Leia as afirmações abaixo sobre elementos constitutivos do ...
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Com base no mesmo assunto
Ano: 2025
Banca:
ISET
Órgão:
Prefeitura de Mirante - BA
Provas:
ISET - 2025 - Prefeitura de Mirante - BA - Abordador Social
|
ISET - 2025 - Prefeitura de Mirante - BA - Assistente de Mecânico, Chefe de Oficina e Mecânico |
ISET - 2025 - Prefeitura de Mirante - BA - Assistente de Secretaria |
ISET - 2025 - Prefeitura de Mirante - BA - Auxiliar de Classe |
ISET - 2025 - Prefeitura de Mirante - BA - Cuidador Educacional |
ISET - 2025 - Prefeitura de Mirante - BA - Eletricista |
ISET - 2025 - Prefeitura de Mirante - BA - Técnico de Enfermagem (ESF) e (Plantão) |
ISET - 2025 - Prefeitura de Mirante - BA - Técnico em Agropecuária |
Q4361062
Português
Texto associado
TEXTO I
Anestesia geral
A promiscuidade no Poder Judiciário é conhecida, com
palestras para eventuais réus, caronas em jatinhos ou
escritórios de cônjuges atuando nos tribunais de seus parceiros
sem qualquer constrangimento ou suspeição
Rodrigo Constantino.
São R$ 129 milhões! R$ 3,6 milhões mensais. Eis o contrato
entre o Banco Master e o escritório da família de Alexandre de
Moraes a que a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, teve
acesso. Isso tudo para defender Daniel Vorcaro em uma única
causa, aparentemente, em que ele foi derrotado em duas
instâncias. Talvez o valor “advocatício” do escritório esteja
somente em causas no Supremo...
Malu voltou ao tema em outra coluna: “A atuação da
advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em
defesa do Banco Master, não é desconhecida apenas no
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No
Banco Central, também não há registros de acesso da
advogada, apesar de o contrato milionário firmado com o
Master prever expressamente a atuação dela perante a
instituição”.
Também de O Globo, Lauro Jardim comentou sobre o silêncio
geral acerca do assunto explosivo: “Faz uma semana hoje que
foi revelado, por Malu Gaspar, o valor do contrato que Viviane,
mulher de Alexandre de Moraes, tinha com o Banco Master. Um
total de R$ 129 milhões em três anos ou R$ 3,6 milhões
mensais, sendo que R$ 79 milhões foram efetivamente
recebidos para atuar no Judiciário, MPF, PF, BC, Receita
Federal, PGFN e Cade. Até agora, nem o escritório Barci de
Moraes Sociedade de Advogados nem o ministro se
manifestaram sobre o tema”.
Em qualquer país normal, essas informações seriam
suficientes para uma hecatombe política! A promiscuidade no
Poder Judiciário é conhecida, com palestras para eventuais
réus, caronas em jatinhos ou escritórios de cônjuges atuando
nos tribunais de seus parceiros sem qualquer constrangimento
ou suspeição. Mas R$ 3,6 milhões não é promiscuidade; é
corrupção, e das grandes!
Nada disso parece importar. No lançamento do SBT News, lá
estava Alexandre de Moraes como convidado de honra, com
direito a discurso em que agradeceu ao presidente Lula pelo
empenho em derrubar a Lei Magnitsky. O ministro celebrou a
sua revogação numa festa com ícones dos três Poderes.
Novamente, promiscuidade é pouco para descrever tanta
indecência.
Na mesma semana, Moraes condenava Filipe Martins a mais
de 20 anos de prisão, mesmo sem qualquer prova do crime. Ao
contrário, a defesa apresentou fartas evidências de que o exassessor de Bolsonaro desejava aceitar o resultado das
eleições, não saiu do país, não participou de qualquer reunião
com os militares etc. Nada disso valeu qualquer coisa. Era um
julgamento de cartas marcadas para punir um “ideólogo”
brilhante do bolsonarismo.
Flávio Dino, o comunista, afirmou que foi um julgamento
técnico, sem qualquer vingança, e Moraes endossou o mesmo
discurso. Mas todos viram que foi um teatro soviético que
instalou de vez no Brasil o “crime de opinião”. As trevas odeiam
a luz, e Filipe foi perseguido justamente por incomodar a patota
suprema com sua inteligência e sua firmeza moral. Ele não
aceitou inventar delação contra um inocente e pagou por isso.
Enquanto Alexandre de Moraes segue praticando o mal,
abusando dos direitos humanos, atropelando os demais
poderes, perseguindo conservadores e ignorando o maior
escândalo de corrupção do STF de que se tem notícia, o país
se mostra sob anestesia geral. Uns fingem que há normalidade
institucional no Brasil, outros até aplaudem Moraes, pois não
gostam dos bolsonaristas. E o arbítrio avança a todo vapor e
sem qualquer pudor.
Ninguém sabe como Moraes será parado. O que parece é que
ele continua mais forte do que nunca, ainda mais com o recuo
da cavalaria do Norte, num acordo em que provavelmente Lula
rifou a soberania nacional em troca de favores do ministro todopoderoso, de olho na eleição de 2026. Quem, nesse cenário,
acredita em eleição limpa, ainda mais com Flávio Bolsonaro
disputando contra o sistema, demonstra muita ingenuidade.
Nada parece abalar o regime que tem em Moraes seu
principal ícone. Se nem a Lei Magnitsky ou os R$ 129 milhões
de contrato com um banqueiro fraudador foram capazes de
enfraquecer o apoio que Moraes recebe dos monstros do
pântano, então, pelo visto, nada mais será capaz de derrotá-lo.
Ao menos não no curto prazo. Só mesmo um milagre pode
retirar as elites dessa anestesia geral. O risco é ser tarde
demais...
Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Anestesia geral. https://revistaoeste.com/revista/edicao301/anestesia-geral/ (adaptado)
Leia as afirmações abaixo sobre elementos
constitutivos do texto antes de julgar o que se pede.
I. Em “Um total de R$ 129 milhões em três anos ou R$ 3,6 milhões mensais, sendo que R$ 79 milhões foram efetivamente recebidos para atuar no Judiciário, MPF, PF, BC, Receita Federal, PGFN e Cade.”, nota-se que as expressões em destaque sofreram o processo de Abreviação vocabular.
II. Em “Também de O Globo, Lauro Jardim comentou sobre o silêncio geral acerca do assunto explosivo...”, nota-se um equívoco gramatical, pois deveria haver a contração obrigatória entre a Preposição “de” e o Artigo definido “O”, possibilitando a escrita do trecho da seguinte forma: “Também do Globo”.
III. Em “Em qualquer país normal, essas informações seriam suficientes para uma hecatombe política!”, a expressão destacada é um adjetivo que passaria a sofrer o processo de derivação imprópria caso o fragmento fosse reescrito da seguinte forma “...essas informações seriam o suficiente para uma hecatombe política!”, não prejudicando o sentido do contexto.
IV. Em “Ninguém sabe como Moraes será parado.”, o elemento em destaque funciona como uma conjunção integrante, já que inicia uma oração subordinada substantiva no contexto em relação à oração principal antecedente.
Pode-se dizer que está correto o que se afirmou somente em:
I. Em “Um total de R$ 129 milhões em três anos ou R$ 3,6 milhões mensais, sendo que R$ 79 milhões foram efetivamente recebidos para atuar no Judiciário, MPF, PF, BC, Receita Federal, PGFN e Cade.”, nota-se que as expressões em destaque sofreram o processo de Abreviação vocabular.
II. Em “Também de O Globo, Lauro Jardim comentou sobre o silêncio geral acerca do assunto explosivo...”, nota-se um equívoco gramatical, pois deveria haver a contração obrigatória entre a Preposição “de” e o Artigo definido “O”, possibilitando a escrita do trecho da seguinte forma: “Também do Globo”.
III. Em “Em qualquer país normal, essas informações seriam suficientes para uma hecatombe política!”, a expressão destacada é um adjetivo que passaria a sofrer o processo de derivação imprópria caso o fragmento fosse reescrito da seguinte forma “...essas informações seriam o suficiente para uma hecatombe política!”, não prejudicando o sentido do contexto.
IV. Em “Ninguém sabe como Moraes será parado.”, o elemento em destaque funciona como uma conjunção integrante, já que inicia uma oração subordinada substantiva no contexto em relação à oração principal antecedente.
Pode-se dizer que está correto o que se afirmou somente em: