Questões de Concurso Sobre fonologia em português

Foram encontradas 6.120 questões

Q4112230 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Relação conturbada


Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.

Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?

Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?

Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.


Texto Adaptado


SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025. 

Assinale a alternativa cuja palavra em destaque foi acentuada pela seguinte regra:



As vogais tônicas i e u, quando aparecem em palavras oxítonas ou paroxítonas, recebem acento agudo sempre que forem precedidas por outra vogal com a qual não estabeleçam ditongo e desde que não se agrupem com a consoante que venha depois — com exceção da letra s, que não interfere nessa regra.

Alternativas
Q4112159 Português
Bisavó

Eu era recém-nascido, quando minha mãe me levou para casa, quem mais queria me ver era a minha bisavó, ela me pegou no colo e ficou me olhando por um longo tempo, depois ela foi para o seu quarto descansar, e aquele foi o único e último dia que nos vimos.


PEREIRA, Otávio Santos. Bisavó. In: Antologia de contos [recurso
eletrônico]. São Paulo: SME, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.
Com base nas palavras do texto, analise as afirmativas a seguir:
I.Na palavra meu, há um ditongo decrescente, pois duas vogais estão na mesma sílaba, com a semivogal após a vogal.
II.A palavra quarto apresenta um dígrafo consonantal, pois as letras "qu" representam um único som.
III.Em descansar, ocorre um encontro consonantal separável, pois as consoantes "s" e "c" pertencem a sílabas diferentes.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4112157 Português
Bisavó

Eu era recém-nascido, quando minha mãe me levou para casa, quem mais queria me ver era a minha bisavó, ela me pegou no colo e ficou me olhando por um longo tempo, depois ela foi para o seu quarto descansar, e aquele foi o único e último dia que nos vimos.


PEREIRA, Otávio Santos. Bisavó. In: Antologia de contos [recurso
eletrônico]. São Paulo: SME, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.
Com base nas regras de acentuação gráfica, assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação e a justificativa do acento nas palavras "bisavó" e "último". 
Alternativas
Q4112011 Português
Bisavó

Eu era recém-nascido, quando minha mãe me levou para casa, quem mais queria me ver era a minha bisavó, ela me pegou no colo e ficou me olhando por um longo tempo, depois ela foi para o seu quarto descansar, e aquele foi o único e último dia que nos vimos.


PEREIRA, Otávio Santos. Bisavó. In: Antologia de contos [recurso
eletrônico]. São Paulo: SME, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.

Com base nas palavras do texto, analise as afirmativas a seguir:

I.Na palavra meu, há um ditongo decrescente, pois duas vogais estão na mesma sílaba, com a semivogal após a vogal.
II.A palavra quarto apresenta um dígrafo consonantal, pois as letras "qu" representam um único som.
III.Em descansar, ocorre um encontro consonantal separável, pois as consoantes "s" e "c" pertencem a sílabas diferentes.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4111969 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Relação conturbada



Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.


Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?


Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?


Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.


Texto Adaptado



SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025. 

Assinale a alternativa cuja palavra em destaque foi acentuada pela seguinte regra:



As vogais tônicas i e u, quando aparecem em palavras oxítonas ou paroxítonas, recebem acento agudo sempre que forem precedidas por outra vogal com a qual não estabeleçam ditongo e desde que não se agrupem com a consoante que venha depois — com exceção da letra s, que não interfere nessa regra.

Alternativas
Q4111928 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Entrevista de emprego


Os ponteiros marcavam três e quinze. José Neto encarava a maçaneta à sua frente. Sentado numa poltrona estofada, balançava a perna; o suor lustrava-lhe a testa. Ajeitou-se na poltrona, sentindo o couro colar-lhe à pele. A sala parecia encolher enquanto sua ansiedade crescia.

Contornou o batente de madeira com o olhar e voltou à maçaneta imóvel. Deixou a pasta ao lado: dentro dela, o currículo que poderia decidir seus próximos meses e anos. Criava, por instantes, cenários de melhora de vida, mas a maçaneta seguia imóvel.

Mudou de posição várias vezes, tenso. Ajustou a camisa, ergueu o cinto e tentou respirar alguma confiança. Encarou novamente a maçaneta, certo de que abriria logo. Suspirou.

Então, a porta abriu. Dois homens saíram sorridentes, apertando mãos com a segurança de quem sabe o que diz. Um deles consultou o relógio, virou-se para o próximo candidato e disse: "Opa, João Neto? Então, aquele homem que acabou de sair nos agradou muito. Nada contra você... Boa sorte da próxima vez." Fechou a porta.

José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar.

Texto Adaptado

GONZAGA, Túlio. Entrevista de emprego. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Considere as afirmativas apresentadas a seguir relacionadas à Acentuação Gráfica. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)A palavra saíram presente em "Dois homens saíram sorridentes, apertando mãos com a segurança de quem sabe o que diz" é acentuada pois as vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas levam acento agudo quando antecedidas de uma vogal com que não formam ditongo e desde que não constituam sílaba com a eventual consoante seguinte, excetuando o caso de s.
(__)A palavra relógio presente em "Um deles consultou o relógio , virou-se para o próximo candidato e disse: "Opa, João Neto?" é acentuada pela seguinte regra: "Levam acento agudo "As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam na sílaba tônica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta, e que terminam por sequências vocálicas pós -tônicas praticamente consideradas como ditongos decrescentes"
(_)As duas palavras acentuadas no período "Deixou a pasta ao lado: dentro dela, o currículo que poderia decidir seus próximos meses e anos" são acentuadas pelo mesmo motivo: "Todas as proparoxítonas são acentuadas"

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q4111650 Português
Relação conturbada

Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.

Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?

Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?

Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.

Texto Adaptado

SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Assinale a alternativa cuja palavra em destaque foi acentuada pela seguinte regra:
As vogais tônicas i e u, quando aparecem em palavras oxítonas ou paroxítonas, recebem acento agudo sempre que forem precedidas por outra vogal com a qual não estabeleçam ditongo e desde que não se agrupem com a consoante que venha depois — com exceção da letra s, que não interfere nessa regra.
Alternativas
Q4111613 Português
Relação conturbada

Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.

Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?

Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?

Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.

Texto Adaptado

SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Assinale a alternativa cuja palavra em destaque foi acentuada pela seguinte regra:
As vogais tônicas i e u, quando aparecem em palavras oxítonas ou paroxítonas, recebem acento agudo sempre que forem precedidas por outra vogal com a qual não estabeleçam ditongo e desde que não se agrupem com a consoante que venha depois — com exceção da letra s, que não interfere nessa regra. 
Alternativas
Q4111575 Português
Relação conturbada

Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.

Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?

Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?

Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.

Texto Adaptado

SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Assinale a alternativa cuja palavra em destaque foi acentuada pela seguinte regra:
As vogais tônicas i e u, quando aparecem em palavras oxítonas ou paroxítonas, recebem acento agudo sempre que forem precedidas por outra vogal com a qual não estabeleçam ditongo e desde que não se agrupem com a consoante que venha depois — com exceção da letra s, que não interfere nessa regra.
Alternativas
Q4111535 Português
Relação conturbada

Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.

Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?

Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?

Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.

Texto Adaptado

SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Assinale a alternativa cuja palavra em destaque foi acentuada pela seguinte regra:
As vogais tônicas i e u, quando aparecem em palavras oxítonas ou paroxítonas, recebem acento agudo sempre que forem precedidas por outra vogal com a qual não estabeleçam ditongo e desde que não se agrupem com a consoante que venha depois — com exceção da letra s, que não interfere nessa regra.
Alternativas
Q4111492 Português
Relação conturbada

Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.

Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?

Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?

Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.

Texto Adaptado

SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Assinale a alternativa cuja palavra em destaque foi acentuada pela seguinte regra:
As vogais tônicas i e u, quando aparecem em palavras oxítonas ou paroxítonas, recebem acento agudo sempre que forem precedidas por outra vogal com a qual não estabeleçam ditongo e desde que não se agrupem com a consoante que venha depois — com exceção da letra s, que não interfere nessa regra.
Alternativas
Q4111224 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
A fonologia estuda os sons da língua em seu funcionamento estrutural, analisando como eles se organizam e produzem sentido dentro do sistema linguístico. Nesse campo, destacam-se os encontros vocálicos, encontros consonantais e dígrafos.

Nesse contexto, assinale a alternativa cuja palavras em destaque NÃO apresente um dígrafo: 
Alternativas
Q4111170 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Relação conturbada

Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.

Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?

Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?

Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.

Texto Adaptado

SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Assinale a alternativa cuja palavra em destaque foi acentuada pela seguinte regra:

As vogais tônicas i e u, quando aparecem em palavras oxítonas ou paroxítonas, recebem acento agudo sempre que forem precedidas por outra vogal com a qual não estabeleçam ditongo e desde que não se agrupem com a consoante que venha depois — com exceção da letra s, que não interfere nessa regra.
Alternativas
Q4111064 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
A fonologia estuda os sons da língua em seu funcionamento estrutural, analisando como eles se organizam e produzem sentido dentro do sistema linguístico. Nesse campo, destacam-se os encontros vocálicos, encontros consonantais e dígrafos.

Nesse contexto, assinale a alternativa cuja palavras em destaque NÃO apresente um dígrafo: 
Alternativas
Q4108534 Português
Questão tojãn kar to ti comando tỹ nén tó nĩ ẽn han nĩ. Alternativa pir nĩtón (marca ke) jé ã tóg mũ, ũ tỹ ki hã ke ẽn ti.
Alternativa tỹ ẽg vĩ tỹvĩn ki Alfabeto rá tỹ consoante ẽn marca ke ra.
Alternativas
Q4107863 Português

Considere o texto a seguir para responder à questão.



Texto 2


Série ‘A Mulher da Casa Abandonada’ ganha data

de estreia no streaming


Documentário chega ao Prime Video no segundo

semestre, trazendo luz ao caso que chocou o Brasil

em 2022


    Em junho deste ano, o Prime Video havia anunciado o lançamento da série documental A Mulher da Casa Abandonada, que conta a história completa de Margarida Bonetti, uma rica moradora de um casarão antigo no bairro Higienópolis, em São Paulo. O caso veio à tona em 2022 pelo podcast homônimo apresentado por Chico Felitti em plataformas de áudio como o Spotify. Agora, a produção ganha data de estreia no streaming da Amazon: 15 de agosto. A mansão suntuosa estava gasta e precisando de reparos e sua dona uma figura um tanto quanto peculiar frequentemente vista pela vizinhança usando um creme facial branco por todo o rosto discutia com agentes da prefeitura. O encontro de Margarida com Chico Felitti aconteceu enquanto a mulher tentava impedir a poda de uma árvore.


    Conforme Chico se aproximava da mulher e descobria mais sobre sua vida, ele descobriu que ela havia fugido dos Estados Unidos com o marido após manter uma pessoa em situação análoga a escravidão por 20 anos dentro de sua própria casa, trabalhando como empregada doméstica. O podcast é resultado da investigação de Felitti sobre a história bizarra da mulher, apelidada de “a mulher da casa abandonada”. Ao longo de três episódios, a série do Prime Video trará novos detalhes sobre o caso, bem como declarações do FBI e de novas testemunhas. Na época em que o caso repercutiu, Margarida Bonetti deixou a residência no Higienópolis, largando para trás dois cachorros de estimação, que posteriormente foram resgatados pela ativista Luisa Mell, que relatou a insalubridade do local após fazer o resgate.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/serie-a-mulher-da-casa-abandonada-ganha-data-de-estreia-no-streaming/. Acesso em: 22 jul. 2025.

Analise os fenômenos fonético-fonológicos presentes nas palavras destacadas no excerto a seguir e assinale a alternativa correta.


“O caso veio à tona em 2022 pelo podcast homônimo apresentado por Chico Felitti em plataformas de áudio como o Spotify. Agora, a produção ganha data de estreia no streaming da Amazon: 15 de agosto.”. 

Alternativas
Q4107844 Português

Considere o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1

Nuvem não é nuvem, amigo não é amigo

[...]

Por Sérgio Rodrigues 


    Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?


    Deixemos de lado por ora as considerações morais. Restam questões bem objetivas: se a nuvem se situa nas profundezas da Terra, então incorremos em erro quando dizemos “baixar” um filme ao trazê-lo de alguma cinemateca virtual para nossa máquina. Deveríamos dizer “subir”. E vice-versa. No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?


    O problema se revela no atacado, na escala em que a linguagem digital reprogramou nossas palavras. A nuvem de dados é apenas uma das formas que ela tem de nos apresentar uma face familiar, sorridente, enquanto demole e reconstrói o edifício das relações sociais inteiro. De cima até embaixo. Se a nuvem não é nuvem, o amigo de rede social será mesmo amigo, quer dizer, amigo-amigo de verdade, amigo em qualquer sentido que vá além do figurado?


    Estamos no terreno da metáfora, claro. Força indomável da linguagem, criadora de novos sentidos por analogia, é ela que explica a página que não é página, a janela que não é janela, a navegação que não é navegação, o vírus que não é vírus, a reunião que não é reunião. Alguém pode argumentar que tudo isso é perfeitamente inofensivo, quem sabe até uma bênção: tratando-se de uma tecnologia que cria tanta coisa nova, é bom que ela se expresse assim em vez de poluir a paisagem com neologismos frios, não?


    O argumento é válido em tese, mas desconsidera algo fundamental: o quanto a metaforização digital ampla e irrestrita nos impede de compreender a profundidade da mudança em nossas vidas – e reagir com a cautela que o bom senso recomendaria. A comunidade online não é antropologicamente comparável a nada do que os seres humanos entendiam por “comunidade” desde que a palavra foi criada até... outro dia de manhã. Como esperar que as nossas democracias permaneçam as mesmas?


    Fazendo parecer familiar e seguro um meio de comunicação agressivamente dedicado a reconfigurar a paisagem social nos mínimos detalhes, a linguagem nos induz a um estado de negação. Se nossos filhos pequenos não estivessem apenas se divertindo entre “amigos”, navegando por instrutivas “páginas”, acessando “nuvens” bucólicas, será que os deixaríamos por tanto tempo sozinhos diante de telas, sem nenhuma supervisão?


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2025/06/nuvem-nao-e-nuvem-amigo-nao-e-amigo.shtml. Acesso em: 17 jul. 2025.

Considerando os processos fonético-fonológicos da língua portuguesa evidenciados no seguinte excerto: “É ela que explica a página que não é página, a janela que não é janela, a navegação que não é navegação, o vírus que não é vírus, a reunião que não é reunião.”, assinale a alternativa que apresenta a análise correta sobre os fenômenos sonoros presentes nele. 
Alternativas
Q4107425 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


Cuidado: chatbots

Ruy Castro


Um amigo veio me falar dos chatbots: “Cuidado! São um perigo! Se conversar com um deles, não diga nada que possa te comprometer! Não faça confidências, não peça conselhos e não acredite em tudo o que ele diz!”. Envergonhado por não saber direito o que era um chatbot — nem como conversar com ele, se nunca lhe fui apresentado e não tenho ideia de onde vive —, apenas escutei e concordei enfaticamente.


Pela terminação do nome em bot, como em “robot”, intuí brilhantemente que um chatbot seria um robô que fala. Algo como a linda robota de “Metrópolis” (1927), o Robbie de “Planeta Proibido” (1956) ou o C‑3PO de “Guerra nas Estrelas” (1977). Mas, pelo que li no Google, esses avós da robótica não chegam nem ao chinelo de um chatbot — um programa de computador, baseado em inteligência artificial, que simula conversas com falantes em qualquer língua, nível intelectual e tipo de conteúdo. Se você tentar tapeá‑lo falando na língua do P, ele te respespondeperapá no apatopó.


Pelo grau de evolução da coisa, ouvi que os cientistas estão alarmados, porque muitos chatbots, controlados por uma facção de algoritmos fora da lei, aprenderam a se passar por humanos. Se for verdade, isso comprometerá todas as relações pessoais e sociais. Em quem poderemos confiar? Chatbots “humanos” terão acesso aos centros de decisões mundiais, induzindo os poderosos a fazer coisas.


Um exemplo. Um chatbot disseminará uma fake news capaz de abalar um país. Um segundo chatbot o “denunciará” como um farsante, com o que se tornará digno de confiança, e disseminará outra fake news ainda mais grave — e nesta todos acreditarão —, iniciando talvez uma guerra. Você perguntará: por que eles fariam isso? Por causa da velha (e tão humana) ambição de dominar o mundo, curvando‑o a um controle planetário.


Só uma coisa preocupa um chatbot: alguém arrancar seu fio da tomada da parede.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cotidiano, Opinião,

11 abr. 2025, p. A2 (adaptado).

Leia os textos a seguir.


TRECHO DO TEXTO I


“Envergonhado por não saber direito o que era um chatbot — nem como conversar com ele [...]. Em quem poderemos confiar? [...] Um chatbot disseminará uma fake news capaz de abalar um país.”


TEXTO III


Imagem associada para resolução da questão


Considerando os aspectos fonéticos e morfológicos, as palavras e termos que compõem os dois textos, analise as afirmativas a seguir.


1. Segundo a norma‑padrão, as palavras “disseminará” (trecho do texto I) e “você” (texto III) recebem acento na última sílaba por exemplificarem um(a) __________ terminado(a) em vogal.


2. As palavras “envergonhado” e “capaz” (trecho do texto I) pertencem à classe gramatical dos __________.


3. No texto III, a(s) linguagem(ns) __________ faz(em)-se presente(s).



A sequência que preenche correta e respectivamente as afirmativas anteriores é:

Alternativas
Q4104866 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão

TEXTO I
Menos é mais?

Alessandra Aragão

Essa corrida constante nos torna, de fato, mais felizes? O que realmente ganhamos ao acumular tanto?

Vivemos em um mundo de excessos. Gavetas abarrotadas, agendas lotadas, mentes sobrecarregadas de informações. A todo momento, buscamos mais: mais sucesso, mais reconhecimento, mais coisas. Mas essa corrida constante nos torna, de fato, mais felizes? O que realmente ganhamos ao acumular tanto?

O minimalismo propõe um olhar diferente: menos pode ser mais. Não se trata apenas de reduzir posses, mas de reavaliar o que realmente importa. Como disse Henry David Thoreau, “nossa vida é desperdiçada em detalhes... simplifique, simplifique”.

Pesquisas apontam que o acúmulo excessivo impacta diretamente nosso bem‑estar. Um estudo conduzido pelo Centro de Vidas Cotidianas de Famílias (CELF), da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), acompanhou famílias americanas para entender como o ambiente doméstico influencia o bem‑estar. Os resultados mostraram que casas desorganizadas estão associadas a altos níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Quanto mais acumulamos, maior tende a ser nossa ansiedade. O que sua casa diz sobre você? Seu ambiente traz paz ou sobrecarga? Mas essa sobrecarga não se limita ao material.

O neurocientista Daniel Levitin, autor de “A mente organizada”, explica que o excesso de informação drena nossa capacidade de concentração e decisão. Quando tudo exige nossa atenção, perdemos a clareza sobre o que é essencial. Como você tem usado sua atenção? O que merece prioridade em sua vida?

Talvez seja hora de uma pausa para reflexão. Você possui as coisas ou as coisas possuem você? O que há em excesso na sua vida que rouba sua paz? O essencial não se encontra no acúmulo, mas na escolha. Se você tivesse que reduzir sua vida ao que realmente importa, o que permaneceria?

Minimalismo não é escassez, mas intenção. Na prática, significa fazer escolhas mais conscientes: manter apenas o que agrega valor — sejam objetos, compromissos ou relações; priorizar experiências significativas em vez de bens materiais; criar espaços físicos e mentais mais leves, eliminando excessos que geram estresse.

Barry Schwartz, no livro “O paradoxo da escolha”, destaca que o excesso de opções pode levar à insatisfação e até à paralisia decisória. Diante de tantas possibilidades, podemos nos sentir perdidos, incapazes de valorizar plenamente o que já temos. Um exemplo disso é Steve Jobs, que adotava um guarda‑roupa simples para evitar a fadiga decisória. Ao reduzir escolhas triviais, direcionava sua energia ao que realmente importava. E você? Quanta energia está desperdiçando tentando administrar o excesso?

O designer alemão Dieter Rams sintetizou essa ideia ao afirmar: “menos, porém melhor”. Não se trata apenas de reduzir, mas de priorizar o que realmente tem valor. Esse princípio pode ser aplicado em diversas áreas da vida. No trabalho: priorizar qualidade em vez de quantidade. Nos relacionamentos: valorizar conexões verdadeiras, deixando de lado laços superficiais. No tempo livre: desfrutar o lazer, reduzir distrações digitais e redescobrir o prazer da simplicidade.

Nesse sentido, Dostoiévski nos lembra que “o segredo da existência humana não está apenas em viver, mas em saber pelo que se vive”. O minimalismo nos convida a essa reflexão, ajudando‑nos a eliminar os excessos que obscurecem o que realmente tem significado.

Ser minimalista não significa renunciar a tudo, mas viver com mais intenção. Onde você pode trazer mais simplicidade para sua rotina? Quais excessos estão pesando sobre sua vida?

No final, não somos definidos pelo que possuímos, mas pelo espaço que criamos para o que realmente importa. Talvez seja a hora de abrir mão de um hábito desgastante, um pensamento que já não te serve mais ou um compromisso sem propósito.

Que tal começar agora?


Estado de Minas, Bem Viver, 24 abr. 2025, p. 33 (adaptado).
Com base no trecho do texto I “Se você tivesse que reduzir sua vida ao que realmente importa, o que permaneceria? [...] priorizar experiências significativas em vez de bens materiais; criar espaços físicos e mentais mais leves, eliminando excessos que geram estresse.”, assinale a alternativa correta sobre a tonicidade e a acentuação gráfica das palavras em destaque.
Alternativas
Q4100340 Português
TEXTO

BENEFÍCIOS DO ESPORTE PARA A SAÚDE MENTAL


     Pesquisas mostram que o exercício físico regular pode reduzir o risco de depressão e reduzir a perda cognitiva em pacientes com Alzheimer. Uma das descobertas de pesquisas mais recentes é que exercícios como caminhar, correr ou andar de bicicleta são essenciais para manter a função nervosa saudável, mesmo com a idade mais avançada. Diante do declínio do nível de atividade física da população mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) assumiu que estamos vivenciando a prevalência de estilos de vida sedentários. Ou seja, a falta de exercícios não é mais apenas um problema estético, mas um grave problema de saúde pública, causando 2 milhões de mortes a cada ano.

     De modo geral, quando se trata dos riscos do sedentarismo para a saúde, na maioria das vezes se fala muito em hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares. Mas os efeitos dos hábitos sedentários na saúde mental podem ser igualmente devastadores. Estudos da OMS indicam que pessoas moderadamente ativas têm menos probabilidade de serem afetadas por transtornos mentais do que pessoas que não praticam nenhuma atividade física. Isso mostra que a participação em um programa de exercícios físicos pode trazer benefícios físicos e psicológicos. Além de melhorar a aptidão física, o exercício físico regular também pode melhorar a capacidade cognitiva e reduzir os níveis de ansiedade e estresse em geral.

   Em contrapartida, pessoas sedentárias costumam ter problemas com a autoestima, autoimagem, depressão, ansiedade, aumento do estresse e maior risco de doenças como Alzheimer e Parkinson. É preciso ressaltar que os exercícios ajudam a melhorar a imagem corporal, a cognição e a função social de pacientes em risco de saúde mental. Nesse caso, atividade física se refere a qualquer movimento físico produzido pelo tecido muscular esquelético que faz com que o praticante consuma energia. Nessas atividades, há também componentes biológicos psicossociais, culturais e comportamentais, como jogos, lutas, dança, esportes, exercícios físicos, atividades laborais e deslocamento. Tudo isso faz da atividade física uma ferramenta imprescindível para a promoção da saúde mental, e seu custo é muito menor se comparado a outros tratamentos e medicamentos.

    A prática de exercício pode melhorar a circulação sanguínea no cérebro, alterando assim a síntese e a degradação dos neurotransmissores. Este é considerado o efeito direto da atividade física na melhoria da velocidade do processamento cognitivo. Além desse efeito direto, existem alguns mecanismos indiretos que podem promover a saúde mental, como redução da pressão arterial, redução dos níveis de triglicerídeos no sangue e inibição da agregação plaquetária. Acredita-se que o exercício físico pode aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, aumentando assim o oxigênio e outros substratos de energia, melhorando assim a função cognitiva.

    Ademais, deve-se descartar que o exercício físico leva ao aumento da concentração de serotonina e Beta-endorfina, resultando em uma sensação de bem-estar.

    Portanto, é essencial que a sociedade reconheça e promova os benefícios da atividade física como parte integrante de uma abordagem holística para a saúde mental. Não se trata apenas de manter o corpo em forma, mas também de cuidar da mente.


Disponível em:
<https://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/beneficios-doesporte-para-a-saude-mental/>. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
Assinale a alternativa CORRETA onde todos os vocábulos apresentam dígrafos consonantais. 
Alternativas
Respostas
681: C
682: C
683: B
684: C
685: A
686: B
687: D
688: A
689: D
690: B
691: C
692: C
693: D
694: B
695: A
696: E
697: A
698: A
699: D
700: A