Questões de Concurso Comentadas sobre fonologia em português

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Q3869021 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras


    Ninguém sai ileso da infância. Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito, haverá de arrastar algumas correntes na vida adulta. Não há nada de original nesta constatação, mas só agora, lendo as inúmeras entrevistas que compõem o livro Conversas Infinitas, de Mariano Horenstein, é que enxerguei a situação com mais clareza.


    O livro aborda a influência da psicanálise na criação artística, e entre os escritores, cineastas, músicos e demais artistas entrevistados, está o fotógrafo guatemalteco Luiz González Palma, que em determinado momento fala sobre a desconcertante solidão das crianças: em seus primeiros anos, ainda não possuem um acervo razoável de palavras para interpretar a complexidade do mundo.


    Eu lembro. O desespero por não conseguir nominar minhas emoções. A dificuldade de entender a mim mesma. O vácuo que me deixava vagando pelos corredores do colégio, pelas festas familiares, pelo tudo e o nada que eu não conseguia designar. Uma garotinha desamparada, sem a compreensão do que, dentro dela, era exclusivamente sensitivo. Palavras são salva-vidas. Fosse apenas por isso, dar livros de presente às crianças deveria ser obrigatório, não opcional.


    Abraços, carinhos, cuidados – a linguagem do afeto supre a ausência das palavras no início da vida, mas não de todo. E se quem nos ama desaparecer de repente? Como lidar com o medo, sem a rede de proteção de um pensamento lógico?


    Saramago disse, certa vez, que somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não. À medida que vamos assimilando um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente. A narrativa que fazemos a nosso respeito é a base dos vínculos maduros – e de toda a psicanálise. Sem o auxílio das palavras, a infância não termina.


    Há quem não escreva, mas não existe quem não se narre. A palavra está por trás de tudo: música, teatro, cinema, fotografia, amizades, amor – toda expressão nasce de alguém que precisa entender quem é, entender como se sente, e dizê lo. Fosse apenas por isso, dar livros de presente aos adultos também deveria ser obrigatório, não opcional.


    A incompreensão de si mesmo é um vazio aterrador. Tive todas as necessidades atendidas, quando criança, mas não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras. Através delas, eu colocaria meus pés no chão e existiria de forma mais precisa. Ou, ao menos, teria alguma lucidez sobre minha imprecisão. É a graça que vejo em ser adulta: dar um sentido à imaginação e descobrir que o que a gente pensa e sente (e sofre) é universal.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

Das palavras a seguir, qual NÃO possui dígrafo? 
Alternativas
Q3868924 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mito ou verdade: o estresse está deixando o seu cabelo branco?


    Por muito tempo, a ideia de que um grande susto ou um período de preocupação excessiva poderia branquear os fios capilares foi tratada como mito. No entanto, a ciência moderna já comprovou que a conexão entre a mente e o folículo piloso é direta e biológica.


    Muito mais do que uma questão estética, a canície -- nome científico dado para os fios brancos -- pode ser reflexo físico de um organismo sob pressão constante.


    Biologicamente, a cor do cabelo é determinada pelos melanócitos, células localizadas na matriz do folículo piloso que produzem a melanina. Já o processo de branqueamento ocorre quando essas células param de funcionar.


    À CNN, o dermatologista Lucas Miranda, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o estresse crônico é um dos gatilhos para a "morte" dessas células. "Os melanócitos podem sofrer danos ou morrer, interrompendo a produção de melanina. Como resultado, os fios passam a crescer brancos ou grisalhos".


    A ciência por trás disso é precisa. Pesquisas publicadas na revista Nature mostram que o estresse agudo libera noradrenalina, um neurotransmissor que danifica as células-tronco dos melanócitos. "Não se trata de um mito, mas de um processo fisiológico desencadeado por fatores emocionais", acrescenta o especialista.


    Mas como um sentimento se transforma em mudança física? O processo do estresse psicológico envolve o chamado "eixo hipotálamo-hipófise-adrenal". Quando estamos estressados, o corpo libera uma cascata de hormônios como o cortisol e noradrenalina.


    Também à CNN, o biomédico Thiago Martins, mestre em Medicina Estética, ressalta que fatores externos podem piorar o quadro.


    "O estresse oxidativo ambiental — causado por sol, poluição, tabagismo e produtos químicos — aumenta os radicais livres. Quando combinado ao estresse emocional, esse efeito é potencializado, acelerando o aparecimento de fios brancos e a queda capilar".


    Nesse processo, uma das principais dúvidas é se há possibilidade de reverter o quadro -- seja com férias ou uma vida mais calma. Thiago, então, esclarece que, na maioria dos casos, o caminho é de mão única.


    "Em geral, a canície é considerada irreversível, pois os melanócitos destruídos não se regeneram facilmente", diz o biomédico. No entanto, ele afirma ainda que existem relatos raros de repigmentação parcial quando o estresse é reduzido drasticamente em fases iniciais.


    Thiago Martins aponta que nutrientes como zinco, cobre, ferro e vitaminas D e E são essenciais. Já o Dr. Lucas Miranda reforça a necessidade de equilíbrio. "O principal conselho é adotar hábitos saudáveis, controlar o estresse com atividade física, sono adequado e, se necessário, acompanhamento psicológico e dermatológico", conclui.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/mito-ou-verdade-o-estresse esta-deixando-o-seu-cabelo-branco/ (adaptado). 

Considerando a configuração fonética de vocábulos do texto, é correto afirmar que a palavra estresse possui: 
Alternativas
Q3867603 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão.

Tal pai, tal pet

Segundo pesquisa realizada pela a empresa Petz, 88% dos entrevistados consideram seus pets como membros da família

        O tema “pais de pet” é algo que está em evidência atualmente nas redes sociais, propondo debates para descobrir se os tutores podem ou não serem considerados pais, afinal, cuidar de um animalzinho não seria o mesmo que cuidar de um filho humano. No entanto, Leonardo Costa, jornalista e pai do gato Dudenildo e do cachorro Theobaldo, discorda disso. Para ele, os amores são semelhantes, já que ser tutor requer dar amor, carinho, cuidados com saúde, higiene, educação e alimentação. De acordo com a pesquisa realizada pela Petz, com 753 pessoas foram ouvidas, 88% dessas pessoas consideram seus animais de estimação como membros da família.

        Leonardo conta que decidiu ser pai de pet após passar a conviver com Theobaldo, o cachorrinho de sua esposa, que na época era apenas namorada, e acabou se vendo convencido a adotar um gato, o Gruguenildo, que estava em situação de rua. “Depois da doação, ele acabou virando o xodó da casa”. A Petz destaca que, de acordo com o levantamento feito, 38% das pessoas consideram seus animais como uma das coisas mais importantes da vida.

        O jornalista explicou que, tempos depois, Gruguenildo havia sido atacado por um grupo de cães da região onde mora, que conseguiu tirar o gato do meio dos cachorros, mas que assustado, ele acabou se escondendo em um bueiro próximo de onde estavam. Em uma tentativa desesperada de resgatar seu pet, Leonardo levantou a tampa do bueiro e acabou rompendo o tendão do bíceps. “Na hora não pensei que a tampa seria 60 quilos. Ele foi para o veterinário e eu para o hospital, ele quebrou a pata e eu rompi o tendão. Infelizmente ele veio a falecer dois dias depois”.

        “Foi o primeiro gato que tive e foi uma paixão muito forte, nunca pensei que fosse gostar tanto de um gato. Ele dormia na minha cama, ele escutava eu chegando e já ia para a porta, então é um verdadeiro filho… é um filho” definiu Leonardo ao ser questionado sobre o amor por seu animal de estimação. Tempos depois, o jornalista adotou o gato Dudenildo.

        Rosana Baiocô, servidora pública, mãe de sete gatos e simpatizante das causas animais, revela que seu amor pelos bichinhos é algo que veio de família, uma vez que, desde pequena, ela era acostumada a criar gatos. Ela explica que gosta de contribuir para algumas ONGs independentes que possuem projetos de custeio de castração, já que ajudam a evitar ninhadas e reduzir o abandono, ou de reciclagem para montar casinhas de animais em situação de rua.

Opiniões profissionais

        Fabiano Morais, médico veterinário, vê essa tendência como algo positivo para os animais de estimação, uma vez que, segundo ele, antes as pessoas não se preocupavam tanto com o bem-estar de pets. “Para a gente é ótimo, pois estão cuidando mais de seus bichinhos em relação a exames, raio-X, ultrassom. Assumir essa responsabilidade de cuidar deles, não apenas ter, mas cuidar também, acho isso excelente”.

        Cleber Pires, psicólogo clínico, explica que os seres humanos buscam uma vida reforçada positivamente com prazeres e satisfação e isso pode ser através dos pets, já que os mesmos, por convivência, são capazes de despertar em seus tutores sentimentos de amor, carinho e bem-estar, a ponto de serem tratados como filhos humanos, “Sem contar que eles nos oferecem lealdade, segurança, contribuindo, assim, para que tenhamos comportamentos psicologicamente saudáveis como ajudando a combater a ansiedade, estresse, depressão e nos fazem companhia” .

        Para Aline Nerissa, estagiária de um pet shop há mais de um ano, a tendência é benéfica para os negócios voltados a esse nicho, já que são procurados por pessoas que querem cuidar da saúde de seu animal, comprar brinquedos, roupinhas, e vários outros mimos. “Creio que pet shop, hospitais veterinários etc. se mantêm por conta disso, pois se as pessoas não tivessem tanto apego pelos bichinhos e não os considerassem ‘filhos`, não cuidariam tanto deles”, opinou sobre o assunto.

(ADAPTADO. Maria Eduarda Antunes, postado em 22/05/2024. Disponível em: https://jornalismo.iesb.br/destaque3/tal-pai-tal-pet/)
Analise as palavras retiradas do texto e assinale a alternativa correta quanto à classificação da sílaba tônica delas.
I. xodó – a sílaba tônica está na última sílaba.
II. família – a sílaba tônica está na penúltima sílaba;
III. higiene – a sílaba tônica está na última sílaba;
IV. cães – monossílabo tônico.
Alternativas
Q3867436 Português
“Disgramado te alevanta dexa di cê              [priguiçoso O home qui num trabaia Num pode cumê gostoso É que trabaiá é muito bom, nué minha véa Mais é um poco arriscoso” (Ai D'eu Sodade – Xangai) 

Uma das características do trecho da canção acima é a diminuição de elementos em ditongos. Assinale a alternativa em que ambas as palavras se enquadram nesse caso. 
Alternativas
Q3867174 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Viver no limite 


    Assisti a um filme clássico sobre mitologia. Deuses, castigos eternos, excessos divinos. Tudo parecia distante, quase decorativo, até deixar de ser. Bastaram algumas cenas para que Sísifo e Dionísio começassem a se parecer perigosamente com pessoas conhecidas. A mitologia explica muito, sobretudo quando fingimos que é apenas sobre deuses antigos e não sobre o cotidiano mais imediato.


    Sísifo reaparece todos os dias. Empurra tarefas, compromissos, obrigações, reuniões que poderiam ser e-mails. Empurra sabendo que tudo volta ao ponto inicial. Dionísio também está entre nós: vibrante, falante, urgente. Pergunta e responde, ocupa o espaço inteiro, transforma qualquer conversa em espetáculo. Ambos vivem no limite e, de alguma forma, parecem exemplares.


    Vivem no limite porque o meio termo não interessa. A pausa incomoda. O silêncio soa como falha. É preciso estar sempre fazendo, dizendo, reagindo. Quem para parece improdutivo; quem escuta demais vira suspeito. No convívio, essas pessoas cansam mais do que percebem. Perturbam o entorno sem notar, falam como se o mundo estivesse sempre à espera de opinião. Para elas, isso talvez tenha virado virtude social, como se viver exigisse sempre o excesso.


    Os de Sísifo seguem outro roteiro. Trabalham, cumprem, repetem. Empurram dias com eficiência e um cansaço que já nem chama atenção. Não reclamam muito o que ajuda a manter tudo em ordem. Vivem no limite do esgotamento.


    E os de Dionísio? Os que ardem e explodem, iluminam qualquer sala com a própria presença, aqueles que vivem no limite da vivacidade extrema, do prazer ou do caos, onde estão? Onde ficaram?


    O paradoxal é que esses extremos convivem bem: um transborda, o outro suporta; um vê excesso onde há paixão, o outro vê desgaste onde há responsabilidade. O mundo gira nessa acomodação polida e chama isso de costume.


    Penso que, no fundo, viver no limite não é coragem nem intensidade. É uma forma eficiente de não parar para pensar. O excesso ocupa o lugar da dúvida; a repetição, o da escolha. Tudo anda, tudo funciona, tudo parece sob controle até que alguém cansa, adoece ou simplesmente some da cena.


    Talvez por isso a mitologia siga tão atual. Não porque fale do passado, mas porque descreve com precisão esse hábito persistente de transformar condenação em rotina e viver como se isso fosse normal.


Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado). 

Qual das alternativas a seguir apresenta separação silábica INCORRETA de vocábulos do texto?  
Alternativas
Q3865383 Português

Silenciosamente barulhento


A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?


Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.


Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.


Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.


Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.


Não responder ainda.

Não decidir agora.

Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.


Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.


Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.


Ao menos, não ainda.


Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).

Considerando a identificação de dígrafos consonantais e vocálicos nas palavras “sussurros” e “assentar”, complete corretamente as lacunas, indicando, respectivamente, o número de dígrafos presentes em cada vocábulo:

Na palavra “sussurros” há ______ dígrafos, e na palavra “assentar” há ______ dígrafos. 
Alternativas
Q3864988 Português
TEXTO I

A língua é uma construção viva, moldada pelo uso cotidiano e pelas transformações históricas que atravessam a sociedade. Ela não permanece estática, pois acompanha as mudanças culturais, tecnológicas e sociais de cada época, incorporando novos sentidos, palavras e formas de expressão.

No entanto, apesar dessa dinamicidade, a língua também se organiza por regras e convenções que possibilitam a comunicação entre os falantes. A gramática, a ortografia e os princípios sintáticos funcionam como instrumentos de estabilidade, garantindo que a mensagem seja compreendida de maneira relativamente uniforme.

Entre o uso espontâneo da linguagem e suas normas, surge um espaço de tensão equilibrada: ao mesmo tempo em que o falante cria, adapta e ressignifica, ele também precisa reconhecer limites impostos pelo sistema linguístico. É nesse equilíbrio que se constrói a eficácia comunicativa.

Assim, compreender a língua vai além de memorizar regras. Exige interpretar sentidos, reconhecer intenções, perceber escolhas vocabulares e entender como cada elemento linguístico contribui para a construção do significado no texto.
Assinale a alternativa em que a divisão silábica da palavra “comunicação” está correta, conforme as regras ortográficas vigentes:
Alternativas
Q3863803 Português
Começa a COP30: Quais são as últimas novidades da ciência sobre o clima?


    A COP30 começou nesta segunda-feira (10) em Belém, no Pará. Delegações de mais de 160 países irão discutir as metas e medidas para combater o aquecimento global. Com o ritmo das mudanças climáticas se acelerando, eventos climáticos extremos e outros impactos estão causando danos cada vez maiores às populações e ao meio ambiente em todo o mundo. 

    As temperaturas globais não estão apenas subindo, estão subindo mais rápido do que antes, com novos recordes registrados para 2023 e 2024 e em alguns momentos de 2025. Essa descoberta fez parte de um estudo importante realizado em junho que atualizou os dados de referência usados nos relatórios científicos elaborados a cada poucos anos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

    A nova pesquisa mostra que a temperatura média global está subindo a uma taxa de 0,27 grau Celsius por década – ou quase 50% mais rápido do que nas décadas de 1990 e 2000, quando a taxa de aquecimento era de cerca de 0,2°C por década.

    O nível do mar também está subindo mais rapidamente agora – cerca de 4,5 milímetros por ano na última década, em comparação com 1,85 mm por ano medidos ao longo das décadas desde 1900. O mundo está agora a caminho de ultrapassar o limite de aquecimento de 1,5 °C por volta de 2030, após o qual os cientistas alertam que provavelmente desencadearemos impactos catastróficos e irreversíveis.

   O mundo está agora a caminho de ultrapassar o limite de aquecimento de 1,5 °C por volta de 2030, após o qual os cientistas alertam que provavelmente desencadearemos impactos catastróficos e irreversíveis. O mundo já aqueceu entre 1,3 °C e 1,4 °C desde a era pré-industrial, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial.

    Os corais de águas quentes estão sofrendo uma mortandade quase irreversível devido às sucessivas ondas de calor marinhas – marcando o que seria o primeiro chamado ponto de inflexão climática, quando um sistema ambiental começa a mudar para um estado diferente.

    Em outubro, pesquisadores também alertaram que a floresta amazônica pode começar a morrer e se transformar em um ecossistema diferente, como a savana, se o desmatamento acelerado continuar à medida que o aquecimento global ultrapassar 1,5 °C, o que está ocorrendo antes do que se estimava anteriormente.

    Disseram que o derretimento da camada de gelo da Groenlândia pode contribuir para um colapso precoce da Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico (AMOC), corrente oceânica responsável pela manutenção de invernos amenos na Europa.

    Na Antártida, onde as camadas de gelo também estão ameaçadas, os cientistas estão preocupados com o declínio do gelo marinho ao redor do continente mais meridional. Assim como ocorre no Ártico, a perda de gelo expõe a água escura, que pode absorver mais radiação solar, amplificando a tendência geral de aquecimento. Isso também coloca em risco o crescimento do fitoplâncton, que consome grande parte do CO2 do planeta. Além das ondas de calor e da seca, os incêndios florestais ainda representam uma ameaça, tornando-se frequentes e severos. 

    O relatório State of Wildfires deste ano, elaborado por um grupo de agências meteorológicas e universidades, contabilizou cerca de 3,7 milhões de quilômetros quadrados (1,4 milhão de milhas quadradas) queimados entre março de 2024 e fevereiro de 2025 – uma área aproximadamente do tamanho da Índia e da Noruega juntas.

     Isso representou uma quantidade ligeiramente menor do que a média anual de incêndios florestais das últimas duas décadas. No entanto, os incêndios produziram emissões de CO2 mais elevadas do que antes, devido à queima de florestas com maior densidade de carbono.


Fonte: Começa a COP30: Quais são as últimas novidades da ciência sobre o clima? | CNN Brasil
Assinale a alternativa cuja letra c da palavra represente o mesmo fonema representado pela letra c na palavra incêndios
Alternativas
Q3863434 Português

Leia para responder à questão.


O lilás é uma cor que parece carregar, ao mesmo tempo, delicadeza e estranhamento: não grita como o vermelho, não se impõe como o preto, mas chama atenção por um tipo de presença silenciosa. Por isso, costuma marcar objetos e cenas que querem sugerir transição, sonho, imaginação ou cuidado. Em muitos contextos visuais, o lilás aparece como ponte entre o azul e o rosa, criando uma sensação de suspensão, como se a imagem estivesse entre a realidade e a lembrança.

Na natureza, o lilás se destaca em flores e paisagens que viram referência afetiva: lavandas, lilases, hortênsias e campos que, quando vistos em conjunto, produzem uma impressão quase cinematográfica. Essa cor também surge em crepúsculos e reflexos do céu, quando a luz muda de forma rápida e o olhar percebe nuances que parecem raras.

Não é à toa que o lilás, em narrativas e descrições, frequentemente acompanha momentos de pausa, contemplação e mudança de ciclo.

No campo cultural, o lilás aparece como símbolo em diferentes movimentos e tradições, assumindo significados ligados à memória, à dignidade e à afirmação identitária. É uma cor recorrente em campanhas e manifestações públicas, em detalhes de vestuário e em elementos de design que buscam comunicar valores sem depender de frases longas. Ao mesmo tempo, o lilás foi incorporado pela moda, pela estética pop e pela linguagem digital, tornandose marca de estilos que transitam entre o retrô e o futurista.

Também há coisas marcantes de cor lilás no cotidiano: embalagens de produtos de cuidado pessoal, cadernos, canetas, capas, luzes decorativas, ambientes com iluminação suave e objetos que procuram transmitir calma. Em muitos espaços, o lilás é usado para diminuir a sensação de rigidez e tornar o ambiente mais acolhedor, como se a cor tivesse uma função de “amortecer” o mundo. Assim, o lilás permanece como um recurso expressivo que, mesmo discreto, consegue fixar lembranças e dar identidade a cenas e objetos. 

Todas as palavras, abaixo, extraídas do texto, são polissílabas, exceto:
Alternativas
Q3863433 Português

Leia para responder à questão.


O lilás é uma cor que parece carregar, ao mesmo tempo, delicadeza e estranhamento: não grita como o vermelho, não se impõe como o preto, mas chama atenção por um tipo de presença silenciosa. Por isso, costuma marcar objetos e cenas que querem sugerir transição, sonho, imaginação ou cuidado. Em muitos contextos visuais, o lilás aparece como ponte entre o azul e o rosa, criando uma sensação de suspensão, como se a imagem estivesse entre a realidade e a lembrança.

Na natureza, o lilás se destaca em flores e paisagens que viram referência afetiva: lavandas, lilases, hortênsias e campos que, quando vistos em conjunto, produzem uma impressão quase cinematográfica. Essa cor também surge em crepúsculos e reflexos do céu, quando a luz muda de forma rápida e o olhar percebe nuances que parecem raras.

Não é à toa que o lilás, em narrativas e descrições, frequentemente acompanha momentos de pausa, contemplação e mudança de ciclo.

No campo cultural, o lilás aparece como símbolo em diferentes movimentos e tradições, assumindo significados ligados à memória, à dignidade e à afirmação identitária. É uma cor recorrente em campanhas e manifestações públicas, em detalhes de vestuário e em elementos de design que buscam comunicar valores sem depender de frases longas. Ao mesmo tempo, o lilás foi incorporado pela moda, pela estética pop e pela linguagem digital, tornandose marca de estilos que transitam entre o retrô e o futurista.

Também há coisas marcantes de cor lilás no cotidiano: embalagens de produtos de cuidado pessoal, cadernos, canetas, capas, luzes decorativas, ambientes com iluminação suave e objetos que procuram transmitir calma. Em muitos espaços, o lilás é usado para diminuir a sensação de rigidez e tornar o ambiente mais acolhedor, como se a cor tivesse uma função de “amortecer” o mundo. Assim, o lilás permanece como um recurso expressivo que, mesmo discreto, consegue fixar lembranças e dar identidade a cenas e objetos. 

A palavra “transitam” apresenta a palavra S com fonologia específica. Indique, entre as alternativas, a palavra que segue a mesma característica fonológica: 
Alternativas
Q3862863 Português
Madrasta contratou morte de mãe para poder ficar com a filha dela


    A Polícia Civil do Rio de Janeiro procura Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, apontada como mandante do homicídio de Laís de Oliveira Gomes Pereira, de 26 anos, ocorrido no dia 4 de novembro, em Sepetiba, na Zona Oeste da cidade. A vítima foi morta com um tiro na nuca enquanto empurrava o carrinho do filho de 2 anos.


    Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), Gabrielle teria planejado o crime com o objetivo de obter a guarda exclusiva da criança, enteada dela. A suspeita, de acordo com os policiais, apresentava comportamento possessivo em relação à menina e teria oferecido cerca de R$ 20 mil para que dois homens executassem a vítima.

     Ontem (10), os agentes prenderam Davi de Souza Malto, identificado como o autor dos disparos. A ação foi realizada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, após trabalho de inteligência e monitoramento. Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em endereços ligados aos investigados, com o objetivo de reunir novas provas.

    Outro envolvido, Erick Santos Maria, que dirigia a motocicleta usada na execução, se entregou à polícia na sexta-feira anterior (07). Ele também teve a prisão decretada por homicídio. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas ajudaram a identificar a dupla e esclarecer a dinâmica do crime.

     Laís de Oliveira Gomes Pereira, de 26 anos, trabalhava como técnica de enfermagem e era mãe de duas crianças, um menino de 2 anos e uma menina de 4. O caso gerou comoção entre familiares e moradores de Sepetiba.

    De acordo com a DHC, as diligências continuam para localizar Gabrielle Rosário e concluir o inquérito. A Polícia Civil mantém as investigações para reunir mais elementos sobre a motivação e a participação de cada suspeito no caso.


Fonte: RJ: madrasta contratou morte de mãe para poder ficar com a filha dela | CNN Brasil
Assinale a alternativa na qual as duas palavras possuam o mesmo número de sílabas:
Alternativas
Q3862161 Português
A divisão silábica gramatical obedece a algumas regras. Sobre isso, leia os itens e especifique a alternativa devida.

(I)- As letras que formam os dígrafos rr, ss, sc, sç, xs, xc, devem ser separadas.
(II)- Os encontros consonantais que ocorrem em sílabas internas não devem ser separados, excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r.
(III)- Os hiatos são sempre separados quanto à divisão silábica. 
Alternativas
Q3862151 Português
Leia o texto para responder à questão.


Dizia Bob Marley: Não me chame de Amor, se não for capaz de me amar.

Não me chame de Vida, se pretender me tirar da sua.

Não me chame de Bebê, se não for cuidar de mim.

Não me chama de Coração, se pretender machucar o meu.

Não me chame de Anjo, se não sou especial para você.

Se não for capaz de fazer tudo isso... chame apenas pelo meu nome.

(Bob Marley).
Tratando-se de encontros vocálicos, as palavras do texto (sua, cuidar. meu, especial) são:
Alternativas
Q3862129 Português

Leia para responder à questão.


A evolução da telefonia no mundo pode ser lida como uma história de redução de distâncias: do fio ao sinal, do aparelho fixo ao bolso, da voz ao ecossistema de dados. No fim do século XIX, com a consolidação do telefone como tecnologia comercial, a comunicação deixou de depender do transporte físico de mensagens e passou a acontecer em tempo real, ainda que limitada por infraestrutura cara, por centrais manuais e por redes locais. As primeiras décadas foram marcadas por expansão lenta e desigual, com a telefonia associada a centros urbanos e a instituições, enquanto áreas rurais e regiões periféricas permaneciam à margem.

Com o avanço das redes e a automação das centrais, a telefonia ganhou escala e confiabilidade. A migração gradual de sistemas eletromecânicos para digitais, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, ampliou a capacidade de tráfego, melhorou a qualidade do áudio e abriu espaço para serviços complementares, como discagem direta, chamadas internacionais mais acessíveis e recursos de identificação e encaminhamento. Ao mesmo tempo, a telefonia se tornou um serviço essencial para atividades econômicas, emergências e organização social, criando uma expectativa de disponibilidade que passou a moldar rotinas e decisões.

A virada mais visível ocorreu com a telefonia móvel. O que começou como tecnologia restrita e de alto custo transformou-se, em poucas décadas, em base de conectividade para bilhões de pessoas. A passagem por diferentes “gerações” de redes — com maior cobertura, maior velocidade e menor latência — não significou apenas melhora técnica: mudou o significado do próprio telefone.

O aparelho deixou de ser um terminal de voz e tornou-se um dispositivo híbrido, que integra comunicação, registro, localização, autenticação e acesso permanente a serviços, redefinindo a noção de presença e urgência.

Hoje, a telefonia se confunde com a infraestrutura digital que sustenta aplicações, plataformas e serviços em nuvem, incluindo chamadas por internet e múltiplas formas de interação que extrapolam a voz. Essa integração trouxe ganhos evidentes, mas também novas tensões: dependência tecnológica, desafios de privacidade, golpes, exclusão digital e vulnerabilidades em redes críticas. Assim, a evolução da telefonia não é apenas uma linha de inovações: é um processo que reorganiza hábitos, relações de trabalho, formas de sociabilidade e modos de participação no mundo, revelando que cada avanço técnico vem acompanhado de mudanças culturais e éticas. 

Quanto à tonicidade, indique a alternativa que aponte uma palavra que se classifica de modo diferente da palavra “sociabilidade”:
Alternativas
Q3862125 Português

Leia para responder à questão.


A evolução da telefonia no mundo pode ser lida como uma história de redução de distâncias: do fio ao sinal, do aparelho fixo ao bolso, da voz ao ecossistema de dados. No fim do século XIX, com a consolidação do telefone como tecnologia comercial, a comunicação deixou de depender do transporte físico de mensagens e passou a acontecer em tempo real, ainda que limitada por infraestrutura cara, por centrais manuais e por redes locais. As primeiras décadas foram marcadas por expansão lenta e desigual, com a telefonia associada a centros urbanos e a instituições, enquanto áreas rurais e regiões periféricas permaneciam à margem.

Com o avanço das redes e a automação das centrais, a telefonia ganhou escala e confiabilidade. A migração gradual de sistemas eletromecânicos para digitais, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, ampliou a capacidade de tráfego, melhorou a qualidade do áudio e abriu espaço para serviços complementares, como discagem direta, chamadas internacionais mais acessíveis e recursos de identificação e encaminhamento. Ao mesmo tempo, a telefonia se tornou um serviço essencial para atividades econômicas, emergências e organização social, criando uma expectativa de disponibilidade que passou a moldar rotinas e decisões.

A virada mais visível ocorreu com a telefonia móvel. O que começou como tecnologia restrita e de alto custo transformou-se, em poucas décadas, em base de conectividade para bilhões de pessoas. A passagem por diferentes “gerações” de redes — com maior cobertura, maior velocidade e menor latência — não significou apenas melhora técnica: mudou o significado do próprio telefone.

O aparelho deixou de ser um terminal de voz e tornou-se um dispositivo híbrido, que integra comunicação, registro, localização, autenticação e acesso permanente a serviços, redefinindo a noção de presença e urgência.

Hoje, a telefonia se confunde com a infraestrutura digital que sustenta aplicações, plataformas e serviços em nuvem, incluindo chamadas por internet e múltiplas formas de interação que extrapolam a voz. Essa integração trouxe ganhos evidentes, mas também novas tensões: dependência tecnológica, desafios de privacidade, golpes, exclusão digital e vulnerabilidades em redes críticas. Assim, a evolução da telefonia não é apenas uma linha de inovações: é um processo que reorganiza hábitos, relações de trabalho, formas de sociabilidade e modos de participação no mundo, revelando que cada avanço técnico vem acompanhado de mudanças culturais e éticas. 

Considere, entre as palavras retiradas do texto, a que apresenta, somente, encontro consonantal disjunto:
Alternativas
Q3862074 Português
Foguete inédito será lançado no Maranhão; entenda tecnologia sul-coreana


    O lançamento do foguete HANBIT-Nano, da empresa privada sul-coreana Innospace, que vai ser lançado no Maranhão, teve a integração das cargas úteis iniciada na última segunda-feira (10). A etapa é considerada decisiva para o lançamento durante a Operação Spaceward. O foguete será lançado na próxima semana.

   Nessa fase, são realizados testes e verificações que asseguram uma conexão correta entre a carga útil, como satélites e experimentos, e o veículo lançador, o que assegura que cada equipamento está estabilizado e funcional para o momento do voo.

    O objetivo da missão é transportar cinco satélites e três experimentos para o espaço. Os materiais foram desenvolvidos por universidades e empresas nacionais e internacionais e simboliza a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais.

   Nesta etapa são feitos os testes elétricos e mecânicos entre os adaptadores de carga útil e os equipamentos embarcados. A etapa inclui também a checagem de compatibilidade entre os sistemas dos satélites e os subsistemas do veículo lançador.

  São realizados testes funcionais, verificações de comunicação e análises de resposta dos equipamentos quando conectados ao hardware de integração. Esse conjunto de verificações serve para confirmar se as cargas se comunicam corretamente com o foguete, garantindo compatibilidade e segurança entre os meios antes do lançamento.

  “Essa etapa da operação é uma atribuição conduzida diretamente pela Innospace e pelos desenvolvedores dos satélites e experimentos. A FAB acompanha todo o processo no Prédio de Preparação de Propulsores, infraestrutura especializada disponibilizada pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)”, destaca o Coordenador-Geral da Operação, Coronel Engenheiro Rogério Moreira Cazo.

    Após a equipe concluir a etapa atual, a missão avançará para a integração final, momento em que os satélites serão instalados no módulo responsável por acomodá-los dentro do foguete. Em seguida, deve ocorrer a instalação das carenagens, as simulações gerais de pré-lançamento, as avaliações ambientais completas e, por fim, os procedimentos conjuntos de segurança de voo e coordenação operacional com a FAB (Força Aérea Brasileira).

   Essa sequência marca o início das últimas horas antes da contagem regressiva, quando todo o sistema, composto por foguete, cargas, infraestrutura e equipes, passa a operar em modo de prontidão máxima.


Fonte: Foguete inédito será lançado no Maranhão; entenda tecnologia sul-coreana | CNN Brasil
Assinale a alternativa cuja letra s da palavra represente o mesmo fonema representado pela letra s na palavra sequência:
Alternativas
Q3862072 Português
Foguete inédito será lançado no Maranhão; entenda tecnologia sul-coreana


    O lançamento do foguete HANBIT-Nano, da empresa privada sul-coreana Innospace, que vai ser lançado no Maranhão, teve a integração das cargas úteis iniciada na última segunda-feira (10). A etapa é considerada decisiva para o lançamento durante a Operação Spaceward. O foguete será lançado na próxima semana.

   Nessa fase, são realizados testes e verificações que asseguram uma conexão correta entre a carga útil, como satélites e experimentos, e o veículo lançador, o que assegura que cada equipamento está estabilizado e funcional para o momento do voo.

    O objetivo da missão é transportar cinco satélites e três experimentos para o espaço. Os materiais foram desenvolvidos por universidades e empresas nacionais e internacionais e simboliza a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais.

   Nesta etapa são feitos os testes elétricos e mecânicos entre os adaptadores de carga útil e os equipamentos embarcados. A etapa inclui também a checagem de compatibilidade entre os sistemas dos satélites e os subsistemas do veículo lançador.

  São realizados testes funcionais, verificações de comunicação e análises de resposta dos equipamentos quando conectados ao hardware de integração. Esse conjunto de verificações serve para confirmar se as cargas se comunicam corretamente com o foguete, garantindo compatibilidade e segurança entre os meios antes do lançamento.

  “Essa etapa da operação é uma atribuição conduzida diretamente pela Innospace e pelos desenvolvedores dos satélites e experimentos. A FAB acompanha todo o processo no Prédio de Preparação de Propulsores, infraestrutura especializada disponibilizada pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)”, destaca o Coordenador-Geral da Operação, Coronel Engenheiro Rogério Moreira Cazo.

    Após a equipe concluir a etapa atual, a missão avançará para a integração final, momento em que os satélites serão instalados no módulo responsável por acomodá-los dentro do foguete. Em seguida, deve ocorrer a instalação das carenagens, as simulações gerais de pré-lançamento, as avaliações ambientais completas e, por fim, os procedimentos conjuntos de segurança de voo e coordenação operacional com a FAB (Força Aérea Brasileira).

   Essa sequência marca o início das últimas horas antes da contagem regressiva, quando todo o sistema, composto por foguete, cargas, infraestrutura e equipes, passa a operar em modo de prontidão máxima.


Fonte: Foguete inédito será lançado no Maranhão; entenda tecnologia sul-coreana | CNN Brasil
Assinale a alternativa na qual as duas palavras possuam dígrafos: 
Alternativas
Q3861852 Português
Assinale a alternativa em que há dígrafo consonantal e encontro vocálico, respectivamente. 
Alternativas
Q3857936 Português
ISCA DE POLÍCIA

ANGULO DE ESCONCHO... ENTRE O VOLANTE E O PARA-BRISA. De olho na área! Que em dia de branco e com gente parda atrasada pro trabalho, há sempre suspeita.

Nego correndo...? É ladrão!

— ... Mas o amplificador é meu, pô!

Dizia Itamar ao polícia, que já lhe torcia o braço enquanto caminhava rente a calçada, rua abaixo em direção a viatura...

— Cara, olha ali!? Eu vou perder o ônibus!

— Em cana, Negão! Bota ele! Gritava outro, ajeitando o lugar no camburão entre a grade e a porta.

Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!

— É cana, negão!

— ... Mas o amplificador e meu, pô!

Insistia o preto, enquanto, na gentileza, o polícia abaixava a cabeça dele para entrar no camburão.

Cacete! Hoje não rola ensaio de novo! E já tô e vendo o pessoal me esculachar de irresponsável! Puta merda!

De Londrina a Pitangueiras é chão... O amplificador não tinha nada que ver com lonjuras, conduções e regras de cor. Devia ter ficado guardado na casa de Chagas.

Porra! Por que que preto nunca se sai da suja?

No solavanco da Veraneio, a cabeça batendo contra o vidro. As esquinas em outras quebradas se deixando para trás. Os carros. As casas e, nas paredes, os piches.

O amplificador calado... frio e quadrado, no colo do polícia ouvia tudo. Com todos seus botões, VU’s, entradas e cabos. Sem poder falar do sacrifício que é sempre um da margem fazer um som na contramão do sistema.

— Quanto custa um bicho deste, hein? Perguntava com um riso de canto de boca pro outro enquanto percutia, com o nó dos dedos em cima do aparelho, o polícia mais magro.

O gordo:

— Na delegacia ele canta, que o plantão hoje é do Gomes!

Novo solavanco.

— Mas o amplificador é meu, pô!

Nada! Só o ronco do motor da Veraneio, indiferente e vascaína, levando mais um para amontoar. A guarda e a ordem sempre vigilantes contra os de má aparência, gente que deveria entender que não se ultrapassa a fita zebrada que separa o cá e o lá... e os constantes avisos de “proibido sonhar em som alto”.

Amplificador de segunda mão não tem nota fiscal.

Mas ladrão, arrombador, lanceiro e receptor, tudo tem cor. Pressupõem-se tingidos de preto fosco nas consciências vigilantes.

Enquanto isso, sem jeito que dar, Itamar pensava era se, no escurecer do camburão, daria para ver a lua surgir, pintando de prata a lembrança das suas orquídeas brancas.

(SOUZA, Auricélio Ferreira de. Objeto Urgente. São Paulo: Patuá, 2025. p.23, 25) 
Nego assim, enxamioso, na rua, carregando um aparelho caro desse? Até parece que tem aparência e posses pra ser dono!’ O termo destacado é figurativo metafórico e serve para atribuir características, como apresentado, exibido, espaçoso. Além desta ampla conotação, apresenta ainda dificuldade no momento de sua grafia pela utilização do fonema / ∫ / “ch/x”. Dito isto, marque a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente, utilizando X ou CH para representar o mesmo fonema / ∫ / (o som de “chiado”):  
Alternativas
Q3856300 Português
Assinale a opção que apresenta a frase em que a pronúncia da palavra sublinhada, na forma plural, é feita com o fechado (ô). 
Alternativas
Respostas
281: C
282: A
283: B
284: D
285: A
286: B
287: A
288: C
289: D
290: D
291: E
292: A
293: A
294: A
295: C
296: C
297: B
298: A
299: B
300: E