Questões de Concurso Comentadas sobre fonologia em português

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Q3705065 Português
A questão refere-se ao texto a seguir, do Professor Cláudio Moreno.


    Caro mestre, sempre ouvi, na minha família, dizerem “Não fique brava comigo”, “A mãe está muito brava porque nós chegamos tarde em casa”, etc. Casei com um gaúcho e até hoje estranho muito quando ele diz que eu sou muito braba. Afinal, qual é a forma correta: é bravo ou brabo?

Hortênsia S. M — São Paulo

    Prezada Hortênsia, como a única diferença fonológica entre brabo e bravo é a consoante inicial da última sílaba (/b/ ou /v/), tenho certeza de que nos encontramos diante de variantes de um mesmo vocábulo. Esse espetáculo nós já vimos outras vezes: a alternância entre esses dois fonemas aparece em pares como assobiar e assoviar, bergamota e vergamota, piaba e piava, entre muitos outros; é um processo que já ocorria no Latim Vulgar e se transferiu para nossa língua, sendo ainda muito presente no Norte de Portugal, onde se ouve binho, barrer e bento onde nós diríamos vinho, varrer e vento. Um belo e curioso exemplo tu vais encontrar numa das redondilhas de Camões, em que ele escreve bívora no lugar de víbora.


(Fonte: https://sualingua.com.br/brabo-ou-bravo/) 
A troca fonêmica de que trata o trecho, de /v/ (brava) para /b/ (braba), é a troca de uma fricativa
Alternativas
Q3704089 Português
Justiça nega nome africano composto de bebê Tumi Mboup em BH


    A Justiça de Minas Gerais negou o registro do nome africano composto da bebê Tumi Mboup, após pedido feito pelos pais, em Belo Horizonte. Em decisão publicada nesta terça-feira (30), a juíza de direito Daniela Bertolini Rosa Coelho autorizou apenas o registro de Tumi, mas negou o nome Mboup.

    O caso foi parar na Justiça depois que cartórios da capital mineira negaram, na semana passada, a escolha do nome composto feita pela historiadora Kelly Cristina da Silva e o sociólogo Fábio Rodrigo Tavares, pais da menina, como representação da identidade africana da família.

    No momento do registro, os cartórios alegaram que Mboup é um sobrenome senegalês e, pela legislação brasileira, não pode ser registrado sem a comprovação de parentesco direto. Diante do impasse, os pais acionaram a Vara de Registros Públicos da Comarca de Belo Horizonte.

    Ao analisar o caso nesta terça-feira (29), a juíza Daniela Coelho usou outros argumentos para negar o registro do nome composto Tumi Mboup. Segundo ela, é "direito da família se identificar com a cultura ancestral dos pais e a escolha de nomes vinculados à herança cultural africana", porém, destacou que é "necessário garantir que o registro seja claro e compreensível, tanto para fins administrativos quanto para a própria vida social do indivíduo".

    No caso de Tumi, a juíza entendeu que a escolha "não afronta a moral, os bons costumes ou a segurança jurídica, tratando-se de expressão linguística com origem cultural", apesar de pouco convencional. Por outro lado, ao considerar Mboup, a magistrada aponta "dificuldade de fonética do nome, que apresenta peculiaridades que podem dificultar sua pronúncia no contexto brasileiro, ocasionando problemas administrativos e de identificação".

    Além disso, a juíza afirmou que Mboup não deixa claro se é "um prenome ou sobrenome, o que gera confusão, considerando a estrutura tradicional de nomes adotada no ordenamento jurídico". Por isso, ela negou o segundo registro.


Fonte: https://cbn.globo.com/brasil/noticia/2025/09/30/justica-nega-nome-africano 
As palavras escolha e africana possuem, respectivamente: 
Alternativas
Q3704062 Português
Morre o apresentador Paulo Soares, o ‘Amigão’, aos 63 anos em São Paulo


    O jornalista esportivo Paulo Soares, conhecido como “Amigão”, morreu nesta segunda-feira (29), em São Paulo, aos 63 anos. Ele estava internado havia cinco meses no Hospital Sírio-Libanês em razão de problemas na coluna e faleceu nas primeiras horas do dia por falência de múltiplos órgãos, segundo nota divulgada pelos canais ESPN, onde trabalhava.

    Com mais de quatro décadas de carreira, Soares se tornou um dos rostos mais marcantes do jornalismo esportivo brasileiro. Natural de Araras, no interior paulista, começou a trabalhar em 1978, ainda adolescente, na Rádio Clube Ararense.

    Na Rádio Record, recebeu de Osvaldo Pascoal o apelido que o acompanharia por toda a vida: “amigão da galera”, pela forma calorosa com que se relacionava com colegas e ouvintes. Trabalhou ainda na Rádio Globo e na Rádio Bandeirantes, além de passagens pela TV Gazeta, Record, Cultura e SBT.

    A partir de 1995, consolidou-se na ESPN, onde narrou competições importantes e, em 2000, foi escolhido pelo diretor José Trajano para liderar a versão brasileira do programa SportsCenter. No comando da atração, formou uma dupla inesquecível com o jornalista Antero Greco, que se tornou célebre pelas transmissões madrugada adentro e pelas gargalhadas compartilhadas ao vivo.

    O último programa da dupla foi ao ar em março de 2022, em razão da pandemia e de problemas de saúde de ambos. Antero Greco morreu em 2023, e agora Paulo Soares também se despede, deixando um legado de irreverência, profissionalismo e paixão pelo jornalismo esportivo.


O último programa da dupla foi ao ar em março de 2022, em razão da pandemia e de problemas de saúde de ambos. Antero Greco morreu em 2023, e agora Paulo Soares também se despede, deixando um legado de irreverência, profissionalismo e paixão pelo jornalismo esportivo.


Fonte: https://cbn.globo.com/esporte/noticia/2025/09/29/morre-o-apresentador-paulo-soares-oamigao-aos-63-anos-em-sao-paulo.ghtml
A palavra dupla possui:
Alternativas
Q3704059 Português
Morre o apresentador Paulo Soares, o ‘Amigão’, aos 63 anos em São Paulo


    O jornalista esportivo Paulo Soares, conhecido como “Amigão”, morreu nesta segunda-feira (29), em São Paulo, aos 63 anos. Ele estava internado havia cinco meses no Hospital Sírio-Libanês em razão de problemas na coluna e faleceu nas primeiras horas do dia por falência de múltiplos órgãos, segundo nota divulgada pelos canais ESPN, onde trabalhava.

    Com mais de quatro décadas de carreira, Soares se tornou um dos rostos mais marcantes do jornalismo esportivo brasileiro. Natural de Araras, no interior paulista, começou a trabalhar em 1978, ainda adolescente, na Rádio Clube Ararense.

    Na Rádio Record, recebeu de Osvaldo Pascoal o apelido que o acompanharia por toda a vida: “amigão da galera”, pela forma calorosa com que se relacionava com colegas e ouvintes. Trabalhou ainda na Rádio Globo e na Rádio Bandeirantes, além de passagens pela TV Gazeta, Record, Cultura e SBT.

    A partir de 1995, consolidou-se na ESPN, onde narrou competições importantes e, em 2000, foi escolhido pelo diretor José Trajano para liderar a versão brasileira do programa SportsCenter. No comando da atração, formou uma dupla inesquecível com o jornalista Antero Greco, que se tornou célebre pelas transmissões madrugada adentro e pelas gargalhadas compartilhadas ao vivo.

    O último programa da dupla foi ao ar em março de 2022, em razão da pandemia e de problemas de saúde de ambos. Antero Greco morreu em 2023, e agora Paulo Soares também se despede, deixando um legado de irreverência, profissionalismo e paixão pelo jornalismo esportivo.


O último programa da dupla foi ao ar em março de 2022, em razão da pandemia e de problemas de saúde de ambos. Antero Greco morreu em 2023, e agora Paulo Soares também se despede, deixando um legado de irreverência, profissionalismo e paixão pelo jornalismo esportivo.


Fonte: https://cbn.globo.com/esporte/noticia/2025/09/29/morre-o-apresentador-paulo-soares-oamigao-aos-63-anos-em-sao-paulo.ghtml
As palavras interior e calorosa têm, respectivamente: 
Alternativas
Q3703999 Português
Nova morte por possível intoxicação por metanol é registrada em São Bernardo, diz secretário de Saúde


    O secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, Jean Gorinchteyn, confirmou em entrevista à CBN São Paulo mais uma morte por possível intoxicação por bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. A vítima, um homem de 45 anos, morreu em casa durante a madrugada desta quarta-feira (1º), após apresentar sintomas característicos da contaminação. 

    “Ele evoluiu com sintomas muito específicos: dores abdominais, dor de cabeça intensa, confusão mental... e faleceu ainda em casa, mesmo com o atendimento do SAMU”, relatou o secretário. Com esse novo caso, sobe para seis o número de mortes no estado de São Paulo ligadas ao consumo de bebidas possivelmente adulteradas.

    O secretário destacou que o paciente não procurou atendimento médico antes de morrer e que isso pode estar relacionado à alta concentração da substância na bebida consumida. A vítima ainda não foi incluída nos números oficiais da Secretaria Estadual de Saúde, pois o caso está em processo de notificação e aguarda confirmação toxicológica. “Estamos aguardando os resultados do Instituto Médico Legal. Se confirmada a presença de metanol, deixa de ser um caso suspeito para se tornar um quadro clínico definido”. 

    O secretário ainda alertou a população sobre os sintomas que devem servir de alerta para procurar atendimento imediatamente. Segundo ele, há sinais importantes que diferenciam intoxicação por metanol de uma simples ressaca. “Náusea, vômito, dor de cabeça... tudo bem, pode ser ressaca. Mas quando aparece dor abdominal forte, tipo cólica, é diferente. Isso já acende o sinal de alerta”, explicou. “A orientação é não procurar as unidades básicas de saúde, que são consultórios. Vá direto para a UPA ou para o Hospital de Urgência e Emergência, onde centralizamos os atendimentos”.

    Além de São Bernardo, há registros de casos suspeitos em São Paulo e uma investigação em andamento em Limeira. Ao todo, o estado contabiliza 22 notificações até o momento. 


Fonte: https://cbn.globo.com/programas/cbn-sao-paulo/entrevista/2025/10/01/nova-morte-porpossivel-intoxicacao-por-metanol-e-registrada-em-sao-bernardo-diz-secretario-de-saude.ghtml
Assinale a alternativa na qual as duas palavras apresentem dígrafos: 
Alternativas
Q3701946 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
A divisão silábica (indicada por pontos) de todas as palavras está CORRETA em: 
Alternativas
Q3701941 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
Há dígrafo, EXCETO em: 
Alternativas
Q3700795 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ninguém fica de fora!

Diferentes deficiências fazem parte da vida de diferentes pessoas, mas isso não é razão para que elas convivam com desvantagens ou prejuízos no seu dia a dia ou na sua formação, porque esses são problemas sociais, causados pela falta de acessibilidade, pela impossibilidade de chegar ao que ela necessita.

Você já ficou de fora de uma brincadeira ou foi deixado de lado na hora que escolheram o time? A sensação é ruim, não é? Parece que dói por dentro. Sabia que essa dor tem nome? Neurocientistas, especialistas no estudo do cérebro e das emoções, a chamam de "dor social".

A dor social vem quando nos sentimos excluídos, e o nosso cérebro reage de forma parecida como quando machucamos o joelho. É por isso que nos sentimos muito tristes, como se tivéssemos um buraco no peito. O coração bate até num ritmo diferente, e aí o cérebro pode determinar que algumas substâncias sejam liberadas no nosso organismo para direcionar a nossa atenção a algo que nos faça sentir seguros novamente. Mas, enquanto isso não acontece, é natural que o nosso foco esteja no sentimento ruim que experimentamos com a situação de exclusão.


(https://chc.org.br/artigo/por-mais-inclusao/)
"A dor social vem quando nos sentimos excluídos, e o nosso cérebro reage de forma parecida como quando machucamos o joelho."

Analise a separação silábica dos vocábulos retirados do trecho e identifique a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3700794 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ninguém fica de fora!

Diferentes deficiências fazem parte da vida de diferentes pessoas, mas isso não é razão para que elas convivam com desvantagens ou prejuízos no seu dia a dia ou na sua formação, porque esses são problemas sociais, causados pela falta de acessibilidade, pela impossibilidade de chegar ao que ela necessita.

Você já ficou de fora de uma brincadeira ou foi deixado de lado na hora que escolheram o time? A sensação é ruim, não é? Parece que dói por dentro. Sabia que essa dor tem nome? Neurocientistas, especialistas no estudo do cérebro e das emoções, a chamam de "dor social".

A dor social vem quando nos sentimos excluídos, e o nosso cérebro reage de forma parecida como quando machucamos o joelho. É por isso que nos sentimos muito tristes, como se tivéssemos um buraco no peito. O coração bate até num ritmo diferente, e aí o cérebro pode determinar que algumas substâncias sejam liberadas no nosso organismo para direcionar a nossa atenção a algo que nos faça sentir seguros novamente. Mas, enquanto isso não acontece, é natural que o nosso foco esteja no sentimento ruim que experimentamos com a situação de exclusão.


(https://chc.org.br/artigo/por-mais-inclusao/)
"Diferentes deficiências fazem parte da vida de diferentes pessoas, mas isso não é razão para que elas convivam com desvantagens ou prejuízos no seu dia a dia ou na sua formação, porque esses são problemas sociais, causados pela falta de acessibilidade, pela impossibilidade de chegar ao que ela necessita."

Quanto à acentuação, marque a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3700474 Português
A divisão silábica está CORRETA em:
Alternativas
Q3699972 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser

    Um novo amanhecer significa que teremos muitas oportunidades pela frente... O foco nas oportunidades permite que a vida seja vivida com entusiasmo e com intensidade... Estamos sempre tentando harmonizar o nosso eu interior para experimentar a profundidade da paz... Viver é bom demais...
    Ser autêntico consigo mesmo é o princípio gerador da identidade. Não posso ter dúvidas ao responder a questão existencial: ‘quem eu sou?’ O que os outros pensam da gente não pode ser totalmente desconsiderado, mas nem valorizado demais. Mas, grande parte do sofrimento humano nasce da distância entre o que somos de fato e a imagem que criamos de nós mesmos.
    Passamos muito tempo tentando sustentar personagens, adequar gestos e palavras às expectativas externas, caber em moldes que não nos representam. Essa busca por aceitação constrói uma identidade frágil, feita de aparências, que pode até conquistar aplausos, mas não sustenta a alma. Acordar para quem realmente somos é um processo de desapego, de coragem para deixar para trás as fantasias que nos aprisionam.
    Não se trata de rejeitar os sonhos, mas de abandonar ilusões que distorcem nossa essência. Esse despertar é exigente, porque mexe com seguranças e desconstrói imagens cuidadosamente construídas. É como despir-se diante de si mesmo, aceitar contradições e reconhecer limites. No entanto, esse processo liberta. Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser.
    Descobrimos que a autenticidade é mais leve do que a máscara e que a verdade, por mais desafiadora, é sempre mais pacífica do que a mentira. A vida ganha cor nova quando paramos de nos forçar a ser quem não somos. Os relacionamentos se tornam mais honestos, o trabalho mais significativo, a existência mais inteira. Esse despertar não acontece de uma vez só, mas em camadas. A cada passo, deixamos cair um pouco das ilusões que carregávamos. É um processo contínuo de desapego e reencontro.
    O mais bonito é que, quando acordamos para nossa essência, percebemos que não precisamos de muito para sermos felizes. O simples passa a ter valor, o ordinário se revela extraordinário, e a vida encontra um ritmo mais verdadeiro. O convite diário é esse: abrir mão das imagens que nos sufocam para deixar florescer a beleza daquilo que já somos.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado). 
Analise as assertivas quanto ao número de fonemas das palavras extraídas do texto:
I. A palavra “processo” possui sete fonemas.
II. A palavra “mentira” possui sete fonemas.
III. A palavra “ganha” apresenta cinco fonemas.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3699971 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser

    Um novo amanhecer significa que teremos muitas oportunidades pela frente... O foco nas oportunidades permite que a vida seja vivida com entusiasmo e com intensidade... Estamos sempre tentando harmonizar o nosso eu interior para experimentar a profundidade da paz... Viver é bom demais...
    Ser autêntico consigo mesmo é o princípio gerador da identidade. Não posso ter dúvidas ao responder a questão existencial: ‘quem eu sou?’ O que os outros pensam da gente não pode ser totalmente desconsiderado, mas nem valorizado demais. Mas, grande parte do sofrimento humano nasce da distância entre o que somos de fato e a imagem que criamos de nós mesmos.
    Passamos muito tempo tentando sustentar personagens, adequar gestos e palavras às expectativas externas, caber em moldes que não nos representam. Essa busca por aceitação constrói uma identidade frágil, feita de aparências, que pode até conquistar aplausos, mas não sustenta a alma. Acordar para quem realmente somos é um processo de desapego, de coragem para deixar para trás as fantasias que nos aprisionam.
    Não se trata de rejeitar os sonhos, mas de abandonar ilusões que distorcem nossa essência. Esse despertar é exigente, porque mexe com seguranças e desconstrói imagens cuidadosamente construídas. É como despir-se diante de si mesmo, aceitar contradições e reconhecer limites. No entanto, esse processo liberta. Quando nos desapegamos da necessidade de parecer, abrimos espaço para simplesmente ser.
    Descobrimos que a autenticidade é mais leve do que a máscara e que a verdade, por mais desafiadora, é sempre mais pacífica do que a mentira. A vida ganha cor nova quando paramos de nos forçar a ser quem não somos. Os relacionamentos se tornam mais honestos, o trabalho mais significativo, a existência mais inteira. Esse despertar não acontece de uma vez só, mas em camadas. A cada passo, deixamos cair um pouco das ilusões que carregávamos. É um processo contínuo de desapego e reencontro.
    O mais bonito é que, quando acordamos para nossa essência, percebemos que não precisamos de muito para sermos felizes. O simples passa a ter valor, o ordinário se revela extraordinário, e a vida encontra um ritmo mais verdadeiro. O convite diário é esse: abrir mão das imagens que nos sufocam para deixar florescer a beleza daquilo que já somos.

Autor: Jaime Bettega - Pioneiro (adaptado). 
Assinale a alternativa INCORRETA quanto à localização da sílaba tônica nas palavras retiradas do texto. 
Alternativas
Q3698921 Português
Texto 2

Leia o texto abaixo para responder à questão.


Não traiam o Machado.


Rio de Janeiro - Mais uma vez Machado de Assis no vestibular. Dois capítulos de “Dom Casmurro”, na prova de Português aí em São Paulo. Ao menos assim Machado vai sendo conhecido, ou imposto, entre a meninada. Se entendi bem as questões propostas e as resoluções que saíram no “Fovest 92”, a prova não apenas opta pela versão do ciúme, como nela insiste de maneira tão enfática que nem admite sombra de controvérsia.

A hipótese aí encampada, de que Capitu não traiu Bentinho, um Bentinho paranoicamente ciumento qual Otelo, está fundamentada em “O enigma de Capitu”. Apareceu de fato no ensaio de interpretação de Eugênio Gomes, publicado em 1967. Muitas vozes discordaram da hipótese gratuita e absurda, que terá sido levantada como simples quebra-cabeça, um joguinho enigmático para descansar o espírito numa hora de folga e tédio.

Quem fica tiririca, e com toda razão, com essa história mal contada, e tão mal contada que desmente o próprio Machado, é o Dalton Trevisan, machadiano de mão cheia e olho agudíssimo. Pois nessa prova do vestibular, o drama do Bentinho se apresenta como “centrado no ciúme doentio e na suposta traição de sua esposa”. Suposta? De onde os senhores professores tiraram este despropósito e o passam aos imberbes e indefesos vestibulandos? “Dom Casmurro” saiu em 1900. Machado morreu em 1908. Nenhum crítico nesses oito anos jamais ousou negar o adultério de Capitu.

Leiam a carta do Graça Aranha, amigo pessoal do Machado: “Casada, teve por amante o maior amigo do marido”. Voltem ao artigo do Medeiros e Albuquerque. Dar o Bentinho como “o nosso Otelo” é pura fantasia. Bestialógico mesmo. Um disparate indigno de pisar no vestíbulo da universidade. Refinadíssimo escritor, mestre do subentendido, virtuose da meia palavra, do “understatement”, Machado jamais desabaria numa grosseira cena de alcova, como num flagrante policial de adultério. (…)

Machado merece respeito!


Otto Lara Resende - Folha de S. Paulo, - 08/01/1992 – texto editado
Polissemia é a propriedade que certas palavras têm de expressar múltiplos significados porque elas vão sofrendo modificações com outros valores semânticos ao longo de sua história na língua. Contudo, sempre haverá alguma conexão com o significado original.

Tal fenômeno acontece com a palavra pura, no último parágrafo do Texto 2.

” … é pura fantasia…”

Assinale a alternativa na qual a palavra pura tem o mesmo significado.
Alternativas
Q3697722 Português
Progresso para alcançar desenvolvimento sustentável está seriamente afetado

7 Novembro 2019

        Metade da população mundial não tem acesso à educação e a cuidados de saúde; mulheres enfrentam discriminação e o número de pessoas com fome aumenta no mundo, diz secretário-geral da ONU, António Guterres, em artigo de opinião para o jornal Financial Times.

        Ao redor do mundo, cidadãos tomam as ruas para protestar contra o aumento do custo de vida e a real ou irreal percepção de injustiça. Eles sentem que a economia não funciona – e em alguns casos, têm razão. Um foco restrito no crescimento, independentemente dos custos verdadeiros e de suas consequências, está levando a uma catástrofe climática, a uma perda de confiança nas instituições e a uma falta de fé no futuro.

        Os 17 Objetivos foram acordados por todos os líderes mundiais, em 2015, para responder a desafios como pobreza, desigualdade, crise climática, degradação ambiental, paz e justiça no prazo de até 2030.

        E houve progressos, nesses quatro anos, desde a adoção dos Objetivos. A pobreza extrema e a mortalidade infantil estão diminuindo. O acesso à energia e ao trabalho decente cresce. Mas, grosso modo, nós estamos seriamente longe do alvo. A fome está aumentando, metade da população mundial não tem acesso à educação e a cuidados básicos de saúde e as mulheres enfrentam discriminação e desvantagem em todas as partes.

        Uma razão para o progresso hesitante é a falta de financiamento. Os recursos públicos de governos simplesmente não são suficientes para financiar a erradicação da pobreza, melhorar a educação das meninas e mitigar o impacto da mudança climática.

        Precisamos de investimentos privados para preencher esta lacuna. Por isso, a ONU está cooperando com o setor financeiro. Este é um momento crítico para os negócios e para o setor de finanças e as relações deles com as políticas públicas.

        Em primeiro lugar, o comércio precisa de políticas de investimento a longo prazo, que sirvam à sociedade e não somente aos acionistas.

        Isto já começa a acontecer quando alguns dos maiores fundos de pensão cortam combustíveis fósseis de seus portfólios. E mais de 130 bancos com US$ 74 trilhões de ativos subscrevem-se aos Princípios para Bancos Responsáveis, que foram idealizados em colaboração com a ONU.

        Eles representam um compromisso, sem precedentes, com estratégias empresariais alinhadas aos objetivos globais, ao Acordo de Paris para prevenir aumento das temperaturas, e com práticas de bancos que criam uma prosperidade compartilhada. Eu apelo a todas as instituições que se somem a esta transformação.

        Em segundo lugar: estamos encontrando novas formas para o setor privado investir em crescimento e desenvolvimento sustentáveis. Em outubro, 30 líderes de empresas multinacionais lançaram os Investidores Globais para a Aliança de Desenvolvimento Sustentável, na ONU.

        Os maiores executivos da Bolsa de Valores de Johannesburgo e da Allianz estavam entre aqueles que se comprometeram, publicamente, a agirem como agentes de mudança em suas companhias e mais além. Eles já estão apoiando grandes investimentos de infraestrutura sustentável incluindo projetos de energia limpa e acessível na África, na Ásia e na América Latina, além do uso de instrumentos financeiros inovadores para mobilizar bilhões de dólares para segurança alimentar e energia renovável.

        Eu espero que todos os líderes de negócios possam seguir esse exemplo, investindo na economia do futuro. Uma economia verde, de matriz limpa, que forneça empregos decentes e que melhore a vida das pessoas no longo prazo.

        Em terceiro lugar: pedimos a todos os líderes de negócio que façam mais que investimentos verdes, que também pressionem para uma mudança de políticas.

        Em muitos casos, as empresas já mostram o caminho. A sustentabilidade faz sentido nos negócios, pois os consumidores mesmos estão pressionando. Um investidor descreveu o financiamento sustentável como uma “megatendência”.

        Alguns governos estão atrasados neste processo, relutantes em mudar sistemas anacrônicos regulatórios, tributários e de políticas. Relatórios trimestrais desencorajam investimentos de longo prazo. E os deveres fiduciários de investidores precisam ser atualizados para incluir maiores questões e considerações de sustentabilidade.

        Precisamos que líderes empresariais utilizem sua enorme influência para fazerem avançar o crescimento e as oportunidades inclusivas. Nenhum negócio pode ignorar este esforço, e não existe sequer nenhum objetivo global que não possa ser beneficiado pelo investimento do setor privado.

        É, ao mesmo tempo, uma questão de ética e de bom negócio investir no desenvolvimento sustentável e equitativo. Portanto, a liderança do mundo corporativo pode fazer toda a diferença para criar um futuro de paz, de estabilidade e prosperidade em um planeta sustentável.

António Guterres é secretário-geral das Nações Unidas.
https://news.un.org/pt/story/2019/11/1693781 
Sobre a acentuação gráfica das palavras destacadas em “Alguns governos estão atrasados neste processo, relutantes em mudar sistemas anacrônicos regulatórios, tributários e de políticas”, é correto afirmar que
I. “Anacrônicos” e “políticas” são acentuadas pelo mesmo motivo.
II. “Tributários” é acentuada por ser oxítona terminada em O(s).
III. “Regulatórios” é acentuada por conter um hiato na última sílaba.
IV. Somente “anacrônicos” é uma palavra acentuada por ser proparoxítona.
V. “Tributários e “regulatórios” são paroxítonas acentuadas por terminarem em ditongo crescente.  
Alternativas
Q3696104 Português
A palavra que está com as sílabas separadas CORRETAMENTE é:
Alternativas
Q3696099 Português
Escolha e marque com X a palavra que contém o MAIOR número de sílabas:
Alternativas
Q3696093 Português

Utilize a frase a seguir para responder a questão.


Cuparaque que significa onça pintada é reconhecida como cidade indígena.

Quanto ao número de sílabas, a palavra destacada é classificada como? 
Alternativas
Q3696092 Português

Utilize a frase a seguir para responder a questão.


Cuparaque que significa onça pintada é reconhecida como cidade indígena.

A palavra destacada na frase tem quantas sílabas? 
Alternativas
Q3695615 Português

A correta identificação do número de sílabas em uma palavra é fundamental nos estudos da Língua Portuguesa. Ao realizar a separação silábica, considera-se que cada sílaba contém pelo menos uma vogal, podendo também apresentar semivogais ou consoantes que acompanham a vogal.

Analise a palavra a seguir: "extraordinário".

Assinale a alternativa que apresenta a quantidade correta de sílabas dessa palavra:

Alternativas
Q3693107 Português

Padrões de beleza: as consequências do encaixe na sociedade 


Uma série de parâmetros que indica quem se encaixa nos padrões de beleza traz consequências sérias



    Desde a antiguidade há a formação de padrões. Conforme o passar do tempo, os conceitos de beleza também mudaram. Algo que sempre integrou o imaginário social, esses padrões influenciaram a forma como muitas pessoas enxergam a si mesmas e, assim, trazem inúmeras consequências para a sociedade. 


    Na atualidade, os padrões de beleza possuem variedades locais, mas costumam envolver pessoas altas, magras e loiras. O grande problema é que muitos consideram a aparência divulgada nas redes sociais, em revistas e na TV como o modelo ideal de beleza a ser seguido. No entanto, essas imagens não refletem a completa realidade, porque muitas vezes possuem edições, filtros e efeitos. Assim, muitas pessoas começam a se inspirar em algo que é apenas uma ilusão, ou uma realidade criada com os recursos de mídia. A visão dos padrões 


    As pessoas passam cada vez mais a buscar e se encaixar nesses padrões e, muitas vezes, sequer reconhecem a existência dele. Começa, nesse ponto, a confusão entre gosto e os padrões de beleza. 


    Gosto é algo que varia de pessoa para pessoa e depende de suas vivências e experiências, já os padrões envolvem algo comum entre todos da sociedade. Quanto às aparências mais valorizadas, as que não são reconhecidas pela existência dos padrões de beleza, ganham mais valor por serem do gosto de cada um. O que impressiona é que, para ser uma particularidade, esse gosto é muito parecido entre todas as pessoas, e então dá-se o ciclo de padrões. 


A tentativa de desconstrução dos padrões de beleza 


    É preocupante também que, na tentativa de desconstruir essa busca incessante por seguir aos padrões, muitos caem na armadilha de reforçá-los. Isso ocorre, por exemplo, quando as pessoas afirmam que o importante é a beleza interior, e não exterior. 


    Esse discurso, embora seja em parte muito rico, por mostrar que as características psicológicas e emocionais são mais importantes do que a aparência, acaba encerrando o debate sobre os padrões e, de certa forma, enfatizando-os. Isso acontece porque pressupõe que existem pessoas mais bonitas do que outras, mas que isso não deve ser tão levado em consideração.


    Enquanto todas essas afirmações se propagam, os padrões de beleza são cada vez mais disseminados e passam a afetar a realidade de mais e mais pessoas. 


Consequências das tentativas de encaixe


    Como primeira consequência, podemos apontar a redução da autoestima, afinal, muitos começam a se comparar com pessoas consideradas bonitas e passam a questionar a própria beleza. Assim, podem passar a não gostar do que enxergam no espelho e a buscar se modificar para ficar mais próximo aos padrões. Maquiagens, intervenções estéticas, mudanças no cabelo e até mais edições nas próprias fotos.


    Tudo isso começa a ter dimensões gigantes, e a grande maioria passa a tentar seguir esses padrões, fazendo o necessário para isso. O que muitos não conseguem notar é que essa prática, inúmeras vezes, ocasiona a perda da singularidade, pois é evidente que, ao seguir um mesmo modelo, todos passam a ficar, de certa maneira, parecidos. 


    Isso se agrava ainda mais quando as tentativas por se encaixar naquilo que é considerado bonito passam a afetar a saúde mental e física. Um exemplo são os transtornos alimentares, que refletem justamente a forma como a busca por um corpo “perfeito” pode prejudicar gravemente a saúde e a vida de uma pessoa.


    Nesse cenário, a beleza é associada a um padrão, o que significa que algumas características são valorizadas e outras menosprezadas, fazendo com que alguns se encaixem mais e outros menos. E o que mais impressiona é que muitas pessoas insistem em negar a existência dos padrões e de seus aspectos negativos ao invés de questioná-los. 


    Então, fica a reflexão: não seria melhor lutar para desconstruir esses padrões de beleza do que continuar nessa busca insana por seguir um modelo ilusório que aprisiona e dita como as pessoas devem ser? 


Por Camille Magri Garabosky – Fala! Cásper – Em 07/07/2021

https://falauniversidades.com.br/opiniao-padroes-de-beleza-as-consequencias-do-encaixe-na-sociedade/ 

Analise as afirmações a seguir sobre os encontros vocálicos presentes nas palavras grifadas no trecho a seguir e, depois, marque a alternativa que apresenta a classificação correta: “Na atualidade, os padrões de beleza possuem variedades locais, mas costumam envolver pessoas altas, magras e loiras”. 

I. Em “padrões”, ocorre um hiato.
II. Em “variedades”, ocorre um hiato.
III. Em “atualidade”, ocorre um ditongo crescente.
IV. Em “locais e loiras”, ocorre ditongo decrescente. 
Alternativas
Respostas
581: D
582: A
583: B
584: A
585: D
586: B
587: A
588: B
589: C
590: A
591: A
592: C
593: D
594: C
595: A
596: A
597: A
598: D
599: D
600: A