Questões de Concurso Sobre fonologia em português

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Q4371354 Português
Garnier


Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.

Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.

[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.

Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.

Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!

Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.

ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em: https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)
As palavras da primeira coluna foram extraídas do texto, cuja grafia está conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado no Brasil pelo Decreto Federal nº 6.583, de 29 de setembro de 2008. Associe cada palavra à descrição que justifica o acento gráfico que ela recebe.
Primeira coluna: palavra
1. réis 2. pôde 3. país 4. difícil 5. Perpétua
Segunda coluna: justificativa
(__) Recebe acento agudo porque a vogal tônica "i" forma hiato com a vogal anterior e constitui, seguida de "s", a sílaba final de uma oxítona.
(__) Recebe acento agudo por ser paroxítona terminada em ditongo crescente, também descrita como proparoxítona aparente.
(__) Recebe acento por apresentar ditongo aberto tônico em monossílabo, regra que o Acordo preservou para monossílabos tônicos e oxítonas.
(__) Recebe acento por ser paroxítona terminada em "l", terminação que exige acento nas palavras com essa tonicidade.
(__) Recebe acento diferencial, que a distingue da forma homógrafa do presente do indicativo.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Alternativas
Q4371188 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Garnier


Crônica publicada por Machado de Assis em outubro de 1893, após a morte do livreiro e editor B. L. Garnier, cuja livraria funcionava na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro.


Durante meio século, Garnier não fez outra coisa, senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite.


[...] os cemitérios são tristes, não em si mesmos, ao contrário. Quando outro dia fui a enterrar o nosso velho livreiro, vi entrar no de S. João Batista, já acabada a cerimônia e o trabalho, um bando de crianças que iam divertir-se. Iam alegres, como quem não pisa memórias nem saudades.


Vivos há-os ainda, e dos bons, que alguma coisa se lembrarão daquela casa e do homem que a fez e perfez. Editar obras jurídicas ou escolares, não é mui difícil; a necessidade é grande, a procura certa. [...] Quem a vê agora, fechadas as portas, trancados os mostradores, à espera da justiça, do inventário e dos herdeiros, há de sentir que falta alguma coisa à rua.


Pessoalmente, que proveito deram a esse homem as suas labutações? O gosto do trabalho, um gosto que se transformou em pena, porque no dia em que devera libertar-se dele, não pôde mais; o instrumento da riqueza era também o do castigo. [...] Valha sequer a memória, ainda que perdida nas páginas dos dicionários biográficos. Perdure a notícia, ao menos, de alguém que neste país novo ocupou a vida inteira em criar uma indústria liberal, ganhar alguns milhares de contos de réis, para ir afinal dormir em sete palmos de uma sepultura perpétua. Perpétua!


Vocabulário: perfez: concluiu, completou (do verbo "perfazer"). mui: muito. labutações: trabalhos árduos. devera: deveria. contos de réis: unidade de conta da antiga moeda brasileira.


ASSIS, Machado de. Garnier. In: ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. v. 2. Publicado originalmente em Páginas recolhidas (Rio de Janeiro: Garnier, 1906). Disponível em:

https://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/item/download/44_efbd a0d80ae2b6fd9a0cab326fad708c. Acesso em: 16 set. 2026. (Fragmento adaptado: supressões indicadas por [...] e grafia atualizada conforme o Acordo Ortográfico vigente.)

As palavras da primeira coluna foram extraídas do texto, cuja grafia está conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado no Brasil pelo Decreto Federal nº 6.583, de 29 de setembro de 2008. Associe cada palavra à descrição que justifica o acento gráfico que ela recebe.

Primeira coluna: palavra
1. réis
2. pôde
3. país
4. difícil
5. Perpétua

Segunda coluna: justificativa
(__) Recebe acento agudo porque a vogal tônica "i" forma hiato com a vogal anterior e constitui, seguida de "s", a sílaba final de uma oxítona.
(__) Recebe acento agudo por ser paroxítona terminada em ditongo crescente, também descrita como proparoxítona aparente.
(__) Recebe acento por apresentar ditongo aberto tônico em monossílabo, regra que o Acordo preservou para monossílabos tônicos e oxítonas.
(__) Recebe acento por ser paroxítona terminada em "l", terminação que exige acento nas palavras com essa tonicidade.
(__) Recebe acento diferencial, que a distingue da forma homógrafa do presente do indicativo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Alternativas
Q4369075 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Brasil cria plano para emergências na saúde por

mudanças climáticas



    O Brasil desenvolveu o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, o Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS, com estratégias que reúnem medidas voltadas à preparação do setor de saúde, diante dos impactos das mudanças climáticas. O El Nino é um fenômeno climático natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o que resulta em mudanças de ventos e chuvas em todo o mundo. O plano destaca que os impactos sobre a saúde humana devido às mudanças do clima se tornam cada vez mais evidentes.

    "O principal risco para a saúde e para os serviços de saúde relacionados à mudança do clima é o potencial de aumento da ocorrência de doenças (morbidade), de óbitos (mortalidade), e de ampliação da demanda pelos serviços de saúde", explicita o plano de adaptação.

    O Ministério da saúde destaca que as situações de mudanças climáticas exigem respostas integradas, sensíveis às desigualdades e orientadas pela justiça climática e equidade, uma vez que as comunidades em situação de vulnerabilidade socioambiental, especialmente aquelas com menor acesso a serviços de saúde, são desproporcionalmente mais afetadas. O entendimento é que e preciso compreender como fatores socioeconômicos, políticas públicas desiguais e comportamentos culturais influenciam as condições de saúde para, então, adotar as medidas eficazes para a redução das desigualdades.

    O Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS tem a missão de estabelecer estratégias de adaptação na esfera federal de gestão do SUS para reduzir os impactos da mudança do clima na saúde das pessoas e nos serviços de saúde e definir diretrizes para orientar a atuação de estados e municípios. A preparação para os possíveis impactos do Íenômeno está organizada em cinco eixos: Governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas; Governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima; Recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica; Atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em ate 48 horas; e Organízação de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma. No médio ptazo, o Plano Setorial de Saúde - AdaptaSUS estabelece 27 metas e 93 ações até 2035.

    Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas, em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

    Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento do clima estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (VigiAR) e o GeoRisk do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O AdaptaSUS ainda conta com os Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), projeto piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país.

    A estratégia também prevê a integração dos sistemas oficiais do Ministério da Saúde usados para detecção precoce, registro, monitoramento e investigação de surtos e outros problemas de saúde pública no Brasil (eSUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan).



Fonte: https://a genciabrasil.ebc.com.brlmeio-ambiente/noticia /2026- OB/brasil-cria-plano-para -emergencias-na-sa ude-por-mudancasclimaticas (adaptado)

Considere a correta pronúncia das letras e suas relações com os fonemas (sons) na norma-padrão da Língua Portuguesa. Diante disso, assinale a alternativa em que todas as palavras listadas do texto apresentam um dígrafo.
Alternativas
Q4368767 Português

Para responder à questão, teia o texto abaixo.



A tensão entre o universal e o local na implementação

dos Direitos Humanos



    A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948 como resposta às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, constitui um marco na historia dos direitos humanos. O documento estabeleceu um conjunto de direitos e liberdades a serem garantidos a todos os indivíduos, expressando o conceito de universalidade ao enunciar direitos comuns a todas as pessoas em razão de sua condição humana, sem nenhum tipo de discriminação, e ao afirmar que todos os seres humanos integram uma família única - a família humana - merecedora de respeito e dignidade em todos os lugares.

    O debate sobre a tensão entre universalidade e relativismo cultural dos direitos humanos tem sido amplamente desenvolvido na literatura acadêmica contemporânea. O universalismo busca garantir que todas as pessoas, independentemente de qualquer condição, possuam direitos humanos; contudo, o caráter universalista sofre severas críticas por ser alegado que se trata de uma tentativa de homogeneizar as culturas. Paralelamente, a construção dos direitos humanos, segundo a proposta relativista, deve levar em consideração as particularidades, pois é preciso que o indivíduo se reconheça e se identifique com os valores defendidos, não sendo possível abstraí-lo de seu contexto cultural.

    A literatura acadêmica consolidada tem aprofundado essa discussão a partir de diferentes perspectivas. Analisam-se os impasses entre a universalização dos direitos humanos e as particularidades culturais, propondo uma concepção contra-hegemônica e intercultural que supere os limites do universalismo de matriz ocidental. Também são exploradas as tensões entre igualdade e diferença no campo da Educação em Direitos Humanos, defendendo abordagens pedagógicas interculturais que reconheçam a diversidade sem abdicar de princípios fundamentais de dignidade humana. Tais contribuições evidenciam que o debate não se esgota na oposição binária entre universalismo e relativismo, mas aponta para a necessidade de abordagens dialógicas e contextualizadas.

    Apesar da robustez teórica acumulada, ainda não foram identificados estudos que articulem de forma sistemática: (1) a operacionalização prática da Educação em Direitos Humanos como mediadora específica entre tensões universais e locais; (2) indicadores concretos para mensurar a efetividade de abordagens interculturais na implementação de direitos humanos; e (3) metodologias aplicadas que superem o nível teórico-conceitual. Esta lacuna evidencia a necessidade de pesquisas que avancem para proposições metodológicas e aplicações práticas concretas.

    A problemática central reside na aparente contradição entre a necessidade de padrões universais de direitos humanos e o imperativo de respeitar as especificidades culturais locais. Como implementar direitos humanos de forma efetiva sem incorrer em imposições culturais? Como a Educação em Direitos Humanos pode atuar como mediadora desta tensão? Tais questionamentos, articulados à lacuna identificada, justificam a relevância e a urgência de investigações que avancem para além do debate conceitual.



Fonte: BOIAGO, C. E. P.; SALVIO, A. C. C. A tensão entre o universal e o local na implementação dos Direitos Humanos: desafios e afirmações. Revista Direitos Humanos e Sociedade, ls.l.l v. 9, n. 2, 2026 (com adaptações).

A respeito de aspectos gramaticais e fonológicos de vocábulos empregados no texto, analise as assertivas a seguir:



I. O vocábulo intercultural é formado pelo processo de derivação por aglutinação, uma vez que houve a união do prefixo inter com a palavra cultura!.


II. A diferença entre o número de letras (11) e o de fonemas (9) na palavra expressando é explicada pela ocorrência de dois dígrafos em sua constituição: um consonantal (ss) e um vocálico (an).


III. As palavras acadêmicas, teórica, pedagógicas e críticas são, todas, proparoxítonas.



Está CORRETO o que se afirma em: 

Alternativas
Q4362000 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


    Minha mãe recebeu flores todo dia 12 durante vinte e sete anos. Nunca soubemos quem mandava. As flores sempre chegavam pela manhã. Sempre eram girassóis. Sempre acompanhadas do mesmo cartão: “Espero que você esteja feliz.” Nada mais. Sem nome. Sem assinatura. Meu pai nunca pareceu se incomodar. Pelo contrário. Era ele quem colocava as flores no vaso da sala. Quando eu perguntava quem enviava, ele apenas sorria. – Algumas perguntas não precisam de resposta.

    Achei estranho a vida inteira. Principalmente porque o dia 12 não era aniversário dela. Nem data de casamento. Nem Dia das Mães. Não era nada que fizesse sentido. Então meu pai morreu. E, pela primeira vez em vinte e sete anos, o dia 12 chegou sem flores. Minha mãe passou o dia inteiro em silêncio. Naquela noite, encontrei-a sentada na varanda, segurando uma fotografia antiga. Ela chorava. Perguntei quem era o homem na foto. Ela demorou para responder. Depois disse: – Foi o meu primeiro amor.

    Descobri, naquela noite, uma história que ela nunca havia contado. Quando tinha dezoito anos, minha mãe namorava um rapaz chamado Miguel. Os dois planejavam se casar. Mas ele sofreu um acidente e morreu poucos meses antes do casamento. O dia 12 era a data em que eles deveriam ter subido ao altar. Fiquei em choque. Então fiz a pergunta óbvia: – Era ele quem mandava as flores? Minha mãe me olhou e chorou ainda mais. Depois balançou a cabeça. – Não. Era seu pai.

    Demorei alguns segundos para entender. Ela continuou: – Quando nos casamos, contei a ele sobre o Miguel. Contei também que o dia 12 era o único dia do ano em que eu sentia saudade de uma vida que nunca aconteceu.

    Meu pai não disse nada. No mês seguinte, apareceram os primeiros girassóis. Durante vinte e sete anos. Sem falhar uma única vez. Olhei novamente para a fotografia. Meu pai passou quase três décadas enviando flores à esposa em nome de outro homem.

    Não porque tivesse perdido uma disputa. Não porque quisesse ser comparado. Mas porque amava minha mãe o suficiente para respeitar até as saudades que ela trazia dentro dela. Hoje, quando alguém me pergunta o que é amor, eu nunca sei responder direito. Só lembro de um homem que, durante vinte e sete anos, escolheu não ter ciúmes de um fantasma. E de uma mulher que, todos os dias 12, recebia flores de dois amores ao mesmo tempo.


Disponível em: https://www.threads.com/@sophie_v.marrie/post/DacMrfFrFJ?xmt=AQG0EiTpNW3Ub2P88vAstJYVyTUMHElI8PDzMS5e6SIIEM_yUnJb9Npeh9M6MXXMpL7eGR4N&slof=1). Acesso em: 15 jul. 2026.

Assinale a alternativa que apresenta a divisão silábica CORRETA das palavras, de acordo com a norma culta do português. 
Alternativas
Q4355935 Português
Prática aliada à teoria: como é o ensino lúdico e criativo?


        A aprendizagem “mão na massa”, também conhecida como aprendizagem criativa, é uma metodologia ativa que consiste em construir o saber na prática. No processo, o contexto, as habilidades e diferenças dos envolvidos são trabalhados juntamente com a teoria. Atividades como a criação de jogos, recortes, receitas culinárias para o aprendizado de unidades de medida e até fotografias caracterizam-se como exemplos dessa vertente da educação. As metodologias ativas de aprendizagem são uma corrente da técnica pedagógica que se baseia no desenvolvimento das habilidades, e menos na transmissão tradicional do conhecimento. Autores como o estadunidense John Dewey, o brasileiro Paulo Freire – referência na educação do país – e o suíço Jean Piaget são nomes que ajudaram na construção desse modelo, ainda que não usassem o conceito em seus estudos.

        O modo de ensinar mais tradicional se baseia na construção de uma hierarquia, na qual o educador é o centro do aprendizado e aquele que detém a sabedoria. Os alunos, por sua vez, seriam receptores das informações, dadas em aulas expositivas – de forma verbal –, e teriam o dever de memorizar o que foi passado. As diferenças individuais não são consideradas e busca- -se o padrão. Segundo Paulo Freire, essa vertente é chamada de educação bancária.

        O avanço da tecnologia e o aparecimento de novas dinâmicas sociais e necessidades, como a sustentabilidade e a inclusão, abriram caminho para outro estilo de educar, com o desenvolvimento de outras atividades. Fraulein Vidigal de Paula, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP), defende o deslocamento do estudante para o papel de protagonista: “Esse aspecto facilita o processo de aprendizagem, quando você parte também do princípio de que o propósito da educação não é só favorecer a aquisição de alguns conhecimentos prévios, armazenados pela cultura, mas também transformar e empoderar”.

        Nas metodologias ativas, os educandos são incentivados a ter consciência de que estão em um processo de troca de informações e construção do entendimento sobre o mundo. “Elas vão levar em conta esse indivíduo, não só como alguém que possui um cérebro, um conjunto de olhos e ouvidos e mãos para registrar. A intenção é mobilizar esse organismo por inteiro.” Entretanto, Fraulein destaca que o objetivo não é deixar os alunos resolverem tudo sozinhos, mas fornecer uma base teórica que cultive as ideias.

        Para a professora, a aprendizagem “mão na massa” desafia o aprendiz a pensar as propostas de outras maneiras, o que o torna ativo na aprendizagem: “Ele tem que fazer algo, realizar uma atividade que consiste em resolver um problema já pré- -moldado, uma situação pensada, problemas abertos em que se vai sair da sala de aula”. O termo foi proposto por Mitchel Resnick, cientista de computação e professor da cátedra Lego Papert de Pesquisa de Aprendizagem no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Seymour Papert, Jean Piaget, Paulo Freire e Maria Montessori o inspiram nessa linha de pesquisa, que entende que o corpo teórico (a educação) está em constante mudança. O estilo possui quatro fundamentos: projetos (as atividades desenvolvidas), paixão (a criação de conexões positivas entre o aluno e o conteúdo), pares (estímulo ao trabalho em grupo, comunicação, escuta e expressão) e pensar brincando (experimentação lúdica).

        Fraulein entende que a imprevisibilidade nas relações sociais é um benefício para o aperfeiçoamento de habilidades socioemocionais. “Digamos que o conjunto das mais variadas emoções pode vir à tona e ser mobilizado ali. Elas (as emoções) vão também exigir que as pessoas envolvidas se conheçam melhor, lidem com alguém que tem dificuldades e o outro que tem mais habilidades e também negociar o processo”, explica.

        Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, como a oferta de recursos para o trabalho: “Se tem o ensino para alguém das metodologias ativas, o processo de formação dele deve passar pelo uso dessas mesmas estratégias formativas. Também há ali um adulto em processo de aprendizagem”. As práticas podem ser feitas durante a graduação, por meio de cursos ou pela formação continuada – atualização e melhoramento dos conhecimentos docentes, por exemplo. 


(Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Na palavra “processo” (9º§), o número de fonemas é: 
Alternativas
Q4354781 Português
No contexto da escrita alfabética, estabelecem-se relações entre sons e letras. Entretanto, no Português Brasileiro, essas correspondências nem sempre são mantidas, pois encontramos diversas situações em que um mesmo som pode ser representado por diferentes letras, assim como uma mesma letra pode corresponder a diferentes sons. Os erros ortográficos decorrentes dessa característica são classificados como:
Alternativas
Q4353974 Português
 A organização do ensino de Língua Portuguesa envolve decisões teóricas e metodológicas que repercutem na seleção e na abordagem dos conteúdos escolares. Diferentes perspectivas acerca desse ensino estabelecem critérios próprios para a condução do trabalho pedagógico (CAGLIARI, 2009).
Considerando as contribuições de Luiz Carlos Cagliari para o ensino da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4352265 Português
Elisa

Eu amo os que me amam; e os que vigiam desde a manhã,
por me buscarem, achar-me-ão.
(Provérbios, VIII, 17.)

    Uma tarde – estávamos nos primeiros dias de abril – ela chegou à nossa casa. Empurrou com naturalidade o portão que vedava o acesso ao pequeno jardim, como se obedecesse a hábito antigo. Do alpendre, onde me encontrava, escapou-me uma observação desnecessária:
    – E se tivéssemos um cachorro?
  – Não me atemorizam os cães – retrucou aborrecida.
     Com alguma dificuldade (devia ser pesada a mala que carregava), subiu a escada. Antes de entrar pela porta principal, voltou-se:
  – Nem os homens tampouco.
    Surpreso por vê-la adivinhar meu pensamento, apressei-me em desfazer a situação cada vez mais embaraçosa:
    – Hoje o tempo está ruim. Se continuar assim...
    Interrompi a série de bobagens que me ocorria e, encabulado, procurei evitar o seu olhar repreensivo.
  Sorriu levemente, enquanto eu, nervoso, torcia as mãos.
    Logo a desconhecida se adaptou aos nossos hábitos. Raramente saía e nunca aparecia à janela.
    Talvez não tivesse reparado no primeiro momento em sua beleza. Bela, mesmo no desencanto, no seu meio sorriso. Alta, a pele clara, de um branco pálido, quase transparente, e uma magreza que acusava profundo abatimento. Os olhos eram castanhos, mas não desejo falar deles. Jamais me abandonaram.
    Cedo começou a engordar, a ganhar cores e, no rosto, já estampava uma alegria tranquila.
    Não nos disse o nome, de onde viera e que acontecimentos lhe abalaram a vida. Respeitávamos, entretanto, o seu segredo. Para nós era ela, simplesmente ela. Alguém que necessitava de nossos cuidados, do nosso carinho.
    Aceitei os seus longos silêncios, as suas repentinas perguntas. Uma noite, sem que eu esperasse, interrogou-me:
    – Já amou alguma vez?
    Por ser negativa a resposta, deixou transparecer a decepção. Pouco depois, abandonava a sala, sem nada acrescentar ao que dissera. Na manhã seguinte, encontramos vazio o seu quarto.
    Todos os dias, mal começava a cair a tarde, eu ia para o alpendre, à espera de que ela surgisse a qualquer momento na esquina. Minha irmã Cordélia desaprovava-me:
    - É inútil, ela não voltará. Se você estivesse menos apaixonado, não teria tanta esperança.
    Um ano após a sua fuga – estávamos novamente em abril – a vi aparecer no portão. Trazia mais triste a fisionomia, maiores as olheiras. Dos meus olhos, que se puseram alegres ao vê-la, desprendeu-se uma lágrima, e disse, esforçando-me para lhe tornar cordial a recepção:
     – Cuidado, agora temos uma cadelinha.
    – Mas o dono dela ainda é manso, não? Ou se tornou feroz na minha ausência? Estendi-lhe as mãos, que ela segurou por algum tempo. E, sem conter a minha ansiedade, indaguei:
    – Por onde andou? O que fez esse tempo todo? – Andei por aí e nada fiz. Talvez amasse um pouco – concluiu, sacudindo a cabeça com tristeza.
    A sua vida entre nós retomou o ritmo da outra vez. Mas eu estava intranquilo. Cordélia olhava-me penalizada, insinuava que eu não deveria ocultar mais a minha paixão.
     Faltava-me, contudo, a coragem e adiava a minha primeira declaração de amor.
    Meses depois, Elisa – sim, ela nos disse o nome – partiu de novo.
   E como lhe ficasse sabendo o nome, sugeri à minha irmã que mudássemos de residência. Cordélia, apegada ao extremo à nossa casa, nada objetou. Limitou-se a perguntar:
    – E Elisa? Como poderá encontrar-nos ao regressar?
    Refreei a custo a angústia e repeti completamente idiotizado:     
    – Sim, como poderá?

(RUBIÃO, M. Obra completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 161-163.)
Sobre as ocorrências fonológicas e ortográficas no conto de Murilo Rubião, analise as afirmativas a seguir.
I. A palavra “desnecessária” (1º§) apresenta um dígrafo consonantal e um dígrafo vocálico; além disso, termina em um encontro vocálico que permite dupla interpretação silábica (ditongo crescente ou hiato).
II. Os termos “cadelinha” (20º§) e “alpendre” (1º§) possuem, cada um, apenas um dígrafo. No entanto, esses dígrafos possuem naturezas distintas.
III. Na palavra “fisionomia” (19º§), ocorrem dois hiatos, sendo a tonicidade da palavra localizada na penúltima sílaba, o que a classifica como uma paroxítona não acentuada graficamente.
IV. A palavra “inútil” (18º§) recebe acento gráfico pela mesma regra que justifica o acento em “provérbios” (epígrafe do texto), uma vez que ambas são paroxítonas terminadas em elementos que exigem a marcação da sílaba tônica.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4352087 Português
Leia o texto e responda a questão: 

    Talvez muitos não se lembrem da música que dizia eu estava na peneira eu estava peneirando eu estava no namoro eu estava namorando. Mas a paródia é inevitável. Oitava na peneira oitava peneirando os vikings jogavam oitava esperando… E o Brasil cai nas oitavas da final.
    Putz, toda hora quem estava com a bola é a equipe vermelha. Eu bebia cerveja, a bola estava com eles. Ia ao banheiro, voltava: a bola estava com eles
    O Brasil dava alguns ataques epilépticos e quase marcava, mas a bola voltava a ficar com eles. Eu berrava: Tá parecendo o Vasco, cadê o meio de campo? Houve o penalty. Achava que o Vini ia bater. Mas não: o Bruno. Tudo bem, ele estava sendo o melhor jogador do Brasil. Mas bater penalty? Na hora que ele virou os zóios e deu uma paradinha, antecipei: perdeu. E fui pegar uma latinha. E a bola estava com os noruegueses. Falei pro meu filho no zapzap: uma hora vai levar.
    Claro que levou. Um, dois, podia ser mais. Quando tiraram o Rayan, tirei meu time de campo. Pô, Ancelotti.
    O futebol não é uma caixinha de surpresas. É um caixão, com sua presa.
    Só lamento ter visto meu neto de quatro anos chorando após a vitória da Noruega. Quem sabe as gerações futuras tenham uma sorte melhor. Eu já acho que nunca mais verei o Brasil hexacampeão. Terei quase oitenta na próxima Copa. E se passar dos oitenta, o radar me pega.

(https://cronicasdacopa.com.br/caio-maciel/oitava-napeneira-oitava-peneirando/)
No trecho "Terei quase oitenta na próxima Copa.", a palavra próxima é classificada, quanto à posição da sílaba tônica, como:
Alternativas
Q4351821 Português

Leia o texto e responda a questão:


O menino maluquinho


A pipa que

o menino maluquinho soltava

era a mais maluca de todas

rabeava lá no céu

rodopiava adoidado

caía de ponta-cabeça

dava tranco e cabeçada

e sua linha cortava

mais que o afiado cerol.

E a pipa

quem fazia

era mesmo o menininho

pois ele havia aprendido

a amarrar linha e taquara

a colar papel de seda

e a fazer com polvilho

o grude para colar

a pipa triangular

como o papai

lhe ensinara

do jeito que havia

aprendido

com o pai

e o pai do pai

do papai...


(ZIRALDO. O menino maluquinho. 64. ed. Melhoramentos,1998. p.48-49. (fragmento)

Assinale a opção que apresenta a separação silábica correta da palavra “adoidado”: 
Alternativas
Q4351819 Português

Leia o texto e responda a questão:


O menino maluquinho


A pipa que

o menino maluquinho soltava

era a mais maluca de todas

rabeava lá no céu

rodopiava adoidado

caía de ponta-cabeça

dava tranco e cabeçada

e sua linha cortava

mais que o afiado cerol.

E a pipa

quem fazia

era mesmo o menininho

pois ele havia aprendido

a amarrar linha e taquara

a colar papel de seda

e a fazer com polvilho

o grude para colar

a pipa triangular

como o papai

lhe ensinara

do jeito que havia

aprendido

com o pai

e o pai do pai

do papai...


(ZIRALDO. O menino maluquinho. 64. ed. Melhoramentos,1998. p.48-49. (fragmento)

A palavra que apresenta dígrafo consonantal é: 
Alternativas
Q4350820 Português
Leia o texto para responder a questão.


Impacto das telas na saúde mental já é debatido em 80% das escolas

Dados são de pesquisa com mais de 2 mil gestores escolares


Por Camila Boehm


   O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%. Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

    Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país. Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%. Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais - de 56% em 2024 para 75% em 2025 - e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

    Obstáculos  

   Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%). Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%). Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%). Ela acrescenta que “a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital. Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas”, defende. 

    Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais. “Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br. Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital. “As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual”, disse.

    Uso de celulares

   Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%). Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços. Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

    Inteligência artificial

    É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira. No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares). Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%). Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.


Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026- 08/impacto-das-telas-na-saude-mental-ja-e-debatido-em-80-das-escolas 
No texto, observam-se as palavras “saúde”, “médio” e “país”. Assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para a acentuação gráfica desses termos. 
Alternativas
Q4350103 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cuidados com a pele, alimentação e hidratação são essenciais no verão e festas de fim de ano.


23/12/2025 - 17:33 - Secretaria da Saúde


O verão costuma ser lembrado como a estação das férias, da praia, da piscina e das festas de fim de ano. Mas, em meio à rotina mais intensa de lazer, viagens e encontros familiares, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a necessidade de atenção redobrada com a pele, a alimentação e a hidratação. Eles são fatores que podem impactar diretamente no bem-estar de cada um.

Os cuidados com a pele impactam diretamente na saúde e podem evitar doenças sérias, como o câncer de pele. No Paraná, de janeiro a setembro de 2025, foram realizados 7.906 procedimentos cirúrgicos em oncologia relacionados à pele; de outubro de 2024 a setembro de 2025, o total chegou a 10.431 procedimentos. No Brasil, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 220 mil novos casos de câncer de pele até o fim de 2025.

"É importante lembrar que a maior parte dos problemas causados pela longa exposição do sol são evitáveis. Aproveite o verão, mas não esqueça do protetor, de beber muita água e não abusar das comidas pesadas para que os dias sejam apenas de diversão", disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

USE PROTETOR - O período mais crítico para exposição solar vai das 9h às 16h, mas as ondas de calor exigem cuidados ao longo de todo o dia e o uso do protetor solar é indispensável. O Fator de Proteção Solar (FPS) mínimo recomendado para adultos é 30; pessoas de pele clara devem optar por FPS 50. 

A reaplicação deve ser feita a cada duas horas e sempre após banho de mar, rio ou piscina. Para quem permanece em ambientes internos, a reposição duas vezes ao dia costuma ser suficiente.

DENGUE - O verão também exige atenção ao uso de repelentes, que evitam picadas de mosquitos e a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Segundo a Vigilância da Sesa, nem todos os repelentes têm eficácia comprovada contra o Aedes aegypti.

A Sesa reforça que o repelente precisa ter determinadas substâncias para ser eficaz. A substância mais recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é a Icaradina. Ela é segura para adultos e para crianças acima de 2 anos, devendo estar presente em concentrações entre 20% e 25%, o que garante proteção de até 10 horas.

Outras substâncias eficazes são o DEET, com concentração mínima de 10%, e o IR3535 (EBAAP). Para identificar a composição, é fundamental verificar o rótulo do produto. 

ALIMENTAÇÃO - As festas de fim de ano e as férias provocam o desregramento da alimentação. O cardápio do Natal brasileiro, por exemplo, ainda é uma adaptação de países frios e baseado em alimentos gordurosos, mas que consumimos em pleno verão.

É preciso adotar algumas estratégias que podem ser importantes para aproveitar o melhor desses momentos de celebração entre amigos e família, sem prejuízos significativos à saúde como:

Não vá com muita fome: faça um lanche nutritivo antes da celebração, coma uma fruta, tome um copo de leite, isso vai te permitir escolher com mais calma os alimentos que pretende consumir, sem grandes excessos;

Reconheça seus sinais de fome e saciedade. Se permita comer o que gosta e só consome nessa época do ano, mas sirva-se de uma quantidade moderada;

Coma devagar e desfrute do que está consumindo;

Tenha atenção com as bebidas, elas podem aumentar muito as calorias ingeridas sem aumentar a saciedade. Tome bastante água;

Mantenha-se ativo e siga fazendo exercícios.

HIDRATAÇÃO - O calor intenso exige hidratação constante e não é qualquer líquido que repõe o que o corpo precisa. Bebidas alcoólicas, mesmo geladas, aumentam a desidratação. A orientação é priorizar água, sucos naturais, água de coco ou isotônicos.

Adolescentes e adultos devem consumir pelo menos dois litros de água por dia, aumentando a quantidade em caso de exposição prolongada ao sol, práticas esportivas ou esforço físico.

A Sesa alerta sobre o cuidado especial com os idosos, que são mais vulneráveis à desidratação e à hipertermia. A desidratação atinge mais as pessoas acima de 50 anos, conforme levantamento da Diretoria de Gestão em Saúde, da Sesa. Dos 3.453 casos registrados neste ano (entre janeiro e setembro), 2.351, ou seja, 68% são da faixa etária a partir dos 50 anos.

A Divisão de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa recomenda:

• Ingerir líquidos com frequência (água, água de coco, sucos leves, chás e isotônicos) e evitar álcool e cafeína.

• Consumir alimentos leves, como frutas, verduras e carnes magras.

• Usar roupas claras, leves e calçados firmes; evitar chinelos para prevenir quedas; usar chapéu e óculos ao sair ao sol.

• Manter a casa ventilada e reduzir a entrada de calor nas janelas; usar ventiladores, climatizadores ou ar-condicionado quando possível.

• Praticar exercícios no início da manhã ou fim da tarde.

• Evitar sol nos horários mais quentes e aplicar filtro solar diariamente.

• Manter os alimentos refrigerados e reforçar a higiene no preparo para evitar intoxicações.

• Redobrar o uso de repelente e eliminar possíveis criadouros de mosquitos. Sinais de alerta pela falta de hidratação:

• Boca, língua e lábios secos

• Diminuição do volume urinário

• Temperatura elevada e pulso rápido

• Dor de cabeça • Tontura

• Náuseas • Letargia

• Confusão mental


Em situações de emergência, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima ou ligar para o SAMU (192).
Considere as assertivas a seguir.

I. Em "cafeína", há hiato entre "e" e "í".
II. Em "DEET", há encontro consonantal entre "E" e "E".
III. Em "Chikungunya", há dígrafo em "ch".
IV. Em "Aedes aegypti", há encontro consonantal entre "p" e "t".
V. Em "climatizadores", há dígrafo em "cl".
VI. Em "quedas", há hiato entre "u" e "e".

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4349237 Português

Os dados levantados pelo Todos Pela Educação vão além das notas médias dos estudantes, categorizando os resultados dos alunos em níveis, como "Adequado" e "Abaixo do Básico",


Com base na fonologia, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.



(__)Em 'além', a sequência 'em' configura um ditongo nasal decrescente, já que as duas vogais são pronunciadas na mesma sílaba, com nasalização.


(__)Em 'níveis', a sequência 'ei' configura ditongo oral decrescente.


(__)Na palavra 'estudantes' observam-se encontro consonantal e dígrafo.


(__)Em 'Adequado", a sequência 'qu' constitui dígrafo, pois representa um único fonema por meio de duas letras, mesma classificação de 'gu' em 'guerra'.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo.

Alternativas
Q4349234 Português

Ao analisar os resultados positivos, observa-se que os estados do Paraná, Piauí, Goiás e Espírito Santo vêm apresentando avanços significativos, alcançando níveis de aprendizagem superiores à média nacional.


Com base nas regras de acentuação gráfica, julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou Falsos (F).



(__)Os vocábulos 'Piauí' e 'Goiás' seguem a mesma regra de acentuação.


(__)O vocábulo 'vêm' recebe apenas acento diferencial, uma vez que sua terminação não é contemplada pela regra geral de acentuação dos monossílabos tônicos.


(__)O vocábulo 'níveis' recebe acento por ser paroxítona terminada em ditongo, já que as palavras com essa terminação devem ser acentuadas.


(__)O vocábulo 'Espírito' recebe acento pela mesma regra que acentua 'arquétipo', ambos acentuados corretamente por serem classificados como proparoxítonos.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens, de cima para baixo.

Alternativas
Q4349222 Português

"MEC Livros passou a reunir, em uma seção especial, obras sobre lendas e histórias da cultura popular brasileira. A seção Lendas do Brasil entrou no ar em 3 de agosto e reúne 15 livros que já estavam disponíveis no acervo da plataforma. A novidade foi a organização dos títulos em um espaço específico, facilitando a localização de obras sobre o tema."


Com base nas regras de acentuação, analise as afirmativas a seguir:



I.Os vocábulos 'reunir' e 'reúne', embora apresentem o 'u' tônico, diferem quanto à acentuação gráfica, pois um deles não recebe acento em razão da classificação da palavra quanto à posição da sílaba tônica.


II.O vocábulo 'disponíveis' recebe acento gráfico por ser uma palavra paroxítona terminada em ditongo oral.


III.Os vocábulos 'títulos' e 'específico' recebem acento gráfico pela mesma regra de acentuação, pois ambos são proparoxítonos.


IV.Os vocábulos 'facilitando', 'brasileira' e 'localização' apresentam, cada uma, classificação distinta quanto à posição da sílaba tônica.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q4348023 Português
Considerando as mudanças ocorridas em razão do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, especialmente no que se refere às regras de acentuação gráfica, analise as asserções a seguir.
I.Com o Novo Acordo Ortográfico, os vocábulos 'feiura' e 'alauíta' perderam o acento no 'u', diferentemente de 'Piauí', que permanece acentuado.
PORQUE
II.As palavras com vogais tônicas 'i' e 'u' antecedidas de ditongo perderam o acento, porém o vocábulo 'Piauí' é uma exceção à regra, pois, embora também apresente ditongo, permanece acentuado.
A respeito das asserções, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4347056 Português
O alfabeto português é formado por 26 letras. Dessas, algumas são vogais e as demais são consoantes. Quantas consoantes existem no alfabeto português?
Alternativas
Q4346684 Português
Assinale a alternativa em que as sílabas de todas as palavras estão separadas de forma correta.
Alternativas
Respostas
1: E
2: A
3: D
4: C
5: D
6: C
7: B
8: A
9: B
10: C
11: A
12: A
13: C
14: D
15: D
16: D
17: C
18: B
19: B
20: B