Questões de Concurso
Sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português
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Associe corretamente os vocábulos à respectiva formação de palavras.
FORMAÇÃO DE PALAVRAS 1. Derivação parassintética 2. Derivação regressiva 3. Composição por justaposição 4. Composição por aglutinação 5. Redução 6. Hibridismo
VOCÁBULOS ( ) Alistar ( ) Quilo ( ) Televisão ( ) Pernilongo ( ) Passatempo ( ) Castigo
A sequência correta para essa associação é
II. O plural da palavra pé-de-moleque é: pés-de-moleque.
III. Planalto é um substantivo simples, pois possui apenas um radical.
Após analisar atentamente as sentenças apresentadas anteriormente, observe que cada uma delas traz informações que podem ser classificadas como corretas ou incorretas, de acordo com o conteúdo proposto.
Sua tarefa consiste em identificar quais afirmativas estão de acordo com as normas, conceitos ou orientações mencionadas no enunciado original. Das sentenças acima, estão corretas:
I. Em “Um total de R$ 129 milhões em três anos ou R$ 3,6 milhões mensais, sendo que R$ 79 milhões foram efetivamente recebidos para atuar no Judiciário, MPF, PF, BC, Receita Federal, PGFN e Cade.”, nota-se que as expressões em destaque sofreram o processo de Abreviação vocabular.
II. Em “Também de O Globo, Lauro Jardim comentou sobre o silêncio geral acerca do assunto explosivo...”, nota-se um equívoco gramatical, pois deveria haver a contração obrigatória entre a Preposição “de” e o Artigo definido “O”, possibilitando a escrita do trecho da seguinte forma: “Também do Globo”.
III. Em “Em qualquer país normal, essas informações seriam suficientes para uma hecatombe política!”, a expressão destacada é um adjetivo que passaria a sofrer o processo de derivação imprópria caso o fragmento fosse reescrito da seguinte forma “...essas informações seriam o suficiente para uma hecatombe política!”, não prejudicando o sentido do contexto.
IV. Em “Ninguém sabe como Moraes será parado.”, o elemento em destaque funciona como uma conjunção integrante, já que inicia uma oração subordinada substantiva no contexto em relação à oração principal antecedente.
Pode-se dizer que está correto o que se afirmou somente em:
Texto para a questão.
O QUE É A CULTURA WOKE? POR QUE GEROU UMA GUERRA CULTURAL?
Foi no início do século XXI que a cultura woke ganhou uma nova conotação que dura até os dias de hoje. Atualmente, a palavra woke se refere a narrativas e a linhas de pensamento, como pautas progressistas e relativistas
Segundo o dicionário inglês de Cambridge, a palavra woke, em sua acepção moderna, significa: “estar consciente sobre temas sociais e políticos, especialmente sobre o racismo”.
O termo é comumente utilizado para se referir à inserção desse tipo de conteúdo em filmes, em séries e em outros meios de entretenimento, mas a expressão também é utilizada para se referir à esquerda política e a suas pautas sociais.
Em tradução literal, a palavra woke significa “acordado”. Ativistas políticos passaram a utilizar o verbo para designar aqueles que estão “acordados”, atentos a questões de justiça social.
Pensadores da linha da filosofia clássica, como o Bispo americano Robert Barron, afirmam que o termo woke é utilizado para se referir aos adeptos do relativismo moral e de outras políticas progressistas, como Karl Marx, Friedrich Nietzsche, Michel Foucault e Jean Paul Sartre. Todos defendiam o relativismo moral em algum grau.
A cultura woke afirma que o certo e o errado se tornam conceitos vagos que variam de pessoa para pessoa, de acordo com sua cultura e criação. Tudo se torna uma questão de ponto de vista e de circunstância. Esse princípio faz com que realidades universais e objetivas sejam descartadas. Na cultura woke, “é proibido proibir”.
Como consequência lógica desse tipo de pensamento, os arquétipos clássicos da cultura ocidental precisaram ser transformados. A cultura woke busca mudar o pressuposto de que há realidades naturais e objetivas, como família e liberdade de expressão.
Pensadores contrários à cultura woke, como Bispo Barron, afirmam que esse tipo de pensamento é o inverso da cultura ocidental. Para a filosofia clássica, especialmente para o pensamento aristotélico-tomista, o intelecto humano é capaz de analisar a realidade e de descobrir a essência das coisas e as leis universais de diversos tipos, como a gravidade, a inércia, e até mesmo os valores morais, como os princípios da justiça, da liberdade e da propriedade.
Disponível em: https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/o-que-e-a-cultura-woke. Acesso em: 16.fev.2025. Adaptado.
O processo de formação da palavra descartadas é alicerçado por
Choro não é birra: como lidar com o estresse das crianças sem violência
Jéssica Andrade
Na porta da escola, Luísa, de 7 anos, chorava e se agarrava aos pais. O nascimento do irmão, Arthur, havia mexido com seu mundo interno. Ela temia perder espaço no coração da família. Ao perceber a delicadeza da situação, os educadores criaram uma estratégia lúdica. Todos os dias, uma "fada" deixava uma carta com atividades especiais para a menina. O encantamento transformou lágrimas em alegria. A resistência em entrar virou entusiasmo. O que poderia ser visto como "birra" era, na verdade, frustração diante de uma mudança emocional intensa.
Para a psicóloga Márcia Tosin, autora do best-seller Criação Neurocompatível, esse exemplo ilustra o equívoco de reduzir episódios complexos da infância à palavra birra. "Quando chamamos o comportamento de birra, escondemos toda a complexidade do que está acontecendo. Essa palavra carrega um peso cultural: sugere que a criança faz de propósito para incomodar o adulto. Mas o que chamamos de birra é, na verdade, um colapso de autorregulação, um cérebro ainda imaturo tentando dar conta de emoções intensas", explica.
Márcia defende que mudar a palavra é mudar o olhar e, consequentemente, mudar a forma de educar. "O choro não é drama, a raiva não é manha, a tristeza não é frescura. Quando o adulto deslegitima emoções, exige da criança uma maturidade que ela ainda não pode ter. Ao nomear de outra forma, como crise emocional, dificuldade de autorregulação, explosão de sentimentos, abrimos espaço para enxergar a criança como sujeito em crescimento, não como um pequeno rebelde", afirma a psicóloga. Na avaliação dela, usar o termo birra está diretamente ligado ao adultocentrismo — a visão de que o adulto é o centro e não deve ser incomodado. "Essa postura impede empatia, compreensão e respostas educativas mais saudáveis."
A neurociência explica por que as crianças apresentam esse comportamento diante das frustrações. O córtex pré-frontal, responsável por regular impulsos, ainda está em desenvolvimento. Já a amígdala cerebral, que dispara reações de luta, fuga ou congelamento, age de forma imediata. "Respeitar é reconhecer que esses colapsos não são ataques intencionais. A criança não consegue se regular sozinha justamente por essa imaturidade. Ela precisa do adulto como corregulador. Quando encontra calma no outro, vai, pouco a pouco, construindo trilhas neurais de autorregulação", detalha Márcia.
A terapeuta ocupacional Pabline Cavalcante complementa que, além de episódios como o da Luísa, a frustração pode se manifestar de formas emocionais, motoras, sociais e sensoriais. "Na prática, vemos gritos, choros, mordidas, tapas, jogar objetos ou até paralisação. O primeiro passo, em qualquer ambiente, é garantir que a criança se sinta segura." Pabline explica que a criança também pode apresentar o comportamento por causa do excesso de estímulos sensoriais como barulho, luz ou toques que ultrapassam a capacidade de processamento do cérebro. Além disso, o que parece birra pode ser ainda uma necessidade básica não atendida, como sono, fome, higiene ou contato e conexão com o adulto cuidador.
Estratégias eficazes incluem compreensão dos pais, da família, da escola e da sociedade sobre o processo de desenvolvimento humano. Pabline também destaca a importância de ambientes que permitam à criança correr, pular ou dançar para se reorganizar, além de rotinas visuais que antecipam atividades cotidianas ou mudanças.
Para os pais, lidar com frustrações exige prática, paciência e muito autocontrole. A jornalista Luciane Improta, mãe da Olívia, de 2 anos, diz que o maior desafio é se manter calma diante do choro intenso. "Para nós, adultos, parece desproporcional. Mas, para a criança, é muito importante. Nosso esforço é justamente esse: estar calmos para conseguir acalmá-la, validar o sentimento e explicar com palavras o que está acontecendo para que a criança aprenda a identificar as emoções."
A vivência em ambiente escolar também ensina a família que não se trata de violência intencional. "A escola nos orientou que nem sempre é fazer o que a criança quer, é que reforçar o limite por meio das palavras ajuda até mesmo a criança a se sentir segura. Hoje, vemos mudanças: choros mais curtos, pausas para refletir e até o uso de palavras no lugar de gestos impulsivos."
Já a família de Luísa e Arthur viu a parceria da escola transformar um momento de insegurança em encantamento. "Sentimos que não estavam acolhendo só a criança, mas toda a família. Esse olhar individualizado fez com que a Luísa se sentisse vista, amada e respeitada, mesmo em meio ao turbilhão emocional que vivia em casa", afirma a mãe, Cristiane Teixeira.
Disponível em:
<https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2025/09/7239945-choro-nao-e-birra-como-lidarcom-o-estresse-das-criancas.html>
Considere o período.
“O córtex pré-frontal, responsável por regular impulsos[..]”.
O substantivo relacionado ao verbo “regular” escreve-se, ortograficamente, como

Tirinha de Bob Thaves, disponível em https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos/ acesso em 24 de novembro de 2025.
Sobre o processo de formação de vocábulos da língua portuguesa e os elementos mórficos que os formam, está correto o que se afirma em:


