Questões de Concurso
Sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português
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“Doenças, frechas, e trovões ardentes” (X, 46)
“Era este ingrês potente, e militara” (VI, 47)
“Nas ilhas de Maldiva nasce a pranta” (X, 136)
Analise as afirmativas abaixo em relação aos versos.
1. Trata-se de licença poética do autor, que resolveu empregar variante popular.
2. É fenômeno conhecido como rotacismo, ou seja, a tendência da alteração da vogal L para R. O mesmo fenômeno ocorre com a palavra cricrete.
3. Esta variação, apesar de ser condenada pelo padrão culto, não pode nem deve ser considerada erro linguístico.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 02

Disponível em: https://www.canva.com/pt_br/mensagem/curta/. Acesso em: 24 set. 2024.
I- As palavras “fases” e “fazes” constroem um par denominado homônimo homófono, uma vez que elas possuem pronúncias iguais.
II- As palavras “fases” e “fazes” foram empregadas, no texto, com valores morfológicos, sintáticos e semânticos diferentes.
III- A conjunção “ou”, em seus dois usos, inserem no texto duas orações coordenadas sindéticas com ideia de alternância.
IV- As palavras “fases” e “fazes” contêm, em suas estruturas de formação, uma desinência que indica a segunda pessoa do plural representada pelo “-s” final.
V- O texto foi estruturado com dois períodos, sendo o primeiro um período simples, e o segundo, composto por duas orações coordenadas.
Estão CORRETAS as afirmativas
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Seu Afredo
Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.
Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:
– Onde vais assim tão elegante?
Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide caseira, queixou-se do fatigante ramerrão do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:
– Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.
De outra feita, minha tia Graziela, recémchegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:
– Cantas?
Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:
– É, canto às vezes, de brincadeira…
Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:
– Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.
Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:
– Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!
E, a seguir, ponderou:
– Agora, piano é diferente. Pianista ela é! E acrescentou:
– Eximinista pianista!
MORAES, V. Seu Afredo. In: Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 65-66.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Seu Afredo
Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.
Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:
– Onde vais assim tão elegante?
Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide caseira, queixou-se do fatigante ramerrão do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:
– Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.
De outra feita, minha tia Graziela, recémchegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:
– Cantas?
Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:
– É, canto às vezes, de brincadeira…
Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:
– Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.
Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:
– Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!
E, a seguir, ponderou:
– Agora, piano é diferente. Pianista ela é! E acrescentou:
– Eximinista pianista!
MORAES, V. Seu Afredo. In: Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 65-66.

Leia o Texto 2 para responder a questão.
Texto 2
A Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia revolucionária que vem transformando significativamente diversos setores da sociedade brasileira. Se por um lado traz avanços impressionantes e benefícios em áreas como saúde, economia e educação, por outro, levanta questões importantes sobre ética, privacidade e inclusão.
A inteligência artificial tem potencial para revolucionar vários aspectos da vida cotidiana no Brasil. Na área da saúde, por exemplo, sistemas de IA são utilizados para diagnósticos mais precisos, tratamentos personalizados e descoberta de novas drogas. No setor econômico, a automação de processos e a análise de dados impulsionam a eficiência e a inovação nas empresas. Na educação, pode-se aplicar a IA para personalizar o ensino, adaptando-se às necessidades individuais dos alunos, até mesmo para usar como tira-dúvidas para melhor desenvolver o aprendizado.
Apesar dos benefícios, a inteligência artificial também traz desafios éticos e preocupações importantes. Questões relacionadas à privacidade dos dados, viés algorítmico, discriminação e substituição de empregos são algumas das preocupações levantadas pela crescente adoção da IA. É essencial que as políticas e regulamentações acompanhem esses avanços tecnológicos para garantir um uso ético e responsável da inteligência artificial.
Disponível em: <https://institutodering.com.br/2024/06/06/impactos-da-inteligencia-artifical/>.
Acesso em: 24 set. 2024. [Adaptado].
Aleitura do Texto 1 é necessária para responder à questão.
Texto 1

[...] Quem suga quem? É certo que as grandes empresas de tecnologia detêm um poder sem precedentes sobre o fluxo de informações e, consequentemente, sobre o pensamento e o comportamento humano. Essa influência não se restringe apenas ao controle da informação, mas se estende à capacidade de moldar opiniões, preferências e até mesmo emoções, utilizando algoritmos de inteligência artificial e técnicas de manipulação. As consequências para a sociedade são grandes. Para você, em particular, talvez se manifeste em forma de esgotamento mental, diminuição da capacidade crítica e enfraquecimento da intelectualidade. A exposição prolongada a plataformas digitais pode prejudicar a sua atenção sustentada e a capacidade de processamento das informações, levando ao consumo superficial e a uma deterioração da sua saúde mental. O constante bombardeio de estímulos e a pressão para estar sempre conectado e atendendo aos modelos de vida expostos podem lhe gerar ansiedade, estresse e dificuldades no controle emocional. É fundamental: a) refletir sobre o papel dessas empresas na nossa vida cotidiana; b) questionar a forma como elas manipulam e extraem valor dos dados e da sua atenção; c) criar um aparato de controle e limitação de uso; d) induzir o algoritmo a lhe entregar conteúdos mais qualificados [...].
B O D A R T , C r i s t i a n o . C a f é c o m s o c i o l o g i a p a r a a c o r d a r . I l u s t r a ç ã o d e A r t e V i l l a r . D i s p o n í v e l e m https://www.instagram.com/p/C_c5UClpgoD/?igsh=M3V4cDMzMHVlMGM0. Acesso em 19 de agosto.
“Aquela cidade é inabitável, pois as condições de vida são muito precárias.”
Observe a imagem a seguir.

Disponível em: <https://www.disneyplus.com/en-gb/series/how-i-met-yourmother/3kpBeRQiKjkq>. Acesso em: 24 set. 2024.
A imagem é uma das capas promocionais da série How I met your mother, em tradução livre, Como eu conheci sua mãe. Um dos objetivos que são propulsores da série é o famoso guarda-chuva amarelo. Sobre a formação da palavra “guarda-chuva”, pode-se afirmar que se trata de uma palavra formada por
Assinale a opção em que o exemplo de abreviatura dado não corresponde ao da recomendação.


