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Q4036950 Português
Para responder à questão seguinte, leia o texto abaixo.

Oportunismo eleitoral e despesas ambientais nos
municípios do Brasil

    A competência do gestor público é frequentemente avaliada com base em sua capacidade de prover bens e serviços coletivos com eficiência e responsabilidade fiscal. Em períodos eleitorais, esse julgamento se intensifica, incentivando gestores a adotarem estratégias que ampliem sua popularidade e aumentem suas chances de reeleição. Entre essas estratégias, destacam-se o esforço em evitar déficits fiscais e o redirecionamento de recursos para áreas de maior visibilidade política, como pessoal, educação e infraestrutura.


    Tais ações evidenciam uma seletividade orçamentária, em que determinadas despesas são priorizadas estrategicamente conforme o ciclo político, gerando assimetria informacional de curto prazo. Esse comportamento encontra respaldo na Teoria dos Ciclos Políticos (TCP), segundo a qual gestores ajustam a política econômica de acordo com o calendário eleitoral, cuja previsibilidade favorece a antecipação de decisões com o objetivo de obter vantagem eleitoral.


    A TCP postula, em suas hipóteses, que gestores públicos se aproveitam da racionalidade limitada dos eleitores, divulgando benefícios e propostas para angariar votos. Esse aproveitamento da memória de curto prazo dos eleitores é declarado como a hipótese oportunística na TCP, e assume que os gestores utilizam ideologias e percepções populacionais para ganhos políticos em períodos eleitorais. Um bom exemplo é o uso de pautas ambientais para fomentar apoio em campanhas eleitorais, explorando a miopia política do eleitorado para obter suporte.


    Paralelamente, a criação do Sistema de Contabilidade Econômico-Ambiental, adotado como referência internacional pela Organização das Nações Unidas (ONU), promove a integração de dados econômicos e ambientais, proporcionando visão abrangente da contabilização de recursos naturais na produção de bens e serviços. Para legitimar a conformidade desse sistema dentro da esfera pública, foi desenvolvido um movimento liderado pelo International Public Sector Accounting Standards Board (IPSASB), que, em 2022, formalizou o início das normas de relatórios de sustentabilidade.


    Tais iniciativas foram impulsionadas por agendas ambientais globais. Entre essas agendas, destacam-se o Acordo de Paris, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a Agenda 21. Esses mecanismos buscam integrar a dimensão ambiental à lógica orçamentária estatal, por meio da mensuração das chamadas “despesas com capital verde”.


    No contexto brasileiro, a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída pela Lei n. 6.938/1981, estabelece as diretrizes para a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. As chamadas despesas ambientais abrangem ações como controle de cheias, licenciamento, gestão de resíduos e recuperação de áreas degradadas, funcionando como indicativo da prioridade atribuída à agenda ambiental nos municípios.


    Diante do cenário de restrição fiscal, o orçamento público consolida-se como principal instrumento de escolha política e alocação estratégica. No Brasil, além de sua função de planejamento, ele também exerce papel fundamental na transparência, no controle social e na responsabilização dos gestores, contribuindo para a qualidade da gestão pública e a eficiência no uso dos recursos.


Como entes federativos mais próximos das demandas sociais, os municípios exercem papel decisivo na provisão de bens públicos. Estudos apontam que prefeitos tendem a ajustar suas decisões orçamentárias com base em incentivos eleitorais, priorizando áreas de maior apelo junto ao eleitorado. Nesse contexto, políticas ambientais podem ser relegadas a segundo plano em anos eleitorais, em favor de despesas com vantagem eleitoral, como obras públicas ou folha de pagamento.


Fonte: MARQUES, M. S. et al. Oportunismo eleitoral e despesas

ambientais nos municípios do Brasil. Cad. Gest. Pública Cid., São

Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).

Considerando os princípios da fonética e da fonologia da Língua Portuguesa, especialmente no que se refere à relação entre letras e fonemas, analise as partes que seguem:


(1ª parte). Na palavra hipótese, a letra h inicial não representa fonema, por não possuir realização sonora, razão pela qual o número de fonemas é inferior ao de letras.


(2ª parte). Na palavra próximos, a letra x representa dois fonemas, razão pela qual o total de fonemas da palavra é superior ao número de letras.


Pode-se afirmar que:

Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A solução depende da análise da relação letra-fonema nas palavras destacadas: a 1ª parte coincide com a regra estável do "h" inicial, enquanto a 2ª parte atribui ao "x" de "próximos" um valor fonêmico categórico que a base não autoriza como generalização segura. Por isso, apenas a 1ª parte se mantém correta.

Tema central: Letras e fonemas
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque nega a correção da 1ª parte. Em "hipótese", o "h" inicial não realiza fonema; portanto, a afirmação sobre haver menos fonemas que letras está correta.
B
Errada
Está errada porque considera correta a 2ª parte, mas essa parte generaliza indevidamente o comportamento da letra "x". A base é expressa ao afirmar que, em "próximos", não se deve tomar o "x" como representação inequívoca de dois fonemas a ponto de concluir, de forma segura, que há mais fonemas que letras.
C
Certa
A alternativa C está correta porque só a 1ª afirmação se sustenta pela regra fonológica cobrada. Em "hipótese", o "h" inicial é apenas gráfico e não corresponde a fonema, o que justifica a diferença entre número de letras e número de fonemas. Já a 2ª afirmação erra ao tratar o "x" de "próximos" de modo categórico, como se essa letra sempre ou necessariamente representasse dois fonemas; a base indica que esse valor depende da palavra e não pode ser generalizado dessa forma.
D
Errada
Está errada porque afirma que apenas a 2ª parte está correta, quando a 1ª parte é justamente a que se apoia em regra estável: o "h" inicial de "hipótese" é letra sem valor fonêmico.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tratar toda letra como se correspondesse a um fonema e, principalmente, assumir que a letra "x" sempre vale dois fonemas, sem considerar sua realização variável conforme a palavra.
Dica para questões semelhantes
  • Separe letra de fonema: nem toda letra escrita tem realização sonora.
  • Quando aparecer "x", não aplique um valor fixo automaticamente; verifique se a afirmação está tratando esse comportamento como regra geral.
  • Se uma assertiva usa formulação categórica sobre o som de uma letra polivalente, desconfie.
  • Em questões desse tipo, resolva pelas palavras destacadas, não pelo tema do texto-base.

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Comentários

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Gabarito letra "C"

Na língua portuguesa o H é apenas um grafema. Ou seja, não representa nenhum som. Neste caso, a afirmação está correta.

Já no segundo caso, a palavra próximos apresenta oito fonemas, sendo que o fone X não representa dois sons, como por exemplo em: Táxi,Fixo, Pix.

A transcrição fonêmica da palavra próximos nos comprova isto.

P/r/ó/s/i/m/o/s

Portanto, o grafema X representa o fonema S.

achei que o x faria o som de sc

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