Questões de Concurso
Sobre funções morfossintáticas da palavra como em português
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“COMO ficou determinado no planejamento, iniciaremos as novas diretrizes logo após o recesso do período carnavalesco.”
A palavra destacada no trecho acima introduz uma oração com o sentido de:
Na mesma ordem em que se encontram, as palavras destacadas acima introduzem os sentidos de:
“Como ele não registrou a patente de sua criação, o formato se espalhou livremente.”
No excerto acima, o elemento linguístico sublinhado expressa o sentido de:
Em defesa do dicionário
Por William Campos da Cruz

(CRUZ, William Campos da. Tudo converge para o texto: gramática, escrita e leitura. 1ª ed. - Rio de Janeiro: Eleia Editora, 2024 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em conformidade com as normas gramaticais vigentes, analise as afirmativas a seguir:
I) Ortograficamente, as palavras displicente, supertição e hélice estão grafadas corretamente.
II) Não se acentuam prefixos paroxítonos terminados em -r ou -i, ainda que substantivados.
III) Os pronomes -lo, -la, -los, -las virão sempre enclíticos aos infinitivos não flexionados, quando antecedidos da preposição a.
IV) O advérbio absolutamente pode ser de intensidade, de afirmação ou de negação, dependendo do contexto.
V) O uso da vírgula na frase “Que vocês estudam Matemática, todos já sabemos” é justificado por separar oração subordinada substantiva deslocada.
VI) Sujeitos indeterminados sempre apresentam verbos impessoais, os quais, por sua semântica, não possuem sujeito que promova a ação verbal.
VII) Quando o núcleo do sujeito é uma palavra de sentido coletivo, o verbo sempre permanece no singular, conforme as regras de concordância.
VIII) Na frase “Ana agradou à criança que estava triste”, há ocorrência de crase, pois o verbo agradar, no sentido de acariciar ou fazer carinho, é transitivo indireto.
Quantas afirmativas estão corretas?
“Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.”
Considere a coesão, a coerência, a argumentação e outros fatores de textualidade e assinale a alternativa correta.
As frases a seguir mostram comparações.
Assinale a opção em que a comparação realizada não é explicada.
As frases a seguir mostram comparações.
Assinale a opção em que a comparação utiliza linguagem lógica (não figurada).
I.Um dos recursos para se estabelecer a coesão textual é a referenciação, a qual foi utilizada, no excerto, em "Esses números".
II.A conjunção "como" estabelece o sentido de comparação e, nesse contexto, equivale a "tal qual".
III.O "que", nesse contexto, funciona como pronome relativo, articulando a oração principal com a oração subordinada e estabelecendo uma relação adjetiva, pois "aos 23 anos decidiu parar de consumir bebidas alcoólicas" tem como referente "Gabrielle Ribeiro", explicando quem é Gabrielle nesse contexto temático.
É correto o que se afirma em:

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/mario-corso/noticia/2025/11/recessao-derelacionamentos-cmhtir1vh008u013jx873msoe.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
TEXTO I

(blogdoaftm.com.br.manual da (nova) politica.
Acesso em: 4.set.2025).
Leia o texto para responder a questão.
A Fobia do Nada
Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo
Por Claudia Miranda Gonçalves
Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.
Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.
Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.
Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.
A Dependência da Estimulação Constante
Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.
O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.
A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.
Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”
[...]
Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/
O que é trabalho voluntário?
O trabalho voluntário é uma atividade realizada por indivíduos de forma não remunerada, em benefício de outras pessoas, comunidades ou causas, sem a expectativa de receber compensação financeira.
Trabalhar como voluntário pode incluir atividades de prestação de serviços diretos, como assistência em abrigos de animais ou distribuição de alimentos em comunidades carentes, até a participação em projetos de conscientização e advocacia, como campanhas de proteção ambiental ou programas educacionais.
https://habitatbrasil.org.br/trabalho-voluntario/
É correto afirmar que, nas duas ocasiões, a conjunção destacada atua como elemento de
COMO NOSSOS PAIS
Não quero lhe falar, meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto
É menor do que a vida de qualquer pessoa
(...)
Minha dor é perceber
Que apesar de termos feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Como os nossos pais
[...]
BELCHIOR, A. C. Como Nossos Pais. In: BELCHIOR. Alucinação. Rio de Janeiro: RCA Victor, 1976.