Questões de Concurso
Comentadas sobre fonologia em português
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
Cultura de paz na escola
Quando se fala em cultura de paz na escola, muita gente pensa logo em campanhas contra a violência ou em cartazes com frases bonitas nos corredores. O relato de um projeto desenvolvido com turmas de 1º ano do ensino fundamental mostra algo mais concreto: a paz também se constrói a partir de atitudes bem simples, como cuidar do espaço comum e aprender a conviver melhor com os colegas.
O projeto nasceu de um incômodo do dia a dia. A equipe percebeu que os alunos deixavam lixo no chão, rasgavam cartazes, riscavam carteiras e empurravam a responsabilidade uns para os outros quando eram chamados a limpar a sala. Bastava alguém pedir que recolhessem papéis para surgirem brigas, acusações e frases como “não fui eu”, “isso não é meu”. A partir dessa situação, os professores decidiram transformar o problema em tema de estudo, relacionando cuidado com o ambiente, convivência e cultura de paz.
Em vez de uma “bronca coletiva”, a escola organizou um projeto anual com foco em educação ambiental, articulado ao currículo e à Base Nacional Comum Curricular. As turmas passaram a investigar perguntas como: “De quem é a sala de aula?”, “O que acontece com o lixo que jogamos no chão?”, “Como o nosso comportamento afeta o bem-estar dos outros?”. Foram feitas rodas de conversa, leitura de histórias, observação do pátio e de outros espaços da escola, registros em desenhos e textos curtos, além de pequenos combinados construídos com as crianças.
A proposta foi tratada como pesquisa-ação. Os professores observavam as atitudes dos alunos, planejavam intervenções, acompanhavam as mudanças e replanejavam as atividades quando necessário. Não se tratava apenas de cumprir um conteúdo de Ciências ou Língua Portuguesa, mas de integrar diferentes áreas em torno de um mesmo eixo: cuidar do ambiente para melhorar a convivência. Aos poucos, os estudantes começaram a perceber que jogar lixo no chão, empurrar o colega na fila ou se recusar a ajudar na arrumação também são formas de violência.
Com o tempo, surgiram mudanças visíveis. As crianças passaram a zelar mais pela sala, discutir quem iria organizar determinados materiais e cobrar umas das outras, posturas mais respeitosas. Situações que, antes geravam discussões longas passaram a ser resolvidas com mais rapidez, porque os combinados estavam claros e haviam sido construídos em conjunto. O ambiente ficou mais limpo e, segundo os relatos, mais tranquilo.
Outro resultado importante foi a aproximação com as famílias. Ao levar o tema para casa, os alunos começaram a comentar sobre separar lixo, cuidar do quintal, reaproveitar objetos e dividir tarefas. A escola aproveitou esse movimento para organizar atividades com participação dos responsáveis, como exposições de trabalhos e momentos de conversa sobre cuidado com o ambiente e convivência respeitosa.
O projeto mostra que a cultura de paz na escola não se limita a campanhas pontuais. Ela pode ser construída no cotidiano, por meio de experiências concretas que relacionam educação ambiental, responsabilidade coletiva e respeito ao outro. Ao cuidar da sala, do pátio e dos materiais, as crianças aprendem, desde cedo, que viver em paz é também aprender a dividir, dialogar e reconhecer o espaço comum como lugar de todos.
(Texto adaptado para fins didáticos a partir de Farias, Leila Katia de Sousa; Bicalho, Frederico da Silva. “A cultura da paz na escola: educação ambiental como possibilidade de se promover a paz”. Revista Pedagógica, v. 26, 2024.)
Assinale a alternativa em que a palavra apresenta um dígrafo consonantal que resulta em um número de fonemas menor que o número de letras.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Café com leite
Antonio Maria
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É preciso amar, sabe? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado [*] sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite, pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e, com [*] força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.
Como deve ser triste a vida dos homens que ____ mulheres de tarde, em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pele da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.
Para os chamados "grandes homens" a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher, que chega se desculpando; e se despe, desculpando-se; e se crispa, ao ser tocada e cerra os olhos, com toda força, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. E melhor ser-se um "pequeno homem".
Amor não ____ nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do prazer cumprido.
No mais, tudo é menor. O socialismo, a astroísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo asceticismo da ioga... tudo é menor. O homem só ____ duas missões importantes: amar e escrever [*] máquina. Escrever com dois dedos e amar com [*] vida inteira.
Analise as assertivas a seguir a respeito dos aspectos ortográficos de algumas palavras do texto.
I. "mulher" é uma palavra oxítona e dissílaba, enquanto o seu plural ("mulheres"), é paroxítona e trissílaba.
II. Em "exausto", palavra polissílaba, ocorre hiato.
III. Em "máquina" e "chaves" há dígrafo.
IV. "leite" e "olhos" possuem o mesmo número de fonemas.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. Os vocábulos “Gravíssimos” e “Políticas” são acentuados pela mesma regra de Acentuação gráfica.
II. O texto foi todo construído em uma linguagem verbal.
III. A palavra “Pessoal” é composta por três fonemas.
IV. Na frase: “...percebemos claramente os sinais de degradação...”, o termo grifado é, sintaticamente, classificado como advérbio de tempo.
Quais afirmações estão corretas?
I. O autor nos motiva a continuar enfrentando os problemas.
II. O título está coerente com a mensagem do texto.
III. O sinônimo da palavra “Covarde” é “Corajoso”.
IV. O texto foi elaborado em uma linguagem mista.
V. As palavras “Pensamos” e “Desistir” são classificadas como trissílabas.
Dentre as afirmações mencionadas acima, quais estão corretas?
I. O termo “Deus” é classificado como monossílabo.
II. A sílaba tônica da palavra “Tivemos” é “Ti”.
III. O vocábulo “a gente”, usado no texto, foi incorretamente grafado. Deveria ser, portanto, escrito da seguinte forma: “agente”.
IV. A separação silábica do termo “Reaprender” é “Re-a-pren-der”.
Dentre as afirmações mencionadas acima, quais estão corretas?
Marque a alternativa que contém todas as palavras com encontro consonantal da charge abaixo:

Menino (Pai, você sabe quem mexeu no meu cofrinho?)
Pai (Só falo na presença do meu advogado)
I) O fonema exerce simultaneamente função distintiva e função formadora, sendo responsável por criar palavras e diferenciá-las entre si, como se observa em pares mínimos do tipo cal/gal/sal.
II) A NGB admite dupla análise para certos encontros vocálicos, permitindo interpretar ditongos crescentes finais como hiatos em palavras proparoxítonas eventuais, ao mesmo tempo em que considera os ditongos decrescentes nas terminações -am, -em, -en(s) como nasalizados e foneticamente unitários.
III) Na translineação silábica, recomenda-se evitar a formação acidental de vocábulos impróprios, bem como impedir o isolamento de vogal constituindo sílaba única; além disso, quando o hífen coincide com o final da linha, o Novo Acordo determina sua repetição no início da seguinte para garantir clareza gráfica.
IV) O apóstrofo deve ser empregado exclusivamente para indicar supressão de vogal, jamais sendo admitido para marcar elisão facultativa em expressões de uso tradicional.
V) No sistema atual, I e U tônicos em hiato deixam de receber acento quando precedidos por ditongo decrescente em palavras paroxítonas (feiura, baiuca), embora o acento se mantenha quando o ditongo é crescente (Guaíba, suaíli).
Assinale a alternativa que indica o número correto de afirmativas verdadeiras: