Questões de Concurso Sobre formação do imperativo em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 137 questões

Q4177693 Português
A forma imperativa negativa de “Incendeia o lixo” é:  
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Q4155811 Português

UM APÓLOGO


Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?

— Deixe-me, senhora.

— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

— Mas você é orgulhosa.

— Decerto que sou.

— Mas por quê?

— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...

— Também os batedores vão adiante do imperador.

— Você é imperador?

— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...

A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:

— Ora, agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:

— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Disponível em: https://machadodeassis.net/texto/um-apologo/31424. Acesso em: 10 de junho de 2026.

Assinale a alternativa CORRETA acerca da classificação da forma verbal destacada no trecho “Faze como eu, que não abro caminho para ninguém”. 
Alternativas
Q3437812 Português
Polícia de SP investiga se contador morto a tiros, sem reagir, foi vítima de latrocínio ou execução; veja vídeo

        A Polícia Civil investiga se um contador morto a tiros, sem reagir, foi vítima de latrocínio ou execução na Zona Sul de São Paulo. O caso ocorreu na manhã da última quarta‑feira (29) em frente a empresa de contabilidade onde ele trabalhava, e foi gravado por câmeras de segurança (veja vídeo abaixo; as cenas são fortes).

        José Horley de Sousa tinha 36 anos e foi baleado quando estava dentro de seu carro, estacionado na Rua Coronel Francisco Inácio, na região do Sacomã. Ele ainda chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Heliópolis, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.

        O criminoso é um motociclista, que fugiu após roubar o relógio e a carteira do contador e atirar ao menos quatro vezes nele.

        Imagens gravadas por câmeras de segurança, e que circulam nas redes sociais, mostram que José não reagiu ao assalto. As cenas mostram que o carro, um Chevrolet Cruize vermelho, está parado na rua, quando um homem numa moto sobe a calçada se aproxima e aponta a arma para o veículo, que estava com os vidros escuros fechados.

        No vídeo, feito por duas câmeras, ainda é possível ver o contador abrir a porta e entregar os pertences ao criminoso, que atira diversas vezes no motorista.

        O bandido, que usa mochila e capacete, foge em seguida na sua motocicleta.

        O caso foi registrado inicialmente como latrocínio, que é o roubo seguido de morte, no 95º Distrito Policial (DP), Cohab‑Heliópolis.

        Mas segundo o delegado que investiga a morte do contador e tenta identificar o criminoso, também está sendo apurada a possibilidade de José ter sido vítima de uma execução.

        “O caso foi inicialmente registrado como latrocínio, mas a possibilidade de homicídio também é investigada. Estamos trabalhando com as duas vertentes”, afirmou à reportagem o delegado Carlos Miranda. De acordo com a investigação, a moto do criminoso não era roubada, mas estaria usando placa clonada. O celular do contador e um comprovante de transação bancária, no valor de R$ 50 mil, que estavam no automóvel da vítima, foram apreendidos pela polícia.

        Além de analisar as imagens das câmeras de vídeo, que gravaram a morte do contador, a investigação quer ouvir o depoimento de testemunhas.


Internet:<www.g1.globo.com>  (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir.


No título, a forma “veja”, por estar no imperativo, indica possibilidade de interatividade com o leitor.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: IGEDUC Órgão: CRMV-BA Prova: IGEDUC - 2025 - CRMV-BA - Assistente Fiscal |
Q3299639 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão:

Agradeça pelas camas modernas


Atualmente, a maioria das pessoas do mundo ocidental tem a sorte de acordar em uma cama macia, talvez com um colchão de molas ou espuma. Mas nem sempre foi tudo tão confortável assim.

Na era medieval, muitas pessoas abriam seus olhos pela manhã, respirando ar abafado em total escuridão. Eram as condições no interior de uma "caixa-cama".

Esses populares armários para dormir eram totalmente fechados. Eles ajudavam a manter as pessoas quentes à noite, embora, muitas vezes, não fossem maiores do que um guarda-roupa.

Pouco tempo depois, veio os colchões revestidos  sacos de materiais baratos, como palha ou folhas. Infelizmente, eles também ofereciam o esconderijo ideal para pulgas, carrapatos e percevejos.

Mas os verdadeiros criadores da péssima qualidade de sono, sem dúvida, foram os vitorianos. Eles inventaram uma série de soluções desagradáveis para as pessoas sem teto, que variavam de fileiras de camas em forma de caixão até uma corda, onde as pessoas se penduravam para descansar.

Depois de tanta informação, reúna alguns colegas noturnos, reserve mais tempo para dormir no inverno e, se, por acaso, você acordar durante a noite, imagine-se como um pioneiro moderno do hábito perdido de dormir em dois tempos. É impossível prometer que você irá sair pulando da cama, totalmente renovado, em uma manhã de segunda-feira. Mas, sem dúvida, é um bom começo.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jg26jq255o)

"Depois de tanta informação, reúna alguns colegas noturnos, reserve mais tempo para dormir no inverno e, se, por acaso, você acordar durante a noite, imagine-se como um pioneiro moderno do hábito perdido de dormir em dois tempos."
Alterando os verbos destacados para a segunda pessoa do plural, na ordem, têm-se: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFSC Órgão: UFSC Prova: UFSC - 2025 - UFSC - Assistente em Administração |
Q3264392 Português

Texto 4

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://bancodolixoreciclavel.webnode.page/album/galeria-de-fotos-novidades/cartaz-loga-p-jpg1.


Com base no texto 4 e na variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3194278 Português
Texto para responder à questão.


      Onde anda o analista de Bagé? Não sei. As notícias são desencontradas. Há quem diga que ele se aposentou, hoje vive nas suas terras perto de Bagé e se dedica a cuidar de bicho em vez de gente, só abrindo exceção para eventuais casos de angústia existencial ou regressão traumática de fundo psicossomático entre a peonada da estância.

     Lindaura, a recepcionista que além de receber também dava, estaria com ele, e teria concordado em dividir o afeto do analista com uma égua chamada Posuda, desde que eles concordassem em nunca serem vistos juntos em público.

    Outros dizem que o analista morreu, depois de tentar, inutilmente, convencer o marido de uma paciente que banhos regulares de jacuzzi a dois num motel faziam parte do tratamento.

    E há os que sustentam que o analista continua clinicando, na Europa, onde a sua terapia do joelhaço, conhecida como “Thérapie du genou aux boules, ou le methode gaúchô”, tem grande aceitação e ele só tem alguma dificuldade com a correta tradução de “Pos se apeie nos pelego e respire fundo no más, índio velho”, no começo de cada sessão.

       Não sei.

Bagé

     Certas cidades não conseguem se livrar da reputação injusta que, por alguma razão, possuem. Algumas das pessoas mais sensíveis e menos grossas que eu conheço vem de Bagé, assim como algumas das menos afetadas são de Pelotas. Mas não adianta. Estas histórias do psicanalista de Bagé são provavelmente apócrifas (como diria o próprio analista de Bagé, história apócrifa é mentira bem educada) mas, pensando bem, ele não poderia vir de outro lugar.

     Pues, diz que o divã no consultório do analista de Bagé é forrado com um pelego. Ele recebe os pacientes de bombacha e pé no chão.

      – Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.

      – O senhor quer que eu deite logo no divã?

     – Bom, se o amigo quiser dançar uma marca, antes, esteja a gosto. Mas eu prefiro ver o vivente estendido e charlando que nem china da fronteira, pra não perder tempo nem dinheiro.

      – Certo, certo. Eu...

      – Aceita um mate?

      – Um quê? Ah, não. Obrigado.

      – Pos desembucha.

      – Antes, eu queria saber. O senhor é freudiano?

      – Sou e sustento. Mais ortodoxo que reclame de xarope.

      – Certo. Bem. Acho que o meu problema é com a minha mãe.

      – Outro...

      – Outro?

      – Complexo de Édipo. Dá mais que pereba em moleque.

      – E o senhor acha...

      – Eu acho uma pôca vergonha.

      – Mas...

      – Vai te metê na zona e deixa a velha em paz, tchê!


(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. Rio de Janeiro: L&PM, 1982. Fragmento.)
Considere o trecho a seguir:

“Ele recebe os pacientes de bombacha e pé no chão.
– Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.” (7º§ e 8º§)

O autor utiliza expressões coloquiais e elementos regionais para construir a interação do analista de Bagé com seus pacientes. A análise da estrutura sintática e do emprego das palavras evidencia o tom descontraído e regionalista do texto. Sobre o emprego das classes de palavras e a sintaxe no trecho, analise as afirmativas a seguir.

I. O termo “bombacha” é um substantivo, usado para designar uma peça de vestuário típica da região do personagem.
II. Na expressão “vá entrando e se abanque”, tem-se a combinação de um verbo no gerúndio e outro no imperativo, embora a expressão como um todo tenha valor imperativo.
III. O termo “índio velho” é um vocativo, utilizado para se dirigir ao interlocutor de maneira informal e regionalista.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3164040 Português
Aninha e Suas Pedras

Cora Coralina

Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas e não entraves seu uso
aos que têm sede. 
Sobre o poema, marque a alternativa INCORRETA
Alternativas
Q3158328 Português
"Pense" no cérebro como um órgão que faz seu melhor para descobrir o que é normal em nossas vidas.
(Fonte: https://www.bbc.com/portugues/articles/c0lg061w184o.adaptado)

O verbo destacado encontra-se no:
Alternativas
Q3446213 Português
A IMPORTÂNCIA DA PALAVRA E O VALOR DO SILÊNCIO


(1º§) O silêncio não é a negação da palavra, como a palavra não é tampouco a negação do silêncio. Eu penso que há silêncios eloquentes, como há também palavras vãs. É, precisamente, a continuidade entre um estado e outro que forma a trama completa de nossa vida do espírito.

(2º§) É na riqueza do nosso silêncio interior que se forma a qualidade de nossas manifestações verbais. Como é na riqueza de sua repercussão no silêncio posterior que reside o sentido mais profundo no nosso privilégio verbal.

(3º§) O homem é a única criatura que fala, que raciocina. Mas é também a única que sabe dar ao silêncio o seu sentido profundo. O silêncio dos seres humanos, das pedras, das florestas, dos animais, só tem sentido para nós, seres verbais, que damos um significado positivo, poético, filosófico, religioso a este silêncio das coisas e dos seres infra-humanos. Como o rumor de nossas palavras só tem sentido porque nelas se reflete o mundo infinito que está para lá de sua sonoridade, o mundo dos sentimentos, das ideias e das grandes realidades.

(4º§) A palavra e o silêncio formam uma expressão que pode ser interpretada de diversas maneiras. Em um sentido geral, a palavra pode ser vista como um meio de comunicação, enquanto o silêncio pode ser visto como uma ausência de comunicação. Reflita sobre as possibilidades de entender o sentido da palavra e do silêncio.

(5º§) No entanto, a relação entre palavra e silêncio é muito mais complexa do que isso. Em alguns casos, acho que o silêncio pode ser mais significativo do que as palavras, enquanto em outros casos, as palavras podem ser mais poderosas do que o silêncio. No entanto, a relação entre palavra e silêncio é muito mais complexa do que isso.

(6º§) Em um poema de Eugénio de Andrade, a palavra e o silêncio são explorados em profundidade. O poema começa assim: “A palavra é um gesto que se faz no silêncio”. Essa expressão sugere que a palavra e o silêncio estão intimamente ligados.

(7º§) A palavra só pode ser ouvida porque existe um silêncio ao seu redor. Além disso, o silêncio pode ser visto e/ou entendido como uma forma de comunicação em si mesmo.

(8º§) Às vezes, o silêncio pode ser mais poderoso do que as palavras, pois pode transmitir emoções e sentimentos que as palavras não são capazes de expressar. É importante entender ambos, em razão do que cada qual pode transmitir por si somente.


(Tristão de Athayde - era o pseudônimo de Alceu de Amoroso Lima (1893-1983), editor, escritor, cronista e crítico literário. Membro da Academia Brasileira de Letras.) – (Texto adaptado)
Se o verbo “Reflita” for conjugado no modo imperativo afirmativo, na segunda pessoa do plural (Vós), obtém a forma correta:
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Q3091735 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2

Poema de Sete Faces

Carlos Drummond de Andrade

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra disse:
Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode,

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Disponível em: <https://www.culturagenial.com/poema-de-sete-facesdrummond/>. Acesso em: 19 fev. 2024.
O trecho “Vai, Carlos! ser gauche na vida” revela um modo de enunciação do verbo ir no modo
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Q3028014 Português
Assinale a alternativa que possui uma frase no modo verbal imperativo.
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Q3020558 Português
A escolha é sua!


Por Gilmar Marcílio









(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/gilmar-marcilio/noticia/2024/08/a-escolha-e suacm0h5vfeb001m015s41uymgk8.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual a forma verbal sublinhada esteja conjugada no modo imperativo. 
Alternativas
Q2579674 Português

Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que ocorre um verbo no modo imperativo.

Alternativas
Q2576150 Português
Julgue o item subsequente. 

Ao analisar a oração "Corra!", é possível compreender como um verbo no imperativo pode formar uma oração completa, mesmo sem a presença explícita de um sujeito.
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Q2539095 Português
Os poderes do torcedor


Por Cláudia Tajes










(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/claudia-tajes/noticia/2023/11/o-torcedor-doalto-da-sua-significancia-acha-que-tem-o-poder-de-decidir-o-destino-do-seu-timeclp1sn3pg00490126caq7rbg4.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual se identifique a ocorrência de uma forma verbal no imperativo.
Alternativas
Q2537557 Português
[Questão Inédita] Analise as assertivas a seguir e assinale aquela em que ocorre o emprego de verbo no modo imperativo:
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Q2481293 Português

Julgue o item que se segue. 


Em relação aos tipos textuais, na injunção, serão usadas ideias com o objetivo de persuadir o destinatário da mensagem a praticar algum ato ou ter alguma atitude. Uma de suas principais características é o emprego do modo imperativo, ou seja, quando o verbo indica ordem, pedido ou sugestão. 

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Q2474343 Português

Leia o texto a seguir.


O que fazer em Pirenópolis?
1. Visite o Centro Histórico de Pirenópolis;
2. Tome um banho na Cachoeira dos Dragões;
3. Tire uma foto com os Mascarados;
4. Experimente a famosa pizza quadrada;
5. E, claro, contemple as belezas do Cerrado!

Elaborado pelo(a) autor(a).

O texto acima apresenta uma série de instruções ao leitor. Esse caráter se dá pelo uso de
Alternativas
Q2370167 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:


Receita para um dálmata

(ou: Soneto branco com bolinhas pretas)


Pegue um papel, ou uma parede, ou algo

que seja quase branco e bem vazio.

Amasse-o até que tome forma

de um animal: focinho, corpo, patas.


Em cada pata ponha muitas unhas

e em sua boca muitos dentes. (Caso

queira, pinte o focinho de qualquer

cor que pareça rosa). Atrás, na bunda,


ponha um fiapo nervoso: será seu

rabo. Pronto. Ou quase: deixe-o lá

fora e espere chover nanquim. Agora


dê grama ao bicho. Se ele rejeitar,

é dálmata. Se comer (e mugir),

é uma vaca que tens. Tente outra vez.


Gregório Duvivier
Em virtude de o poema apresentar uma estrutura de um texto instrucional, ou seja, apresenta o passo a passo de como algo deve ser feito, no caso como fazer um dálmata, existe maior uso de um modo verbal.

Assinale a alternativa que apresente o modo verbal predominante no poema:
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Q2368964 Português
Texto 3


OS BONDES


Pode ser fantasia, papel leva tudo, diz o povo, mas das gentis novidades que os jornais prometem por obra do novo prefeito do Rio, a que mais me entusiasma será a volta dos bondes, imagina, os bondes. Nem acredito, a tanto não chegam as minhas veleidades. Bonde circulando pela rua, a gente esperando no poste de listra branca, escalando o alto estribo, instalando-se no velho banco de madeira, abrindo o jornal e deixando o motorneiro correr, o vento nos banhando o rosto… E o dito motorneiro badalando na sua campa delém-delém! e o condutor tilintando os níqueis no nosso nariz distraído, faz favor! – e marcando as passagens na caixa sonora do teto, e a gente puxando a sineta para descer e os pingentes circunavegando os carros – não, não ouso acreditar. Bonde, o mais civilizado veículo concebido pela técnica, bonde não esquenta, não queima óleo, não vomita fumaça, não buzina, não sai do caminho, não ultrapassa os outros, não abalroa, não agride, não vira em canal, não despenca de viaduto, não caça pedestre, não fura pneu, não quebra barra de direção, não dá tranco para acomodar a carga humana, não depende de um motorista sofrendo de psicotécnica, mas de um motorneiro pachorrento, bonde, ah, bonde, não sei o que diga em teu louvor, já que, plagiando Manuel Bandeira, por mais que te louvemos nunca te louvaremos bem!
Sim, sei que são sonhos. Mas como para Deus nada é impossível, por que não um milagre? Um anjo inspirar o prefeito e ele começar, tentativamente, pondo bondinhos a correr pela periferia da cidade, subúrbios, ilhas, esses lugares cariocas mais pacíficos. Na ilha do Governador, por exemplo, de onde tiraram os bondes foi crime, com aquelas ruas estreitíssimas à beira-mar, onde só o bonde, preso ao trilho, circulava por elas sem risco. Depois dos ônibus, é só verem as estatísticas, morre lá mais gente atropelada do que de assalto.
E a experiência dando certo em Campo Grande, Santa Cruz – os felizardos! porque não ousar uma tentativa pelo Leblon, talvez um circular pela Lagoa, seria muito turístico. Ou, ainda melhor, uma linha Leblon-Arpoador, ao longo da praia, de onde seriam expulsos os automóveis; nos bondes os banhistas poderiam circular até de calção molhado – devolvendo-se ao uso a venerável instituição do taioba.
Falei em taioba. Alguém já pensou que, depois extintos os bondes de segunda classe, não existe mais maneira alguma de pobre carregar seus fardos – lavadeira a sua trouxa, mascate a sua mala, vassoureiro as suas vassouras, verdureiro a sua cesta? Que foi que botaram em substituição ao bonde taioba? Nada, claro. Quem pôde, comprou a sua bicicleta ou triciclo para atravancar ainda mais o tráfego. Pobre cada dia tem menos vez. Nos tempos de eu mocinha, em Fortaleza, era de bonde que se namorava. O primeiro sinal de interesse que o rapaz dava à moça era pagar a passagem dela. Se ela aceitava, estava começado o namoro e o galã tinha direito de vir sentar-se ao seu lado, ou pendurar-se no balaústre, junto, se ela ia na ponta do banco. Menina namoradeira escolhia sempre a ponta do banco, para facilitar.
Em Belo Horizonte, no bonde que, do Bar do Ponto, subia a Rua da Bahia, quando o condutor ficava quieto lá atrás, já se sabia: era o Senador Melo Viana que vinha naquele bonde e pagava a lotação inteira. Todos se viravam em procura do perfil severo do senador que lia o seu jornal; de um lado e de outro pipocavam discretos agradecimentos mineiros e o senador se mantinha impassível, embora, naturalmente, gratificadíssimo
As moças da Tijuca aqui no Rio, que vinham trabalhar na cidade, bordavam no trajeto de bonde grande parte do seu enxoval; muita velha senhora tijucana, hoje em dia, há de lembrar-se disso. As de Ipanema não sei, nunca me contaram. Mas todas essas galanterias se acabaram. Hoje, em transporte coletivo, só se escuta palavrão, resmungos e ranger de dentes.
Então, ante a dura realidade, ante os dinossauros assassinos disparados pelo asfalto, deixem-me sonhar com os bondes. Nesta cidade feroz, seria cada bonde uma ilha de segurança, de amável fraternidade, sempre cabia mais um! ai, saudades. Nosso reino por um bonde!


(Rio, 07/04/1975)
Coletânea de crônicas reunidas no livro Melhores Crônicas, de
Rachel de Queiroz, com seleção e prefácio de Heloisa Buarque de
Hollanda.

“...Mas como para Deus nada é impossível, por que não um milagre?” trata-se de uma frase: 
Alternativas
Respostas
1: D
2: A
3: C
4: C
5: E
6: A
7: C
8: A
9: B
10: B
11: A
12: D
13: E
14: C
15: E
16: A
17: C
18: B
19: A
20: A