastando-se de uma metodologia de ensino ultrapassada, as instituições de ensino
  9. devem adotar uma aprendizagem que busque não apenas alfabetizar a criança como também
  10. colaborar para o seu desenvolvimento. E isso envolve um estímulo ___ construção da
  11. autonomia e da criatividade no colégio. Essa Educação Criativa envolve uma metodologia de
  12. ensino-aprendizagem que possibilita ___ instituições de ensino uma aproximação com o mundo
  13. real. Isto é, fora da escola, especialmente no mercado de trabalho, diversas habilidades e
  14. capacidades são valorizadas. E duas delas são justamente a autonomia e a criatividade.
  15. Existe a necessidade de se trazer ao ambiente escolar uma abordagem diferente,
  16. especialmente com o protagonismo do aluno, e uma dessas abordagens diz respeito às
  17. Metodologias Ativas. Mas o que são as Metodologias Ativas? Em resumo, o modelo busca trazer
  18. para o aluno um papel de protagonismo no seu próprio aprendizado. Isto é, por meio dele, é o
  19. estudante o maior responsável pelo seu desenvolvimento em sala de aula. Nesse sentido, o
  20. objetivo é incentivar que a absor...ão do conteúdo em sala se dê com mais autonomia e
  21. participação.
  22. Com a autonomia do aluno em seu próprio aprendizado, há também um maior estímulo
  23. ao seu desenvolvimento. Como destacamos acima, a construção da autonomia e da criatividade
  24. infantil permite a construção de uma personalidade mais saudável. Essa prática garante um
  25. maior desenvolvimento de habilidades socioemocionais, fundamentais para o aprendizado
  26. infantil. A conquista da autonomia como protagonismo do aluno no processo de aprendizado
  27. traz um estímulo para uma convivência saudável. Isto é, por meio do ensino-aprendizagem da
  28. autonomia, a criança pode entender melhor seu papel como parte de um todo que é a
  29. sociedade.
  30. Mas como a autonomia e a criatividade podem ser aplicadas em sala de aula? O que
  31. a proposta pedagógica pode trazer para fazer com que o aluno seja protagonista do seu
  32. aprendizado? É preciso entender que cada estudante tem seu tempo e ritmo de aprendizado.
  33. O ideal é fazer com que a metodologia de ensino estimule o seu desenvolvimento com base
  34. nesse ritmo, pre...ando por uma autonomia maior. Para potencializar esse modelo de ensino,
  35. é essencial a adoção de algumas práticas. Uma dessas práticas é a criação de um ambiente
  36. favorável para um aprendizado com base na autonomia e na criatividade do aluno. Com um
  37. espaço adequado, é possível criar um ambiente em que a exploração e a construção do
  38. conhecimento aconteçam de forma mais fácil.
  39. Especialmente na fase da Educação Infantil, o aprendizado acontece com uma interação
  40. do aluno com o ambiente, e valorizar esse ambiente é uma das melhores formas de aplicar as
  41. Metodologias Ativas, proporcionando liberdade para a autonomia das crianças. Outra forma de
  42. auxílio no desenvolvimento do estudante com autonomia e criatividade é oferecer uma maior
  43. liberdade de aprendizado. A escola, como um todo, é um espaço de aprendizagem constante,
  44. mas para que isso se concreti...e, esse espaço deve criar um clima de incentivo para a busca
  45. pelo conhecimento. A segurança oferecida para que o aluno tenha liberdade de aprender é uma
  46. das melhores formas de estimular a sua autonomia. O ambiente escolar tem a capacidade de
  47. ser um espaço que traz ___ tona impulsos como a curiosidade, a criatividade e a vontade de
  48. aprender.


(Disponível em: https://sigmadf.com.br/como-e-o-desenvolvimento-da-autonomia-e-da-criatividade-nocolegio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Na linha 30, no trecho: “Mas como a autonomia e a criatividade podem ser aplicadas em sala de aula?” a palavra “como” foi empregada como advérbio, significando “de que maneira”. Assinale a alternativa na qual tal palavra tenha sido empregada com o mesmo sentido.

Alternativas
Q1983297 Português
       Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase: “Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!” Aí, então, derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficarei muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.
        Você acredita nessas coisas? Sim? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu... Sabe por que? Porque... ser seu amigo já é um pedaço dele!

(Vinicius de Moraes. Editora Itatiaia: 08/11/2016. Adaptado.)

Leia a tirinha a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


Em “Amizade é como ter um irmão que não mora na mesma casa!”, a palavra destacada exprime ideia de:

Alternativas
Q1966040 Português
Texto para o item. 





Marta Rebón. O que nossas metáforas dizem de nós. In: El País, 2018.
Internet: <https://brasil.elpais.com> (com adaptações).
Quanto aos aspectos gramaticais e aos sentidos do texto apresentado, julgue o item.

O vocábulo “como” (linha 20) está empregado com o mesmo sentido de conforme
Alternativas
Q1962850 Português

Atenção: Considere o trecho de Órfãos do Eldorado para responder à questão.


Estiliano era o único amigo de Amando. “Meu querido Stelios”, assim meu pai o chamava. Essa amizade antiga havia começado nos lugares que eles evocavam em voz alta como se ambos ainda fossem jovens: as praias do Uaicurapá e do Varre Vento, o lago Macuricanã, onde pescaram juntos pela última vez, antes de Estiliano viajar para o Recife e voltar advogado, e de Amando casar com minha mãe. A separação de cinco anos não esfriou a amizade. Os dois sempre se encontravam em Manaus e Vila Bela; eles se olhavam com admiração, como se estivessem diante de um espelho; e, juntos, davam a impressão de que um confiava mais no outro do que em si próprio. 

Via o advogado com o mesmo paletó branco, a mesma calça de suspensórios, e um emblema da Justiça na lapela. A voz rouca e grave de Estiliano intimidava quem quer que fosse; era alto e robusto demais para ser discreto, e tomava boas garrafas de tinto a qualquer hora do dia ou da noite. Quando bebia muito, falava das livrarias de Paris como se estivesse lá, mas nunca tinha ido à França.

(HATOUM, Milton. Órfãos do Eldorado. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, edição digital)

O autor recorre a uma comparação hipotética no seguinte trecho:
Alternativas
Q1878294 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


Assinale a alternativa que indica o sentido correto da palavra “como” no trecho a seguir: “para a motivação de atos truculentos como os do policial” (l. 30).
Alternativas
Q1866344 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.



Assinale a alternativa que indica o uso da palavra “como” na mesma situação de emprego daquela da linha 27.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: IDIB Órgão: CREMEC Prova: IDIB - 2021 - CREMEC - Advogado |
Q2209586 Português
Como escreveu Drummond, a dor é inevitável, o sofrimento não". A palavra "como" pode exercer diferentes  funções no texto. No exemplo em análise, "como" é uma conjunção subordinativa do tipo 
Alternativas
Ano: 2021 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2021 - UFU-MG - Nutricionista |
Q1891493 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



      O futuro é uma ideia nova na humanidade. Nós nunca tivemos futuro.[...]


      O tempo é um conceito que se declina de várias formas. Física, biológica — envelhecimento celular —, cosmológica, histórica, mitológica, estética, a duração da autopercepção subjetiva — o tempo existencial —, social, enfim, muitas formas.


      Aqui me interessa apenas uma dessas formas: o tempo sociológico, aquele que nasce das interações sociais e materiais que vão submetendo o cotidiano a esse processo.[...]


      Durante milênios, “nada” aconteceu em termos de tempo sociológico porque o tempo social era parado. Nenhuma grande mudança tirava o homo sapiens da sua condição prioritariamente natural.


      Para o tempo social acontecer, se fazem necessárias transformações relevantes nos âmbitos da técnica e da gestão da vida, da sobrevivência e da reprodução. E isso demorou muito a ocorrer em nossa pré-história e história. Sem o fogo de Prometeu, não teríamos o tempo social de fato. [...]


      Mas, mesmo nossa experiência concreta da natureza hoje é mediada pelo tempo social. O debate sobre sustentabilidade e sofrimento do planeta é um debate sobre nossa natureza social e técnica em interação com a natureza do planeta. Aquilo que os estoicos chamavam de logos.


      Nunca tivemos futuro. Caçávamos, plantávamos, nos reproduzíamos, adorávamos divindades, mas nada disso implica um futuro concreto como pensamos hoje. [...] 


      O tempo social só passa quando se impõe como cotidiano. Na modernidade, esse processo se acelerou. Nos últimos anos, mais ainda.


      Isso nos causa vertigem e abre o mercado para todo tipo de picaretagem: inovação, quebra de paradigmas, dirupção, como se tudo isso ocorresse no plano de um encontro corporativo num resort. 


     Não. A aceleração social da vida, fruto da agressividade crescente da técnica, nos faz sangrar.


      Dito de forma metafórica, o futuro é o resultado da técnica socialmente engajada, como um avião, um celular, uma vacina, um projeto de democracia.


      A clássica divisão de história e pré-história, marcada pelo surgimento da escrita e da possibilidade de ler o que nossos antepassados escreviam, e, portanto, saber como viviam no sentido mais largo da expressão anuncia o nascimento do tempo histórico — porque nos apropriamos do que já foi vivido, ou seja, do passado —, mas isso, por si só, não é suficiente para entendermos de modo mais claro o nascimento do futuro.


      O futuro só nasce quando a ideia de progresso se impõe como mais significativa do que a de passado. E isso é moderno, não é bíblico ou milenarista.


      Não evoluímos num ambiente em que existisse futuro à vista. Quem fazia guerra faria guerra sempre, quem dava à luz daria à luz sempre, quem caçava caçaria sempre. Nesse ambiente, não existe futuro.


      O futuro é uma ideia nova na experiência do sapiens. Tão nova que não temos clareza de que ela só existe quando existe a possibilidade mesma do progresso técnico.


      Ainda que esse progresso não seja o controle absoluto do nosso destino, tampouco da natureza, da contingência, nem do Sistema Solar, nosso tempo contemporâneo é devorado pela crença de que o futuro nos espera no horizonte como um dado da própria natureza das coisas.


      O ser do universo é indiferente ao nosso tempo e para ele não existe o nosso futuro. O futuro da natureza das coisas não é o mesmo que o nosso futuro. O nosso é efêmero como tudo o que criamos ao longo de um tempo maior que, de certa forma, nunca passa porque nos ultrapassa.



PONDÉ, Luiz Felipe. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2021/02/o-futuro-e-uma-ideia-nova-e-a-eternidade-e-indiferente-ao-sofrimento-humano.shtml>. Acesso em: 17 maio 2021. (Fragmento)

Assinale a alternativa cujo termo negritado apresenta diferença de sentido com o termo destacado no trecho “Dito de forma metafórica, o futuro é o resultado da técnica socialmente engajada, como um avião, um celular, uma vacina, um projeto de democracia.”.
Alternativas
Q1864309 Português
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.

VEJO A VIDA 

A vida tem duas faces:
positiva e negativa
o passado foi duro
mas deixou o seu legado
(...)
Aceitar suas limitações
e me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo.
Aprendi a viver.

Cora Coralina
No trecho “aceitei contradições / lutas e pedras / como lições de vida”, a palavra destacada tem o seguinte valor semântico:
Alternativas
Q1766681 Português
Texto (para a questão)

Água e saneamento na pandemia da COVID-19
   O enfrentamento da crise do Covid-19 impõe desafios sem precedentes e coloca administradores públicos e privados em mares ainda não navegados. Os governos têm sido obrigados a tomar decisões e dar respostas em velocidade muito alta e com informações muito limitadas. As primeiras medidas são no campo da saúde, para desacelerar o espalhamento e contaminação. Assim se pode ganhar tempo para desenvolver protocolos de tratamento e prevenção. Em seguida, os choques de oferta e de demanda produzidos pelas medidas de distanciamento social e isolamento exigem respostas rápidas para mitigar impactos econômicos. Nos países em desenvolvimento e economias emergentes, esses problemas são agravados pela falta de espaço fiscal. Em consequência, as respostas podem ser mais lentas, contribuindo para maior transmissão e maior letalidade, já agravadas pela menor capacidade de tratamento do sistema de saúde.
    Menos despesas com saúde e menor efetividade dos gastos produziram um quadro conhecido de sucateamento do sistema de saúde, menor volume de leitos hospitalares, escassez de médicos e – não menos importante – menor acesso a água, saneamento e higiene – em inglês, WASH (water, sanitation and hygiene). O Brasil se enquadra obviamente nessa descrição. Apesar do reconhecimento da prioridade do tema – desde 2016 se desenha e trabalha para aprovar um novo marco legal para o saneamento – os avanços tardam. Mas a crise não. E nos pega despreparados.
    Para além do tratamento, a prevenção é medida essencial para conter a disseminação do vírus. Nesse sentido, a Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a melhor forma é manter bons hábitos de higiene, dentre eles lavar as mãos com água e sabão frequentemente. Nesse cenário de pandemia, fica ainda mais evidente como o setor WASH é de extrema importância para toda a população.
   Uma importante lição é que a comunicação deve ser definida pensando no público-alvo da mensagem. Apesar de vivermos em uma era digital, o que facilita a disseminação de informações, muitos ainda carecem de acesso à internet. Como exemplo de estratégias para garantir a efetividade da comunicação, no Camboja e na Costa do Marfim os governos elaboraram folders com histórias para as crianças e carros de som que veiculam mensagens para as áreas mais afastadas com informações sobre sintomas e formas de prevenção da doença.
   Encontrar coordenação é difícil. Temos visto isso no Brasil com casos de prefeitos e governadores determinando a suspensão das contas de energia elétrica, ou mesmo o fechamento de aeroportos, que são, por lei, competências da União. A coordenação e alinhamento de ações dos governos em suas diversas esferas é necessária em qualquer momento. E vital para uma tomada de decisão rápida, eficaz e eficiente em uma crise como a que vivemos.
Joisa Dutra e Juliana Smiderle
(Adaptado de: ceri.fgv.br/) 
“Nesse cenário de pandemia, fica ainda mais evidente como o setor WASH é de extrema importância para toda a população” (3º parágrafo). A palavra “como” tem valor de:
Alternativas
Q1719111 Português
O texto a seguir foi extraído do livro O pároco de aldeia, de Alexandre Herculano. Leia-o atentamente para responder as próximas questões.

“Como a filosofia é triste e árida! Como a florinha do campo, a alma por onde passou a procela da filosofia, esse turbilhão transitório de doutrinas, de sistemas, de opiniões, de argumentos, pende desanimada e tristonha; e na claridade baça do ceticismo, que torna pesada e fria a atmosfera da inteligência, não pode aquecer-se aos raios esplêndidos do sol de uma crença viva. Com Kant, o universo é uma dúvida: com Locke, é dúvida o nosso espírito: e num destes abismos vêm precipitar-se todas as antologias. Como a filosofia é triste e árida! A árvore da ciência, transplantada do Éden, trouxe consigo a dor, a condenação e a morte; mas a sua pior peçonha guardou-se para o presente: foi o ceticismo. Feliz a inteligência vulgar e rude, que segue os caminhos da vida com os olhos fitos na luz e na esperança postas pela religião além da morte, sem que um momento vacile, sem que um momento a luz se apague ou a esperança se desvaneça! Feliz a alma vulgar e rude que crê e nem sequer sabe que a dúvida existe no mundo! Para ela, as noites não têm os pesadelos monstruosos, nem os dias a meditações febris em que o cético involuntário se debate na orla do possível, que toca por um lado nas solidões do nada, por outro na imensidade de Deus. Mas ainda mais feliz a inteligência superior às do vulgo, aquela que a Providência destinou à missão do poeta, nos anos da infância e da juventude, antes que o bafo árido da ciência a queimasse, passando por cima dela!”
(Trecho com adaptações).
Nas duas primeiras frases do texto, o autor emprega a palavra “como”: “Como a filosofia é triste e árida! Como a florinha do campo…”. A respeito disso, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q1748341 Português
No período: "Em seu aniversário de 15 anos, Luana estava bela como as flores do campo.", a palavra destacada expressa uma ideia de:
Alternativas
Q1697277 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


 Como Pantera Negra virou um filme importante na luta .................

(Disponível em: https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/como-pantera-negra-virou-um-filmeimportante-na-luta-................ – texto especialmente adaptado para esta prova.)

Sobre o vocábulo “como”, analise as assertivas abaixo:
I. “Como” (título) é definido como um advérbio de modo. II. “como” (l. 14) indica uma ideia de comparação. III. “como” (l. 15) introduz uma oração coordenada.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1273070 Português

(Bill Watterson. O melhor de Calvin, 26.10.2019. https://cultura.estadao.com.br)

Com relação ao trecho do último quadro “Como eu odeio garotas”, assinale a alternativa em que o vocábulo como foi empregado com valor equivalente. 
Alternativas
Q1117727 Português
Leia o texto, para responder às questões de números 11 a 17.

    Subi ao avião com indiferença, e como o dia não estava bonito, lancei apenas um olhar distraído a essa cidade do Rio de Janeiro e mergulhei na leitura de um jornal. Depois fiquei a olhar pela janela e não via mais que nuvens, e feias. Na verdade, não estava no céu; pensava coisas da terra, minhas pobres, pequenas coisas, uma aborrecida sonolência foi me dominando, até que uma senhora nervosa ao meu lado disse que “nós não podemos descer!” O avião já havia chegado a São Paulo, mas estava fazendo sua ronda dentro de um nevoeiro fechado, à espera de ordem para pousar. Procurei acalmar a senhora.
    Ela estava tão aflita que embora fizesse frio se abanava com uma revista. Tentei convencê-la de que não devia se abanar, mas acabei achando que era melhor que o fizesse. Ela precisava fazer alguma coisa, e a única providência que aparentemente poderia tomar naquele momento de medo era se abanar. Ofereci-lhe meu jornal dobrado, no lugar da revista, e ficou muito grata, como se acreditasse que, produzindo mais vento, adquirisse maior eficiência na sua luta contra a morte.
    Gastei cerca de meia hora com a aflição daquela senhora. Notando que uma sua amiga estava em outra poltrona, ofereci- -me para trocar de lugar, e ela aceitou. Mas esperei inutilmente que recolhesse as pernas para que eu pudesse sair de meu lugar junto à janela; acabou confessando que assim mesmo estava bem, e preferia ter um homem – “o senhor” – ao lado. Isto lisonjeou meu orgulho de cavalheiro: senti-me útil e responsável. Era por estar ali eu, um homem, que aquele avião não ousava cair. (Rubem Braga, Um braço de mulher. Os cem melhores contos brasileiros do século.)
Assinale a alternativa em que o termo “como” está empregado com o mesmo sentido que tem na passagem – e ficou muito grata, como se acreditasse que, produzindo mais vento, adquirisse maior eficiência na sua luta contra a morte.
Alternativas
Q2704355 Português

Leia o texto, para responder às questões de números 05 a 13.


Paz na escola: é possível


A violência é o fator de maior preocupação da população brasileira, de acordo com pesquisas de opinião pública. Embora não seja um evento novo no país, como mostra nossa trajetória, rica em acontecimentos bárbaros, o que parece inusitado são as maneiras como ela vem acontecendo atualmente no Brasil. As inesperadas ações de violência e suas diversas formas de manifestação reforçam na sociedade a ideia de que ela se tornou incontrolável e, por isso, acabamos nos submetendo à imposição do medo e do terror por não ter o que fazer diante da ineficácia dos poderes públicos.

Ainda que tenhamos muita clareza da proporção e das consequências visíveis e sutis do fenômeno violência, podemos facilmente perceber as modificações que ele vem acarretando na maneira de viver e ser das pessoas, no funcionamento das instituições e nos relacionamentos interpessoais: é como se a epidemia de violência infestasse a teia social, colocando em risco a nossa saúde emocional e física.

Por ser tão aguda no cenário atual, a violência atinge, obviamente, a escola, que é a tradução em si mesma dos processos históricos, culturais e econômicos de uma sociedade. Atitudes violentas acontecem de formas variadas no ambiente escolar: nas manifestações de racismo, nas brincadeiras sobre gênero e religião, nas atitudes de intimidação e isolamento, nas pequenas agressões físicas e, na pior de todas, na morte violenta entre os jovens.

A reversão desse quadro é um árduo caminho a ser percorrido. A sociedade, a escola e os governos precisam, juntos, incluir a Cultura de Paz como política de Estado, estendendo a discussão para a sala de aula e além dela. E sem a participação da maior das instituições, a família, essa reversão é muito mais difícil.

A escola sem violência é possível e muito pode fazer ao incentivar nos alunos valores, livres de qualquer pretensão moralista, capazes de evidenciar razões para não se optar pelo uso da violência e viver em uma sociedade mais humana.

(Simone Cristina Succi. Diário da Região, 21.03.2019. Adaptado)

Para responder às questões de números 07 a 09, considere a seguinte passagem:


Embora não seja um evento novo no país, como mostra nossa trajetória, rica em acontecimentos bárbaros, o que parece inusitado são as maneiras como ela vem acontecendo atualmente no Brasil.

Assinale a alternativa em que o termo “como” está empregado com o mesmo sentido que tem no trecho – ... como mostra nossa trajetória.

Alternativas
Q2206486 Português
    Os ataques a tiros em escolas dos Estados Unidos nas últimas duas décadas resultaram em uma série de estudos que apontam que é preciso cautela da mídia ao noticiar massacres em escolas, como o que ocorreu em Suzano, em março, para evitar o chamado efeito contágio ou cópia.
   Os estudos alertam para o fato de que a notoriedade dada aos autores dessas tragédias é um fator motivacional para que eles as cometam e, assim, saiam do anonimato, alcançando um nível de fama que dificilmente teriam em suas vidas cotidianas.
    A notoriedade funcionaria não apenas como recompensa para os autores como também um chamado à ação para outros indivíduos que pensam como eles, o que os motivaria a realizar atos de imitação.
    Nos Estados Unidos, grupos como o No Notoriety (“Sem notoriedade”, em português) ou o Don’t Name Them (“Não diga o nome”) desafiam a mídia a limitar o uso do nome e da imagem dos autores a algumas circunstâncias restritas. Por exemplo, se o atirador morrer no ataque, seria apropriado mencionar o nome após a polícia divulgá-lo, mas, depois disso, o grupo recomenda um “racionamento cuidadoso”.

(Cláudia Collucci. “Estudos apontam risco de ‘efeito contágio’ de ataques em escola”. www1.folha.uol.com.br, 14.03.2019. Adaptado).
No trecho – … ao noticiar massacres em escolas, como o que ocorreu em Suzano… (1° parágrafo) – o vocábulo em destaque é empregado com o mesmo sentido em:
Alternativas
Q2056640 Português

Leia a poesia a seguir.

O amor

O amor é tão delicado

Como som de um violino

O sentimento é tão doce

Ele é puro e cristalino

Disponível em: <https://www.recantodasletras.com.br/>. Acesso em: 17 maio 2019.

Na estrofe “Como som de um violino”, a expressão destacada reforça a ideia de

Alternativas
Respostas
141: B
142: C
143: D
144: C
145: E
146: B
147: B
148: D
149: A
150: D
151: E
152: B
153: A
154: E
155: D
156: A
157: D
158: C
159: B
160: B